Disclaimer: Arquivo X e seus respectivos personagens são pertencentes à Chris Carter e à Fox, esta fanfiction é totalmente sem fins lucrativos. Spoilers: all things Classificação: shipper Censura: NC-14 ( nada demais...) Sinopse: Scully faz as pazes com o passado, vive o presente e comemora o futuro. Críticas, sugestões ou qualquer comentário para: Kirsten-anderson@bol.com.br Feedbacks fazem meu dia mais feliz!!! Xxxxxxxxxxxxxxxxxx Já passava das cinco da tarde, mas o sol ainda estava de certa forma a pino. As pessoas passavam apressadas umas pelas outras, sem dar pela presença da pequena mulher de cabelos vermelhos sentada em um dos bancos da pracinha ,que adornava a entrada do imponente hospital. Ela já estava ali há algum tempo, refletindo sobre si mesma. Os acontecimentos dos últimos dias a tinham feito pensar sobre o rumo que sua vida estava tomando, sobre as escolhas que havia feito ao longo dos anos; tentando inutilmente definir o que era o certo ou o errado. Sua mente voltava no tempo , imaginando como teria sido sua vida se ela não tivesse ingressado no FBI, optando pela medicina. Ou melhor, como seria sua vida se não tivesse conhecido Fox Mulder. Sorriu. Pensar em Fox Mulder a fazia sorrir. Às vezes as coisas parecem ser tão simples, e as complicamos, criando barreiras para que nós mesmos não as ultrapassemos. _ Talvez seja hora de quebrar tais barreiras!- disse num sussurro para si mesma. Levou as mãos ao rosto abatido, numa tentativa de querer consolar a si mesma. Sentiu seu coração ficar apertado, precisava de Mulder naquele momento, só dele, do conforto de seus braços. Quando levantou a cabeça novamente, uma imagem a tirou de seus devaneios. Uma mulher magra, vestida com casaco e cabelos loiros escorridos presos em um rabo de cavalo, a cabeça coberta por um boné. Sim, era ela, a mulher misteriosa que nos últimos dias a guiara para compreender seu próprio passado. Sem hesitação, ela correu atrás daquela mulher como havia feito nas outras vezes, querendo descobrir o sentido de tudo aquilo, mas principalmente para saber aonde aquela figura misteriosa a levaria dessa vez. O que Dana Scully esperava encontrar? _ Com licença!- exclamou ela aproximando-se da mulher a passos rápidos, corridos, enquanto desviava-se das pessoas na praça. Quando com esforço conseguiu chegar perto da mulher e seus dedos tocaram o ombro da mesma, ela viu uma face masculina familiar se virar para ela e sorrir. _ Mulder?!- exclamou ela em tom interrogativo, tentando confirmar para sua razão, o que seu coração já sabia há muito tempo. ARQUIVO X; ATIVIDADE PARANORMAL; O GOVERNO NEGA TER CONHECIMENTO: " Ser ou não ser, eis a questão" ...Sobre nós dois Kirsten Anderson Apartamento 42, noite O ar frio da noite penetrava pela fresta da janela, anunciando uma possível tempestade. Mesmo assim, o clima era muito agradável para o casal que conversava no sofá da sala, ambos descalços com os pés confortavelmente postos sobre a mesinha de centro. _ Eu acho difícil de acreditar!- exclamou Mulder, enquanto bebericava um gole de chá na caneca de porcelana. _ Em quê?- indagou Scully, fitando-o com olhar curioso. _ Na parte em que eu viajei por dois dias e toda a sua vida mudou- respondeu ele, divertido. _ Você falando com Deus num templo Budista e Deus te respondendo? _ Eu não disse que Deus me respondeu, eu disse que tive uma espécie de visão. Ele continuou falando, brincando com ela. Scully limitou-se a sorrir, mais uma vez refletindo consigo mesma. Estranhando o súbito silêncio dela, Mulder perguntou: _ Que foi? _ E eu que pensei em passar o resto de minha vida com esse homem. O que eu teria perdido? Mulder suspirou. _ Eu acho que nunca saberá. Quantas vidas diferentes nós teríamos levado se tivéssemos feito escolhas diferentes, não sabemos. _ E se houvesse apenas uma escolha? As outras estariam erradas e haveriam sinais no caminho aos quais prestaríamos atenção. _ Então, todas as escolhas levariam a este momento. Uma virada errada e nós não estaríamos sentados aqui, juntos, isso já diz muito. Diz muito, muito, provavelmente mais do que nós merecemos a esta hora da noite. Ao completar suas palavras, Mulder percebeu que a parceira havia adormecido, deixando-o falando sozinho. " Mais do que eu queria esta noite com você, Dana"- pensou enquanto carinhosamente acariciava seu rosto e a cobria com um cobertor felpudo, para em seguida levantar-se do sofá. Caminhou em direção à janela e viu o quanto o céu estava escuro. _ Esta noite será longa!- sussurrou fitando a parceira adormecida. Apartamento 42, madrugada. Um raio estrondoso rasgou o céu, seguido de um trovão barulhento. O vento forte escancarou a janela da sala, fazendo Scullly tiritar de frio no sofá. Assustada com o barulho da janela se abrindo, ela chamou desesperada pelo parceiro: _ Mulder? Não obteve resposta e encolheu-se ainda mais no sofá, sentindo um terrível vazio invadir-lhe. Chamou novamente, só que dessa vez mais alto: _ Mulder? Ele despertou sobressaltado em sua cama e rapidamente dirigiu-se para sala, vestido de pijamas. _ O que foi Scully? Está bem?- perguntou ele aproximando-se dela. _ Eu...- começou ela, mas antes que respondesse, Mulder falou: _ Se assustou com a janela? Desculpe, eu acho que não estava trancada direito. Então, ele dirigiu- se para janela com o intuito de fechá-la. Scully levantou-se do sofá já procurando pelos sapatos. _ O que está fazendo?- perguntou ele enquanto trancava a janela. _ Quero encontrar meus sapatos, vou pra casa- respondeu ela. _ Ah, não! Não vai mesmo!- disse ele, aproximando- se dela e tocando sua face. Scully estremeceu. Mulder preocupou-se: _ O que houve? _ Eu estou com frio!- respondeu ela, tiritando. No mesmo instante, Mulder a abraçou forte. Ela se sentiu estranhamente segura naquele abraço e deixou-se ficar ali por alguns segundos. _ Está com sono?- Mulder perguntou baixinho no ouvido dela. Um súbito arrepio percorreu-lhe a espinha, mas Scully permaneceu imóvel. Ele a tomou nos braços e a carregou para o quarto depositando-a cuidadosamente na cama. Scully não fez nenhuma objeção, fitava-o com olhos assustados e famintos por ele. Mulder sentou-se na cama ao lado dela e suas mãos percorreram as coxas da parceira acariciando-as. Em seguida ele buscou desesperadamente pelos lábios dela, entreabrindo-os e explorando cada recanto de sua boca com a língua. Scully ofegou, mas não moveu-se. As mãos dele desceram pela blusa dela levantando-a, exibindo a lingerie de renda. Ele começou a beijar-lhe o pescoço, deslizando seus lábios para o colo alvo da parceira, que mantinha-se passiva, como se estivesse em estado de choque. _ Mulder, o que está fazendo?- ela por fim perguntou com a voz entrecortada. Mulder ergueu seus olhos verde- acizentados para ela com uma expressão indecifrável a olhos leigos, mas que para Scully fazia muito sentido. Ela então o beijou com fúria, entregando-se a todas as sensações que ele lhe despertava, quebrando barreiras que antes eram intransponíveis para os dois. A verdade já não estava mais lá fora para Mulder e Scully. Apartamento 42, manhã. Depois de uma tempestade sempre vem a calmaria. O sol começava já começava a se mostrar, apesar da leve neblina acompanhada de chuviscos gélidos. Scully espreguiçou-se delicadamente sentindo a brisa agradável que entrava pela fresta da janela do quarto. Levantou-se devagar, sem fazer barulho e dirigiu-se para o banheiro, recolhendo suas roupas espalhadas pelo chão do quarto. Lavou o rosto, vestiu-se na frente do espelho e arrumou os cabelos com as mãos. O coração batia forte, e os pensamentos fluíam livremente: " O tempo passa em momentos. Momentos que ao se voltar no passado definem o percurso de uma vida, assim como a levam para o seu final. Como é raro nós nos determos para examinar esse percurso, para ver as razões porque todas as coisas acontecem, para pensar se esse caminho que percorremos na vida somos nós quem o tomamos ou nos atiramos nele de olhos fechados. E se nós pudéssemos parar? Fazer uma pausa para avaliarmos cada precioso momento antes que ele passe. Será que poderíamos ver as infindáveis bifurcações na estrada que deram forma a uma vida? E se ouvíssemos tais opções, poderíamos escolher outro caminho?". Nada é por acaso. EXECUTIVE PRODUCERS KIRSTEN ANDERSON