TÍTULO= UMA FESTA, DOIS AGENTES AUTORA= JUJUBA SCULLY CATEGORIA= SUSPENSE SHIPPER CLASSIFICAÇÃO= LIVRE(EU ACHO) RESUMO= SCULLY É SEDUZIDA POR UM ESTRANHO, O PRINCIPAL SUSPEITO DE UMA SÉRIE DE ASSASSINATOS. DISCLAIMER= NÃO É MEU, NÃO É NOSSO, MAS SE NÃO FOSSE A GENTE... NOTA DO AUTOR= DESCULPE OS ERROS E GAFES GRAMÁTICAIS. :) POR FAVOR, ENVIEM FEEDBACKS E DÊEM-ME RAZÕES PARA CONTINUAR VIVENDO. E-MAIL= juliana@nortecnet.com.br Uma festa...( Primeira parte) _ Eu não acredito que você convenceu me a vir. Nem ao menos fomos convidados. Vai me dizer o que viemos fazer aqui ou não? Scully usava um vestido preto com alças finas que valorizava os seios e a deixava muito sensual. _ Aquele homem não para de olhar para você. _ Responda a minha pergunta, Mulder. Mulder puxou Scully para a sacada a fim de responder a pergunta. _ É o seguinte: O homem que está dando esta festa é suspeito de ser o autor do assassinato de 4 mulheres. Todos os corpos foram encontrados em locais isolados. Primeiro a vítima é estrangulada, tem toda a roupa arrancada e depois o assassino acende velas ao redor do corpo. Parece um ritual. Não há nenhuma pista, prova, vestígio, nada. Ontem recebi uma ligação anônima. A pessoa disse para que eu viesse à esta festa e prestasse atenção nele. _ Já checou os dados? _ Já. O nome dele é Andrew Burton, 39 anos, advogado, de família rica. É dono de um aras no sul do Estado. Nunca se casou e vive dando festas de arromba como esta. Scully suspirou desanimada. _ O que foi? _ Nada, só acho que deveria fazer isso sozinho, ao invés de me tirar da cama para vir à esta festa confiando em uma ligação anônima. _ Desculpe, pensei que fosse gostar de dar uma de penetra. _ Vão perceber que não somos convidados. _ Duvido. Entramos aqui tão fácil e tem tanta gente nesta festa. Basta agir como eles. Eu vou pegar alguma coisa para beber, quem sabe eu encontro o anfitrião. Ok? _ Tá. Tudo bem, eu espero. Mulder saiu e logo desapareceu. Scully encostou no para- peito da sacada e ficou olhando para os convidados em volta da piscina. Todos na festa bebiam, falavam alto e dançavam animados. A casa era muito bonita, ficava em um bairro de classe alta. De onde Scully estava era possível ver as luzes da cidade e logo um pouco à direita havia um bosque ou coisa parecida. _ Sozinha? Scully virou- se e logo viu um homem segurando duas taças. Ele era muito charmoso. Tinha olhos verdes, cabelos castanhos e dono de um sorriso super sensual. _ Perdão, como disse? _ Está sozinha? _ Não... eh... Estou com o meu parcei... digo... meu amigo. _ E onde está ele agora? _ Foi pegar alguma coisa pra beber. _ Que pena. _ Pena? Porquê? _ Eu a observei de longe, vi ele saindo, pensei que talvez ... Imagina, uma mulher tão linda sozinha. Idiotice a minha. Então trouxe um coquetel para você. Mas... _ Não, eu aceito. Muito gentil da sua parte. Obrigada. _ Scully pegou a taça e provou. _ Delicioso. O homem a olhava fixamente. Ele era sedutor. Logo o animo transparecia no rosto de Scully. Afinal conhecer alguém interessante salvaria a noite. _ Acho que não lembro de tê- la visto antes. Scully ficou meio sem graça. _ Realmente. Duvido que alguém aqui me conheça, também não conheço ninguém. O meu amigo foi convidado e convenceu-me e a vir. _ Bem, já que é assim... Prazer, meu nome é Scott. _ Scott... _ Só Scott. _ O meu é Dana. _ Bonito nome. _ Obrigada. Scully tomou mais um gole. Scott a olhava da cabeça aos pés. Ele sabia como provocar. Constrangida, Scully tentou disfarçar. Haviam trocado a música por uma mais lenta. _ Quer dançar? _ Bem, eu... _ Só uma música. _ Scott tirou a taça da mão de Scully e estendeu a mão esquerda. _ Venha. Por favor, salve a minha noite, aceite dançar comigo. Ela vacilou por um segundo mas sorriu derrotada. Ofereceu a mão direita e juntos foram até o salão. Muitos casais estavam dançando. Scully imaginou a cara de Mulder ao vê- la dançando com outro homem, ficou preocupada, mas logo torceu para que ele sentisse ciúmes. Ela estava envolvida nos braços daquele estranho. Mulder atravessou o salão segurando dois copos, foi até a sacada e nem sinal de Scully. Deu meia volta e a viu dançando agarrada com um sujeito. Resolveu ir até lá, mas ao dar o primeiro passo veio à cabeça a idéia de que poderia fazer papel de ridículo. _ Oi. _ Uma loira aproximou-se com um sorriso malicioso. _ Acompanhado? _ Estava. _ É. Vi que a sua amiga cansou de te esperar. Estou com sede. _ Ela olhou para o copo. _ Posso? _ Claro. Assim você me acompanha. Qual o seu nome? _ Nancy Zoli, prazer. _ Fox Mulder, igualmente. Ele olhou novamente para Scully e sentiu uma vontade tremenda de quebrar a cara do cretino. Voltou- se para Nancy e notou que usava um vestido vermelho, muito justo e pouco apropriado, mas era muito bonita, mesmo com toda aquela maquiagem. _ Escuta Nancy, quer dançar? _ Para fazer ciúmes!?... Vai ficar meio idiota da sua parte. Não é assim que fuciona. Se ela jogou um valete, mate com um rei... A música já esta acabando. Fique preparado quando ela voltar. _ Preparado pra quê? O que você vai fazer? _ Aguarde e confie. A música tinha chegado ao fim. _ Dança muito bem Scott. _ Engano seu. Você que dança muito bem. _ Scott aproximou- se para beijá- la. _ Scott. Não, por favor. _ Qual é o problema? _ Nada... desculpe. Vamos voltar para a sacada? Cinco passos foi o bastante para ter uma visão perfeita de Mulder beijando outra mulher. Scully ficou paralisada, os olhos úmidos e respiração pesada. Por fim Mulder conseguiu livrar- se dos braços de Nancy, mas já era tarde. Só conseguiu ver o vulto de Scully sumindo entre os convidados. _ Conseguimos, disse Nancy satisfeita. _ Droga! _ Vai me dizer que não era isso que queria. Fique contente. Do jeito que ela saiu, nossa! Só prova que ela gosta muito de você. _ Eu vou atrás dela. _ Não se preocupe, o Andrew já fez isso. _ Quem? _ Andrew Burton. Não o conhece? _ Tem certeza de aquele homem que estava dançando com ela é Andrew Burton? _ Claro. Saiba que vim a esta festa com a esperança de fisgá- lo, mas a sua amiguinha foi mais esperta. Mulder saiu às pressas deixando Nancy falando sozinha. Quando já estava chegando no jardim da casa, Scully sentiu alguém segurar o seu braço. Era Scott. _ O que houve? Por que está saindo deste jeito? _ Scott pôde ver os olhos de Scully vermelhos. _ Você... você não viu? _ O seu amigo? Bem,... eu o vi beijando aquela mulher... É isso? Está chorando por isso? Eu pensei que ele só fosse... Duas lágrimas desceram pela face de Scully. _ Ah!... Agora entendo... Você deve gostar muito dele. _ Scott acariciou a face de Scully. _ Preciso ir embora. _ Onde está o seu carro? _ Eu não... Bem, eu vou pegar um taxi. _ Nada disso. Eu te levo. _ Não se preocupe, eu posso... _ Já disse que te levo. Venha comigo. Mulder desceu as escadas e procurou por todos os lados. Verificou no Jardim e em volta da piscina, mas não viu sinal deles, então decidiu ir ao estacionamento que estava quase vazio se não fosse um casal de que conversavam em volta do carro. _ Por favor, viram se Andrew Burton passou por aqui? _ Ele e uma mulher entraram no carro e saíram a poucos segundos. _ Obrigado. Mulder correu até seu carro, procurou desesperado pelas chaves, abriu a porta, entrou e tentou raciocinar por um segundo. `` Calma Mulder, talvez não seja ele. Não é ele, várias pessoas o viram saindo com ela. Droga! E se for? Para onde ele a levaria?`` Mulder tomado por um forte impulso, ligou o carro e saiu em alta velocidade sem saber ao certo aonde ir. Apenas dirigiu o mais rápido possível, rezando para Ter ao menos um instinto, uma sensação de onde eles poderiam estar. _ Está melhor agora? Scully suspirou: _ Na verdade, a cada minuto fica pior. _ Tente não pensar nisso. _ É impossível Scott, aquela cena não sai da minha cabeça. _ Dana, quer mesmo ir pra casa? _ Como? _ Eu posso levá-la a um lugar onde talvez você se sinta melhor. O que você acha? Scully pensou em recusar, pois sabia que nada a faria sentir- se melhor mas ela deveria ao menos tentar. Afinal ela não tinha motivo para ficar sofrendo por Mulder a não ser pelo simples fato que o amava, só isso, mais nada. Não tinha acontecido nada entre eles. _ Dana? Ela suspirou. _ Acha mesmo que vou me sentir melhor? _ Tenho quase certeza. Aceita? _ Tudo bem. _ Ótimo. No primeiro cruzamento que apareceu, Scott virou à esquerda. Seguiu por uma avenida pouco movimentada. Logo entrou em uma estrada de chão, bem conservada. Depois de 10 minutos Scott parou o carro perto de uma curva. Ele desceu e em seguida abriu a porta para Scully. _ É aqui? _ Não, ainda não. Não se preocupe, só alguns passos. _ Scott a pegou pela mão. _ Venha. A lua cheia deixava a noite menos escura. Não fazia frio. Eles seguiam por um caminho estreito, entre as árvores. Uma vez ou outra alguns ruídos no meio do mato fazia com que Scully segurasse com força a mão de Scott. _ Não precisa ter medo. Mais alguns passos e logo à frente surgia uma linda visão da cidade, com todas as suas luzes. Era incrível. Era fascinante. Um lugar como aquele e... deserto. _ Nossa! Que lindo! Isso aqui é fantástico. _ Sabia que você ia gosta. É extraordinário. _ Você vem sempre aqui? _ Bem que tento mas estou sempre ocupado. _ Scott olhou Scully. _ E nem sempre tenho uma boa companhia. Scully sorriu melancolicamente. _ Como se sente agora? _ Um pouco melhor. _ Que bom. Por alguns minutos ambos ficaram calados observando o infinito. _ Scott... _ Sim. _ Obrigada. _ Não fiz nada demais. _ Fez sim. Você mal me conhece e... Ele a interrompeu colocando os dedos em seus lábios. _ Dana... escute. Quando te vi tive a certeza que era você a escolhida. Scully pôde notar um estranho brilho nos olhos de Scott. Não entendendo o sentido daquela frase Scully quis questionar mas ele deslizou a mão por seus ombros e passou os dedos por seus cabelos. Ele se aproximava mais e mais e ela estava pronta para receber aquele beijo quando sentiu um arrepio de terror. _ Scott... Ele a agarrou. Foi aí que ela viu a transformação daquele homem que parecia ser tão gentil. Ela ficou rígida, tentou empurrá-lo, mas os braços dele enlaçavam-na como cabos de aço, impossibilitando-a de lutar. _ Tarde demais. Ela reclamou alguma coisa, o que foi um erro. Ele diminuiu a pressão e no mesmo instante tirou vantagem dos lábios semi abertos. Não tendo outra solução, Scully mordeu o lábio inferior dele. Ele gritou a soltando mas logo em seguida deu um forte soco nela. Scully caiu no chão. Enquanto ele tirava um lenço para limpar a boca, Scully pegou uma pedra que estava ao seu lado. Scott a puxou pelo cabelo forçando-a a levantar. _ Vagabunda! Larga isso. Ela soltou. _ Eu não costumo ser rude com as mulheres. Mas você quem pediu. _ O ... que vai fazer comigo? _ Não faria nada se não tivesse me rejeitado. Por um instante pensei que talvez com você pudesse ser diferente. Enganei-me. Como as outras você terá o mesmo fim. Ele grudou no pescoço de Scully e começou a apertar. Ela relutou, mas ele era muito forte. Logo Scully sentia que perdia as forças. As lágrimas desciam descontroladas. Só conseguiu dizer num sussurro: _ Mulder... Derrepente um tiro. Scully cai. Scott grita de dor, furioso. _ Filho da mãe! Mesmo arrastando a perna que sangrava, Scott tenta agredir Mulder, mas ele o derruba com alguns socos. Mulder corre para socorrer Scully. _ Scully! Ela ainda respira. ...dois Agentes ( Segunda parte) _ Como está se sentindo? _ Mulder diz tocando a face de Scully. _ Tirando este horrível olho roxo, estou bem. _ E o pescoço? Ainda dói? _ Não, já passou. _ Aquele...! _ E... o que aconteceu com ele? _ Já foi preso. Logo ouvirão o depoimento dele. _ Acha que é ele o autor dos assassinatos? _ Encontraram uma caixa cheia velas no porta malas do carro dele. Mas ainda tem algo que não entendo. _ O quê? _ Havia muitas testemunhas naquela festa. Muitas pessoas que o conhecia o viram dançando com você. Acha que ele seria tão idiota assim? Scully abaixou a cabeça e disse em voz baixa: _ Ele disse... que se chamava Scott. Mulder também abaixou a cabeça e segurou as mãos de Scully. _ Mulder... por que não me diz que eu também fui uma idiota? Afinal eu agi como uma adolescente, fui imatura. Cai nos braços de um homem que mal conhecia e... Mulder... eu poderia ter morrido. _ Tudo bem Scully. Acalme-se. Já passou. _ Ele a abraçou fortemente. O olho esquerdo de Scully doeu quando as lágrimas vieram à tona. _ Escute Scully. O médico disse que você já pode ir pra casa. Não vai precisar passar o resto da noite aqui. Vou te levar e logo você estará na sua cama descansando. _ Mulder... _ Diz. _ Por que estava beijando aquela mulher? O coração de Mulder apertou. Ele a soltou encarando-a nos olhos. Mas Scully continuou sem deixá-lo responder: _ Eu sei que não é da minha conta mas preciso saber... Foi uma espécie de vingança ou... _ Scully! _ Mulder agora segurava o seu rosto fazendo com que ela o encarasse. _ O que eu posso fazer para que você esqueça aquilo que viu? _ Mulder, o que eu posso fazer para que você esqueça aquilo que fiz? Eles se olhavam profundamente. _ Tenho que ser sincero. Eu te odiei ao vê-la dançando com aquele homem. _ Tenho que ser sincera. Eu te odiei ao vê-lo beijando aquela mulher. _ É... acho que o meu erro foi pior. _ Você não o faria se eu não o tivesse feito primeiro. _ Eu te levei até aquela festa. _ Eu aceitei ir com você. Mulder sorriu. _ Bem, então já que ambos tiveram culpa. Mas eu acho que tenho uma solução para esquecermos de uma vez por todas disto. _ Esperar? Deixar que o tempo apague? _ Não. _ Então o que? _ Se eu te beijasse agora, acha que resolveria? _ Não sei. Quer tentar? Mulder aproximou-se lentamente indo em direção aos lábios de Scully. Ela por sua vez fechou os olhos deixando a boca semi aberta. Eles se beijaram docemente com toda calma do mundo aproveitando cada segundo como se não fosse o último. _ E então? _ Mulder sussurrou._ Eu já esqueci e você? Scully disse sim balançando a cabeça e retornou ao beijo. _ Scully... _ Outro beijo. _ Acho que ainda falta mais uma coisa... _ ... o que?_ Outro beijo. _ Preciso te dizer que te... _ ... não precisa. Os seus lábios já disseram o que eu queria ouvir. Sim, e os lábios de ambos diziam a cada toque, a cada beijo... te amo... te amo... te amo... FIM P.S Bem, o negócio é o seguinte depois de ler isso pela terceira vez notei algumas coisas meio, digamos, idiotas. Vocês que conhecem Arquivo X mais do que eu, devem ter percebido uma certa ignorancia da minha parte naquela estória do Mulder levar Scully para investigarem por conta própria. Isso existe? Sei não... Bão!!! O que eu queria mesmo era criar uma sintuação em que os Agentes confessariam o seu amor um pelo outro. Espero que tenham gostado. Ofereço esta fic aos meus amigos virtuais, Fabiana (Fabi) e Leonardo Ferraz.