FAN FICTION TÍTULO: Sexo X AUTORA: Sandra E-MAILS: sandrascaffide@yahoo.com.br DISCLAIMER: Não tenho nenhum poder sobre os personagens, seja comercial, de criação ou divulgação, portanto, não pretendo lucrar em cima desta estória. CLASSIFICAÇÃO: Shipper, MSR, NC-21 SINOPSE: Não havia nenhum caso, nenhum arquivo X, apenas anos de tensão sexual, finalmente resolvida, numa noite de sexo, contada em seus mínimos detalhes. Sexo X F.B.I. - Sala dos Arquivos X - Eu quero você, Scully! – pensava Mulder, enquanto fingia ler um arquivo antigo, mas espiava a parceira por cima do papel. Scully, alheia aos pensamentos libidinosos dele, tentava se concentrar no relatório do último caso. Apesar de estar de costas para Mulder, ela pressentia algo, uma sensação estranha, de estar sendo observada, que subia pela nuca. De repente, sentiu que não podia mais centrar seu pensamento, estando ali ao lado do parceiro. Já havia algum tempo que ela ficava incomodada na presença dele. Ela não sabia bem o porquê, afinal ele sempre fôra seu melhor amigo, e companheiro de todas as horas. Porém, ultimamente, se sentia desconfortável quando ele a olhava, pois seu olhar parecia diferente. Ele não olhava mais para ela, mas para dentro dela. - Mulder, eu estou um pouco cansada! Acho que vou terminar este relatório em casa. O Skinner só vai querê-lo na segunda-feira mesmo... - Hã?!!! Ah, ok, Scully, como quiser. Ele não escondeu sua decepção por ela estar indo embora. Era sexta-feira, e eles ficariam sem se ver durante o fim de semana. Seriam dois dias de tortura. Enquanto ela arrumava sua pasta, ele ficou observando os contornos do seu corpo. Não dava pra ver muita coisa com aquele terninho que ela usava, mas a imaginação dele era fértil. Ele conseguia vislumbrar, embaixo de toda aquela roupa, um corpo maravilhoso delineado por uma pele branca e macia. - Bom, eu vou indo, Mulder. Bom fim de semana! Até segunda! Como não conseguia pensar em nada pra evitar que ela partisse, se conformou. - Pra você também, Scully, até segunda. E ficou assistindo o desejo de sua paixão sair pela porta afora. Apartamento de Mulder – sábado de manhã Ele acordou perto da hora do almoço. Há muito tempo não dormia assim, lascivo, tranqüilo, sem pesadelos... O primeiro pensamento que lhe veio à mente foi a parceira. Ele havia sonhado com ela, e percebeu que uma parte de seu corpo era a única que não estava relaxada. Isso acontecia sempre que ele pensava em Scully, e andava ocorrendo com muito mais freqüência do que ele desejava. Nos últimos tempos, não raro, ele tinha que buscar algum objeto que pudesse cobrir-lhe o baixo-ventre, quando olhava mais atentamente para ela, ou sentia o delicioso perfume dos seus cabelos. Ele andava pensando nela, não mais como parceira, mas como mulher... Levantou-se, e foi tomar uma ducha fria. Ele precisava fazer algo a respeito, não podia continuar assim. Aquele tesão que andava sentindo por ela, recentemente, estava fazendo desmoronar suas estruturas, e aquele gozo reprimido, ainda ia subir-lhe ao cérebro!!! Colocou seu jeans e camiseta preferidos, respirou fundo, e partiu para o ataque: ligou para Scully. - Alô? Scully, sou eu! - Mulder? Aconteceu alguma coisa? - Não, nada. É que eu estava pensando se você não gostaria de almoçar comigo hoje! Nós somos amigos há tanto tempo, e nunca saímos juntos, a não ser a trabalho... - Bom, eu estava preparando o almoço... você não quer vir aqui almoçar comigo? - É uma ótima idéia! Até daqui há pouco! E desligou o telefone, ansioso por ver aqueles olhos azuis de novo. Apartamento de Scully – pouco depois... Mulder bateu na porta com uma certa insistência. De lá de dentro, ouviu a voz macia de Scully. - Um momento, eu já estou indo... Quando a porta se abriu, ele olhou para ela, medindo-a dos pés à cabeça. Ela se sentiu um pouco desconfortável com seu olhar. Estava trajando uma blusa de tecido leve, saia e sapatos de salto. Será que ela nunca relaxava, nem no conforto da própria casa? - Entre, Mulder, pode ficar à vontade, enquanto eu termino o almoço. - Olha lá! Se é pra ficar à vontade, eu já vou arrancando a roupa aqui mesmo, na sala!!! – zombou, como era do seu feitio. Scully corou. - Não tão à vontade assim, Mulder! – disse, e foi para a cozinha, deixando-o só. Ele enfiou as mãos nos bolsos, e começou a fazer um "tour" pela sala, olhando cada objeto que havia ali. Permaneceu por mais tempo nas fotografias dos porta-retratos. Havia uma foto dos pais de Scully, uma com toda a família, e outra dela só com os irmãos: Bill e Melissa. Ao lado, Mulder deixou-se arrebatar por uma Scully, ainda menina. Uma criança linda, de pele alva e cabelos acobreados. Despertou do encantamento, quando ouviu a voz dela: - Você quer beber algo? – gritou da cozinha. - Não, obrigada, Scully. Depois, pensou: Hoje eu preciso estar totalmente sóbrio! E na cozinha... Ela estava entretida colocando alguma coisa no forno. Mulder chegou, sem fazer barulho, no exato momento em que ela se inclinava para alcançar a grade de baixo. Ele, então, pôde ver o contorno de seu quadril, e imaginar, em pensamento, seus contornos exuberantes. Sua vontade era senti-lo com as próprias mãos, mas a hora não era apropriada. Ele não podia assustá-la com uma atitude tão incomum entre eles. Ela levantou o corpo, e começou a mexer em uma panela que estava sobre o fogão. Quando ia colocar uma colherada de molho na boca, para experimentar o tempero, sentiu a respiração quente de Mulder, próximo ao seu pescoço. Pulou de um sobressalto, e acabou queimando levemente o lábio superior, soltando um gemido. - Desculpe, Scully, eu não queria te assustar!!! - Não foi nada, Mulder. É que eu não ouvi você chegar. - Você se queimou? - Não. Estou bem. - Posso te ajudar? - Hum... você pode colocar os pratos na mesa. Estão naquele armário em cima da pia. - Ok, é pra já. Mulder disfarçou seu arrebatamento momentâneo, e Scully, seu constrangimento, mas não restava a menor dúvida de que ambos haviam ficado sensivelmente perturbados pelo sutil evento de minutos atrás... Ele colocou rapidamente os pratos sobre a mesa, e pediu licença para usar o banheiro. Precisava se refrescar porque, por muito pouco, não a agarrou pela cintura, e beijou aquele delicado pescoço. No banheiro... - Hummm! Banheira de hidromassagem! Desde quando Scully tem uma? Eu não me lembro de ter visto isso, na última vez que entrei aqui! – pensou, ao deparar com a deslumbrante peça de louça azul. Não conseguiu deixar de se imaginar lá dentro, junto com Scully, desfrutando da água morna e acolhedora, a fazer sexo selvagem com ela. Mas, logo procurou se distrair, repreendendo a si próprio, em pensamento: - Caramba! Eu vim aqui pra me refazer, e acabei ficando pior do que estava antes!!! Ei, você aí embaixo! Se aquieta, pelo amor de Deus!!! E jogou bastante água fria no rosto, até que se sentiu recuperado. Depois... Eles almoçaram, e riram muito com as piadas de Mulder. Ele gostava de ouvir o riso dela. Era franco, espontâneo, e iluminava seu rosto. Scully lavou os pratos, e Mulder os enxugou. Depois, foram para a sala assistir uns filmes que ela havia pego na locadora, aquela manhã. Ambos optaram por sentar no tapete, apoiando as costas no sofá. Apagaram a luz, arrancaram os sapatos, e colocaram a primeira fita, depois mais uma, e ainda restava uma última. Era um filme de amor, do jeitinho que Scully gostava. Mulder dava preferência aos de ação mas, desta vez, talvez o tema facilitasse as coisas entre eles, mais adiante. O filme chamava-se "Caminhando nas nuvens", e se passava no fim da grande guerra. Era a história de uma descendente de italianos, que engravidara na cidade, e cujo pai da criança não quisera assumi-la, e desaparecera. Sua única opção era voltar, com o filho no ventre, para a fazenda da família, de cultivo de uvas, chamada "Las Nubes". Dentro do trem, no caminho de volta, ela conhece um soldado que voltara da guerra e, entre vários encontros e desencontros, ele acaba por acompanhá-la à casa dos pais. Apesar de casado, ele resolvera ajudá-la, fingindo ser seu marido e pai da criança, e depois que tudo estivesse esclarecido, partiria para viver sua vida. Na realidade, ele mal conhecia sua verdadeira esposa, pois se casara muito depressa, e logo partira para a guerra. Em seu retorno, eles mais pareciam dois desconhecidos. - Eu não sei se faria o que ele fez por ela! – comentou Mulder, pensativo. - Seria muito difícil algum homem, hoje em dia, agir dessa maneira... mas que é muito romântico, a lá isso é! – devolveu Scully, e emendou – Eu me apaixonaria por um homem assim! Mulder quase ficou enciumado. Ela queria uma pessoa romântica ao seu lado, e ele não sabia se poderia corresponder a esse desejo. Continuaram vendo o filme. Em determinado momento, ela está amassando as uvas com os pés numa imensa tina, junto com outras mulheres da fazenda, e ele a olha, extasiado com a beleza de seu rosto, e o contorno de suas pernas, sensualmente manchadas de cor de vinho. Então, acontece o inevitável. Ele a carrega para o quarto, e a beija desesperadamente, esfregando-se em seu corpo, molhado pelo suor, e pelo sumo das frutas. Mulder olhou para Scully, e ela estava com lágrimas nos olhos, visivelmente emocionada. Sua respiração estava acelerada. Ele sentiu que aquele era o momento. Ele não sabia como seria a reação dela, mas, resolveu arriscar. Num gesto rápido, puxou-a para perto de si, e começou a beijá- la, da mesma forma desesperada que o soldado do filme beijava a moça. Ao contrário do que imaginava que pudesse acontecer, ela retribuiu, receptiva e calorosa. Sem perceber, e sem dizer palavra alguma, ambos levantaram e, de mãos dadas, dirigiram-se para o quarto. Quando se deram conta, estavam lá, um em frente ao outro. No quarto... Eles apenas se olharam, e não era preciso dizer mais nada. Mulder, lentamente, foi desabotoando a blusa de Scully, para revelar parte de seus seios, que saltavam para ele, convidativos. Por sua vez, ela levantou-lhe a camiseta, e ele ajudou-a, suspendendo os braços. Era mais uma peça de roupa que ia parar no chão. Enquanto ele derrubava, com os dedos, as alças do soutien rendado, pelos braços dela, ela lhe abria o botão da calça, abaixando-a, agora, com mais pressa. Ele chutou, rapidamente, o jeans para o lado. A pressa era dele também. Mulder passou suas mãos pelas costas de Scully, até alcançar o fecho da lingerie, e desprendê-lo. No mesmo instante, começou a explorar-lhe os seios, tocando-os gentilmente. Ao atingir o centro, brincou com os mamilos intumescidos entre os dedos. Scully deu um leve gemido de prazer. Ela subiu suas mãos pelo peito forte e musculoso, sentindo cada espaço, cada curva, cada relevo rijo. Alcançou o pescoço e, acariciou-lhe a nuca, deixando que os cabelos macios dele penetrassem entre seus dedos. Ele não pôde evitar o arrepio que tomou conta de sua espinha dorsal. Com furor, abriu o zíper da saia dela, deixando-a cair ao solo. Em seguida, ele pegou-a nos braços, e a levou para a cama, devorando-lhe a boca, freneticamente, no caminho. Colocou-a em cima dos lençóis macios de cetim, e deitou-se sobre ela. Começou a beijar cada pedacinho de seu rosto: a testa, as pálpebras, toda a extensão do nariz até a ponta, as bochechas, o queixo, o pequeno espaço curvo acima da boca. Os cabelos ruivos dela se espalhavam pelo travesseiro, e os dele ainda recebiam as carícias das mãos dela. Mulder uniu seus lábios aos dela novamente, explorando, com a língua, toda a parte interna, atrás dos dentes, do céu da boca, até as laterais macias e carnudas. Suas línguas principiaram um balé sensual, percorrendo uma a superfície da outra, em movimentos rápidos e precisos. Enquanto isso, sem demora, ele arrancou sua própria roupa de baixo. Depois, iniciou a descida exploratória pelo corpo de Scully. Primeiro, o pescoço do qual devorou, avidamente, todos os espaços, lambendo, chupando e beijando até chegar ao peito. Com a ponta da língua, percorreu as curvas dos seios, chegando ao meio, onde ficou por vários minutos, brincando com os mamilos rijos e quentes, girando em torno deles numa movimentação ritmada e excitante. Scully gemeu novamente. Não satisfeito, permaneceu mais algum tempo por ali, beijando-os e sugando-os com ânsia e volúpia. Continuou a explorar o corpo da mulher amada, com boca, dentes, e língua. Suas mãos acompanhavam, deslizando-se pela cintura, até atingir a lateral das nádegas e, depois, a parte mais carnuda. Apertou-as com ímpeto, o que fez Scully soltar um suspiro de excitação. Ele percebeu que estava no caminho certo. Beijou-lhe o umbigo, sensualmente, enquanto, com os dedos ligeiros, descia a lingerie rendada que cobria a púbis, revelando o triângulo de pêlos acobreados. Todo aquele passeio sexual, e as sensações táteis que a pele macia dela lhe transmitia, fizeram seu membro enrijecer rapidamente, mas, agora, ele não tinha mais pressa. Queria continuar a viagem, degustando cada momento com calma, como se fosse o último, não deixando escapar nenhum centímetro da pele branca de Scully. Com a boca, sentiu-lhe a dobra da virilha. Depois, com as mãos, subiu e separou, no mesmo movimento, as pernas de Scully. Se encantou com a parte tenra logo abaixo das nádegas, no início da coxa, onde ficou um bom tempo, lambendo e sugando. E, então, dirigiu seus lábios ao órgão do êxtase supremo... Com a ponta dos dedos, afastou a porção carnuda e, com a língua, percorreu cada canto, começando lentamente, para depois alcançar uma velocidade mais estimulante e ideal. Em seguida, penetrou-a, ainda com a língua, no canal do prazer, em movimentos para dentro e para fora, que fizeram Scully delirar. Com uma das mãos, ela acariciava os cabelos de Mulder, e segurava sua cabeça, para que ele não ousasse sair de lá. Com a outra, ela tocava os próprios seios e mexia com seus mamilos. Mulder a estava torturando, no bom sentido, mas, para aumentar, ainda mais, aquele maravilhoso suplício, ele subiu um pouco a língua, para bolinar com seu clitóris. O botão carnoso, roliço e suculento, ficou erétil, no mesmo instante. Scully se sentiu no paraíso. Quando percebeu que estava molhada, não somente de suor, mas de completo tesão, sussurrou para ele: - Quero sentir você dentro de mim, Mulder... Ele parou, por um segundo, apenas para lhe responder: - Com todo prazer, meu amor... Então, subiu pelo corpo de Scully, fazendo o caminho inverso, beijando, lambendo e sugando a pele tenra. Ainda brincou mais um pouco com seus mamilos, antes de chegar até os lábios entreabertos, que pediam um beijo abrasador. Atendendo aos seus apelos, começou a beijar-lhe a boca carnuda e, ao mesmo tempo, introduziu seu membro rijo na cavidade quente e úmida, logo abaixo do umbigo. Iniciou o ato, mexendo devagar, e circundando toda a parte interna. Depois, foi acelerando, aos poucos, para dentro e para fora, rítmica e constantemente. Por um instante, afastou sua boca dos lábios de Scully, e seus gemidos de prazer se confundiram com os dela. Ambos estavam quentes e suados. Um delicioso arrepio abrangeu Scully. Ela sentiu que o fogo que queimava, abaixo de sua cintura, vinha subindo por seu corpo, queimando-lhe também a face. Um fantástico tremor tomou conta de suas pernas, e veio caminhando por suas curvas e contornos, até atingir o último fio de cabelo, tal qual um terremoto sensual. Ela estava alcançando rapidamente o orgasmo. Então, murmurou: - Mulder... Ele não precisou ouvir mais nada. Sabia que ela estava chegando lá, e como ele também estava pronto, aguardando para que atingissem juntos o clímax, permitiu-se levar por aquela onda de prazer, soltando um gemido de satisfação. Ela o acompanhou nesse delírio voluptuoso... Findo o momento maior de êxtase, Mulder beijou-lhe suavemente os lábios, e deixou-se cair ao lado dela na cama, ainda arfando e suando. Fechou os olhos, por breves instantes, para degustar aquela sensação maravilhosa que percorria todo o seu corpo. Scully agiu da mesma forma. Eles pareciam estar sonhando. Ambos sabiam que, devido a tantos anos de tensão sexual não resolvida, quando fizessem amor, a coisa seria incrível. Mas nunca imaginaram tal explosão de sentidos, gestos, comoção e prazer inenarráveis. Ainda de olhos fechados, Mulder pegou na mão de Scully, e sussurrou: - Vem cá! Ela obedeceu prontamente, e foi aninhar-se no peito quente do amado, misturando seu suor ao dele. Apesar do relaxamento total a que se deixou envolver, ele não pretendia dormir, como costumava fazer após o ato de amor. Agora era diferente. Ele tinha certeza: Scully era a mulher de sua vida! Essa paixão que eclodia em seu coração, ele buscara em todas as mulheres que haviam passado por sua cama, mas só encontrara na mulher que estava ao seu lado. Além de tudo, não era só paixão, que vem com força e arrebatamento, e pode acabar da mesma forma. Era amor verdadeiro, daqueles que podem durar a vida inteira, e mais um pouco... Mulder abriu os olhos, e deu de cara com o azul profundo dos de Scully. Um leve sorriso de satisfação veio iluminar-lhe a face. Sem desviar o olhar, ele passou a mão pelos cabelos molhados dela, e ela acariciou-lhe o rosto, já com a barba por fazer. Ela gostou da sensação daquela textura na pele delicada das pontas de seus dedos. - Ela cresce depressa! – comentou ele, achando que ela estivesse considerando relaxo de sua parte. - Eu gosto assim! Dá um ar selvagem e viril ao seu rosto! – disse ela, corando, em seguida. - Ainda bem que gosta, porque eu estava mesmo com preguiça de fazer! Antes que ela pudesse repreendê-lo, ele convidou-a para um banho relaxante. Ela, é claro, aceitou de imediato e ele, então, puxou-a pela mão. Mulder ligou a banheira de hidromassagem, enquanto Scully derrubava na água, alguns sais, umas essências, e muita espuma de banho. Eles se deitaram no meio daquela espuma branca e cheirosa, um em frente ao outro. Ambos inclinaram a cabeça para trás, por alguns minutos, descansando a nuca sobre a beira da hidro. Scully fechou os olhos, e sonhou acordada com tudo aquilo que acabara de acontecer. Mulder pensava a mesma coisa, porém, já refeito do exaustivo, mas delicioso exercício que impusera ao seu "órgão do prazer", queria sentir tudo de novo, sem demora. Começou a bolinar, com os dedos dos pés, as pernas de Scully. Ela, fingindo que nada sentia, permaneceu de olhos fechados. Ele não se deu por convencido, subindo-os para a barriga dela, e massageando-lhe o umbigo. Ela sentiu um leve arrepio, e precisou ajeitar-se na banheira. Ele sabia que estava conseguindo o seu intento, então, desceu um pouco um dos pés, e atingiu o ponto certo, entre suas coxas. Ela deu um pequeno salto, abriu os olhos, e deu-lhe um sorriso maroto. Depois, começou a acariciar os próprios seios, e passou a língua sensualmente pelos lábios, provocando-o. Realmente, ela sabia como fazê-lo. Toda mulher sabe... Mulder, num gesto rápido, pegou-a pelas mãos, e a puxou para si. Colocou-a em seu colo, envolveu-lhe a cintura, e passou a sugar seus seios com sofreguidão. Ela jogou a cabeça para trás, e apoiou as mãos nas coxas dele, se deliciando, e gemendo baixinho a cada sucção. Sem afastar sua boca do peito ardente, ele corria a língua em torno do mamilo e, depois mexia para cima e para baixo com o pequeno botão rijo. Ele também queria sentir a boca quente de Scully em seu corpo, em sua pele, em seu membro. Parecendo adivinhar-lhe o pensamento, ela convidou-o a tomar uma ducha. Imaginando o que esperava por ele, aceitou imediatamente, carregando-a para baixo do chuveiro. Embaixo da água tépida, eles se beijaram loucamente. Desta vez, Scully é que foi descendo os lábios, a explorar o corpo dele. Ela lambeu-lhe o pescoço, o peito musculoso, os mamilos. Escorregou para o ventre, o umbigo, e, então, ajoelhou-se à sua frente. Por um breve momento, ela olhou para cima, e deu com os olhos verdes e ávidos de Mulder, a encará-la. Ele apenas sorriu para ela, e ela retribuiu. Depois, ela baixou os olhos e principiou a percorrer, com a boca e a língua, o membro túrgido dele, desde a base até a glande. Ele suspirava, extasiado. Quando ele sentiu sua boca devorando- o, e sugando-o com ímpeto, não pôde deixar de gemer, sem modéstia. Enquanto ela apoiava as mãos, ora em suas coxas, ora em suas nádegas, ele a segurava pelos cabelos, e olhava aquela cena erótica, com deleite. Quando ele sentiu que não podia adiar, por muito mais tempo, o jorro de seu êxtase, suspendeu-a, tomando-a nos braços. Ela circundou com suas pernas, o corpo dele, e ele a penetrou, sôfrego, voraz, insaciável, faminto... Horas depois... Era madrugada. Scully dormia o sono dos justos. Mulder, ao seu lado, não podia dormir. Virado para ela, com a cabeça apoiada na mão, ele a olhava, embriagado por sua beleza, e absorvido pelos feitos daquela noite. Quanto tempo esperara para experimentar tais sensações com ela. Quantos anos aguardara para possuí-la como mulher, para depois, em seu cansaço, poder niná-la como uma criança. Justamente como acontecera. Ele estava enlevado. Se morresse nesse exato momento, morreria feliz. Porém, agora, ele só pensava em viver, com ela, por ela, e para ela. Fôra enfeitiçado por aqueles olhos azuis, e jamais permitiria que a magia se desvanecesse. Aproximou-se mais da amada, e pôde sentir o perfume de seus cabelos, que a água não conseguiu esmaecer. Depois, deitou-se, colou seu corpo no dela, e a abraçou. Ele se deixaria ficar assim, eternamente. Ela despertou por alguns instantes, e sentiu sua pele quente junto à dela. Procurou aninhar-se ainda mais em seu corpo, e antes que ele adormecesse, olhou para ele. - Eu te amo, Mulder... – sussurrou. - Eu também te amo, Dana. Foram suas últimas palavras naquela noite, e elas nunca mais foram esquecidas. Eles se amaram pelo resto de suas vidas, e viveram plenamente esse amor, de todas as formas, com todas as forças, por eles, e pelos filhos que vieram. Mulder nunca mais sentiu necessidade de procurar a verdade, porque a verdade agora para ele estava bem à sua frente, na família, unida e feliz, e no sexo sem parâmetros com Scully. E o que mais ele poderia desejar? F I M