Autora: - Wanilda Vale Data - 11.09.00 E-mail - wladmirv@ruralrj.com.br Site - http://membro.intermega.com.br/wlad/ Sinopse - Chris Carter, o criador de Fox Mulder e Dana Scully que me perdoe, mas essa retrospectiva trata do meu modo divertido e romântico de ver as coisas que aconteceram entre os dois Agentes nos momentos em que concluíam cada investigação, durante toda a sétima temporada de seu trabalho nos Arquivos-X. RetrospecXshipper II HUNGRY (FAMINTO) - 7x01 Mulder e Scully deixam a casa. Scully caminha com os olhos voltados para o chão, calada e pensativa. Mulder, mais atrás, acelera o passo para alcançá-la. - O que foi? - ele pergunta. Scully balança a cabeça negativamente. - Ah, pare com isso, Scully! Sei que você está preocupada. Scully chega até o carro. Abre a porta para entrar. Pára o gesto que está fazendo e olha Mulder: - Não tinha jeito mesmo de preservar a vida daquele rapaz, não é? - Tsc, tsc, tsc. - faz um muchôcho - De jeito nenhum, Scully. Entram no carro. Colocam os cintos de segurança. - É... a vida é dura, Scully! - E a nossa mais ainda, por termos que conviver com as aberrações e a morte. - Não sei se um dia isso tudo melhorará... - Não creio, Mulder. Ele lança-lhe um belo sorriso: - Scully, vamos apagar de nossas mentes esse problema e partir para algo melhor? - O que, por exemplo? - Ir a um cinema; quer? - Ci - ne - ma?! Hoje?! Impossível, Mulder! - Mas por que? - Hoje somente resta-me descansar muito para o dia de amanhã e ter um momento pra pensar... - Em mim? - Quem sabe? - ri, disfarçando a timidez que assola seu coração - Preciso mesmo ir pra casa, Mulder - o seu olhar é um apelo - Por favor...! - Tudo bem, Scully. Há um silêncio entre os dois. Mulder olha-a de soslaio, maquinando algo para falar. - Scully, bem que você poderia me convidar para um jantar... - Jantar? - É... você poderia preparar algo assim especial... - Como, por exemplo? - ... com carne moída, hamburgueres... - Mulder!!! Ele ri, divertindo-se com o espanto dela e acelera mais o veículo. THE GOLDBERG VARIATION (UM HOMEM DE SORTE) 7x02 - Ei Scully! - chama Mulder ao entrarem no carro - Eu gostaria de, realmente, ter muita sorte na minha vida. - Você não é o único, Mulder! - O que você gostaria de conseguir na vida? Com muita sorte? Scully o fita profundamente. No seu olhar paira a tristeza. - Não quer responder, Scully? - Prefiro não, Mulder. - É algo tão misterioso assim? - dá a ela o seu melhor sorriso - Ou eu não posso saber? Scully novamente procura o olhar de Mulder para dizer: - Você sabe tudo sobre a minha vida, Mulder; se resolver deter-se um pouco e pensar, achará a resposta. Mulder olha para a frente. Scully gira a chave de ignição do carro. - Talvez um prêmio na loteria? - ele tenta advinhar. Scully meneia a cabeça, negativamente. - Um emprego melhor que o FBI...? Ou talvez... Ele detém-se ao ver os olhos azuis de Dana encherem-se de lágrimas; toca em seu rosto. - Que foi, Scully? Falei alguma coisa ruim? Me desculpe! - Não, Mulder, não foi nada do que você disse. Apenas... Mulder sente que não há necessidade de Scully explicar seu pensamento. Ele sabe que, na realidade, o desejo dela jamais poderá se concretizar em sua vida. Scully põe em movimento o carro. Nada mais os dois têm coragem de falar. Os olhares de ambos volvem para uma mesma direção: À distância, um grande outdoor exibe um lindo bebê usando fraldas e sorriso de inocência estampado em seu rostinho. Seus pés para o alto estão sendo seguros pelas rechonchudas mãozinhas. THE SIXTH EXTINCTION (A SEXTA EXTINÇÃO 1 e 2) - 7x03/04 Mulder fecha os olhos e permanece assim mais alguns segundos. A emoção e o desejo tomam conta do seu coração. Ela o beijara na testa com tanta ternura e ele ainda percebe o calor daquela emoção e sentindo-se terrivelmente só! - Scully! Scully! - corre a perseguir os passos dela pelo corredor. Ainda a encontra esperando o elevador. - Scully, espera! - O que foi, Mulder? Apressa os passos até ele. - Eu... é que... escuta, se eu não posso sair de casa, quero fazer um trato com você. Ela sorri, apertando o botão do elevador no painel da parede. Mulder coloca sua mão sobre a dela. O céu azul dos olhos dela aprofundam-se no verde mar dos olhos dele. - Fica aqui comigo, Scully. Preciso de companhia. Acabo de sair de uma complicação muito grande na minha vida... preciso de você...! Fica! Scully lança o olhar para Mulder, dá a mão a ele e caminham de volta ao apartamento. Entram e ele bate a porta. - Obrigado, Scully. Eu só lhe pedi isso porque realmente necessito de uma companhia. Fica algumas horas comigo? - O tempo que você precisar. Desenha-se-lhe um sorriso largo na face. Scully aproxima-se. Retira o boné que Mulder está usando. - Quero que fique mais à vontade. - Sim, minha doutora, eu faço o que você quiser. Scully aproxima-se do aquário. Mulder a imita. Quedam-se a observar o movimento sem parar dos peixinhos a nadar. - Mulder, tenho uma pergunta. - Pois faça-a, Scully. - É sobre Diana Fowley. - O que tem ela? - os olhos esquadrinhadores a fitam intensamente. - Você vai sentir saudades dela? Ele afasta-se um pouco: - Scully, não vou dizer-lhe que nem lembrarei mais da Diana; eu o farei sim, mas de uma maneira assim como alguém que já tomou parte da minha vida... e só. - Mulder... - Espere, deixe-me terminar... vamos deixar a finada Diana pra lá. Vou concentrar meus pensamentos agora em coisa mais palpável... Scully você tem plena consciência de que é você que agora faz parte do meu mundo, onde nenhuma mulher conseguiu penetrar... não com a intensidade dos sentimentos que sinto por você. - Mulder... - tenta reiniciar. Ele coloca as pontas dos dedos em seus lábios: - Deixe eu terminar de falar, Scully... nossas vidas de lutas juntos, como eu já lhe disse, lhe faz transformar na minha pedra fundamental... não está nos meus sentimentos somente a amizade, Scully, está o amor mais puro e engrandecedor da minha vida... não sei mais caminhar para os dias do meu futuro, se não seguir na sua direção... - Você está me dizendo que... - Que te amo, Scully e não posso mais viver longe de você... Ele toca levemente em seus braços e Scully, percebendo que aquele gesto sutil é um apelo mudo para um abraço, joga-se em seus braços. Ele aperta-a contra seu corpo. Ficam assim, em silêncio. Talvez meditando como procederem para iniciar um relacionamente amoroso; que palavras ou gestos tomar para irem de encontro à verdadeira felicidade. Mulder toma-lhe o rosto entre as mãos para contemplar sua face molhada pelas lágrimas que escorrem. Ele as seca com as pontas dos dedos. Faz Dana caminhar, segurando-a mansamente e sentam-se no sofá. Mulder sabe que deve dar um intervalo nesse desenrolar de emoções, para que Scully torne-se menos tensa. Decide tomar uma atitude descontraida. - Que você acha de irmos a um restaurante e usufruir de um belo almoço? - abre o semblante num sorriso. - Negativo, Mulder! Em definitivo você não pode sair. Ainda está em convalescência, esqueceu? - Não, não esqueci, Scully, mas que tal fazermos algo diferente, espairecer, arejar a mente um pouco? Dana o observa ternamente, com os braços cruzados. - Mulder, de uma vez por todas. Você não vai sair! Ele finge-se aborrecido: - Tudo bem. Agora sou quase como um bebê! - É quase isso. - continua com os braços cruzados, olhando-o, com ar de censura. - Então, lindinha, preciso de carinho, de afago, de colinho...! - Ah, vá Mulder, pára! Que coisa! - descruza os braços e levanta-se - Pode ficar quietinho aí! - segura-o pelos ombros e ajeita-o no sofá - Fique quietinho aí! Vou ligar a TV e fazer um chá pra você... pra nós. - Aaaaaaaah! Vida boa! - Mulder refestela-se no sofá, estirando bem as pernas, relaxadamente. - Scully? - Hein? - Não sei o que seria sem você... - Fox William Mulder... o Agente Especial... - fala em alta voz. - ... e o mais solitário e carente de todo o universo!! Ambos riem gostosamente. MILLENIUM (MILÊNIO) - 7x05 Caminham lentamente até o carro. Ainda podem ouvir em algumas partes da cidade o pipocar dos fogos, demonstrando estar alguém ainda em plena comemoração do Ano Novo que se inicia. - Veja, Scully! - ele a faz parar. Ainda abraçados, ficam a apreciar numa parte distante do céu escuro luzes dos fogos que despencam em lágrimas prateadas, desmanchando-se no espaço. - Você quer ir comemorar em algum lugar? - Nada disso, Mulder! Como esse braço aí você tem que ficar num canto sossegado. - Eu não vou pra casa! - Não vai, é? Eu é que estou no comando hoje, Mulder e você vai fazer o que estou mandando. Pra começo de conversa vou lhe levar pra casa. - Não quero ir pra casa. - Pra onde, então? Os olhos esquadrinhadores dele brilham de esperança por uma resposta positiva à sua idéia. - Um descanso numa outra cidade, no campo, sei lá... com os feriados do Ano Novo temos dias de folga, Scully! Onde o mundo não possa acabar pra nós... - interroga-a com o olhar. Alguns segundos se passam. - Você ficou pensando na frase que eu falei? - ele recomeça. - Que o mundo não se acabou? - É... Dana desvia o olhar: - Mulder, acho que há muita afinidade entre a gente... - E isso já não é tão normal entre nós? - Mas quero explicar... ahn... a nossa intimidade está aumentando. - dirige a ele um belo sorriso. Ele segura-a pelos ombros: - Scully, isso fatalmente teria que acontecer entre nós dois... eu já falei porque... só que você não quer... Ela coloca os dedos nos lábios dele: - Não diga mais nada, Mulder. - fecha os olhos; estão falando muito perto. - Scully, quero te sentir novamente... - Sentir? - continua com os olhos fechados. - Sim... te beijar, Scully... As respirações ofegantes abrasam-lhe o peito, tornando-os cheios de ansiedade. Falam mais perto, ainda. Os lábios quase se tocando, olhos fitos um no outro, apaixonados. - ... de verdade. - ele conclui, por fim. Dana permite que ele chegue-se a ela e a toque com a boca em seus lábios, que entreabrem-se para receber o desejo de Mulder. Provam-se. Sentem-se. Saboreiam-se. A grande paixão guardada por tantos anos desabrocha sob a forma deste beijo puro e arrebatador ao mesmo tempo. Após alguns segundos separam-se, embora continuem abraçados. - Scully, enfim... Ela desencosta a cabeça do peito dele para fitá-lo. Meneia afirmativamente a cabeça. - Está confirmado mesmo que o mundo não acabou, Scully. - Sim... ele apenas estará começando... - ... com nosso amor? - Hum, hum... - confirma. Ela, pequena, com a cabeça erguida, fita-o alto, esguio diante dela. Lentamente eles separam-se e dão-se as mãos. RUSH (INVESTIDA) - 7x06 Mulder e Scully deixam o hospital, onde Tomy ficara internado. - Bem... que aventura, hein Scully? - Disso tudo, Mulder, o que você pôde assimilar? - Assimilar? Bem... que neste mundo tudo é possível acontecer, até uma pessoa adquirir uma velocidade fora do normal, andando mais veloz que um automóvel e que mais coisas estranhas podem se suceder ainda até que chegue o fim do mundo; acho que tudo nos será mostrado até lá. Scully franze os lábios, em atitude céptica e lança após um pequeno sorriso para Mulder. - Mulder, depois disso a única coisa que senti é que já não sou tão jovem como antes! Ele pega-lhe a mão, enquanto andam: - Está preocupada com isso? Temos uma vida pela frente! Só o que devemos é aproveitá-la! - Qual é a sua sugestão? - Para a melhor forma de aproveitar a vida? Amar, Scully, amar! Ele a faz parar para fitá-la e dizer: - Não quer aproveitar enquanto há tempo? Dana o olha com um meio sorriso: - Mulder, você está insinuando sutilmente que aquele beijo do Ano Novo foi uma prova... - ... de amor, Scully! Ela abaixa o olhar, aproxima-se para aconchegar-se junto ao peito dele: - Nós vamos aproveitar a vida, enquanto ainda não somos velhos e estúpidos, Mulder. Ele abraça-a, sentindo a quentura do corpo dela junto ao seu. ORISON (REVERENDO ORISON) 7x07 Scully já arrumara uma valise com algumas peças de roupa e objetos para seu uso. Após aquele diálogo com Mulder sentira-se um pouco aliviada, mas há uma grande ansiedade em sua alma por um pouco de paz no coração. Mulder aproxima-se, vindo da sala: - Já está pronta? Scully faz sinal positivo com a cabeça. - Onde você está com vontade de ir? - pergunta. - Quero levá-la a algum lugar onde a natureza seja pródiga em dar muita serenidade pra você. Ela balança afirmativamente a cabeça. Mulder toma seu rosto entre as mãos. O machucado na face ainda mostra a cor roxa sobre a pele. Mulder passa levemente um dedo sobre o local e, em seguida, depõe um suave beijo. Os olhos de Scully umedecem-se de lágrimas. Sente-se fragilizada. Agora ele aperta-a entre os braços, saem caminhando em direção à porta para sair. - Quero levá-la em um recanto bem bonito, Scully. Ela nada fala. Apenas assente. - Você vai ver que num lugar onde haja muito verde e coisas criadas pela natureza, se sentirá bem. E Dana sorri, enquanto está encostada ao peito forte dele, sentindo seu calor e ternura. Enfim, sente que está feliz. E tudo o mais ficou para trás. * * * O verde ao redor é total. A montanha lá ao longe tem a cor escura acinzentada. O canto dos pássaros, o barulho das águas do regato. O ruído do vento no imenso bambuzal faz um chiado quase fantástico. Mulder olha para Scully; ela ainda traz no semblante o desasossego causado pela covarde agressão e maltratos do bandido. Mulder está condoído pelo sofrimento de sua Scully. Eles caminham pela trilha do bosque silenciosamente, de mãos dadas. - Mulder, como eu posso dizer...? - O que? - Que devo tudo a você... - Não me deve nada, Scully, o que? - Essa paz que sinto agora, pelo calor dessa amizade grande, sincera, por esse gratificante carinho que você tem por mim, pela certeza de que posso contar com você a todo momento... - Certamente, Scully, não tenha dúvidas disso. Olhe... está faltando uma coisa em você. - O que? - O seu sorriso, Scully. Pra aliviar a tensão e relaxar o corpo. Que tal? - ele segura-a pelo queixo. O sorriso triste esboçado por ela vai transformando-se num sorriso de serenidade, alegria, paz no coração. Abraça-se a Mulder, como um náufrago agarra-se a uma tábua de salvação. THE AMAZING MALEENI (O INCRÍVEL MALLEENI) - 7x08 Mulder continua chamando, enquanto saem: - Scully, olha pra cá! - Chega de mágicas, Muldeeni! Não sou uma espectadora muito paciente! - Tá bom, tá bom! - alcança-a e segura-a por um braço. - Onde vai com tanta pressa? - Não temos que voltar ao Bureau? - É... mas vem cá. Por que não me deixar fazer mais uma mágica? - lança para ela o seu sorriso de menino. Scully pára, cruza os braços, esperando, enquanto franze os lábios, em atitude sarcástica. - Não é possível, Mulder! Não aguento mais suas mágicas. - Escute... e se eu lhe disser que vou fazer algo surpreendente? Ela fecha os olhos, em atitude de tédio. Não quer sorrir, mas não pode segurar o riso quando o vê de braços cruzados, em atitude de "Jean é um gênio", dando um pequeno impulso para imitá- la. - Fique quieta, Scully. Não se mova. Se você está usando um grampo no cabelo... - Nào estou. - corta, rapidamente. - ... ele se transformará numa... - coloca a mão rapidamente sobre o cabelo dela - ... mariposa. Fica com o inseto pendurado nos dedos junto aos olhos muito abertos de Dana. - O que é isso? - ela ri, espantada - Mas como fez isso, Mulder? - Simples. - faz uns gestos mágicos - Apenas havia este inseto pousado em seu cabelo. Scully faz um gesto de susto: - Ai, Mulder! Não brinca! - e ao vê-lo ainda em sua mão - Solta isso! Solta isso, Mulder! Ele larga o inseto, abraça-a pelos ombros e assim caminham. Entram no carro. Mulder põe o carro em movimento. O veículo corre por ruas e avenidas. - Scully, não olhe agora. - O que? - Eu disse pra não olhar! - Mas o que? Ele faz sinal com a cabeça. Ela volta-se para ver onde estavam passando. Uma grande placa iluminada anuncia: GRANDE CIRCO BLUESKY ACRÓBATAS E O GRANDE MÁGICO OSWALD - Oh, não!!!!! - reclama Dana. - Eu disse pra não olhar. - reitera Mulder. SIGNS AND WONDERS (SINAIS E MARAVILHAS) - 7x09 - Obrigado por me trazer do hospital, Scully. - Você está bem? - Estou ótimo. Despedem-se. Mulder a vê afastar-se com o carro. * * * Scully chega em casa, após ter deixado Mulder em casa. Está cansada. Fôra uma aventura, quase! Se por acaso tivesse participado de um safari na África teria sido bem menos estressante. Após preparar-se para descansar, deita-se na cama. Fecha os olhos. Não tem noção de quanto tempo estivera adormecida, até o momento em que um grito lancinante havia saido de sua garganta. Está sentada na cama, mãos ao peito, arfante. Toma o telefone na mesinha de cabeceira. Disca. - Mulder. - ele atende do outro lado da linha. - Mulder, sou eu! - Oi, lindinha! O que houve? - O que houve? Estou querendo saber se você está bem. - Conte-me o que há, Scully. - Eu? - Sim. Está com a voz nervosa. Silêncio. Ela não responde. - Scully, fale comigo! - Mulder... estou com medo. - Medo? O que houve com você? - Eu estava dormindo... aí sonhei com as... - ... serpentes do Reverendo O'Connor. - Ai, Mulder! Como adivinhou? - Dá pra pensar, Scully. - Mulder... será que você... - Se eu posso ir pra aí? Claro! Até já. Scully sorri com a bondade, a amizade, o amor e a grande perspicácia de Mulder. Adora-o SEIN UND ZEIT - CLOSURE (LIBERTAÇÃO 1 e 2) - 7x10/11 Scully também dirige seu olhar para o céu estrelado: - Sim, Mulder, você está livre. Eles se dão as mãos e olham ambos para o céu. - Você precisava disso, de viver em paz, descansar esse seu coração sofrido... Mulder olha-a ternamente. - E você, Mulder... - continua - ...necessita tanto de um verdadeiro descanso; pode tirar uma folga de alguns dias... passou por momentos difíceis agora, sofreu... Ele somente assente, concordando com as palavras dela. - Sabe, Mulder? Eu gostaria tanto de poder ajudá-lo a tirar de sua memória todos os momentos ruins pelos quais tem passado... eu gostaria de poder... - Mas você tem feito isso, Scully! - interrompe-a - Você me ajuda a qualquer momento em que eu necessito! Você tem sido tudo pra mim, Scully! Sempre! Abraça-a ardentemente. Permanecem assim, abraçados, curtindo seu entendimento, sua amizade, seu amor. - Quer ajudar-me mais ainda? - pergunta ele. - Naturalmente. - Nunca se afaste de mim... - Combinado. - sussurra. X COPS (MEDO) - 7x12 Scully chama Mulder para entrarem no carro. - Venha, Mulder, sair logo daqui. - Ok. - faz um sinal para a câmera - Tchau. Saem rapidamente de perto dos câmeras, repórteres e policiais. Mulder ao entrar no carro, rapidamente coloca o cinto de segurança. Scully imita seu gesto, porem fica embaraçada por alguns instantes. - O que houve, Scully? - Não estou acertando aqui! - fica tentando colocar o cinto. Mulder ajuda-a, sorrindo. - Acho que estar aqui com esse caso e essa gente agitada toda, deixou-a impaciente. - Tem toda razão, Mulder. Acertou. Eu estou impaciente. - Vou levá-la pra casa, agora. - É o que eu preciso mesmo. - Scully, quero lhe dizer uma coisa. - O que é? - Depois desse negócio aqui de caçar lobisomens, eu preciso ter uns instantes de paz com você ao meu lado. Scully lhe sorri, ternamente. - Eu também preciso disso, Mulder. Acho que não aguentaria fazer mais nada por esta noite. Estou deveras cansada. - Scully... - O que? - Lembra do que lhe falei naquele dia? Que quero você sempre junto de mim? - Sim... Falam bem pertinho um do outro. Olhos nos olhos. - Quero também... - O que? Ele desliza o olhar pelos seus cabelos, os olhos, o nariz, a boca de lábios entreabertos ... - Mulder!! Liga o carro, rápido! - grita Dana. - O que foi? - espanta-se Do vidro da janela abaixado, ele avista o olho indiscreto da câmera, gravando todas as cenas e diálogos. FIRST PERSON SHOOTER (O MUNDO VIRTUAL) - 7x13 Ainda com as vestimentas futurísticas de metal usadas no jogo virtual, Mulder e Scully caminham para trocar-se em seguida. - Scully, sabe o que acabei de ouvir? - Não. - Está lá uma nova Maitreya. - O que?! - É... e é bem melhor que a outra. Scully o puxa rapidamente pela mão. - Então vamos embora logo, Mulder! Já vi que você é capaz de querer experimentar essa nova Maytreya! - E é bem verdade o que diz. - Pára, Mulder! Por que diz isso? Já o livrei daquela! - Pois é... só que essa nova é muito mais legal! - Mulder!! - Tem a sua cara, Scully! - O que, Mulder? Fizeram isso comigo? Com a minha imagem? Ela pára de andar. Fecha os olhos. Toma um ar decidido. - Eu vou voltar lá, Mulder. - Não, Scully, não! É brincadeirinha! - Tem certeza de que está dizendo isso pra me enganar? - Claro! E se fosse mesmo, a arma pra pegar você seria outra... - Outra...? - Que somente EU possuo... THEEF - (A PERDA) - 7x14 Scully pára por instantes, leva as mãos aos olhos. Fecha-os apertadamente e franze as sobrancelhas. Há uma preocupação em seu semblante. Mulder aproxima-se, observando-a atentamente: - O que houve, Scully? - Boa pergunta, Mulder. Foi verdadeiramente terrificante. Nunca, em minha vida, havia experimentado uma coisa tão horrível. A cegueira assusta. Mulder a olha, compreendendo o que ela havia passado. - Quanta maldade, Mulder, - continua - existe no coração que não sabe perdorar. - Entendo, Scully, entendo o que você passou. Ele segura-lhe a mão. - Venha esquecer comigo esses momentos desagradáveis. - Não somente desagradáveis; amedrontantes! Mulder balança a cabeça afirmativamente. Prende o lábio inferior, pensativo. - Mulder... - Sim? - Eu fico imaginando se aquela horrivel sensação não tivesse passado! - Não fique mais pensando nisso, Scully. - E fico pensando também, a quantas situações nos expomos a cada dia de trabalho. O que poderá nos trazer isso a qualquer momento? - Por que você está tão impressionada hoje? Tantos vezes já nos expusemos a perigos de vida... - Acho que estou me sentindo a cada dia mais fragilizada, menos imune às emoções... - E a que você atribui isso? - Ao que sinto ao ver que não eu, mas você pode sofrer algum perigo, alguma coisa irrecuperável. Olham-se intensamente. - Obrigado, Scully. Você realmente é a minha metade na vida. EN AMI (A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE) Scully continua andando apressada através das salas vazias, onde antes estivera e falar com o CGB Spender. Pára, por fim. Desiste da procura sem sucesso. - Mulder, eu o vi, falei com ele! Mulder faz apenas um sinal com a cabeça. - Não quer me acreditar. - Não disse isso. - retruca Mulder. - Mas eu sinto! Leio em seus olhos. - Vamos embora, Scully. - chama-a Ela percebe que ele a olha com frieza e que por momentos nem a olha, exatamente. Continua magoado. - Mulder, eu sei que você não quer me entender, está me censurando pelo que fiz, mas entenda... - Não quero mais falar sobre isso, Scully. - Está bem. - ele mal pronuncia as palavras. Encaminham-se para tomar o carro. - Eu a levo pra casa. - diz ele ainda taciturno. Entram no veículo, colocam os cintos. Scully o olha tão calado. Fica apreciando o seu perfil de nariz agudo, a boca sensual, cabelos desalinhados, olhos pequenos incrivelmente perscrutadores quando a fitam. Mas agora ele não quer lhe falar ou olhar. Está zangado. Amuado, ainda. Ela tem que tirá-lo desse mal-humor. Aproxima o rosto bem junto do dele. - Olá a a a a! Ele olha-a de soslaio. - Sim, Scully? - fala sério. - Não quero que fique assim comigo! - diz em tom de queixa. Ele não responde. - Mulder, eu nunca, jamais, faria qualquer coisa com a intenção de magoar você. Sabe disso, não sabe? Ele simplesmente confirma com um sinal de cabeça. - Então por que fica assim comigo? Mulder... eu... estou com vontade de chorar... Ele a fita agora, rapidamente, com atenção na direção do carro. Scully coloca os lábios levemente sobre a face dele. - Diga que não está zangado comigo. - Não estou. - Então por que nem me olha? Mulder pára o carro num acostamento da pista. - O que você quer? - fala agora com ternura. - Uma palavra... um gesto... um sinal de que é o mesmo Mulder que... Não tem tempo de concluir a frase. Mulder já havia pousado os lábios contra os seus. E isto é o que ela queria. CHIMERA (QUIMERA) - 7x16 Mulder abre a porta do escritório e entra com passos rápidos. Há dois dias não vê Scully e sente falta de sua presença. - Scully, cheguei! Ela, enquanto arruma uma pasta na gaveta do arquivo, mal levanta a cabeça para olhá-lo: - Ah, olá Mulder. - Tudo bem? - fala animadamente. - Tudo. Mulder retira o paletó e o joga sobre uma cadeira. Nota que Scully está calada, muito compenetrada no que está fazendo. - Scully...? Ela levanta os olhos em sua direção. - Olha... - tira algo do bolso - ... eu trouxe pra você lá de Bethany, onde fui resolver o caso dos... Scully continua fitando-o Agora franze as sobrancelhas, parecendo estar querendo compreender o que ele lhe está falando. - ... corvos. - conclui Mulder, meio sem jeito. Aproxima-se dela, levantando nas pontas dos dedos um chaveiro para que ela o veja. Dana continua a fitá-lo, vendo-o aproximar-se. Nada fala. - Scully... o que houve? Está zangada comigo? Agora ela larga as pastas, cruza os braços: - Não... não estou zangada; apenas vejo que não se importa mesmo comigo. Me deixou lá naquele lugar de plantão, feito uma idiota... - Scully, pare de falar assim... olha... - levanta mais o chaveiro - trouxe pra você. Ela olha para o que ele tem às mãos sem pegá-lo, no entanto. Um chaveiro no formato de um pequeno corvo. - Não quer? Dana balança a cabeça negativamente, sem falar. - Está de mal comigo? Ela meneia a cabeça, positivamente. Ele aproxima-se mais e encosta o chaveiro pendurado nas pontas dos dedos, no nariz dela. - Tem certeza? Mais uma vez Scully confirma sem falar. Mulder coloca as mãos envolvendo-lhe a cintura. - Garanto que vai querer falar comigo agora mesmo... Ela permanece sem mover-se do lugar. - ... nem que seja para brigar. - ele conclui, sorrindo. Começa a mexer bem suavemente em seus cabelos ruivos, enfia os dedos entre eles, os polegares nas maçãs do seu rosto, deslizando-os mansamente sobre sua pele. - O que você quer, Mulder? - sussurra, sentindo parar a respiração. - Você sabe... - Não quero conversar com você... - Ainda de mal? - Ainda... Com esse toque das mãos dele e sentindo o calor de seu corpo junto ao dela, vai perdendo cada vez mais o poder sobre seus sentidos. - Pára, Mulder! - murmura num gemido. - Então fale comigo direito. - murmura aos seus ouvidos. - Estou falando... - Scully...? - Ahn? - Até quando vai me fazer esperar? - Esperar o que? - tem os olhos fechados. - Você sabe... Um forte ruído na porta os faz assustarem-se e rapidamente afastam-se um do outro. - Agente Mulder, o Diretor Skinner quer lhe falar e a você também, Agente Scully. - avisa a secretária entrando na sala, apressadamente - É um novo caso de muita urgência para resolver! ALL THINGS (TODAS AS COISAS) - 7x17 Mulder acabara de levantar-se do sofá. Cuidadosamente caminha sem fazer ruído, tentanto não acordar Scully. A música continua tocando baixinho. Ele vai até o quarto. Ajeita os lençois na cama um tanto desarrumada. Deita-se nela com os braços sob a nuca, fitando o teto. Seus pensamentos volteiam desordenadamente. Dana está ali a poucos metros dele! Tão frágil! Tão indefesa! Tão confiante! Jamais trairia essa confiança que ela deposita nele. Olha o relógio de cabeceira. Fecha os olhos. As pálpebras começam a pesar-lhe. Abre os olhos novamente. Escuta um ruído vindo do banheiro. "Scully já levantou-se! - pensa - E não vou conversar, para que ela volte a dormir." Por longos minutos fica ali, deitado. O vulto de Dana destaca-se no umbral da porta. - Scully! Você não estava dormindo? Pensei que ia direto até de manhã! Ela lhe dá um leve sorriso. - Vem cá. - diz ele - Chega aqui. Senta-se na beira da cama. - Não... vou pro sofá, novamente. Então Mulder repara: ela havia descalçado as meias e estava mais à vontade. Ela volta-se e sai para a sala. Mulder a acompanha. - Você não vai dormir agora? - ela pergunta. - Não. Vamos conversar mais um pouco. Quer? - Vem. Senta aqui comigo. Do que estávamos falando mesmo, naquela hora, quando adormeci? - Sobre a vida da gente. - Ah é... Mulder senta-se junto a ela. - E eu tinha coberto você bem direitinho. Ela puxa o cobertor sobre seu corpo. Ele a olha com imensa ternura. - Que foi? - ela indaga. - Nada. - olha-a mais intensamente - Tem certeza de que é isso que você gostaria mesmo? De estar aqui agora comigo, Scully? - Você duvida? Ele encolhe os ombros. - Vem cá. - ela o chama e aconchega-se mais para junto dele - Ahn... Mulder, a vida da gente é um emaranhado de surpresas e situações; nunca, em tempo algum, imaginei ver novamente aquele homem, que até pensei há algum tempo atrás ter significado alguma coisa em minha vida... ahn... mas foi bom isso acontecer... - Pra que falar nisso outra vez? - Pra ajudar a mim mesma, confirmar dentro de mim que só uma pessoa tem significado especial pra mim... Não é necessário Dana dizer com palavras o sentido de sua frase. Os seus grandes olhos azuis detém-se no mais profundo do olhar perscrutante de Mulder e ele, dessa maneira, pôde entender tudo que ela lhe queria dizer, do fundo do seu coração. - Scully... - ele murmura. Ela achega-se mais a ele e mantém-se bem encostadinha lado a lado com Mulder. As mãos dele procuram as suas. Mulder coloca os dedos entre seus cabelos. Scully fecha os olhos. Espera. A respiração de Mulder ela pode ouvir ofegante e ansiosa. Abraçam-se, sentindo-se mutuamente no calor vibrante de seus corpos. Mulder experimenta como ela reagirá às suas carícias. Quer senti-la toda, acaricia-la toda, mas há um sinal de alerta ainda, a deter os seus impulsos mais afoitos. Beija-lhe os olhos, sente o calor de seu pescoço; toca os dedos leve e gentilmente em seu decote, rodeando-lhe o feitio. Scully deixa-se acariciar; deixa que seu corpo sinta as delícias dos afagos do homem que ama há tanto tempo. Ele beija várias vezes em rápidas carícias o queixo dela, as faces e procura-lhe a boca. Dana entreabre os lábios e sente, pela primeira vez, a intensidade da paixão que Mulder sente por ela. Sente ele a explorar-lhe a intimidade de sua boca; sente a maciez desejosa da lingua dele a querer quase devorá-la. Perde as forças. Percebe que o seu corpo deseja estar submisso ao corpo de Mulder e que ele espera a sua entrega. Que é total agora. Sente-se quase desmaiar de emoção e todo o seu ser deixar-se entregar àquela deliciosa sensação... E somente o cenário do ambiente calmo, é a testemunha do desenrolar dessa cena de um amor tão grande e sincero. HOLLYWOOD AD - 7X18 Estão de mãos dadas, seguindo o caminho para sairem do local. - Mulder? - O que? - Esse filme foi uma grande piada! - É verdade. Eu não tenho mais como comentar, porque tudo o que eu penso já lhe disse a respeito. Nossa vida de Agentes do FBI será desmoralizada com essa história. Nós fomos ridicularizados! - Por que preocupar-se com isso, Mulder? Deixa pra lá! - Você não acha que isso influenciará entre os nossos colegas de trabalho? - E o que tem isso? - ergue para ele os olhos azuis - Mulder, mais dia, menos dia, todos saberão qual é o nosso real relacionamento. Você não acha? - Pode ser... - Como, pode ser? É mais que natural que aconteça, Mulder! - Escute, lindinha, eu não estou preocupado no que outros pensam da gente. Só sei que nós nos amamos e o resto... - O resto é resto, Mulder! Vamos viver somente e sermos felizes! Mulder a abraça, sorridente: - Como você mudou bastante, Scully! É isso mesmo! Pensemos em nós, somente! E viva a vida! BRAND X - 7x19 Mulder aguarda alguns segundos. Abaixa-se para pegar o maço de cigarros no cesto do lixo. Ergue-se com ele na mão e olha- o - Mulder!!! Ele desvia o olhar ao ouvir a voz. Fica parado com o maço fechado em sua mão. - Você ainda estava aí?! Scully aproxima-se e segura a mão dele que esconde o maço de cigarros Morley. Olha para ele, profundamente. - Não tem graça, Mulder. Ele ri, gracejando dela: - Bobagem, Scully! Eu não ia fumar! Dana abre-lhe os dedos e retira o maço de entre eles. - Vai ficar zangado comigo? - Claro que não. Scully toma o maço de cigarros, abre-o e vai de um a um estraçalhando-os, e os pedaços vão caindo na lixeira. Terminado o importante gesto, bate as mãos uma contra a outra, limpando-as: - Além do mais, não quero sentir gosto de nicotina em você! Mulder sorri e agarra-a com calor. - Eu sei que não, lindinha. - faz uma pausa por segundos - Será que você está insinuando que quer um beijo? - Você é que deve adivinhar meus pensamentos. Aperta-a contra si: - Pois meus pensamentos dizem que é isso... - É isso... - fita-o com os lábios entreabertos. Mulder pousa sua boca sobre a dela, provando-a com doçura. - Eu não quero que nada haja entre nós... nem o gosto da nicotina... nada que me impeça de sentir isso em você, Scully - beija-a repetidas vezes - Você é a minha gostosura, o meu docinho... E aos lábios dela une os seus num longo e verdadeiro beijo de amor. FIGHT CLUB - 7x20 Scully levanta-se e chama: - Mulder, venha! - segura-o pela mão. - Onde quer ir, Scully? - Pra casa, Mulder. - murmura para somente ele ouvir. Dirigem-se para a porta. - Ei! - diz o Dr. Saperstein, tentando fazer com que olhassem para ele - Esperem! Mas os dois Agentes batem a porta e não detém-se ao ouvir aquele chamado. * * * No apartamento de Scully ela ajuda Mulder a retirar o paletó, e encaminha-o para o quarto. - Não estou com sono, Scully. - Não importa isso; só sei que ambos precisamos de repouso depois de tudo aquilo. Ela dirige-se à cozinha e na geladeira apanha uma caixa de leite, servindo dois copos. Volta para o quarto, carregando os copos numa bandeja. - Tome, Mulder. Para melhorar. E trate de deitar. Mulder retira os sapatos e as roupas. Joga-se displiscentemente na cama, com um gemido. Dana, após beber o leite também, vai fazer-lhe companhia. Mulder abraça-a carinhosamente. - Ai, Mulder! Com calma! - Desculpe, Scully. Num segundo eu esqueci dos seus machucados! Deitam-se juntinhos um do outro. - Já que desse jeito não podemos trabalhar, vamos repousar. - Claro, Mulder. - alisa-lhe os cabelos com carinho. - Ai! Cuidado, Scully!! Aí dói!! - Desculpe, Mulder. Agora fui eu que esqueci dos seus machucados. - Então me abraça, Scully. Ela o enlaça, terna e cuidadosamente. - Mas com calma, Scully... eu e você aqui assim juntinhos é muito gostoso. Graças àquele Clube de loucos temos um dia de descanso. - É verdade. - Scully? - Ahn? - Está com sono? - Quase... Silêncio, agora. - Mulder? - O que? - Vai dormir? - Se você deixar... JE SOUHAITE - 7x21 O apartamento está iluminado no entardecer apenas pelas résteas de sol, que brandamente ainda podem ser vistas através dos vidros das janelas. Scully aproxima-se de Mulder, trazendo nas mãos uma xícara de chá. - O que é isso, Mulder? - fala, vendo-o absorto, braços cruzados, olhando para fora. - Estou desejando... - Desejando... o que? - Que você me traga uma coisa boa. - fala, olhando o conteúdo da xícara. - É apenas um chá. - Scully... sabe? - descruza os braços e segura-a - Na verdade quase fiquei em pânico quando pedi a Jenn que desejava paz na terra e daí não vi mais ninguém em lugar nenhum, nem você, Scully... - Ficaria triste? - O que acha? Ela dá de ombros. - Duvida, lindinha? O que eu faria nesta Terra atoa, sem você pra ouvir minhas queixas, cuidar de mim... - ... discordar de suas idéias. - É isso. - Vem cá, Mulder. - ela o chama. Encaminha-o para o quarto. Abre o armário e tira dele algumas peças de roupa. Ajeita a cama, abrindo em cima dela lençois e cobertor. - Qual o seu desejo? - Quais os meus desejos, pergunte! - Quais? - Te amar, te amar, te amar! Ela achega-se mais para ele: - Pra sempre? - Pra sempre; neste mundo... ou no outro também. - No outro? Pensa em morrer, Mulder? - ela ri, divertida. - Não, não é bem isso. - O que é, então? Ele abraça-a fortemente. - Tenho a impressão de que algo nos separará. - O que?! Que idéia é essa? - É o que estou lhe dizendo. - Mulder, pára! Pra que falar coisas assim? - Se acontecer, Scully, nada tenho pra te deixar de mim! - Mulder!! - agora sente a voz embargada pela emoção - Não diga isso! - Não gostaria de falar assim, mas é a verdade que está no meu coração. Estão abraçados. Dos olhos de Dana escorrem lágrimas. E ela pensa nas palavras proferidas por ele. E se, realmente, lhe acontecesse alguma coisa? Ele, na verdade, nada teria pra lhe deixar... REQUIEM 7x22 Skinner continua por um pouco mais a sorrir e chorando de emoção ao mesmo tempo. Scully está ali, diante dele, deixando as lágrimas correrem livremente, rolando pelas suas faces. Skinner aproxima-se mais. - Agente Scully... eu não entendo completamente o que me diz... - É ... eu também não... estou vivendo em sentimentos ambíguos. Ela soluça agora. Leva as mãos ao rosto. Skinner está sentindo junto com Scully aquele sentimento da perda. - Calma, Scully, nós temos que... - ... ter fé, senhor Skinner. Ele balança a cabeça, afirmativamente. - Senhor... eu preciso de sua ajuda! - pede chorando. - Claro! - E ele tinha medo de que eu é que seria levada... - soluça mais - Eu não aceito isso, meu Deus! - Scully... e o seu bebê...? - O meu bebê ... isso parece um sonho... e um pesadelo ao mesmo tempo...! - fala, sem entonação na voz. - Não se preocupe... tenho certeza de que ele voltará pra nós, Scully. * * * Dana resolvera não ir para seu apartamento ao sair do hospital. No seu coração o desejo maior foi ir para a residência de Mulder. Ali poderia sentir mais um pouco a sua presença, embora nessa sua ausência angustiante. Havia chegado, destrancado a porta e entrado. Logo ao bater a porta pelo lado de dentro, um enorme aperto no coração manifesta-se em seu peito. Por mais que queira conter-se não dá para reprimir o convulsivo choro que vem à tona neste momento. Passa os olhos sobre as coisas ali dentro. Tudo transmite a presença do seu amado. Ela chega até o aquário iluminado. Os peixinhos em seu movimento infinito estão indiferentes ao drama existente ao seu redor. As lágrimas descendo aos borbotões pelas faces de Dana, a fazem ter sua visão misturada às bolhas do aquário, que sobem e desmancham-se na superficie da água. Dana afasta-se. Vai ao quarto. Tudo transpira Mulder. Ali estão em cima da cama, peças de roupa esquecidas. Um par de tênis no chão; toalha de banho pendurada na maçaneta da porta. Dana senta-se na beira da cama, olhando ao redor. Parece vê-lo chegando neste instante, no seu jeito displiscente de ser, no seu andar característico jogando os pés, com seu sorriso espontâneo de menino desenhado na face, as mãos estendidas para alcançá-la e envolver seu corpo, jogando-a ternamente sobre a cama, os olhos esquadrinhadores estudando os seus até lá no fundo, cheios de indagações e desejos, os cabelos castanhos desarrumados, a boca sensual procurando a sua, os dedos longos, macios e exploradores, buscando sua intimidade... Dana sente-se etérea, vazia... sua mente a domina e ela percebe que tudo está como que desvanecendo-se à sua frente. - Mulder... - balbucia - ... o nosso bebê... que eu queria tanto! Ele está aqui... e você...! Dana chora e joga-se sobre o leito, corpo encolhido, como se estivesse a querer proteger- se de tanta angústia e tristeza. Seus dedos agarram-se aos lençois. Toma uma das peças de roupa de sobre a cama, agarra-se a ela, notando que assim, sentindo o odor do corpo de Mulder, é como tê-lo diante de si. E deixa o corpo a sacudir- se com os soluços do pranto. Ela leva a mão ao pescoço, como que procurando buscar ajuda de paz e esperança somente tocando a cruz de ouro que simboliza o Senhor de todas as coisas, que pode devolver-lhe tudo aquilo que agora está perdido, secar todas as suas lágrimas aflitas, trazer novamente ao seu rosto o sorriso de alegria, da paz, da certeza de dias melhores. Seus dedos tateiam-lhe a pele, procurando a cruz. Não está. Lembra-se imediatamente que a cruz encontra-se agora com Mulder; sente que o Senhor Deus estará com seu amado onde quer que ele se encontre. Vêm-lhe à mente as palavras que lêra na Biblia, vindas do Filho de Deus, Jesus Cristo: "Vinde a Mim vós que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei..." FIM Amigo eXcers, aí está a minha fictícia retrospectiva, com a qual espero ter agradado a todos vocês. E se gostaram e quiserem conhecer mais estorinhas sobre Mulder e Scully, leiam meu folhetim virtual no Devaneios que está no site http://membro.intermega.com.br/wlad/