Título: Surpresa de Aniversário Autora: Mônica Almeida e-mail: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Categoria: Shipper (alguma dúvida?) Classificação: Proibido para menores de 18 anos. Crianças, caiam fora! Spoilers: SUZ/Closure Sumário: É aniversário de Mulder. Scully resolve lhe fazer uma surpresa. 12 de Outubro de 2000. Manhã. Dana Scully está no escritório dos Arquivos X redigindo o relatório de campo final do último caso resolvido por ela e seu parceiro, Fox Mulder. A cada minuto ela olha para o relógio. Está preocupada com Mulder. "Já são quase onze horas e ele ainda não apareceu. O que será que houve?" Ela já havia tentado ligar para ele algumas vezes no decorrer do dia. Na casa dele fora atendida pela secretária eletrônica e o celular estivera fora de serviço durante toda manhã. Olhando o relógio pela centésima vez, Scully pensa. "Mulder, onde você está?" Como se tivesse ouvido os pensamentos dela, Mulder entra no escritório. "Oi, Scully, desculpe o atraso." Scully deixa escapar um suspiro aliviado. "Mulder, onde você estava? Eu fiquei preocupada. Eu liguei para você, o celular estava fora da área..." Mulder olha docemente para Scully. Apesar de estar triste, sente seu coração aquecer diante da preocupação dela. "Eu...fui levar flores no túmulo da minha mãe." Ele abaixa os olhos e dá um longo suspiro. Scully fica penalizada. Se aproxima do parceiro e, timidamente, toca seu rosto. "Por que você não me disse nada? Eu teria ido com você." Ele olha para ela, pega sua mão e dá um suave beijo. "Eu precisava ficar um pouco sozinho." "Você está bem?" Ela continua preocupada. Ele dá um leve sorriso. "Estou...bom, vamos ao trabalho." Ele senta e começa a redigir os relatórios. Scully olha alguns segundos para ele, depois retoma ao trabalho. O dia passa rapidamente. No fim da tarde, Scully percebe que Mulder olha fixamente para o calendário. "Mulder, está tudo bem com você? Você passou o dia inteiro quieto..." "Estou bem, Scully, só estou um pouco cansado." Ele se levanta, pega o paletó e toca de leve no cabelo dela. "Eu vou indo, você vem agora?" "Não, eu quero terminar o relatório ainda hoje." "Vou deixar para terminar o meu amanhã." Ele olha para ela como se fosse dizer alguma coisa, depois parece desistir. "Tchau." "Até amanhã." Scully vê Mulder sair, depois se volta para o calendário que ele estava olhando. Só então ela se dá conta. "Meu Deus, amanhã é aniversário de Mulder. É o primeiro aniversário dele desde a morte da mãe e o final da busca por Samantha. Ele não pode ficar sozinho. Eu preciso fazer alguma coisa." Scully resolve deixar o relatório para depois, pega a bolsa e sai rapidamente do escritório. 13 de Outubro de 2000. Noite. Scully correra bastante. Na noite anterior, percorrera as diversas lojas de um shopping a procura de um presente especial para Mulder. Pela manhã havia ligado para ele dizendo que não estava se sentindo disposta e que terminaria o relatório em casa. Mulder ficara preocupado, mas ela o tranqüilizara dizendo que era só uma pequena indisposição. "Deve ter sido algo que comi. Não se preocupe. Vou tirar o dia para descansar. Depois falo com você.", dissera ela. Durante o dia ela comprara flores, ingredientes para um delicioso jantar, vinho e até um vestido novo. Depois arrumara o apartamento e o enfeitara com as flores do campo. Por último, fizera o jantar. Agora, já passando um pouco das sete da noite, Scully, já arrumada, pega o telefone e liga para Mulder. Apesar de nervosa, ela quer ir em frente. Ele não demora a atender o telefone. "Mulder." "Mulder, sou eu. O que você está fazendo?" "Acabei de sair do banho. O que houve, Scully? Você sumiu o dia todo, disse que ligaria e não ligou." "Estou ligando agora", ela nota o ressentimento na voz dele, "Mulder, você poderia vir aqui? Eu preciso falar com você." "Você está bem, Scully? O que aconteceu?" "Estou bem, Mulder, só preciso falar com você. Pessoalmente. Você vem?" "Estou indo." Ele desliga e corre a se arrumar, preocupado com ela. Enquanto se arruma ele esquece da decepção que sentira quando ela ligara pela manhã dizendo que não iria trabalhar sem ao menos lhe desejar feliz aniversário. Mulder havia passado o dia arrasado pensando na mãe, em Samantha e, principalmente, em Scully. "Ela esqueceu que hoje é meu aniversário." Mulder veste uma calça jeans, uma camiseta cinza e a jaqueta de couro preta, sem tirar Scully da mente. "Deve ter acontecido alguma coisa. Ela parecia nervosa ao telefone." Ele pega a chave do carro e sai praticamente correndo do apartamento. Georgetown, apartamento de Scully, 8:37 p.m. Scully espera ansiosamente por Mulder. Seu coração está disparado. Ela está nervosa, não sabe se Mulder vai gostar da surpresa. Mas ela espera, no fundo do seu coração, dar um pouco de alegria a esse homem que já sofrera tanto na vida. Que perdera toda sua família. Que só tinha a ela como amiga. Scully era tudo que restara na vida de Mulder. E tudo o que ela quer hoje é amainar um pouco o sofrimento dele. Se dependesse de Scully, Mulder seria a pessoa mais feliz do mundo. Ela faria tudo por ele. Mataria por ele. Morreria por ele. Uma batida na porta faz Scully sobressaltar-se. "Mulder", ela pensa. Scully respira fundo e vai até a porta. Quando ela a abre, Mulder está com o rosto ao mesmo tempo, triste e preocupado. "Scully, o que...", ele começa a falar, mas para assim que a vê. Ela está deslumbrante num vestido de seda preto que delineia suavemente seu corpo perfeito. Nos cabelos ela tem duas pequenas presilhas de strass e na leve maquiagem se destaca o batom vinho com um pouco de gloss. Ele sente um perfume doce e suave emanar dela. Ela sorri timidamente e o convida a entrar. Quando ele entra, ela lhe entrega uma caixa embrulhada em papel colorido e enfeitada com um grande laço azul. "Feliz aniversário, Mulder." Mulder não consegue falar. Tem um nó na garganta. Ele pega a caixa das mãos dela, roçando de leve, seus dedos nos dela. Ele abre a caixa com as mãos trêmulas. Dentro dela há um pequeno, porem potente telescópio. Junto ao telescópio há um cartão com o desenho de uma estrela dourada. Ele abre o cartão e lá está escrito apenas 'Para que você nunca pare de sonhar.' Mulder está emocionado. Ele se aproxima de Scully e a abraça. "Obrigado, Scully. Foi o melhor presente que já ganhei." Ele se afasta um pouco dela e a olha nos olhos. "Você está linda, Scully." Ela ruboriza um pouco. "Obrigada, Mulder", ela se afasta um pouco mais, embaraçada, "fico feliz que tenha gostado do presente." "Eu adorei, Scully. Não esperava por isso. Adorei o presente, o cartão... você..." Ele a olha profundamente. Ele se aproxima dela. Scully o olha sem saber o que fazer. Ela então abre um sorriso e pergunta, se afastando dele. "Você está com fome?" Mulder fica levemente decepcionado. "Bom, eu não jantei ainda. Por que? Você vai me levar para jantar?" Ela tenta disfarçar o nervosismo. "De certa forma, sim. Só que o jantar é aqui mesmo. Você gosta de canelloni?" "Scully, você cozinhou pra mim? Você teve esse trabalho todo?", ele corre os olhos pela sala e vê as flores na mesinha de centro e na estante, "Essas flores", ele olha para ela, "esse vestido. Por que, Scully?" "Porque você merece." Ela fala docemente, enquanto o pega pela mão e o guia até a mesa de jantar. "Vamos jantar?" Durante o jantar Mulder e Scully relaxam. Riem e fazem brincadeiras enquanto trocam olhares ternos, embora furtivos. Ao final da refeição, Mulder coloca sua mão sobre a de Scully. "Estava delicioso, Scully. Foi o melhor canelloni que já comi. Obrigado." Ela sorri, meio sem graça. Ele não tira a mão de cima da dela. "Scully, eu adorei tudo. O presente, as flores pela casa, o delicioso jantar..." ele para e olha profundamente nos olhos dela. "...e você nunca esteve tão linda. Mas, por que, Scully? Por que agora? Nós estamos juntos há tanto tempo, somos amigos há tanto tempo. Você sempre me desejou felicidades nos meus aniversários anteriores." Ele hesita um pouco, sempre olhando nos olhos dela. "Mas isso nunca aconteceu antes. Por que?" As últimas palavras foram ditas quase num sussurro. "Por isso tudo, Mulder. Porque você é meu amigo, meu melhor amigo. E porque eu...", ela respira fundo enquanto pensa 'porque eu amo você, Mulder.', mas alto, fala, "...eu senti que precisava fazer isso por você. Porque esse ano você não vai receber um telefonema da sua mãe, porque você não tem mais a esperança de passar seu próximo aniversário com Samantha. Eu...eu não queria que você ficasse sozinho, se sentisse...só no mundo." "Eu nunca me senti só desde que você surgiu em minha vida, Scully." Eles sorriem um para o outro. Scully se levanta. "Que tal um café?" Ele se levanta também. "Ótima idéia. Eu ajudo você." "Nem pensar, Mulder. Hoje é seu aniversário. Você me espera no sofá, eu não demoro." Ela olha para ele se fingindo de brava. Ele entra na brincadeira e levanta os braços em redenção. "Sim, senhora." Ele vai até a sala e começa a mexer nos cds. "Scully, você só tem música clássica?" Ela grita da cozinha. "Não, Mulder, eles estão selecionados por gênero. Na prateleira de baixo é que ficam os cds de rock e pop." Ele sorri, falando para si, "Senhorita Organização." Na dita prateleira Mulder encontra, além dos cds de rock e pop, cds de músicas românticas. "Escondendo o jogo, Scully?" ele pensa, enquanto pega um e o coloca para tocar. Scully chega com o café e ouve a música suave. Ela serve a Mulder e a si e se senta no sofá. Mulder a olha de maneira intensa. "Seu café, Mulder. Vai esfriar." "Ah! Claro." Ele pega a xícara e toma o café sem tirar os olhos dela. Começa a tocar outra música. Mulder coloca sua xícara na mesinha, se levanta e estende a mão para Scully. "Vamos dançar, Scully?" Ela aceita a mão que ele oferece e se levanta. Ele a enlaça pela cintura com uma mão enquanto a outra continua segurando a mão dela. O perfume de Scully parece penetrar por todos os poros de Mulder. Scully encosta a cabeça no peito forte dele. A música toca lentamente e eles se deixam embalar por ela. 'You're just to good to be true Can't take my eyes off of you You'd be like heaven to touch I wanna hold you so much' Suavemente, Mulder solta a mão de Scully e a coloca na cintura dela. Ela sobe o braço para o pescoço dele e, institivamente, eles estreitam o abraço. 'I love you, baby, and if it's quite alright I love baby, you fill my lonely nights I love you baby, trust in me when I say...' Mulder se afasta um pouco e olha dentro dos olhos de Scully. Há um brilho diferente neles. Felicidade. O momento é mágico para os dois. Lentamente, Mulder aproxima sua boca da de Scully. Ela sente o hálito quente dele no seu rosto, enquanto um delicioso arrepio percorre seu corpo. A boca de Mulder encosta na dela. O toque é suave, delicado, quase um roçar. Ele a aperta mais em seus braços. Scully entrabe os lábios. Mulder, bem devagar, passa a língua dele nos lábios dela. É o suficiente para Scully abri- los mais. Mulder então, desliza sua língua para dentro da boca de Scully com sensualidade. Ela sente os joelhos fraquejarem. Nunca pensou sentir tanto desejo por um homem por causa de um único beijo. Ela aprofunda o beijo e eles exploram as bocas um do outro com avidez. Mulder a aperta contra o peito dele enquanto seus dedos entrelaçam os cabelos dela. Scully passeia as mãos pelas costas dele, sentindo os músculos firmes através do tecido fino da camiseta. Mulder interrompe o beijo e ela deixa escapar um gemido de frustração. Ele, então, começa a beijá-la por todo o rosto. Nos olhos, na boca, na face. Scully sente sua respiração ficar ofegante. Mulder traça o pescoço dela com a língua. Arrepios sucessivos passam pelo corpo dela. "Scully", Mulder fala com a respiração entrecortada, "nunca pensei que eu pudesse querer tanto alguém assim." Scully suspira de prazer. Mulder a acaricia nas costas, com as mãos subindo e descendo lentamente. Depois, toca nos seios dela com delicadeza, quase com reverência. É o suficiente para os mamilos dela ficarem rijos. Mulder percebe e os acaricia mais avidamente. Scully coloca as mãos por dentro da camiseta de Mulder, sentindo a pele quente de suas costas. Mulder a aperta mais e ela sente a rigidez dele contra seu corpo. Ela sorri feliz enquanto pensa. 'Ele me quer. Ele me quer tanto quanto eu o quero.' Ela o beija apaixonadamente. Mulder abre o zíper do vestido dela e, deslizando as mãos pelos seus ombros, deixa-o cair no chão. Ele fica maravilhado com o que vê e passa as mãos pelas costas dela, pelos seios, beijando-a com sofreguidão, ternura, tesão, amor. Scully puxa a camiseta dele para cima e ele a ajuda, levantando os braços. Depois, rapidamente, Mulder abre o fecho do sutiã de Scully. Ele toca os seios dela sentindo a pele, dessa vez sem tecido nenhum, enquanto a olha nos olhos. Eles se abraçam mais uma vez, colando seus corpos um no outro, peito com peito. Mulder se abaixa e cola sua boca no seio direito de Scully, sugando-o com prazer. Depois, faz o mesmo com o esquerdo. Scully fecha os olhos e desliza seus dedos nos cabelos de Mulder, suspirando. Mulder se ajoelha e passeia a língua pelos seios e a barriga de Scully, dando-lhe, de vez em quando, pequenas mordidas. Scully o puxa para cima e começa a desabotoar sua calça. Mulder fica surpreso e encantado com a atitude dela. Ela coloca a mão por dentro da calça dele e dá um sorrisinho malicioso. "Nossa, Mulder, isso tudo é pra mim?" Ele retribui o sorriso e fala no ouvido dela, enquanto lhe dá pequenas mordidas e lambidas na orelha. "Só pra você." Eles se beijam apaixonadamente enquanto Scully puxa a calça de Mulder para baixo. Ele tira rapidamente os sapatos e a calça. Depois, delicadamente, tira as sandálias de Scully. Ela protesta. "Mulder, assim eu fico muito baixinha." Ele não concorda com ela. "Você é linda, Scully. Perfeita." Ela sorri feliz. Eles estão quase nus agora. Scully está usando uma calcinha de renda preta e Mulder um boxer azul. Scully pega Mulder pela mão e o puxa para o quarto. Ele a para e a pega no colo. E lhe dá um longo e apaixonado beijo. Ainda se beijam quando eles entram no quarto e Mulder, com imensa delicadeza, a coloca na cama. Eles se olham ternamente. Mulder passa as duas mãos no rosto de Scully, alisando o cabelo dela. "Scully, você não imagina por quanto tempo esperei por esse momento." Ela sorri. "Provavelmente não mais do que eu." Ele ri. "Quer apostar?" Ela não responde. Começa a passar as mãos nas costas dele, sentindo-lhe os músculos fortes, até chegar no boxer. Então, com um sorrisinho maroto, começa a tirá-lo. Mulder, sem deixar de olhar para os olhos dela, começa a fazer o mesmo com a lingerie dela. Eles ficam nus. Mulder a acaricia e percebe que ela está pronta para ele. Ele se deita de costas para o colchão e a puxa para cima dele. "Você me quer, Scully?" "Mais que tudo no mundo, Mulder." Ela monta em cima dele. Eles estão juntos como nunca estiveram antes e como sempre pareceram estar. Um não estranha o corpo do outro. Eles fazem amor como se tivessem feito isso a vida inteira. Eles se beijam, se mordem, se arranham, até que, como uma grande explosão, chegam juntos ao ponto máximo do prazer. Os dois trocam um longo beijo apaixonado enquanto seus corações se aquietam e suas respirações voltam ao normal. Mulder acaricia o rosto de Scully enquanto ela alisa o cabelo dele. "Eu amo você, Scully. Mais que tudo no mundo, mais do que achava que seria capaz de amar. Você é tudo pra mim. Sem você, eu não existo." "Eu também amo você, Mulder. Você é minha própria vida. Sem você nada tem sentido." Mulder olha carinhosamente para Scully. Nunca pensou que poderia ser tão feliz. "Obrigado, Scully." "Obrigado por que, Mulder?" "Por você existir. Por fazer minha vida valer a pena. E pelo melhor aniversário que já tive." "Você merece muito mais que isso. E seus próximos aniversários serão bem melhores." "Se você estiver comigo, eu sempre terei ótimos aniversários." Ela finge ficar amuada e faz biquinho. "Você só me quer nos aniversários?" "Não, eu quero você o tempo inteiro, a vida inteira." Dizendo isso, ele a abraça e a beija com ternura. Ela corresponde e sabe que as palavras dele são verdadeiras. Eles ficarão juntos a vida inteira. FIM Espero que tenham gostado. Feedbacks são bem vindos. Beijos.