Autora: Carla Categoria: Shipper/ pré-Arquivo-X Disclaimer: Os personagens dessa estória não pertencem a mim. São de Chris Carter, 1013 production, Fox Network e a mais quem tiver direitos autorais. Classificação: Livre Sinopse: Há 28 anos atrás, duas crianças se encontraram e rapidamente passaram a ser amigos inseparáveis. No Tempo de Nossa Inocência Rhode Island Verão de 1972 Era uma tarde de muito sol. As praias estavam lotadas e os parques cheios de crianças brincando sobre a supervisão de seus pais. Na grama podiam-se ver várias famílias fazendo piquenique, entre elas duas que chamavam a atenção. Numa delas haviam quatro crianças, dois meninos, um de 12 e outro de 6 anos e duas meninas, uma de 10 e a outra de 8 anos, todos de cabelos avermelhados, mas a menina mais nova tinha olhos azuis muito lindos, da cor do céu, e os pais deles pareciam muitos felizes. A menina mais nova estava discutindo com os irmãos mais velhos, porque eles iam explorar o parque e não queriam que ela fosse, dizendo que ela era muito "pirralha" para ir e que ela só ia atrapalhar. O menino mais novo, não se interessou pelo que os irmãos estavam falando, preferindo assim, ficar brincando com os pais. Na outra família haviam apenas duas crianças. Um menino de 11 anos e uma menina de 7 anos, ambos de cabelos castanhos e olhos verdes. Eles também estavam discutindo, pois a menina não queria aceitar as regras do jogo que eles estavam brincando, preferindo fazer suas próprias regras, o que deixava seu irmão profundamente aborrecido. Os pais pareciam felizes, vendo seus filhos que, apesar de estarem discutindo, eram as coisas mais preciosas da vida dos dois. Depois dos irmãos irem explorar o parque e não a levarem, a menininha de cabelos avermelhados e olhos da cor do céu, resolveu explorar o parque sozinha, já que seu irmãozinho estava dormindo no colo dos pais. O menino de cabelos castanhos e olhos verdes se cansou de tentar fazer sua irmã seguir as regras e não conseguir, então a deixou brincando sozinha e foi explorar o parque. A menina de cabelos avermelhados estava andando quando viu uma flor muito linda caída no chão e então se abaixou para pegar. Quando ela levantou a flor do chão, havia um inseto asqueroso por baixo, ela então largou a flor e começou a correr para bem longe do inseto, não vendo o menino de cabelos castanhos e acabou correndo de encontro a ele, derrubando os dois no chão. - Ai! Puxa vida! Não olha por onde anda? - Desculpe. - Tudo bem. – disse o menino se levantando e a ajudando a se levantar. - Por quê tava correndo daquele jeito? - Eu fui pegar uma flor do chão e tinha um inseto nojento debaixo dela. - Eu teria corrido daquele jeito também. Odeio insetos! Qual o seu nome? - Dana. E o seu? - Fox. Você tem irmãos? - Tenho um irmão de 12 e outro de seis anos e uma irmã de dez. E você? - Tenho uma irmã de 7 anos. Quantos anos você tem? - Oito. E você? - Onze. Pensei que fosse mais velha. - Por quê? – disse Dana enquanto eles andavam pelo parque. - Bom porque você é só um ano mais velha que a minha irmã e parece bem mais madura que ela. - Madura? - É, quer dizer que você tem atitudes ou fala como uma pessoa mais velha. - E você é um ano mais novo que meu irmão e é bem mais maduro que ele também. – Os dois riem. - E então você mora por aqui Dana? Não me lembro de ter te visto aqui antes. - Meu pai está estacionado aqui. Deram o fim de semana de folga pra ele e ele resolveu trazer todo mundo pro parque. - Estacionado? Seu pai é da Marinha? - É sim. - Puxa! Deve ser legal ter um pai que trabalha na Marinha. - É a coisa mais terrível do mundo, Fox. Não temos um lugar certo pra morar, toda vez que eu começo a fazer amigos em um lugar temos que ir embora. Eu nunca tive um lugar que eu pudesse chamar de lar. - Sinto muito. Eu pensei em trabalhar pra Marinha quando crescesse mas acho que já desisti. Qual o nome de seus irmãos? Eles tem os nomes tão lindos quanto o seu? - Acho que sim – disse Dana ficando um pouco vermelha – A minha irmã se chama Melissa, meu irmão mais velho se chama Bill e o mais novo se chama Charlie. Como se chama a sua irmã? - Samantha. Mas aposto que seus irmãos não tem esse olho tão lindo que você tem. - Obrigado, Fox. Seu olho é lindo também. - Sabe, você é a primeira pessoa que não fez hora com meu nome. - Por quê faria? Eu acho tão bonito. - Acha mesmo? - Claro! Fox, quer conhecer a minha família? - Quero sim e depois vamos ver a minha, se você quiser. - Quero sim. Os dois andavam pelo parque conversando e rindo, quando chegaram onde a família de Dana estava. - Mãe, Pai, esse é o Fox. - Oi querido como vai? – perguntou a mãe de Dana. - Vou bem. E a senhora? - Como é educado, queria que o Bill fosse assim também. - Bill é o irmão de Dana? - Vejo que já se tornaram amigos. – disse o pai de Dana. – Quantos anos tem? - Onze, senhor. - Quase a idade de meu filho. Dana, porque não leva o Fox para conhecer o Bill. Tenho certeza que ele gostaria de estar com um menino da idade dele. - Gosto de estar com Dana, senhor. - Vejo que gostou de minha filha. - Bill pelo amor de Deus – disse a mãe de Dana – São apenas crianças. - Com licença. Se não se importam queria levar Dana pra conhecer minha família. - Claro querido. Quando se distanciaram um pouco da família de Dana, começaram a falar de novo: - Minha mãe gostou de você. - Eu gostei dela também. Seu pai não gostou muito de mim não. - Gostou sim. Ele é assim mesmo. - Eles estão ali. – disse Fox apontando para sua família. - Mãe, Pai, essa é Dana. - Oi Dana. Está bem? - Estou e a senhora? - Vou bem querida. - Fox porque não arranja meninos da sua idade pra brincar? - disse o pai de Fox. - William pare com isso! - Dana, acho melhor irmos andando, vão começar a discutir e você não vai querer estar perto pra ver. Quando se distanciaram um pouco, ouviram uma vozinha chamar: - Quem é ela? – disse Samantha. - Samantha essa é Dana. Dana, essa é Samantha, minha irmã. - Ela é sua namorada? - Samantha! Ela é só minha amiga. - Não é não! Não é não! Fox tá namorando! Fox tá namorando! – Samantha começou a cantar, gozando o irmão. - Você vai se arrepender por isso! – disse Fox andando depressa pra bem longe dos pais e da irmã, e Dana teve correr para acompanhar seu amigo. - Fox! Fox espera! - Desculpe Dana. – disse Fox diminuindo seus passos – É que às vezes eles são insuportáveis! - Sei como é. - Sabe? - Tudo que eu faço, por menor que seja, meus sempre brigam comigo. E quando meus irmãos fazem, não é assim. Às vezes meus pais nem notam. - Eu queria que meus pais me notassem assim como os seus notam você. Eu me sinto invisível lá em casa. Se eu não tivesse a Samantha, acho que eu já teria enlouquecido. - Deve gostar muito dela. - Gosto. Às vezes ela consegue realmente me irritar, mas ela é única pessoa com quem posso contar. - Pode contar comigo também, Fox. - Obrigado Dana. Eu acho tão fácil falar com você. Parece que eu sempre te conheci. - Me sinto assim também. – disse Dana pegando na mão de seu amigo e apertando levemente. Fox viu uma barraquinha de sorvete e falou: - Quer um sorvete Dana? Tá muito quente hoje. - É , tavam dizendo no rádio que era o dia mais quente do ano. - Qual sabor quer? - Chocolate. - Dois sorvetes de chocolates, por favor. – disse Fox pro sorveteiro. Depois de comprarem os sorvetes, os dois meninos foram sentar num banquinho do parque. - Dana? - Hum? - Você vai ter que ir embora? - Vou. Depois de amanhã. - Eu não queria que fosse. - Nem eu. - Então você ainda vai vir aqui amanhã? - Acho que sim. E você? - Minha família não sei se vem. Mas eu venho. - Você mora aqui perto Fox? - Não tão perto. Mas eu sei vir aqui sozinho. - Você ainda está zangado com sua irmã? - Tô. - Por quê? Só porque ela disse que eu era sua namorada? - É. - Isso seria tão ruim assim? - Não! Eu não quis dizer isso, eu... - Dana! Venha querida. Estamos indo embora – disse a mãe de Dana. – Você pode ver o Fox amanhã. - Já estou indo mãe! Fox te vejo amanhã? - Claro! - Obrigado pelo sorvete e pela companhia. - Obrigado também. - Dana vamos! – Chamou a mãe de Dana outra vez. - Te vejo amanhã Fox. A menina de cabelos avermelhados correu pra junto de sua família, e foi embora do parque. Fox passou um bom tempo olhando para o lugar que Dana estava, mesmo que agora se encontrasse vazio. E não demorou muito seus pais também o chamaram para ir embora. No carro, a caminho de casa, o pai de Fox falou: - E então filho. Quem era aquela menina? - O nome dela é Dana. Ela tropeçou em mim, porque ela estava correndo, fugindo de um inseto. - E você gostou dela? - Ela é legal. Não fez hora com meu nome e conversou comigo como ninguém fez antes. - Ela é namorada dele pai! – disse Samantha. - Não é não! Ela é só minha amiga. Eu já disse isso antes pra você Samantha. - Não tem com que se envergonhar filho. Você é quase um adolescente, nessa idade as crianças começam a se ver diferente do que se viam quando eram mais jovens. - É, mais ela não é quase uma adolescente. E talvez ela não me veja diferente. - Eu não diria isso Fox. Mas você é que sabe. Enquanto isso, Dana estava em seu no carro, a caminho do hotel onde estavam hospedados, quando seu pai falou: - Quem era aquele menino filha? – disse o pai de Dana. - O nome dele é Fox, como eu já disse. Eu tropecei nele porque estava fugindo de um inseto e não estava olhando pra frente. - Ele parece ser um bom menino. – disse a mãe de Dana. - É sim mãe. É o melhor menino que já conheci. - Quem é esse Fox? Por que eu não o vi? – Perguntou o Bill. - Porque você e a Melissa estavam explorando o parque e não quiseram levar a pirralha aqui. Mas sabe foi melhor, porque conheci o Fox. - Que nome idiota "Fox". A mãe dele deve odiar ele pra botar um nome desses nele. – disse Bill. - Idiota é você! - Que foi? Vai ficar protegendo seu namoradinho agora é?! - Ele não é meu namorado! - Dana e Fox! Fox e Dana! Que casalzinho hein? - Para Bill! Você é um idiota mesmo! - Dana! Bill! Parem com isso – disse a mãe dos dois. O resto da curta viajem foi silenciosa em ambos os carros. Dia seguinte - Fox! Fox! Aqui. – disse a menina de cabelos cor de fogo. - Oi Dana! – disse Fox se levantando do banco onde estava sentado. - Está aqui há muito tempo? – perguntou Dana enquanto os dois se sentavam no banco. - Cheguei há uns dez minutos e você? - Eu também. Dormiu bem Fox? - Não dormi. - Pra dizer a verdade, eu também não. - Verdade Dana? Por que? - Eu... é.... Fala você primeiro. - Bom eu fiquei pensando numa coisa que meu pai me disse ontem e também em você – disse Fox ficando vermelho. - Eu também fiquei pensando em você Fox – disse Dana ficando vermelha quase da cor de seus cabelos. - Ficou é? Ficou pensando o que sobre mim? - Fala você primeiro. - Eu já falei primeiro. Agora é sua vez. - É que eu nunca consegui conversar com ninguém do jeito que eu conversei com você. Eu... é ... eu... - Eu....? - Eu gosto de você, Fox. Muito. - Verdade? Que alívio! - Por quê? - Lembra que eu te disse que eu fiquei pensando numa coisa que meu pai falou? Ele disse que eu já era quase um adolescente e que as crianças da minha idade se olhavam diferentes do que elas se olhavam quando eram mais jovens. Eu disse que você não era quase adolescente, e que você não me olhava diferente. Ele falou que eu estava errado, e pra falar a verdade é a primeira que eu gostei de estar errado. Dana, eu também gosto muito de você. - Verdade? - É, é verdade – disse Fox pegando na mão de Dana. E passaram o resto da tarde assim, conversando e de mãos dadas. Nem pareciam que eram tão jovens. Pareciam dois adultos em miniatura. Mas infelizmente a hora de ir embora chegou e nenhum dos dois queria soltar a mão do outro. - Eu não quero que você vá! - Eu também não. Eu quero ficar aqui pra sempre, Fox. - Dana, vamos querida! Ainda temos que arrumar as malas- disse a mãe de Dana – estamos esperando por você no carro. - Dana eu quero que saiba que você foi a melhor coisa que já me aconteceu. Nunca senti isso antes, é esquisito, meu coração dispara, minha mão fica suada, meus joelhos enfraquecem só de olhar pra você. E se nunca nos vermos de novo quero que saiba disso. - Nos veremos de novo Fox. Eu prometo. E quero que saiba que me sinto do mesmo jeito. Você sabe por que nós temos todas essas sensações? - Não. Por que? - Eu li num livro da minha mãe, ela nem sabe que eu peguei. Porque estamos apaixonados. - É? Então isso é o amor? - Acho que sim. - É muito bom, Dana. - Eu também acho. - Dana quero que leve isso. – disse Fox dando uma linda flor para Dana – Ela é linda, como você. - Obrigado Fox. Sabe, era uma flor igual a essa que eu estava tentando pegar e acabei esbarrando em você. - Vou sentir muito, mas muito a sua falta, Dana – disse Fox enquanto se abraçavam. - Eu também Fox. Quando se separaram, os dois choravam muito. Dana deu beijo na bochecha de Fox e quando ela o olhou nos olhos ele deu um beijo de leve em sua boca. - Nos veremos de novo Fox. Eu prometo. Fox não conseguia falar, pois o choro estava dando um nó em sua garganta. Dana começou a andar em direção ao carro, olhou mais uma vez pra trás e viu Fox parado, olhando para ela, chorando. Dana estava chorando também então entrou correndo no carro, antes que voltasse correndo pro parque, o que só ia trazer mais dor ao coração dos dois. Durante vários meses, Fox e Dana não conseguiam dormir direito à noite, ficavam tristes, calados, durante o dia. Mas aos poucos, a ferida foi cicatrizando, mas Fox nunca esqueceu a menina de cabelos cor de fogo e olhos tão azuis como o céu. E Dana nunca esqueceu o menino de olhos verdes encantadores, que podiam ser tão expressivos. E principalmente, eles nunca se esqueceram porque juntos, descobriram pela primeira vez o que é o amor. FIM E aí gostaram? Please mandem feedback para msmessina@yahoo.com.br para dizer se gostaram ou não da estória. X-Abraços