Título: Somebody Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Categoria: UST Disclaimer: Fox Mulder, Dana Scully e demais personagens pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Sumário: O episódio piloto sob o ponto de vista de Mulder e Scully. Feedback: Importantíssimo!!! Mesmo que você não tenha gostado. Nota da autora: Como essa fic tem os pontos de vista de Mulder e Scully estarão aqui somente os fatos vividos e presenciados pelos agentes. Somebody (Depeche Mode) I want somebody to share Share the rest of my life Share my innermost thoughts Know my intimate details Someone who'll stand by my side And give me support And in return She'll get my support She will listen to me When I want to speak About the world we live in And life in general Though my views may be wrong They may even be perverted She'll hear me out And won't easily be converted To my way of thinking In fact she'll often disagree But in the end of at all She will understand me I want somebody who cares For me passionately With every thought And with every breath Someone who'll help me see things In a different light All the things I detest I will almost like I don't want to be tied To anyone's strings I'm carefully trying to steer clear of Those things But when I'm asleep I want somebody Who will put their arms around me And kiss me tenderly Though things like this Make me sick In a case like this I'll get away with it. Eu vivo sozinho. Aliás, eu sou uma pessoa solitária. Desde que eu tinha 12 anos. Desde que a minha irmã desapareceu sem deixar nenhum rastro, nenhuma pista. Meus pais se separaram desde então e, embora eu tenha vivido com minha mãe até ir para a faculdade, na Inglaterra, eu sempre fui sozinho. Tive meus amigos no colegial, na faculdade; tive amantes, namoradas, mas nunca deixei de me sentir sozinho. Eu sinto falta dela. De Samantha, minha irmã. Eu me sinto culpado pelo seu desaparecimento, embora eu não devesse me sentir assim. Eu era apenas um garoto. Uma criança. Mas ela desapareceu misteriosamente e ninguém consegue acreditar em mim. Eles a levaram, eu sei. Ela foi abduzida por seres extraterrestres. Eu não lembro como aconteceu, mas lembro de uma luz muito forte. E uma presença no quarto. Quando terminei a faculdade, meu objetivo era entrar para o FBI e tentar ajudar as pessoas. Eu consegui, eu sou agente especial do FBI e agora, encontrar Samantha é meu objetivo de vida. Não tenho vida pessoal, vivo para o meu trabalho. Mas, às vezes, sinto falta de ter alguém do meu lado. E esse alguém não é minha irmã ou minha mãe ou meu pai. Eu sinto falta de alguém pra conversar, dividir meus pensamentos, minha vida. Mas tem que ser alguém especial. Alguém que fique do meu lado e me dê apoio mesmo não concordando com minhas idéias. Alguém que me escute e que goste de conversar comigo. Alguém que me entenda, mesmo discordando de mim. Alguém que cuide de mim e que me ajude a ver as coisas sob um outro prisma. Alguém que me ame como eu sou. Acho que tudo isso é apenas um sonho. Eu jamais vou encontrar alguém que me ame sem reservas, sem pedir nada em troca. Eu sou muito complicado. Minha vida é muito complicada. Mas eu sinto falta desse alguém, dessa mulher que jamais conheci. E que provavelmente jamais venha a conhecer. Mas nem por isso deixo de sonhar com ela. Em meus sonhos ela é bonita, inteligente, honesta e contestadora. Ela discute comigo, mas continua tomando conta de mim. E me amando incondicionalmente. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxx Fox William Mulder. Ou Spooky Mulder. Como será trabalhar com alguém que tem esse apelido? Bom, é o que eu pretendo descobrir. Afinal, de agora em diante ele é meu parceiro. Quando o Chefe Blevins me designou para trabalhar com Mulder nos Arquivos X, ele me deu a impressão que queria que eu desmascarasse o trabalho dele, embora ele tenha me dito apenas que queria meus relatórios para valida-los com base científica. Eu me surpreendi quando vi Mulder pela primeira vez, afinal só o conhecia pela reputação. Ele é muito mais jovem, mais alto e mais inteligente do que eu imaginava. E infinitamente mais bonito. Não esperava encontrar um homem tão bonito assim no FBI. Ele tem o sorriso infantil e os olhos verdes mais lindos que já vi. Ei, Dana, pare com isso! Afinal ele é apenas seu parceiro. Ele deixou isso bem claro pra mim desde o primeiro dia. Ele sempre me chama Scully. Nunca Dana. Tudo bem, irei chamá-lo de Mulder, ao invés de Fox. Também, que raio de nome é esse? No nosso primeiro caso juntos, fomos ao Oregon tentar desvendar mortes misteriosas. Bom, misteriosas para Mulder. Ele vê chifre em cabeça de cavalo. Primeiro me perguntou se eu acreditava na existência de extraterrestres. Claro que eu disse não. Eu não acredito em nada que a ciência não possa explicar e deixei isso bem claro pra ele. No Oregon fomos tentar descobrir porque jovens estavam morrendo misteriosamente, sem nenhuma razão aparente, e de extraordinário, apenas algumas marcas estranhas nas costas. Claro que fiquei intrigada com o caso. Fiz perguntas, autopsiei o corpo de um macaco que estava na cova de um dos jovens mortos (Mulder insiste que não era um macaco e sim um ser de outro planeta), procurei por pistas em uma floresta, enfim, fiz minha parte. E descobri que meu parceiro é maluco. Ele come sementes de girassol sem parar (todo bem, isso é até normal) e não acredita só em extraterrestres. Mas também em conspirações governamentais. Acho que ele deve ser fácil de se enganar. Ele acredita em tudo que falam pra ele. Deve até acreditar em bicho-papão. Bom, realmente aconteceram algumas coisas estranhas. Uma perda literal de tempo (segundo Mulder), incêndio no hotel, roubo de provas e um estranho objeto de metal não conhecido encontrado no corpo em que fiz a autópsia. Aconteceu também outra coisa estranha. Apareceram marcas nas minhas costas e corri para o quarto de Mulder, assustada. Como estava me preparando para tomar banho, estava só com um robe por cima da minha lingerie. Tomei coragem e mostrei as marcas a Mulder. Quando ele, depois de um breve momento que para mim pareceu uma eternidade, falou que as marcas eram apenas picadas de mosquito, eu o abracei impulsivamente, aliviada. Ele me pareceu um pouco surpreso com o abraço, mas me abraçou de volta. Eu senti a respiração dele perto do meu ouvido, a mão dele passando suavemente no meu cabelo. Meu coração disparou de repente e me afastei dele rapidamente. Meu estômago ficou esquisito, parecia que tinha um bando de borboletas voando dentro dele. Mas claro, eu estava assustada por causa das picadas. Só pode ter sido por isso. Ele me contou sobre o desaparecimento de sua irmã. Fiquei comovida com a história. Meu Deus, ele era apenas uma criança. Consegui entender mais a cabeça dele depois disso. Tudo que ele quer na vida é encontrar a irmã desaparecida. Mulder me contou essa história depois que o abracei. Depois que senti suas mãos em meus cabelos. Depois...Dana Katherine Scully, pare já com isso! Eu não quero e não vou me apaixonar por Fox William Mulder. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxx Dana Katherine Scully. Minha nova parceira. Completamente céptica. Simplesmente não acredita em nada que a ciência não possa provar. Será que ela acredita em Deus? Afinal, a ciência até hoje não conseguiu provar que Ele existe. Eu já esperava por ela. Sabia que estava designada a trabalhar comigo e fazer relatórios sobre o meu trabalho. Claro que ela está aqui pra me espionar. Por mais que ela pareça ser uma pessoa honesta, não posso confiar nela. É minha parceira, só isso. Tenho que ser formal com ela. Nada de Dana. Vou chamá-la simplesmente Scully. Eu esperava ver uma mulher inteligente, afinal reescrever Eistein não é pra qualquer um. Mas me surpreendi quando a conheci.Ela não só é inteligente, como também é jovem, baixinha e bonita. Muito bonita. Não gosto do cabelo dela. Nem daqueles blazers enormes que quase a engolem. Mas ela é interessante. Tem os olhos azuis mais claros e bonitos que já vi em minha vida. Mais bonitos ainda que os de minha irmã. Mas não confio nela. Não posso, não devo. Contei pra ela sobre as mortes dos jovens no Oregon. Perguntei se ela acreditava em vida extraterrestre. Não foi surpresa nenhuma a resposta dela. Sabia que iria dizer que não. Além de inteligente ela também é perceptiva. Descobri isso durante nossa investigação no Oregon. Fizemos perguntas, pesquisamos, fomos procurar por pistas na floresta, no cemitério. Ela não acredita em nada. Nem naquele corpo encontrado na cova de Ray Soames. Ela não sabe o que o implante encontrado na cavidade nasal do corpo significa, mas mesmo assim acha que um dia irá descobrir. Como? Eles acabaram com todas as provas. Incendiaram o hotel, sumiram com o corpo. Mas ela continua não acreditando. Não sei se acreditou em mim quando contei a ela sobre o desaparecimento de minha irmã. Mas ao menos ela me ouviu. Pareceu ter ficado penalizada. Talvez eu deva confiar nela. Não! Eu não posso. Eu contei sobre Samantha depois que ela veio ao meu quarto no escuro (havia faltado luz), vestindo apenas uma lingerie branca de algodão por baixo de seu roupão. Ela ficou bastante assustada com as marcas encontradas nos jovens e achou que as picadas de mosquito nas costas dela também fossem as tais marcas. Ela me abraçou aliviada quando eu disse que não eram nada de mais. Por que ela fez isso? Eu não esperava por isso, mas retribuí o abraço. Senti o cheiro do cabelo dela. Ela tem o cabelo macio, o cheiro bom. Uma mistura floral e cítrica deliciosa. Pare com isso, Mulder! Ela é apenas sua parceira. Afinal, ela nem faz o meu tipo. É bonita, mas só. Eu não quero e não vou me apaixonar por Dana Katherine Scully. FIM? OU APENAS O COMEÇO? I