Autora: Rafaelly Regis Categoria: pós- episódio Classificação: Livre Disclaimer: Arquivo X e seus personagens não pertencem a mim e sim a Chris Carter e a, 1013,Fox. Notas da autora: Essa fic foi feita em menos de quarenta minutos, então não foi nada muito elaborado não. Na verdade "The Truth" mexeu muito comigo, assim como com todos os exers, e eu me vi obrigada a botar um pouco da impressão que eu tive ao vê-lo em uma fic , só que pelo ponto de vista da Scully. Espero que gostem. Reflexões Os últimos dias foram difíceis. Reencontrar Mulder novamente depois de tanto tempo. Digo novamente, porque ultimamente tem sido assim. Deus parece querer que ele fique longe de mim. Foi tão estranho vê-lo daquela maneira, assumindo a culpa por um crime que não cometeu, para depois descobrir que era apenas uma encenação. Mais uma entre tantas que Mulder teve que fazer para defender os Arquivos X. Ele foi a julgamento. E implicitamente, Skinner, Doggett, Monica e principalmente eu, também fomos. Eu pensava que a verdade pela qual lutamos todos esses anos seria exposta, finalmente. Mas, não foi o que aconteceu. O homem que eu amava começava a perder as esperanças e mal sabia eu, da revelação que ele guardava dentro de si. E eu lutei. Lutei para defendê-lo, erguê-lo do abismo em que estava mergulhado. Mulder foi condenado à morte por injeção letal. Senti como se um punhal rasgasse minha carne e acertasse em cheio o meu coração. Não suportei pensar que o meu melhor amigo, o meu amor, havia sido condenado. Nunca gostei que ninguém me visse chorar. Eu tive que ser forte todos esses anos, pois trabalhava num lugar predominantemente masculino, na seção mais desacreditada do FBI. Mas, há muito tempo não consigo conter meu choro. Mulder só tem me feito chorar. Às vezes de alegria e outras vezes de tristeza. Ele fugiu e me levou aonde a verdade estava escondida. Não era lá fora. Era no Novo México. Aquele homem fumante e que por uma infelicidade era pai de Mulder, contou-me o único fato que ele havia escondido de mim nesses nove anos. Mulder tinha medo que essa revelação destruísse o meu espírito, mas não foi o meu que ela destruiu. Foi o dele. Agora aqui estou eu, nesse quarto de hotel, a observar o homem que dorme ao meu lado. Mas, não é o sono dos justos. Ele não dorme tranqüilamente como aqueles que não tem um fardo pesado para carregar. Tudo o que fizemos fora em vão. Nada poderia evitar o que estava por vir. Neste momento queria apenas que nosso filho estivesse conosco. Será que Deus deixará que essa profecia se cumpra? Será que ainda há esperança? Prefiro acreditar que sim. Prefiro acreditar que a justiça será feita e que a fé que eu trago personificada nessa cruz em meu pescoço, prevalecerá. Que a luta de tantas pessoas nesses nove anos não fora em vão. E que ainda haverá uma batalha final.