Título: Voltar a Viver Autora: Ann Classificação: Dramática/Shipper Obs: Esses personagens são de propriedade da "Twentieth century Fox", na qual foi escrita para somente divertir os fâs, sem fins lucrativos. Resumo: Mulder acha que Scully está morta, e nada na sua vida tem mais sentido, e passa a viver de lembranças. 1º Parte: Dia Especial Capital Federal, 7:30 da manhã. Na sua sala como sempre, Mulder está estudando provas para terminar seus relatórios. Se sente avontade e feliz por estar nesse lugar que tanto gosta, quando ouvi pisadas e barulho de saltos vindos do corredor, ele deu um sorriso, sabia que era sua parceira que estava chegando. Já trabalham juntos a tanto tempo que conhece seus passos, seu cheiro. Não tem nenhuma intimidade nesse relacionamento, mais cumplicidade. Não pode se diferenciar de um casamento, brigas, alegrias, na saúde e na doença até que a morte os separe. Ele estava feliz nesse dia, tudo lhe dava alegria, estava pensando em mudar de vida de uma vez, não que ele não gostasse de sua vida, mas queria algo melhor que o completasse por inteiro, quando ela chega e diz: -Bom dia. FM: Oi, minha querida. DS: Nossa, parece feliz, o que aconteceu ontem a noite? FM: Nada, precisa ter uma noite perfeita para um homem se sentir feliz? Scully sentou-se e começou a trabalhar, estava muito intrigada com a felicidade de Mulder. Ela sempre quis vê-lo feliz, mas temia que sua alegria fosse sua própria infelicidade. Olhava para ele todos os minutos, via-o cantando e sorrindo, e seu medo crescia assustadoramente. Eles fizeram tudo que sempre fazem todos os dias, no final da tarde já tinham terminado seu trabalho e resolveram ir embora mais cedo. FM: Onde vai passar o fim de semana? DS: Vou hoje para a casa da minha mãe. FM: Então eu te levo para passear no próximo fim de semana. DS: Passear? Onde? ( Fala Scully já com um sorriso no rosto) FM: Segredo, vai ter que esperar, eu estou feliz e quero dividir isso com você e depois com os outros amigos. DS: Você sabe que sou curiosa, não vai me adiantar nada? FM: Não, vai ver a sua mãe, depois vamos trabalhar a semana inteira, e no fim de semana saberá. Eles então se despediram. Mulder foi para casa e Scully passou na casa dela, fez uma mala e pegou a estrada. 2º Parte: O Acidente Scully parou em um posto de gasolina para abastecer e comprar uns salgadinhos. Durante a compra ainda estava pensativa sobre o que estaria acontecendo com Mulder, o que queria lhe dizer em um fim de semana especial. " Será que ele que me contar sobre uma mulher, ou melhor, me apresentar uma, é ele disse que queria dividir a felicidade dele comigo e depois com os outros amigos, Meu Deus, isso não pode estar acontecendo". Ela continuava pensativa. Pagou suas compras e foi abastecer o carro, estava tão distraída com seus pensamentos que não viu quando uma mulher se aproximou dela. Era uma mulher morena, aparentava uns 30 anos, usava roupas normais e parecia ter um péssimo humor. -Fique quieta, não se mexa ou eu acabo com sua vida. Me da a chave, eu vou dirigir. A mulher estava armada e parecia nervosa. Scully sabia muito bem como agir nesses casos, ela fez o que a mulher mandou, sentou-se no banco do passageiro e colocou o sinto de segurança. Não podia mesmo reagir já que sua arma estava na mala do carro junto com suas roupas. A mulher começou a dirigir, sempre apontando a arma para ela. As duas não diziam nada, Scully estava com medo, a lunática estava dirigindo muito rápido. Foi quando Scully quebrou o silêncio. DS: Para onde está me levando. Mulher: Não é da sua conta, me passa os brincos, a corrente e a bolsa, agora e devagar. Agora ela estava mais aflita, a mulher estava indo por um caminho bem distante do que ela planejava ir. Já era 8:00 da noite quando Scully olhou no relógio do carro. Estavam rodando a muito tempo. A mulher continuava a dirigir rápido, estavam chegando perto de uma rodovia, que um pouco a frente havia uma ponte de concreto, embaixo um rio largo que tinha muitos quilômetros. Scully conhece bem esse caminho, já que ela e Mulder passaram por ali várias vezes a serviço. Logo a frente, na entrada da ponte, existe uma curva fechada, naquela hora Scully sentiu um frio, a mulher não reduziu a velocidade, e ela já sabia que uma batida forte era inevitável. Sem ter o que fazer, Scully só pode proteger a cabeça com as mãos na hora da batida. O carro ficou pendurado na proteção da ponte, depois de alguns segundos, ela levantou a cabeça, estava um pouco tonta, agora não estava entendendo o que estava acontecendo, colocou a mão na cabeça que sangrava muito,olhou para o lado e viu uma mulher deitada ao volante possivelmente morta. Começou a sentir um forte cheiro de gasolina e fogo numa das laterais do carro. Sua única atitude foi retirar o sinto e pular no rio. Quando colocou a cabeça para fora da água, percebeu uma bola de fogo saindo da ponte onde estava o carro. 3º Parte: Dor Já era mais de 11:00 horas da noite, e as equipes dos bombeiros ainda trabalhavam no que restou do carro. Um delegado da polícia local chamado Robert, foi olhar o corpo que estava no chão, depois pegou uma mala que estava os objetos pessoais que a equipe já havia separado e verificou o nome da pessoa morta, só conseguiu ler o primeiro nome"Dana". Mandou os colegas guardarem tudo e pediu que conseguisse identificar a moça pela placa do carro. O dia já tinha amanhecido, a mãe de Dana já estava na cozinha preparando o café, quando recebeu um telefonema que não queria ter recebido. No instituto médico, a senhora Scully já estava esperando por os médicos juntamente com seu filho mais novo Charle. Ele estava de férias na casa da mãe com a família. Logo chega Mulder, Skinner e os pistoleiros. Mulder com olhar apavorado, ja foi logo perguntando: -Me diz que isso não é verdade, que aquele homem mentiu para mim, que não passou de uma brincadeira. CS: Não é mentira, eles ligaram de manhã. Ela bateu o carro e ele depois pegou fogo. Eu sou Charle, irmão da Dana. FM: Eu quero ver, quero ver se é ela mesmo, não vou acreditar até ver. CS: Não vai dar, ela bateu com o rosto no vidro, e teve muitas partes do corpo queimado, não da para identificar. FM: Ela me disse que ia ver a mãe, nós tinhamos combinado de passar o outro fim de semana juntos. MS: Eu não sabia que ela vinha me ver Fox, não me disse nada. CS: Tomamos todas as providências, só estamos esperando o Bill chegar. FM: Espera não podemos enterrar sem ter certeza de que é ela. A mãe mostrou a Mulder os documentos e as coisas que estavam na bolsa, algumas poucas que o fogo não estragou. Uma corrente de ouro com um crucifixo e um chaveiro que não lhe deixou dúvidas, já que foi ele quem deu a ela de presente de aniversário. Mulder fechou os ohos e ficou ali parado como se não tivesse ninguém mais ali. Os amigos conseguiram leva-lo para casa. No cemitério a família já estava lá e alguns poucos amigos, o padre já tinha rezado a missa. Skinner estava com uma imensa tristeza, mas agora só pensava em ajudar Mulder, que até aquela hora não tinha comparecido. O caixão já tinha decido a cova, e já estava se colocando terra em cima na hora em que Mulder chegou. Todos os olhos se viraram para ele que se aproximava devagar. Ele parou ao lado da cova se ajoelhou e começou a chorar descontroladamente. Os amigos se aproximaram para ampara-lo, mas ele em completo desespero começou a tirar a terra que tinham jogado. FM: Não, não Scully. Você não pode me deixar. O que vocês estam fazendo, eu vou ficar aqui com ela, não vou deixar ela aqui sozinha. Parem de jogar essa terra, eu não posso viver sem ela, não posso. MS: Não fox, não faz isso. Assim você não ajuda. FM: Me da outra senhora Scully, uma igualzinho, só uma esperança de vida. Os dois ficaram ali sentados no chão um bom tempo, rodiados de amigos e da família que nesse momemto não tinha mais ninguém que não tivesse chorado com o desespero de Mulder. 4º Parte: Sofrimento Se passaram 4 dias desde que aconteceu. O diretor Skinner deu a Mulder o tempo que ele quisesse para descansar. os amigos foram para a casa dele para dar uma força. Se assustaram com o que viram, ele estava péssimo, a barba áspera, a cabelo bagunçado, e tinha emagrecido um pouco. langly: Mulder eu sei que você está arrasado, nós também estamos, mas você precisa reagir, ela não gostaria de te ver desse jeito. Byers: Você nem fala do trabalho, que é a razão da sua vida e que por um tempo a vida dela. FM: Ela era a minha vida, eu demorei para entender isso, agora ela se foi sem saber o que significava para mim, eu queria morrer para ficar junto dela. Frohike: Mulder, por Deus, olha só o que está dizendo. Se ela estivesse aqui o que você acha que ela diria. Nesse momento Mulder ficou distraído e começou a pensar, o que ela diria. "Mulder ficou maluco" Seus olhos brilharam. Nunca imaginou que só o tom da voz dela era o suficiente para ele. Frohike: Desculpa Mulder, eu não divia. FM: Tudo bem, eu estava lembrando dos momentos em que passamos juntos, desde que nós nos vimos pela primeira vez. Skinner: Nesse tempo eu nem era seu superior ainda. FM: Lembro dos sinais dos garotos que ela pensou que tinha nas costas, e correu para o meu quarto e tirou o ropão para me mostrar as marcas. Sabe uma vez eu tirei um rapaz de cima dela em um dos casos, o cara tentou seduzir ela e tava quase conseguindo. Eu fiquei um pouco estranho quando ela me disse que tinha por um tempo namorado o agente Willis. Foi horrível quando nos separaram, eles a tiraram de mim e quando ela voltou que me deu aquele leve sorriso no hospital, soube que jamais viveria sem ela, até o molho que eu as vezes limpava da boca dela quando íamos comer fora era mágico. Depois veio o ship, o câncer a Emily, e não restou tempo para mais nada, a não ser alegra-la, tentar manter ela de pé, e ao mesmo tempo a magoei quando acreditei fielmente na Diana. Mas só Deus sabe o que eu teria feito se aquela abelha não tivesse atrapalhado aquele beijo, nem a Diana, Phoebe, Bambi e a detetive White juntas faria meu coração bater tão forte como naquele momento. Eles se despediram tristes e surpresos com as declarações de Mulder que veio a eles num desabafo. Mulder foi até o necrotério para pegar uns papeis que ele havia deixado lá, e que Skinner precisava.O médico que examinou o corpo dela estava lá e parou para falar com ele. Durante a conversa uma revelação impressionante. Médico: Vocês não sabia que ela estava grávida. 5º Parte. Descoberta Ele imediatamente reuniu a família e amigos. Pediu uma exumação do corpo. Ele já estava desconfiado por o carro dela ter sido encontrado tão longe de onde ela ia, e agora essa gravidez. BS: Você é louco se pensa que eu vou deixar você desenterrar a minha irmã. MS: Espera Bill, e se foi um engano. A Dana não podia ter filhos, acho que não podemos ficar com essa dúvida. Médico: Sabem alguma coisa que possa ajudar na identificação. FM. Ela não podia ter filhos, isso já é uma evidência. Temos que ver o peso a altura, tipo sangüíneo, e ela tinha uma tatuagem nas costas, será que dá para ver isso. Médico: Se a pele das costas não foi totalmente denificada é possível verificar. FM: Se nós tivessemos feito isso antes, não teriamos passado por todo aquele sofrimento. Terminado o exame, o médico veio dizer o seu laudo: - Por o que vocês me disseram, não é mesmo ela. FM: Tem certeza, por tudo que é mais sagrado. -Sim absoluta. Essa moça estava grávida, tem pelo menos 8 centímetros a mais que a Dana e uns 10 quilos mais gorda. Eu vi as costas dela e tenho certeza que ela nunca fez nenhuma tatuagem. Frohike: Se não é ela quem é então, e onde está Scully? FM: Não sei, mas vou encontrar ela. Já se passaram três meses que ela havia sumido. Mulder não sabia mais aonde procurar, todos fizeram de tudo, mais todas as tentativas foram inúteis. FM: Parece que eu estou condenado a viver procurando por alguém. Byers: Calma Mulder, ela não está aqui, mas pelo menos temos uma esperança. Mulder foi embora, e Skinner ficou conversando com a família de Scully. Num determinado momento terminou dizendo a eles tudo que Mulder havia confessado a eles. MS: Eu sabia, sempre soube, o modo como se olhavam, e agora se não encontrarmos ela, ele só vai viver de lembranças. Uma vez eu disse a Dana, se ela sentia alguma coisa por ele que falasse, a vida é muito curta e temos que aproveitar cada momento, viver cada segundo, melhor se for amando alguém. 6º Parte: Reencontro Já fazem 11 meses que ele procura por Scully sem sucesso. Mulder já não acreditava mais na sua volta, nunca tinha passado tanto tempo longe dela, tudo que fez foi inútil, se sentia um fracasso como detetive, conseguia resolver o problema de todo mundo, mas não conseguia achar sua colega. Ele estava deitado no sofá de sua casa quando o telefone tocou, era seu chefe dizendo que encontraram Scully. Mulder não conseguia conter sua alegria e foi correndo para a casa da senhora Scully. Chegando lá Mulder viu seus amigos, seu chefe, a família de Scully menos ela. Seu irmão disse que ela estava vindo com umas pessoas, que logo estaria lá com eles. FM: Como sabe se é ela mesmo? CS: Eu falei com ela, era ela eu tenho certeza. Quando bateram na porta, o coração de Mulder desparou, ele não conseguia segurar a ansiedade. A senhora Scully foi atender a porta e deu um grito de felicidade ao se deparar com a filha na porta, a abraçou, beijou. Mulder estava de pé sem acreditar no que seus olhos viam, era ela mesmo sua pequena Scully. Ela entrou abraçou todo mundo, inclusive Mulder que nunca se sentiu tão feliz em toda sua vida. Com ela veio um senhor e sua mulher. Skinner: Bom Scully, agora pode nos contar o que aconteceu com você esse tempo todo. Nós te procuramos, reviramos tudo e não conseguimos te encontrar. DS: Bom, eu não me lembro muito bem do que aconteceu,mas eu vou resumir. Me lembro que eu tinha saído do serviço e vinha para cá para ver minha mãe e meu irmão. FM: É você me disse isso, mais seu carro foi encontrado com uma mulher morta a quilômetros daqui. DS: Então, no caminho eu parei para abastecer o carro, naquele posto de gasolina na beira da estrada. Eu comprei algumas coisa e quando estava abastecendo uma mulher colocou uma arma na minha cabeça, eu não reagi, ela estava muito nervosa, e minha arma estava na mala do carro. Ela foi na direção e eu no carona, ela não parava de apontar a arma para mim, eu estava com medo, ela estava correndo demais. Quando chegou na ponte, ela estava muito rápido e não deu para fazer a curva. Isso é só o que me lembro. FM: Mais e depois, você não voltou, onde estava. DS: Eu não me lembrava de nada, eu bati com a cabeça muito forte, estou com uma cicatriz enorme aqui está vendo. O senhor Albert me achou no rio com um amigo dele quando pescava. Ele é médico aposentado e cuidou de mim. Quando melhorei nós procuramos saber quem eu era, mas ninguém da delegacia tinha pistas sobre como eu fui parar naquele rio. Então eu não tinha para onde ir, e fiquei com eles, que cuidaram de mim com uma enorme paciência, eu nunca vou esquecer. FM: Eu nunca pensei que você pudesse estar no carro, como sou burro. MS: Calma Fox, acabou agora, minha filha está de volta. Depois de muita conversa, todos foram embora. O senhor Albert voltou para casa com a mulher, e os amigos de Scully também para que ela podesse respirar um pouco. Depois Mulder foi contra a vontade, mas prometeu que voltaria no dia seguinte cedo. A mãe contou a ela tudo que tinha acontecido esses meses todos que ela ficou fora, incluindo o desespero de Mulder no enterro. Scully vendo a mãe falar não pode segurar as lágrimas. Quando a mãe saiu, ela começou a se lembrar do que estava pensando quando tudo isso aconteceu. A suposta mulher que ela colocou na cabeça que Mulder tinha, e que iria apresentar a ela. Alguns dias se passaram, ela tinha visitas e telefones dele e dos amigos todos os dias. Num sábado de manhã Mulder apareceu para falar com ela. FM: Soube que você já quer voltar a trabalhar, sugiro que espere mais um pouco. DS: Estou bem Mulder, quero ocupar minha cabeça com alguma coisa, não suporto ficar sem fazer nada. FM: Quem disse que você vai ficar. Lembra daquele fim de semana que você prometeu que passaria comigo, estou te cobrando, eu passei todo esse tempo te procurando, você voltou, agora posso voltar a viver. DS: Para onde vamos? FM: Surpresa! Mulder levou Scully para uma casa de praia que era dos seus pais. A algum tempo ninguém ia até lá, ele mandou fazer uma reforma. Era uma linda casa de dois andares, a sala que ficava em cima tinha a parte virada para o mar toda de vidro, o que dava uma linda visão do por do sol naquela tarde de sábado. FM: Gostou, faz muito tempo que eu queria trazer você aqui, mas primeiro eu queria reformar tudo. DS: Você disse que queria compartilhar sua felicidade comigo, depois com os outros amigos, o que era Mulder. FM: Essa casa me da ótimas lembranças da minha infância, aqui eu passei os melhores momentos da minha vida, com meus pais e Samantha. Mas essa lembranças não seria completa um dia se eu não tivesse trazido você aqui. DS: Foi só por isso que me deixou curiosa. Sabe foi a primeira coisa que me lembrei quando minha memória voltou. FM: Eu precisava ter você aqui comigo. Nessa casa está o meu passado e o meu presente. Meu passado com minha família que eu amava, meu presente com você que amo, e o futuro com a família que quero construir com você. Nessa hora Scully já estava sem palavras, tudo que conseguiu fazer foi abraça- lo e chorar. Estava aliviada agora, não tinha nenhuma mulher na vida dele que não fosse ela. E diante de toda aquela beleza da natureza e todo amor que havia em seus corações, ambos sabiam que não dava mais para figir os seus sentimentos. ( O que aconteceu depois eu deixo a vontade a imaginação de cada um) Fim Shipperap@bol.com.br