AUTORA: Viviane Neri CENSURA: Nenhuma. SPOILERS: Muitos. Fanfic "Pós-Requiem" Outra coisa, quando eu comecei a escrever, não sabia da possibilidade do filho da Scully ser do Mulder (e na verdade, por mais shipper que eu seja, eu não acreditava muito nisso –afinal todos conhecem o Chris Carter), então na fic a seguir o Mulder NÃO É o pai do bebê da Scully. CATEGORIA: Shipper!!! CONSIDERAÇÕES: Todo Mundo sabe né? Tudo bem, não custa repetir: Mulder e Scully não são meus* e sim do Chris Carter, do David, da Gillian e da Fox Company. Estou pegando os personagens emprestados um pouquinho. Essa história não tem nenhum fim lucrativo, a não ser divertir os fãs. *pensando bem eles são nossos sim, de todos os eXcers, não acham? AGRADECIMENTOS: Agradeço a minha amiga half-shipper Michelle e a minha amiga quase eXcer Marta pelo apoio que me deram para eu escrever essa fanfic. Também agradeço a todos os escritores de fics, afinal suas histórias tb serviram de inspiração para mim E um grande abraço para todos aqueles que foram ao encontro do dia 22/07 em Sampa. NOTA FINAL DA AUTORA: Essa história é shipper, mas acho que os half-shippers também vão gostar. Agora os noromos... Essa é a minha primeira fanfiction, então espero mensagens dizendo o que acharam, elogiando, criticando, perguntando, enfim, ai vai meu e-mail: x-vivi@uol.com.br Agora, chega de enrolação, e vamos ao que interessa!!! AS RAZÕES DO MEU AFETO – 1/2 15h15 mim Ela estava sentada no sofá, com o olhar sereno e feliz. Toda a ternura transmitida em um leve suspiro inconsciente, indicou plenamente seu estado de espírito atual... Sentia-se a mulher mais feliz e privilegiada do mundo, e nada poderia estragar esse sentimento. Na verdade, ela não se importava com nada mais, a não ser vivenciar cada fração de segundo do momento mágico pelo qual estava passando. Enquanto permanecia perdida em seus pensamentos, Scully depositava afagos carinhosos em seu ventre de quase nove meses de gestação, mostrando claramente todo o amor que sentia por aquela criança, que estava prestes a nascer. Ela não sabia como ficou grávida, mas já não tentava achar uma explicação. Acreditava, ou pelo menos queria acreditar, que isso era fruto de um milagre, e que por isso não poderia ser explicado. Scully continuou ali, sentada e pensativa, e permaneceria por muitas horas, mas se lembrou que tinha que levar o lixo para fora. -- Tudo bem Scully, você pode fazer isso depois...- pensou ela por um instante, mas logo descartou a idéia, ela não gostava de deixar as coisas para depois (exceto alguns assuntos mais delicados). Então a agente levantou devagar, pegou o lixo já no saco fechado e saiu de seu apartamento, indo em direção ao ducto de lixo, no fim do corredor. Enquanto caminhava, Scully pensava na sua vida, o quanto ela tinha mudado, e o quanto ainda estava para mudar. O que seria do seu trabalho nos arquivos X? Apesar de saber que poderia voltar para o FBI após o nascimento do seu filho, não tinha certeza se o queria, afinal ela não estava mais sozinha, suas responsabilidades e prioridades iam mudar e já estavam mudando completamente. Chegando no ducto, Scully jogou o saco de lixo e se virou para voltar ao seu apartamento, foi quando ela avistou um estranho conversando com um de seus vizinhos. Logo Scully percebeu quem era o estranho e notou que ele estava procurando por ela. Neste momento todo seu corpo se congelou. Num ato reflexo, ela literalmente pulou para o elevador, que por sorte, tinha acabado de abrir as portas. No elevador, Scully apertou o botão para ir ao térreo, e encostando na parede, respirou aliviada... Ele não a viu. Sua sensação de alivio logo se extinguiu em meio ao medo... Ela sabia o que aquele homem queria e que ele iria atrás dela aonde quer que fosse para conquistar seu objetivo. Só que o que ele queria, ela não estava disposta a lhe dar. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX 16h40. A sala estava escura e a única fonte fraca de luz era a que vinha de dentro de um pequeno aquário com três peixinhos coloridos. Sentado em seu sofá, Mulder olhava o relatório que tinha acabado de escrever, sobre um caso dos arquivos X. O caso já estava finalmente solucionado, mas Mulder não parecia muito empolgado com isso. Para ele tudo tinha sido uma perda de tempo..., na verdade, naquele momento, a única coisa que sentia era um incrível vazio, parecia que dentro dele tinha um daqueles buracos negros, que engolem tudo em seu caminho. Tudo era entediante, seu trabalho, seu jogo de basquete de todos os domingos, sua TV (e os vídeos que não eram dele), sua vida... Tudo. Seu olhar vazio percorreu cada canto do apartamento buscando, em vão, algo que pudesse entretê-lo. Não estava ali o que ele queria, aliás, ele não queria... Ele precisava. -- Ah, Scully... Não sei quanto tempo mais vou suportar trabalhar sem você ao meu lado... Por favor, não me abandone... - disse baixinho o agente, como se acreditasse que ela poderia ouvi-lo onde quer que ela estivesse. Após uma pequena pausa, Mulder deitou a cabeça para trás, respirou fundo, fechando os olhos e tentando refletir sobre sua vida e sobre os Arquivos X. Pensava sobre o por quê dele não conseguir mais trabalhar direito sem a parceira. Ele tinha começado sozinho, mas depois que começou a trabalhar ao lado da agente, não conseguia imaginar seu trabalho e sua vida sem ela. Mulder continuava a pensar, quando de repente levou um susto. Toda sua atenção estava agora voltada às fortes batidas na porta do apartamento. Rapidamente o agente se levantou, e pegando a arma na escrivaninha, seguiu em direção a porta. Chegando, olhou no olho mágico, e no mesmo instante, como num passe de mágica, toda tensão tinha desaparecido de seus olhos, que agora brilhavam com intensidade. Sem pensar duas vezes, ele abriu a porta. -- Mulder, por favor, preciso de ajuda... – disse Scully ofegante. -- Scully, o que aconteceu, está pálida – disse o agente preocupado, guiando a parceira para dentro do apartamento. -- Mulder, ele está atrás de mim... -- Ele? -- Aquele homem horrível, que muda de rosto... Aquele que segundo você tem o "sangue verde e tóxico" e que... -- O caçador de alienígenas está atrás de você? Scully, ele te fez alguma coisa? – perguntou Mulder ainda mais preocupado. Ele olhava atentamente para os olhos da agente que, ainda respirando com dificuldade, respondeu: -- Ele não me fez nada, mas sei o que quer fazer... Aquele monstro vai tirar meu filho de mim assim que me achar Mulder...Eu não posso permitir isso. – Logo após dizer isso, Scully abaixou a cabeça, apoiando-a nas mãos, sem esconder a preocupação. -- Scully... – disse Mulder, passando suas mãos no cabelo dela e acariciando seu rosto – Nós não vamos permitir isso! Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX Garagem do apartamento do Mulder, 17h05. A porta do carro abriu-se bruscamente e logo em seguida Mulder e Scully entraram apresados. Eles não tinham muito tempo, precisavam ir embora dali o mais rápido possível. Enquanto Mulder dava partida no carro pensava no quanto é bom ter um carro próprio, sempre à disposição, para momentos de urgência como aquele. Mulder tinha comprado aquele carro recentemente, na verdade ele nunca quis um, mas como tinha sido proibido de ter muitos gastos nas suas investigações, achou mais econômico comprar a alugar um a toda hora, como costumava fazer. Ao ligar o carro, Mulder pisou fundo no acelerador, saiu com toda a velocidade, e nem percebeu que quase bateu na coluna. Ao sair de dentro da garagem do apartamento, Scully avistou algo que a fez sentir calafrios. -- Mulder...- disse ela fazendo um sinal para que ele olhasse. Mulder virou seu rosto, e neste momento seus olhos cruzaram- se com os do caçador de alienígena, que percebendo que os agentes estão fugindo, entrou em seu carro e começou a persegui-los. -- Mais depressa Mulder! – Scully nunca imaginara que um dia diria aquilo ao parceiro, mas as circunstâncias a obrigavam a se tornar irracional. A perseguição era perigosa, praticamente todas as leis de trânsito deviam estar sendo quebradas. Mulder tinha que despistar o caçador, e isso teria que ser o mais rápido possível. Mulder entrou com toda a velocidade em uma rua estreita, saindo numa movimentada avenida. Ao avistar pelo retrovisor que o caçador continuava a persegui-los, o agente teve uma idéia, entrou na contramão e deu uma "cortada" num caminhão de coca-cola que vinha a sua frente. O caminhoneiro tentando desviar do carro do maluco a sua frente, virou o volante com tudo, nisso o caminhão tombou para o lado, caindo em cima do carro do caçador e impedindo-o de continuar sua perseguição. Olhando para o retrovisor, Mulder sorrindo perguntou para Scully: -- Uau! Sabe como estou me sentindo agora?- antes que ela pudesse responder, Mulder continuou. – Como o Mel Gibson, num de seus filmes de ação... Scully olhou para o parceiro e sorriu, estava aliviada por eles terem conseguido se livrar, pelo menos temporariamente, daquele monstro. -- Scully... Acha que o caçador vai querer matar a sede com uma coca bem gelada depois que conseguir sair dali? - disse Mulder ainda com seu leve sorriso irônico estampado na face. -- Acho que se não quiser que tenhamos problemas, é melhor sair daqui o mais rápido possível... Pelo tumulto causado, não serão apenas nós, os agentes presentes nessa avenida. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX Pentágono, 17h38. Numa sala escura e sombria, um homem misterioso, escondido nas sombras, fala ao telefone: -- E então, você a pegou?... Como não?...Nunca imaginei que você fosse tão incompetente a ponto de deixar uma mulher grávida escapar!... Escute, eu realmente não me interesso com o que aconteceu, o mais importante agora, é que você a encontre aonde quer que esteja, e que a traga para mim o mais rápido possível!...Então, o que está esperando para começar a procurá-la! – ao termina r o homem desliga calmamente o telefone... Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX Estrada secundária, praticamente deserta e fora da cidade, 18h50. Mulder já dirigia com mais calma, o perigo já tinha passado, pelo menos por enquanto. Quebrando o silencio, que já se prolongava à mais de meia hora, Scully disse: -- O vamos fazer agora Mulder?...Estamos aqui no meio do nada... Para onde vamos? -- Não sei Scully... Por enquanto, a única coisa que sei é que quanto mais longe irmos melhor será! -- Mulder, eu... Eu não sei se isso vai dar certo... Saímos tão depressa e deixamos tanta coisa pra trás, não podemos passar a vida toda fugindo... Ao ouvir Scully, Mulder parou o carro no encostamento, olhou para os olhos dela e disse sério: -- Scully, você quer ou não quer proteger seu filho? -- Quero! – respondeu com a voz triste. -- Então temos que esquecer, pelo menos por enquanto, as coisas deixadas para trás... Não se preocupe, preparei esse carro para o caso de precisar fugir de alguma coisa, aqui tem lanterna, primeiros-socorros, latas de refrigerante, água e cerveja, uma muda de roupa para mim, documentos falsos... -- Documentos falsos? – Scully sorriu. Só Mulder para equipar daquela forma um carro. -- Para mim e para você... Nunca se sabe o que pode acontecer! Scully então ficou em silêncio, pensativa... Seu parceiro com certeza estava mais animado com aquela fuga do que ela, não que ela não quisesse proteger seu filho, mas toda aquela situação a revoltava, ela precisava fugir para ficar com seu próprio filho! Mulder também ficou em silencio, mas depois de alguns segundos continuou: -- Scully quero que me responda uma coisa. Ela olhou para ele, dizendo apenas com o olhar que o estava escutando. Diante disso ele perguntou: -- Está disposta a sumir da face da terra? Está disposta a largar sua vida, fugir para bem longe, onde ficará com seu filho sem que ninguém ameace tira-lo de você?... Pelo menos enquanto não acharmos uma solução melhor..., Isto é, se houver uma solução melhor... Quando Mulder terminou a pergunta, Scully percebeu o quanto sua resposta poderia mudar sua vida, e não só a sua vida, como a dele também, e isso, com certeza, a assustava. Então, Scully olhou para o fundo dos olhos de Mulder, respirou fundo e disse: -- Estou disposta a tudo! Ao ouvir a parceira, Mulder sorriu, olhou para frente, deu partida no carro, seguiu a viagem e disse ainda olhando para o horizonte: -- Eu também estou disposto a tudo... Scully olhou para o parceiro, que fitava o horizonte, como se seus destinos estivessem lá, mais à frente, esperando por eles. Scully estava feliz, as palavras de Mulder tinham tocado no fundo do seu coração... Ele estava abdicando sua vida por ela, e eram atitudes assim que o tornava cada vez mais especial para ela. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX Estrada secundária, deserta e fora da cidade, 3h10. A estrada estava escura e totalmente deserta, os únicos sons que se podiam ouvir eram dos grilos, na floreta; do carro, na estrada; e da respiração suave da Scully, que dormia profundamente. Mulder estava cansado, afinal já fazia mais de 30 horas que não dormia... Apesar disso, ele não queria parar de dirigir, porque como ele mesmo tinha dito, "quanto mais longe estivessem melhor seria". Ele tentava manter-se acordado, quando Scully acordou, assustada. -- Pesadelos? -- É... – respondeu ela mais calma -- Tudo Bem? -- Sim, Obrigada!... Parece cansado, quer que eu dirija? -- Não... Estou bem... Você precisa descansar mais do que eu. – disse Mulder, olhando rapidamente para a barriga de Scully, que a olhou também e a acariciou carinhosamente, sorrindo. -- Algum sinal de vida? – indagou Scully -- Não... Parece que estamos numa parte totalmente desabitada por seres humanos... Nenhuma casa, nenhum comércio, nenhuma placa, nenhuma mulher bonita com roupas apertadas, nenhum posto de gasolina... Quando Mulder pronunciou "posto de gasolina", Scully instintivamente esticou o pescoço para ver, no painel, a quantidade de gasolina disponível. -- Não se preocupe Scully, ainda temos bastante gasolina no tanque... Além disso, tenho um galão de reserva no porta malas... Nunca se sabe, né? – ele olhou para Scully, fazendo cara de "tá vendo como sou precavido", e ela balançou a cabeça como se dissesse "realmente, você é muito precavido..." e sorriu como se dissesse "... e como você é paranóico". -- Volte a dormir, Scully, ainda temos muita estrada pela frente. -- E se você dormir ao volante enquanto eu durmo? -- Eu não vou dormir... -- Como pode ter tanta certeza... Acho melhor você cantar uma música, para eu saber que está acordado. -- Hum, uma musica? – disse ele, mordendo o lábio inferior – Então lá vai... Jeremias era um sapo boi, Não sei bem quem ele foi, nunca entendia uma palavra que dizia, mas... -- Não, essa não!- disse Scully batendo no ombro do parceiro e sorrindo. -- Tudo bem...Tudo Bem... Mas Scully fala a verdade... Eu canto muito melhor que você, não canto? -- Mulder! – disse Scully, batendo mais uma vez no ombro do parceiro. -- Calma Scully... Tudo bem...Eu admito...Eu canto tão mal quanto você! – ao falar isso, Mulder olha rapidamente para Scully, que olha para ele com desdém. Mulder então continua cantando, sendo acompanhado, depois de algum tempo pela desafinada amiga --... Alegria para o mundo, pros meninos e meninas. Alegria para os peixes do mar azulll...Alegria para você e eu... Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX Estrada secundária, ainda deserta e fora da cidade, 6h10. O sol estava nascendo, suas belas cores fundiam-se com as águas do grande lago na beira da estrada, que juntamente com as montanhas do outro lado e as árvores cobertas de pequenas flores amarelas, tornavam a paisagem linda e inspiradora. Scully estava de pé, na beira do lago, com os sapatos numa das mãos e a ponta de seu longo vestido florido (típico de grávida) na outra. Ela observava aquela bonita paisagem com um olhar calmo e cheio de ternura... Esquecendo-se, por alguns momentos, de tudo ruim que aconteceu a pouco, e de tudo que poderia acontecer caso não fugisse. Logo atrás dela, estava um confuso Mulder, olhando indignado para o mapa aberto a sua frente. Scully virou-se para ele e perguntou: -- E então, achou? -- Não... Quer disser... Na verdade, eu sei mais ou menos onde estamos, mas essa estrada não consta no mapa, então não posso disser ao certo aonde ela vai dar... Acho que deve ter uma cidade perto, uns 30 ou 40 quilômetros daqui... Ou talvez uns 50 ou 60 km. -- Perto? – disse Scully já duvidando do senso de direção de Mulder. Ela caminhou em direção ao carro e encostou-se nele, ao lado do parceiro. – Digamos que existe uma cidade "perto", e que quando chegarmos poderemos abastecer o carro... E nos abastecer... Descansar um pouco e seguir viagem... O que faremos depois? -- Seguir viagem... -- De carro? – perguntou Scully, que ao receber a afirmativa de Mulder continuou. -- Até onde? -- Até onde der, enquanto você não tem o bebê, depois pegaremos um avião para qualquer país da América do Sul... Quem sabe Brasil... -- Passaportes falsos – disse ela sorrindo. -- Sim, pra mim e pra você. -- E para o bebê? -- Pra ele não tem...Mas agente dá um jeito. – Mulder olhou e sorriu para Scully, que retribui fazendo o mesmo. Em seguida, Mulder olhou para o horizonte, mas Scully continuou olhando para ele. O otimismo de Mulder diante de tudo aquilo a tornava mais forte, ela se sentia cada vez mais protegida, e a cada segundo acreditava ainda mais que eles ficariam bem. Enquanto Scully pensava, Mulder fazia o mesmo, e apesar de não demonstrar em nenhum momento, ele estava preocupado, o forte otimismo que ele passava para Scully, não era tão forte assim em seu interior. Ele sabia que aqueles que os perseguiam não iriam desistir facilmente, eles estavam perto e a força deles com certeza tornaria a fuga mais difícil... Apesar de toda preocupação, Mulder não permitia deixar isso transparecer e tentava não pensar muito a respeito, na verdade, o que ele menos queria naquele momento era deixar Scully nervosa, ele faria de tudo para evitar isso. -- Sabe Mulder – disse Scully tirando-o de seus pensamentos. -- Acabo de me lembrar de uma coisa... -- Que coisa?-ele perguntou olhando para ela. -- Uma discussão que tive com o Bill... -- E por que se lembrou disso agora? -- Não sei... Acho que essa nossa fuga fez com que eu pensasse numa coisa que ele disse. – ela olhou nos olhos de Mulder, que balançou levemente a começa, sinalizando para que ela prosseguisse. – Bom...Você ainda estava desaparecido...O Bill tinha acabado de saber que eu estava grávida e apesar dele saber que eu era estéril nem se preocupou em perguntar como tinha acontecido, foi logo perguntando quem era o pai... Eu não poderia dizer que não sabia então fiquei em silencio procurando uma resposta e antes mesmo que pudesse responder ele riu ironicamente e disse que não sabia porque ele tinha perguntado aquilo e que ele já "imaginava" quem seria o pai... -- E quem...-antes que terminasse a frase, Mulder se deu conta da pergunta estúpida que ia fazer, ele sabia exatamente quem era o suspeito de Bill e olhando para Scully, disse – O lunático Fox William Mulder. -- Exatamente. – disse ela sorrindo. --...Da imagem que ele faz de mim aposto que ele disse também que o motivo do meu desaparecimento era porque eu não queria assumir o filho. -- Hum, Você acaba de ganhar um doce! – disse Scully. -- E então o que disse a ele? -- Disse que ele estava enganado... Mas ele não acreditou e ainda disse que esse era o único motivo pelo qual eu te defendo tanto... Logicamente eu fiquei uma fera, disse que ele não sabia de nada, que o verdadeiro motivo de eu te defender tanto é porque você me conhece e respeita muito mais que muitas pessoas da minha família... – Scully fez uma pausa, olhou nos olhos do parceiro e continuou – Sabe Mulder, eu disse ao Bill que você não era o pai do meu filho, mas... -- Mas... – disse Mulder esperando que ela continuasse. -- Mas eu adoraria que você o fosse. Ao ouvir essas palavras o coração de Mulder se encheu de alegria e emoção, aquilo era tudo o que queria ouvir... Aquele momento era muito especial, ele tinha tantas coisas para dizer a ela e realmente aquele era o momento ideal. -- Scully eu... – antes que pudesse terminar de falar, Scully virou a cabeça para baixo e soltou um gemido abafado. -- O que foi Scully – disse Mulder preocupado (e com uma estranha sensação de "deja vù"). -- Eu senti uma contração... -- Ouh... Não me diga que...- dizendo isso Mulder segurou Scully, que suspirou levemente e disse: -- Não Mulder, ainda não está na hora... Isso é normal no final da gestação... -- Normal ou não Scully, acho melhor irmos embora. – disse Mulder nervoso, que rapidamente abriu a porta do carro para Scully e correu para o outro lado. Entrando no carro, Mulder deu partida e acelerou, seguindo pela estrada em grande velocidade. -- A cidade não deve estar longe Scully. -- Calma Mulder, eu já disse isso é normal! -- Quem disse que eu não estou calmo – disse Mulder, acelerando o carro ainda mais (e fazendo biquinho). Scully começou a respirar com dificuldade, e sentiu novamente uma contração. -- Mulder...- disse ela ainda calma, apesar da dor --... Acho que me enganei... -- Como assim? -- Estou entrando em trabalho de parto. -- Ah não Scully, agüenta mais um pouco... -- Não se preocupe Mulder, um trabalho de parto pode durar horas... – ao terminar de disser isso, Scully sentiu uma contração ainda mais forte, e preocupada disse ofegante – Mas existem exceções... -- O que? -- Minha bolsa estourou... -- Não pode ser, eu não acredito... Agüenta firme Scully, logo chegaremos a uma cidade e ai sim você poderá dar a luz - Suando frio, Mulder acelerou ainda mais. -- Mulder, acho não vai dar tempo... -- Vai dar tempo sim Scully... Tem que dar... Scully tentava manter a calma, mas as contrações estavam aumentando...Ela ia dar a luz... E isso ia acontecer naquele momento... --Mulder... Pare o carro... – disse ela ofegante. -- Como assim Scully? Não podemos parar... -- Mulder... Eu mandei parar o carro já. Contrariado Mulder parou o carro bruscamente, virou-se para a parceira e disse: -- Scully, olha como você está... Não podemos parar agora, você tem que agüentar até chegarmos na cidade... -- Eu não tenho como agüentar Mulder, você nem sequer sabe a que distância está a cidade, na verdade você nem sabe se existe uma cidade por perto... – disse Scully ofegante e nervosa. –- Eu vou ter meu filho aqui e agora, e você vai ter que me ajudar! -- Eu??!!! – a expressão de Mulder já não era mais de nervosismo, e sim de desespero.—Scully, eu... eu... não posso fazer isso, não posso. -- Você pode sim Mulder, nunca viu um parto antes? -- Ver eu já vi, mas agora é diferente... -- A única coisa de diferente é a mãe do bebê... Mulder, eu não posso fazer isso sozinha... Você tem que me ajudar! ... Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxX VAI CONTINUAR... AGUARDEM!!!