Era um apartamento grande, sem paredes separando a cozinha da sala de estar. Com o piso todo em madeira, possuía uma decoração simples, composta em sua maior parte de quadros nas mesas e paredes laterais, estantes com livros e pequenos troféus. Em um pequeno calendário em uma mesinha, onde também há um cinzeiro, um isqueiro e um pacote aberto de cigarros Morley, é possível se ler o ano em que estamos : 2007. O silêncio parcial do ambiente iluminado pelos raios do lado de fora é quebrado pela entrada de um homem, que veste uma pesada capa de chuva marrom e trazia uma sacola de compras nas mãos. Ele acende as luzes, que ao clarear por completo revelam ainda mais luxo do que anteriormente. Caminha calmamente até a cozinha, e põe as compras sobre o balcão. A organização daquele lugar era impecável, em nada lembrava seu local de trabalho. Tira todas as compras da sacola, organizando tudo dentro dos armários. Perdera a noção do tempo enquanto procurava por espaços no abarrotado armário, que sem dúvida não necessitava no momento de ainda mais itens. Mas o que ele podia fazer, se ir ao mercado era a única coisa que justificava sair de casa em uma noite chuvosa como aquela. Os trovões continuavam a ecoar, enquanto o homem se deslocava para o quarto. Nele, podem se observar uma cama de solteiro, já preparada para o sono de seu dono, um armário grande e uma TV fixada a junção de uma das paredes com o teto. Ele tira a capa de chuva, e a guarda no armário, tirando também as roupas que usaria : uma camisa de botões e um short, cobertos por um robe azul escuro. Tinha o direito de se sentir a vontade. Volta o caminho através da sala, apressando um pouco o passo para não deixar o chá que preparava secar demais. Envolve a mão direita em um pano e pega o bule, derramando um pouco na xícara branca que já havia preparado. Com a xícara na mão direita, ele volta a sala, e usa a esquerda para pegar o controle remoto do aparelho de som, cuidadosamente envolto em uma proteção de plástico. Liga o aparelho, e resolve deixar na função de rádio mesmo, ao invés de carregar o carrossel com cinco CDs e deixar que a máquina escolhesse aleatoriamente as faixas como era de seu costume. Uma música interessante começava a tocar, e nas primeiras notas ele pensou se tratar de Tears for Fears, mas não era pois o locutor a anunciava como "Rainy Nights", e ele conhecia Tears for Fears suficientemente bem para saber que eles não possuíam nenhuma música com esse título. De qualquer forma, aguardaria até a música acabar para saber seu autor. Ele tinha tempo para isso. Ele senta na poltrona, com o ambiente estático a seu redor. Após observar os ponteiros de um pequeno relógio próximo a si por alguns instantes, Fox Mulder toma o primeiro gole de chá. "Rainy Nights" Fan Fic escrita por André Luiz S. da Silva ( @.Krycek ) Baseado nos personagens criados por Chris Carter Feedback : krycek_hunt_007@ig.com.br . É importante pessoal, ainda sou iniciante nesse lance de fanfics, OK ? Categoria : Shipper (Não acredito que estou escrevendo isso...). Spoilers : Desnecessário. Disclaimer : Os personagens dessa história são de propriedade de seus respectivos criadores e empresas e não há intenção alguma de obter lucro através dessa história , que se destina unicamente à diversão dos fãs. Sinopse : Nada de mitologia, nenhum monstro da semana, nenhum mistério. Não sei o que deu em mim para escrever essa fic, mas ela está aí. Quatro anos se passaram desde que Mulder viu Scully pela última vez, e uma noite chuvosa traz de volta velhas lembranças. Tá vendo o que dá me dar essas idéias, One ?! :-)... De qualquer forma, se você vai ler, já sabe o que o espera e eu espero que goste. Ainda que fale sobre sexo, não acho pesada a ponto de ser uma NC-17. E chega de sinopse ! Nota do Autor : Rainy Nights é o nome de uma música linda da banda brasileira Angra. Possui notas únicas e uma letra que consegue ser ao mesmo tempo, incrivelmente romântica ao mesmo tempo que sensual. E acho que essas duas palavras resumem bem a fanfic que você está prestes a ler. Essa música foi uma das minhas inspirações para escrevê-la, e sem dúvida é a trilha sonora perfeita para essa fic. Se você estiver interessado em ouvir o mp3, aqui está um link onde você pode baixá-lo : http://www.uol.com.br/angra/sounds/rnights.mp3 Para Tatiana Shimamoto, pois a distância separa dois olhares, mas não dois corações. "Rainy Nights can easily go The morning sun, a lover so A cup of tea still held tight in her hand And tomorrow'll best just like yesterday" Eles permaneciam abraçados, desejando que aquele instante fosse eterno. Ela vira o pescoço, voltando a olhar nos olhos dele. Dana Scully estava encostada com as costas contra o corpo de Fox Mulder, e agora eles olhavam ternamente um nos olhos do outro. Estavam sobre a cama, no quarto bem iluminado da agente Scully. Seria um dia agitado para ela, mas naquele momento ela até se esquecia. Também seria uma data memorável para Mulder, mas ele preferi aproveitar ao máximo o momento atual a começar a imaginar o futuro triste dali adiante. Os pensamentos dos dois são interrompidos por um beijo, um beijo longo durante o qual, ela se afastou um pouco dele, dando a si mesma espaço para se virar e ficar totalmente de frente para ele. Estava decidida. Após um curto intervalo, eles voltam a se beijar, e durante esse beijo ele cuidadosamente tira a blusa azul que ela vestia, não encontrando resistência, pois ela apenas continuava a beijá- lo com ternura. A blusa vai ao chão, e Dana deita na cama fitando a beleza do seu parceiro. Ele também tira a camisa de botões que usava, jogando-a no outro lado da cama. Deita sobre ela, excitando-a enquanto beijava a lateral de seu pescoço e sua boca. Ela fecha os olhos. Seus beijos descem pelo corpo dela, pelo pescoço e abaixo. Suas mãos acariciavam as coxas dela, com extrema delicadeza. Sua boca interrompe a trajetória descendente quando encontra seu seio direito, ainda coberto por uma das taças do sutiã preto que Dana usava. Com a mão esquerda ele remove o obstáculo, e começa a beijar seu mamilo. Ela inclina a cabeça acima de si mesma, em sinal de aprovação. "Taken by promises She's just begun to feel the heat From the fire, and so" A música continua a tocar, enquanto Fox Mulder bebe seu chá aos poucos. Põe a xícara na mesinha a sua frente, e reclina o corpo para trás na poltrona. Solta um suspiro. Fazia quatro anos que não a via. Desde a noite em que ela foi embora e ele não teve coragem de ir até o aeroporto se despedir. Havia um peso em seu coração desde aquele dia, mas havia decidido que fora melhor assim. Dana Scully havia ido embora de Washington. Se mudou para Chicago, onde com a ajuda de uma antiga amiga dos tempos de faculdade retomou sua carreira como médica no Hospital Memorial Lewis Becker. Não tinha sequer notícias dela a mais de um ano, mas até onde soube ela estava se saindo muito bem, e agora era vice-diretora. Só sabia dela através de sua mãe Margareth, mas fazia questão de pedir a ela que nada contasse a Dana. Tinha decidido que iria sair da vida dela para sempre. "Crazy thoughts out of control Somewhere else away from home An angel's kiss, the fresh breeze on her face Closed her eyes and walked into the haze ... And fade away" Ela já estava nua da cintura para cima, e desta para baixo a única coisa que a cobria era a calcinha azul escura. Ele ainda vestia aquela incômoda calça jeans, que parecia espremer seu corpo. Tentando não parecer desajeitado, ele usa uma das mãos para desabotoá-la, enquanto com a outra massageava o seio de Dana. Beijava sua boca, tentando manter a ternura aparente de um momento que por si só é lindo, mas infelizmente vulgarizado pela maldade humana. Enfim se livra do incômodo, agora estava por inteiro despido. Queria que aquele instante fosse eterno, e por um momento ele era mesmo. Usa suas mãos como apoio na cintura dela, enquanto mais uma vez seus lábios agiam de forma a banhar o corpo de sua parceira. Sua boca para mais uma vez em seu seio, enquanto ela afagava seus cabelos com as mãos. Não havia qualquer ansiedade, nenhuma tensão. "Taken by promises She's just begun to feel the heat From the fire Burning herself and her soul Fade away, fade away Scenes from yesterday seem so far away 'Til the day they'll return again" Ele até hoje estava no FBI, agora como diretor assistente, no comando da Divisão de Anti-terrorismo Doméstico, criada em 2004. O último Arquivo X foi fechado em 2003, poucos meses após a saída de Dana, pelo agente Patrick Bratt, que substituiu voluntariamente Scully. Ainda que tenha considerado muito simpático o novo parceiro, Mulder não teve a frieza necessária para continuar, tirando licença até ser convidado a retornar pelo seu amigo Walter Skinner, na ocasião diretor delegado e consultor do Bureau para assuntos envolvendo situações não- catalogadas. Que nome bonito eles inventaram para não admitir que precisavam dos Arquivos X, ele sempre pensava. Bratt infelizmente faleceu em 2004, vítima do atentado terrorista que destruiu a torre da agulha em Seattle. Nossa, quantas lembranças são trazidas a tona por uma simples música. "Taken by promises She's just begun to feel the heat From the fire Burning herself and her soul." Ela solta um leve gemido, quando ele a toca. A cena permanecia igual, afinal, era assim a eternidade. Ele drenava amor dela, enquanto tinha seu rosto pressionado contra seu tórax. No entanto, com a mão direita, tinha adentrado pela vestimenta dela e alcançado seu sexo. Normalmente, um simples toque não teria causado tamanho efeito, mas em parte o que ele sentia era que havia amor demais, sendo extravasado de forma física, multiplicando a enésima potência todo simples gesto. Com delicadeza, ela continua massageando-a em sua intimidade, e a respiração em aceleração dela só indicava a ele continuar, com ainda mais delicadeza. Por mais alguns instantes, ele a explora exteriormente, superficialmente com seu dedo anelar, relaxando-a cada vez mais. Estavam conectados em mente, ele parecia adivinhar cada desejo dela, quando acelerar o movimento, e quando retardá-lo. Mas de forma alguma, a considerava passiva. Pelo contrário, era o simples carinho das mãos dela em seus cabelos o que o fazia continuar. Ele se amava por ela, e ela se amava por ele. "So understand, my friend Sometimes there's rain, Sometimes there's breeze Fanning the fire, and so..." Assistindo o fogo crepitar na lareira, as lembranças tomam o controle da mente de Fox Mulder. Ele gostava de lembranças, gostava das lembranças dela. Tais memórias em nada o excitavam, apenas o remetia ao tempo em que amava de verdade, em que tinha alguém verdadeiramente ao seu lado, em que convivia com a ternura. Só não gostava de se lembrar de como a história acaba, e sabia que terminaria por chegando lá em sua viagem em direção ao passado. Não gostava de lembrar de como passou toda aquela manhã chorando na escadaria molhada do Memorial de Abraham Lincoln, tendo por testemunha apenas aquela enorme estátua, que sentada o fazia companhia em sua dor. Também não gostava de lembrar o que sentiu quando por horas observava os aviões decolando, tentando imaginar em qual deles ela partira, e nem de sua frustração após não ter conseguido encontrar forças e nem coragem de detê-la no aeroporto. Aquele foi o dia em que mais se odiou, e ele não gostava de lembrar dele. O modo contínuo como o vocalista cantava a música no rádio traz sua mente de volta ao presente instante. Ele olha a sua volta, e percebe a solidão que a simples negação a um gesto é capaz de trazer. Ele realmente amava Dana Scully, precisava demais dela. Ao seu lado, e não em Chicago. Eram tantas lembranças ótimas, que só convenciam mais ele de que era ela, e somente ela a completá-lo. Depois que ela partiu, claro, ele teve seus casos, mas nada que chegasse nem mesmo perto. E a idéia de ter de se conformar a não tê-la, mesmo depois de quatro anos de distância, o assustava. O chá em sua xícara já acabou, mas ele não encontra forças para se levantar e pegar mais, não enquanto a música não acabasse. Tudo a sua volta, todos os pequenos detalhes perdiam a importância. "...Burns herself back to dust Brings the hope and the love Sews the end of the rope Gets us further somehow" Ela segura com as mãos a cabeçeira da cama, enquanto que ele leva ambas as mãos em encontro de seus seios. Agora a descida é mais rápida, e com beijos ele abre caminho pela barriga dela, até alcançar o vale dentre suas pernas. Ela nada mais vestia, e então ele começa a beijá-la, de leve como se beijasse a própria vida. Ele sente o calafrio percorrer o corpo dela, enquanto a respiração ficava mais ofegante, e os gemidos menos intermitentes. Ao contrário do que muitos poderiam pensar, de nada havia de repulsivo ou nojento naquele ato. Beijar o sexo de sua parceira, usar sua língua para tocá-la, para ele em nada diferia de abraça- la com verdadeira ternura.. E ela também entendia isso, pois não diminuiu seu desejo em beijar a boca dele, quando ele se ergueu para fazê-lo, após ter dado a ela aquela forma de prazer. Em nada importava a expressão física quando o que fazia o amor eram suas almas. Eles por fim se abraçam, e se unem em corpo. "Away from home and from all Thoughts dancing out of control" O narrador começava a interromper com comentários sem-graça a música, o que levava a crer que ela estava acabando. Mas Fox não estava mais sentado em sua cadeira, e ao lado dela havia apenas a xícara vazia de chá. Ele estava em seu quarto, abrindo com certa rapidez as portas do armário e jogando roupas sobre a cama. Parecia procurar algo. Em sua mente tentava rever o que o levara a tomar tal decisão, e no que perderia com aquilo. Com certeza ninguém entenderia nada no FBI, primeiramente o por quê de sua ausência no dia seguinte e enfim quando soubessem o que aconteceu o por quê de sua atitude tão inesperada. Jamais entregaria o relatório que devia a Skinner, nem brincaria com a novata, a agente Dacks. Mas o que realmente ganharia com aquilo tudo ? O que aconteceria depois de entregar o relatório, e brincar com a agente Dacks ? Estaria ele de novo em seu apartamento, assistindo a chuva cair ? A espera de uma morte súbita ou quem sabe de um milagre que fizesse o que não volta voltar ? O tempo ? Não, estava cansado daquilo. Não havia mais nada ali para ele. Só havia uma forma de surpreender-se. Ele pega do fundo de um dos compartimentos do armário sua velha arma. "Turning the stones into gold" O barulho da chuva que caía aquela noite abafava em parte o barulho produzido pelos corpos em dança. A cada movimento, a sensação de total entrega era maior, em cada suspiro concentrado dele, em cada leve gemido dela. Em palavras não seria possível descrever o que eles sentiam um pelo outro naquele instante, exceto que era sim completa dependência. Seus atos iam além do óbvio, sexo, ao que poucos poderiam entender. Provavelmente seria a última noite deles juntos, pois no dia seguinte era o dia da viagem de Dana. Certamente não pensavam nisso, pois a química nos corpos já agia em cima da mente também, mas no fundo já começavam a sentir a saudade dos tempos que viviam. O movimento continuava, ele por sobre ela, corpo contra corpo. Era uma corrida que disputavam juntos. O vai e vêm ritmado não permitia a eles se comunicarem, apenas manter-se livre de inquietações, até que seus corpos e mentes não mais aguentassem aquela tensão. E mesmo ali, mesmo quando nada mais era dito, quando não mais se beijavam, o romantismo, a poesia do momento permanecia. Afinal, como foi dito antes, os passos não importam quando as almas comandam essa dança. Ela é a primeira a chegar ao clímax, contraindo todo o corpo, em especial as pernas em volta da cintura dele, e soltando um suspiro de alívio. Nesse instante, e como não acontecera antes, ele não presta atenção nela, não sabe o que com ela está acontecendo. Seus movimentos ao contrário dos dela não diminui de intensidade, e pelo contrário aumenta, a medida que seu corpo vai exigindo mais e mais. O orgasmo dele o atinge, enquanto sua mente perde noção de tempo, espaço ou qualquer outra coisa que os filósofos poderiam tentar descrever. Seu corpo se lança uma última e potente vez contra o dela, sua respiração ofega. Ele enfim abre os olhos, e é recebido pelos dela. Se beijam. "Leading to planets unknown" Sentado em sua cama, com a arma a sua frente em meio as roupas, ele pensa em tudo. Em tudo o que foi, em tudo que poderia ter sido. Pensa então em parar de pensar, pois sabia que se alguma lógica o atingisse, sem dúvida não teria coragem de seguir adiante, da mesma forma que antes. A música está acabando. Pena que ele não daria tempo de ouvir seu final, nem saberia seu autor e intérprete, porque era mesmo uma música linda. "Blowing the fire and so" Ele a observava dormir tranquilamente ao seu lado, coberta pelo lençol. Ele também está deitado, apoiando-se com o cotovelo esquerdo no travesseiro, apenas admirando a beleza daquela mulher, a agente Dana Katherine Scully. Olha no relógio, descobre serem 4 e 35 da manhã. Levanta com cuidado, para não acordá-la. Veste suas calças, e a camisa. Pega alguns objetos pessoais que estavam sobre o criado mudo, ao que tem a chance de vê-la pela última vez. Não deixa a tristeza se abater sobre ele em qualquer momento, dá as costas a ela e caminha além do quarto, pelo corredor até a porta da sala. Dá uma olhada em tudo ao seu redor, se despedindo em silêncio. Enfim abre a porta... "I promise I won't let you go" ...e a fecha atrás de si. Mas era um Fox Mulder mais maduro, que dessa vez não teria medo de si mesmo ou do futuro. A arma que pegara continuou em cima da cama, afinal, ele não precisaria dela. Trazia tudo o que precisava : roupas, alguns poucos pertences e seu passaporte. Esse sim, levou tempo para achar, quase teve que desmontar o armário, encontrando inclusive sua velha arma que nem mesmo se lembrava de ainda ter. Perdeu uns minutos preciosos na cama, pensando se o que faria a seguir era ou não certo, e, se o trânsito não ajudasse, talvez se atrasasse para o vôo marcado. Desligara o rádio antes dos últimos acordes, não dando tempo de saber o título daquela música. Mas não era importante, sua alma já havia entendido o recado. Estava deixando tudo para trás, seu apartamento, o FBI, seus amigos, seu bom senso. Mas estava ganhando algo muito melhor em troca. Do hall de entrada de seu edifício, ele observa a chuva castigar Washington nessa noite de tantas lembranças. Chega de nostalgia, era o rosto dela que ele via chegar cada vez mais perto, a cada passo que ele dava em direção a saída de seu prédio, em direção a seu destino. O táxi aguarda do lado de fora, e ele corre até ele. Dá sua mala ao motorista, que cuida de guardá-la no porta-malas. Ele entra no carro antes, secando seu rosto com as mãos. - Noite chuvosa, heim ? – Pergunta o motorista, com um sotaque acentuado. – Aeroporto certo ? Muito bem.... Mulder sorri levemente com a tentativa do homem em puxar uma conversa qualquer.. - Viagem.... estranho alguém decidir isso em meio a uma chuva dessas. Poderia saber onde o senhor está indo ? – O homem é simpático. Mulder sorri mais uma vez, percebendo a magnitude daquela hora, e das horas que estavam por vir até que chegasse a Chicago, e além disso. - Pra casa. – Sorri. – Estou indo pra casa. de André Luiz S. da Silva Considerações finais : Essa fanfic foi a primeira que escrevi com esse conteúdo, e pode ter uma continuação. Me manda um Feedback, e me diz o que achou. Quem sabe assim, se pouca gente detestar..:-) "O Caminho Para Casa" não sai ? 1