Título: Todo Amor Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network Categoria: Shipper Classificação: Proibido para menores de 18 anos. Tudo bem, faz o que você quiser, depois não venha me culpar. Sumário: O que aconteceu depois da cena final de 'all things'. Ponto de vista de Mulder. Eu escuto você falar. Nós estamos no meu apartamento, bebendo chá e conversando. Você me conta do seu passado. Eu ouço o que você me diz, ao mesmo tempo fascinado e enciumado. Fascinado porque você nunca me falou tão abertamente assim da sua vida e dos seus desejos. Você sempre foi mais reservada para falar dos seus sentimentos do que eu. E enciumado porque você me fala de um antigo amor. Um amor que você sentiu e devotou por outro homem. Um homem bem mais velho que você. Seu antigo professor. Sinto ciúmes dele, mesmo sabendo que você nunca mais irá vê-lo. Sinto ciúmes do seu passado, do que você viveu com ele. Ele amou você, Scully, de todas as maneiras. Eu amo você com minha alma, minha mente, meu coração. Sei que você sente o mesmo que eu. Você escolheu ficar comigo, embora não tenha dito isso com essas palavras. Sei que você me ama. Mas nunca nos amamos no sentido físico. Nunca fizemos amor. Por isso sinto ciúmes desse tal Daniel. Ele fez amor com você. Procuro não pensar mais nisso. Você está ao meu lado, como sempre esteve. Você está comigo. Suas palavras me deixam feliz. "E eu que pensei em passar o resto da minha vida com esse homem. O que eu teria perdido." Eu tento disfarçar, mas sei o que você quer dizer. Eu continuo a falar, repetindo palavras como um bobo e, quando olho para você, você está dormindo. Parece um anjo. Eu sinto um enorme desejo de beijar você. Mas apenas toco levemente seu rosto, afastando seu cabelo. Eu a olho carinhosamente por alguns segundos. Chego a engolir em seco. Então eu cubro você com uma manta. E a olho mais uma vez. Eu me levanto e deixo você dormindo no meu sofá. Vou pegar um travesseiro para lhe deixar mais confortável. Eu volto com o travesseiro e fico admirando você. Como você é linda! E parece tão jovem e frágil dormindo. Eu me aproximo de você e tento colocar o travesseiro embaixo da sua cabeça, com cuidado, para não acordá-la. Nossos rostos estão muito próximos. Eu sinto sua respiração quente contra minha pele. Eu não consigo resistir e toco seus lábios levemente com os meus. Fecho meus olhos e me lembro da sensação que senti quando beijei você na noite de ano novo. Eu me afasto lentamente e abro meus olhos. Você está acordada, olhando para mim. Eu fico ligeiramente embaraçado e quase falo alguma coisa quando sua mão alcança meu rosto. Você desliza suavemente seus dedos pelo meu rosto e pela minha boca. Não há mais como voltar atrás. Nem eu, nem você queremos resistir mais. E não resistimos. Nossos lábios se tocam novamente, mas, dessa vez, nossas línguas fazem parte do beijo. Elas se confundem uma na outra. Eu sinto seu gosto. Meu Deus, Scully, que gosto bom você tem. Gosto de hortelã misturado com maçã. O gosto do chá que estávamos tomando se mistura com seu gosto. Eu emito em gemido abafado. Nosso beijo se intensifica. Eu me embriago com seu cheiro, com seu sabor. O desejo por você pulsa dentro de mim. Minha calça, de repente, fica muito apertada. Você começa a deslizar seus dedos entre meus cabelos. A cada toque seu eu sinto um arrepio percorrer o meu corpo. Nós nos beijamos avidamente, deixando transparecer todo o desejo que sufocamos por sete longos anos. Eu faço carinhos no seu rosto, enquanto, com a outra mão aperto suavemente sua cintura. Eu sei que você me quer, Scully, tanto quanto eu a quero. Nós nos afastamos quase sem ar. Precisamos recuperar o fôlego. Eu olho para você e você entende o que quero dizer. E diz sim com o olhar. Você sorri levemente enquanto eu me levanto e puxo você para mim. Eu aperto você em meus braços como se quisesse me misturar a você, me fundir com você. Você sente minha rigidez e olha para mim com um misto de surpresa e malícia. E paixão. Há paixão no seu olhar. Eu tomo sua mão na minha e a guio para o meu quarto. Nossa, Scully, será que você pode perceber o quanto estou tremendo? De nervoso, de desejo , de amor. Você nota meu nervosismo e me acalma com seus beijos. Eu quero ver você inteira, ter você inteira. Você se afasta de mim e tira seu blazer. Depois, lentamente, tira a blusa. Eu me aproximo de você e beijo seu pescoço, seu colo. Eu toco delicadamente seus seios e sinto-os enrijecerem-se a cada afago meu. Eu começo a procurar o fecho de seu sutiã sem conseguir encontrá-lo. Eu nunca fui bom com sutiãs. Acho que homem nenhum é. Você percebe e abre o sutiã para mim. Eu engulo em seco diante da visão dos seus seios lindos e, rapidamente, tiro minha camisa e colo meu peito no seu. Que deliciosa sensação! Nós nos beijamos e nos afagamos com sofreguidão e desejo. Eu a ponho no colo e a deito na cama. E me deito sobre você. Nós rimos juntos e nos beijamos. Eu começo a fazer uma trilha com minha língua, do seu pescoço até os seus seios. Eu paro no seio esquerdo e começo a sugá-lo e beijá-lo. Depois faço o mesmo com o outro. Você geme, enquanto arranha minhas costas. Eu não agüento mais e começo a puxar sua saia para cima. Mais uma vez, você me ajuda, abrindo o fecho e tirando- a, enquanto eu olho, maravilhado, para o seu corpo perfeito. Sua pele branca, seus seios pequenos, entumecidos pelo meu toque, sua barriga lisa, suas pernas, cobertas apenas por uma fina meia-calça. Dessa vez eu acerto e arranco a meia de você. Você ri da minha voracidade, mas sei que, no fundo, você está feliz. Eu a vejo usando apenas uma calcinha preta. Essa visão me deixa alucinado. Eu me levanto e tiro minha calça e meu boxer e, com meus dentes, arranco a única peça de roupa que me separa de você. Nós dois estamos nus, abraçados, suados, ofegantes. Você me guia para dentro de você. Eu sinto meu coração parar. Se eu morrer agora, eu morro feliz. Feliz porque você me ama. Porque, finalmente, estamos fazendo amor. Nossos corpos se mexem ritmicamente, na mesma dança. Minhas mãos deslizam por todo seu corpo enquanto eu falo seu nome. Você me aperta mais e mais contra você. Eu sinto que vou explodir. E quando o gozo finalmente chega, nós dois rimos, gargalhamos felizes. Eu sempre me senti aliviado, relaxado, depois de fazer amor. Mas dessa vez foi diferente. Fazer amor com você me fez sentir pleno, realizado, feliz. Eu nunca havia rido antes, enquanto fazia amor. Mas com você eu ri. De prazer, de felicidade, de amor. Você se aconchega a mim e eu a aperto em meus braços. Eu deslizo meus dedos pelas suas costas, enquanto sinto sua respiração no meu peito, voltando ao normal. Nós dormimos juntos. É a felicidade completa. Não sei o que acontecerá amanhã. Não quero saber do futuro, quero saber do presente. Você está comigo hoje. Para mim, isso é tudo que importa. FIM