FAN FICTION
AUTORA : Sky
E-MAIL :
selmasky@ig.com.brDISCLAIMER : Os personagens desta estória pertencem aos seus criadores e divulgadores, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo.
CLASSIFICAÇÃO : Shipper
SPOILER : En Ami
SINOPSE : Como poderia terminar o clima de ressentimento e desconfiança entre os agentes após a viagem de Scully.
OBSERVAÇÕES : Aguardo um Feedback, pleeeeeaseeeeee, por favor, digam o que acharam.
INIMIGO ÍNTIMO
" Às vezes, o ressentimento toma proporções alarmantes em nossos corações e cabe a nós transformá-lo em nosso inimigo íntimo ou em nosso aliado na conquista de um desejo."
Sky
Escritório de CGB Spender
Washington DC
Scully não conseguia acreditar que havia sido enganada. Vasculhou todo o prédio em busca de alguma pista, mas não encontrou nada, enquanto Mulder a seguia um pouco contrariado.
_ Scully, não tem nada aqui ! _ ele falou irritado _ Não percebe ? Eles só te usaram !
Eles agora estavam próximos à saída e ela parou para encará-lo. Não sabia se sua irritação era por ter sido feita de boba ou pelo jeito com que Mulder a olhava .
_ Me usaram para que, Mulder ? Ele não me pediu nada ! Ao contrário, me levou para ver pessoas. Aquele menino tinha um implante no pescoço, igual ao meu ! Por que ele iria querer me mostrar isso ? Por nada?
Ela entrou no carro e aguardou que ele fizesse o mesmo antes de sair rapidamente. Ficaram silenciosos. Cada um imerso em seus próprios pensamentos.
Os sentimentos tumultuados dela não impediam que reparasse no jeito como o parceiro a fitava. Era como se esperasse que ela lhe desse alguma explicação razoável para tê-lo traído daquela forma. Ter aceito o convite do Canceroso sem avaliar os riscos. Mas ela pensara em tudo isso. Ele sempre a recriminara por não se deixar levar pela intuição e, quando ela o fazia era recebida daquela forma. Olhou de soslaio para ele e ficou pensando porque ele estava daquele jeito. Como se ela tivesse feito alguma coisa errada . Ele sempre fazia isso. Sumia sem deixar notícias e a deixava desesperada. Talvez fosse bom o que tinha acontecido para que ele soubesse o quanto era ruim ficar no escuro !
_Por que fez isso, Scully ? _ ele divagava com os olhos fixos no painel do carro_ Poderiam ter te matado ! Você foi irresponsável_ Tinha vontade de jogar isso na cara dela. Não sabia exatamente porque estava tão irritado. Ele sempre agira assim e ela dificilmente o recriminava tão duramente. Sempre entendia seus motivos e o perdoava sem muitos questionamentos...mas, talvez, ele estivesse apenas com medo. Olhou para o reflexo dela no vidro _ Eles te fizeram de idiota, Scully _ pensou_ Como já aconteceu comigo.
Mulder tamborilava os dedos no painel, visivelmente alterado. Queria que ela percebesse o quanto a atitude dela o tinha desagradado e Scully recolheu-se num mutismo desconcertante até que pararam em frente ao prédio dela.
_ Deixe o CD comigo, Mulder _ ela pediu abrindo a porta _ Pode levar o carro, se quiser
_ O que vai fazer ?_ ele perguntou sem se mexer.
_ Não sei o que aconteceu, mas vou descobrir !_ falou obstinada, tomando o disco da mão dele.
_ Scully você não vai atrás dele ! _ Era mais uma ordem que um pedido.
Ela bateu a porta do carro e entrou no prédio contrariada. Mulder não teve outra alternativa senão seguí-la.
APARTAMENTO DE SCULLY
Washington DC
Entraram no apartamento e ele fechou a porta com raiva.
_ Não vê que é isso que ele quer ? Te deixar intrigada, fazer com que volte a procurá-lo ? Teve sorte uma vez, mas não sabe o que ele pode te fazer. Não vou permitir que você vá !
_ Quem você pensa que é para me impedir, Mulder ? O chefe ? _ ela disse, aproximando-se dele _ Sabe o que essa tecnologia pode fazer pelas pessoas ?
_ Você não viu nada Scully !_ Mulder continuou chegando-se bem próximo a ela _ Tudo o que eles fizeram até hoje foi matar pessoas. O que a faz pensar que fariam alguma coisa diferente agora ?!
_ Ele já me salvou uma vez, Mulder. Você mesmo levou a cura até mim !
Aquela lembrança bateu sobre ele com violência, fazendo-o voltar a um tempo amargo. Período onde todos os seus sentimentos ficaram tão expostos que ele não descartou a possibilidade de abandonar tudo, juntar-se ao inimigo, simplesmente para não perder aqueles belos olhos azuis dirigidos para ele, exatamente como agora, inquisidores, determinados, seguros e amados. Respondeu lentamente relembrando toda a angustia que vivera.
_ Mas ele primeiro te deixou doente, Scully. Quase te matou para depois, convenientemente, nos oferecer uma cura. Ele fez isso para ganhar confiança, para ver se mudávamos de lado.
_ Como assim ? O que quer dizer ?
Mulder desconversou. Não queria falar sobre o passado.
_ Scully, me escute _ disse conciliador, enquanto a puxava até o sofá_ Não sei qual era a intenção dele. Mas por que ele mudaria a forma de pensar agora ?
_ Ele está morrendo, Mulder ! _ ela disse sem muita convicção. Relutava em admitir que Mulder estava certo, sobretudo, ao lembrar dos momentos que passara com aquele homem estranho. Que a havia tratado com tanta gentileza, apesar da repulsão que ele sabia que ela sentia por ele.
_ E por que não usa a tecnologia para se salvar ? Pelo amor de Deus, Scully ! O que há com você ?_ ele não podia acreditar que o Canceroso havia conseguido conquistar assim a confiança dela. Não era do feitio da parceira agir sem questionar e ponderar, ainda mais em relação àquele homem. Ela não aceitava nada sem provas ou argumentos, nem mesmo os dele, seu parceiro há sete anos.
_ O que há com você, Mulder ?_ ela interrompeu, levantando-se irritada _ Não quer saber ? Não tem curiosidade ? Esse é o nosso trabalho ! Por que está aqui discutindo comigo o que eu devo ou não fazer. Você sempre fez só o que quis. Por que quer me impedir agora ?
Ele ia interromper, mas ela não permitiu. Continuou alterando o tom de voz.
_ Deste que eu cheguei, você só me recriminou. Não se interessou pelo que eu tinha pra contar. Passou o tempo todo me olhando com raiva...como se eu estivesse te roubando alguma coisa ! É o meu trabalho também Mulder, não é só seu...
Ele se levantou e a agarrou pelos ombros, enterrando os dedos na pele macia. Parecia que ela ficara ainda menor diante dele que mergulhava os olhos brilhantes na face dela, tão próximo que ela podia sentir o hálito quente dele contra seu rosto.
_ Pro inferno com o trabalho e a ciência, Scully ! Não quero saber de nenhuma droga de tecnologia se ela colocar em risco a sua vida. O que acha que eu senti te imaginando nas mãos daquele homem ? Sem saber onde estava ? Ele quase te matou uma vez e eu não iria agüentar isso de novo. Pouco me importa quantas vidas possam ser salvas se eu perder a sua ! Não vê ? Nada disso teria significado para mim se ele me tirasse você.
A emoção nas palavras dele era tão grande que ela não conseguia desviar os olhos rasos de lágrimas dos dele, sem se importar com a dor que estava sentindo pelos dedos cravados em seus braços. Apenas agora compreendendo o que afligia o parceiro. O que significava aquele olhar torturado que ele lhe dirigira o tempo todo. Seu coração se aqueceu ante àquela revelação, toda a raiva desaparecendo para dar lugar a um sentimento cálido e terno.
_ Era isso que te preocupava, Mulder ? _ ela sussurrou esboçando um sorriso.
_ Eu odeio você, Scully ! _ ele falou desviando os olhos e soltando os braços dela com raiva.
Caminhou a passos largos pelo apartamento sem, no entanto, se dirigir à porta. Agia como uma fera enjaulada. Todas as emoções expostas diante daquela pequena mulher que havia se infiltrado e dominado totalmente sua vida.
_ Me odeia tanto que não pode viver sem mim, Mulder ? _ ela provocava. Queria uma resposta. Esperava uma reação...reação que já vinha aguardando há muito tempo e que não ia deixar passar agora.
Mulder se voltou e tomou o rosto dela entre as mãos, fazendo-a colar o corpo ao dele.
_ Por que faz isso comigo, Scully ?_ perguntou com voz súplice _ Me enlouquece pensar que alguém possa te machucar, te fazer algum mal . Eu amo você, sua maluca ! Quantas vezes vou ter que te dizer isso até você acreditar !
_ Nenhuma mais _ ela murmurou, envolvendo-o nos braços e aproximando os lábios.
O clima intenso que eles viviam pela discussão que estavam tendo não desapareceu, apenas mudou de tom, intensificando-se ainda mais. Seus lábios se encontraram num beijo cheio de paixão. Estavam ofegantes, enquanto suas línguas se encontravam e se exploravam. As mãos correndo pelo corpo numa tentativa impossível de se aproximarem mais.
Scully colocou as mãos sob o casaco dele, sentindo o calor do corpo embaixo da malha fina. Mulder soltou os braços e abriu os olhos para fitá-la enquanto deixava o blazer escorregar pelos braços com a ajuda dela.
_ Tem certeza ?_ perguntou com a voz rouca
Ela limitou-se a balançar a cabeça. A mente atordoada demais para elaborar alguma resposta e também tirou o casaco em sinal de confirmação.
Mulder subiu as mãos pelos quadris dela, percorrendo com as mãos fortes toda a extensão seu corpo que se encaixava perfeitamente sob seu toque. Passou pelo ventre, subindo pela cintura até encontrar os seios e puxou-a mais, levantando-a do chão e conduzindo-a até o quarto.
Ela lembrou-se tardiamente que havia acabado de chegar de viagem. Estava coberta de pó. Sempre pensara neste momento e se imaginava completamente perfumada. Com uma roupa como o vestido que usara no jantar com o Canceroso. Num clima de romantismo que deixaria por terra qualquer argumento lógico que ela pudesse ter. Sua racionalidade fez com que ela quebrasse o clima que havia se tornado assustadoramente quente entre eles.
_ Queria trocar essas roupas Mulder _ falou com voz entrecortada _ Tomar um banho...
Ele se afastou e a olhou divertido, demonstrando a tensão que tomara conta dele .
_ Dessa vez você não vai escapar Scully ! _ sorriu, levando as mãos à camisa dela _ Podemos fazer isso juntos..._ concluiu procurando-lhe os lábios _ Depois.
Seus lábios desceram para o pescoço, enquanto lhe tirava a camisa e Scully não pôde mais resistir. Colocou as mãos sob a blusa dele e Mulder se afastou apenas o tempo necessário para ajudá-la a tirar a peça e largar no chão.
Os dedos corriam trêmulos pelas calças dele numa tentativa apressada de livrá-lo da roupa. Em poucos minutos estavam nus. A altura desproporcional causando um certo desconforto. Ele a deitou sobre a cama e, controlando todos os seus instintos, respirou fundo para não se deixar levar pela ansiedade. Queria conhecê-la por inteiro. Gravar cada detalhe de seu corpo na mente. Havia desejado aquilo por tanto tempo que não deixaria que tudo acontecesse às pressas, malgrado a excitação que se espalhava pelo seu corpo.
Fixou os olhos nos dela e sorriu ao ver a expressão tão diferente da parceira que ele conhecia tão bem. Os lábios entreabertos. Os olhos intensamente azuis que o fitavam com o mesmo sentimento que ele desfrutava. As mãos sobre sua nuca que o obrigaram a selar-lhe os lábios novamente, espalhando corrente elétrica pelo seu corpo, fazendo-o estremecer.
Começou a beija-la lentamente, apreciando e saboreando cada instante. Seus lábios conheceram todos os segredos. Os seios pequenos e bem feitos, que se encaixavam perfeitamente em suas mãos...a curva sinuosa da cintura fina e lisa... Scully apenas deixava escapar suspiros ocasionais. Os olhos fechados sentindo cada toque, cada carícia, até que não suportou mais e colocou as mãos nos ombros dele, forçando-o a subir.
A fisionomia dela estava completamente alterada pelo prazer daquelas sensações e ele se encantou com seu jeito. Sorriu ao voltar a abraçá-la e começou a sussurrar frases em seu ouvido que a estavam fazendo perder totalmente a razão. Tinha intenção de prolongar ainda mais aquela exploração, mas ao ouvi-la murmurar em seu ouvido, também não foi capaz de segurar .
_ Mulder... por favor..._ ela conseguiu dizer numa voz extremamente baixa e rouca .
Ele se encaixou entre as pernas dela. A diferença de altura desaparecendo completamente quando seus corpos de uniram, restando apenas os sons abafados da pura excitação que os consumia. Suas vozes e respirações se confundiram quando com pequeno intervalo ambos chegaram ao clímax, deixando que fossem preenchidos com o êxtase que se espalhava pelos seus corpos trêmulos e suados.
Permaneceram abraçados até que ele girou na cama e a colocou sobre seu peito, puxando os cabelos dela para trás, deixando o rosto tranqüilo e molhado da parceira a mostra.
_ Scully... foi maravilhoso ! _ disse com expressão feliz
Ela sorriu enquanto acariciava o peito dele e lhe beijava as faces com ternura.
_ Amo você, Mulder, tanto que não sei se serei capaz de demonstrar _ disse com voz serena e segura.
_ Você já me mostrou, Scully e não só aqui _ completou com um gesto para a cama
Ela também se sentia diferente, o término daquela tensão constante que sempre existira entre ambos, fazia-a sentir-se mais leve, mais confiante. A certeza de que o sentimento que lhe inundava a alma era correspondido pelo objeto de sua devoção, dava-lhe uma deliciosa sensação de bem estar e ela deixou toda timidez de lado para explorar aquele corpo, sob o olhar extasiado dele. Suas mãos percorreram os braços, que tantas vezes a haviam recebido com carinho, enquanto sua boca conhecia o gosto e a rigidez da pele dele, descendo pelo peito, em carícias lentas e disciplinadas.
Mulder deixava que ela continuasse sua exploração mas não conseguiu abafar a exclamação de prazer que saiu de seus lábios quando as mãos dela alcançaram sua virilha .
_ Meus Deus, Scully ! _ falou agarrando-se aos lençóis_ O que está fazendo ?
Ela sorriu e continuou até que ele não suportasse mais de excitação, então voltou a deitar-se sobre ele, encaixando as pernas em volta de seu quadril.. Acariciou-lhe o cabelo e encostou os lábios em seu ouvido, fazendo-o suspirar sem querer.
_ Estava apenas verificando se você ainda está disposto a continuar, Mulder _ fitou-o maliciosa.
_ Está brincando !?_ ele mal conseguiu dizer, enquanto ela lentamente descia os quadris sobre suas pernas. Fechou os olhos para aproveitar a incrível sensação de estar ali, com ela, dentro dela, acompanhando seus movimentos calmos, seguros e ritmados de uma habilidade surpreendente e ele se viu soltando gemidos roucos, suspiros prolongados até que ela aumentou a intensidade com a proximidade do orgasmo.
_ Eu não costumo brincar, Mulder, sabe disso _ Scully falava apenas para que ele não desviasse o rosto, adorando ver as transformações que ele sofria enquanto ela se movimentava.
Ficaram abraçados por um longo tempo, extenuados e extasiados, sentindo o calor de seus corpos próximos, embaralhados a uma enorme confusão de roupas e lençóis.
_ Aquele banho ainda está de pé ?_ ele virou-se para fitá-la, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha._ Sempre adorei fazer isso !
Ela sorriu e saiu da cama, indo até a banheira e deixando que a água corresse . Quando voltou ele não estava no quarto. Colocou um robe e saiu para encontrá-lo, completamente nu, em sua cozinha e não pode deixar de sorrir, encostando-se ao batente da porta.
_ É isso o que me espera , Mulder ? Vê-lo assim desfilando pela minha casa ?
_ Estava com sede _ ele a fitou e sorriu com ela _ Se este for um convite para ficar... já está aceito. Só acho que você não está combinando comigo _ completou se aproximando e desfazendo o laço da roupa dela, deixando o tecido deslizar pelos ombros e descansar no chão.
Voltaram e mergulharam na água morna da banheira. Scully encostada no peito dele recebia de olhos fechados as carícias que ele distribuía pelo seu corpo.
_ Acho que deveríamos ter discutido há muito tempo, Mulder !_ disse maliciosa _ Devo um agradecimento ao Canceroso apesar de tudo _ continuou, virando-se para fitar os olhos indagadores dele _ Ele me disse que eu seria capaz de morrer por você, mas que não me permitiria te amar.
_ E é verdade ? _ perguntou com ar carente
_ A primeira parte sim, mas acho que não tenho nenhum controle sobre amar você, Mulder. É mais forte do que eu.
_ Bom, então também devo a ele _ disse enquanto circulava os seios dela com as mãos _ Vou encontrá-lo. Agradecê-lo por devolver a mulher que eu amo e depois atirar nele para que não volte a se aproximar de você. Parece bastante simples.
Ela riu e beijou-lhe os lábios, subitamente lembrando-se de algo.
_ Tem mais uma coisa que ele fez _ disse enigmática enquanto se levantava e pegava a toalha _ Vamos sair _ convidou apressada _ Tenho algo que quero que veja. Podemos jantar...
Eles voltaram para o quarto e ela pegou a bolsa que levara, tirando o vestido e seguindo novamente para o banheiro.
Quando saiu, penteada e arrumada, o corpo perfumado, o vestido marcando totalmente seu corpo, não pode deixar de sorrir ante o olhar admirado do parceiro.
_ Nossa, Scully ! _ ele falou se aproximando _ Acho que perdi a fome _ continuou sorridente, abraçando-a.
_ Venha Mulder_ ela o empurrou para o interior do quarto _ Vamos dar algum sentido prático a este vestido.
Eles voltaram para a cama. Mulder mudou de expressão...ficando subitamente sério .
_ Scully, prometa... _ disse descendo a alça do vestido _ Prometa que nunca mais fará isso.
Ela sorriu inocente.
_ Isso ? _ disse apontando para a cama.
_ Não, Scully !_ ele continuou apoiando-se sobre os cotovelos_ É sério, prometa que não vai mais se afastar assim. Que não vai mais se arriscar desse jeito.
Ela agora também estava séria. Fitou-o por um longo momento, passando os dedos sobre seus lábios.
_ Sabe que não posso prometer-lhe isso, Mulder. Faz parte do nosso trabalho. Não podemos fugir. Mas prometo que não vou mais afastar você de mim. Aqui ou no trabalho, vou estar sempre ao seu lado. Tudo o que eu posso te prometer é que estarei aqui _ disse tomando as mãos dele e apontando para o centro _ ao seu alcance e, espero, que você nunca me deixe sair.
_ Nunca mais, Scully _ ele disse abraçando-a com força.
Dormiram abraçados naquela noite. Em seus pensamentos, nenhuma lembrança do que ocasionara aquele final, nem um pensamento para aquele homem que, longe dali, jogava um cd sobre as águas e acendia outro cigarro.
FIM