FAN FICTION AUTORA : Sky E-MAIL : selmasky@ig.com.br DISCLAIMER : Os personagens desta estória pertencem aos seus criadores e divulgadores, minha única intenção é o entretenimento de fãs que, como eu, apreciam o seriado, não há nenhum interesse lucrativo. CLASSIFICAÇÃO : Não sei SPOILER : The Gift SINOPSE : Doggett precisa de respostas para seu relatório. OBSERVAÇÕES : Espero um feedback, por favor. VOLTAR A SORRIR SEDE DO FBI Washington DC O prédio estava vazio. Pelo menos era esta a impressão que se tinha ao chegar àquele escuro porão. Mas um olhar mais atento dava a perceber que havia alguém ali. Apenas a tela do computador iluminava o ambiente, dando-lhe uma coloração suavemente azulada. Um homem pensava, recostado à cadeira. Fixava o teto sem, no entanto, vê-lo.Rodava a caneta entre os dedos. A imagem no monitor exibia o editor de texto em branco. Ele suspirou e voltou-se para a tela. _ O que há comigo ? Em que está se transformando minha vida ?_ ele pensava. Há pouco mais de dois meses, ele entrara confiante na sala de seu superior para investigar um simples caso de desaparecimento de um agente federal. Nada de mais, principalmente levando-se em conta o estranho perfil da vítima. Parecia fácil, quase pueril. Simplesmente ater-se aos fatos e talvez descobrir que um agente havia se cansado da vida estressante do FBI ou tivesse finalmente sucumbido ao trabalho, tornando- se vítima de algum lunático com os quais lidavam diariamente. Apenas isso. Mas havia ela. E talvez somente este fato fizesse toda a diferença. Conhecê-la fôra como mergulhar no caos e, ainda assim, algo que não podia, sequer queria, ter evitado. _ Dana Scully _ ele murmurou, esboçando um sorriso que não chegou a se formar _ Até o nome soava bem _ pensou A princípio, odiara aquele trabalho medíocre, mas nunca fôra de questionar ordens. Fazia parte de sua formação militar. Havia sido treinado para isto. Vivia sua vida com discrição e serenidade, simplicidade e bom senso. Nada de rompantes apaixonados ou gestos desesperados. Aprendera a dominar paixões e ideais. Tinha uma vida comum... amigos...saía com mulheres, mas não pensava em compromissos. Gostava de se sentir no comando das situações. Até ser designado para aquele caso. Então, tudo mudara. Quem era aquele homem, cujo único objetivo na vida era perseguir criaturas imaginárias? Correr atrás de casos que qualquer agente, com um mínimo de bom senso, julgaria lixo ? E, no entanto, ele conquistara uma aliada pra lá de especial. Embora estivesse agindo de maneira estranha, ela era de uma inteligência vívida. Algo que o intimidava e o fazia sentir um passo atrás. Ela era médica e investigadora experimentada. Não havia como negar a capacidade daquela mulher. E, poderia não ser o melhor conhecedor dos sentimentos humanos, mas era evidente, quase palpável, a ligação que tinha com a vítima. Foi preparado para conhecer a rebelde cientista que trabalhava com o agente desaparecido. Lera todos os arquivos disponíveis sobre ela. Esperava encontrar uma mulher sisuda, fria e arrogante e, a principio, ela correspondera às expectativas. Mas a impressão durou apenas alguns minutos. O tempo necessário para que a água que ela lhe atirara em face escorresse por sua camisa. Ela era mais do que obstinação. Era paixão e coragem, tal qual uma daquelas lendárias figuras mitológicas das aulas que o enfastiavam no colégio. Se soubesse que tais criaturas pudessem existir teria sido mais aplicado, talvez assim pudesse entender alguma coisa do universo que a cercava e até, quem sabe, conseguir penetrar esse misterioso mundo chamado "Agente Especial Dana Katherine Scully". A mulher que vencera um seqüestro, câncer, armas de fogo, maníacos homicidas, sarcasmos e ironias e mantivera inatacável o respeito que circundava sua figura miúda e séria. A única que conseguira conquistar a confiança do estranho homem que procuravam. Ao conhecê-la, porém, ela já trazia irremediavelmente traçadas as diretrizes de sua vida. Resumia-se a um único objetivo: encontrar o parceiro. E esse objetivo a norteava e fazia-a chocar- se contra qualquer obstáculo até cair, exausta. E nesses momentos, embora a tristeza dela lhe causasse pesar, não podia negar o prazer que sentia ao estreitá-la nos braços e mantê-la segura. Ele queria proteger aquele corpo, frágil demais para uma mente e espírito tão ardentes...talvez...mais do que apenas protegê-la. Ele suspirou profundamente. Mas havia uma barreira enorme que o impedia de se aproximar. Um obstáculo tão intransponível como o mar para o náufrago. A sólida presença do homem que eles procuravam: Fox Mulder. Era a ele que Scully pertencia. Seus pensamentos, cuidados e atenções. Não havia qualquer duvida com relação a isso. Eles eram mais do que parceiros, eram cúmplices, talvez mais...Tinham uma vida, uma estória juntos e ela não parecia nem um pouco propensa a se separar desta realidade. A prova estava nas evidências que tinha em suas mãos. Eles assinaram juntos um relatório falso. Ainda não a conhecia ou entendia completamente, mas percebeu- lhe o caráter integro e o enorme senso de justiça. Ela jamais mentiria, a menos que as circunstâncias não lhe dessem a menor alternativa. E ela o fizera e ele precisava saber o motivo. E tinha urgência da resposta. APARTAMENTO DE DANA SCULLY Georgetown – Washington DC Ao segundo toque na porta, ela já se encontrava na sala. Estava sendo difícil dormir nos últimos meses. Soava como uma incrível perda de tempo e uma injustiça para com Mulder. Obrigava-se a isto apenas para assegurar o bem estar do bebê que carregava. Abriu a porta com pressa e teve certeza de que seu ar de decepção não passou despercebido para o homem à sua frente. Apenas Mulder tinha o mau, porém, delicioso hábito de tirá-la da cama durante a noite. Foi com uma sensação de familiaridade que correra até a soleira, imaginando divisar o semblante amado , esquecendo-se, por um momento, da impossibilidade de tal acontecimento. Seus olhos ficaram úmidos, mas seu rígido controle não permitiu que as lágrimas caíssem, embora a realidade estivesse se mostrando mais dura do que achava capaz de suportar. _ Tudo bem, agente Scully ? Só então ela lembrou-se de fitá-lo. Uma esperança infantil nascendo em seu peito. Talvez fosse alguma boa nova. _ O que aconteceu, agente Doggett? Alguma novidade sobre Mulder ? Ele sorriu com tristeza. _ Infelizmente nada de novo. Desculpe incomodá-la à essa hora, mas precisava de esclarecimentos. _ Algo que não podia esperar para amanhã? _ ela retrucou sem conseguir disfarçar a contrariedade. _ Posso entrar? _ ele perguntou. Scully ficou de lado, dando-lhe passagem e suspirou. Estava sendo irracional. _ Sente-se _ convidou. _ Eu preciso fazer um relatório de um caso..._ ele começou após alguns instantes. _ Precisa de ajuda para um relatório? _ Scully falou com ironia. _ Para este, sim _ Doggett respondeu estendendo-lhe a pasta. Scully examinou os documentos com ar indiferente. _ Este relatório já está feito, agente Doggett e já faz alguns meses. _ Sim... Você e o agente Mulder o assinaram, mas ele é uma farsa. Sabe disso, não ? Scully ficou em silêncio por alguns minutos. Lembranças voltavam lentamente. Mulder viera procurá-la naquele final de semana. Estava diferente, quieto...parecia triste. Ela podia sentir. Se antes de galgarem mais um degrau na intimidade de seu relacionamento, era fácil conhecer os pensamentos um do outro, agora era praticamente impossível mentir ou disfarçar. Mas, por mais que ela insistisse, ele não queria dizer o que estava acontecendo, até que ela o pressionara a um ponto insuportável e arrependeu-se imediatamente de tê-lo feito. Ele tornou-se a fúria personificada. Despejara milhões de impropérios, não exatamente sobre ela, mas para um inimigo invisível. Gesticulara falando alto e esmurrara a parede com tanta força que os nós dos dedos ficaram esfolados. Após a crise, porém, veio a prostração e só então ela ousara se aproximar. Ele estava sentado no chão de seu quarto, encostado à parede, com o rosto escondido nos braços cruzados que abraçavam os joelhos. _ Mulder ? _ dissera com voz preocupada _ Desculpe pressioná- lo dessa forma. Se não quiser me contar eu vou entender, mas não fique assim. Por favor. Olhe pra mim _ continuara, estendendo a mão para descobrir-lhe o rosto. E ao fazê-lo, sentira enorme vontade de chorar. Ele estava no fundo do poço, ela podia ver apenas pelo brilho úmido em seus olhos. Nada dissera, apenas puxara-a para si, acomodando-a em suas pernas e apertando-a de encontro ao peito. Ficara assim por vários minutos, enquanto ela acariciava-lhe os cabelos. _ Eu matei uma pessoa, Scully _ ele murmurou, após um longo suspiro. Ela afastara o rosto, para fitar-lhe nos olhos. Não havia compreendido a extensão daquelas palavras. _ Como assim, Mulder ? Esteve em alguma perseguição ? Algum caso do qual não me falou ? _ Um inocente, Scully... _ ele respondera tão baixo que ela tivera que se inclinar para ouvir. Não acreditara no que ele dissera. Mulder jamais machucaria alguém deliberadamente. _ Foi um acidente ? _ Não, eu entrei lá e dei três tiros, a queima roupa. Um, dois, três, bem no meio do peito e não me arrependo do que fiz _ ele dissera alterado. Ela se libertara do abraço dele e, puxando-o pela mão, obrigara-o a sentar-se na cama. _ Mulder, calma. Me explique isso com calma, sim ? Você não faria isso sem alguma razão. Ele sorrira com amargura. _ Você é a razão, Scully e eu estou enlouquecendo. _ Mulder o que houve ? Eu não consigo adivinhar. Ele respirara fundo várias vezes antes de fitá-la novamente. _ Eu ouvi uma estória...era apenas uma lenda...um comedor de almas..._ ele não pode deixar de rir ao ver a sobrancelha dela se erguendo_ Sabia que eu não conseguiria mais viver sem ver essa sua expressão ? _ E então ? _ ela respondera, não queria desviar o assunto. _ Eu fui até lá, Scully. Não quis te chamar porque _ ele hesitara_ Bom...achei que fosse só mais uma perda de tempo. Mas havia um homem lá, ele estava completamente deformado...estava sofrendo tanto...e, as pessoas não o deixavam ir...eles...não o deixavam em paz.... _ O que eles queriam dele ? Por que comedor de almas ? O que significa isso ? _ Segundo a lenda, ele podia curar doenças... _ Como assim ? Era um curandeiro ? Por isso as pessoas o queriam ? Ele suspirou. _ Ele sugava as doenças daquelas pessoas...Ele as absorvia e tomava-as para si... _ Mulder, mesmo que você acredite nisso, como alguém poderia sobreviver acumulando doenças ? Isso é impossível... _ Por isso ele queria morrer,Scully. Seu corpo ..._ ele apertara os olhos _ Ele mal conseguia andar ou falar. Não suportava mais...eu podia ver nos olhos dele e então... _ Você pôs fim ao sofrimento..._ ela concluíra. _ Eu sei que não parece certo agora...mas na hora...eu não poderia deixá-lo viver assim. Ninguém deveria ser obrigado a viver com tanta dor...Eu não pensei, Scully, só conseguia sentir...Foi horrível. Ela se aproximara e tocara-lhe de leve o cabelo, recebendo-o em seu peito, aonde ele se alojou confiante. _ Mulder _ ela começou _ Eu sou médica e você sabe a minha opinião sobre prolongar a vida além de uma existência razoável. Eu não estava lá. Você deveria ter me informado... _ Não _ ele falou de repente _ Eu não... _ Por que não Mulder ? _ Eu...era apenas uma lenda... Ela suspirara _ Eu não conheci a situação desse homem Mulder, mas conheço você. Sei que não faria mal a ele e... _ Eu preciso fazer um relatório...Não sei o que dizer... _ Deixe pra pensar nisso amanhã, está bem ? Você passou por maus bocados. Tente apenas descansar. Amanhã nós veremos isso. Ele aceitara, mas não fora embora. Ficara com ela ali durante toda a noite. Deixara-a apenas quando o dia começava a clarear e ela, vencida pelo cansaço, adormecera ao lado dele. Eles voltaram a se encontrar no escritório do FBI. Mulder chegara muito cedo e ela folheou o relatório que ele deixara sobre a mesa. Com ele em mãos, ela releu algumas vezes e assinou embaixo. _ O que está fazendo ? _ ele perguntara entrando na sala, enquanto ela terminava de assinar. _ Não haverá questionamentos se assinarmos juntos _ ela respondera simplesmente. _ Mas você não devia ter feito...Esse relatório é falso, Scully. Sabe disso. Pode haver complicações futuras e eu não quero que você esteja envolvida. _ Sei o que você me contou, Mulder. Um homem pediu sua ajuda e você fez o que tinha que ser feito. _ Mas... _ Mulder nós somos parceiros, mesmo que não estejamos juntos num caso. Posso não corroborar suas teorias ou aceitar seus argumentos, mas confio em você. Se me disse que não havia outra maneira...eu acredito em você. Ele a fitara de uma maneira particular. Seus olhos brilhavam quando se aproximara dela e a tocara nos lábios. _ A cada dia fica mais difícil ficar longe de você. Prometa- me que não vai deixar ninguém machucá-la se eu não estiver por perto... _ Mulder o que quer dizer com isso...? _ Apenas prometa-me que vai ficar bem... _ O que está me escondendo ? _ ela murmurou _ Há mais alguma coisa que não tenha me contado? Algo que se relacione com você e sua permanência aqui ? Ele afastou-se ligeiramente . _ Nada, Scully. Não há mais nada que você não conheça de mim ou da minha vida. Só quero que se mantenha forte e segura. _ Eu vou estar, Mulder. Nós estaremos. Scully tremeu e olhou para o seu novo parceiro. Sim, ainda havia coisas que Scully não sabia sobre Mulder, talvez não houvesse segredos sobre sua vida, mas, certamente, havia com relação ao término dela. _ Por que assinou o relatório, Agente Scully ? _ Você esteve lá, Agente Doggett. Talvez queira me dizer o que eu assinei. O agente pareceu perturbado e respondeu lentamente, após alguns minutos de reflexão. _ Sabe porque o Agente Mulder foi procurar aquele homem, não sabe ? Scully sorriu com tristeza. _ Sim, agora eu sei. Se ele tivesse me contado...Mas ele jamais mataria alguém por não poder ajudá-lo _ ela defendeu imediatamente _ O homem estava sofrendo, pediu-lhe isso... Doggett abaixou a cabeça pensativo. Como explicar a ela algo que nem ele mesmo era capaz de entender ? Não, o homem não havia dito que queria morrer. Ele parecia, de certa forma, resignado com sua situação. Não parecia se recusar a fazer o que esperavam dele, mas era evidente que não suportava mais. Estava escrito em seus olhos. _ Não, ele não pediu, agente Scully...Ele teria seguido com seu arremedo de vida. Naquela situação miserável, até que alguém ou alguma coisa fizesse algo. E o agente Mulder fez. Movido por um sentimento particular... Scully levantou-se impaciente. Não podia admitir que aquele homem, que não conhecia nada do parceiro, fosse até sua casa, falar justamente para ela, que Mulder agira apenas por seus próprios interesses. Não podia permitir que ele tentasse manchar a imagem do homem que ela amava e pelo qual arriscaria sua carreira, convicções e a própria vida. Interrompeu-o secamente. _ O que isso tem a ver com seu trabalho, agente Doggett ? Quer usar isso contra mim ? Pois então vá, siga em frente. O FBI não está ajudando muito no caso do desaparecimento de Mulder e todo o resto pouco me importa agora. _ Eu não disse isso, agente Scully... Ele a fitou com olhar cansado. Estava sendo muito difícil trabalhar naquele caso. Todos pareciam esconder informações, ele não tinha em quem confiar ou se apoiar na busca. Estava sozinho. Seu superior queria apenas soluções que não comprometessem o FBI . Os agentes mostravam-se empenhados, mas não interessados no caso e Skinner e Scully haviam-se fechado para proteger Mulder. Ele estava no meio disso tudo, apenas tentando fazer seu trabalho, mas estava realmente exausto.Respirou fundo antes de continuar. Se conseguisse obter ao menos a confiança...não _ ele esboçou um sorriso _aquele sentimento havia desaparecido junto com Mulder. Mas se ela pudesse acreditar que ele não estava ali só para resolver o caso segundo as ordens de Kersh, mas também para ajudá-la, quem sabe ele pudesse se sentir de alguma forma integrado ao grupo. _Mulder foi até lá pra conseguir uma cura para si mesmo. _ ele relutou antes de falar, uma ruga formando-se em sua testa _ Ele estava morrendo... Scully não pode evitar que seus olhos se tornassem rasos de pranto. _ Eu sei _ ela murmurou _ Você não conheceu o agente Mulder. Ele não se vingaria de alguém que não pudesse ajudá-lo. _ Aquele homem poderia tê-lo ajudado sim _ ele pareceu perturbado_ Não sei como, mas ele era capaz de curar. _ Mas... _ O Agente Mulder não quis que ele tomasse a doença dele para si. Não quis aumentar o número de suplícios daquele homem e, Agente Scully, eu o admiro por isso. Scully sorriu, após um longo tempo sem saber o que era esse gesto, ela sorriu orgulhosa. Aquele era o seu parceiro. O homem que ela amava e Doggett não pode deixar de notar o quanto a expressão dela mudara ao sorrir. Ele não se lembrava de tê-la visto sorrir realmente. Não, com certeza nunca vira aquele sorriso. Ele se lembraria dele. Ela não falava, mas não precisava palavras para perceber o que o parceiro significava. A mundança, no entanto, durara apenas alguns segundos e a tristeza substituiu o semblante sereno. _ Eu sei que sofre com a ausência dele, agente Scully. E já lhe disse que irei ajudá-la a encontrá-lo. Não se preocupe com o relatório. Não há nada a acrescentar nele a não ser que aquele estranho homem está morto agora. _ Mas Mulder disse que atirou nele... _ Ele morreu ontem eu posso afirmar. Eu o vi... _ Então... Doggett fitou-a por um instante. Mulder deveria estar realmente em sério apuros. Não havia qualquer outra razão possível para que ele se afastasse daquela mulher. Era evidente que ele desceria ao inferno para permanecer ao lado dela e certamente, ela iria até lá para resgatá-lo. Ele levantou-se e caminhou até a porta. Tocou a maçaneta e voltou-se para ela. _ Eu só queria que soubesse que o Agente Mulder estava procurando de todas as formas permanecer aqui... _ ele murmurou_ Com você _ concluiu com voz tão baixa que não teve certeza se ela o ouviu. Abriu a porta e saiu para o corredor, respirando fundo. Afinal, sua missão não era tão pueril como ele imaginava. Tratava-se de algo mais do que encontrar um homem. Era preciso resgatar um sorriso. Devolver aquele semblante o dom de voltar a sentir alegria. E ele o faria, não importava de que maneira. FIM 1