" O SONHO É UMA RESPOSTA A UMA PERGUNTA QUE AINDA NÃO APRENDEMOS SEQUER A FAZER " Apto de Mulder Hegal Place Alexandria (VA) - Washington, DC. 1h45m Am Em seu apartamento, Mulder está impaciente, inquieto, andando de um lado para o outro. Seus pensamentos estão confusos. Ele não quer acreditar no acabara de descobrir, mas a confirmação veio logo em seguida : Ele não conseguia esquecer Scully! Nem por um segundo. Mulder se pegou pensando no sorriso de Scully, nos seus cabelos ruivos e cheirosos, no seu rosto angelical, no seu sorriso acanhado quando ela está tímida, no seu jeito delicado de colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha. No seu jeito mandão, autoritário e desafiador, somente ela sabia como desafiá-lo e ao mesmo tempo deixá-lo encantado com tanta beleza. Mulder não conseguia acreditar, mas era verdade. Ele estava apaixonado por Dana, pela sua parceira, foram de 7 anos de convivência .Talvez já estivesse apaixonado há muito tempo mas somente agora caíra na realidade. Ela era a pessoa mais importante da sua vida e ele não conseguia nem ao menos pensar em perdê-la. Seus pensamentos foram interrompidos pelo telefone que toca. Mulder olha para o relógio: 2h05m. Com ar de interrogação ele questiona :"Quem será a está hora?!" e atende ao telefone : _ Mulder !! Do outro lado da linha uma voz misteriosa, rouca, completamente desconhecida diz: _ Agente Mulder, preste muita atenção no que irei dizer - lhe. Em Farmington no Novo México, um homem acaba de falecer, em circunstâncias completamente estranhas. Seus olhos, sua língua e órgãos internos foram retirados aparentemente, pelo que tudo indica, através da boca. No entanto não há vestígios de intervenção cirúrgica. Nenhuma gota de sangue foi derramada em parte alguma. Não há vestígios de arrombamento, pois a porta estava trancada pelo lado de dentro. Não foram encontradas digitais além das dos ocupantes da casa. As autoridades estão sem saber o que fazer. Não existe nenhuma pista. Este caso necessita de sua atenção agente Mulder!! Os olhos de Mulder brilharam como a tempos não se via. Imediatamente veio-lhe a mente a lembrança de Albert Hosteen e a descoberta que fizera na tribo Anasazi em Farmington há 5 anos: "_ Os híbridos !!!Uma experiência malsucedida de hibridação humano- alienígena, soterrada em um vagão de trem, que quase custara- lhe a vida." Subitamente ele volta a realidade, e com uma cara de interessado diz: _ Sim ,continue ,por favor! _ Anote o endereço !! - ordenou friamente a voz misteriosa. Rapidamente Mulder pegou papel e caneta e anotou, porém quando ia perguntar mais alguma coisa, ouviu do outro lado o contato ser cortado. Intuitivamente pegou o telefone e discou o numero de Scully. Veio a sua mente: _ "Ela tornou-se indispensável para mim!!". Apartamento da Agente Scully Annapolis (MD) Washington, DC 2h30m - AM O telefone toca. Ela vira-se para o lado, olha para o relógio no criado-mudo ao lado da cama : 2:31 - AM. Acende o abajur. Em seu pensamento questiona: "_ Quem será a está hora??". Scully atende o telefone: _ Scully! -sua voz sai rouca e sonolenta. Do outro lado da linha está Mulder completamente mudo e paralisado. Perde-se em seus pensamentos : "_ Que voz linda!". Instantaneamente ele imagina Scully deitada , com o telefone perto do travesseiro dizendo: "_ Alo!" Novamente Scully diz: _ Alo?! - com certa irritação. _ Scully, sou eu ! - responde Mulder _ O que aconteceu Mulder ? Espero que seje algo muito importante? _ Sim e é ! - responde Mulder, em seu pensamento diz consigo mesmo : "Acabo de descobrir que TE AMO!!". Mas para ela, ele apenas diz: _ Temos que resolver um caso no Novo México. Um homem acaba de falecer em circunstancias muito estranhas!! _ Mulder! Alienígenas de novo ? Você sabe que horas são?? - reclama Scully com a voz mais irritada ainda. _ Sim, são exatamente duas horas e quarenta e dois minutos ! Vamos Scully ! Levante-se, arrume - se ou vamos nos atrasar. Passo aí em 1 hora no máximo!! _ Novo México!? Pelo menos posso saber que circunstancias estranhas são essas ,e, a que parte do estado nós iremos Mulder? _ Quando chegar aí te explico ! - e desligou Dana colocou o telefone no gancho novamente. Jogou a coberta de lado, espreguiçou-se e levantou com uma "cara" de sono horrível ! Pegou o roupão e foi para o banheiro perguntando-se : " _ Por que é que eu me sujeito a isso? Por que é que vou seguir o Mulder sem questionar mais uma vez?!?". Em seu apartamento Mulder estava sentado no sofá imaginando a cena: " ... Scully levantando, colocando o roupão, indo ao banheiro, lavando o rosto, escovando os dentes. Voltando ao quarto, ela abre o guarda- roupa, senta-se na cama, coloca delicadamente atrás da orelha uma mecha de seu cabelo e escolhe uma roupa." Subitamente ele interrompe seus pensamentos e diz pra si mesmo: "_ Preciso arrumar as malas!! Há um caso a ser resolvido!!" Mulder pegou o telefone discou para o aeroporto e reservou duas passagem para o Novo México. Depois foi em direção ao quarto para arrumar as malas. Enquanto dirigia o carro até o apartamento de Scully, seu pensamento centravam-se nela. Quando chegou ao apartamento de Dana, antes de tocar a campainha Mulder sentiu um súbito frio no estômago. Nunca acontecera isso antes. Ele respirou fundo, criou coragem e tocou a campainha... Scully olhou pele olho mágico da porta : era Mulder...Ela abriu e disse: _ Entre, vou pegar minha coisas e poderemos ir !!! Mulder ficou ali, parado na porta, como se fosse uma estátua. Ele contemplava a beleza de sua parceira como se nunca a tivesse visto antes. Ela se vira e diz: _ Mulder ? O que foi?? Você está bem?? _ Sim estou. Saiba que você está linda hoje!!! Toda tímida Scully diz : Obrigada!! - Mulder nunca havia dito isso a ela antes. Não dessa forma. Scully pegou as malas que estavam no chão , Mulder mais que depressa as pegou das mãos de Scully e dirigiu-se para o corredor. Ela fez uma cara de interrogação e saiu atrás dele. Ele esperou que ela fechasse a porta e deu-lhe passagem para que ela fosse na frente. Dana estava achando aquilo tudo muito estranho mas ao mesmo tempo estava gostando. Em seus pensamentos algumas perguntadas ecoavam : " O que será que aconteceu com ele??" "Deve ter batido com a cabeça!?!" " Ou será que está com febre?!?" Ela perguntou-lhe: _ Mulder , o que vamos fazer no Novo México?? Poderia explicar-me agora, bem como a que lugar nós iremos ??? _ Vamos indo ou vamos acabar nos atrasando!! No avião te explico com mais calma !! Abordo do avião 8h45m AM Scully começa a conversa : _ Será que agora serei digna de saber o que está acontecendo Mulder?? _ Claro Scully!! Ele contou a ela tudo o que a voz misteriosa havia lhe dito. Em seu pensamento uma frase ecoava insistentemente: "Será que ela percebeu?" "Será que ela percebeu?" "Será que ela percebeu?" Como uma foice Scully desfere o golpe mortal : _ Bom Mulder, eu espero que haja um mínimo de plausibilidade no que você acaba de me contar. Espero que não seje uma mera desculpa para que façamos uma "visita" a velhos conhecidos nossos. Scully diz isso após saber por Mulder que eles retornariam a Farmington, onde 5 anos atrás conheceram Albert Hosteen e há alguns meses o triste destono que ele teve, vítima de um inimigo centra o qual a ciência ainda não encontrou vitória substancial : O Câncer. A luz de acontecimentos recentes Scully esperava que Mulder não estivesse tentando encontrar algo que não existe em um fato completamente natural, ou seja a morte de Albert Hosteen. Instantaneamente a voz de Mulder saiu fria e distante: _ Já marquei com o legista local para que você faça a autopsia da vítima!! _ Tudo bem, Mulder! - responde Scully num tom amargo. Ela achou estranha a forma como Mulder estava agindo. Em seu pensamento dizia consigo mesma: _" Primeiro me trata bem, depois simplesmente me ignora! Tenho certeza que ele apenas me chamou por obrigação , por não poder fazer essa parte sozinho! Se soubesse que agiria dessa forma, não teria vindo!! " Scully ajeitou o banco, ligou o walkman , fechou os olhos e começou a ouvir WALKING AFTER YOU. Mulder estava a seu lado contemplando do canto do olho a beleza de sua parceira. Parecia-lhe um anjo ao qual os Deuses não poderiam proteger ! Seus pensamentos estavam em como dizer a Scully que aquele "maluco" a AMAVA !! Ele não sabia como, mas até o fim daquela investigação diria a ela!! Necrotério da Cidade de Farmington Novo México 10h50m - AM Fox Mulder e Dana Scully alugaram um carro e dirigiram- se imediatamente ao necrotério da cidade. O silêncio imperava. Chegando lá dirigiram-se a Adam Wattson o responsável. Adam era um homem jovem e vaidoso. Fato raro de se notar em pessoas que desempenham a função dele. Se fosse mais velho que Mulder seria por pouquíssimos anos de diferença. Porém não só a vaidade chamou a atenção de Scully, Adam era um homem extremamente atraente. Era alto, ombros largos, corpo definido, olhos azuis-acinzentados como há muito Dana não houvera notado. Mãos grandes, porém torneadas, unhas bem-feitas, seus traços eram uma miscelânea de influência européia: italiano, espanhol ou francês. Ela não sabia com certeza. Porém aquele homem despertara algo nela, algo esse que não a estava incomodando. Muito pelo contrário, Scully estava simplesmente encantada. Mulder cumprimentou Adam - o diretor e legista do necrotério - e apresentou - o a Scully: _ Prazer Srtª Scully -disse Adam enquanto contemplava a beleza de Dana. _ Igualmente! - responde Scully com entusiasmo na voz. Adam mostrou-lhes a porta da sala onde será realizada a autopsia. Eles entram, Scully na frente, Adam atrás dela e por último Mulder, que não gostou da idéia. Adam permanecia deslumbrado com a beleza de Scully. Mostrou-lhes o corpo e dirigindo-se a Dana disse: _ Será um prazer ajudá-los a investigar este caso, pois nunca vi isto na minha vida. É simplesmente inexplicável! Como alguém poderia roubar órgão internos sem abrir o corpo ou até mesmo não derrubar uma gota de sangue ?!? Espero que consigam nos ajudar a resolver este caso! _ Como já disse será um prazer ajudá-la!! - conclui enfaticamente o diretor do necrotério. Os olhos de Mulder brilharam. Não pela palavras de Adam e sim, por um súbito e incontrolável ciúmes que se instalara nele, então disse: _ Obrigado Sr. Adam - intrometendo-se na conversa -, mas podemos cuidar do caso sozinhos! disse Mulder tentando disfarçar o ciúmes que sentia mas não conseguiu. Adam nem lhe deu atenção. A esta altura Scully já percebera a ponta de ciúmes que incrivelmente acabara por deixar transparecer em sua voz o agente Mulder. Ela deu um sorriso cordial e dirigiu-se ao diretor : _ Obrigada ! Se acaso precisarmos nós o chamaremos. _ Tudo bem Srtª Scully - disse Adam enquanto pegava a mão dela e a beijou. _ Se precisar estarei a sua inteira disposição! conclui com um tom de voz quente e rouco, deu as costas e saiu. Mulder o acompanhou até a porta e a trancou. Olhou para Scully e disse: _ Parece que sua beleza incontestável acaba de arrebanhar mais um admirador! - Mulder falou isso em tom jocoso, e concluiu : _ Achei que ele não fosse deixar-nos trabalhar! Scully sorriu pois sabia que Mulder estava com ciúmes. - Vamos começar ? - disse ela já imbuída do ritual a que se seguiria a seguir. _ Sim vamos. - responde Mulder. Quando disse isto Scully já estava colocando o avental. Colocou as luvas, acendeu a luz que ficava sobre o cadáver, ligou o gravador e começou: _ Um rapaz de aparentemente 27 anos, caucasiano, mais ou menos 1,80 m de altura. Causa da morte: há múltiplas fraturas na faringe. O cadáver está sem os olhos - dizendo isso abriu a boca do cadáver - sem a língua. Vou fazer uma incisão para ver o que esta faltando dentro do corpo. _ Mulder por favor passe-me a serra! Sentindo a demora desnecessária de seu parceiro, Scully virou-se para Mulder, ele estava parado, contemplando-a, como se nunca a tivesse visto antes. Scully sentiu um fervor no rosto, ficara tímida. Quando Mulder percebeu que ela o olhava subitamente saiu do transe e disse : _ O que você quer mesmo Scully?? _ Mulder você está bem?? - perguntou ela em tom autoritário e preocupado. _ Sim estou! Apenas estava admirando seu desempenho profissional, mas o que é mesmo que você me pediu Scully? Scully balançou a cabeça e disse: _ A serra Mulder !! A serra!! Fox estava tão distraído que perguntou _ Qual??? _ Está que está perto de você !! - disse ela completamente irritada. Mulder entregou-lhe a serra . Scully franziu a testa enquanto pensava: "_ Mulder anda tão estranho ! O que será que estará acontecendo com ele ??" Continuou com seu trabalho. Abriu o cadáver , abaixou a mascara do rosto e olhou assustada para Mulder. Não havia nada lá dentro, exceto uma gosma transparente e inodoro, que instalara-se por toda a cavidade interna do cadáver. De repente Mulder aponta e diz com espanto na voz: _ Olhe aquilo Scully! Scully aproximou-se. Era oval. Parecia ter dentes e um olho. Então ela diz: _ Oh meu Deus ! Existem vários deles. Parece que estão todos mortos! Espere parece que aquele está movendo-se. O organismo estava instalado na cavidade superior da costela. Ela aproximou-se mais com a lupa na mão. A " criatura" mexeu-se como se fosse atacá-la. Scully levou um susto, deu um passo pra trás e disse: _ Jesus, está vivo!!! Mulder coloca a mão em seu ombro e diz: _ Não se preocupe, se precisar eu atiro !! - e deu um sorriso. Scully olhou para Mulder, deu um sorriso irônico e pensou : "Como se isso fosse adiantar !". O parasita era pequeno. Aparentemente não media mais que 4 cm. Ela voltou-se para o cadáver, aproximou-se do "casulo" transparente onde estava o parasita, olhou com a "lupa". Ficou parada por alguns instantes observando o parasita que se movia dentro do casulo como se estivesse sentindo a presença dela. Ela o analisou mentalmente, era pequeno, parecido com uma sanguessuga. Medida em torno de 3,5 ou 4 cm, não mais que isso. Era agressivo, sua cor era pálida. Scully pegou o bisturi que estava ao lado da maca junto com outros aparelhos de cirurgia. O parasita moveu-se mais rapidamente de um lado para o outro, como se estivesse pressentindo que Scully iria tirá-lo dali. Então Mulder rompeu o silêncio que ali se instalará : _ O que é isso Scully??? - Mulder apontou para o parasita. _ Parece uma espécime de parasita. Ele instalou-se na costela do lado esquerdo. Nunca vi nada parecido com esta espécie. Parece ser bem agressivo. Vou removê-lo para examinar melhor!! Enquanto Scully explicava para Mulder, foi passando o bisturi no "casulo" para remover o parasita. Mulder ia adverti-la pois o parasita parecia querer ataca-la, - Scully cuida... - mas Mulder nem chegou a terminar a frase, e em fração de segundos o parasita pulou no pescoço de Scully! Agarrou-se a ela. Dana desesperada começou a grita de dor, pois o parasita a estava sugando, e ela tentava puxa - lo, mas não conseguia. A dor era muito forte. Mulder ficou paralisado por alguns segundos, de olhos arregalados, olhando a cena sem saber o que e como fazer, pois enquanto o parasita sugava o sangue de Scully, ele crescia cada vez mais e ficava vermelho! Foi então que Mulder saiu do transe e agiu. Puxou o parasita com toda força e conseguiu tirá-lo, usando uma pinça. Mas mal sabia ele que este deixará na corrente sangüínea de Scully "filhotes ". Mulder o colocou em um vidro. No pescoço de Scully apenas ficara uma pequena marca, uma mancha avermelhada, em volta do pescoço. No dia seguinte: Quarto de Hotel da Agente Scully Farmington - Novo México 7h00m - Am Scully não se sente muito bem. Está com uns calafrios estranhos. Ao mesmo tempo, sente um calor imenso. A noite arrastou-se interminavelmente. Scully chegou a pensar que a refeição que fizera no restaurante estivesse estragada ou fosse o molho mexicano "caliente" que não caíra bem. Num esforço sobrenatural ela dirigiu-se a uma mini cômoda no canto inferior esquerdo do quarto, próximo ao closet e, da gaveta retira um termômetro. Ela sente o corpo pesar cada vez mais. Cada gesto resultado em um esforço sobre-humano. Sua boca esta seca. Seu corpo arde. Seus olhos começam a embaçar. Pensa ela : " _ Isto não é normal.". Alguns minutos depois, minutos estes que pareceram uma eternidade, ela retira o termômetro debaixo do braço e constata : 39,5º !! Ela Murmura : _ Oh meu Deus! Como está alta! Reunindo todas as suas forças, Scully resolve tomar uma ducha fria, para com isso ver se sua temperatura diminui um pouco. As gotas de água pareciam perfurar-lhe a pele, como agulhas impiedosas. Ela sente-se mal. Uma ânsia de vômito horrível invade-a por completo. Decide sair do chuveiro. Veste o seu roupão e senta-se no vaso sanitário, porém imediatamente levanta-se e se debruça sobre o mesmo. E vomita. Novamente. Quando olha, seus olhos que a esta altura mal mantinham-se abertos, arregalam-se ! Scully aturdida e espantada vê algo que a faz estremecer : SANGUE. Quarto de hotel do Agente Mulder Farmington - Novo México 8h30m - AM Fox Mulder acabara de adentrar seu quarto após seu cooper matinal. Hoje porém foi para clarear as idéias, quando o telefone de seu quarto toca : _ Mulder ... - murmura trêmula a voz que ele reconhece do outro lado - preciso de você., eu ... algo muito ... A voz trêmula silencia-se do outro lado e ele ouve um barulho abafado de corpo caindo. Desesperadamente Mulder dirige-se ao quarto de sua parceira. A porta está trancada. Ele joga seu corpo atlético de encontro à porta. Uma, duas, três vezes, até que na 5 vez ela cede. Ele procura por Scully. Quando dirigi-se ao banheiro, encontra seu corpo caído junto a cama em uma poça de sangue. Procura por ferimento a bala, por faca, qualquer coisa que justifique aquele sangue ali no chão. Nada encontra. Violentamente e rapidamente pega o celular e disca 911. _ Aqui é o agente especial Fox Mulder do FBI. Preciso de uma ambulância aqui imediatamente, para socorrer vitima com possível hemorragia interna, febre altíssima.Distintivo JTT 1111471... Hospital Trinity Washington,DC 20h00m - PM Ao longe vemos um homem cabisbaixo. Parece ter saído da hedionda e inútil guerra do Vietnã. Mais ao fundo é possível notar por uma janela de vidro o corpo da Agente Federal Dana Scully, respirando por um aparelho. Só ouve o insuflar de ar das máquinas realizando o essencial trabalho da respiração. Foram 15 minutos entre a equipe de para médicos chegar, socorrer Scully e levarem-na ao mais proeminente hospital da cidade de Farmington. Dali para Washington, mais 2 hora e meia num vôo em um jato fretado pelo FBI, até o hospital Trinity. Os melhores médicos do país realizaram uma bateria de exames na agente especial Dana Scully. Alguns deles já ficaram prontos, mas nada revelaram. Outros dependem de tempo. Fator que parece essencial a Scully. Perdido em seus pensamentos Mulder pergunta-se quantas vezes Scully o salvou e quantas ele a salvou. O quanto deve a ela, a seu racionalismo céptico. Quantas vezes sua ciência salvara Fox de sua insana e desmedida busca por respostas, ele pensa na recente descoberta que fizera, o porquê não notara o quanto Scully significava para ele e agora tudo parecia escorrer-lhe pelas mãos, pensa no quanto Scully perdeu por causa dele. Em sua carreira profissional, em sua vida pessoal. Nessa cruzada suicida ela perdeu a irmã, perdeu a maternidade, perdeu uma filha !! Completamente perdido em seus pensamentos torturantes, Mulder não percebe os passos sincronizados que aos poucos tornaram-se mais fortes, até que uma sombra projeta-se sobre ele e uma voz familiar faz-se ouvir : _ Tinha que ser você não é Sr. Mulder !?- diz Bill Scully Jr., irmão mais velho de Dana Scully, ele continua : _ Será que agora se dá por satisfeito ? Será que agora você a deixará morrer em paz, com dignidade ? Mulder nada diz. Encolhe-se ainda mais no banco do hospital. Seus olhos estão cheios de lágrimas. Então Bill Scully prepara-se para desferir mais uma rajada de palavras, que mais parecem balas cuspidas por uma mortal metralhadora, outra voz familiar intervém : _ Bill, por favor! Não é hora, nem lugar. - diz Maggie Scully, mãe de Dana. _ E depois, devemos respeitar a dor do Sr. Mulder. _ Abra seu coração filho. Saiba perdoar como Cristo ensinou. - diz a voz do padre McCue . - É hora de rezar por Dana, de pedir, de ter fé! _ Desculpe Bill, Sr. Mulder! - fala outra voz que Fox não reconhece. é Charle Scully, irmão mais novo de Dana. _ Nossa dor é tão grande talvez quanto a sua. Sabemos da grande amizade que Dana nutre pelo Sr., e o respeito que tem por ela. Fox nada diz. As palavras faltam-lhe. Ele apenas ouve os passos do clã Scully e do Padre McCue dirigirem-se para o quarto onde está sua parceira. Hospital Trinity Quarto da Agente Especial Dana Scully Washington,DC 02h45m - AM _ Srª Scully - fala a voz do Dr. Robert Coutourier, e continua - nós fizemos o possível dentro de nossos conhecimentos. _ O que ela tem doutor ? - pergunta Bill Scully desesperado. _ Na última hora, o quadro clínico de Dana complicou-se a um nível jamais visto antes. Ela sofre de hipovolêmia, hipertrofia, agravamentos na função renal, hipocalimia ... Nós nem sabemos como ela está viva !! _ O que vamos fazer ? - pergunta aflita Maggie . _ Sinceramente Srª Scully - diz firmemente o Dr. Robert Coutourier - Só nos resta rezar. Rezar por um milagre e ter fé. Hospital Trinity Quarto da Agente Especial Dana Scully Washington,DC 03h00m - AM Mulder aproveitou que o clã Scully momentaneamente fora até a lanchonete do hospital e foi até o quarto de Scully. Ele entrou no quarto, chegou perto da cabeceira da cama. Sentou-se ao seu lado e ficou olhando-a. A faringe de Dana estava mais inchada do que no começo. Ela estava instável, inconsciente. Ninguém soubera explicar o que estava acontecendo. Nunca viram nada parecido antes. O sistema imunológico estava bastante sensível. Praticamente inexistente. Apenas a combinação de drogas fortes fora capaz de deter aquela "infeção" até o momento. Não havia sinais de progresso do que quer que fosse aquilo. Nisso Mulder começou a passar a mão no rosto de Scully e disse bem baixinho no ouvido dela : _ Scully, está me ouvindo ??- ele teve a impressão de vê-la balançar a cabeça. Não sabia se era a realidade ou seu grande desejo que o fizera ver algo ainda não possível. Então ele continuou : _ Vou descobrir quem ou o quê fez isso com você. Pode ter certeza !! Passou novamente a mão em seu rosto e saiu. Foi em busca de respostas. Necrotério da Cidade de Farmington Novo México 7h00m - AM Mulder deixou o organismo que havia colocado no vidro logo após arrancá-lo de Scully, com suas fontes mais seguras : O TRIO INSEPARÁVEL : OS PISTOLEIROS SOLITÁRIOS = Byers, Langly e Frohike. Eles tinham meios de conseguir respostas da origem daquele "parasita" por canais não-oficiais. Fox decidiu retornar onde tudo havia começado, e assim tentar obter pistas ou encontrar algo que ele não tenha notado. Quando contou a Adam o estado de Scully, este mal agüentou-se de pé. _ Creio que compreende a necessidade que se faz aqui Sr. Adam. Preciso de toda informação possível, qualquer fato inusitado que possa me fornecer. Qualquer dado por mais insignificante que possa parecer, pode conter a salvação da Agente Dana Scully! _ Bem Sr. Mulder antes não havia correlação com estes fatos, porém agora à luz destes acontecimentos ... Que eu tenha catalogado, foram 3 vítimas em casos isolados e alternados. Basicamente um por ano. As mortes ocorreram da mesma maneira e as autoridades locais encobriram os acontecimentos tentando evitar histeria coletiva. Sabe como é a imprensa de hoje em dia. Se isso chega aos ouvidos de quem não deve já viu ! _ Quem eram essas pessoas ? - pergunta aflito Mulder. _ Um homem chamado Paul Warren, foi no caso a última vítima, e a única de que se tem registro. Os registros da autopsia de Krysty Helen e Carline Duckman foram "perdidos" no incêndio que ocorrerá aqui a um ano atrás. Só tenho o nome do legista destas duas autopsias. É o Sr. Jeff Gordon, aposentado e reside atualmente em Chicago. _ Creio que estes nomes, endereços e telefones deverão me ser muito úteis ! - disse Mulder com um pouco mais de esperança na voz. Disse obrigada e se foi. Mulder conversou com os parentes das vítimas e nada. Tudo sempre acabava em um imenso vazio. Curiosamente o ex-marido de Krysty Helen até sua morte ganhava a vida com uma pequena e mal-sortida loja de conveniência, e logo após a morte de sua esposa ele herdara uma substancial soma de uma tia moribunda. Agora possuía um moderno supermercado e uma bela casa em subúrbio de classe média alta da cidade de Houston. Existiam muitas contradições na "estória" do viúvo de Krysty, porém não havia tempo hábil para que Mulder usasse de sua "especial persuasão" e tentasse conseguir algo substancial. Quase o mesmo ocorrera com a irmã de Caroline Duckman. Uma Srª de seus 120 Kg, mal-humorada e quase monossilábica. A mulher demonstrou uma total má-vontade em responder as perguntas de Fox. O agente Mulder e sua já conhecida falta de paciência quase pôra tudo a perder, perante a morbidez demonstrada pela mulher e sua completa apatia desumana em não se importar com o que estava acontecendo. Aqui também a adversidade transparecera. Angeline Duckman era até a morte de sua irmã, uma diarista e manicure e vivia quase miseravelmente. Fantasticamente após a morte de sua irmã, Angeline teve um considerável aumento na conta bancária , justificado por um prêmio de uma "raspadinha" que ela ganhou sozinha. Agora ela reside em um bairro de classe média elegante da cidade de Dallas. A esta altura Mulder não se espantava com mais nada. O Sr. Jeff Gordon não poderia mais ser contatado. O legista aposentado, da cidade de Farmington havia suicidado-se há 3 meses. O laudo pericial da autopsia estava completamente afogado em contraversias. A morte de Jeff Gordon havia ocorrido em circunstâncias muito suspeitas. Foi encontrado dependurado com uma corda feita por lençóis em volta do pescoço. Havia se enforcado no seu escritório. As fotos que haviam sido tiradas do local faziam ecoar dúvidas gritantes : Se o homem havia se suicidado, como poderia a mesa de onde diziam que ele havia pulado estar tão distante, sem sinais de afastamento e arrumada. Nem marcas de sapato haviam sido deixadas na mesa. Nada. A verdade continuava lá fora, em algum lugar. Ali já haviam sido esgotadas quaisquer potencialidades. Quarto de Hotel do Agente Mulder Farmington - Novo México 23h10m - PM Mulder continuou a procurar qualquer informação que ligasse de alguma forma aquelas três pessoas. Algum fato que houvesse passado-lhe despercebido. O desespero era gritante em seus atos e gestos. De repente achou algo , todos haviam passado alguns dias em Crysmam Lake. _ Finalmente ! - sussurrou Mulder e continuo - Crysmam Lake , achei algo! Havia conforme a informação de Adam, um ano de diferença na estadia de cada uma das vítimas ali naquele lago. A coincidência era que aparentemente todos haviam ficado na mesma cabana. Instantaneamente Mulder pegou o telefone e pediu a telefonista o telefone do lago. Segundos depois ela passou-lhe o número, mas avisou que o lugar estava interditado. Ele pergunta qual seria o motivo, porém ela não soube informar. Nisso pelo canto do olho Mulder viu um vulto passar pela janela do lado de fora. Antes que saísse porta a fora o telefone tocou, ele atendeu e era a voz misteriosa : _ Agente Mulder, qual é a coisa mais preciosa que tem nesta vida ? _ A coisa mais preciosa que tenho ? - ele murmura : _ SCULLY !! _ O Sr. foi descuidado. Deixou os flancos desprotegidos. Esta noite irão tirá-la de você agente Mulder. Isso exige que o Sr. reconsidere suas ações e prioridades ! - e tão repentina quanto abruptamente surgiu a voz sumiu outra vez. Do outro lado só ouvia-se o irritante barulho de linha desligada. Hospital Trinity Washington,DC 96 horas após o incidente Um enfermeiro entra no quarto de Dana Scully. Lá estão a Srª Scully e Bill. Charlie e o Padre McCue foram buscar roupas para a mãe e o irmão. O enfermeiro diz que o Dr. Robert pediu que este medicamente fosse ministrado à paciente. Ele tem o cabelo cortado como os de um militar. Tem o rosto afilado, mede cerca de 1,84m e tem corpo atlético. Nada estranho na atual onda de culto ao corpo reinante atual. O olhar do enfermeiro é frio e vazio. Assustador até. Abusando um pouco parece refletir a morte. Ele faz a aplicação e saí. Pouco mais de dois minutos após a saída do enfermeiro os aparelhos que monitoravam a agente Scully começaram a disparar. Maggie Scully bate no botão de emergência e segundos depois uma enfermeira e o Dr. Robert chegam. Bill relata a enfermeira o ocorrido e o Dr. Coutourier se assusta! Ele nada havia ordenado! Mal fechara a boca e Skinner e dois agente entram porta a dentro. _ Mas o que está acontecendo aqui? - pergunta o Dr. Coutourier irritado e continua : _ Isso é um hospital e não um campo de batalha ! _ O agente Mulder acabou de me telefonar avisando de um atentado que fariam contra a agente Scully! _ Ele de novo! Sempre chega atrasado! - fala Bill com raiva na voz. _ Bill por favor. - pede a Srª Scully tentando amenizar o clima. _ Mulder pediu que rastreassemos a ligação e ela foi feita do orelhão na recepção, logo ali. - informa Skinner. Maggie Scully relata todo o ocorrido a Skinner que põe os seus agentes a caça do suspeito por todo o hospital, enquanto Scully é levada para a UTI. Cerca de 15 minutos depois os agentes encontraram as roupas do enfermeiro em uma sala onde ficavam os instrumentos de limpeza. Nada mais revelador foi achado. Skinner deixou os agentes a postos do lado de fora com ordens expressas de não permitir a entrada de ninguém que não portasse autorização. Crysman Lake Farmington - Novo México 01h45m - AM Seguro de que Skinner conseguiria proteger sua parceira, Mulder dá seguimento a sua investigação. Chegando a Crysman Lake ele mal consegue acreditar no quê vê : A cabana estava incendiada! Qualquer pista que pudesse ser ali encontrada fora consumida pelas chamas. Sem pensar duas vezes Mulder lembra-se do vulto que vira. Lembra- se dos papéis que deixará em seu quarto no hotel. Ele entra no carro e volta em disparada para lá. Chegando ao quarto encontra-o todo revirado. Toda papelada que estava em cima da cama sumira. Nada mais restava que pudesse sustentar sua investigação. Nisso a polícia chega ao seu quarto e pede sua presença em outro lugar. Outra vez o destino estava brincando com ele. O necrotério havia sido incendiado. pior o corpo que Scully fizera a autopsia estava carbonizado ao ponto de nada mais ser possível de ser encontrado. Adam Wattson também estava desaparecido. Mais uma vez, após ter estado tão perto da verdade, tudo lhe era mais uma vez arrancado . Todas as provas sumiram. Nada mais havia ali para ele. Então seu celular toca. É Skinner: _ Agente Mulder onde está? - pergunta o diretor-assistente. _ No meio de lugar nenhum. -responde completamente desmotivado Mulder. _ Mulder, infelizmente eu não cheguei a tempo. Injetaram em Scully algo que fez seu estado progredir. A infeção estava paralisada, mas agora avança assustadoramente. Há um breve e mortal silêncio. Então Skinner prossegue : _ É melhor você vir pra cá. Ela está morrendo! Hospital Trinity Washington,DC 3h30m -AM Horas atrás Mulder nada disse. As palavras faltaram-lhe outra vez. Ele não queria acreditar na notícia que Skinner lhe dera sobre o estado de Scully. Perdido em seus torturantes pensamento Mulder não ouve os passos que aproximam-se, só percebe quando familiares vozes são ouvidas : _ Mulder investigamos o parasita que você nos deu. - fala Byers. _ Baseado naquilo que vocês nos contaram que viram em Dallas ... Bom parece uma variação daquilo que tentaram sepultar na destruição daquele prédio Federal. - diz Langly. _ O parasita não foi identificado. para ser sincero, não existe. É extraterrestre. - relata Frohike. _ Mas embalsado no que a agente Scully nos descrevera antes assemelha- se ao Câncer Negro. Porém parece algum organismo híbrido que age diferente. Enquanto o Câncer Negro parece criar um novo organismo dentro do hospedeiro, esse ao que tudo indica parece apenas alimentar- se do hospedeiro. Um silêncio sepulcral instala-se no local. Silêncio este quebrado pela voz de Byers: _ Investigamos isto através de fontes seguras Mulder. O médico que contatamos talvez seja tão qualificado quanto Scully. Talvez só não possua o vasto conhecimento adquirido por ela investigando os Arquivos X. Num ímpeto de fúria e violência, Mulder sai chutando um bebedouro em direção ao final do corredor. " Por que ela e não eu ??? " - pensa ele . " _ Eu que nada mais tenho a perder, que sou um imprestável!". Nisso ele percebe uma figura bastante familiar. Reconhece o odor desprezível daquela fumaça. Ele dirige-se violentamente à figura, quando detém-se ao constatar que o FUMACINHA não esta sozinho. Em Algum lugar Em alguma hora perdida no espaço-tempo Não existe paredes, não existem janelas. Só um infinito vão branco. O branco cerca tudo, invade em todas as direções. Nesse imenso espaço branco um ponto vermelho-branco-azulado é notado. É Scully! Não existe chão ou teto, direita ou esquerda, apenas o vazio branco imenso. Porém ela não está sozinha. De repente como mágica Scully desperta e se dá conta de quem está com ela : _ Oh meu Deus! Enfermeira Owens ! Onde está Mulder ?? Eu preciso dizer a ele. Preciso contar sobre o vírus, sobre mim, ... Sobre nós !! _ Shhhhhhh.... Calma Dana. Você ainda não fez as perguntas certas. Por que está aqui ? _ Eu não sei. Não me lembro de como vim parar aqui. Eu só sei que preciso de Mulder e ele de mim ! A enfermeira Owens olha carinhosamente para Scully. Fita-a demoradamente. Por uma eternidade infinita. _ Como saio daqui ? Por que estou com essas roupas ? Onde eu estou ? Por que me trouxeram pra cá? _ Você veio aqui para ser curada filha! Seu espirito foi mais maculado que sua carne! - fala uma voz que Scully conhece muito bem. Então a voz de Albert Hosteen prossegue: _ Sua hora ainda não é chegada. Não é hora nem tempo ainda de você comungar com os seus. Você é necessária lá - ele aponta para uma vastidão imensa de branco, onde uma forte luz branco-azulada começa a formar-se. Scully arregala os olhos. Ela não compreende como duas pessoas tão opostas estejam ali. E como e quando ela foi parar ali. Albert Hosteen foi-se há alguns meses, e a enfermeira Owens ... Nisso Hosteen estende as mãos para ela. Inconscientemente Scully pega sua mão e sente algo que lhe é familiar : seu CRUCIFIXO! Eles caminham na direção da luz. Hospital Trinity Corredor da UTI Washington, DC 3h32m - AM _ O que deseja de mim? - pergunta Mulder ao Canceroso que esta acompanhado do Caçador Alienígena. E continua : _ Veio tripudiar sob minha desgraça? _ O que eu desejo de você? - ironiza o Canceroso com um sorriso sarcástico. _ Hoje não vim para pedir Agente Mulder, mas sim para oferecer a você a verdade que buscou tão desesperadamente sobre o projeto e os homens que conspiraram para protegê-lo. _ Eu conheço seu jogo. Já conheço a verdade. Já a desmascarei. Já expus você e seus empregadinhos oportunistas. _ o quê você expôs ? O quê você viu? Ou pensa que viu? Apenas algumas peças isoladas de um todo.- rebate fria e secamente o Canceroso, e continua: _ Posso dar-lhe a cura do mal que aflige tua parceira, Mulder. _ Ela convalesce a beira da morte. Sua vida esta em suas mãos. Depende de você! - encerra o Cancerosos com uma baforada de odor pútrido. Nisso uma figura que mantivera-se calada o tempo todo, manifesta- se : _ Nem tudo morre Sr. Mulder. - fala o Caçador Alienígena soturnamente e continua: _ Assim como sua irmã, sua parceira só depende das escolhas que fizer aqui e agora. Mulder fica atônito. Será que não existem limites para estes "homens"? Até onde eles vão em nome sabe-se Deus lá do quê ? Então num suspiro de alívio Mulder diz: _ Você acha que pode convidar o demônio e pedir a ele que se comporte? _ Não obrigado! - vira as costas e caminha de volta a Byers, Langly, Frohike e ao quarto de Scully. Mas na metade do caminho vira- se e diz: _ Você não vai me fazer perdê-la! Não como fez com que eu perdesse meu pai, minha irmã, minha mãe e minha vida! Eu não preciso de você nem de seus "favores". Suma daqui antes que eu decida fazer uma limpeza! - Mulder volta-se na direção centraria, caminha, senta-se no banco do hospital, encolhe-se enquanto as duas figuras vão distanciando-se. Súbito o Canceroso vira-se e diz: _ Quem quer que consiga acalmar a consciência de um homem pode roubar- lhe a liberdade!- vira-se e desaparece na penumbra. Sozinho Mulder lamenta-se por tudo que fez a Scully e roga para que, se exista uma força superior que traga Dana de volta, e o leve. Leve sua vida insignificante. Ou será que sua vida é tão insignificante assim? A sua maneira Mulder reza!! Reza por Dana Katherine Scully. Sua parceira fiel de tantos anos. Seu único e verdadeiro amor!! Hospital Trinity Corredor da UTI Washington, DC 3h50m - AM Fox Mulder não resistiu ao cansaço. Entregou-se aos braços de Morfeu. Skinner que estava a certa distância conversando com o clã Scully e o Padre McCue, percebeu que o estranho enfermeiro aproxima, indentifica- se , entra na sala da UTI. Lá dentro ele chega perto de Scully, tira a máscara e revela-se. É Adam Wattson o diretor legista do necrotério da cidade de Farmington, que até então estava desaparecido. Ele contempla a beleza não menos admirável da paciente moribunda. Ele abaixa-se e diz no ouvido de Scully : _ Vou te salvar só porque apaixonei-me por ti! - enquanto passa a mão no rosto dela e parece aplicar-lhe algo, quando é interrompido por uma figura conhecida que sai das sombras. _ Você não podia permanecer quieto e calado, não é competente Sr. Adam !.- fala sarcasticamente Alex Krycek. Adam fica paralisado tomado pelo medo. Então Krycek continua: _ Tinha que por sua vaidade mundana e mesquinha acima do bem maior e comum não é?!? - Adam nada diz. Já sabe o que o destino reserva-lhe. Então Krycek disca uma número em seu celular e cria uma distração momentânea. Skinner e a família de Scully tem sua atenção desviada por um novo caso de acidente horrível que dá entrada ali, enquanto Krycek e Adam saem sem serem notados. _ Agente Mulder! Mulder! - chama a voz do diretor assistente Walter Skinner. _ Mulder ela quer vê-lo! Num salto ele se levanta. Esquece a dor no corpo, a indisposição, tudo some repentinamente. _ Como ela se recuperou ? - pergunta o agente Mulder. _ É um mistério. Um completo mistério. Às quatro horas e vinte minutos ela começou a dar sinais de recuperação. O quadro estabilizou-se e tudo retrocedeu. O vírus que estava no sangue dela desapareceu por completo. Seus anticorpos reagiram, suas funções vitais, temperatura, pressão, voltaram ao normal. Foi como se nada houvesse acontecido. - relata confuso Skinner. _ Foi um milagre Mulder! Os próprios médicos não consegue, explicar o que aconteceu, ou como aconteceu. Até mesmo as amostras do sangue e materiais para biopsia voltaram ao normal. Mulder nada diz. Apenas sorri como nunca sorrira nos últimos anos. Skinner acrescenta: _ Não questione Mulder. Apenas aceite. Vá vê-la. - completa o diretor assistente . Mulder caminha como uma criança rumo ao quarto de Scully. Esta embriagado de uma alegria que talvez nunca sentira . Hospital Trinity Quarto da agente especial Dana Scully Washington, DC 6h40m - AM _ Eu me sentia perdido ontem à noite. - diz Mulder e continua - mas aqui ao seu lado, sei que fiz certo, a escolha certa. Ofereceram-me uma barganha que poderia salvar a sua vida e de certo modo, também a minha. A principio eu recusei a troca, porém sai decidido a aceitar. _ Uma troca com quem Mulder? - pergunta apreensiva Scully fitando carinhosamente seu parceiro. _ Agora já não importa mais. Eu jamais aceitaria uma troca vinda dele. Não aceitei quando ele supostamente me mostrou Samantha, e não aceitaria agora. Você não merecia isso Scully. Scully toma a mão de seu parceiro e aperta-a com força. Eles entreolham-se carinhosamente e profundamente. Uma amizade que conduziu a outro sentimento forte, fiel, profundo e sincero. Mulder sente-se tomado por emoções que nunca o dominaram, antes. Sente tal qual um adolescente quando da o seu primeiro beijo. Porém ele contém-se. Apenas olha apaixonadamente . Scully por sua vez retribui. Sente o coração disparar. Seus olhos arregalam-se quando Mulder inclina-se em sua direção. Ela não sabe o que fazer. Sente-se tentada a retribuir ao que imagina que virá. Por outro lado quer fugir, teme no que tudo isso resultará. Porém é tarde demais, os lábios de Mulder já estão perto demais. Não há mais tempo hábil para fugir. Mulder apenas beija sua testa num gesto terno, meigo e fraternal. A olha profundamente, despede-se e saí pela porta. Scully permanecerá por mais alguns dias no hospital para que se tenha certeza de que nada mais resta em seu organismo. E que não vá voltar repentinamente. Ela aproveita esse tempo para pensar. Refletir se o que esta sentindo é fruto do estado frágil e delicado pelo qual passou ou se é fruto de algo que ela teima copiosamente negar. No entanto ela precisa ordenar tudo pelo que passou e saber qual direção tomar. Amanhã é um novo dia. Do lado de fora do quarto Mulder sorri como uma criança. Fato raro em sua torturada existência. Ele tomou decisões. Nada mais escapará. Ele já sabe que decisão tomará. Falará a Scully quando ela voltar recuperada ao trabalho. Amanhã é um novo dia. Duas semanas depois Apartamento de Scully Washington, DC 5h56m - AM Mulder liga para Scully. Em seu apartamento, deitada na cama ela se vira para o lado, olha a hora irritada. Hesita um pouco e a contra - gosto decide atender o telefone: _ Scully! -falou ela sonolenta e cansada. _ Scully, sou eu! - falou uma voz que ela conhecia muito bem. Era Mulder. Ele continuou: _ Por favor encontre-me em nossa sala daqui uma hora. Tenho algo muito importante pra dizer-lhe. _ Está bem Mulder ! Não é outro daqueles casos por acaso, não é !? - fala ela com ar sarcástico e continua: _ Nenhum caso de alienígena com cabeça de cenoura ou baratas comedoras de gente, Mulder !? _ Não é algo mais importante ! Aguardo você. - e desligou. Quartel General do FBI Edifício J., Edgar Hoover Porão - 20 dias depois Washington, DC 7h05m - AM Scully caminha estóicamente pelo corredor. Seus pensamentos estão confusos : " _ O que Mulder teria para dizer a ela aquela hora da manhã que fosse tão importante ?? Ela veste um tailleur azul-marinho escuro que evidencia as formas perfeitas de seu corpo. Scully está tomada por dúvidas, incertezas e temores que sempre se negara a sentir. Porém quando chega à porta do escritório ela fica atônita. _ Mulder ?! - diz Scully surpresa. O agente Mulder esta encaixotando todos os seus pertences. Ela corre os olhos pelas paredes e nada mais está lá : as fotos de ovnis, de mutações genéticas, ilustrações de aliens ... e até mesmo o pôster de Mulder aquele que diz: " EU QUERO ACREDITAR". _ Fim da linha Scully - fala Mulder com a voz embargada, e continua- Já falei com o Skinner e você será transferida para um departamento onde possa ter seu profissionalismo melhor aproveitado e reconhecido. Scully ficou paralisada sem saber o que dizer. Então Mulder continuou : _ Eu já atrapalhei demais a sua vida Scully. Esse último mês fez-me enxergar a verdade. Meu lugar nesse joguinho sórdido e caótico. Eu não quero levar ninguém comigo! -existe uma breve pausa, então ele prossegue: _ Principalmente você! Você não merece. A cena que testemunhei no Novo México com você foi a última. Scully adentra o escritório, fecha a porta delicadamente, encara incisivamente a torturada face de Fox Mulder e como uma lâmina cortante pergunta o que já sabe: _ Mulder, do que é que você está fugindo? - pergunta a agente Dana Scully enquanto olha para o ramalhete de rosas. Rosas vermelhas atiradas no lixo. Ela não ouve nenhuma resposta. Um silêncio mortal faz- se entre ambos. Então Scully caminha, pega o ramalhete de rosas e as deposita na mesa de Mulder. Ela suspira fundo, olha para Mulder que está cabisbaixo. Finalmente ela diz: _ Por que isso tudo Mulder ?? Quando é que iria me dizer ?? E como você pode conduzir minha vida ?? Tomar decisões por mim?? _ Scully , por favor não torne isto mais difícil... - fala Fox com uma voz trêmula. _ Tornar o que Mulder ? Você dedicou sua vida em busca de uma verdade. Tenazmente não teve medo de nada. Desmascarou uma conspiração envolvendo pessoas de caráter ambíguo, alienígenas e sabe-se Deus o quê mais. Enfrentou assassinos, psicopatas, seria killers, lenda, mitos que saíram como mágica das páginas amareladas pelo tempo, de livros, canibais e coisas que a ciência atual mal atreveria-se a citar. Então por que quando dá de cara com talvez a maior verdade de sua vida, não consegue encará-la, levá-la até onde ela deve ser levada? Mulder apenas ouve. A voz de Scully o tortura ainda mais. o seduz impiedosamente. Então Dana prossegue: _ Até quando pretende fugir? Até onde pretende fugir? - pergunta incisivamente Scully. Então num ímpeto, Mulder ergue a cabeça, olha firmemente pra Scully. Seus olhos estão diferentes. Cheios de esperança. Uma fagulha dela o faz atrever-se a dizer: _ Eu havia tomado decisões Scully. Só que como sempre faço tudo egoísticamente errado. Só ontem medi as conseqüências do erro em que eu continuaria persistindo. Não seria justo com você ... Scully o interrompe: _ E é justo o que você faz agora? Você está fugindo de uma suposição, de uma não tentativa. Esse é realmente você Mulder? Você está fazendo certo as perguntas certas? Súbito ela vê os olhos de Mulder brilharem como nunca antes. Ele suspira fundo. Seu olhar parece devorá-la. Então diz: _ Sabe Scully, quando você perguntou se eu nunca havia pensado em parar e viver uma vida normal? Pois eu tenho pensado! - houve uma breve pausa e então Mulder prosseguiu: _ Você é a única pessoa que consigo imaginar ao meu lado para o resto da vida! - conclui Mulder . Então ele dirige-se ao ramalhete de rosas sob a mesa, o pega nas mãos e diz: _ São para a ruivinha mais linda deste mundo, pela qual eu estou perdidamente A P A I X O N A D O!! Scully abre um sorriso maravilhoso. Olha para a face de Mulder. Seus olhos, sua boca sensual, se perde em detalhes que nunca pensara ou permitira-se deixar ser dominada antes. Tomado por outro ímpeto Mulder reúne todas as suas forças e corajosa e incisivamente pergunta: _ E então Scully aceita casar-se com este maluco "estranho"?? Decisões estão sendo tomadas hoje. Desta vez é Scully quem tomou as rédeas da situação. Ela descruza os braços, sorri, olha terna e apaixonadamente para Mulder. Caminha em sua direção e pega o ramalhete de flores. Mulder a puxa para si. Acaricia seu rosto que parece a mais bela e perfeita das porcelanas. Scully o olha timidamente. Porém ela está resoluta. Ela acaricia o rosto de Mulder, contempla sua beleza por alguns instantes. Milhares de emoções os tomam por completo. Emoções que a bela, angelical e céptica agente especial Dana Scully negara-se a sentir há um considerável tempo. Então seus rostos começam a aproximar- se um do outro. Mulder admira os olhos azuis-esverdeados de Scully, seus lábios carnudos e sensuais. E os dois não podem mais fugir. Apenas entregam-se a explosão do que nunca se permitiram. Porém quando seus lábios estão prestes a se tocar, o telefone toca ! São exatamente sete e meia da manhã. Mulder desperta assustado. Ele esta em seu apartamento, deitado em sua cama... e atrasado para o trabalho. Confuso ele atende o telefone : _ É o Mulder ! Do outro lado esta Scully : _ Novamente atrasado para a reunião Mulder ? - diz autoritariamente a voz da agente federal. _ Oi Scully! - diz desconcertado Fox, e continua : _ Chego aí no máximo em uma hora ! - então antes de desligar Mulder pergunta : _ Scully? _ Sim Mulder, o que é ? _ Por acaso você não está vestindo um tailleur azul-marinho escuro está? - pergunta Mulder intuitivamente. Do outro lado Scully emudece. Sua feições ficam ruborizadas. Ela não sabe o quê responder. Mulder conhece muito bem sua parceira e sabe que seu silêncio significa uma resposta positiva. Então Mulder interrompe o silêncio: _ Scully estarei aí em uma hora! - desliga o telefone, senta- se na cama, sorri e pensa; " - Foi tudo um sonho!? " - Levanta-se e caminha em direção ao banheiro. Na sala de reuniões do FBI, a agente especial Dana Scully fica pensativa após desligar o telefone. Pensa ela : "_ Será que ele teve o mesmo sonho ?!?" "_ Será coincidência a pergunta que ele me fez?" Em seu intimo Scully sabia que não. Epilogo Santa Fé - Novo México Residência dos Franklin 2 meses depois A casa é comum. Semelhante a milhares de lares de classe média norte-americana. A exceção aqui hoje é a tragédia que abateu a não menos comum das famílias norte americanas. Armette Franklin está desesperada. Aterrorizada é a palavra certa. Oletta Finn, a detetive da polícia, teve que esperar quase uma hora para interrogar a Srª Franklin. Os vizinhos chamaram a policiais, o barulho na residência fora infernal, literalmente falando. Quando a polícia chegou a Srª Armette Franklin estava ajoelhada em estado de choque ao lado do que possivelmente fosse, ou tivera sido, seu marido. Os Franklin eram uma família normal : Trabalhavam, freqüentavam a igreja aos domingos. Tinham dois filhos modelos : Laurie Ann E Jhon Franklin Jr. . Nada estranho havia sido notado antes, Então Oletta recomeça o interrogatório: _ Srªa Franklin, por favor fique calma. Do contrário nós não poderemos ajudá-la. Tente por favor nos relatar o que aconteceu aqui hoje. Quem fez aquilo com o seu marido? A voz da Sr.ª Franklin sai trêmula, baixa, quase inaudível: _ Eu não sei. Tudo começou quando viemos de Farmington há duas semanas. Fomos levar as crianças para visitar meus pais. Jhon certa noite saiu para comprar cigarros. Voltou tarde e no dia seguinte reclamou de dores. Como voltaríamos naquele dia insisti para que fossemos ao médico, mas ele negou-se. Somente quando chegamos aqui que notei sua aparência. Ele estava pálido, ardia em febre. Dei-lhe analgésico, pois pensei tratar-se de uma gripe, mas de nada adiantou. pedi a ele que tomasse um banho frio para ver se a temperatura adia. Ele estava queimando, sua pele estava estranha, parecia gelatinosa. _ Srª Franklin? - pergunta a detetive Oletta Finn. A mulher estava absorta, quase que em transe. Então ela suspira fundo como buscando forças no íntimo de seu âmago e prossegue: _ O telefone tocou e fui atender. Era minha mãe. Não se passou dois minutos, talvez um minuto e meio e Jhon gritou por mim. Larguei o telefone e corri para o banheiro. Então vi o sangue por toda a parte. Ele não estava lá. Havia uma trilha que levava até a sala. Foi lá que deparei me com aquilo: A pele estava derretendo e sua barriga estava parecendo a de uma gestante aos nove meses. Só que parecia gravidez gemelar, ou mais. Então vi seus olhos suplicando por ajuda. Ele havia revirado todos os móveis da sala. Nisso ele caminhou em minha direção e caiu. Então algo rasgou seu ventre e aquilo saiu de lá. Aquela coisa ... - a Srª Franklin descontrolou-se novamente. Então um policial chama a detetive Finn para informar-lhe o resultado da autopsia do legista. Por mais que o relato da Sr.ª Franklin parecesse insustentável, o fato agora viera a tona, tornava verossímil o depoimento de Armette. Segundo a autopsia preliminar, a cavidade no que antes fora o ventre do Srº Franklin foi aberto de dentro para fora e não o contrário. A detetive Oletta Finn não sabe o que dizer. Nunca antes tomara conhecimento de algo dessa natureza. ela olha a sala da residência dos Franklin e pergunta-se: " _ O que em nome de Deus poderia ter feito aquilo??" O que sobrara do corpo de Jhon Franklin era uma carcaça. Todos os seus órgãos internos sumiram. Os olhos também!! THE TRUTH IS OUT THERE. Escrito por CriXScully & Washington "Duchovny" Baseado no seriado de TV ARQUIVO X ( The X-Files) Criado por Chris Carter 1