Arquivo-X – Uma Segunda Chance Escrita por Rubens Japa e-mail: rubens.truth@bol.com.br Peço desculpas pela demora da Fan Fiction ficar pronta. Para melhor entendimento, leiam: Dimensão Paralela e Mulder&Scully. Essa é a parte final, esperam que gostem… (Especialmente os Shippers) Sinopse: Com o desaparecimento de Mulder, Scully arrisca tudo. Ela chegou em tal ponto, que é capaz de questionar suas próprias decisões e também, talvez, tenha o cometido o erro de não confiar em pessoas das quais tem a verdade nas mãos. Só que ela não sabe que a salvação pode estar nessa verdade, a que ela tanto reluta em não acreditar. Continuação de Dimensão Paralela e Mulder&Scully, parte final. Fan Fiction dedicado aos Shippers Categoria: Shipper e Mitológica. Apartamento de Scully Georgetown 23:00h A agente especial Dana Scully, acaba de chegar do trabalho. Está exausta. Tinha muitas questões a resolver: Onde estaria o agente especial Fox Mulder? Ela está mais do que preocupada com o parceiro, está desesperada. Mulder tinha ido para São Francisco, Califórnia, procurar uma pedra extraterrestre. Sua investigação pelo paradeiro dele ainda estava em seu prólogo. Em sua jornada até São Francisco, numa base agora desativada, revelou uma suspeita. Scully ainda estava com a dúvida, aliás muitas dúvidas rondavam sua cabeça. Ela se encontrou com o Canceroso, ele então disse algo que o ceticismo de Scully negara totalmente: Mulder teria sido abduzido? Ela não acredita nessa hipótese, acredita que Mulder teria sido preso pelo Canceroso. Será? Talvez seu cérebro diga isso, mas seu coração diz outra coisa… Ela senta no sofá, que por muitas vezes era apenas um enfeite. Quase nunca fica em casa, sempre esteve ocupada trabalhando no Arquivo-X, que nem se quer pode desfrutar de seu belo e bem decorado apartamento. Ela nunca esteve preocupada com isso. O FBI, o escritório no porão, era praticamente sua casa . Mas não era apenas isso. Mulder estava do seu lado, ele de certa forma a protegia, ela sentia isso sempre que entrava no escritório. Então ela se lembra: Mulder quase sempre chegara atrasado, mas claro: Se ele estiver na sala antes das oito horas da manhã, significava que mais um Arquivo-X seria aberto. Com seu sorriso "quase sempre sarcástico" seus olhos brilhantes que sempre ofuscaram os olhos, os belos olhos azuis de Scully. Mas tudo isso é apagado, quando ela acorda e lembra que Mulder está desaparecido. Quando entra no escritório, agora sem ele, parece tudo tão vazio. Os pôsteres, os arquivos jogados na mesa, o pote gigante de sementes de girassol, os lápis presos no teto. Tudo lembra ele, mas o principal não está lá. Então Scully se pergunta: "Onde você está?" Ela olha para o infinito, está sem ação, sentada em seu sofá, as sala está às escuras, a única iluminação vinha do abajur a sua esquerda. Quando o telefone quebra o silencio. _Scully _Indaga ela com a voz cansada. _Scully? É Frohike, achamos algumas coisas a respeito da base em São Francisco. _O que é? _Pergunta ela curiosa. _Me parece que houve uma certa movimentação naquela base, alguns dias antes de sua ida. _Como assim? _Temos registros que a luz do local foi usada e também captamos certos tipos de ondas de rádio. _Dá uma pausa. _Scully é melhor você vir até aqui, Temos uma coisa que não podemos falar ao telefone. Scully concorda: _Estou indo. _Diz ela desligando o telefone, já saindo pela porta. Local desconhecido Hora desconhecida Numa sala escura, alguns homens de idade já bastante avançada, discutiam algo. Uma reunião às escondidas, o lugar é desconhecido. Podemos observar através da janela, está chovendo, uma chuva leve, batia na janela aos pingos, o céu estava negro, prometia tempestade. A sala estava às escuras, uma típica reunião do Sindicato, "aquele sindicato", que achava estar salvando o mundo de uma catástrofe. De uma invasão alienígena, de sermos eliminados do planeta. _Mulder estragou nossos planos. _Diz um homem, vestindo um terno preto, sentado em uma poltrona cara. _Não totalmente, ele não conseguiu atingir seu objetivo. _Diz o Canceroso. _A base em que tanto cuidamos para que continuasse sendo secreta foi praticamente exposta para o resto do Mundo. _Diz o homem abaixando o volume da TV. Nela está passando um noticiário sobre a investigação do FBI na base de São Francisco. _A base não era importante, era apenas um refúgio temporário. Nós temos a pedra, isso é o que importa. _E enquanto a Wegman? _Diz novamente o homem. _Wegman não apresenta perigo, está impossibilitado de responder por si só. _E o FBI? _Pergunta um deles. _Eu cuido do FBI. _Diz o Canceroso fumando seu Morley. Saindo daquele lugar fechado aos olhos de todos. _Ainda temos um problema. _Exclama um homem gordo, chamando o Canceroso de volta. _Que problema? _Pergunta o Canceroso voltando para ele. _O "problema Mulder" _Diz ele. _Mulder está desaparecido, ele não apresenta perigo. _Diz ele dando mais uma tragada. _Você ainda não nos contou o que houve na Base… _Diz o homem gordo, olhava para o Canceroso como se estivesse o desafiando. _Não aconteceu nada… Não sabemos onde Mulder foi, o FBI está dando-o oficialmente como desaparecido _Dá uma pausa. _ Em poucas semanas já se deram conta que ele está morto. Todos olham fixamente no Canceroso. _Não existe mais o "problema Mulder", por que um morto não pode interferir em meus planos. Depois disso ele sai daquele lugar. Na verdade o Canceroso sabe que Mulder não pode morrer, ele é uma peça essencial. Apenas ele quem decide quem vive ou quem morre no jogo. Ele tem todas as cartas nas mãos e sabe joga-las muito bem, tudo com a hora e o momento certo. "Preciso encontrar Mulder, e eu já sei quem pode fazer isso" _Pensa ele andando pelo corredor que dá acesso a saída. Arredores de Washington "The Pistoleiros Solitários House" Já é quase meia noite, Scully bate na porta do Q.G. dos nossos amigos. Frohike destranca as travas e abre a porta para ela. Byers e Langly estão sentados esperando, estão sérios, muito mais do que de costume. Depois que ela tinha pedido ajuda para eles, ficaram praticamente sem dormir, em busca de alguma informação referente a Mulder ou aquela base*. *(Mulder&Scully) Scully entra tensa no recinto: _O que foi que acharam? _Pergunta ela olhando para Byers e Langly. Langly a chama para perto do monitor de seu PC. _Encontramos ondas de rádio naquela base. _Vocês já me disseram isso. _Ela não estava desativada. _Continua Langly. _Alguém estava lá, se comunicando com certos equipamentos que eu diria pesados. Ela cruza os braços, ela faz cara para eles, como se estivesse dizendo "e depois?" _Estavam se comunicando via satélite. Mas o tipo de onda era tão sutil que ninguém perceberia. _Explica Byers. _É algo muito sofisticado. _Completa Frohike. _Mulder poderia estar lá. _Fala ela. _Mas acho que… Não é só isso que vocês descobriram… _Observa o rosto deles. Fica um silencio breve, os três se entre olham. _Na região da base encontramos um sinal extraterrestre. _Finalmente desembucha Langly. Scully, em seu rosto, não mostrava sinais de surpresa, mas estava realmente estarrecida. Os três olham sua fisionomia e acham estranho ela não ficar surpresa. _Veja isso. _Diz Byers apontando para a tela do PC. _Está vendo esses pontos? Tudo indica que uma nave alienígena pairou naquela área por mais ou menos quarenta segundos, logo após o sinal sumiu da tela. _Diz ele circulando com o dedo a área da base. _Mas isso não comprova que Mulder fora abduzido. _Diz Scully. _Isso é verdade, mas isso comprova que a base esteve em comunicação direta com o espaço. Antes da nave supostamente aparecer ali, um certo tipo de sinal foi emitido diretamente ao espaço, numa velocidade incrível, foi uma coisa realmente gigantesca…. Tinha gente ali, estavam escondendo algo, foi por isso que saíram… _Diz Byers. _Mas enquanto a Mulder? _Scully, não podemos descartar a idéia de que Mulder fora abduzido, foi um sinal realmente forte, tipicamente, esse tipo de sinal só ocorre em casos de abduções… _Diz Langly. _Foi o que ele disse. _Diz Scully baixo. _Quem disse o quê? _Pergunta Frohike. _O Canceroso, eu me encontrei com ele, logo após chegar a São Francisco. _Opa! Essa parte da estória nós não conhecemos. _Diz Frohike surpreso. Sede do FBI Washington D.C. 8:00h Scully chega pontualmente no trabalho, mas agora está desanimada, sabe que quando chegar no escritório não irá encontrar Mulder. Mas ela imaginava, ele sentado na mesa, lendo um Arquivo-X, fazendo perguntas mirabolantes para ela, que é claro, fazia isso apenas para provoca-la. Mulder é tão incrível que ele sabe toda e qualquer tipo de resposta relacionado a qualquer caso, o seu objetivo na maioria das vezes era encontrar as perguntas paras as suas respostas. Ela observa aquele lugar, se lembra do primeiro dia que o conheceu, a sala parece não ter mudado, mesmo tendo feito uma troca, por causa daquele incêndio criminoso, algum tempo atrás. Ela olha para mesa e encontra uma carta de seus superiores, está escrito: "Caso Mulder fechado, falta de provas conclusivas" Scully reagiu imediatamente, sai do escritório indo diretamente a sala do Diretor Assistente Skinner. "Skinner o que você fez?" _Se pergunta ela nervosa. Entra dentro do elevador e aperta o botão do andar do Diretor. Está tentando se controlar, fecha os olhos e imagina o que dizer a ele quando chegasse. O elevador para e chega até o andar, no corredor, muitas pessoas andam apressadamente, Scully anda mais rápido, entra no escritório e não encontra a secretária. Então Scully bate na porta do escritório de Skinner. _Entre. _Diz Skinner. _Senhor, por que fechou o caso? _Pergunta ela educadamente, mas com um tom de raiva. Skinner observa o papel que Scully trazia consigo, o mesmo que dizia as palavras que Scully nunca iria querer ler ou ouvir. _Scully, o caso foi fechado por faltas de provas. _Diz ele se levantando da cadeira. _Falta de provas? Mas o que é isso? Estava no meio de uma investigação legitima, e vocês a pararam sem mais nem menos? É do Mulder que estamos falando! _Scully, precisa se controlar. _Diz Skinner tentando acalmar Scully, visivelmente ela estava alterada. Scully então percebe que tem mais um diretor assistente no local. Tinha um ar meio perturbador, vestia um terno escuro, aparentava ter uns quarenta anos, com cabelos grisalhos e olhos penetrantes. _Agente Scully, porque está agindo dessa maneira? Tivemos que fechar o caso, por faltas de provas, sei que você fez um trabalho exemplar, mas não bastou. Fomos obrigados a fechar o caso. Scully olha para ele tentando assimilar as palavras ditas, logo após olha para Skinner como se estivesse perguntando se ele tinha a ver com tudo isso. _Scully a ordem não veio de nós, veio de alguém de cima, não pudemos fazer nada. _Diz Skinner. _Agente Scully. _Diz o outro Diretor Assistente. _Devido ao tempo de ausência do agente Mulder, e que ele foi provavelmente seqüestrado… Como você própria nos disse. Não dando sinais de vida, temos que considera-lo morto… Sei que isso é uma coisa muito precipitada a dizer, mas não há como acha-lo. _Senhor, não quero que minhas palavras sejam ofensivas e nem quero que leve em consideração, que eu estou questionando seus argumentos, mas… Mulder está vivo, e eu acho que foi um erro parar a investigação, nem que isso leve muito tempo, vou encontra-lo. Com ou sem a ajuda do FBI. O Diretor muda de fisionomia. _Agente Scully está proibida de continuar no caso, não estou falando apenas de você e sim de todos, se caso desobedecer essa ordem direta será suspensa, se isso não causar efeito teremos que exonera-la. _Diz o Diretor nervoso. _Estão cometendo um grave erro. _Diz ela. Scully sai dali nervosíssima, ela estava diferente, sempre foi uma garota controlada, sabia muito bem acalmar os ânimos, mas naquela hora, Scully agiu por impulso, agiu igual ao seu parceiro, agiu sem medo. Pois para fora o que sentia, e não se arrependeu por isso, pelo menos não naquela hora. Chega em seu escritório e fecha a porta com as costas, começou a raciocinar normalmente e percebeu que não deveria ter agido daquela forma. Foi um momento de raiva e desespero. Quando percebe que alguém tinha entrado no recinto. _Agente Scully. _Diz o Canceroso fumando seu cigarro. _O que está fazendo aqui? _Diz ela surpresa. _Me parece que sua investigação não vai bem. _Diz ele. Scully não responde as provocações. _Como entrou aqui? _Pergunta ela, com uma das mãos no coldre de sua arma _Vim ajudar a encontrar seu parceiro. _Disse que não sabia onde ele estava. _Eu disse que ele tinha sido levado… Mas há uma esperança que você o encontre. _Onde ele está? _Ele vai estar junto da pedra extraterrestre, a que vocês usaram para ir a Dimensão Paralela. _Mulder encontrou a pedra? _Vai encontrar… Se quiser encontra-lo, terá que seguir isso. _O Canceroso coloca um papel em cima da mesa de Scully. _O futuro de vocês, depende disso. _Diz ele saindo dali, tragando mais uma vez seu Morley. Scully estava imóvel, o deixou passar do seu lado, cedendo a passagem da saída. Ela espera por alguns segundos o ar do cigarro se dissipar, então anda até a mesa e pega o papel. Nele contém alguns números e códigos. Era sua única esperança de achar Mulder. Então se lembra da ordem dada à ela pelo Diretor Assistente, ela não se importava, poderia arriscar seu emprego, mas estaria com Mulder em seus braços. Ela olha fixamente o papel, respira fundo, fechando os olhos, tentando se decidir se iria nessa caçada. Talvez tenha algum fundamento, talvez isso leve realmente a Mulder, ou talvez esteja indo direto até a armadilha, indo direto a morte. _Não há mais escolhas, Mulder, estou chegando… Arredores de Washington "The Pistoleiros Solitários House" Algumas horas depois Os Pistoleiros estão fazendo turnos no PC para ver se acontece algo na Base. Eles defendem uma teoria de que em casos de abdução a nave extraterrestre sempre volta ao mesmo local para deixar sua vitima, de onde a tirou, para mais tarde voltarem e pega-lo novamente, mas na segunda abdução isso poderá ser em outro lugar, por isso que os três estão vigiando, para o menor ruído que puderem captar, poderá ser Mulder voltando de uma experiência terrível. _Captei algo. _Diz Byers com os olhos vermelhos. _Hã? _Diz Langly ainda sonolento. _O que achou? _O mesmo sinal. _Diz Byers apontando para a tela do PC. _Mulder? _Pergunta Frohike, acordando. _Talvez. _Dá uma Pausa. _Avise a Scully. _Diz Langly. Vemos a tela do PC piscando, vários pontos vermelhos indicavam que uma nave extraterrestre está pairando no local. Das caixas acústicas saiam um som estridente, mas sem nenhum sentido, parecia o barulho de uma batedeira. Os três olham para tela sem piscar. São Francisco Base (Local ignorado) Mesmo horário Scully saia de seu carro alugado, o Canceroso tinha dito à ela que Mulder estaria ali. Olha para aquele lugar, já está escuro, um vento gelado bate em seu rosto. As placas de aviso para se afastar estavam se debatendo no portão de segurança, coberto de arame farpado. Respira fundo e entra, está caminhando no meio da pista de vôo. Vinha um barulho de sua cintura, quebrando o silencio, ela leva um susto, está super tensa, era seu celular. _Scully. _Diz ela. _Scully é Langly, estamos capitando algo estranho naquela base em São Francisco. _Algo estranho? _Sim, me parece que tem uma nave alienígena pairando naquele céu. _Não vejo nada. _Diz ela olhando para cima. _Tem certeza? _Scully, onde você está? _Pergunta Langly assustado. _Estou dentro da base. Langly não estou vendo nada. _Scully! Saia dai, ele pode aparecer a qualquer momento! Vemos os Pistoleiros assustados, olhando para a tela do PC os sinais e os barulhos aumentavam. _Langly! Põe no viva voz! _Diz Frohike, já apertando o botão do telefone, para que ele ouça o que está acontecendo. _Scully! Precisa sair dai! _Frohike? _Pergunta Scully. _Sei que você não acredita nisso, mais precisa sair desse lugar! Agora! _Não posso desistir agora! Estou sentindo que Mulder está aqui! _Diz ela olhando para o céu. Vemos Scully, começa a ventar, as roupas e o cabelo dela começa a voar, ela tem dificuldade para enxergar, coloca uma das mãos na frente do rosto. _Frohike você ainda está ai? _Pergunta Scully. _Scully rrrrrrrr saia daí! rrrrrrrrrr Scully está rrrrrrrrrrr me ouvindo? Responda!!! rrrrrrrrr _Frohike tentava contato mais o celular estava dando interferência demais. Scully desiste de falar com ele, ela olha um pequeno feixe de luz vindo do horizonte escuro, foi aumentando mais, agora a luz era tão intensa que clareou a base por alguns segundos. De repente a luz desaparece, o vento se dissipa, o silencio volta a pairar naquele local. _Mulder? _Diz Scully olhando para um homem indo em direção à ela. Ela força a vista. Corre até o homem. _Mulder!!! _Grita ela agora mais intensamente. Ela estava crente que era Mulder, mas tinha que vê-lo com seus próprios olhos, tinha que senti-lo em seus braços. Mas toda sua emoção some quando percebe que não é Mulder, é o Canceroso. _Você?!? Cadê o Mulder? Não tinha dito que ele estaria aqui? _pergunta Scully desesperada. _Do que está falando agente Scully? _Diz ele, na verdade esse era o Canceroso de outra dimensão. _Não se faça de desentendido, queria brincar comigo? Pois conseguiu! Onde ele está? Cadê o Mulder?!!?!? _Diz ela com toda a força de suas cordas vocais. _Eu… _Dá uma pausa. _O agente Mulder voltou. _Onde ele está? _Diz ela agora apontando a arma para ele. _Fizemos de tudo para que sua transferencia fosse bem sucedida. Seu corpo não resistiu a pressão. _O que está tentando me dizer?? _Sinto muito… _Diz ele, tentando se desculpar. Scully já imaginava o que ele estava tentando dizer, Mulder estava morto. Ela abaixa a arma, sua expressão é de dor profunda, seus olhos começam a lacrimejar, mas não chora, não queria se mostrar fraca para um homem sem escrúpulos como aquele. _Não acredito em você! _Diz ela. _Não posso fazer nada, se não quer acreditar. Mas ele conseguiu uma façanha, ele foi o único. _O que está tentando me dizer? _Ele foi o único humano que eu pude confiar, por isso ele não foi levado, não foi levado para um futuro incerto. Scully mostrasse confusa. _Vai entender agente Scully. Vai perceber que ele não está tão longe quanto parece. Mas para isso terá que acreditar, terá que olhar além de seu ceticismo, terá que olhar a verdade. _É mais uma de suas charadas? Pois estou farta! Não me ajudou em nada, tentei confiar em você, para que eu achasse Mulder, mas não por vontade própria, é por que eu não tive escolha. _Mulder também não teve escolha, e fez o que você fez agora, está em busca de algo… Scully não deu ouvidos e sai dali rapidamente. _Ele achou a pedra _Continua ele. _Como você o achará também. _Diz ele, mas ela não ouve, já está saindo com seu carro, de volta à Washington. O Canceroso fica parado ali por alguns segundos, ele olha sua mão. Vemos que ela começa a ficar cinza, seus dedos começam a crescer. Vemos o seu rosto, começa a se transformar, seus olhos começam a crescer, sua boca diminui, seu rosto fica cinza. O Canceroso é na verdade um ser extraterrestre… Sede do FBI Algumas horas depois Vemos Scully na sala do Diretor Assistente Skinner. Lá também estava o outro Diretor Assistente, o mesmo que falou com Scully dias atrás. _Como seu comportamento foi de negar nossa ordem direta, não tenho outra alternativa. Por ter desobedecido seus superiores e ter ido até São Francisco, para continuar uma investigação já encerrada, estou mandando suspende-la de seus serviços por tempo indeterminado. _Dá uma pausa. _Me dê agora sua arma e insígnia. Scully se levanta e retira o que o Diretor lhe pediu. Logo após ela diz secamente. _Já acabou? _Pode sair. _Diz ele também secamente. _Deixe seu crachá no prédio antes de sair. Scully só conseguia olhar num tom de acusação para Skinner. _Com licença. _Diz ela fechando a porta. Skinner abaixa a cabeça, não pode fazer nada. _Agentes desse nível não podem trabalhar aqui no Bureal… _observa o Diretor. _Sinceramente ela não vai ficar aqui por algum tempo. Skinner queria dizer umas boas para ele, só que não consegue. Só faz uma cara feia para o outro, que imediatamente se assusta e entende o que ele queria dizer. Ele então sai dali, correndo tentando alcançar Scully. Ela já estava indo para elevador, Skinner a alcança. _Scully, espere! _Diz ele. _Por que não disse nada à ele? Por que não se manifestou diante do fechamento do caso de Mulder? _Não pude. Não tenho esse poder. _Por que não ajudou a encontrar Mulder? _Diz ela tristemente. _Não pude agente Scully, estão me vigiando. _Dá uma pausa. _Você sabe muito bem, eu também sei, que o seu caso sobre o desaparecimento de Mulder iria continuar, mas alguém de cima mandou, sem mais nem menos essa carta, avisando o cancelamento do caso. Scully não responde. _Parece que ninguém aqui no Bureal tomou consciência de que Mulder desaparecera. Ninguém comenta, não dizem nada. Parece que alguém está querendo esquecer o caso. _Por que alguém quer que isso aconteça? Por que todos estão contra? Por que ninguém quer Mulder de volta? _Não sei agente Scully, me parece que também não querem que você se envolva. _Minha suspensão não significa nada! Já lhe disse isso, não me importo em perder o emprego, quero Mulder do meu lado. Ninguém vai tirar isso de mim, nem… _Dá uma pausa. _Esses homens que se dizem ser agentes do FBI, como podem fazer uma coisa dessas? Me enoja saber que você não fez nada, que não evitou que todas essas coisas acontecessem. Diz ela entrando no elevador furiosa. Skinner não diz nada, apenas observa a porta do elevador se fechar. Vemos Scully ficar encostada na parede do elevador, coloca sua cabeça para cima, fechando os olhos, tentando se acalmar. Hospital Psiquiátrico de Washington 16:45h Scully andava pelo corredor do hospital afim de visitar o General Wegman. Sua última ida até lá não foi muito agradável, isso foi logo que chegaram de São Francisco. Wegman estava muito alterado, se debatia muito, estava totalmente fora de si. Scully imaginara que ele tivesse passado por algo terrível. Mas não está lá por causa dele, está lá para saber se conseguia tirar alguma informação do mesmo. Agora que estava um pouco melhor, poderia interroga-lo. Mas sem poder algum que o FBI lhe dava. Estava se arriscando, pois se algum agente a visse seria exonerada automaticamente. Foi impedida, por pessoas que na verdade deveriam ajudar e não atrapalhar. _Por favor, gostaria de ver o paciente Wegman. _Diz Scully à enfermeira. _Um minuto. _Diz ela mexendo em alguns papéis e falando ao telefone. _Agente Scully? _Diz um homem, percebemos que é um médico, estatura média, com cerca de quarenta anos, com cabelos grisalhos. Vestia uma roupa branca, segurava um prontuário. _Sim. _Venha comigo, quer ver o paciente Wegman? _Por favor. Ele se encontra estável? Gostaria de conversar com ele. _No momento ele está sob efeitos de sedativos, está dormindo. _Diz ele. Estão andando por um longo corredor, não há ninguém naquele lugar, os passos dos dois ecoam pelas paredes. Chegamos. _Diz o médico. _Agente Scully, acho que deveria saber disso… Scully olha para ele cruzando os braços. _Ontem o paciente me pediu um caderno e um lápis. _Caderno e lápis? Por quê? _Não sei, só sei que ele ficou ali escrevendo ou desenhando coisas estranhas, ficou por horas se concentrando no que fazia, só parou quando nós demos um sedativo para que ele dormir. Scully olha através da janelinha da porta e vê um caderno azul amassado, do lado de Wegman. Ela abre a porta, e o observa dormindo, pega o caderno e o abre. Scully se espanta. Está todo escrito com palavras incompreensíveis, não parecia ser palavras terrestres, ela folheia mais algumas folhas quando encontra um desenho de um ET, estava tão bem feito que parecia ser uma das fotos que Mulder sempre tinha pendurado na parede de seu escritório. _Será que eu posso pegar isso emprestado? O médico faz que sim com a cabeça. Scully já saia pela porta, quando o médico lhe chamou. _Você não irá conversar com ele? _Deixe-o dormir, eu venho depois. _Diz ela, já no corredor, indo em direção a saída do hospital. Vemos Wegman dormindo como um garotinho, estava vestindo uma roupa hospitalar, em seu peito alguns aparelhos para medir os batimentos cardíacos. O médico ficava o observando, tentando imaginar de onde ele tirara aquelas imagens e significados, escritas no caderno. Apartamento de Scully Georgetown 20:00h A sala está escura, começa a trovejar em Washington, um silencio muito triste pairava no apartamento de Dana Scully. Ela estava sentada em seu sofá, pensativa, não estava mais agüentando ficar longe de Mulder. Se sentia só, suas forças, mesmo sendo muito grandes, estavam acabando, ela tinha apenas algumas provas referentes aquela Base de São Francisco, mas então percebeu que não tinha nenhuma prova que pudesse explicar onde Mulder está. Suas dúvidas e especulações não foram respondidas, apenas uma informação foi mais do que nunca reforçada, a informação que Scully não queria acreditar, que Mulder estaria mesmo morto. Ninguém se quer se manifestou para ajudá-la, todos estavam apenas brincando com seus sentimentos e sua confiança sobre alguns foi quebrada. Tentou até confiar no Canceroso, é claro, em vão. Ele apenas disse que ele estava próximo dela, agora mais do que nunca. Mas como assim? Ela achou o comportamento do homem muito estranho, estava muito diferente do que de costume. Não parecia ser "O Canceroso" . Por que levar Scully para uma caçada onde na verdade a presa pode estar realmente morta? As palavras do Canceroso ecoavam no ouvido de Scully como uma bomba. Ele disse simplesmente "Sinto muito". O que isso significa? Significa que Mulder estaria morto? Por que o Canceroso disse que ele era o único em quem confiou? Ele disse que ele voltou, mas então onde está? Cada palavra dita por ele era um enigma, ele falava como Mulder estivesse vivo, e também com se ele estivesse morto. Afinal de contas, Mulder está vivo ou não? Scully se perguntava isso inúmeras vezes. Só que para essa pergunta não terá resposta, não agora, nesse momento. Ela primeiro terá de acreditar. Terá que acreditar para que Mulder sobreviva a essa tortura que está passando, talvez uma tortura sem um fim próximo… Casa da Sra. Scully Algumas horas depois A Sra. Margaret Scully estava preparando o jantar quando a campainha toca. Ela limpa as mãos no avental e vai até a porta. _Dana? _Diz a Sra. Scully. _Mãe… _O que houve querida? _Diz ela, observa que Scully não se sentia bem, seus olhos estavam vermelhos, então percebeu que tinha chorado. As duas se abraçam carinhosamente. _Eu… Não estou conseguindo tirar forças… Estou envergonhada de mim mesma. _Diz Scully quase chorando novamente. _O que está dizendo? Por que está assim? _Pergunta a Sra. Scully preocupada. Scully não conseguia conter seu sofrimento, estava muito abalada, não por ter acreditado que Mulder morrera e sim por não conseguir arranjar forças para encontra-lo. Hospital de Washington 00:00h _As condições não são nada estáveis, teremos que fazer mais alguns testes. _Diz um médico de meia idade olhando um prontuário. _Tudo bem. _Diz a enfermeira. No fim do corredor estavam correndo os Pistoleiros Solitários. _Onde ele está? _Pergunta Frohike à enfermeira na recepção. _De quem o senhor está falando? Preciso do nome do paciente. _Se chama Mulder. Fox Mulder! Entendeu?!? _Diz Frohike transtornado. Enquanto isso, Byers e Langly já invadiram a sala onde estava Mulder. _Hei! Não podem entrar! _Diz o médico. _Nós o conhecemos! _Pelo amor de Deus, de onde ele veio? _Pergunta Frohike. Ninguém responde essa pergunta. Os médicos e enfermeiras ficam assustados com a repentina gritaria de Frohike. Ele pega o médico pela roupa e o levanta, mesmo sendo baixinho, era forte como touro. _Eu fiz uma pergunta!! Langly e Byers tentam segurar Frohike. _Se acalme! _Não me diga para eu me acalmar! _Qual é o estado dele? _Pergunta Langly ao médico, já recuperado diante do ataque de Frohike. _Seu estado não é bom… Diria que está a beira da morte… _Olhando sério para os três. Eles olham chocados para Mulder. Ele estava todo cheio de fios grudados ao corpo, respirando através de aparelhos, um som característico de batimento cardíaco vinha de um deles. Vemos seu real estado: Seu rosto está cheio de bolhas, sua pele está muito branca, não há movimentos, o único jeito de sabermos se ele estava vivo é vendo sua difícil e dolorosa respiração. Estava realmente a beira da Morte. Apartamento de Scully 00:30h Scully teve uma longa conversa com sua mãe, tinha desabafado tudo o que estava sentindo, toda a raiva, e decepção que tinha guardado durante o tempo que Mulder tinha desaparecido. Estava se sentindo um pouco melhor, mas a dor que estava sentindo com o desaparecimento e provável morte dele, não se apagou. Nesse momento ela está dormindo, suas lágrimas secaram, deitada de lado dormia tranqüilamente, até parecia que os problemas tinham sumido, mas até em seus sonhos ele aparece… _Scully? Eu estou aqui. Estou junto de você. Você precisa acreditar… Agora mais do que nunca… O telefone celular de Scully toca, ela acorda na mesma hora. _Scully. _Diz ela meio sonolenta. _Scully, desculpe acordá-la nessa hora da noite. _Diz Frohike do outro lado da linha. _Não tem problema? O que houve? _Tenho uma boa notícia! Mulder… Não podemos ouvir o resto da fala de Frohike, Scully estava sentada na cama, podemos ver seu rosto, está com um sorriso largo de felicidade, de alivio, e de agradecimento. Mulder voltou, como no seu sonho, agora ela acredita, que eles estão mais juntos do que nunca. Hospital de Washington Alguns minutos depois Muitas pessoas, médicos, pacientes, caminham pelo hospital sempre cheio, paramédicos chegando correndo, avisando que tem mais um ferido no resgate, enfermeiras e médicos exaustos tentando salvar vidas de muitas pessoas. Adoecendo, sendo operadas, sendo cuidadas da melhor forma possível. Essa é a rotina de muitos por aqui, mas por incrível que pareça, o hospital está um verdadeiro silêncio. Apenas algumas pessoas andando entre os corredores, isso, pelo menos no andar onde Scully se encontrava. Ela corria entre os corredores do hospital. Seus passos eram ouvidos a longa distância, o piso branco do hospital refletia sua imagem. Estava aflita e ansiosa. Vemos Frohike a esperando na recepção. _Frohike! Cadê o Mulder? _Diz ela ansiosa. _Scully, tenho que dizer que eu esqueci de falar sobre uma coisa. _Diz ele sério. _O que é? _Mulder está em estado critico. Scully olha assustada, tentando assimilar o que Frohike dissera. Um médico se aproxima deles. _Esse é o médico que está cuidando de Mulder. _Apresenta Frohike. _Preciso vê-lo. _Diz Scully ao médico. Ele diz sim com a cabeça. Eles andam por um corredor vazio e chegam no quarto de Mulder. Com passos curtos entra no quarto, ela olha para ele com ternura e preocupação, sentia uma coisa muito ruim quando via aqueles aparelhos ligados em seu corpo. A sala está um pouco escura, o único som do quarto vinha do aparelho de batimentos cardíacos de Mulder. _Qual o diagnostico? _Pergunta Scully. O médico pega o prontuário, coloca seus óculos e lê o que dizia as anotações: _Está em coma, não responde a estímulos esternos, não reagiu durante toda a sua permanência. _Dá uma pausa. _Tentamos reanimá-lo sem sucesso. Está respirando com a ajuda dos aparelhos. _Dá outra pausa. _Nós fizemos um elaborado exame em seu sangue, parece que suas células estão se degenerando aos poucos, digo sinceramente que nunca vi algo parecido com isso. Se observar seu rosto, como também seu corpo, está com bolhas, não sei o porquê disso, parece que ele foi exposto há uma alta dose de radiação, isso talvez explicaria a sua degeneração celular lenta… _Será que eu posso olhar o prontuário? _pergunta Scully. _Eu… _Diz o médico parece não gostar da idéia. _Eu sou médica. _Diz Scully séria. Ele então sede o prontuário para ela. Ela verifica, foi como o médico disse, Mulder está em estado terminal. Ela olha horrorizada para aquilo, e olha assustada para Mulder. Langly e Byers estão ali observando Mulder, eles se aproximam de Scully. _Scully sei que é difícil aceitar uma coisa dessas… _Como ele apareceu? _pergunta ela interrompendo Byers de sua fala. _Não sabemos. Ninguém diz nada. Mulder apareceu aqui de repente, não há fichas, não sabem quando e como ele entrou aqui. _Diz Byers quase sussurrando no ouvido de Scully para que o médico não ouvisse. _Como descobriram? Como acharam ele? Já que não tinha nenhuma ficha no hospital? _Pergunta Scully, muito abalada com o estado de Mulder. _Eu esqueci de dizer isso também… _Diz Frohike. _Quem disse? _Diz ela olhando agora séria para Frohike. _Foi o… _Dá uma pausa longa, Frohike tentava dizer o nome com calma. _…Fumacinha. _Canceroso? Por que ele… _Scully não termina a pergunta, olha agora fixamente para Mulder. _Sei que está confusa, nós estamos mais do que você. Não entendemos o por quê de ele dar essa informação tão valiosa, Mulder nem deveria estar aqui, acho que ele deveria estar em poder dele. _Diz Byers. _Esse cara sabe o que está fazendo, se nos devolveu Mulder, é porque tem algo sujo por trás. _Observa Langly. _Vamos esquecer isso por alguns instantes, o importante é que nos devolveu Mulder, temos que agora dar um jeito de salvá-lo. _Diz Frohike. Enquanto Frohike falava, Scully se aproxima de Mulder lentamente e se senta em umas das cadeiras do quarto. Ela agora não está preocupada em quem deu a informação, a informação que seja talvez a mais importante de sua vida. Estava muito abalada, mas ela agora consegue arranjar forças, porque Mulder estava do seu lado. Ele sentia a presença de Scully, sentia sua energia, sentia sua crença de que ele se recuperaria, de que voltasse para junto dela. Sua parceira, sua amiga, seu amor. Ela olha as mãos brancas de Mulder, sentia que ele passou por momentos nada agradáveis, dor e angústia. Nela tem algumas feridas, alguns arranhões. Scully delicadamente pega a mão direita dele e a aperta de leve, ela tenta mandar energias positivas para ele, como se aquele toque de mãos pudesse curá-lo, acorda-lo. Ela observa seu rosto, está com bolhas típicas de radiação, sua pele está branca como sua mão, seus olhos estavam imóveis, parecia estar dormindo profundamente. O único movimento que podemos ver é sua respiração, ajudada com aparelhos. Frohike, Langly e Byers deixam Scully sozinha no quarto, percebendo que sua dor só podia ser vista por ela própria. Não era uma coisa mostrada, Scully sentia essa dor por dentro, não demostra isso em seu rosto ou em gestos repentinos. Apenas vemos suas lágrimas correrem de seu rosto, e sua mão segurando a de Mulder carinhosamente. Como uma pessoa reservada, deixou apenas suas emoções saírem quando estava sozinha com Mulder. Ele precisa mais do que sua própria força para se reanimar, precisava de uma força vinda de fora e essa força vinha de Scully. _Mulder, eu estou aqui. Alguns minutos depois Scully e Frohike estão dentro do quarto de Mulder. Estão de pé, Scully está de braços cruzados, e Frohike estava olhando as anotações deixadas pelo médico. _Vocês chamaram a Sra. Mulder? _Pergunta Scully. _Decidimos não envolve-la, nós sabemos que sua saúde não vai muito bem, com a noticia de que Mulder está em estado critico ela pode não agüentar. _Não sei se isso é o mais certo a se fazer… _Diz ela olhando para Mulder. _Frohike? Será que você pode me deixar sozinha com Mulder? _Claro. Enquanto Frohike saia, Scully observa pela janela da porta uma figura muito familiar. _? _Faz Scully com os olhos arregalados. _Frohike você viu ele? _Diz ela já abrindo a porta indo para o corredor do hospital. _Do que está falando? _Diz Frohike observando Scully sair rapidamente. Ela olha para os dois lados, tenta procurá-lo mas não o acha. _Quem estava procurando? _Pergunta Frohike, saindo indo em direção à Scully. Ela não responde a pergunta de Frohike. _Mulder não está seguro nesse hospital. _Diz ela preocupada. _Eu ficarei aqui, não se preocupe. _Diz Frohike. Scully concorda. Ela sabe que, se alguém estiver realmente vigiando Mulder, precisaria de uma equipe de vigilância, só que tinha um problema: Ela ainda estava suspensa. Decidiu que ficaria aquela noite com Mulder. Local desconhecido Mesmo horário _Mulder foi encontrado. _Diz o Canceroso. _Onde ele está? _Diz um o homem gordo sentado em sua poltrona cara. _Está em um hospital de Washington, suas condições não são boas. Presumo que esteja a beira da morte. _Diz o Canceroso. _Agora será fácil elimina-lo. _Diz novamente o homem gordo. _Mulder já está condenado, não será necessário eliminá-lo, por que faríamos algo que ele mesmo pode fazer? _Diz o Canceroso fumando seu cigarro cheio de alcatrão. _Por garantia, mandaremos alguém vigia-lo, se caso acontecer algum improviso, Mulder será morto. _Diz alguém na sala escura. _Parece que vocês estão me subestimando, não preciso de ajuda nesse tipo de coisa. Mulder nessas horas, está lutando pela vida, uma vida que agora, está por um fio, se sobreviver, não irá se lembrar de nada, não irá se lembrar da pedra que estamos guardando. _Como tem tanta certeza? _Diz o homem gordo. _Eu sei, e isso já basta. _Diz o Canceroso fumando, logo após sai daquele lugar. CGB Spender o "Canceroso" era o único que sabia sobre a abdução de Mulder, os soldados que estavam junto com ele, naquele dia, não se lembram de nada. Misteriosamente, o Canceroso era o único que estava ciente de tudo. Parecia ser o único que não sofrera uma lavagem cerebral. A informação que ele tinha, era importante, tão importante que ele guardara para si. Achava desnecessário passar a informação para aqueles almofadinhas de terno escuro. Isso poderia prejudicar todos os seus planos. Isso era a última coisa que ele queria. Sede do FBI 8:00h Scully estava na porta da frente do FBI, já que estava suspensa, não poderia usufruir das vantagens que tinha. Teria que passar pelo pátio central. Lá tem uma pequena multidão formada por estudantes, estavam fazendo uma pequena excursão, junto deles estava uma monitora. Ela estava contando toda a História do FBI em seus mínimos detalhes, isso chegava a ser muito chato e cansativo. Scully passa rapidamente por eles e coloca seu crachá de visitante. _Bom dia agente Scully. Passando pela entrada principal? _Por enquanto. _Diz ela esboçando um sorriso amarelo para o guarda. Ela passa pelo detector de metais. _Está limpa agente Scully, pode entrar. _Obrigada diz ela. Scully entra no elevador indo direto até o escritório do Diretor Assistente Skinner. A secretária diz que Skinner está a sua espera. Scully entra no escritório. _Agente Scully fui avisado que acharam o agente Mulder. E que ele está correndo risco de vida. _Começa Skinner se levantando. _Sim senhor. _Dá uma pausa. _Senhor, vim justamente falar do agente Mulder. _Do que se trata? _Eu creio que Mulder esteja sendo vigiado. _Vigiado por quem? _Não sei, mas vi indivíduos muito estranhos rondando seu quarto. _Scully isso não… _Senhor, o agente Mulder, apareceu no hospital de Washington misteriosamente, não há registros de sua chegada. Por isso estou achando isso estranho. Seu estado também é um mistério, não sabemos o porquê de Mulder estar nessas condições. _Diz Scully interrompendo Skinner. _Agente Scully eu entendo sua preocupação, mas não posso fazer isso, ainda não. E você também não pode fazer esse tipo de coisa, sabe que não foi pela minha vontade de você estar suspensa. _Sabe que podia ter evitado tudo isso, poderia estar ajudando Mulder, mas não faz nada para isso! _Diz ela super nervosa. _A minha vontade é de estar ajudando da melhor forma possível, mas alguém de cima está vigiando meus passos, se caso aconteça algum imprevisto vou ser repreendido. _Acho que o senhor está subestimando sua covardia. Não posso acreditar que esteja fazendo isso! Irei eu mesma fazer isso, com ou sem sua ajuda! _Diz Scully saindo dali. _Scully! Mulder não corre perigo. _Afirma ele. _Com o senhor me dizendo, não acho que isso seja possível. _Diz ela fechando a porta. Skinner fica ali, pensativo, ele estava realmente sendo vigiado. Estava com as mão atadas. Será? Hospital de Washington Horário ignorado Mulder está imóvel, sua respiração está lenta. Seu corpo está num estado muito ruim, mas seu espirito continua intacto. Durante seu coma interminável, ele sonha… Talvez não seja apenas um sonho, talvez seu espirito esteja querendo sair… De um sofrimento doloroso. _Fox? Meu filho, eu sei que pode me ouvir… _Pai? _Por que está aqui? _Eu não sei… Talvez minha hora seja agora. _Não! Está errado, sua missão na Terra ainda não acabou… Eu quero que volte. _Eu… não sei se consigo… Hospital Psiquiátrico de Washington 8:30h Scully recebera um telefonema do médico que cuidava de Wegman. Disse que tinha algo surpreendente a mostrar. Ela já está junto dele, na sala de raio-x. _O que queria me mostrar? _Pergunta Scully. _Eu tirei umas radiografias de Wegman: Crânio, o tórax, braços e pernas. _Diz ele, apontando para as radiografias, numa espécie tábua presa na parte de cima da parede, com uma luz branca brilhante no meio, possibilitando assim observar as radiografias mais facilmente. _Mas observe isso. _Diz ele mostrando agora o Crânio. _Está vendo? _Aponta ele para as radiografias. _Veja os seios da face, tem um certo tipo de metal preso nele. Scully reconhecia aquele tipo de material. Principalmente onde ele estava localizado. _Creio que seja estilhaços de metal vindo de algum tipo de munição, Wegman é militar, poderia ter sido atingido. _Observa o médico. _Talvez. _Diz Scully. "Mulder com certeza iria dizer outra coisa" _Pensa ela. _Deixe-me adivinhar: Vocês acharam esses fragmentos também nos dentes e em seu tórax mais precisamente no umbigo? O médico se espanta. _Como sabia? _Bem… Scully já estava ciente do que aconteceu com o General Wegman. Mesmo relutando um pouco a acreditar. Ela elaborou uma tese que só Mulder pensaria em fazer: Wegman teria sido abduzido, então os alienígenas colocaram esses pedaços de metal nele e nesses pedaços era cravado certos tipos de códigos, servindo para catalogar o indivíduo, monitorá-lo e rastrea-lo onde quer que ele fosse. Ele então voltou, suas condições físicas não foram afetadas, mas sim suas condições psicológicas. Isso talvez tenha acontecido com Mulder, mas em vez de o que aconteceu com Wegman, aconteceu o contrário. Uma teoria maluca? Talvez não. Se Mulder com suas teorias malucas quase nunca… Quer dizer, nunca errava, por que Scully erraria agora? Quando Scully iria dizer o que era para o médico, uma das enfermeiras solta um grito estridente de terror. Scully sai dali imediatamente, ela percebe que o barulho vinha do quarto de Wegman. _O que aconteceu? _Pergunta Scully, tentando acalmar a mulher. _Ele desapareceu!! _Diz a mulher. _Wegman? _Pergunta Scully. Ela observa o quarto ele não estava lá. _Chame a segurança um paciente sumiu! _Diz Scully a recepcionista. Scully começa a olhar para os lados, afim de tentar encontrar Wegman, sem sucesso. Alguns minutos depois Scully estava do lado do médico que estava cuidando de Wegman. _O senhor por acaso retirou aqueles estilhaços do corpo do Paciente Wegman? _Pergunta Scully. _Iríamos fazer isso, logo após sua chegada, a enfermeira iria medica-lo para a cirurgia, me parece que ele não queria ficar para isso… _Agente Scully, lacramos todas as saídas do hospital. Nenhum sinal do paciente. _Diz um dos seguranças. _Como não puderam achar? Aquele homem sofria de distúrbios mentais, não iria tão longe. _Diz o médico. _A menos que ele tenha pulado? _Diz Scully. _Não agente Scully, as janelas daqui tem grades de proteção. _Afirma o segurança _Oh sim. _Diz ela, eles estavam no décimo andar. Ele entram mais uma vez no quarto de Wegman, a janela estava aberta e a grade estava intacta, a cortina estava voando, que batia com o vento gelado lá fora. _Não teria como ele sair. _Afirma o médico. _Talvez. _Exclama Scully assustada. Então Scully pensa na possibilidade de ele ter sido novamente abduzido, mas, nessa hora do dia? Geralmente abduções ocorrem de noite. E como ele teria sido levado? As grades estão intactas. Scully descartara que ele tenha fugido pela porta, ela estava trancada, Também não há sinais de arrombamento. _Por onde ele fugiu? _Se perguntava. Ela encosta com a mão direita na cama de Wegman, percebe que há uma grande carga de eletricidade estática nos lençóis. Fazia até um barulhinho, quando se tocava. _?? _Faz Scully. Estranha que tenha eletricidade estática ali. Como poderia explicar isso? Então, em poucos segundos a eletricidade foi diminuindo. Hospital de Washington Garagem 13:00h Scully está fechando a porta de seu carro, estava indo visitar Mulder e é claro vigia-lo, sabia que tinha alguém de olho em seu parceiro. Estava relativamente cansada, ela nunca confessou isso mas precisava de Mulder o mais rápido possível. Ele sempre estaria ali para elaborar alguma tese maluca e Scully estaria ali para sempre discordar, sempre tentaria explicar os fenômenos aparentemente "inexplicáveis" com seus termos científicos. Mas agora ela estava só, e só tinha ela mesma para discordar e concordar com suas próprias decisões. Isso era muito cansativo e chato, ela sabe que não pode desistir, Scully passava a barreira de suas forças, ultrapassava a linha do "bom censo" e isso não afetava sua feminilidade sempre presente e isso era incrivelmente espetacular. Tinha falado a alguns instantes com sua mãe ao telefone celular, ela tinha ficado feliz som o aparecimento de Mulder, mas estava também muito triste pelo seu estado. Prometera que iria o mais rápido possível ao hospital. Scully estava indo até o elevador do hospital, quando encontra um indivíduo, uma pessoa pela qual, não queria ver nunca mais. _Agente Scully? _O que você está fazendo aqui? _Pergunta ela nervosa. _Vim saber se você conseguiu encontrar o que tanto procura. _O que está dizendo? _O agente Mulder. _Foi você que avisou que ele estava aqui. Por que está fazendo isso conosco? _Não faço nada agente, só vim devolver o que não me pertence. _Já chega de seus enigmas, não agüento mais! Você vem e aparece assim do nada, querendo controlar tudo e a todos. Diga logo o que pretende! _Diz ela nervosa. _Só quero saber se acredita. _Acreditar? _Vejo em seus olhos que isso está um pouco longe de acontecer, mas também vejo que você está progredindo, não tanto quanto seu parceiro, mas está. _Diz ele. _Mulder está morrendo, se sabe como salvá-lo me diga. _A sua crença irá salvar o agente Mulder, mas antes disso, não. O Canceroso sai dali, Scully fica novamente sozinha. Vemos o Canceroso novamente tomando sua verdadeira identidade. Apartamento de Scully Scully estava sentada em seu sofá. Tinha voltado do Hospital, Os pistoleiros estavam fazendo vigia no quarto de Mulder, foi verificar se estava tudo bem com ele, Langly se encarregou de fazer a vigia naquela noite. Então Scully se lembra da conversa que teve como Canceroso. Ficou pensando no que ele dissera. Seus enigmas ainda não faziam sentido para ela. O que seria tão importante assim para ela acreditar, será que só basta isso? Acreditar? Seus pensamentos são cortados com a campainha de seu apartamento. Scully olha através do olho mágico e percebe que quem estava lá era sua mãe. Abre a porta rapidamente. _Mãe? _Olá querida. _Diz ela. Me disse que iríamos visitar Fox… _Sim… só que… _Scully queria dizer que não seria seguro ir para o Hospital naquela hora. E não queria que ela visse o estado de Mulder. _Tudo bem, depois nós vamos. Como ele está? Scully suspira. _Muito mal. Não sabemos se irá conseguir. _Diz Scully tristemente. A Sra. Scully sentasse do lado de Dana. _Ele vai conseguir. _Diz ela. _Eu… Eu sinto que ele está querendo voltar, só que não consegue. _Diz Scully. _Dana não podemos abandonar nossas esperanças, Fox vai conseguir se recuperar. _Eu quero acreditar nisso. Quero que ele volte… Mas eu não sei se minha fé, a minha crença pode salvá-lo. _Dana, sua fé vai conseguir salvá-lo, não pode ficar desacreditada nisso. Não podemos perder a nossa fé, por que é ela que nos dá esperança de continuar, nos dá ânimo para vencer nossas dificuldades. Se você lutou tanto para que Fox fosse encontrado e agora tentando salva-lo mais uma vez, percebo que você não perdeu sua fé, você a alimentou mais e agora ela está mais forte do que nunca. A Sra. Mulder sente que Scully sentia algo por seu parceiro. E isso a deixava muito feliz. _Depois de tantos anos que vocês trabalham juntos, eu sei que posso confiar em Fox, eu gosto muito dele, como se fosse um filho. E não quero que um filho, morra dessa maneira. Scully fica espantada, percebe que sua mãe está também muito emocionada. _Eu… Nunca pensei e dizer isso a ninguém. _Diz Scully. _Mãe, eu gosto de Mulder, eu… não consigo viver sem sua presença, não consigo me ver sem ele do meu lado. _Diz ela agora quase chorando. _Ele faz parte de mim, como eu faço parte dele, eu… também não quero vê-lo morrer, devo minha vida, devo minha gratidão a ele, nunca dissera isso, nunca tive coragem… Nunca tive coragem de dizer que eu o amava. Dana abraça a Sra. Scully. Ela chora agora num desabafo, a Sra. Scully também se emociona com o desabafo da filha, ficam ali por alguns instantes. Scully agora se sentia fraca e ao mesmo tempo aliviada, estava abraçada em sua mãe, parecia ter tirado algo que estava guardado a muito tempo em seu coração. Mas teria que dizer isso a Mulder, ele teria de viver, sua missão aqui na Terra não acabou. Enquanto isso o Canceroso tinha ficado observando as duas. _Eu já vi o que eu queria ver. _Diz ele esboçando um sorriso. _Sua fé, agente Scully, irá salva-lo. Hospital de Washington Horário ignorado Vemos Mulder deitado, está usando sua roupa hospitalar, não vemos onde ele está, nem onde está se apoiando para deitar… Em sua volta há um céu escuro, cheio de estrelas. _Você deve voltar, meu filho. Eu sei que você tem coisas a resolver, sei que quer encontrar sua irmã e sei que também ama uma pessoa… Com tantas coisas a fazer, não teria sentido algum você vir… Ouça o que eu vou dizer: Sua hora ainda não chegou. Volte… Volte para completar sua missão… Iremos nos encontrar, mas não agora… breve… Dia Seguinte Scully estava no hospital do lado de Mulder. "Vários exames confirmaram que o agente Mulder está em estado terminal. As células somáticas pararam de se reproduzir, isso quer dizer que seu tecidos tanto os epiteliais quanto seus tecidos musculosos e ósseos estão comprometidos. Seu sangue está num estado muito delicado, há um crescimento exagerado de glóbulos vermelhos, isso está obstruindo suas veias. Sua respiração está sendo monitorada com aparelhos, ele não consegue respirar por conta própria. Há várias marcas de radiação em seu corpo, isso está sendo muito prejudicial, pois também afeta seu metabolismo, não podendo ter uma chance de reagir contra, isso talvez explique a rápida degeneração de seus tecidos. Está em coma profundo, não há mais meios de salvá- lo. Mas mesmo que este conseguisse sobreviver, não seria possivel. O agente Mulder, de acordo com seu testamento, dizendo sem rodeios: Não quer viver nessas condições. Minha esperança para que ele continue vivo e que se recupere, agora, não está tão pequena quanto suas chances reais de sobrevivência. Eu ainda acredito que ele voltará. Com ou sem a ajuda da ciência". Estamos no quarto de Mulder, seu corpo de repente começa a sofrer uma transformação muito sutil, seus batimentos começaram a aumentar… Scully está numa espécie de lanchonete do hospital, está tomando uma água, estão com ela os Pistoleiros Solitários. _Sei que é difícil aceitar, mas temos que encarar os fatos… _Diz Byers. _Mulder foi o melhor… _Diz Langly. Frohike então percebe que Scully está muito abatida está olhando para o copo de água mineral, fica pensativa, triste. _Fizemos de tudo, minha esperança ainda não morreu, mas creio que Mulder não irá conseguir… Scully, você conhece Mulder mais do que ninguém… Scully sai dali, não queria ouvir os lamentos dos três, estava muito abatida para tal. Ela entra no quarto de Mulder, e o olha profundamente. O Quarto está escuro, a única iluminação vinha de um abajur do lado da cama. Com passos curtos se dirige até sua cama e se senta numa cadeira ali próxima. Suas lágrimas teimavam em sair, suas mãos levemente tocaram as mãos de Mulder. _Por favor… Mulder… Volte… Volte pra mim… _Dizia ela agora chorando. Ela abaixa a cabeça num tom de desespero, seu rosto está vermelho, suas lágrimas agora expostas, mostrava um Dana Scully totalmente abalada. Está com uma dor terrível em seu coração. Se sentia arrependida em ter perdido a oportunidade de ter se declarado à ele, naquele parque, naquela noite linda*. *(Mulder&Scully) _Eu não queria acreditar, eu… Não queria. Acho que você me ajudou, para que isso acontecesse… _Me ajudou a crer… me ajudou a ser o que sou… Eu estou aqui, quero que você saiba disso… Você não queria me arriscar em sua busca, mas eu… Não estarei me arriscando se eu estiver do seu lado… Essa busca é também minha… Agora mais do que nunca. Dá uma pausa, agora ela limpa suas lágrimas. _Mulder… Eu nunca tive coragem… _Dá uma longa pausa, ela aperta a mão dele agora mais intensamente. _Eu… Eu te amo… Eu te amo… Está me ouvindo? Por favor escute… _Diz ela, chorando. Mulder estava sentindo suas preces, ele estava voltando… Seus olhos, começam a tremer e logo após a se abrir. Scully levanta a cabeça, e percebe que Mulder está acordando. Seu rosto se ilumina, seus olhos se arregalam, não consegue sorrir, está em estado de choque. _Mulder? _… _Sua boca se abria e fechava, como os seus olhos. Começa a despertar. Ele então virá a cabeça, e observa Scully ali do seu lado chorando… _Não chore… Não parece a Dana Scully que eu conheço… _Diz Mulder falando lentamente com uma voz rastejante e roca, forçando um sorriso. Scully agora solta um enorme sorriso. Sua vontade era de abraça-lo, e senti-lo com seu próprio corpo, mas sabia que Mulder ainda estava num estado grave. _Eu sabia que voltaria… _Diz ela Sorrindo. _Eu sabia que você estaria me esperando… _Diz ele também sorrindo. Scully agora aperta com mais força a mão de Mulder, ela se lembra das ultimas palavras que ele deixara para ela no bilhete. "mas eu voltarei, porque eu tenho certeza de que você estará ai me esperando" * *(Mulder&Scully) Scully estava ali concentrada em Mulder quando um sujeito de terno aparece com uma arma em punho. Scully automaticamente pega sua arma do coldre e aponta para o homem afim de proteger Mulder. _Quem é você? _Diz Scully. _Parece que o senhor Mulder se safou… _Provoca o homem. Scully fica muda. _Parece que terei de matá-lo. _Diz ele engatilhando sua arma. Scully estava pronta para atirar, mas estava virtualmente indefesa, tinha que proteger Mulder e não sabia como iria fazer isso, sua única chance era atirar. Quando um vulto aparece e rapidamente dá uma coronhada no homem. _Skinner? _Pergunta ela assustada. _Está tudo bem? _Pergunta ele. Scully responde que sim. Ela percebe uma movimentação de agentes do FBI no local. _Vamos! Quero uma varredura no prédio, deve ter mais desses por aqui. _Diz ele se referindo ao homem que tinha acabado de acertar. _Disse que não poderia ajudar… _Afirma Scully. _Agente Scully, nós temos direito a fazer escolhas, só agora percebi isso. E minha escolha foi de ajudar vocês no que for preciso… Não me importa o que o FBI me disser, não importa mais, não como antes… Scully só conseguiu dizer uma coisa. _Obrigada. _Cuide dele Agente Scully. _Diz ele saindo do quarto, indo ajudar os outros agentes. Alguns dias depois Estamos no quarto de Mulder, lá estão presentes: Dana, Sra. Scully, Skinner e os Pistoleiros Solitários. Em uma cômoda vemos algumas flores mandadas por todos, em incentivo para que ele melhore. O quarto está bem iluminado, pela janela vemos o Sol brilhando, um ventinho batia nas cortinas fazendo um leve movimento. Um dia calmo e propicio para um pequena visita. Ele começa a despertar. _Mulder? _Pergunta Scully. Mulder olha todos em volta, ainda com um rosto muito cansado, mas suas condições não poderiam ser melhores. Essa era a primeira visita que ele tivera depois do tratamento supervisionado por Scully. _Scully? Mas o que é isso? _Estamos contentes que você tenha voltado. _Diz Scully. _Eu tive uma ótima médica. _Diz Mulder, olhando e sorrindo para Scully. Scully retribui o sorriso. _Sra. Scully? _Observa Mulder. _Olá Fox. _Diz ela sentada, dando um sorriso. _Eu tinha certeza que você se recuperaria. _Diz Frohike. _Frohike? Skinner? Vocês também estão aqui? _Observa Mulder deitado na cama. _Com uma recepção dessas, vou melhorar num instante. _Diz Mulder ainda com a voz cansada. _Descanse bem Mulder, e se recupere, porque depois que você sair daqui, vou pegar muito no seu pé.* *(Palavras ditas por Skinner no episódio da 6a temporada "Triângulo") _Eu… não consigo me lembrar de nada… _Diz ele colocando a mão na cabeça. _Agora não importa, o importante agora é que você se recupere. _Diz Scully segurando sua mão. _Scully, eu senti sua crença, sua presença, sei que você esteve aqui do meu lado. _Eu estive aqui, esperando você voltar. Como você me pediu. _Ela então pega um embrulho. _Pra você. _Diz ela. Mulder percebe que o embrulho tinha o formato de uma fita de vídeo. _Scully isso é… _Agora ele fala quase sussurrando em seu ouvido. _Algum "vídeo educativo"? Scully sorri. _Pra sua informação, eu nem se quer pensei nisso. Além disso, você deveria jogar aquelas que você tem guardado, de tanto usar já está até com mofo… _Brinca ela. Ninguém entende nada. _Scully. _Chama a atenção Skinner. _Preciso falar com você. Scully concorda. _Mãe cuide dele, é bem capaz que ele saia correndo dessa cama. _Diz ela sorrindo. A Sra. Scully também sorri. _Pode deixar. _Pisca ela para Dana. Skinner e Scully saem dali indo até o corredor. _Scully isto aqui é para você. _Diz Skinner dando a Scully um envelope. _Se você quiser, poderá voltar ao Bureal amanhã. _Como o senhor… _Começa Scully. _O que eu estou fazendo por você e o agente Mulder não é uma desculpa, porque o que eu fiz é imperdoável, me recusei ajudá-los numa hora crucial, se caso eu não tivesse feito o que eu fiz, talvez Mulder… _Não foi sua culpa. _Diz Scully interrompendo Skinner. _Quero que continue o que estava fazendo com Mulder no Arquivo-X. _Diz Skinner, logo após sai dali. Scully só conseguia se sentir agradecida à ele. Algumas horas depois Mulder está dormindo, está recuperando muito bem, já tinha retirado todos aqueles fios de seu corpo, em alguns dias iria receber alta. Já é noite, o quarto está escuro, o silencio é imenso. A porta de repente começa se abrir. Era o Canceroso alienígena. Dá passos curtos e chega perto da cama Ficou observando Mulder por alguns segundos. _Você conseguiu, foi como você me disse. _Dá uma Pausa. _Nunca imaginei que um ser humano fosse tão persistente. _Dá outra pausa. _Eu trouxe você de volta, mas não foi eu quem lhe salvou. _Dá outra pausa. _Foi ela, foi a pessoa com quem você queria se encontrar novamente. Eu queria que você me ajudasse, mas escolheu ficar com ela, escolheu seu próprio destino. Arriscou sua vida para voltar à Terra, mesmo eu avisando que poderia morrer. _Dá outra pausa. _Sabe… Eu não acreditei que você voltaria por isso, tive que conhece-la para entender, tive que testá-la, e ela passou, ela merece você como você à ela. Não a deixe escapar. Siga seu destino… _Dá uma longa pausa. _Se caso você mude de idéia, eu estarei esperando… Você sabe onde me encontrar… Senhor Fox Mulder… _Diz ele se transformando em um alienígena, pega sua pedra verde de um dos bolsos e se aproxima da janela, a luz refletida da Lua bate na pedra, ela começa a pulsar, então ele desaparece. The end? [Criticas? Escrevam pra mim. Obrigado!] Notas do autor: [Esperam que tenham gostado da FF, essa é uma de minhas primeiras, por isso sempre tem alguns erros de Português ou de concordância, mas mesmo assim acho que ela ficou legal. Por favor Feedback! Obrigado!] "Os personagens desta história são de propriedade de seus respectivos criadores e empresas e não há intenção alguma de obter lucro através deste conto e que se destina unicamente à diversão dos fãs. (eXcers)" The X-Files Criado por Chris Carter