Autora: Carla Categoria: Shipper Spoilers – Alguns episódios até Requiem. Classificação: Livre Disclaimer: Os personagens desta estória não pertencem a mim, pertencem a Chris Carter, 1013 production, Fox Network e a mais quem tiver direitos autorais. Sinopse: Continuação das fics "No Tempo de Nossa Inocência" Partes I e II. Depois da abdução de Mulder, Scully escreve uma carta a ele, relembrando todos os bons momentos que passou a seu lado. *** Para melhor entendimento desta fic é aconselhável se ler as duas primeiras partes. No Tempo de Nossa Inocência - Parte Final Mulder, Hoje faz uma semana desde que você partiu, ou melhor, desde que te tiraram de mim. Resolvi escrever esta carta porque é uma maneira de sentir você mais perto de mim, pois nela escreverei todos os momentos bons que passamos juntos. Estava me lembrando da primeira vez que nos conhecemos. Éramos apenas crianças e eu acabei esbarrando em você e derrubando nós dois no chão. E depois que nos tornamos amigos eu tive que ir embora. Oito anos mais tarde nos encontramos novamente. Não lembramos imediatamente um do outro, afinal foram oito anos de separação e estávamos diferentes, mas o importante é que acabamos nos reconhecendo e ficamos namorados, mesmo que por um curto período de tempo. Doze anos mais tarde, o destino se encarregou de nos unir novamente, mesmo que só tenhamos lembrado um do outro dois anos depois. Foi quando estávamos investigando um caso e eu estava correndo e esbarrei em você e de novo te derrubei no chão, só que dessa vez eu não caí junto, então você me perguntou por que eu estava correndo daquele jeito e eu, meio sem graça, disse que tinha sido por causa de um inseto, e na mesma hora, como se alguém tivesse apertado um botão em algum lugar na minha cabeça, eu me lembrei de você e acho que alguém também apertou esse botão na sua cabeça, pois seu rosto tinha uma mistura de surpresa, alegria e, ao mesmo tempo, tristeza. Resolvemos não mudar nada na nossa relação, resolvemos ficar somente amigos, por medo eu acho, pois das duas últimas vezes que cruzamos esta fina linha que separava a amizade do nosso amor, sempre nos separávamos. Você tinha medo de que se nos envolvêssemos, alguma coisa iria nos separar, o que realmente aconteceu, pois não tenho a sua companhia neste momento. Eu sofri, sabendo que você estava tão próximo e ao mesmo tão longe, mas achava conforto em ter sua amizade e saber que no dia seguinte eu iria te ver de novo. Mais tarde, quando fecharam os arquivos-x e queriam me transferir para outra cidade, eu estava pronta para desistir, mas suas palavras que transferiam tanto carinho e conforto, me fizeram ficar e teríamos nos beijado se não fosse por aquela abelha, que quase acabou com minha vida. Está vendo como eu estou certa em odiar insetos?! Um pouco mais de um ano mais tarde, você disse que me amava. Eu sabia que não podíamos cruzar aquela linha, pois se fizéssemos isso, iríamos acabar nos separando de novo, pois eu tinha certeza, assim como você, que o único motivo pelo qual ainda tínhamos um ao outro, mesmo depois de quase nos perdermos para sempre tantas vezes, era porque éramos somente amigos. Sabe, o destino é engraçado. Porque ele sempre se encarrega de nos unir, mas nos separa se nos envolvemos. Já aconteceu três vezes. Talvez seja uma coisa que só acontece três vezes, como uma maldição talvez. Mas eu sei de uma coisa. Quando você voltar, e eu sei que vai voltar, eu não vou querer ser somente sua amiga novamente. Nestes últimos seis meses em que havíamos cruzado aquela linha, desde que nos beijamos no ano novo, fomos tão felizes. No escritório, agíamos como se nada tivesse mudado, pois não queríamos que nossos inimigos tentassem usar nossa relação para nos separar, mas você acabou sendo tirado de mim, mesmo que ninguém desconfiasse de nada. E à noite, é quando sinto mais falta de você, e para que essa dor em meu peito diminua um pouco, eu faço a mesma coisa que eu fazia quando criança, que era sentir alguma coisa que você havia me dado. Primeiro eu costumava dormir abraçada àquela flor linda que você me entregou na primeira vez que nos conhecemos, depois eu dormia segurando o pingente de sol que você havia me dado de natal na segunda vez que nos encontramos e agora eu durmo com a minha mão sobre a minha barriga, sabendo que tem uma parte de você aqui dentro e que a cada noite fica maior. Amo você e não há nada neste mundo que vá mudar isso, sinto sua falta, muito, volta logo para junto de mim. Com amor, S. Fim E aí, o que acharam? Gostaram? Não gostaram? Deixe eu saber o que vocês acham em: msmessina@yahoo.com.br X-abraços, Carla