TÍTULO: STILL ORISON Autora: Vancouver Categoria: Shipper Classificação: Livre Resumo: Donnie Pfaster continua perturbando Scully... mesmo depois de morto. E só Mulder pode ajudá-la. Disclaime: Os personagens não pertencem a mim, mas a Chris Carter, 1013, FOX. Essa fic é somente para diversão dos fãs Nota da autora: É minha terceira fic. Tomara que vocês continuem gostando. Eu gosto demais quando Mulder fica preocupado pela Scully, sempre... Ah, e se vc quiser ler as outras, pode procurar nessa página, onde sempre sou bem recebida, ou eu mando anexada pra vc. e-mail: ednabarros@uol.com.br Não adianta! Desde o primeiro episódio com Donnie Pfaster ("Irresistível"), que eu o acho "o monstro da semana" perfeito para mostrar o quanto Mulder se preocupa com Scully. Então, novamente eu peço licença ao gênio Chris Carter e pego emprestada a sua idéia na história "Orison", onde vemos novamente Donnie Pfaster tentar pegar Scully. Essa história se passa logo após Mulder chegar ao apartamento de Scully e vê- la atirando em Donnie Pfaster. Mulder estava na sala, verificando com os policiais o que tinha acontecido ali. "Minha nossa! Parece que houve uma guerra aqui!", ele pensou, muito, mas muito preocupado com o que tinha acontecido com Scully. Além de toda aquela pressão psicológica em cima dela desde que pegaram esse caso, ela ainda teve que lutar com o desgraçado! E parece que não deixou barato. Tudo estava abaixo. Não tinha quase nada inteiro, principalmente, no quarto. Ele mesmo queria dar uns socos na cara daquele maluco! Mas, primeiro, iria prendê-lo, e depois fazê-lo sofrer tanto na prisão, que ele iria preferir morrer. Era só dizer aos guardas que ele atacou uma agente federal, uma colega, que eles iriam fazer o serviço. __ Parece que passou um furacão aqui. Comentou um dos guardas. Mulder estava avaliando o quanto Scully devia estar machucada. Ela não queria ir para o hospital, dizendo que estava bem. Mas, se aquela luta foi o que parece que foi, ela deveria estar, no mínimo, cheia de dores. Mas a Scully é durona. Não iria se deixar abater por uma dorzinha. Mas seu rosto estava machucado – Maldito criminoso! Mulder estava conversando com os policiais, quando viu Scully indo em direção ao quarto. __ Com licença. POLICIAL: Sim. Claro. (SCULLY fecha a janela e tira o cobertor. MULDER entra no quarto.) MULDER: Se você quiser pegar algumas coisas, nós podemos sair daqui. SCULLY: Sim. (SCULLY coloca a Bíblia de volta para fora da gaveta e olha para MULDER.) MULDER: Você não pode se julgar. SCULLY: (sentando na cama) Talvez eu não precise. MULDER: A Bíblia permite a vingança. SCULLY: Mas a lei não. MULDER: (se inclinando para perto dela) Do modo como eu vejo... ele não te deu escolha. E o meu relatório irá refletir isso... no caso de você estar preocupada. Donnie Pfaster teria certamente matado novamente se lhe fosse dado a chance. SCULLY: Ele era mau, Mulder. Eu tenho certeza disso, sem dúvida. Mas tem uma coisa da qual eu não estou certa. MULDER: O que é? SCULLY: O que estava me guiando. Ou o que... o que me fez... o que me fez puxar o gatilho. MULDER: Você quer dizer se foi Deus? SCULLY: Eu quero dizer... e se não foi? MULDER não tem resposta. Apenas olha para o lindo rosto machucado da parceira e não entende, como psicólogo, como ela ainda não desmoronou. O tempo todo ela continua firme. Mas ele sabe que uma hora ela não vai agüentar, e ele não quer deixá-la sozinha nessa hora. Ele sai do quarto, enquanto Scully arruma algumas coisas, ele continua vendo o estrago que a luta deixou. Ele até pensou: puxa, a Scully não se rendeu mesmo! Ela devia estar desesperada! Pensou, muito preocupado em não estar lá quando ela precisou. Scully saiu do quarto, já arrumada, com uma pequena mala na mão e Mulder adiantou-se para ajudá-la. __ Vamos, eu te levo pra casa. Dizendo isso, abraçou-a e envolveu-a de tal maneira para que ela não visse nem o corpo do assassino nem o estado do seu apartamento. Tirou- a de lá o mais rápido possível. Mas nem precisou de muito esforço. Ela parecia que estava em transe, e pelo que Mulder sabia de choques pós- traumáticos, ela estava prestes a entrar em um. __ Venha, Scully. Vamos descansar disso tudo. Eles foram até o carro. Mulder acomodou-a no banco da frente, e notou que ela sentou com muita dificuldade. Rapidamente ele sentou-se e dirigiu-se para seu apartamento. Durante a viagem, ambos permaneciam em silêncio. Chegando ao apartamento, ele arrumou seu quarto, enquanto Scully ela foi para o banheiro se trocar para dormir. Ela não queria conversar, e Mulder entendia isso. se sentava no sofá. Ele guardou suas revistas (o que a Scully vai pensar de mim? – ah, bobagem, ela já sabe mesmo) e quando chegou à sala, ela estava sentada no sofá, bem encolhida, já vestida para dormir com um dos seus pijamas de seda. __ Não saia daí que eu vou preparar um café. Disse ele, tentando animá-la. Scully nada respondeu. Ela só pensava no que tinha acabado de fazer. Logo ela, tão correta quanto aos procedimento, atacando um homem desarmado, já rendido por Mulder. Naquela hora não pensou duas vezes: atirou. E ainda por cima Mulder vai fazer um relatório inocentando-a! Ela estava confusa e se sentindo culpada, e não queria falar nada, remoendo tudo por dentro. E ainda por cima as dores. Seu corpo estava começando a sentir as conseqüências de seu embate com Donnie Pfaster. O homem tinha o dobro do seu tamanho e o triplo de sua força, mas ela não deu chance para ele. Lutou até as suas últimas forças. E seu corpo estava reclamando do grande esforço exercido. E ela, já sabendo, como médica, que isso ia acontecer, tinha tomado um leve calmante antes de sair de seu apartamento, só para ajudá-la a relaxar, e ele começava a fazer efeito. Sentia-se dolorida, mas, o sono iria ajudar a passar aquela noite. E graças a Deus Mulder estava com ela, ela pensou antes de dormir. Mulder voltou com o café e a cena que viu o deixou angustiado. Sua parceira, a coisa mais importante em sua vida, estava no seu sofá, toda encolhida, como que com medo de que alguma coisa a atacasse. E já estava dormindo. Ele chegou perto e tentou acordá-la, chamando-a suavemente. Nada. Ela estava em um sono profundo. Provavelmente tinha tomado um calmante, pois sua respiração estava tranqüila. Mas, com certeza, ela teria alguma reação com as coisas que aconteceram, e ele não ia mais sair do seu lado. Ele pode aproveitar o momento e observar bem sua parceira. Ele viu marcas roxas aparecendo próximo ao pescoço, nos pulsos, as marcas de feridas que as cordas haviam deixado e ele pode ver que em seu rosto haviam marcas roxas que não tinham aparecido na hora. A luta foi realmente feia! Ele pensava, enquanto acariciava o rosto de Scully. Com muito carinho, ele a pegou e a levou para o quarto, tomando o cuidado de não acordá-la, para que ela tivesse aquele momento de tranqüilidade, depois de um caso tão perturbador para ambos. Ele a colocou na cama, a cobriu e a observou durante um longo tempo, admirando sua beleza, e então voltou para a sala, acomodando-se no sofá, e ficou acordado pensando na pessoa em que todos esse anos não o abandonou, mas sempre esteve lá com ele. E ele também estaria lá com ela. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ +++++++++++++++ __ Venha cá, você não vai me escapar ! Donnie Pfaster entrou no apartamento de Mulder, atrás de Scully, que corria destemperadamente. __ Você morreu! Eu te matei! Você não pode estar vivo! Ela gritava, tentando fugir dele, que a alcançou e a agarrou por trás, pegando-a pela cintura e levantando-a do chão. __ Não adianta gritar porque ninguém vai te escutar. Eu sou o seu pior pesadelo, e nunca mais vou te deixar. Dizia ele, tentando segurá-la e rindo, mas rindo muito, do desespero que Scully transparecia. Começaram a lutar novamente, e ele a acertou várias vezes em sua cabeça, dando- lhe um soco extremamente forte, que a fez cair no chão. Finalmente, ela se cansou de lutar sozinha, pois era a terceira vez que passava a mesma situação com o criminoso, e pediu socorro: __ Mulder, socorro! Preciso da sua ajuda, Mulder! Socorro! Mulder acordou quando ouviu barulhos estranhos vindos do quarto, e quando se levantou, e escutou Scully gritando como ele nunca tinha ouvido, correu rapidamente para o quarto e viu Scully se agitando, ainda dormindo, e gritando por ele: __ Mulder, me ajuda! Onde você está? Socorro! Mulder chegou bem perto dela, segurou-a pelos braços forte, mas delicadamente, e dizia baixinho: __ Estou aqui Scully. É um sonho, nada vai te acontecer. Eu estou aqui. Enquanto dizia isso, ele a abraçava, e ela ia se acalmando. __ Eu não vou te deixar mais, Scully. Pode se acalmar, pode descansar, que ninguém vai te machucar. Scully estava despertando, e sentiu os braços fortes de Mulder envolvendo-a, e se acomodou mais ainda ele, perfeitamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mulder também a aconchegava cada vez, tentando transmitir segurança para ela, pois ela precisaria muito dali para frente. __ Você quer me contar o que houve? Perguntou ele, já sabendo que ela não diria nada. Scully não respondeu. Ficou em silêncio, ainda tremendo, pois estava começando a lembrar do sufoco que passou com aquele psicopata. __ Scully, não segure nada. Vai ser pior... vamos, fale comigo. Ela começou a chorar bem baixinho, cansada de se mostrar forte, cansada de mostrar a todos uma fachada que a estava consumindo aos poucos, e que Donnie Pfaster quebrou de vez. E depois do efeito do calmante, ela começou a sentir todos os efeitos daquela luta em seu corpo. Aquilo doeu mais em Mulder do que qualquer outra coisa. Ver Scully daquela maneira nunca foi o que ele quis, mas sabia que era o que ela mais precisava. Ela precisava saber que ele também a ajudaria, a confortaria, a protegeria, como ela sempre fez com ele. Ela também o amaria... como ele a amava. __ Mulder... Scully disse baixinho. Ele abaixou-se para escutar o que ela dizia, pois ela quase sussurrava. E ainda continuavam abraçados. __ Sim, Scully, pode falar. Ele não a soltaria por nada desse mundo. __ Obrigada ... mais uma vez... Ele entendeu isso como um desejo dela de voltar a ficar sozinha, e começou a soltá-la, preparando-se para ir embora. O frio que Scully sentiu não era só físico, mas a presença de Mulder ali aquecia também o seu espírito, fazendo-o ficar tranqüilo e seguro. __ Não, Mulder... não vá embora... fique aqui comigo, por favor. Não me deixe sozinha. Nem ela sabia porque estava pedindo isso, mas não se arrependeu. Viu a expressão de seu parceiro ficar diferente e ele novamente a abraçou, deitando- se com ela, cobrindo a ambos, fazendo com que aquela cama ficasse ainda mais confortável e maravilhosa. __ Jamais te deixarei sozinha, Scully. Sempre estarei com você. Scully então soube que Donnie Pfaster nunca mais iria perturbá-la. Nunca mais. E ambos ficaram assim, durante muito tempo, apreciando esse raro momento de tranqüilidade, depois de um caso tão difícil, principalmente para Scully. Mas Mulder não esquecia de seu pensamento em razão do sentimento que descobriu em relação à sua parceira, e que estava com muita vontade de descobrir se era correspondido. Mas, por enquanto, ficaria aproveitando esse momento em que podia estar tão perto dela, sentindo seu perfume, seu corpo, sua respiração... e desejou que esse momento nunca passasse. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ +++ Gostaram dessa fic? E-mail –me para que eu possa saber se as minhas ficas estão agradando, e para eu poder escrever outras histórias, ou as deixo mesmo no meu PC. Bye- X- bye para todos, ednabarros@uol.com.br