FAN FICTION
AUTORA : Sky
E-MAIL :
selmasky@ig.com.brDISCLAIMER : Os personagens desta estória pertencem aos seus criadores e divulgadores, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo.
CLASSIFICAÇÃO : Shipper
CENSURA : 18 anos
SINOPSE : O que poderia acontecer no Dia de Ação de Graças entre um casal de agentes, num prédio
deserto.
OBSERVAÇÕ ES : Não sei se pode ser classificada como NC17, deixo para o julgamento de vocês, mas
se não gostam de cenas de sexo, aconselho a não lerem.
Para os que lerem, críticas, sugestões e comentários serão bem vindos.
A música final pertence ao CD All the way da Celine Dion e se chama If walls could Talk e, se aceitam uma dica e puderem, leiam ouvindo a música .
MAKING LOVE
ESCRITÓRIO DO FBI
Washington DC
_ Mulder eu não acredito ! Você sabe que dia é hoje ?
Ele ignorava completamente a explosão dela, absorto que estava na leitura de um arquivo .
_ Hoje é dia de Ação de Graças, Mulder. Sabe o que é isso ? Feriado, pessoas reunidas, descanso... Eu estava pronta para sair, ver minha família, quando você me pediu para vir aqui. Posso saber por quê ?
Ele parou para fitá-la com os braços cruzados e ar contrariado.
_ Somos funcionários do governo, Scully. Não existe feriado para nós.
_ Só há nós dois e o porteiro neste prédio, Mulder !
Ele observou-a de cima abaixo. Colocou a pasta sobre a mesa e sorriu. Também não sabia porque a havia chamado. Eram apenas mais algumas evidências sobre o caso que estavam investigando, mas que ele poderia tranqüilamente ter dito a ela por telefone ou esperado para o dia seguinte. Alguma coisa nele pedia que a chamasse e ele pensava que essa alguma coisa tinha a ver com o sonho que tivera com ela... com eles... uma noite...bem....enfim.... Já há algum tempo a parceira vinha povoando seus pensamentos. Se surpreendia pensando nela quando estava sozinho, quando chegava em casa e ligava a televisão sem , no entanto, prestar atenção, relembrando cenas em que a conversa havia se desviado para o lado pessoal ou que seus corpos haviam-se tocado casualmente durante alguma investigação, num gesto familiar de conforto ou amizade. Queria estar perto dela. Sabia que era injusto, mas não conseguia evitar. Mas não admitiria isso pra ela, ao contrário, se escondia atrás do sarcasmo ou da ironia.
_ Está com tanta vontade de comer peru, Scully ? É apenas uma data .
Ela suspirou deixando os braços caírem ao longo do corpo.
_ Esquece, você não entende de coisas normais.
_ Scully, você viu onde eu deixei aquele envelope com as fotos do caso ? Eu lembro que escondi para que ninguém encontrasse e agora nem eu mesmo acho .
Ela balançou a cabeça desolada e resignada. De que adiantava insistir se ele nem a escutava ? Mas, intimamente, sentia-se feliz por ele reclamar tanto a sua presença. Apesar de jamais confessar nem a si mesma, gostava quando ele a procurava, nas horas mais inusitadas , durante a noite quando se sobressaltava ao ouvir o toque do telefone ou na porta e sorria porque sabia que era ele quem vinha resgatá-la de sua solidão, mesmo que fosse apenas para atormentá-la com suas loucas teorias. Estar ao lado dele era como uma necessidade, como um banho quente após um dia exaustivo de trabalho, mas nunca deixaria que ele soubesse disso, temia que ele se afastasse. Preferia manter o mesmo tom indiferente e irônico dele.
_ Se mantivesse esta bagunça, que você chama de escritório, em ordem , Mulder, talvez conseguisse achar alguma coisa. Você jogou em cima do armário.
Ele a fitou e esboçou uma careta .
_ Pode pegar pra mim, Sra. Organização Perfeita ? _ ele pediu e voltou a ler o arquivo.
Mas não estava mais pensando no caso, pensava nela. Reparou que se arrumara de uma maneira especial naquele dia. Usava uma saia justa, num tom claro, na altura dos joelhos, a meia e os sapatos de saltos altíssimos combinando em tudo. Aliás não entendia porque ela usava aqueles saltos. Ele gostava dela pequena, frágil, delicada, porém sabia que esse não era o estilo da parceira que queria se mostrar altiva, forte, porém, ele já a via assim, até descalça. De qualquer forma, não podia negar que os saltos deixavam as pernas dela mais ...mais...
_ Aí meu Deus !! _ ele pensou _ e ainda havia a camisa branca que ela ultimamente resolvera usar sempre com os primeiros botões abertos, ficando cada dia mais difícil se concentrar quando ela se aproximava e se inclinava para lhe dizer alguma coisa. Como se não fosse bastante , o perfume suave que ele sentiu quando ela passou atrás de sua cadeira para pegar o envelope encheu o ar a sua volta.
Ficou observando-a dirigir-se até o armário, esticando os braços para pegar o envelope, a roupa colando-se ao corpo, os cabelos vermelhos deslizando pelo pescoço, o rosto levemente maquiado, os lábios entreabertos ..._ ele pensou_ Jesus, os lábios !
Scully virou-se para fitá-lo erguendo as sobrancelhas, arrancando-o sobressaltado de seus devaneios, e voltando-se novamente para o armário falou.
_ Acho que jogou muito no fundo, Mulder, não estou alcançando.
Antes que se afastasse ele se levantou e colocou-se atrás dela, erguendo o braço e pegando o envelope.
Scully ficou presa entre ele e o armário e , a princípio, não se incomodou com a situação até que percebeu que ele estava demorando demais para simplesmente puxar o envelope. Sentiu que Mulder se aproximava mais, que sua mão deixava o papel e vinha pousar em seu ombro.
A surpresa deixou-a sem ação, prendeu a respiração por um momento quando ele levou as mãos até a cintura dela, enlaçando-a e beijando-lhe a nuca.
_ O quê? ... Mulder...O que está... fazendo ? _ ela perguntou meio sem voz, tentando recuperar o controle.
_ Algo que não consigo mais segurar, Scully.
Ele não deixou que ela respondesse. Girou-a para si rapidamente, enterrando os dedos na cabeleira ruiva e roçando os lábios nos dela, sentindo a maciez e o calor . As respirações suspensas, o toque suave e terno logo deu passagem para que suas bocas se unissem, aumentando a pressão, abrindo-se para provar línguas ávidas, sedentas, curiosas.
Mulder estreitou-a mais fortemente, colando seu corpo ao dela e Scully pode sentir o desejo , que subia descontroladamente pelo seu corpo, alterando batimentos, descompassando a respiração, provocando tremores, ser transmitido a ele e, num raio de lucidez, se deu conta do que estava acontecendo.
A médica católica, sensata e equilibrada veio à tona novamente e ela se afastou ligeiramente dele, ouvindo-lhe a exclamação de desapontamento.
_ Jesus, Mulder ! _ conseguiu dizer baixinho, mal controlando as emoções que afloravam _ O que é isso agora ? Por favor... pare. Não faça isso comigo, eu...
No entanto, os braços dele não a liberaram, fitou-a com a pele afogueada, a respiração ofegante, os olhos brilhantes mergulhados na imensidão azul que o fitava surpresa, assustada, mas, como ele pôde ou pelo menos queria constatar, tão encantada quanto ele naquele momento de desequilíbrio.
Respirou fundo, controlando o tom de voz que saiu rouco, distante, apaixonado.
_ É melhor do que eu havia imaginado _ sussurrou como se não tivesse ouvido a súplica dela _ Scully, preste atenção_ ele disse acariciando o rosto dela _ se você quiser..._ os dedos dele agora percorriam o pescoço _... saia correndo agora, mas..._ ele voltou a fitá-la _...se...se estiver sentindo o mesmo que eu, se isto também te parece um sonho bom demais para ser verdade, se seu corpo estiver reagindo da mesma forma que o meu ..._ e ele parou para tocar-lhe o peito que parecia bater tão loucamente quanto o dele _ e eu acho que está... se sua bela mente tiver baixado todas as defesas...Scully... por favor, não diga nada... apenas deixe acontecer.
Seus rostos estavam novamente muito próximos. Ela podia sentir o hálito quente dele próximo aos seus cabelos e sentiu um arrepio percorrer todo o corpo, estremecendo de leve, porém não tanto que ele não notasse. Scully não respondeu de imediato e temendo que ela começasse a racionalizar e chegasse à conclusão, mais do que correta, de que aquilo era uma loucura, ele voltou a beijá-la, mas, agora, não gentilmente como antes, seus corpos estavam tensos, alertas, seus lábios buscaram os dela com pressa, abrindo-os e explorando todo o espaço, sentindo-lhe a língua ,a princípio hesitante, entregar-se àquele prazer.
Sem que dessem conta do que faziam, se abraçaram com paixão, as mãos correndo pelos corpos em carícias ousadas, bocas descendo pelo rosto, chegando ao pescoço, mordendo levemente as orelhas e espalhando uma corrente de fogo entre eles, descontrolando qualquer atitude sensata.
Mulder abraçou-lhe a cintura, levantando-a do chão e ela automaticamente cruzou as pernas sobre o quadril dele, deixando as pernas completamente a mostra.
Neste instante seus olhos , que até então tinham se mantido teimosamente fechados, com medo da censura que veriam neles,se encontraram, os lábios de abrindo num sorriso malicioso, cúmplice, mas também cheio de ternura, desejo e confiança.
_ Acho que seremos demitidos, Mulder ! _ ela sussurrou-lhe ao ouvido, passando lentamente a língua sobre o lóbulo da orelha.
_ Desta vez, Scully _ ele gemeu ao sentir o contato da língua dela _ Será por uma boa causa !
Seus gestos atordoados, abandonados, passaram a agir livremente, ambos esquecendo-se de onde estavam, o que arriscavam, para simplesmente de entregarem à sensação inebriante de estarem juntos, mais do que nunca, amando-se e compartilhando de um momento único de pura intimidade e paixão.
Mulder apoio-a na mesa e se afastou ligeiramente para fitá-la apaixonadamente. Suas mãos subiram até os cabelos dela, acariciando-os e descendo, enquanto Scully fechava os olhos para sentir melhor o contato dele em sua pele. Ele passeou pelo pescoço, identificando cada recanto daquela que era seu melhor sonho, sua única realidade. Beijou-lhe a testa com carinho, seu rosto, descendo as mãos pelos ombros, passando a língua sobre os lábios e tocando a gola da camisa, chegando até o primeiro botão. Ele hesitou neste momento, pensando que aquela era, sem dúvida, a sua maior insanidade mas, ao buscar o rosto dela, percebeu, na expressão luminosa que ele refletia, que aquela era uma insanidade completamente deliciosa e ansiosamente esperada.
Desabotoou lentamente a camisa, deixando a mostra o colo bem feito, a pele alva, que se eriçava sob seu toque o que aumentava ainda mais o desejo de sentí-la. Os seios bem feitos, sob a lingerie rendada, se agitavam sobre a respiração acelerada dela.
Scully pareceu despertar, porém, longe de se afastar, como ele imaginava que faria, estava completamente envolvida e começou a desabotoar a camisa dele, mas suas mãos trêmulas não pareciam capazes de realizar uma tão complicada operação. Fitou-o com um olhar que ele ainda não conhecia, estampando um sorriso inocente nos lábios, puxou a camisa com força enquanto ele arregalava os olhos surpreso ao ver os botões correrem apressados pela sala.
_ Ops ! _ ela sussurrou encolhendo os ombros.
A partir desse momento, qualquer censura deixou de existir, ela escorregou sobre a mesa, espalhando objetos que, apressados, eram arremessados ao chão. Scully soltou um gemido involuntário quando as mãos dele repousaram sobre sua saia, se aninhando lentamente embaixo do tecido, subindo com delicadeza, puxando a meia e ela jogou os sapatos para o alto e se apoiou totalmente.
Mulder parou de repente e ela abriu os olhos para vê-lo livrar-se da camisa e, então se sentou puxando-o entre as pernas e colocando as mãos sobre o botão da calça.
_ Esse é o meu trabalho, Mulder _ disse sorrindo
Ele retribuiu o sorriso, mal acreditando que aquela mulher insinuante era a sua mesma Scully. Levou as mãos ao fecho da saia enquanto ela , com a habilidade minuciosa de uma cirurgiã, corria as mãos pelo zíper da calça, explorando com cuidado, sentindo ali o quanto aquele momento estava sendo desejado enquanto ele simplesmente parava de respirar.
O beijo prolongado que trocavam desviava a atenção das mãos que trabalhavam diligentes na remoção das peças restantes e, ao se fitarem novamente, estavam quase completamente nus. Mulder preso entre as pernas entrelaçadas dela, livrando-se da última peça que impedia de tocar os seios que se excitavam e pareciam ter aumentado de tamanho quando ele os encaixou sob suas mãos , acariciando-os lentamente para em seguida sentí-los entre seus lábios, explorando , descendo e sorriu ao ouvir o suspiro que escapou dos lábios dela.
Abraçou-a com força e suavemente encaixou seu corpo junto a ela, movendo-se devagar e cuidadosamente para não machucá-la pois, apesar das emoções descontroladas que sentia, do desejo explodindo por todos os poros, seu único receio era magoá-la de alguma forma. Queria que fosse especial, muito especial. E não havia pressa em suas atitudes, tantos anos de espera mereciam aquele ritual calmo e intenso, onde as sensações e prazeres era liberados aos poucos, consumidos em chamas lentas e ardentes, estavam juntos, se conheciam, se exploravam, queriam prolongar ao máximo.
Agora ele estava completamente dentro dela, unidos, as mãos dele elevando-a da mesa para melhor sentí-la. Encostando-a na parede suas mãos ficaram livres para percorrer-lhe o corpo, deliciado com as sensações que o envolviam.
Entre suspiros e gemidos, movimentos lentos, cadenciados, como se já se conhecessem dessa forma, eles se amaram intensamente, sentindo o coração aos pulos, o corpo orvalhado pelo suor que se misturava, num ritmo cada vez mais acelerado, mais profundo, suas mentes, almas e sentidos encontrando-se no êxtase final onde seus olhos se buscaram e se reconheceram ao mesmo tempo, confundindo as exclamações de puro deleite que seus lábios deixaram escapar antes de se unirem novamente.
Amaram-se fundindo suas personalidades, a ternura protetora e cuidadosa dela aliando-se à paixão determinada e desprendida dele.
Ficaram apenas abraçados por um longo tempo, sentindo o calor um do outro, Mulder buscou a cadeira mantendo-a junto a si, enquanto ela escondia o rosto no peito dele, trocavam carícias silenciosas até que Scully se desvencilhou, tomando o rosto dele entre as mãos e beijando-lhe carinhosamente na testa.
_ Preciso ir _ disse baixinho.
Ele a colocou no chão, soltando-a de seus braços, observando-a enquanto ela caminhava pela sala, recolhendo roupas e se vestindo apressadamente. Mau teve tempo de colocar a camisa e percebeu que ela se afastava quase correndo pela porta.
_ Scully ! _ chamou
_ Depois a gente se fala, Mulder, preciso desesperadamente ir.
Ela não esperou resposta, abandonou-o ali, olhando-a com espanto, um sorriso dançando nos lábios ao tentar abotoar a camisa cujos botões encontravam-se perdidos por toda a sala.
Saiu um pouco depois dela, mas não mais a encontrou e, só então, parou para realmente refletir no que haviam feito. Ainda sentia o corpo trêmulo e excitado pelo contato dela, seu perfume impregnado ao corpo numa maravilhosa sensação de familiaridade, seus lábios ainda aquecidos pelos dela.
Só então se conscientizou de como a parceira deveria estar se sentindo, o que estaria pensando em sua mente tímida, discreta e moralista, percebendo também que não haviam trocado mais que duas ou três frases, absortos que estavam na consumação de sua desvairada paixão.
APARTAMENTO DE SCULLY
Georgetown
Scully chegou em casa apressada, jogou as chaves e o casaco sobre a cadeira e seguiu para o quarto, sentando-se pesadamente sobre a cama. Sentia-o ainda dentro de si e essa lembrança lhe queimava a pele e apertava o coração. Passou as mãos pelo cabelo nervosamente e respirou fundo.
_ Meu Deus ! _ pensava desalentada _ O que eu fiz ? No que estava pensando ou por que não estava pensando ?
Não conseguiu precisar quanto tempo ficou ali sentada e então livrou-se das roupas e seguiu para o banheiro, mirando-se demoradamente no espelho, tentando negar a si mesma o quanto havia gostado de estar com ele, percorrendo com as mãos o corpo que momentos antes sentia o contato firme, seguro, quente e apaixonado de Mulder.
Lágrimas vieram aos seus olhos e ela mergulhou na banheira, apertando os olhos com força, procurando apagar da memória as lembranças e sensações ternas e cálidas.
Sentiu o toque suave e agora tão conhecido em suas faces e abriu os olhos para fitá-lo ajoelhado ao lado da banheira, as feições que antes demonstravam excitação agora subitamente sérias e preocupadas.
_ O que houve, Scully ? Desculpe se ... _ Ele murmurou alisando-lhe os cabelos
_ Mulder_ ela interrompeu, as lágrimas correndo abundantes pela face _ O que fizemos ?
_ Eu chamaria de amor, Scully, ou mais do que isso _ ele respondeu inocente com ar de alegria no rosto de menino.
_ Foi loucura, Mulder ! Agimos como irresponsáveis. O que faremos agora ? Não sei como vamos nos encarar . Foi um grande erro nos deixar levar desse jeito ...
_ Não, Scully_ ele a silenciou com os dedos _ Não foi um erro, foi ... especial _ ele parou procurando as palavras _ foi mágico. Como vamos nos encarar ? Talvez você me ache um maníaco, mas eu apenas te acho mais linda agora. Diga-me que odiou, que não sentiu o mesmo que eu, que não pensou que o mundo desapareceu quando nossos lábios se uniram, quando nossos corpos se descobriram. Scully, só havia nós dois lá, essa cumplicidade é apenas nossa, não fomos irresponsáveis somente não conseguimos segurar. Não julgue assim, foi lindo, foi maravilhoso. Isso é só entre nós, Scully e eu adorei cada instante_ ele continuou entendo o que a estava incomodando.
_ Fui inconseqüente, Mulder, leviana, eu não ....
_ Escuta _ ele tomou-lhe o rosto entre as mãos _ não vou te achar leviana porque se entregou com a mesma intensidade que eu. Desculpe se esqueci das palavras lá, mas não diga que foi leviano, foi perfeito... perfeito porque foi você, jamais teria sido com outra pessoa, jamais me senti assim com alguém. Hoje tive certeza de que você é tudo que eu preciso, tudo o que eu quero, toda minha vida, a mulher ideal que me conquistou espiritual e hoje fisicamente. Fez-me sentir amado, desejado, integro e ainda me deu mais prazer do que eu podia esperar. Scully você é única pra mim, todo o meu amor, toda minha devoção, tudo o que eu tenho de melhor. Eu amo você, como não me achava capaz de amar ninguém. É respeito, admiração, ternura, compreensão e agora _ ele sorriu _ é completo.
As lágrimas ainda corriam pelo rosto dela, mas agora eram iluminadas por um sorriso tímido e crescente. Conseguira conquistá-la.
_ Você foi adorável, Mulder _ ela disse desenhando-lhe os contornos da boca _ Gentil demais, intenso demais, eu amei cada sensação, cada toque, cada palavra, mas...
_ Scully _ ele interrompeu, aumentando a pressão das mãos em seu rosto_ Se você quiser apagar esse momento, se sentir-se melhor pensando que foi tudo um sonho, se quiser que eu não me aproxime mais dessa forma de você, eu vou entender. Vou guardar esse dia como a lembrança do maior prazer que já senti e acalentá-la como um terno momento que vai me aquecer pra sempre. Não quero que isso se torne um problema, um obstáculo entre nós, não quero que isso nos separe.
_ Jamais poderia esquecer, Mulder, você está ... impregnado em mim e... eu temo... para sempre. Apenas tenho medo que isso nos afaste, que tudo mude.
_ Se você quiser continuar, Scully, isso apenas vai nos aproximar ainda mais, nada vai mudar pra mim, ou melhor, vai mudar, mas eu quero isso, amar você ... sentir você... não imagina com esperei por isso.
Agora ela já sorria.
_ Venha aqui _ ela convidou encolhendo-se na banheira.
_ Tem certeza ? _ ele perguntou sorrindo.
Ela balançou a cabeça, enrubescendo de leve.
_ Rápido, Mulder, antes que eu recupere o bom senso !
Ele se desfez da camisa, mas pareceu lembra-se de algo.
_ Espera, Scully, agora faremos as coisas direito. Serei um perfeito cavalheiro.
_ Você já foi _ disse carinhosa.
_ Não é verdade. Venha até aqui _ ele chamou se dirigindo para o quarto dela , procurando um aparelho de som enquanto a ouvia sair da banheira _ Eu consegui isso quando vinha pra cá. Sabe, tive que parar numa loja pra comprar uma camisa. Seu senhorio jamais me deixaria entrar aqui daquele jeito _ ele sorriu malicioso, voltando-se para vê-la envolvida na toalha _ Estava tocando essa música e eu me lembrei de nós, hoje_ aproximou-se dela e estendeu as mãos_ Dança comigo ?
_ Assim ? Aqui ?
_ Agora !
Ele envolveu-a pelos ombros, muito pequena sem os tradicionais saltos e começaram a se movimentar, a música começando lentamente.
These walls keep a secret , that only we knew
But how long can they keep it
Cause we're two lovers who lose control
Ela o fitou sorrindo
_ Acho que não recuperaremos mais o controle, Mulder.
Ele simplesmente apertou-a mais soltando a toalha que a cobria.
We're two shadows chasing rainbows
Behind closed windows, behind closed doors
If walls could talk - oh
They would say " I want you more "
They would say "hey - never felt like this before "
And that you would always be, the one for me
_ Foi assim que me senti hoje, Scully e é assim que eu quero estar daqui pra frente_ ele disse em seu ouvido.
Não havia mais como evitar, nem porque se conter, as barreiras entre eles não existiam mais e apenas se entregaram de corpo e alma um ao outro enquanto a música os embalava, guardando ali os segredos da paixão que se consumava.
Just two people making memories ,too good to tell
And these arms are never empty
When we're lying where we fall
We're painting pictures, making magic, taking chances, making love.
If the walls had eyes - my
They would see the love inside
They would see - me
In your arms in ecstasy
And with every move they'd know , I love you so
When I'm felling weak, you give me wings
When the fire has no heat, you light it up again
When I hear no violins, you play my every string
So stop the press, hold the news
The secret's safe between me and you
Wall - can you keep a secret ?
A noite ainda os encontrou na cama, envolvidos numa confusão de lençóis, ela deitada sobre ele, abraçados e serenos.
_ Quer saber, Scully ? _ ele perguntou, puxando uma mecha do cabelo dela para trás
_ O que ? _ respondeu apoiando-se no peito dele
_ Agora temos porque comemorar o dia de Ação de Graças !
Ela riu alto, abraçando-se a ele.
_ É Mulder, tem razão, agora temos um bom motivo !
FIM