Título: Sonhos (parte 2) Disclaimer: Esta fanfiction não visa fundos lucrativos etc e tal. Autora: Dy Duchovny Feedback: dyduchovny@bol.com.br Classificação: 12 e três quartos (shipper!) Para melhor entendimento aconselho que se leia a parte 1 desta fic. SONHOS PARTE 2 Qual decisão Mulder? --- perguntou ela temendo o que poderia ouvir. Eu vou retirar esse chip da minha cabeça. --- disse Mulder com convicção. Mulder você não pode fazer isso. Sua atividade cerebral iria voltar a ficar irregular, você vai morr.. Eu vou morrer de qualquer jeito Scully. --- ele a interrompeu. --- É melhor que eu morra sem levar ninguém comigo. O que você quer dizer? Eu não quero matar ninguém, prefiro morrer da pior maneira do que me ver matando alguém sem poder fazer nada. Mulder você... tem certeza de que quer fazer isso? --- Scully chorava. É o certo a se fazer Scully. --- disse ele que também chorava. Eu não quero perder você Mulder. --- disse Scully abraçando- o Você nunca vai me perder Scully, meu coração sempre vai estar com você, esteja eu onde estiver. Scully não tinha forças para dizer mais nada, apenas o beijou. Ela não queria pensar naquilo, queria que tudo não passasse de um pesadelo do qual os dois logo acordariam. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxx x Os dias se passaram rapidamente. Mulder tinha acabado de sair da sala de operações. Como ele está? --- perguntou Scully aflita A operação foi um sucesso. Ele está bem. Até agora ele não apresentou nenhuma irregularidade na sua atividade cerebral --- respondeu o médico Eu posso vê-lo? Pode, mas ele ainda está sob os efeitos da anestesia. Eu acho que você devia descansar um pouco. Nós o estamos monitorando, não se preocupe. -- - disse o médico indo embora Scully entrou no quarto e viu Mulder, ele parecia dormir tranqüilamente, seu rosto tinha uma expressão calma e serena. Ela foi até ele e acariciou seu rosto levemente. Vai ficar tudo bem. --- sussurrou ela. Ela rezava para que tudo ficasse bem realmente. --- Você vai ficar bem Mulder. Ela beijou levemente os lábios dele e saiu. Decidiu seguir o conselho do médico, estava exausta, aquela semana havia sido exaustiva. Decidiu ir para casa tomar um banho e voltar em seguida, ela ainda precisava falar com seu irmão que havia saído do hospital naquele mesmo dia. Scully mal acabara de chegar em casa e foi surpreendida pela campainha. Quem é? --- perguntou ela Sou eu filha. --- respondeu Maggie O que houve mãe, está tudo bem com o Bill? --- perguntou Scully surpresa ao ver sua mãe entrar. Seu irmão está bem Dana. Eu vim aqui porque preciso conversar com você. - -- disse Maggie seriamente. O que há mãe? Eu é que perguntou Dana, o que há? O que está acontecendo? Você me disse que o Fox não tinha espancado o Bill porque queria, que ele estava sendo controlado. Eu entendo, mas o que eu não entendo é o que o estava controlando. Mãe por favor eu já expliquei isso para você e para o Bill. Dana, o Bill esteve aqui naquele dia porque eu pedi, aconteceu algo muito estranho, algo que me deixou muito preocupada. O que mãe? --- perguntou Scully Eu tive um sonho naquela noite, um sonho no qual eu acusava o Fox de ter matado você. Mãe... Foi muito real filha, por isso pedi para o Bill falar com você, já que ele estava em Washington. Eu nunca havia tido um sonho tão real. Aquilo me assustou, não quero que isso aconteça Dana. --- disse Maggie encarando Scully nos olhos. Mãe, aquilo foi só um sonho. --- disse Scully Filha, eu gostaria de falar com o Fox. Mãe, o Mulder fez uma operação hoje, e está no hospital. --- disse Scully Uma operação? Por que? --- perguntou Maggie preocupada. É uma história complicada mãe. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxx xxx Quando Mulder acordou a primeira pessoa que avistou foi Scully, ela tinha um enorme sorriso nos lábios. Estava muito feliz por vê-lo acordar bem. Oi. --- disse ele Oi. Como você se sente? --- perguntou Scully Estou bem. --- disse Mulder. Ele ainda estava um pouco sonolento por causa da anestesia. Até agora não vimos nenhuma anomalia na sua atividade cerebral. --- disse ela esperançosa. Isso é bom, talvez Krycek estivesse apenas blefando quando me falou isso. Mulder, minha mãe está aqui. --- disse Scully repentinamente. O que há Scully? Algo errado com sua mãe? --- perguntou ele preocupado Ela quer falar com você. Maggie entrou para falar com Mulder, Scully achou melhor sair um pouco. Como você está, Fox? --- perguntou Maggie Estou bem. O que há Maggie, Scully disse que você quer falar comigo. Fox eu precisava falar com você, eu tive um sonho muito esquisito já faz um tempo, este sonho me deixou muito preocupada. Continue --- falou Mulder já ansioso pelo que Maggie tinha a dizer. Fox, no meu sonho eu te acusava de ter matado a Dana. Eu sei que eu não devia ter ligado para isso, mas depois do que aconteceu com o Bill eu fiquei muito apreensiva. Você está certa em ficar preocupada, mas nada vai acontecer com a Scully. --- disse Mulder muito surpreso pelo fato de que Maggie tivera o mesmo sonho que ele. --- O chip que me controlava já foi retirado, eu não sou mais uma ameaça. Eu não quis dizer que você era uma ameaça Fox. Eu sei Maggie, eu não quis insinuar isso. Você teve esse sonho alguma outra vez? Não, só uma vez. --- disse ela Não se preocupe Maggie, foi apenas um sonho ruim. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxx Quando Scully entrou no quarto percebeu que Mulder tinha adormecido, decidiu não acorda-lo e ficou a observa-lo dormir. Mulder ao abrir os olhos percebeu Scully encostada na porta a fita-lo. Ele sorriu. Fui deixar minha mãe em casa, por isso demorei. Ela contou para você? -- - disse Scully. Sim. --- disse Mulder com a voz de quem tinha acabado de acordar Mulder, o que você acha? Eu acho que foi apenas um sonho, pode ter parecido muito real, mas não passou de um sonho ruim e de uma grande coincidência. E foi isso que eu disse para sua mãe. --- disse Mulder pensando se seus sonhos também eram uma grande coincidência. Antes de adormecer ele tinha pensado muito sobre os sonhos que vinha tendo, e estava cada vez mais confuso. Como Maggie tinha sonhado o mesmo que ele? Será que havia alguma conexão entre os dois? Essas perguntas não saiam da cabeça de Mulder. Scully consentiu com a cabeça. Você vai poder sair logo daqui. --- disse ela com um sorriso tímido Ainda bem, não agüentava mais ficar aqui nesse hospital. --- disse Mulder sorrindo alegremente Eu acho... Scully não conseguiu terminar a frase. Ela percebeu que Mulder não estava nada bem, ele estava tendo um ataque convulsivo. Mulder! --- gritou ela correndo para ajuda-lo A enfermeira que entrou no quarto para saber o que estava acontecendo se assustou com o estado em que Mulder se encontrava. Ele precisa de ajuda, agora! --- gritou Scully para a enfermeira. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxx xxxx Krycek estava nervoso, andava de um lado para o outro da sala, sabia que Mulder devia ter retirado o chip. O que não era de todo ruim, mas ele preferia mata-lo do que vê-lo morrer por causa de uma doença. O que o preocupava era que o líder do novo sindicato tinha dado a ele ordens expressas para que matasse Mulder. Krycek não esperava que Mulder retirasse o maldito chip. A porta da sala se abriu e Krycek pôde ver os olhos frios e calculistas do líder do sindicato fuzila-lo. Mulder retirou o chip não foi? --- perguntou o homem que não tinha nenhuma expressão em seu rosto, mas seu olhar denunciava o ódio que estava sentindo. Sim. – disse Krycek nervoso Você devia tê-lo matado logo. --- disse o homem. Ele irá morrer de qualquer maneira, não é preciso se preocupar. Eu lhe dei uma ordem que você não cumpriu, isso me deixa muito irritado. --- disse o homem com a mesma expressão de calma Desculpe por não ter cumprido sua ordem. O que posso fazer para reparar esse erro? --- Krycek estava começando a temer por sua vida Vá acabar o que começou, mate Mulder. Não me interessa se ele já está com um pé na cova, eu quero que você o mate. Krycek assentiu com a cabeça e saiu da sala, sabia que não podia falhar ou então estaria perdido. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxx Mulder acordou lentamente, sentia como se um caminhão tivesse passado por cima dele. Depois de uns segundos ele lembrou o que acontecera e sentiu um tristeza imensa invadir-lhe a alma. Krycek não estava mentindo. Ele viu Scully se aproximando e seus olhos se encheram de lágrimas, mas não queria deixar transparecer aquela tristeza que sentia. Fechou os olhos e deixou que ela pensasse que ele continuava dormindo. Mulder? --- ela achou que ele estivesse dormindo, mas mesmo assim decidiu falar com ele Sei que você está dormindo e provavelmente não pode me ouvir, mas mesmo assim eu quero te dizer que eu vou fazer de tudo para que você fique curado. Não vou deixar você morrer. --- Scully chorava enquanto dizia aquelas palavras. Mulder quase não conseguia mais disfarçar que não estava dormindo. Eu amo você Mulder, e não sei o que vai ser de mim se um dia você não estiver mais ao meu lado. --- continuou Scully. --- Sem você não há sentido para que eu continue vivendo. Eu não vou deixar que você morra, não vou. Ele abriu os olhos que estavam cheios de lágrimas, surpreendendo Scully, e a abraçou com força. Ambos choravam, compartilhavam a mesma dor. Eu amo você. --- disse ele beijando-a --- Eu nunca deixaria você, nem mesmo depois de morto. O silêncio prevaleceu depois disso, ficaram abraçados um confortando o outro, as palavras não precisavam ser ditas. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxx x Scully tinha ido a lanchonete para comer algumas coisa, já fazia horas que não se alimentava, ela não parava de pensar que Mulder estava piorando a cada hora que se passava, ele quase não podia falar. Isso a estava angustiando, ela não podia aceitar que nada podia fazer para ajuda-lo, as doses de fenitoína que antes haviam dado certo agora quase não ajudavam. Ela precisava fazer alguma coisa, mas não tinha idéia do quê. Ao avista-la entrando no quarto Mulder sorriu carinhosamente. Sen...ti...sua...fal....ta --- ele se esforçou para falar. Scully sorriu para ele e pegou em sua mão. Eu... a ....cho...que.... --- Mulder não conseguiu terminar a frase Não se esforce tanto Mulder, calma. --- disse Scully tentando conforta- lo. Es...tou mo..rren..do Scu..lly. --- ele disse deixando uma lágrima cair sobre seu rosto. Scully balançou a cabeça negativamente, não aceitava de maneira alguma que estava assistindo Mulder morrer aos poucos. Você vai ficar bom Mulder, os médicos estão otimistas. --- disse ela tentando sorrir, mas sua tristeza era tanta que ela achou que não tinha conseguido nem se quer mover os lábios. Você...men..te ...muito mal..Scu...lly. --- disse Mulder triste. Mulder não conseguiu dizer mais nada, mesmo fazendo um grande esforço sua voz não saia. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXxxxxxxxxxxxx xxx Algumas horas haviam se passado, Scully estava ao lado da cama de Mulder. Ele havia piorado muito, estava em um tipo de coma que os médicos não sabiam explicar. Sinto muito senhor, mas você não pode fumar aqui. --- disse a enfermeira que estava em frente ao quarto. Scully curiosa saiu para ver do que se tratava a discussão, então ela avistou uma figura familiar segurando um cigarro, com um sorriso cínico no rosto. Você! --- disse ela com raiva. Scully foi até onde o canceroso estava, sua raiva era visível. Calma agente Scully, não vim aqui matar seu parceiro ou fazer qualquer mal a ele. --- disse o Canceroso calmamente. O que você quer aqui! Já não tem o que queria? Mulder está morrendo, não era isso que todos vocês queriam? Você está bem exaltada. Posso entender por quê. --- disse ele dando uma tragada em seu cigarro. Afinal o que você veio fazer aqui? --- Scully já estava prestes a se descontrolar. Eu vim ver como Mulder estava. Você pode não acreditar agente Scully, mas me preocupo com seu parceiro, e não tenho nada haver com esse incidente com o chip. Você está certo, eu não acredito. Agora vá embora, você já viu como Mulder está. --- disse Scully Vim ajudar vocês agente Scully, não quero que Mulder morra. Tenho meios para salvar a vida dele. Scully arregalou os olhos, encarou o Canceroso, estava furiosa. Se você não me der esses meios para salva-lo agora, eu mato você. --- disse ela Não os tenho aqui, e não sei se vocês concordarão com o que vou propor. - -- disse o fumacinha, soltando fumaça. O que é que você quer? --- Perguntou ela receosa com o que iria escutar. Para salvar o Mulder é preciso implantar um novo chip em seu cérebro. Este chip vai fazer com que a anomalia cerebral, que hoje faz com que ele esteja a beira da morte, regrida. Este chip é semelhante ao outro? Você vai ter controle sobre Mulder? --- perguntou Scully Não, mas você não deve estar acreditando em mim. --- disse o Canceroso - -- Volto daqui a meia hora, estarei com o novo chip, só resta você decidir por Mulder, já que ele não pode fazer isso. Scully o viu partir, ela não sabia se devia aceitar a proposta daquele que ela sabia ser o maior inimigo de Mulder, mas não podia deixa-lo morrer. "Como seria bom se você pudesse decidir isso por mim Mulder." --- pensou ela TO BE CONTINUED Espero que tenham gostado, não se esqueçam do feedback. Esperem pela terceira parte.