Autora: Luli E-mail: luli-x@bol.com.br Título: Os Sobreviventes - parte 2 Categoria: Pós colonização/Shipper Sinopse: A colonização começou. Uma batalha é travada entre os colonizadores e os aliados. Em meio a tudo isso estão os humanos: os sobreviventes. Disclaimer: Os personagens dessa história não pertencem a mim, eu sei. Pertencem a Fox, CC, DD, GA, etc. Não estou ganhando dinheiro com ela, é só para divertir os fãs. Spoilers: Requiem. Os Sobreviventes - parte 2 Algumas semanas depois, Mulder já estava totalmente habituado ao novo trabalho. Estava feliz por estar trabalhando e por estar vivendo com Scully e Katherine. Sentia-se um tanto confinado às vezes na base mas tentava não pensar muito nisso. Chegou em casa após ter ficado até tarde numa reunião do Conselho e não via a hora de ver Scully e Katy. Mas pelo menos hoje teria ótimas notícias para dar a ela. O pequeno apartamento estava escuro com excessão do quarto do bebê. Entrou e sorriu ao ver Scully sentada na cadeira de balanço cantando suavemente para a filha. _ Oi. _ disse se aproximando e abaixando-se na frente das duas. _ Oi. _ respondeu Scully beijando-o. _ Como foi a reunião? _ Tenho boas notícias. _ falou enquanto beijava a cabecinha da filha. _ É? O quê? _ Os técnicos da Ala de Comunicação esperam conseguir entrar em contato com os Pistoleiros amanhã de manhã ! Scully sorriu. _ Oh, Mulder. Tomara que dê certo! _ Ao que tudo indica vai dar sim, eles estão conseguindo atingir a frequência do comunicador deles, então amanhã provavelmente teremos notícias! Eles se abraçaram e Mulder pôde perceber o quanto aquela notícia animara Scully. _ Mulder, você não sabe o quanto eles me ajudaram quando eu estava procurando você... Eles me deram força quando eu descobri estar grávida...Eles são ótimos amigos, eu estou super preocupada com eles. _ Os rapazes não se deixariam capturar tão facilmente. _ É. _ falou ela sorrindo. _ Eu vou rezar para que tudo dê certo. Os agentes sorriram, Scully colocou a filha no berço com cuidado para não acordá-la e Mulder apagou a luz. Depois, os dois saíram do quarto abraçados. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX No dia seguinte, Mulder foi logo cedo para a Ala de Comunicação. Ao chegar lá, os técnicos já estavam tentando estabelecer contato utilizando o comunicador de tecnologia extraterrena. _ Bom dia, Mulder. _ disse Frank, o técnico chefe. _ Bom dia. E aí? Estão conseguindo captar algo? _ Por enquanto nada mas estamos quase lá. De repente ouve-se um chiado pelo aparelho. _ Parece que pegamos algo! _ falou uma mulher com um fone de ouvido. _ Vou tentar digitalizar e aumentar o volume. O chiado aumentou de volume e começou a se trasnformar em vozes... Mulder levou um susto ao constatar que era Frohike. _ Chamando base de Maryland. Chamando base de Maryland. Estão na escuta? Um técnico pegou um microfone, digitou algo no computador e falou: _ Base de Maryland na escuta. _ Graças a Deus! Aqui é Frohike, nós precisamos de ajuda. _ Frohike? É o Sean. Onde vocês estão, cara? Estamos preocupados. Mulder fez um sinal para Sean pedindo para falar. O homem lhe passou o microfone. _ Frohike? _ Mulder? _ disse Frohike surpreso. _ Sim! Eu estou aqui! _ Meu Deus, Mulder! Como você está? _ Agora estou bem. Onde vocês estão? Estão bem? _ Nós estamos nos escombros de um prédio na entrada de Maryland, Mulder. _ Por quê? O que aconteceu? _ Olha, a situação não está boa. Nós perdemos contato com vocês pois nosso rádio foi danificado num ataque depois que nosso aparelho de camuflagem foi destruído. Tivemos que nos esconder aqui para tentarmos pedir ajuda. Não sei o que podemos fazer. Além disso o Byers foi ferido. _ O tempo de conexão está acabando Mulder _ avisou Frank. Mulder assentiu e voltou a falar no microfone. _ Nós daremos um jeito, amigo. Não se preocupe. Qual é a localização de vocês? Frohike passou a Mulder as coordenadas de onde eles estavam. Depois se despediram dizendo que tentariam entrar em contato de novo no dia seguinte. O agente agradeceu aos técnicos e foi falar com Skinner. Desde que chegara ali nunca ninguém lhe tinha mencionado esse aparelho de camuflagem e ele não tinha idéia do que seria. Estava aliviado por ter falado com o amigo mas preocupado pela situação deles. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX _ Bom dia, senhor. _ disse Mulder ao entrar no escritório do Conselheiro. _ Bom dia, Mulder. Alguma novidade? Me disseram que você tinha ido a Ala de Comunicação. _ Eu consegui falar com Frohike, eles estão num prédio abandonado e ele disse que não podem voltar pois os aparelhos de camuflagem deles foram destruídos. Skinner demonstrou preocupação quando Mulder mencionou os aparelhos. _ Senhor, o que são esses aparelhos de camuflagem? _ O único meio de sair da base sem ser interceptado pelos colonizadores, Mulder. Esses aparelhos confundem os sinais de transmissões dos viajantes para a base de modo que possamos manter contato sem que captem o sinal. Possuem eletrodos que são ligados ao corpo para evitar que os sensores de calor dos colonizadores nos encontrem, entre outros modos. É regra internacional das bases que ninguém pode deixá-la sem utilizar um aparelho desses. _ E nós ainda temos algum destes aqui? _ Sim, felizmente. Os Pistoleiros estavam estudando uma forma de fazer a manutenção dos aparelhos na própria base, sem ter que pedir a ajuda dos aliados. Mas ainda faltam muitos dados. Por sorte nós estamos com três aparelhos aqui na base ainda. _ Senhor, acho que deveríamos formar uma equipe para trazer os Pistoleiros de volta. _ Teremos que fazer isso, Mulder. E logo. Sem os aparelhos de camuflagem os Pistoleiros não tardarão a ser percebidos pelos colonizadores. Vou até a Ala do Exterior ver o que eles acham. Você vem? _ Sim. Eles discutiram o assunto com o Conselho da Ala do Exterior e eles concordaram com Skinner. Teriam que formar uma equipe para ir até lá. Mulder sentia que devia ir, devia isso aos Pistoleiros... Iria trazê-los de volta. Skinner tentou demovê-lo da idéia mas não conseguiu, resolveu que também iria. A equipe seria formada por três pessoas: Mulder, Skinner e Tom, da Ala do Exterior. Mulder só não sabia como contaria isso a Scully. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX _ Não, Mulder. Eu vou junto. Não posso deixar você ir lá fora. _ disse Scully com lágrimas nos olhos. Mulder tinha contado a ela assim que chegaram em casa após o jantar. Ela estava sentada na cama olhando para ele, ajoelhado em frente a ela. _ Scully, eu preciso ir... Eu devo isso aos Pistoleiros... _ Eu vou junto, Mulder. Se você vai, eu vou. _ E a Katherine, Scully. Ela precisa de você. _ Ela precisa de você também... _ Eu vou voltar em alguns dias. Nada vai acontecer, você vai ver. Scully começou a chorar e Mulder segurou o rosto da agente com as duas mãos, aproximando-se. Encostou sua testa na dela. _ Tudo vai dar certo, meu amor. _ Mas, na outra vez, Mulder... Você custou a voltar para mim... Eu não aguentaria passar por isso de novo. _ Você não vai ter que passar por isso de novo. Nós vamos com os aparelhos de camuflagem e com um rádio sobressalente. Poderemos entrar em contato um com o outro sempre. _ Mas... _ Eu prometo que tudo vai dar certo. Eu vou voltar em poucos dias para você e a Katy. Ele sentiu as lágrimas dela molhando o próprio rosto e o agente a beijou longamente, deitando-a na cama. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Na manhã do dia da partida, Scully acordou e não se moveu. Estava deitada no peito de Mulder ouvindo o som da sua respiração tranquila. Ela acariciou os cabelos dele imaginando como poderia ficar esses dias sem Mulder, tinha se acostumado a acordar todo dia aconchegada a ele, vê-lo nas refeições, dormir junto dele... Não sabia como iria aguentar. Olhou para Mulder e viu que ele a observava sorrindo. _ Bom dia. _ Bom dia, Mulder. _ disse ela com um sorriso triste. _ O que foi? _ Eu não sei como vou aguentar ficar sem você, Mulder. Só de pensar que hoje a noite você não estará aqui comigo... _ Não será por muito tempo, Scully. Em alguns dias eu volto. _ ele falou enquanto agradava o rosto dela com os dedos_ Eu te amo, sabia? _ Eu também te amo demais. Eles se beijaram e ouviram Katherine, que chorava no quarto ao lado. Scully fez menção de levantar e Mulder a impediu. _ Espere aqui que eu vou buscá-la. Ainda é cedo para levantar. Rapidamente ele voltou com a filha que usava um macacãozinho amarelo claro. _ Olha quem estava chamando pela mamãe querendo o café da manhã! _ Oi docinho! Mulder pôs a menininha no colo da mãe. Katy mamou avidamente enquanto Mulder agradava a cabecinha dela. _ Eu vou morrer de saudades de vocês. Vocês duas são tudo para mim. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX O dia se passou rapidamente, muitos preparativos tinham que ser feitos e a hora tão temida por Scully se aproximava rápido. Mulder, Skinner e Tom partiriam ao cair da noite. Ela olhou para a filha que estava em seu colo brincando com as mãos e rindo como se nada estivesse acontecendo. A porta do apartamento se abriu e Mulder entrou com ar preocupado sem nem ao menos fechar a porta. _ Está tudo pronto, vim me despedir...Você vai comigo até a entrada, não vai? _ Claro que sim, Mulder. Só tenho que esperar a minha mãe vir aqui para ficar com a Katy. Ela ligou dizendo que estava vindo. O agente aproximou-se delas e beijou Scully nos lábios, depois pegou a filha no colo segurando sua mãozinha e beijando-a. _ Docinho, papai vai ter que fazer uma viagem mas logo estará de volta. Cuide da mamãe, está bem? A menininha olhava intensamente para o pai como se realmente entendesse o que isso significava. Mulder sorriu para a filha que retribuiu com um sorriso luminoso, depois a colocou deitada no cercadinho entregando- lhe um brinquedo não sem antes dar-lhe um beijo na bochecha rosada. _ Antes de irmos para a entrada eu preciso te perguntar uma coisa. Ele a puxou e eles sentaram-se lado a lado no sofá. _ Scully, eu te amo demais e eu não quero ir sem antes te fazer este pedido: casa comigo? _ O que? _ Casa comigo, Scully? Quando eu voltar? Ela sorriu, como se só agora se desse conta do que ele estava dizendo. Acariciou o rosto de Mulder e disse: _ Claro, amor! Claro que eu me caso com você. Eles sorriram um para o outro com os olhos cheios de lágrimas e se beijaram. _ Scully, eu só sinto não ter uma aliança para te dar, mas um dia nós daremos um jeito nisso, está bem? Ouviram um barulho na porta e viram Maggie ali parada observando a cena sorrindo com lágrimas nos olhos. _ Desculpem, eu não pude deixar de ouvir..._ disse ela sorrindo meio sem jeito. _ Tudo bem, mãe. _ disse Scully sorrindo. Ela entrou, abraçou os dois agentes e falou: _ Eu estou muito feliz por vocês. E quero ser a primeira a lhes dar um presente de casamento. Dito isso, ela levou as mãos atrás da nuca e soltou uma correntinha de ouro onde pendia a aliança de casamento do marido depois, tirou a sua própria do dedo e segurou as duas juntas em uma das mãos. _ Não, mãe. Não faça isso, você não precisa..._ disse Scully percebendo o que a mãe pretendia fazer. _ Minha filha, eu quero fazer isso e tenho certeza de que seu pai faria o mesmo. Maggie segurou as mãos dos agentes e entregou-lhes as alianças. Mulder e Scully olhavam para Maggie emocionados. _ Esse é o meu presente e do seu pai, Dana, para vocês. Eu espero que essas alianças abençoem o amor de vocês assim como abençoaram o nosso. _ Obrigado, Maggie. _ disse Mulder. _ Obrigada, mãe. _ falou Scully. Maggie sorriu, levantou-se, pegou a neta no colo foi em direção ao quarto de Katherine, que agora dormia profundamente. Scully, emocionada, olhava para as alianças. Mulder segurou a mão de Scully e deslizou o anel no dedo dela. A agente pegou a outra e colocou-a no dedo de Mulder. Os anéis couberam perfeitamente nos dedos dos dois. Ambos olharam-se nos olhos e se beijaram demoradamente sem a necessidade de palavras. Depois,foram ao quarto da filha para que Mulder se despedisse de Maggie e Katherine. Saíram do apartamento abraçados e dirigiram-se a entrada, onde teriam que enfrentar o terrível momento da despedida. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Ao chegarem na entrada, Skinner e Tom já estavam lá. Skinner, conferindo os equipamentos com os técnicos e Tom, checando os suprimentos. A entrada era uma sala enorme com uma grande porta de algum tipo de metal desconhecido a Mulder que estava fechada. Só era aberta rapidamente para permitir a entrada e saída. Membros de Conselhos de cada uma das Alas estavam lá para desejar boa sorte aos viajantes e o clima era tenso, como sempre era quando alguém tinha que deixar a base. O mundo exterior era perigoso e imprevisível. Não tinham certeza das condições que encontrariam e, além disso, não havia veículos que pudessem ser usados sem chamar a atenção dos colonizadores então fariam o percurso a pé. Skinner aproximou-se dos agentes. _ Está tudo pronto. Partimos em quinze minutos. _ dito isto, afastou-se deixando-os sozinhos para que se despedissem. Mulder e Scully abraçaram-se com força e permaneceram assim por alguns minutos. _ Mulder, promete que vai se cuidar? Não se arrisque desnecessariamente, ok? _ Claro, não se preocupe. Amanhã mesmo tentarei entrar em contato com você pelo rádio. Vou sentir a sua falta, meu amor. _ Eu também, Mulder. Volta logo, tá? Eles beijaram-se. Ambos tinham lágrimas nos olhos. _ Eu amo você. _ disse Scully. _ Eu também te amo muito. Eles foram de mãos dadas até onde estavam Skinner e Tom. Técnicos colocaram os eletrodos dos aparelhos de camuflagem nos três, que depois vestiram as mochilas de equipamentos e suprimentos. A porta começou a abrir. Scully beijou Mulder mais uma vez e entregou-lhe a foto que estava no quarto de Katherine tirada no dia do nascimento da pequena. A mesma foto que Mulder havia visto quando conheceu a casa deles. Ele sorriu agradecido e seguiu os dois homens porta a fora. A porta fechou-se e Scully voltou para o apartamento rezando para que tudo desse certo. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Ao passar pela porta, Mulder só via escuridão. Seguindo o conselho de Skinner, o agente vestiu os óculos de visão noturna e pôde começar a se localizar. Estavam em uma mata. Havia muitas árvores, a maioria caídas ou queimadas. _ Segundo as coordenadas dos Pistoleiros temos que ir para o norte. _ disse Tom. _ Em quanto tempo chegaremos à cidade? _ perguntou Mulder. _ Se continuarmos nesse passo em cerca de três horas e meia estaremos lá. _ Skinner respondeu. Continuaram andando pela mata, onde só se ouviam ruídos de insetos. Nada mais. Após uma hora e meia de caminhada começaram a ouvir ruídos como de um avião, só que mais suaves. Mulder olhou para cima e viu uma nave pairando sobre eles. Não havia luzes acesas na nave. Provavelmente não a enxergariam se não estivessem com os óculos de visão noturna. Tom fez sinal para que se abaixassem. Ficaram ali, abaixados em meio as folhagens por meia hora, até que a nave se afastou, primeiro lentamente e depois com uma velocidade extraordinária, sumindo na escuridão. _ Era uma nave sentinela. _ disse Skinner. _ Será que nos perceberam? _ perguntou Tom. _ Acho que não, só não gostei do fato de encontrar uma nave sentinela tão perto da base. Isso não é bom. Depois avisaremos a Ala de Monitoramento. Vamos, é melhor continuarmos. _ falou Skinner. _ Será que estão preparando um ataque? _ disse Mulder com medo de que a resposta fosse afirmativa. _ Espero que não. _ disse Tom, preocupado. Skinner pegou um pequeno monitor de cristal líquido e o ligou, mostrando uma espécie de radar, que rastreava todas as naves em atividade na região em que eles estavam. Os três olharam para a tela e viram os pontinhos representando naves piscando. _ Os pontos que piscam numa frequência rápida são as naves dos colonizadores e os que piscam em frequência lenta são as naves aliadas. _ explicou Skinner. _ Onde está a nave que acabou de passar por nós? _ perguntou Mulder. _ As naves sentinelas dificilmente são captadas por radares. Não está aqui. _ respondeu Tom. _ Temos cinco naves inimigas na região e quatro naves aliadas. Vamos ter que nos preparar para um possível conflito. Mulder, está vendo a posição em que estão as naves? _ Skinner falava enquanto apontava para os pontos na tela traçando trajetórias com o dedo. Mulder assentiu. Realmente, do jeito que as naves estavam posicionadas pareciam estar assumindo posições de combate. Skinner desligou e guardou o aparelho e os três continuaram andando. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Scully deixou a entrada em direção a sua casa. Sentia um aperto no coração como o que sentiu quando Mulder a deixou para ir ao Oregon. Isso parecia ter acontecido há tanto tempo... Chegou em casa e encontrou Maggie sentada na sala esperando por ela. Vendo a filha chegar, Maggie levantou-se e abraçou Dana. _ Como você está, filha? _ Ainda não sei, mãe. Ainda não sei... Katy está dormindo? _ Sim, eu já a troquei e ela está dormindo como um anjo. Não se preocupe. Scully começou a chorar. _ Mãe, eu não sei o que eu vou fazer se algo acontecer a ele. Eu não quero passar por aquilo de novo... Eu não sei se posso, se aguento... _ Psssss, tudo vai dar certo, você vai ver. Ele voltou para você, não voltou? Em alguns dias ele estará de volta e nós inclusive teremos um casamento para planejar, está bem? Maggie agradou os cabelos da filha, que chorava. _ Eu estou com medo, mãe. _ Eu sei, eu sei. Venha._ disse Maggie levando a filha até o quarto_ Deite um pouco, descanse, isso vai fazer bem para você. Quer que eu fique aqui ? Scully deitou-se mesmo duvidando se conseguiria dormir. _ Não, mãe. Não precisa. Vá para casa, qualquer coisa eu te chamo. _ Promete? Não importa que horas sejam, tá? _ Prometo. Maggie beijou a testa da filha e saiu, encostando a porta. A agente fechou os olhos pensando em Mulder. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder já tinha perdido a noção do tempo que estavam andando pela mata, agora já começavam a ver ao longe sinais da cidade. _ Skinner, acho que deveríamos acampar antes da entrada da cidade hoje. Não é seguro entrarmos lá com o dia amanhecendo. Deveríamos esperar até amanhã a noite._ falou Tom. _ Você tem razão, Tom. Amanhã a noite entraremos na cidade. _ disse Skinner. Continuaram andando até achar um lugar seguro . O agente pensava em como estariam Scully e a filha. Queria que encontrassem logo os Pistoleiros para que pudessem voltar para a base. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Scully acordou com o chorinho vindo do quarto da filha. Olhou no relógio: eram 5 da manhã,levantou-se e foi ver Katy. _ Oi docinho, está com fome? _ disse pegando a filha no colo. Sentou-se na cadeira de balanço e a amamentou. " Daqui a pouco o dia estará amanhecendo. Eles devem estar acampando."_ pensava. Após alimentar a filha, abraçou a pequena sentindo o cheirinho de bebê. _ Papai logo estará de volta, Katy. Você vai ver. Tudo vai dar certo. _ dizia mais para si mesma do que para a criança. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Os três homens passaram o dia no acampamento, descansando para a longa caminhada da noite. Se tudo desse certo chegariam lá no amanhecer do dia seguinte. No fim da tarde, reuniram-se para revisarem as rotas e coordenadas da localização dos amigos. _ Bom, entraremos na cidade assim que o sol se pôr. Iremos pelo subúrbio até a rua principal. Depois desceremos pela tubulação do esgoto até chegarmos em baixo do prédio em que os rapazes estão. _ falou Skinner. Mulder e Tom assentiram. _ Algum sinal da nave sentinela ? _ perguntou Mulder. _ Não, ainda bem. Eu chequei o radar agora a pouco e as posições em que as naves se encontravam ontem mudaram. Não me parece mais uma posição de combate. Apenas de espera. _ disse Tom. _ Isso é bom. _ falou Skinner. _ Temos que nos comunicar com a base. São quase 6 da tarde. _ lembrou Tom. _ Sim, vamos ajustar a frequência do rádio. _ falou Skinner. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Já eram quase 6 da tarde. Scully saiu correndo da Ala de Pesquisas em direção à Ala de Comunicação. Segundo todos haviam combinado, os três deveriam comunicar-se com a base todos os dias às 6. Se isso não ocorresse era sinal de que algo aconteceu a eles e uma equipe de resgate sairia. Entrou na Ala e foi logo para a sala do rádio. _ Oi Frank, já conseguiram a comunicação com eles? _ Ainda não mas estamos quase lá. _ disse ele entretido digitando códigos no computador. Ela sentou-se e ficou esperando juntamente com várias pessoas de outras alas, que também esperavam notícias dos três. De repente, o ruído que saía dos alto-falantes foi transformando-se em vozes. _ Base de Maryland, Base de Maryland, estão na escuta? Aqui é a equipe de resgate aos Pistoleiros. Era a voz de Skinner. Uma técnica pegou o microfone. _ Aqui é base de Maryland. Como estão? _ Está tudo bem, esperamos entrar na cidade assim que anoitecer. Scully está aí? A mulher passou o microfone para Scully. _ Estou aqui, senhor. _ Scully? _ era Mulder. _ Mulder, que bom ouvir sua voz! _ Também é muito bom ouvir a sua. Como estão você e Katy? _ Estamos bem, com saudades de você. _ Eu também. Dê um beijo nela por mim. _ Claro. _ Há alguém aí da Ala de Monitoramento, Scully? _ Sim, eu vou passar o microfone para a Conselheira Hawkins. Se cuida, tá? _ Pode deixar. Ela passou o microfone para a Conselheira da Ala de Monitoramento Hawkins. _ Hawkins falando. Dessa vez Tom respondeu. _ Hawkins, ontem vimos uma nave sentinela próxima a base. É bom vocês ficarem de olho. _ Entendido, Tom. Ficaremos de olho. Não se preocupem. Alguma outra atividade anormal? _ Naves em posição de combate ontem. Novas posições hoje. Mas agora de espera, ao que parece. _ Tudo bem. Frank fez sinal de que o tempo estava se esgotando. _ Temos que cortar a comunicação, Tom. Boa sorte para vocês. _ falou a técnica, que tinha pego o microfone. _ Obrigado. Dessa vez, as vozes transformaram-se em ruídos e a comunicação se desfez. Todos começaram a se retirar assim como Scully. Mais aliviada por ter falado com Mulder, mas ao mesmo tempo preocupada com a entrada deles na cidade esta noite. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder estava feliz por ter falado com Scully. Era bom ter notícias dela e de Katy. Estava escurecendo rápido, os três homens desmontaram acampamento e colocaram as mochilas nas costas, preparando-se para a incursão na cidade. Andaram por uma hora e meia e a cidade pôde ser visível. Mulder sentiu-se aterrorizado. A cidade não passava de ruínas semi-destruídas. Era como um cenário de pós-guerra. Era assustador. Andaram pelo o que teriam sido calmas ruas de subúrbio daquelas cheias de casas com um grande jardim na frente, agora montes de destroços.O agente pensou no que teria acontecido com as pessoas que moraram ali. Teriam conseguido salvar-se? Ir para uma das bases? Poderiam ter sido capturadas? Não havia como saber. Esse pensamento parecia dominar todos os homens, que andavam em silêncio, como um sinal de respeito com o lugar. Já se passavam três horas desde que começaram a incursão na cidade quando o silêncio foi quebrado por um estrondo muito forte juntamente com o que pareceu ser um terremoto. _ Corram!!! _ gritou Skinner. Mulder seguiu correndo os dois homens e os três abrigaram- se dentro do porão de uma das casas, que felizmente encontrava-se parcialmente conservado. Acharam uma pequena janela e puderam enxergar o que se passava lá fora: uma nave em chamas estava caída a alguns metros de onde se encontravam. Uma outra nave aproximou-se da primeira e disparou uma espécie de raio, que causou uma explosão. Mulder, Skinner e Tom abaixaram-se protegendo os rostos quando a janela por onde olhavam se estilhaçou e tudo tremeu ao redor deles. A nave que disparara afastou-se rapidamente. Depois disso, só podiam ouvir o barulho das chamas que consumiam a nave caída. _ Meu Deus, o que foi isso? _ perguntou Tom. _ Parece que nossos aliados destruíram uma nave dos colonizadores. _ disse Skinner _ Vocês estão bem? Tom e Mulder assentiram com a cabeça. _ Será que há mais naves na região? Os colonizadores poderão querer se vingar ..._ disse Mulder _ Você tem razão, Mulder. _ disse Tom com ar preocupado. Skinner pegou o monitor para que pudessem checar pelo radar a presença de outras naves. _ Droga, têm duas naves inimigas vindo nessa direção. _ falou Skinner_ Não é seguro sairmos daqui hoje. Teremos que esperar as coisas se acalmarem. _ Algum sinal de naves aliadas? _ perguntou Mulder. _ Não, pelo menos por enquanto. Vamos ficar monitorando o radar em todo o caso. _ respondeu Skinner. Ouviram um barulho e voltaram-se para o buraco onde antes havia o vidro da janela. Puderam ver uma das naves pousando enquanto a outra mantinha-se planando sobre o local. _ Algo me diz que isso vai ser interessante. _ falou Skinner_ Mulder, você está prestes a ver como são nossos "amigos" colonizadores. Peguem os binóculos de visão noturna. CONTINUA Please!!! Eu preciso de feedback! Me digam o que estão achando da história até agora. Próxima parte em breve!