Arquivos X Um Seqüestro Por: Ðånå danna_ax@yahoo.com.br (feedback, please!!!) Classificação: Shipper Disclaimer: As personagens pertencem unicamente a Chris Carter e à FOX. Um Seqüestro Acontece um seqüestro de forma inesperada durante uma festa. Tornando o caso cômico de certa forma. Mulder dá provas de ciúmes com relação à Scully, ambos ainda confusos a respeito de seus sentimentos. Comentários: Gente, eu sei que estou virando tudo de pernas pro ar, mas vocês também têm que entender que estamos iniciando uma fase shipper, e eu ainda não peguei o jeito. Por isso que estou IMPLORANDO FEEDBACK! Ðånå - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Gabinete do Diretor Assistente FBI, Washington D.C. 10:00 a.m. Mulder e Scully estão sentados de frente à Skinner. _ Isso não é nossa área! _ fala Mulder, indignado _ Eu me recuso a fazer isso. _ Agente Mulder, é seu trabalho! _ grita Skinner, irritado _ Retire-se, eu tenho uma reunião em poucos minutos. Mulder e Scully levantam-se e saem. Arquivos X 10:10 a.m. Mulder está sentado, por trás de sua escrivaninha. Scully o observa. _ Mulder, precisamos fazer isto! _ ela tenta convencê- lo a aceitar _ Embora trabalhemos nos Arquivos X, ainda temos obrigações como um agente qualquer. _ E por que não mandam um "agente qualquer" no nosso lugar? _ fala Mulder _ Está claro, Scully! Eles nos querem longe dos Arquivos X. _ "Eles" quem, Mulder? _ Mulder começa a atirar lápis no teto, enquanto Scully fala _ Mulder, fomos designados para este caso. _ Caso? Pobre do seu dicionário, Scully. Desde quando proteger essa gente é um "caso"? Scully cruza os braços e o encara. _ Mulder... _ Scully, Scully. Nesse momento o Fumacinha deve estar articulando um plano pra executar quando estivermos lá, nessa festa. _ Mulder, pode dizer o que quiser. Simplesmente temos que tratar da segurança desse cara. Não vai interessar a nossos superiores se queremos ou não. Nós seguimos regras, Mulder. _ Tá, tá bom. A gente vai, fica lá, come e bebe de graça, fica olhando pra cara desse tal ator e volta, "com o dever cumprido"! _ fala Mulder, irônico. Scully continua encarando-o, descruza os braços. O observa, desconfiada. Senta-se. Muda de expressão completamente. _ Agora, Mulder _ ela começa _ nós precisamos conversar. _ E já não estamos conversando? _ Mulder olha pro teto, enquanto joga mais um lápis. _ Mulder, não se finja de idiota. _ Scully começa a perder a paciência _ Sabe muito bem do que eu estou falando. Sabe que precisamos definir essa situação. _ Que situação? _ Mulder finge não saber do que se trata. _ Mulder, você me irrita, sabia? _ Scully se levanta e faz menção de abrir a porta e sair. Mas Mulder é mais rápido. Scully abre a porta e Mulder a fecha bruscamente. Tranca. Fica de frente pra ela e a encara. _ Eu te amo, Scully. _ Mulder. Eles trocam um beijo suave. Olham nos olhos. Scully o abraça. Segundos depois, Scully se afasta. _ Mulder... aqui não. _ ela abre a porta _ Conversamos mais tarde. Mansão dos Kersyns 04:00 p.m. Mulder e Scully estão sentados numa sala, muito bem decorada. Esperavam a chegada de Jim Kersyn, o famoso ator que teriam que escoltar durante a entrega de um prêmio. _ Uh! _ Mulder olha em volta _ Tá vendo, Scully? Eu te disse que você podia ter sido um boa jogadora de beisebol, já eu, eu seria um ator, em Hollywood. Tenho porte, aparência... _ Arrogância... _ Scully o interrompe. Abre-se uma porta e sai um homem, vestido num roupão de seda, seguido por um empregado. _ Vocês devem ser... agente Mulder e Scully do FBI, não? _ ator. Eles apertaram as mãos. O homem apertou a mão de Mulder, em seguida a de Scully. Fitando-a, com interesse. _ Deixe-me apresentar-me: Jim Kersyn. _ Sr. Kersyn... _ Scully, começando. _ Me chame de Jim. Mulder o fitou, irritado. Puxou Scully para um canto. _ Scully, esse cara tá dando em cima de você! _ Mulder cochicha. _ Mulder, pare de fazer papel de bobo! _ Scully. Scully voltou para onde Kersyn esperava. Sorriu para ele, olhou para Mulder e continuou: _ Jim. Jim, fomos designados para cuidar de sua segurança durante um coquetel, correto? _ Sim. Haverá um coquetel após a entrega do prêmio. Vocês vão me acompanhar até lá? _ Sim, por isso fomos chamados. _ Mulder, tomando parte da conversa. _ Oh, há alguns dias fui importunado por telefonemas anônimos de... de... seqüestradores! _ Jim, parecendo amedrontado. _ As ligações foram rastreadas? _ Scully indagou. _ Sim, mas... _ Foram sim. _ Mulder tornou a interromper _ Mas vieram de um celular. _ Não localizaram? _ Scully. _ Sim, Filadélfia. Mas, o celular foi largado no hotel onde ficaram, sob nomes falsos. Me parece que, caso sejam seqüestradores, devem estar fazendo turnê pelo país. _ Enfim, não se preocupe, Sr. Kersyn... Jim... nada vai lhe acontecer. _ Scully apertou-lhe a mão e deixou a sala. Mulder ergueu a cabeça e olhou para Jim, desconfiado, um olhar de desprezo. Saiu. Jim não entendeu o por que daquilo e deu de ombros, voltando por onde viera. Mulder entrou no carro e girou a chave. Scully a seu lado. _ Por que a entrega deste prêmio é aqui, ao invés de ser na Califórnia, em algum lugar assim? _ Mulder. _ Este prêmio é de uma instituição de caridade daqui, Mulder, não é nenhum Oscar. _ Scully respondeu. _ Mas que cara sem graça. _ falou Mulder _ Eu aposto que seria melhor ator que ele. _ Tá, Mulder. E dizem que Walt Disney é Clinton disfarçado. Mulder fecha a cara. Apartamento de Scully 05:30 p.m. Scully abre a porta e entra, acompanhada de Mulder. Ela fecha a porta e eles se encaram. _ Precisamos conversar. _ Scully. _ Ok. _ Mulder levanta os braços, mostrando a palma das mãos _ Não tem nada aí pra beber, não? Scully sai da sala e Mulder vai até o quarto. Senta-se na cama. Liga a televisão e deita-se. Scully volta, trazendo duas taças e uma garrafa de wísque. Não acha Mulder. Chama por ele. Vai até o quarto e o encontra, em sua cama. _ Que está fazendo aí? _ ela desliga a TV. _ Procurando alienígenas. _ responde Mulder, irônico. _ Mulder, pare já com essa palhaçada. Está contaminando minha cama, meus lençóis, meu travesseiro com essa sua maluquice. _ Ah, Scully, senta aqui. _ Mulder dá tapinhas na cama, a seu lado. _ Eu vou, mas você sai. _ Ah, Scully! Não é justo! _ fala Mulder. Scully senta-se no lado esquerdo da cama, Mulder senta- se do lado direito, ambos quase de costas um para o outro. _ Mulder, realmente nós precisamos conversar. _ Tá bom, Scully. Eu amo você. Pronto. Fim, tá satisfeita? _ ele se aproxima e a beija. _ Mulder! _ Scully grita, rindo. _ Pára! Vai, pára! _ Pronto! _ ele lhe dá mais um beijo no pescoço e pára _ Já parei, e agora? _ Agora nós vamos dialogar. _ Eu conheço um outro tipo de diálogo muito eficiente... _ Mulder começa a beijá-la novamente, depois pára _ Tá bom, já parei. Fala. _ Quero saber como ficamos agora. _ diz Scully. _ Agora nós ficamos aqui, nessa cama, deitadinhos, embaixo desse cobertor. _ Mulder, estou falando sério! Aja como adulto, uma vez na vida! Como vai ficar nossa relação agora? _ Scully, nossa vida pessoal não tem nada a ver com a vida profissional. Por um lado nós continuamos com os Arquivos X, discutindo, por outro... _ Mulder. _ Por outro...? _ Scully o olha. Mulder se cala. Scully olha pra ele, maliciosa, ergue as sobrancelhas. Mulder começa a beijá-la, Scully cai na cama, Mulder por cima dela, beijando-a mais. _ Mulder, pára! _ Scully, gritando e rindo. Mansão Kersyn 04:10 p.m. Scully está sentada no grande sofá branco da sala de estar. Jim Kersyn está sentado em frente à ela. _ Eu e o agente Mulder precisamos saber os horários, precisamente. _ Terá início às 08:00 p.m., mas eu devo estar lá às 07:00 p.m. _ ele disse de uma forma arrogante _ Agente Scully... _ Sim? _ ela ergue as sobrancelhas à espera de uma resposta. _ Eu gostaria muito que me acompanhasse. _ Como forma de proteção? _ Scully. _ Não, como minha convidada. _ Jim Kersyn. _ Eu... eu estarei lá somente como sua segurança, Sr. Kersyn, eu prefiro chamá-lo assim, não devo aparecer junto à você de maneira alguma. Irei acompanhada do agente Mulder. _ Mas me dará a honra de uma dança, não? _ Sr. Kersyn, eu estarei lá à serviço do FBI... _ Ora, é só uma dança. Não vai lhe arrancar pedaços. _ Jim Kersyn sorriu. Scully sorriu, sem graça. Concordou, embora meio contra sua própria vontade. Kersyn Association 08:30 p.m. Mulder está andando entre os demais presentes durante a cerimônia que se iniciara havia poucos minutos. Olhava para cada um dos convidados que já haviam chegado e nada via, nada que indicasse ser eles suspeitos. _ Telefonemas! _ Mulder falando sozinho _ Grande! Isso é muito bom! Uma verdadeira maravilha! _ irônico, olhou para onde estava Jim Kersyn, conversando com Scully _ Idiota! (Humpft!) O celular chamou. Mulder atendeu. _ Mulder. _ Agente Mulder _ era a voz de Skinner _ temos uma nova informação. _ É? _ Mulder olhou mais uma vez para Kersyn e Scully, voltou-se para o outro lado e continuou caminhando _ O que é? Mulder escutou, mais atentamente. Desligou. Parou. Pegou o celular novamente e ligou pra Scully. _ Mulder? Onde você está? _ Scully começou a caminhar pelo salão, se afastando de Kersyn. _ Em algum lugar, perto de uma mesa... _ Mulder olhou pra mesa _ Uma mesa (hum...) gigante, comes & bebes. Scully se aproximou, desligou o celular. Mulder também. _ O que houve? _ Scully. _ Skinner ligou. _ Mulder guardou o telefone. _ Acho que temos uma boa por aqui. Scully o olhou, sem compreender. _ Acho que esse tal de "Jim" tem probleminhas no Bureau. _ Como assim? _ Scully olhou para os convidados, buscando Jim Kersyn, depois voltou-se para Mulder novamente. _ Desvio do dinheiro público quando foi governador no Texas. _ ... _ Devem ter bons motivos pra seqüestrá-lo. _ Mulder! _ repreendeu Scully. Naquele minuto a atenção de todos na festa foi voltada para homens vestindo terno e gravata. Eles entraram com armas e metralhadoras em mãos. Olharam para todos os convidados. Não encontraram Kersyn. Mulder e Scully também o procuravam com o olhar. Nada. Ele havia desaparecido. 08:45 p.m. Jim Kersyn e mais dois seguranças caminhavam, olhando para os lados para o caso de estarem sendo observados. Estavam num jardim, do lado de fora do salão. Um dos homens que o seguia tropeçou em uma pedra. _ Psiu! _ fez Kersyn. _ Tropecei nessa coisa. _ justificou-se, irritado, o homem. _ Afinal, o que está acontecendo aqui? _ falou outro. _ Calem a boca! _ Kersyn cochichou e saiu para o portão. Já do lado de fora, eles entraram em seu carro. Os homens no banco traseiro. Kersyn fechou a porta e virou-se para eles: _ Desculpe, senhores. A Lei de prioridade é o silêncio. Antes que eles pudessem perguntar o que estava havendo, Kersyn atirou. Eles caíram no banco. Jim Kersyn deixou o carro e foi até um outro qualquer. Entrou. _ Que está fazendo aí, senhor? _ perguntou um homem fardado, certamente empregado de um dos presentes na festa. _ Procurando a chave. Está com você? _ Sim, mas... senhor, eu estou cuidando deste carro. É daquele casal... _ Não é mais. _ Kersyn tomou-lhe as chaves da mão e atirou _ Passar bem. Kersyn Association Salão Principal 08:55 p.m. Os homens olham para todos no salão. Vêem que a cerimônia ainda não havia começado. Puxam algumas mulheres como reféns. Um deles, com uma arma em punho, se aproxima de Mulder e Scully. _ Vocês todos estão aqui por um bom motivo! _ ele afasta com a mão os objetos da mesa, fazendo voar os comes e bebes, sobe nela e grita _ Vieram ver um desgraçado rico, que roubou tudo quanto podia. _ E o dinheiro não era dele! _ continua, gritando _ Estava conosco nessa, uma pena que ele voltou-se para outros assuntos, agora nós temos "alguns assuntos" pra tratar com ele. Com os olhos, encontra os outros, e grita-lhes: _ Vamos, homens. Temos que varrer tudo isso aqui. Quero meu dinheiro de volta. Olha pra Scully embaixo. Ele a puxa, sobe com ela na mesa. _ Vamos revirar isso aqui até encontrar meu dinheiro. Chamem a polícia e vão ver estas reféns queimarem. _ continua gritando o seqüestrador desconhecido. _ Solta ela! _ grita Mulder, agindo sem pensar, puxa sua arma. Scully o reprova com o olhar, assustada. Um homem vem por trás e aponta uma metralhadora na cabeça de Mulder. _ Põe essa arma no chão, imbecil. _ fala o que está com Scully. O outro revista Mulder. Acha sua insígnia. _ Jack, _ fala com o seqüestrador sobre a mesa _ é federal. _ Que maravilha! _ berra Jack. _ esta festa está mesmo fedendo. Repleta de federais e "madames". Leva ele pra fora e faça bom proveito. Dois homens agarram Mulder, ele tenta se desvencilhar, mas não consegue. _ Então, _ Jack fala com Scully _ está gostando da festa, mocinha? É federal também? _ irônico. Scully consegue fazer com que sua arma escorregue vagarosamente até onde ela possa tocá-la. Puxa-a rapidamente e atira pra cima. Jack a solta em menos de um segundo. Scully desce da mesa correndo e vai pra porta dos fundos que dá para um jardim, por onde Kersyn fugira. _ Vamos acabar com essa palhaçada toda! Queimem esses idiotas! _ grita Jack, com ódio. _ Não! _ berra Scully. _ A começar pelo federal. _ Soltem-no agora. _ Scully, apontando a arma. _ Scully, vá embora. _ fala Mulder. Logo um dos homens aperta com força a garganta de Mulder. _ Não! _ grita Jack _ Já nos metemos numa fria. Quero só minha grana e caímos fora. De repente, ouve-se um tiro. Os olhares se voltam numa única direção de onde fora disparado. Um corpo. Sangra muito. _ Idiota! _ grita Jack, se referindo à um de seus homens _ Falei pra não usar essa droga. Tá vendo? Um médico! Tem um médico nesse lugar? Hein? _ Eu sou médica. _ diz Scully, se aproximando do homem caído, sem dar atenção aos bandidos. ? Este homem está perdendo muito sangue. Têm que tirá-lo daqui. _ Droga! _ Jack, nervoso _ Vá embora, e carregue esse moribundo com você. Scully faz o homem apoiar-se nela, ele mal consegue manter-se consciente. Ela sai pela porta dos fundos. _ Vamos, não fiquem aí parados. _ grita Jack _ Tranquem tudo. E tratem de revistar esse lugar logo! Portão de entrada Associação Kersyn 09:15 p.m. Scully está dentro de uma ambulância. Tem sangue, respingado, em seu vestido. Ela deixa a ambulância e ela sai em disparada. Scully pega sua arma novamente, vai para onde estão alguns agentes. Observa os policiais a postos, à distância. _ Quero permissão para entrar lá, senhor. _ fala Scully à Skinner. _ Não vai cometer essa loucura, agente Scully. Basta o Mulder, que quer bancar o super-herói. Precisamos negociar com esse energúmenos. O que eles querem finalmente? _ Kersyn roubou o dinheiro deles, ao que parece. _ Scully. _ Pela ficha dele, parece bem ser de seu feitio. Naquele momento, surge na porta um dos seqüestradores, com Mulder em posse. _ Ei, federais! _ grita. _ Estejam prontos pra negociar. _ avisa Skinner. _ Que idiotas! _ murmura. _ Abandonem esse prédio imediatamente! _ fala um policial num megafone. Scully se aproxima e toma o megafone de suas mãos. _ O que querem pra deixar esse lugar? _ ela pergunta, no megafone. _ Agente Scully... _ Skinner. _ Queremos o Kersyn e o que é nosso de volta. _ Jack. Scully abaixa o megafone e volta-se para um policial. _ Acharam Jim Kersyn? _ Ainda não. Ele desapareceu. Estamos atrás dele. Vamos pegá-lo, agente, pode acreditar. _ E a que dinheiro eles se referem? _ Scully. _ Desvio de dinheiro público. Querem a parte deles. _ responde um agente. _ Agente Scully, venha comigo um instante. Scully segue com ele até onde Skinner está. _ Agente Scully, o que pensa que está fazendo? _ Temos quatro reféns, todas mulheres, e mais o meu parceiro lá. _ responde Scully, nervosa. _ E acha que você vai resolver algo? _ Posso não resolver, mas farei melhor que vocês. Scully olha para seu vestido. Tem manchas de sangue nele, ela vai até o carro e tira seu sobretudo. Veste-o. Passa por onde estão os agentes e Skinner. _ Com licença. Vai até uma viatura policial e fala no megafone outra vez: _ Está tudo sob controle. Aconselho vocês a negociarem, abaixarem as armas, soltarem essas pessoas e saírem. _ Não mesmo! _ Jack parece alucinado, aponta a arma com mais intensidade para o pescoço de uma das mulheres. Lá dentro, Mulder está sentado num canto, com dois homens o vigiando, uma arma apontada pra sua cabeça, enquanto eles pensam onde devem procurar o dinheiro primeiro. _ Jack, tem certeza que ele guardou aqui? Pode ter deixado em casa. Sei lá. Em algum lugar. _ Não, suas bestas. É claro que está aqui, ele não pode ter deixado em casa, já reviramos tudo lá. Esqueceram? Não há mais outro lugar onde ninguém desconfia. 09:30 p.m. Do lado de fora, Scully olha pra eles confusa. Ela e um policial se entreolham. Não entendem nada. Apenas vêem Jack falar com mais alguém lá dentro. A arma mantida na cabeça da refém. 09:32 p.m. _ Vamos, federal. _ fala um homem, armado. Eles entram por uma porta que vai dar num escritório. Abrem gavetas, armários, arquivos de aço. _ Escuta, _ diz um dos homens _ acha mesmo que esteja aqui? _ Não, o Jack ficou louco. Está obcecado por essa grana. _ É alta? Eles continuam conversando, Mulder sentado num canto. _ Diz que sim, mas... vai, continua procurando. Um deles atira uma gaveta no chão, quase acerta em Mulder. _ Ei, isso é um pé, sabia? _ Mulder, irritado. _ Cala a boca, federal. _ Olha, isso não vai dar em nada, esses caras estão todos aí. Eu quero é cair fora. _ fala o primeiro homem. _ É, eu sei. Também queria estar longe daqui, nem sei como me meti nisso. Não vai durar muito tempo. Mais cedo ou mais tarde a polícia vem e arromba isso daí. _ É, e a gente vai ser preso... _ Indiciados, condenados, apodrecerão na cadeia... _ Mulder interrompe. _ Cala a boca, federal! _ Ei, cara, escuta. E se a gente usar esse cara como refém até cruzar a fronteira? Mulder abaixa a cabeça, nervoso. _ Meu Deus... _ murmura. _ esses caras são idiotas demais, me tire daqui. Prometo que nunca mais faço besteira... queria que uma nave viesse aqui agora e me abduzisse, pelo menos os carinhas devem ter cérebro desenvolvido, esses daí me matam... socorro! 09:40 p.m. Scully continua do lado de fora. Um policial se aproxima. _ Prenderam o Kersyn. _ Pergunte onde está o dinheiro que eles querem. Eu vou entrar lá. _ Scully, preocupada. _ Não pode fazer isso, agente. _ Estou cansada de ouvir o que devo ou não fazer. Scully se afasta, o policial pega um megafone e continua tentando negociação. _ Scully, Kersyn foi pego. _ anuncia Skinner. _ Sim, eu já sei. _ ela diz, sem ânimo. _ Senhor, quero que interroguem Jim Kersyn e arranquem dele, de uma forma ou de outra, onde está esse bendito dinheiro. _ Pretende devolver esse dinheiro? _ Skinner está incrédulo. _ Tenho uma estratégia que pode dar certo. _ Agente Scully, o FBI tem uma estratégia, a polícia local tem uma estratégia. Fique fora disso. _ Está me pedindo pra deixar isso nas mãos de vocês? Ah, não, senhor, me desculpe, mas essa ordem não será acatada. É meu parceiro que está aí dentro. _ Scully, indignada. 10:00 p.m. Scully traz um envelope. Seu celular está com ela, disca o número de Mulder. Caminha mais para o jardim. Todos continuam a postos lá fora. O silêncio dentro do salão é total. O telefone chama, chama... Lá dentro, Mulder está sentado do lado do telefone, quando ele toca. Ele estende a mão para atender, mas um dos homens a pisa. _ Nem pense nisso, federal. O outro homem, sem tomar conhecimento da ligação, ainda olhando fixamente o arquivo de aço, sem saber onde mais procurar., respira fundo e diz: _ Vamos. Vamos embora. Deve haver outro cômodo nesse lugar. _ se aproxima do outro e olha pra Mulder _ Vamos, federal. Scully, do lado de fora, ainda segurando o envelope. _ Droga, Mulder! Desliga o celular. Olha pra janela. Vê o cômodo onde Mulder e os outros dois homens estavam. Ninguém, a porta se fecha. Scully dá a volta e chega à porta dos fundos, por onde saíra. Trancada. _ Mulder, terei de usar um de seus métodos. Scully se afasta um pouco e atira na tranca. Abre a porta. Entra, vagarosa e cautelosamente. Todos os convidados estão sentados no chão. Mulder está sentado numa mesa, batendo com os dedos. _ Ei, podíamos nos juntar e fazer uma banda! _ Mulder, irônico. _ Venham batucar também! Continua batendo, fazendo mais barulho. _ A mocinha voltou. Ainda armada? _ Jack. _ Kersyn está preso. _ diz Scully. _ Já sei disso. _ Aqui está o dinheiro. _ ela estende o envelope. _ Saiam. _ Envelope? Pensei que fosse trazer uma daquelas maletas pretas que se usa em filmes. _ diz um dos homens. Mulder sacode a cabeça negativamente e a abaixa. Scully revira os olhos, já exausta pra agüentar as idiotices daqueles imbecis. _ Cala a boca. _ Jack. _ Vão embora e deixem essas pessoas em paz. _ Scully. _ Fim da festa! _ grita um dos homens. Jack pega o envelope e eles abrem mais a porta dos fundos. _ Saímos por aqui, eles estão lá na frente. Jack e mais dois saem, os outros dois, esperam, olham bem pra Mulder e Scully, fecham a porta e deixam o lugar. Scully suspira aliviada. Ela e Mulder se abraçam. Percebendo a presença dos outros convidados, Mulder diz: _ Scully, tem platéia. Eles se afastam. Do lado de fora, os cinco homens são rendidos pelos policiais. Alguns agentes e Skinner ficam observando a pouca distância. Eles são levados em viaturas. Skinner é seguido pelos agentes até o salão. Logo em seguida, vêm os policiais e paramédicos. _ Agente Scully, agente Mulder. _ Skinner se aproxima. _ Está bem, Mulder? _ pergunta Scully. _ Estou sim. _ ele responde _ minha cabeça é que não. Esses caras são burros demais, Scully! Scully e Skinner sorriem. 11:00 p.m. Scully dirige. Mulder, recostado à janela do carro, olha pra fora. _ Linda noite, não? _ Mulder. _ Sim, está. _ Scully, depois de terem atentado contra minha sanidade... _ Mulder, você não tem muita sanidade para que se possa atentar contra ela. _ Você diz isso por que foi a heroína do dia e não teve que passar quase uma hora inteira dentro daquela "festa" com direito à "palhaços". _ Mulder, Scully ri _ É sério. Minha cabeça tá doendo de tanto ouvir besteira. Scully sorri. _ A doutora não quer me fazer um exame? _ Um exame? _ Um exame completo. _ Mulder olha pra ela, malicioso. Eles trocam um beijo. _ Scully... _ O que é? _ Sinto pelo seu vestido. Scully olha pro próprio vestido, sujo de sangue. Sorri. _ É, Mulder. Acho que seu exame fica pra depois. Tenho que detectar as bactérias contidas nesta mancha nesse vestido. Mulder arregala os olhos. Scully ri. Feedback, please!!!