Nunca acreditei que um dia escreveria isto, mas os personagens usados nesta mini-fic não pertencem a mim. Um deles pertence à Fox Network, Chris Carter e 1013 Produções, e o outro pertence à Sílvia Penhalbel :D Pelos rumos que a série vem tomando, parece que a Fox não liga muito para seus personagens. Então espero que a Sil não me processe :D Ãh... um nome... Reencontro (vixe! minha criatividade sempre me surpreendendo) ******************** Alguém caminha rapidamente pelas ruas desertas e úmidas daquele bairro inóspito de Washington. O aspecto arcaico das construções e o pequeno movimento de pessoas naquelas ruas chega a lembrar alguma antiga cidade do oeste, da época dos duelos de atiradoes e dos saloons. Pareceria até perigoso, se não tivesse a certeza de que quem o chamou até ali não escolheria um local que não fosse seguro. E sabia que as pessoas só estavam recolhidas em suas casas, protegendo-se da chuva que atravessou a noite. Nunca esteve ali antes, na verdade não imaginava que ainda existissem lugares como esse na capital. Leva nas mãos um papel amassado, que é consultado a cada esquina dobrada. Tira os óculos, que só estão atrapalhando sua visão, castigados pela garoa fina que ainda insiste em cair sobre a cidade naquela manhã. Seu sobretudo negro também está molhado, mas ele preferiu deixar o carro a uma distância que não levantasse suspeitas de seu destino, e concluir o trajeto a pé. Ele para em frente a um prédio, aparentemente abandonado. Confere o endereço no papel, agora amassado e borrado pela água, e olha para o relógio. Skinner empurra a porta devagar, que não oferece resistência e lhe revela uma escada. Ele começa a subir com cautela, está desconfiado. A escada termina numa sala grande e vazia, há muito tempo inutilizada, com janelas abertas e portas que batem com o vento. Alguém o aguardava. - Cheguei a pensar que não viria. Ele reconheceria aquela voz em qualquer lugar. - Claudia?? - Oh, ainda se lembra de mim. - ela sai de uma das portas - Não esperava vê-la aqui. - Trouxe o que pedi? - Sim, mas... - ele não parece nada confortável com a situação - o que vão fazer com isso? Tem noção de que estou colocando minha carreira em risco? Como posso confiar em vocês? - Ah, vai confiar... - ela caminha em direção a ele, sutil e irônica - até porque já veio até aqui e não vai desistir agora... Definitivamente, aquela mulher impõe uma autoridade espantosa. - Vocês poderiam esperar Mulder e Scully voltarem do Oregon... para não me colocarem numa posição dessas. Um diretor-assistente do FBI não tem tanta liberdade quanto um agente para esses "passeios". Sou monitorado de perto pelos meus superiores. - Não podemos esperar. Temos urgência em partir para uma missão e precisamos dessas informações. E como Mulder deve ter lhe dito, nossa proposta também lhe interessa. Ele concorda, relutante... como se tivesse dúvidas de que está fazendo a coisa certa. Ela antecipa a resposta, num tom de voz mais baixo e menos hostil. - Garanto que existe tal fórmula. Obviamente não está à venda nas farmácias, mas acredito que podemos conseguí-la. Ela desativa as nano-criaturas e as elimina da corrente sanguínea. O processo oferece um certo risco, mas já foi testado e obteve resultados satisfatórios. É melhor do que ser marionete do rato, não acha? - Por que quer me ajudar? - São as meninas, e o Mulder. Ele descobriu a existência dessa substância, e pediu nossa ajuda para retirá-la dos laboratórios do governo. Em troca dessas informações que você vai me entregar agora. Ele parece menos perturbado, e retira do sobretudo uma pasta, uma cópia de um dossiê do FBI. Ela se aproxima e recebe o documento. Olham-se diretamente nos olhos, não conseguem disfarçar a tensão que se cria. Mas ela tenta... - Isto estará seguro conosco. - Por que escolheu este lugar? Não precisávamos vir até aqui. - Foi tudo de última hora, não podíamos ir muito longe do aeroporto, nosso vôo sai daqui há alguns minutos. - E por que veio pessoalmente? Achei que encontraria uma das outras. - Elas estão acertando os detalhes do vôo. Não haviam mais lugares disponíveis. Não pelo modo convencional. Claudia abre um raro e discreto sorriso enquanto fala e folheia o documento, quando sente o homem lhe dirigir um olhar diferente, que é retribuído instintivamente. O clima na sala se transforma de vez. Ele desvia o olhar para sua boca, só consegue pensar na última vez que estiveram a essa distância, naquele beco. E simultaneamente entregam-se ao beijo inevitável, frenético, que dura alguns segundos, até ser interrompido pelo ruído do carro que se aproxima do prédio. Ela livra-se dele, e caminha até a porta apressada - Preciso ir. Antes de sair, lhe dedica um último olhar, rápido e enigmático. Mas não diz nada, e desce a escada com pressa. Skinner mais uma vez fica ali, catatônico. Olha pela janela e vê Claudia juntando-se às outras quatro silhuetas dentro do carro, que parte em disparada. ****************** E aí? Muito ruim? Eu não gostei muito do motivo do encontro e essas coisas, mas não tive muito tempo nem criatividade. É bem simples, eu não sabia o que fazer... espero que não tenha te decepcionado. Adoro você, minha excer oculta! :-) Um super beijo, Samuel