Título: O Temporal Autora: Lucy Mattos (lucymattos@hotmail.com) Classificação: Mulder/Scully romance Faixa etária: R Spoiler: Acho que nenhum Sumário: Mulder e Scully se encontram por acaso em um dia chuvoso e são obrigados a passar um tempo juntos. Feedback: Considerando a importância desta história pra mim, eu IMPLORO por feedback. Mandem um e-mail com sua opinião sincera, por favor! Distribuição: Como este é muito especial pra mim, gostaria que me pedissem autorização antes de espalharem por aí, ok? Claro que vou concordar, mas este é meu favorito, eu tenho ciúmes! Disclaimers: Eles não me pertencem, são de propriedade única e exclusiva de Chris Carter, apenas os peguei emprestado para um passeio! O Temporal (Por Lucy Mattos) Scully estava sentada na sala de seu apartamento olhando a chuva que caía lá fora. O dia estava frio e acinzentado, como uma tarde de inverno, fazendo Washington parecer Londres. Poucas pessoas andavam pela rua evitando ao máximo sair de casa e Scully não era diferente. Como ela não trabalhava aos sábados, preferia ficar em casa e ler um livro perto da lareira, ou tomar um longo e quente banho na banheira, ou talvez arrumar algumas gavetas no seu quarto. Mas a sempre organizada agente havia esgotado qualquer uma dessas opções e restara-lhe apenas observar o dia passar vagaroso e aborrecido, cheio de seus pensamentos tão metódicos quanto céticos. Dana espreguiçou e levantou-se da macia poltrona e caminhou até o banheiro. Parou em frente a um espelho e fitou seu rosto, com uma expressão séria e entediada. Seu maior desejo no momento era que a chuva parasse e que ela pudesse sair de casa sem se molhar. Ficou em pé observando seu rosto claro e suave, coberto por leves sardas que aumentavam com o sol. Seus grandes e amendoados olhos azuis pareciam de cristal e refletiam todo o tédio que sentia no momento e observou as sobrancelhas arqueadas como se estivesse sempre em alerta e tensa. Scully gostava muito de seu rosto expressivo, apesar de achar que seu nariz atrapalhava um pouco a harmonia com seus lábios. De qualquer forma ela não pensava muito em si mesma esteticamente, apenas preocupava-se em estar apresentável para o seu trabalho. Tirou as roupas devagar para tomar um outro banho, pois pretendia sair, ir a algum lugar e distrair sua mente antes que recomeçasse a pensar em seus problemas e sua vida solitária. Sentiu a água cair morna em seu rosto e escorrer pela sua pele, como uma carícia. Dana gostava de longos banhos quentes, era um dos poucos momentos que tinha para si mesma, mas não em dias como aquele em que tudo o que ela mais queria era alguém para conversar. E porque não ligar para Mulder, seu parceiro no Bureau? Não, decerto ele iria falar de trabalho, o que realmente não era sua prioridade hoje. Fechou a torneira, encerrando seu banho, e caminhou nua até seu quarto para escolher uma roupa Não pensou muito no que vestir e pôs uma calça jeans com uma blusa marrom, própria para dias frios. Saiu de casa à pé. A chuva já havia parado e apenas uma fina garoa caía sobre a cidade. Scully foi até um parque com uma grande área verde e um lago onde moravam alguns peixes e patos, que àquela hora estavam escondidos. Caminhou por entre um gramado úmido até uma trilha que levava ao outro lado do parque. As árvores derramavam sobre ela gotas de chuva que ficaram em suas folhas, mas ela não se importou. Scully procurou com o olhar um lugar para sentar-se, mas todos os bancos estavam molhados. Lembrou-se de um que ficava escondido sob uma espécie de toldo, perto de alguns brinquedos. Caminhou a passos rápidos, quase correndo até lá e viu que estava ocupado por um homem que lia um jornal molhado. Ela se aproximou do homem, que tinha seu rosto escondido pelo jornal, mas ele pareceu-lhe familiar. Este, ao sentir sua presença, abaixou o papel e viu seu rosto. "Mulder?! O que faz aqui ?" "Scully? Que coincidência! Eu estava entediado em casa, sem nada para fazer, e resolvi dar uma volta por aqui. E você ?" "Bem, eu... Vim correr um pouco." Ele olhou as roupas nada apropriadas para corrida, que Scully usava, mas não disse nada. Ela segurava com força o guarda-chuva, parecia constrangida por encontrá-lo. "Eu também estava entediada." "Se estava entediada por que não me ligou?" "Por que você não me ligou ?" Ele sacudiu os ombros, sem ter uma resposta para dar. Então mudou de assunto. "Tem uma Cafeteria muito simpática aqui perto. Quer me acompanhar num café ?" "Parece boa idéia" ela concordou. De fato o lugar era perto, apenas dez minutos de onde estavam. Scully fora ali pela primeira vez, ao contrário de Mulder que parecia freguês assíduo. "Você precisa provar os doughnuts daqui, Scully, são os melhores que existem!" "Mulder, você tem idéia de quantas calorias e colesterol uma pessoa ingere ao comer uma dessas rosquinhas?" "Esta é a graça da vida! Vou ao banheiro, escolha alguma coisa que te agrade" Ele levantou-se e foi na direção de uma porta, que certamente seria a do banheiro. Scully olhou em volta dentro da Cafeteria, era um lugar limpo e charmoso, com educadas garçonetes que a todo momento traziam café. Poucas janelas iluminavam o lugar, sem muito sucesso, pois fofas e escuras cortinas atrapalhavam a claridade de entrar. Cada mesa era enfeitada com um pequeno buquê de orquídeas naturais e pequenos abajures, para dar um toque londrino ao Café, com suas mesas e balcões de madeira. Presos às paredes haviam alguns luminosos de propaganda de cervejas, refrigerante e cafés, dos mais variados tipos e sabores. Um delicioso aroma invadia o salão, deixando Scully com muita vontade de beber um café expresso com creme, seu favorito. Ela foi até o balcão onde havia uma pequena vitrine com fotos de pessoas famosas que visitaram a Cafeteria. Scully descobriu que o lugar era mais antigo do que imaginara, havia fotos de J. Edgar Hoover, que parecia ser freguês constante. "Achou algum parente?" disse Mulder, que saíra do banheiro "Que susto, Mulder!" Ele deu uma risada e fez sinal para que ela voltasse com ele. "Já decidiram o que vão querer ?" uma jovem loira perguntou, muito sorridente. "Eu quero um capuccino bem forte. E você, Scully ?" "Café expresso com creme e sem açúcar." "Mais alguma coisa?" "Ah, sim!" Mulder completou "traga alguns pães de queijo, está bem?" "Pois não, senhor." Ela se afastou rápida e alegre. "Como descobriu este lugar, Mulder?" "Sei lá, foi ao acaso. Um belo dia vi, entrei e gostei. O que achou ?" "Aconchegante. Muito diferente dos lugares que você costuma me levar." Ele sorriu. Mulder parecia mais alegre do que o habitual, como se por algum motivo estivesse esperando uma boa notícia. Ficaram conversando durante algum tempo sobre o tempo, lugares e planos para o futuro. Foram interrompidos pela garçonete que chegara com seus pedidos. Mulder provou um gole de seu capuccino de olhos fechados e deu um suspiro. "Ah, isto sim é um capuccino de verdade! Prove um destes pães, Scully, são ótimos também." Ela bebeu um gole de seu café. Estava forte e amargo, do jeito como ela gostava. Depois provou o pão de queijo que ele tanto falava. Realmente era bom, mas não tanto quanto ele dizia. Mulder ficou observando-a beber seu café, sem pressa e devagar, as mãos delicadas segurando a caneca como se esta fosse muito pesada. Depois essas mãos pousaram sobre a mesa, diante as dele. "Que foi, Mulder?" "Nada, só estava olhando você... Você é tão pequena, Scully, parece tão frágil... como se fosse uma boneca." Ela sorriu ao ouvir a frase. Engraçado o comentário de Mulder, compará-la a uma boneca. Ele segurou as mãos dela entre as suas, bem maiores, e ficou examinando-as: unhas bem feitas, cor clara, dedos pequenos... e era tão macia... E as de Mulder estavam quentes, eram grandes e quentes, mãos de homem. Tinham um toque firme e gentil. Por um instante Scully imaginou-as sobre seu corpo, mas logo procurou esquecer a idéia. Puxou as mãos e bebeu outro gole de café. "E você é o contrário, Mulder, parece um armário ao meu lado." Mulder sorriu. Scully fixou o olhar, sem perceber, no peito dele. A camisa apertada, branca, exibia os contornos de seu peito, aumentando a curiosidade dela em ver o que havia embaixo da camisa. Não que ela não tivera a chance, só que ela nunca havia reparado. Scully espantou-se ao flagrar-se pensando essas coisas de seu parceiro e bebeu outro gole de café e resolveu ir ao banheiro, ficar longe dele um pouco. Felizmente ela iria logo para casa e ficaria sozinha. Mulder ficou olhando-a se afastar, a passos rápidos, num andar suave e delicado, como se ela fosse um gato. Ele nunca havia pensado isso de sua parceira, já era hora de parar. Tinha de parar. Sacudiu a cabeça tentando expulsar esses pensamentos. Olhando pela janela, constatou que o tempo estava feio, e que iria piorar. Um novo temporal armava-se sobre a cidade e teriam de sair logo, senão iriam ficar presos na Cafeteria por algum tempo, horas talvez. E o pior, juntos. Bebeu o último gole de café e torceu para que Scully chegasse logo. Ela não demorou. "Scully, acho melhor irmos embora. Parece que vai chover de novo, e muito. Eu estou à pé, e você?" "Também estou. Acho difícil conseguirmos um táxi. Vamos." Mulder deixou algumas notas sobre a mesa e acenou para a garçonete. Eles saíram rapidamente da Cafeteria e caminharam pela mesma trilha que fizeram antes, no parque. No entanto, antes que pudessem chegar ao outro lado, a chuva começou a cair, aumentando de intensidade. "Droga!" disse Scully abrindo o guarda-chuva. "Nosso plano não deu muito certo..." Ela ergueu o guarda-chuva para que Mulder pudesse se proteger também, em uma posição bastante incômoda para ambos. Ele tirou o guarda-chuva da mão dela e segurou, passando o braço sobre os ombros de Scully para que nenhum dos dois se molhasse, abraçando-a. De nada adiantou, a chuva era de vento e logo eles estavam molhados. Foram para o apartamento de Scully que era mais perto. Chegaram lá encharcados, entre risadas. "Espero não ficar resfriado." "Tire essa roupa molhada, Mulder. Vou procurar alguma coisa que sirva em você." Ela foi até o armário do corredor e voltou com duas toalhas na mão. Mulder já havia tirado a camisa e a visão dele fez Scully parar no meio do caminho. "Que foi?" "Eu..." ela gaguejou, procurando uma desculpa "estou com frio, vou vestir o robe." "Me dê a toalha." Ela entregou a ele. As roupas dela também estavam molhadas e grudadas ao corpo. Mulder observou os contornos dos seios dela. "Hum... eu já volto." Ela saiu depressa, quase correndo. Mulder começou a ficar com medo de seus pensamentos e desejou imensamente que a chuva parasse, para que ele pudesse ir embora. Mas chovia cada vez mais e mais forte. Scully apareceu vestida em um robe azul e entregou outro, branco, a ele, que vestiu na mesma hora. Ficou apertado e curto, mas era um quebra galho. Scully riu. "Você esta me deixando constrangido..." brincou. "Tá. Vou acender a lareira." Ela começou a mexer nas madeiras na lareira e Mulder foi ajudá-la. Estavam lado a lado, bem próximos. Tanto que ele podia sentir o cheiro do suave perfume que ela usava. Olhavam-se pelos cantos dos olhos, disfarçando. Depois de algumas tentativas o fogo se acendeu, iluminando a sala. O brilho dourado da lareira refletia nos olhos de Scully, que se levantou e foi sentar-se no sofá, em frente a ele. Mulder continuou no chão, com as mãos sobre as pernas. Ele estava muito engraçado com aquele robe apertado, que servia folgado em Scully, mas nele cobria apenas parte de suas pernas. Ela perdeu-se olhando-o, parecia ter sido esculpido a mão. Aquelas mãos grandes e quentes descansavam sobre suas pernas grossas e compridas. Mas logo ela voltou à realidade quando o olhar de Mulder cruzou com o seu. Ele olhava para ela com a mesma curiosidade, imaginando o que havia embaixo das roupas. Scully viu-se perdida naquele olhar esverdeado. Era tão lindo, tão puro e tão profundo que ela sentiu como se Mulder pudesse ver dentro dela, ler sua alma. Isso a fez sentir-se um pouco desconfortável, ela desviou os olhos dos dele. E ficaram em silêncio por alguns minutos... "Está com fome? Posso preparar alguma coisa para você." Scully levantou-se, pronta para ir à cozinha. "Sente-se, Scully, não quero nada. Você vai me fazer engordar" ele levantou-se também e foi até ela. "Não, vou fazer um café ou chá pelo menos, não quero que você fique resfriado." "Scully..." ele segurou-a pelo braço. Sua mão quente sobre sua pele fria a fez paralisar "está tudo bem." Ela ficou parada em frente a ele sem saber o que fazer ou dizer. Parecia preocupada, assustada por estar perto dele. Mulder notou. "O que houve? Você está tão estranha..." "Não é nada." Ele pôs as mãos sobre os ombros dela e olhou-a nos olhos. Estavam tão perto um do outro que Scully quase desmaiou, sentiu suas pernas tremerem e teve a impressão que seu corpo inteiro estava assim. Ele acariciou o rosto dela, devagar, tocando seus lábios, sua testa, as maçãs de seu rosto... Seus olhos azuis estavam assustados e piscavam sem parar. Scully tentou se afastar de Mulder, mas ele não deixou. Suas mãos correram pelas costas dela, devagar, pararam em sua cintura. Scully pousou suas pequenas mãos sobre os ombros largos dele e deixou-as descerem . Um arrepio, medo talvez, subiu dentro dela quando viu seus lábios se aproximando dos dela e ela fechou os olhos até sentir a maciez dos lábios de Mulder nos seus. Ela estava beijando seu parceiro, algo que evitava até de pensar nesses últimos anos. Mas não se preocupou, deixou que a língua dele passeasse tranqüila sobre a sua, enquanto suas mãos, aquelas mãos grandes e quentes, pareciam estar por toda parte de seu corpo. Ficaram assim por um longo tempo, descobrindo, tocando um ao outro. Ainda de olhos fechados, ela tocava o rosto dele, seus braços, e o deixava andar com as mãos livremente sobre ela, por dentro e fora de seu robe, que ele abria sem que ela percebesse. Quando deu por si, ambos estavam nús. Scully pensou em reclamar, parar com esta brincadeira, que já estava longe demais, mas não conseguiu. Deixou-se levar pelo instinto e estava deitada sobre o tapete, sobre Mulder, que ainda tocava-lhe lentamente, com cuidado, como se ela fosse mesmo uma boneca. Tocava seus seios, tocava suas coxas, entre suas coxas. Olhou para o lado e viu as roupas espalhadas pelo chão. Em outra ocasião isto a incomodaria, mas não agora. Não enquanto sentia Mulder dentro dela, como ela jamais imaginara. Bem, na verdade ela imaginara, mas jamais confessou. Era bom estar tão próxima a ele, desse modo, sentir sua pele, desse modo, sentir seu cheiro, seu gosto... Sentir seus lábios descendo em seu pescoço, sobre seu colo. E foi o suficiente para que ambos ficassem ocupados durante muito tempo. No dia seguinte Mulder acordou antes de Scully. Era Domingo e o sol brilhava forte, sem nenhum sinal do temporal do dia anterior. Ele sentou-se em uma poltrona do quarto dela e ficou observando-a dormir, tranqüila, enrolada no lençol, abraçada a um travesseiro. Ainda sentia o gosto dela em sua boca e sorria feito um bobo. Os pés de Scully estavam descobertos, eram pálidos e pequenos como ela e mexiam-se inquietos, parecia que ela estava sonhando com algo, mas ele não teve coragem de acordá-la, preferiu continuar sentado no quarto semi-iluminado por alguns raios de sol que entravam pelas brechas da cortina. Mulder sorria. Não se lembrava de ter visto sua parceira dormir, aliás, nunca havia dormido com ela, mas gostou da experiência. De repente ela começou a se mexer e correu a mão pelo travesseiro, espreguiçando-se. Abriu os olhos e o viu, sorrindo para ela. "Mulder... " sussurrou "Bom dia, Scully. Com que sonhou ?" "Nada de mais, só um sonho maluco. Já tomou café ?" "Ainda não, preferi esperar você." Ela parou uns segundos e levantou-se num pulo. Pegou uma escova e passou algumas vezes sobre os cabelos até desembaraçá-los. Olhou para Mulder, ele vestia suas roupas, já secas, mas ela preferiu o robe. "Vou ao banheiro. Me espere na cozinha, faça um café." "Tá vou tentar." Mulder parou, perdido no meio da cozinha. Procurou pó para café, mas não achou, estava tão acostumado com a bagunça de sua casa que a cozinha arrumadinha de Scully o deixava perdido. Felizmente ela chegou em seguida. "Conseguiu?" disse, bem próxima a ele. Mulder sentiu vontade de tomá-la nos braços e beijá-la de novo. Scully cheirava a sabonete, um perfume delicado que ele reconhecia, talvez ela usasse toda a linha de produtos, pois sentiu o mesmo cheiro nela ontem, em seus cabelos, em sua pele... Sua pele macia... Scully virou-se e foi preparar algo para eles comerem. Ele ficou atrás dela, observando seus movimentos como se a visse pela primeira vez. Ela virou-se e ficaram frente a frente. Scully também sentiu vontade de beijá-lo, de sentir seu peso sobre ela outra vez, mas controlou-se. Ficaram se olhando alguns instantes, um esperando o outro falar. "Scully, sobre ontem..." "Não é uma boa idéia, Mulder. Não quero falar sobre isso. É melhor fingirmos que não houve nada." "Porque?" Scully não achou palavras para responder. Sentiu medo de Mulder, por Mulder, embora não soubesse explicar o porquê. Ficou alguns segundos olhando-o enquanto ele fazia o mesmo, esperando uma explicação de sua parceira. "Mulder, por favor... Não é certo, somos parceiros, somos amigos." "O que você esta tentando esconder, Scully? Porque você age assim, eu não te entendo!" Ela deu um passo para trás, tentando se afastar dele. Mulder estava tão perto, tão ao alcance dela... Como nunca estivera antes. Quis beijá-lo, tocá-lo outra vez. Ele estava começando a se preocupar, sua expressão se transformara em angústia. De repente ela se jogou nos braços dele e apertou-o entre os seus, como se ele fosse fugir quando ela o soltasse. "Eu te amo, Mulder..." Ele sorriu, parecia aliviado. "Eu também te amo" disse, acariciando os cabelos dela e inclinando-se para beijá-la. Antes que seus lábios se tocassem, ela pôs os dedos sobre os dele. "Mas não desse jeito. Amo você mais que tudo, Mulder, mas como meu amigo. E não preciso de sexo para te amar." Mulder ficou sem reação. Não entendia o que ela quis dizer, mas pareceu certo. Abraçou-a contra seu peito por alguns instantes, sentindo seu calor, seu cheiro, com as mãos entre seus cabelos ruivos. Ficaram abraçados por um bom tempo, sem dizer nada, sem sequer se olharem. Deixaram ficar como estava, não falaram sobre o assunto e fingiram que nada acontecera. Mas de vez em quando eles pensavam sobre aquela noite e escondiam um sorriso... XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXX O que você achou? Por favor, mande um feedback para lucymattos@hotmail.com ladyangelina@bol.com.br FIM Lucy Mattos