___Reencontro___ AUTORA: Lilly S. Mulder RESUMO: Scully encontra Mulder no hospital em estado de coma, exatamente na mesma condição em que ela esteve. Alguém sabe de algo mais. Várias revelações são feitas. COPYRIGHT: Quem quiser copiar esta fanfic pro PC ou colocá-la na sua homepage, se sinta livre para isso, mas me dê um toque para eu ir lá na HP ver como é que está, tá? Não faz mal nenhum e ainda vai aumentar o número de visitantes da sua HP... ;-) DISCLAIMER: Arquivo X e seus personagens não pertencem a mim (lógico que não, se pertencessem, vocês acham que eu estaria aqui escrevendo um monte de baboseiras???), e sim, a Chris Carter e ao pessoal da Fox, e não se destina a fins comerciais, somente à diversão dos eXcers ou de quem quer que seja... SPOILERS: Christmas Carol, Emily, Triangle, En Ami, all things, Requiem FANFIC: Shipper, muito shipper, mais do que shipper... Noromos irão odiar... CENSURA: Nenhuma! Cê já é bem grandinho pra saber o que fazer ou não, né, foffy? E o que uma menina da minha idade faria de mal? FEEDBACK: Me digam o que acharam! Mandem a mensagem para o email excerqueen@yahoo.com.br. Mas olhem lá, esta é minha primeira fanfic, hehehe... :-) AGRADECIMENTOS: CAIM e Mara, apesar de noromos, mas sempre amigos e compreensivos, *Dana Scully*, Nic, Jaque Scully, minha miga shipper de todas as horas, Anna, que apesar de não gostar de spoilers, acaba sabendo de algo revelador, Melina, Munique, Eve9, que até hoje não me aceitou em sua lista de ICQ, Eve10, Renata, excer lunática, que em sua única fanfic publicada, conseguiu matar Mulder, Scully, Canceroso, o filho dele, Skinner, a filha de Scully e todos os excers... Ah, à One pela inspiração, à Alice J. Foster, também pela inspiração e pela amizade, à Angel Scully, inspiração e amizade também, à Fabi e à Lyze, idem. Valeu gente!!! _____________________________________________________________ ________________ RESIDÊNCIA DE DANA SCULLY 11:15 PM Scully estava se preparando para ir dormir. Se fosse por ela, já estaria dormindo a muito tempo. Desde o começo da gravidez, ela começou a dormir de dez a doze horas por noite. Já estava em seu terceiro mês de gravidez, e a barriga já estava meio saliente. Queria muito que Mulder visse... Ele ia ficar maluco se descobrisse que iria ter um filho. Já sabia o sexo da criança. Era um menininho, e ela já escolhera o nome: seria Adam. _"Espero que Mulder apareça logo... Sinto tanto a falta dele..." Scully se deitou e logo pegou no sono. Ela começou a sonhar com uma voz. Uma voz fina, de uma menina. Viu-se procurando algo, desesperada. Dessa vez conseguiu entender o que a menina dizia: "Mamãe? Me ajude, mamãe...". Scully acordou assustada. Sentou na cama e passou a mão pelo rosto. _"Meu Deus, o que será que foi aquilo?"_pensou._"Talvez eu esteja me lembrando de Emily... Ou talvez... Melhor eu voltar a dormir..." Scully adormeceu novamente, torcendo para que o pesadelo não continuasse. E não continuou. ARREDORES DE BALTIMORE 11:34 AM Era um trecho muito escuro. A única iluminação que havia era do poste que ficava no outro lado da rua. Um carro azul marinho passou correndo. Os passageiros eram uma menina, que aparentava uns oito anos de idade, no banco de trás, que estava com a cabeça de um homem no colo. Ele estava inconsciente. Quem era ele? Ficaremos sabendo depois... O motorista era outro homem, que também ficaremos sabendo depois... A menina disse: _Anda, pai, vamos levá-lo ao hospital... _Estou indo. Calma. _Agora! Senão você sabe o que eu posso fazer. Não quero ver mais ninguém morrer por sua causa. Vá para o North Georgetown. O homem ficou calado, e resolveu fazer uma coisa terrível. Repentinamente, ele jogou o carro pra cima da calçada, batendo em um poste. Ele morreu. Os passageiros de trás ficaram inconscientes. HOSPITAL NORTH GEORGETOWN 0:19 AM Scully foi chamada pelo Diretor Assistente Skinner a comparecer naquele hospital. Ela passara momentos difíceis ali, era duro para ela voltar lá. Quando avistou-a, Skinner disse: _Que bom que está aqui, agente Scully. Deve estar se perguntando porque a chamei tão tarde... _Sim senhor... _Encontramos o agente Mulder. _O quê?_A face de Scully adquiriu um brilho novo. Um sorriso a iluminou, seu olhos brilharam. _A má notícia é que..._Ele parou um pouco._...ele está em coma... _O que?_O sorriso desapareceu. Scully deixou uma lágrima cair. _Sim. Encontramos ele muito machucado depois de um acidente de carro. Havia três pessoas no veículo: o motorista, um homem que ficou desfigurado, pois bateu diretamente a cabeça no poste, morreu; uma menina de oito anos, que está dormindo, e Mulder, que já estava em coma segundo a menina. _E... Essa menina... Quem é ela? _Lilly Wallace. Nascida em 1993, no estado da Califórnia. Fiz umas perguntas a ela, disse que morava em uma base militar com o pai. _Tá... Posso ver Mulder? _Venha comigo. Skinner levou Scully até a UTI. Ela, com os olhos cheios d'água, entrou. Mulder estava com os mesmos aparelhos que Scully precisou depois de sua abdução, e ainda estava todo machucado por causa do acidente. _Poderia me deixar sozinha com ele? _Claro, Scully._E Skinner se retirou do quarto. _Mulder?_chamou Scully_Mulder, pode me ouvir?_A voz dela treme._Mulder... Nós vamos ter um filho... Um lindo menininho... Vamos, acorde, Mulder... Lilly sai do seu quarto e caminha até a UTI. Vê Scully acariciando Mulder. Decide entrar. _Oi... Scully se vira e vê a menina. Ela tinha cabelos castanhos, quase loiros, olhos que, dependendo da luminosidade, poderiam ser castanhos claros, verdes ou azuis. A pele era branca, muito branca. Sentiu como se já tivesse conhecido a menina. _Oi. Você é a Lilly? _Sou... Você é amiga dele?_perguntou ela, apontando para Mulder. _Sim... Somos muito amigos... _Qual é seu nome? _Dana. Dana Scully. _Ahn... Você está preocupada, né? _Sim, muito... _Não se preocupe, amanhã ele estará bem... Eu prometo. Scully estranhou a menina falar aquilo. Deu um pequeno sorriso e saiu da UTI, dando uma última olhada em Mulder. Chegou na sala de espera e sentou-se. A menina sentou a seu lado. _Você está grávida, né? _Sim, estou. _É menino, né? _Como sabe? _Quando é menina, a barriga fica redondinha. Quando é menino, a barriga fica pontuda. A sua está meio redondinha e meio pontuda. Via muitas mulheres grávidas onde eu morava. _Mesmo? Como seu pai se chamava? _Bem... Isso é um pouco complicado... _Complicado? _É, porque meu pai não era meu pai. _Não? _Não. Isso eu só fiquei sabendo quando começaram a fazer experiências comigo. Ele disse que tinha me raptado pois a mamãe não queria que fizessem nada comigo. _Qual era o nome desse homem? _Bem, pode ser que seja falso, nunca o chamei pelo nome, mas já ouvi outras pessoas chamarem ele de Krycek... Alex Krycek... Scully ficou muito surpresa e raivosa ao ouvir o nome Krycek. Procurou controlar a raiva, pois não fazia bem pro bebê. _Eu vi tanta gente esquisita lá... Tinha um cara gordo que tinha a voz fininha... Tinha um outro que fumava, fumava, fumava, fuvama... _Fumava? Era um senhor de meia idade?... _Era, todo mundo chamava ele de Spender... O Krycek estava tentando me esconder dele, sei lá porque... _Muito estranho... _É mesmo, e além disso tudo..._continuou a menina, que estava disposta a falar mais e mais. _Calma, calma, calma... Depois você me conta mais, tá? Agora vá dormir um pouco... _Você precisa descansar também... Vem comigo, tem um sofá no meu quarto... Lilly pegou Scully pela mão e levou-a até seu quarto. Era grande, e tinha um sofá macio. _Se você quiser, pode dormir aqui. Você vai ficar perto e logo vai poder ver o Fox amanhã. _Você acha que ele vai acordar? Lilly deu um sorriso e disse: _Eu prometi, não prometi? _Você sabe onde ele estava, não é? _Sim. Estava na base. Fizeram experiências com ele. Ficamos no mesmo quarto, e eu contei para ele tudo o que sabia... Mas aí, fizeram o pior teste de todos nele... O que geralmente mata... O que fizeram com você... Fizeram comigo também... Scully olhou para ela. _Sabe por que eu já te conhecia? Eu me lembro de ter visto você lá com o grupo dos japoneses. _Eu? _É, você me é familiar... Parece que eu já conhecia você antes... _Sabe que eu senti a mesma coisa? _É? _Sim... Olha, depois você pode me contar mais sobre tudo isso? _Eu sei de tudo. Eu costumava ficar atrás da porta, embaixo das escadas, e dava pra escutar tudo que acontecia... Eu fugi por causa disso. _Você fugiu de San Francisco até aqui? _San Francisco? A base não é em San Francisco... É em San Diego. Scully parou e ficou pensativa. Lilly continuou a falar: _A enfermeira disse que eu estou bem e amanhã mesmo posso ir embora. Mas eu não quero voltar pra base... _Você não vai, querida. Prometo resolver tudo, tá? _Tá... Sabe? A minha mãe também era ruiva... _É? E você lembra dela? _Lembro... Ela tinha olhos castanhos e cabelos ruivos... Acho que a última vez que eu a vi foi a uns cinco anos... _Deve ser muito difícil para você, não é? _É... Você me lembra ela... Scully, por um momento, desejou que ela fosse sua filhinha. Acariciou seus cabelos e disse: _Tá... Amanhã nós conversamos mais, vá dormir... _Boa noite, bem... Como devo te chamar? _Pode me chamar de Dana, tá? _Tá. Boa noite, Dana. Scully levantou, apagou a luz e sentou-se no sofá. Observou a menina até que o sono chegasse. O sono da menina? Que nada, o dela... Deitou-se no sofá e adormeceu rapidamente. Lilly percebeu e se levantou. Olhou e viu que Scully estava em um sono profundo. Saiu do quarto e se dirigiu ao corredor. Os médicos estavam, ou na sala de cirurgia, ou visitando seus pacientes, muito longe dali. Enfermeiros estavam dando remédios, etc. Lilly caminhou até a UTI. Viu Mulder. Olhou para o relógio na parede. Eram 8:59 AM. Tinha um dia para acordar Mulder, e Scully não podia acordar antes disso. O porquê daquilo tudo? Ela não sabia... Mas tinha que ser feito. Se dirigiu ao lado direito da cama de Mulder e sentou, encostada, como se estivesse se escondendo. Fechou os olhos. Resmungava algo como "Vamos logo, anda...". Quando abriu os olhos, Scully estava na sua frente: _Já descansou?_perguntou Scully, puxando-a. _Eu vim fazer uma visitinha a ele... _Você gosta muito dele?_perguntou Scully, sentando-se em uma cadeira. _Ahan... Ele é muito legal. Nós tentamos fugir, mas aí... _O que houve? _Nos pegaram. _Quem? _Os chefes da equipe, e... Krycek... _E o que aconteceu? _Pegaram o Fox e o prepararam pra fazer esse teste e..._uma lágrima caiu. _Não chore... Ouça, agora eu vou pra casa. Você gostaria de ir comigo? Lilly pensou um pouco. Olhou para Fox: _Ahan..._balançou a cabeça, afirmando. _Ótimo. Então vamos._Scully pegou na mão da garotinha. RESIDÊNCIA DE DANA SCULLY 2:59 AM Scully acendeu a luz da sala. Lilly entrou e olhou em volta: _Bonita casa. Você mora sozinha? _Moro. _Pensei que você morasse com ele... Sabe, ele falava de você o tempo todo... Ele deve te amar muito. Scully ficou meio corada: _Bem, você não quer dormir mais um pouquinho? _Por que você quer tanto que eu durma? _Pra você descansar... Crianças da sua idade precisam dormir bastante... Ainda mais sofrendo um acidente de carro... _Mas eu não tô com sono... _Pode fazer isso por mim?_Scully deu um sorrisinho discreto. _Hum... Só porque foi você quem pediu... Scully deitou-a no sofá e cobriu-a com um edredon macio. _Durma com os anjos... _Pode ter certeza... Scully estranhou a resposta, mas não ligou muito e foi deitar-se. Lilly ficou olhando em volta. De repente, fechou os olhos e parou: parou de se mexer, de respirar. ************************************************************* **************** Lilly acordou em um lugar escuro, mas sereno. Viu muitas pessoas vestidas de branco. Levantou-se, e começou andar. Viu crianças brincando. Repentinamente, uma menina loirinha de olhos azuis a chamou. Correu a seu encontro. Parecia ter uns três anos. Elas se abraçaram. A garota apontou para uma direção. Lilly se dirigiu até lá. Ela acabara de entrar em um tipo de floresta. Tinha várias árvores sem folhas. Viu um vulto atrás dela. Uma menina, de uns quatorze anos estava correndo para se esconder atrás de uma outra árvore. Mulder andava atrás dela. Lilly gritou: _Fox! Foi em vão: ele não a ouviu: _Fox... Por favor, fica comigo... Mulder continuou seguindo a menina. Lilly se pôs na frente dele: _Por favor, não vá com ela. A menina foi para o lado dele e começou a puxá-lo pelo braço. Lilly começou a chorar e agarrou o outro braço de Mulder: _Samantha, preciso dele... Por favor, ele precisa ficar comigo... Samantha largou o braço de Mulder. Acenou para ele e foi embora. Lilly pôde ver as lágrimas escorrendo do rosto de Mulder. Mais que depressa, pegou sua mão e correu com ele até o fim da floresta, onde tinha uma luz. Eles atravessaram a luz e... ************************************************************* **************** 5:40 AM Scully havia acordado com o som da buzina de um carro que havia desobedecido à norma de não buzinar das 10 da noite até às 6 da manhã. A primeira coisa que foi ver foi Lilly. Encontrou-a sem respirar. Ficou desesperada: _Lilly? Você está bem? Lilly?_Scully pôs a mão em seu peito: o coração não batia._Lilly? A menina voltou a si em um segundo apenas. Tossiu e voltou a respirar. Abriu os olhos: _O que houve? _Você está bem?_perguntou Scully, incrédula. _Sim, por que? _Você não estava respirando! _Não? _Não, estava praticamente... morta!_Scully, mesmo relutando contra isso, ficou com os olhos cheios d'água. _Calma, eu estou bem... _Desculpe-me, mas... Eu me lembro de uma menina que... morreu na minha frente a três anos... _Emily... _Como você sabia?_Scully afastou-se um pouco, assustada. _Ela era minha vizinha e minha amiga. A última vez que a vi foi quando a mãe dela tinha morrido. Ela me contou que tinha visto a mãe morta dentro de uma banheira cheia de sangue. Aí eu perguntei o que ela tinha sentido, então ela me disse que não tinha ficado muito triste, por que aquela não era a mãe dela de verdade, e que a verdadeira era uma moça ruiva que tinha tocado a campainha na casa dela à noite. Scully sentou-se e ficou inconsolável depois daquela informação. _Eu a vi hoje... Ela está muito feliz. Chorando, Scully olha para a menina: _Eu não sei o que está acontecendo. Afinal, como você tem tantas informações? Você é só uma criança, e me diz conhecer Krycek, Emily, Mulder... Me revela coisas que em sete anos não consegui descobrir e... _Fox acordou..._disse Lilly, a interrompendo. _...como? _Ele está bem, esperando por você. Precisamos ir... Scully esqueceu o que estava falando, parou de chorar e abriu um sorriso. _Vamos para lá! _Só pra confirmar: o que estava querendo me dizer? _Eu? Nada! HOSPITAL NORTH GEORGETOWN 6:10 AM Scully havia dirigido muito rápido, muito mesmo, na velocidade que Mulder costumava dirigir. Na recepção, nem falou com ninguém. Chegou na UTI e não havia ninguém. Lilly a levou a um quarto perto dali. Scully abriu um largo sorriso. _Viu, Scully, não foi dessa vez que você conseguiu se livrar de mim..._Mulder sorriu para ela. _Mulder, eu fiquei tão preocupada. Está se sentindo bem?_Ela pegou na sua mão e sentou na beira da cama. _Claro. Só não me lembro o que aconteceu... _É que... Foi... _O que? _Esqueci o que aconteceu. _Bem, se você esqueceu, não deve ser nada importante... Você viu uma garotinha por aqui chamada Lilly? _Claro, ela esteve comigo este tempo todo e... Aqui está ela. Lilly apareceu por trás de Scully. Sorriu para Fox: _Quase, hein? _Quase o que? _Esquece, esquece... Os dois esqueçam... _Lilly, o que aconteceu com ele mesmo? _Nada, ué... _Mas... Você me disse... _Não houve nada. Nunca te disse nada. Você nunca me viu, e ninguém me conhece mais, entendeu? Scully e Mulder ficaram parados, com caras estranhas. Parecia que tinha retirado todo o conteúdo do cérebro deles. Lilly saiu do quarto, do hospital, e sentou-se nos degraus da escada: _"Não posso ficar... Eles iriam sofrer muito se soubessem... Eles não podem se lembrar de mim... E além disso, eles não conseguiram se lembrar até agora o que eu havia dito... Eles não são quem eu estou pensando..."_pensou a menina. Scully permanecia calada, pensando. Mulder também. O silêncio foi quebrado por ele primeiro: _O que está acontecendo? _...não sei... Skinner chegou. Ele fora o primeiro a ver que Mulder tinha acordado. Perguntou: _Onde está a menina, agente Scully? _Menina? Que meni..._Scully acabara de lembrar-se: Lilly. Ela havia tentado fazê-la esquecer o que havia lhe contado... Esquecer o que? Acabara de lembrar. Krycek, Emily, Mulder... Mulder também se lembrara. Lilly havia salvo sua vida. Não conseguira de primeira, mas sofrera pelo fracasso da fuga. Havia dito a Mulder porque estava fazendo aquilo. Mas ele não havia escutado direito. Mas era algo importante... _Mulder, espere um pouco... Já volto..._Scully saiu do hospital, e encontrou a menina encolhida no último degrau, com muito frio. Disse-lhe: _Lilly, vamos entrar, quero conversar com você... _Mas... Você não me conhece... _Conheço... Conheço sim, não tente me enganar... Lilly abaixou a cabeça: _Você então é quem eu estou pensando... _Quem você acha que sou? _... Scully, repentinamente, ergueu-a e levou-a para dentro. Sentou-a em uma cadeira, perto do quarto para que Mulder fora transferido, e agachou-se, impedindo-lhe qualquer tentativa de fuga. _Olha... Eu quero saber o que está acontecendo. Ontem você me revelou tantas coisas, mas tantas coisas importantes, e hoje, me disse para esquecer tudo? Acha que posso me esquecer? Lilly ficou meio parada, triste. Scully continuou: _Vamos falar com Mulder e você vai nos explicar direitinho o que está acontecendo. Mulder já estava sentado. Sua recuperação foi extremamente rápida. Lilly disse: _Que bom que está bem... _Mas sinto que você é quem não está bem... O que está acontecendo?_Mulder perguntou. Lilly olhou para ele. De repente, um pensamento ocorreu na mente de Mulder. E se... _Scully, vem aqui..._Scully aproximou-se. Mulder sussurrou no ouvido dela._Sei que parece estranho, mas acho que deveríamos fazer um teste de DNA nela... _Mas por que? _Algo me diz que isso revelaria tudo o que ela está escondendo. _Hum... Está bem... Lilly..._Scully a chamou. _Vem comigo. _Ah, não! Eu não quero tirar sangue! _Lilly..._Scully sentou-se_Olha, você estava tão bem, por que agora está assim? _Vocês vão descobrir e vão ficar com raiva de mim... _Descobrir o que? Lilly virou o rosto. Disse: _Não quero fazer esse exame. _Mas por que? _Gosta de brincar de boneca? Scully estranhou a pergunta. Mulder disse: _Lilly, tenho certeza que você me falou porque, mas não me lembro... Por favor, nos deixe fazer o exame. _Hmm... Tá... _Então vamos?_perguntou Scully. Lilly segurou Scully pelo braço. _Promete que não vai me deixar sozinha? Scully abaixou-se: _Prometo, tá? Scully saiu com Lilly. Skinner entrou no quarto de Mulder: _Como está se sentindo? _Um tanto estranho, senhor. Como se tivessem feito uma grande mudança em mim... _Se lembra de onde esteve? _Não, mas a garotinha deve saber... _Já perguntei, ela disse que não sabia. _Senhor, ela sabe. Tem algo diferente nela, eu não sei... _Ela é um tanto quanto estranha, Mulder. Se não te soubesse como é a sua vida, juraria que ela é sua filha... _Minha filha... Não sei porque, mas isso me pareceu um tanto lógico... Scully olhava incrédula os resultados do exame. As cadeias do DNA de Lilly lhe pareciam um tanto familiar. _"Estranho... Parece que eu já vi uma muito parecida em algum lugar... Não lembro aonde..."_pensou ela. Skinner continuou a conversar com Mulder: _Sabe me dizer quem era o motorista do carro em que você estava? _Que carro? _Você sofreu um acidente, não sabia? _Não... Não me lembro de nada disso... _Bem... Preciso falar com a agente Scully, com licença... Scully observava os exames de Lilly quando Skinner chegou: _Scully, o corpo do motorista sumiu do necrotério. _O que?_Scully voltou sua atenção toda para Skinner. _O motorista que dirigia o carro que bateu... Sumiu... _Como, mas...? A autópsia foi feita? _Não... Lilly estava sentada em uma cadeira no corredor, chupando um pirulito que Scully havia lhe dado, e ouviu tudo: _"Ah, não... Ele me enganou..."_pensou ela. _E agora, senhor?_perguntou Scully para Skinner. _Bem, vamos tentar encontrar o corpo... Talvez alguém tenha roubado... _Não... Ele está vivo..._disse Lilly. _Vivo? Como você sabe?_perguntou Scully. _Você conhece ele... Ele tem sangue verde... Skinner olhou para Scully. Ele lembrara que uma vez que Scully tinha sido seqüestrada e ele tivera que atirar na nuca de um homem. E depois o corpo, que havia caído no mar, não foi achado. _Vou chamar todas as viaturas, tem um assassino na cidade..._disse Skinner. _Obrigada senhor..._disse Scully. _Lilly... _Hein... _Como você sabia, digo, que ele... _Ele não morre assim... Pensei que fosse Krycek que estivesse lá, mas não... Me enganaram... _Tá, depois você me explica isso melhor... Ainda não contei para Mulder que estou grávida... _Ele não viu? _Acho que sim, né? Mas vamos lá... _É, vamos... Mulder estava pensativo em seu quarto. O médico dissera que poderia ir embora no dia seguinte. Mas, mesmo assim, não conseguia se lembrar do que Lilly havia lhe dito. Scully entrou em seu quarto junto com a menina. _Esta cena está se repetindo muito, né?_brincou Mulder. _Hehehe... Mas essa não vai repetir nunca... Mulder, estou grávida. Mulder ficou paralisado. _Mas... Como?_E meio ciumento_De quem? _De você, claro... Você vai ser papai... Mulder esqueceu-se que estava fraco e levantou-se. _Bem, eu nunca pensei nisso, mas..._Mulder pegou na mão de Scully _Dana, eu sempre te quis muito bem... Da primeira vez que te vi, entrando na minha sala, tão nova, mas tão instruída e inteligente, nunca pensei que um dia... pudéssemos... _O que, Mulder?_Scully perguntou suavemente, como se já soubesse a resposta. _O local não é muito apropriado, mas... Você quer morar comigo? Scully sorriu. Ele não havia falado em casamento, mas o mundo moderno não era assim. Casamento definitivamente não era uma das coisas em que Dana pensava. A proposta de Mulder foi... como dizer? Muito... aplicável para o momento... _Mulder... _Sim... _Eu te amo... Mulder sarcasticamente conseguiu quebrar o clima (não totalmente): _Eu te disse isso a um ano mais ou menos, e você não acreditou... _Fox, como eu ia acreditar em você? Tinha me dito que havia me visto no Queen Anne em 1939... _É verdade, Scully... _Bem, isso não vem ao caso agora... _E a minha proposta? Aceita? _...claro... Poderemos ser muito felizes ao lado do nosso filhinho... _É menino??? É um menino???_perguntou Mulder. _É... Adam... _Adam? Um garotão pra jogar baseball com o papai?_Mulder sentou-se na cama e encostou o ouvido na barriga de Scully, que segurou sua cabeça._Sabe, Dana... Nunca pensei que em um dia poderia me tornar o homem mais feliz do mundo... _E eu não sabia que em um dia, faria um homem tão feliz... Mulder e Scully ficaram se olhando por um tempão, até que ela volta a si: _Bem, Mulder... _...me chame de Fox, Dana... _Tá, Fox..._ela sorriu_Eu já volto, preciso ir em casa pegar uma coisa... _Estarei te esperando... Lilly estava sentada num canto, aparentemente tristinha. Mulder disse: _Fica me fazendo companhia enquanto ela vai pra casa? _Claro..._disse ela. _Tem algumas coisas que eu queria te perguntar... Ela olhou para ele com medo. Sabia que pergunta ele iria fazer: _Onde estávamos? _Na base... _Base...? _Não sei o nome... _Aonde? _Na Califórnia. _Cidade...? _Na Califórnia... _Tá, legal, olha... Eu sei que não quer responder, mas... Será melhor que você diga para que possamos pegar quem fez isso com a Scully... comigo... e principalmente com você... _Como assim comigo?_Lilly estava se afastando. Mulder segurou-a: _Você pode ler mentes, certo? _Não... _Não o que? _Agora eu sei... _O que? _Vou te contar tudo... Você tem que saber... _Então comece... _Eu não sei bem, mas... Eu acho que eu não nasci do modo convencional, como os bebês são feitos na realidade... Estavam começando a fazer esperiências para criar uma raça que pudesse acabar com eles... _Eles quem? _Você sabe... Então, começaram a optar por outros métodos de concepção... _Fertilização in vitro? _Não... No meu caso, foi barriga de aluguel... _E... quem foi... a sua? _A minha mãe, que não é realmente minha mãe... _O nome dela é...? _Melissa Scully. O impacto que Mulder sofreu foi imenso. Ele deitou a cabeça no travesseiro: _Me-melissa S-scully? _É... Conhece? _Sim, conheci... há muito tempo... _Ela era parente da Dana, né? _Sim... Irmã... _Bem, o governo pagava as barrigas de aluguel como se fosse mesmo um aluguel do útero... _E de quem vinha os órgãos reprodutores... _Dos considerados "superdotados". Pegavam pessoas inteligentes e com dons especiais para criar crianças geniais... E além disso, modificavam o código genético... _Mas... o código mal foi descoberto a poucos dias... _É... Mas o governo secreto já o conhecia há muito tempo... _E você... por um acaso sabe quem... são seus pais? _Ahan... ************************************************************* **************** Nesse momento, Scully está chegando em casa. Joga as chaves na mesa e vê que não tem recado nenhum na secretária eletrônica. Logo, tira o exame de DNA de Lilly da sua bolsa. O coloca em cima da mesa, abre a gaveta e abre um envelope, que contia o exame de DNA feito nela na época em que lutava contra o câncer. Ligou o abajur e sobrepôs o exame de Lilly no dela. Estranhamente, era quase igual. A surpresa vem agora: ela abre outro envelope e pega um exame de DNA feito em Mulder muito tempo atrás, e o sobrepõe sobre os dois exames citados acima. Fica muito assustada. ************************************************************* **************** _Eu sou sua filha... _disse Lilly a Mulder. _Minha filha? _E da Dana... Mulder coçou a cabeça aflito e confuso: _Não, mas como...? Como o governo conseguiu pegar um... esperma meu? _Não sei... Na verdade, tudo o que eu disse antes não é claro pra mim... Foi apenas o que eu ouvi os mais velhos falarem. _... Scully rapidamente chega no hospital. Ela havia corrido tanto com o carro que devia ter levado pelo menos umas três multas. _Mulder? Preciso te falar uma coisa... _Não precisa... Eu já sei... Lilly estava sentada na cama de mãos dadas com seu pai, Mulder. Scully colocou sua bolsa em uma cadeira e vai ao encontro da pequena menina. _Lilly... Por que não me contou, querida? _Achei que vocês iam sofrer... E que não iam gostar... _Como alguém não gostaria de ter você como filha? _Ninguém normal... _Então pode me chamar de anormal..._Scully sentou-se em uma poltrona e puxou Lilly para seu colo. Embalou-a como se embala um nenê e disse: _Amanhã vai ser diferente, tá? Eu prometo que você vai ter sua casa, sua família... E ninguém vai fazer nada de mal pra você..._Lágrimas teimosas rolavam do rosto de Scully. _Vo-você vai me levar pra casa?_disse a garotinha, sonolenta. _Claro... Você é minha filha... Nossa filha..._Olhou para Mulder. Lilly, que até agora parecia incomfortável com a situação em que Scully havia lhe colocado, se acomodou no quente colo de Scully e adormeceu. _É, Scully... Parece que daqui pra frente vai ser tudo diferente... _Claro, Fox... Mas me chame de Dana... Ela levantou os olhos e sorriu meigamente. Ele olhou mais uma vez para Lilly, sua filha, dormindo como um anjo... Sua filha... _____________________________________________________________ _______________ Fim PS: Se você não achou essa fanfic muito clara, espere as outras, tá? Bye- bye!!!