Tudo By Meggie Essa fic se passa depois de Scully ter deixado a casa de Mulder, no ponto de vista da fic Nothing, da Sky. Nothing foi usada sem autorização, assim como Mulder e Scully. Nenhum deles é meu. Eu gostaria de falar um pouco de todas as maravilhosas fics que eu li, mas são tantas, e são tantos autores que eu não quero citar por causa do risco de nunca mais parar... Só agora eu consigo lembra-me de mais de 15 nomes maravilhosos de nossa literatura eXcer ... Enfim, gostaria de agradecer a todos vocês, queridos, donos de talento maior, pela inspiração e o apoio. Ao Marcio e a Késsia, donos dos meus sites prediletos, também. Nota: Nothing é uma fic em que Sky ( Uma das mais ferrenhas defensoras do ideal Shipper) se bandeou pro lado dos Noromos ... Foi uma traição, mas com tanto charme que eu não me resisti... Adorei o ponto de vista novo sobre All things que ela abordou...mas, como boa shipper que sou, ele precisava ser corrigido urgentemente, só porque é bonito não quer dizer que é certo... ? Perdão, só estou brincando Essa fic que escrevo considera que os eventos relembrados em Per Manun foram depois de All Things, por tanto ainda não tinham acontecido quando ISSO foi escrito Está no ponto de vista do Mulder Feedback serão bem vindos para: mariaanita@msn.com Ah, spoilers de Triangulo, Milênio, Por um fio, All Things TUDO by Meggie Ela me disse não. Não com todas as palavras, alias, sem palavra nenhuma. Na verdade, ela nem disse. Apenas me fez entender. Apenas seus atos me contaram. Eu a queria, tanto. Como sempre. Como nunca. Senti sua falta. Atravessando o atlântico e desejando (estupidamente) ter ficado. Senti seu calor, sua amizade, naquele sofá, naquele chá, naquelas palavras que ela dividiu comigo. Toquei seu rosto, pedindo com as mãos, assim como ela negou, não abrindo os olhos. Assim como ela negou indo embora. Deitei nos meus lençóis (solitários) e chorei, não com lagrimas. Mas com dor. Tanta dor. Tantos anos se passaram desde aquele dia longínquo, aquele dia em que ela me disse não pela primeira vez. Também sem palavras. Também tão dolorosamente. ....... Era muito cedo ainda. Muito cedo na nossa estrada juntos. Ela havia voltado há tão pouco tempo, voltado para mim. E eu precisava tanto, tinha sentido em todos os poros a falta dela naqueles três meses. Eu havia ido ao inferno, e com o retorno dela, voltado, finalmente, para o meu lugar na Terra. Eu estava bem. Feliz, mesmo, como eu não ficava desde, talvez, sempre. Eu a levei para casa, chamamos os rapazes, tomamos vinho e vodca, comemos pizza, assistimos coisas estúpidas na TV. Quando foram embora nossos três amigos, eu só queria abraçá-la, como se o mundo dependesse disso para continuar girando... Depois, quem sabe, arrancar suas roupas e beijá-la e sabê-la e tê-la, como nunca antes, ninguém... Lancei a ela uns olhares sóbrios, cheios de dor e saudade e amor, tanto amor e querer... Tanta alma. Eu estava me dando, oferecendo meu corpo, meu desejo, mais que meu sexo, o meu futuro. E ela não quis. Ela ignorou o obvio. Ela disse...preciso ir... e foi. Chorei aquela noite. Eu estava bêbado. Estava doendo. ....... Nesta noite, não chorei. Não de verdade, mas com o que importa. Ela se dividiu comigo e eu coloquei tantas esperanças em seu gesto simples...Ilusão. Apenas outra. Novamente eu quis tanto tê-la. Novamente acabei sozinho à noite. Amanhã ela vai estar no porão, sentada na minha mesa, como se nada houvesse se dado. Como se ela não houvesse parado a beira de minha cama e me fitado, longamente, depois de ter me dito não pela quarta vez. Porque houve uma segunda vez... .... Eu estava tão aberto, tão feliz... A lembrança dos lábios dela ainda aquecia os meus, a imagem de minha parceira de vestido vermelho grudada para sempre na minha psique. Sua figura do passado, tão inteligente e confiante. Tão, tão Scully. E eu a havia beijado, finalmente. Tudo bem que não era mesmo Scully, mas... E quando abri os olhos depois de meu passeio nas águas geladas do mar..Lá está ela, minha Scully. Eu apenas quis beijá-la de novo. Fazê-la entender... Scully, eu te amo. Oh, Brother. Não era bem o que eu queria ouvir ....... Ainda consigo sentir a textura de seu rosto em minhas digitais, o cheiro de baunilha dos seus cabelos... ela estava tão próxima... E foi embora, pela quarta vez. Porque houve uma terceira... ...... Eu tomei coragem. Todo meu corpo doía, eu estava cansado. Estava contente de certa forma, mas queria consolo. Em outras palavras, queria Scully. Todo mundo comemorando na TV, só eu e ela ali, sozinhos. Virei-me para vê-la e ela estava tão linda. E nos olhamos e eu me aproximei, oferecendo... ...mas ela não se aproximou, aceitando. Foi um beijo doído, de amigos, quando podia ter sido tão mais. E foi meu terceiro não. Mas não o ultimo. Não o ultimo. ........ Como eu sou idiota, parece que nunca aprendo, nunca... Eu devia aceitar que ela só não me quer desse jeito, que ela tem medo... Eu só devia aceitar. Mas dói tanto, como se tivessem me arrancado o espírito, sem anestesia. Eu me pergunto se ainda sobrou algo para oferecer, numa quinta oportunidade... VVVVV Quando acordei, era tarde para o trabalho e cedo para almoçar. Meu peito ainda doía, então continue na cama, em estado semicomatoso entre o sono e a realidade. Não sonhei. Alias, nem dormi propriamente. Só me entreguei a uma depressão inerte. Se o telefone tocou, eu não ouvi. Mas também não ouvi a porta quando ela se abriu, nem os passos dela quando se aproximava da cama. "Mulder, você está nessa cama desde ontem?" Não respondi, mas virei olhos ressentidos para ela. "Anda, Mulder, levanta, vá tomar um banho, eu vou fazer algo pra gente comer". Meu olhar continuou fixo nela. Irritantemente imóvel. "Você me deixou preocupada" Ela disse enfim, desistindo de me fazer levantar e sentando-se na cama ao meu lado. Ficamos em silencio um tempo curto, então eu lhe disse, em voz baixa e rouca, áspera por não ter sido usada o dia inteiro. "Você não me ama" Era uma acusação e era infantil. Eu quis me levantar, mas meus músculos protestaram por estarem deitados há mais de 24 horas. Então continue deitado, meus olhos feridos repetindo a frase... você não me ama, não ama, não ama... como um eco bobo e sem senso de humor. "Claro que amo, Mulder, não seja criança" "É você que sempre vai embora" "Isso não quer dizer que eu não te ame... só que eu te amo muito". "Não acho que seja um bom jeito de demonstrar" E enfiei novamente a cara no travesseiro. Eu estava magoado e infantil, mas alguma coisa na minha alma ficou feliz que ela me amasse, lá do jeito dela, mas amor de qualquer forma. E eu perdoei todos os nãos que ela ainda pudesse me dizer. Continuei firme em minha postura de adolescente machucado, porém. "Só porque eu não quero fazer sexo com você não quer dizer que eu não te ame, Mulder." Ela estava jogando sujo. "Você não faz bem pro ego, Scully". "Mas também não quer dizer que eu não queira, Mulder". "Olha, Scully, minha cabeça está doendo e eu não quero mais falar disso, vai embora, okay, amanha a gente se vê". "Mulder...". "Mulder nada, você tem toda razão de não me dar o que eu peço, só me deixa sozinho pra lamber as feridas, ta? Amanha a gente se vê". E enfiei de novo meu rosto entre a coberta, achando que aquele era um bom momento para o inicio da invasão alienígena. Ela saiu devagar e aquela foi uma das poucas vezes que eu tipo disse não a ela. Não fiquei muito orgulhoso de mim. VVVVVVVV Com alguns dias tudo havia voltado ao normal. Sempre achei irritante essa nossa habilidade de voltar ao normal, não importa o quê. Eu havia me prometido, chega de piadinhas de teor sexual... Uma semana depois: - Mulder, cadê o relatório? - Ahn, sabe, Scully, estava chovendo e... - Não acredito que você não fez o relatório, Mulder... - Bom - Mulder, desta vez você vai lá se entender com Skinner... - Poxa, Scully, pensei que você me amasse... Eu havia prometido... Não peça mais nada para ela que possa doer se ela disser não... Duas semanas depois: - Hei, Scully, vai passar uma maratona de filmes clássicos hoje, não ta a fim de ver... - Clássicos, Mulder? - A mosca, A coisa, Os vermes malditos... - Sinto muito, Mulder, hoje não posso. - Mas são os clássicos, Scully, eu até pago a pizza sozinho. - Hoje não, Mulder. Eu havia prometido... Para de ficar olhando pra ela feito um idiota apaixonado ....No outro dia: - Mulder, tem alguma coisa em mim que eu deveria saber, ou limpar? - Não... - Então para de ficar me olhando como se eu tivesse duas cabeças, me irrita... Como eu disse, eu sou tão idiota. VVVVV Uma de minhas promessas eu cumpri, parei de pedir, de pedir com a alma que ela me aceitasse em sua vida. E numa dessas discrepâncias tipicamente femininas, quando eu parei de pedir, ela me deu. Era sábado, estávamos na casa dela, trabalhando para variar. E ela estava tão triste. Tudo nela gritava tristeza. Mas eu não perguntei. Nunca fiz tantas piadas na minha vida, mas ela não melhorou muito. Horas passaram-se, ela cortou o silencio com uma voz baixa e doída. "Eu não quero mais ficar sozinha, Mulder. Estou tão cansada de ficar sozinha." Eu entendi que aquele era um momento de carência e tive medo de que ela se arrependesse depois. Mas quem resiste a uma Scully pedindo colo? Não eu. Antes que eu pudesse piscar, estávamos abraçados e ela algo como chorava no meu ombro. "Eu sinto muito por todas as vezes que eu te afastei, Mulder, mas é que eu tenho tanto medo de que se nos aproximarmos mais tudo que já construímos desmorone". "Não vamos deixar desmoronar, Scully". Era a primeira vez que ela me deixava argumentar, então provavelmente ela queria tanto ser convencida como eu convencer. "Não acho que esteja em nossas mãos" "Então vamos entregar para Deus" "Você não acredita Nele" "Então vamos entregar ao destino" "Você também não acredita no destino" "Mas você acredita" "Você é que é o senhor-quantas-vezes-eu-errei" "Você sempre está certa quando importa, Scully". "Eu não quero estar certa agora, Mulder". "Eu não vou deixar você estar" E ela me deu a mão e me apresentou a sua cama. VVVVV Nunca vou entender porque todas as coisas acontecem, mas qualquer coisa é melhor que nada. Fim... Gostaria de agradecer, novamente, a Sky, por ter feito Nothing em primeiro lugar... Por ter me dado a chance de fazer a Scully mudar de idéia "Acredite nos que buscam a verdade. Duvide dos que a encontraram." André Gide, escritor francês Caso alguém precise, meu ICQ é 163662654