TÍTULO: PROTEÇÃO Autora: Vancouver Categoria: Shipper Classificação: Livre Resumo: Mulder passa pela situação mais desesperadora de sua vida ao ver Scully em perigo... e tenta protegê-la de todas as formas, e quase não consegue. Disclaime: Os personagens não pertencem a mim, mas a Chris Carter, 1013, FOX. Essa fic é somente para diversão dos fãs Nota da autora: É minha primeira fic. Tomara que vocês gostem. Eu gosto mais de ver o Mulder ficar desesperado pela Scully, sempre... e-mail: ednabarros@uol.com.br E se Donnie Pfaster tivesse saído da cadeia mais cedo? FBI - 22h Mulder e Scully estão nos Arquivos X prontos para ir embora quando um telefonema os interrompe. Mulder pega o telefone. __ Mulder falando. __ ................. __ Alô? __ ................. E a ligação é cortada. __ Quem era, Mulder? __ Não sei, desligou. O telefone toca novamente, e Scully atende. __ Agente Especial Dana Scully falando. __ Oi, Scully... Mulder vê mais do que percebe. Scully repentinamente fica pálida, com a respiração entrecortada. Rapidamente, ele pega outro telefone... __ Lembra-se de mim, agente Scully? Scully não consegue responder, pois lembranças vivas estão ecoando em sua mente. Mas Mulder reage imediatamente: __ Quem é você? O que você quer? __ A agente Scully. E ela vai ser toda minha. Dizendo isso, a ligação foi novamente cortada. Mulder imediatamente liga para a central de telefones do FBI e pede para localizar a ligação. Após alguns segundos, ele recebe a resposta, que o deixa mais apreensivo... alguém tinha ligado num telefone público perto do FBI. __ Scully, você sabe quem era? Perguntou ele a uma Scully ainda pálida com o telefonema. __ Mulder, era Donnie Pfaster. Mulder ficou muito preocupado, pois uma vez esse criminoso quase matou sua parceira, deixando-a em um estado de nervos que ele nunca a tinha visto ficar antes. __ Espere um momento, Scully. Esse cara estava preso! __ Eu sei, eu sei... Scully não conseguia raciocinar direito, tamanha era sua apreensão. __ Espere só um momento. Rapidamente, Mulder pegou o telefone e levantou a situação: depois de alguns anos preso, Donnie Pfaster estava em liberdade condicional, e parece que a primeira coisa que fez foi ir até Washington. __ Ele quer acabar o que começou comigo, Mulder. __ De jeito nenhum. Eu vou encontrá-lo primeiro. Mas Mulder tinha tomado outra decisão: não deixaria Scully sozinha de maneira nenhuma. E teria que fazer isso de maneira que ela não percebesse, pois do jeito que ele a conhecia, ela não aceitaria ser protegida como ele a queria proteger. Ah, mas ela ia ter de aceitar. __ Vamos falar com Skinner e... __ Mulder, você não acha que está exagerando? Scully já estava mais calma e racional. Ele está em liberdade condicional, vê? Ele já está sendo vigiado. __ Mas, Scully, para um maníaco como ele nada mais importa. Agora ele está solto e atrás de você. Se você não quiser falar com o Skinner, tudo bem, vou eu. Tenho certeza que ele me dará razão. __ E o que vocês vão fazer? Vigiá-lo 24 horas? Ou me vigiar 24 horas? __ Talvez ambas as coisas e... __ Ora, Mulder. Não exagere. E não precisa falar com o Skinner, talvez ele já tenha até ido embora. __ Só um momento. Mulder faz uma ligação e diz: ele não foi embora ainda. Eu vou falar com ele mesmo. E você espere por mim aqui. __ Pois eu vou embora agora mesmo. Ouvindo isso, Mulder se apavorou. E se Donnie Pfaster estivesse esperando por ela em algum lugar no trajeto trabalho-casa? Ali dentro do FBI ela estava com certeza mais segura, pois o maluco não iria entrar no prédio sem que alguém notasse. __ Scully, por favor, espere por mim, sim? Disse isso com aquela expressão que para Scully era irresistível. __ Tudo bem, Mulder. Eu o espero. Mas acho que você está exagerando. Disse Scully aparentando uma calma que estava longe de sentir. Mas ela não ia dar o braço a torcer. Mulder rapidamente saiu da sala e foi procurar Skinner. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ +++++++ Assim que Pfaster fez a ligação, ele entrou no prédio do FBI. Facilmente, ele entrou pela entrada de serviço do prédio. Aquela hora da noite, não havia mais ninguém lá, pois o expediente dos funcionários terminava às 17h. Havia um guarda no local, mas facilmente foi dominado. Ele estava tão obcecado em conseguir de volta o que lhe tomaram que nada o faria parar. Seguiu direto para o estacionamento, onde já sabia qual era o carro da Agente Scully e perto dele o aguardou. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ +++++++ Skinner estava em sua sala, quando Mulder entrou. __ Senhor, temos uma situação. __ Entre, agente Mulder... disse Skinner com ironia. __ É Donnie Pfaster, Senhor. __ Quem? __ Donnie Pfaster. Um psicopata que matava mulheres para retirar seus cabelos e suas unhas. Nós, a agente Scully e eu, o prendemos há alguns anos. __ E qual é o problema? __ Naquele caso, ele conseguiu seqüestrar a agente Scully e quase a matou... mas conseguimos chegar a tempo e impedi-lo. E agora ele está em liberdade condicional. __ Explique-se mais. __ Agora há pouco ele ligou exigindo a Scully. Dizendo que ele a pegaria novamente. Skinner entendeu aonde ele queria chegar. __ E onde a Scully está agora? __ Eu a deixei lá na sala, ela está me esperando. __ Então vamos até lá. Ele desceram até o porão e não encontraram a Scully lá. Mulder entrou em pânico. " Onde ela está?", ele pensou. Assim que ele se virou para porta para sair correndo, Scully aparece. __ Onde você estava? Perguntou Mulder, aliviado e nervoso ao mesmo tempo. __ Ei, calma Mulder, eu estou aqui. Nada aconteceu. Só fui beber um pouco de água. Só então ela viu seu chefe. __ Boa Noite, Senhor. Suponho que o agente Mulder o colocou a par da situação. __ Sim, e acho que ele tem razão. Colocaremos uma proteção 24 horas sobre você, Scully. __ Mas Senhor, eu... __ Sem mas, nem meio mas, Agente Scully. Isso é uma ordem. Agora vamos acompanhá-la até a sua casa, e então amanhã veremos como vamos pegá-lo. Mulder concordou, mas já tinha se decidido a não deixar Scully sozinha nem por um momento, quer ela gostasse ou não. __ Então vamos embora - disse Mulder. Os dois homens foram escoltando Scully até seu carro, e quando Donnie Pfaster viu, ele rapidamente se escondeu nas sombras. __ Scully, deixe seu carro aí que eu te levo para casa. __ Não Mulder, pode deixar, eu acho que vocês já estão exagerando. __ De jeito nenhum, Scully. Não sabemos quando esse louco vai atacar. Sabendo que não venceria com seus argumentos, ela se deu por vencida. Entrou no carro de Mulder, sem saber que estava sendo observada. Skinner se despediu e disse que providenciaria a segurança. Mulder e Scully seguiram de carro, em um silêncio nervoso. Ambos, por temerem o que Donnie Pfaster poderia fazer se a conseguisse pegar. Donnie Pfaster os seguiu, somente para ver onde a agente morava e planejar uma situação para finalmente pegá-la. Chegaram ao apartamento, e Mulder fez questão de subir junto com Scully, que dessa vez não fez objeção. Mulder entrou primeiro e vasculhou todo o local, e somente depois de verificar que nada havia mudado, ele relaxou um pouco. __ Mulder, assim não dá! Ela explodiu. Um louco está nos fazendo de idiotas e ele é que está se deliciando com essa situação. Mulder sentiu que sua parceira estava por um fio e disse calmamente: __ Scully, eu estou aqui com você. E se aquele canalha tiver a ousadia de encostar em você... ele morre antes disso. Assim que acabou de dizer isso, uma pedra quebrou o vidro da janela. Ambos se abaixaram, mas Mulder se abaixou procurando proteger Scully, e sacou sua arma. Aguardou um momento, verificou a janela e os arredores, e nada viu. Quando se voltou, viu que Scully tinha pego a pedra e nela tinha um bilhete. "Você será minha. Seus cabelos, suas unhas, já não são suficientes. Quero tudo de você!" Ao ler isso, Scully entregou o papel para Mulder e se sentou no sofá, com o rosto entre as mãos, tremendo. Mulder, ao ler o bilhete, teve uma reação totalmente oposta: a de raiva, mas muita raiva. E a vontade enorme de pegar o maluco e dar uma surra que nunca mais ia esquecer, se antes não morresse de tanto apanhar. Como ele poderia fazer isso com Scully? Só então ele percebeu que Scully continuava na mesma posição, com o rosto entre as mãos. __ Scully, você está bem? Perguntou ele, apreensivo. __ Mulder,... é difícil... é difícil admitir, mas... estou com medo, realmente com muito medo. Mulder sentou-se no sofá, puxou-a para perto dele e a encaixou num abraço perfeito, em que seu corpo completamente envolveu o corpo de sua parceira, para ela sentir que todo o seu ser a protegeria. __ Shhhhh, calma, calma. Nós vamos conseguir pegá-lo. Ele não vai fazer nada com você. Eu prometo isso! Disse Mulder, com a única intenção de acalmá-la. Ele nunca tinha visto sua parceira tão vulnerável. E ele também se sentia vulnerável. Se ele a perdesse para esse maluco... ela era sua vida: sua amiga, confidente, companheira de todos os momentos, aquela que lhe dava suporte ante as outras pessoas, pois, sim, se a Scully estava com ele há sete anos, é porque alguma coisa de bom ele tem. Ela era sua credencial perante o mundo, perante todos. Sua aliada, sua defensora... nunca, jamais, iria deixar esse e nenhum outro encostar um dedo para machucá-la. E ela continuava tremendo. __ É melhor irmos para o meu apartamento, Scully. E, você querendo ou não, não vou deixá-la sair do meu lado. Scully concordou. Há muito tempo não queria que ele saísse do seu lado. Gostava dele perto, com aqueles incríveis olhos esverdeados, com aquela imponência que só ele tinha. Mas não queria que ele estivesse perto, ali, agora, vendo-a tão frágil. Não estava gostando muito da imagem que estava passando, mas era a que estava sentindo, e não tinha como esconder: estava aterrorizada. Desde aquele caso, ela vinha tendo pesadelos, que foram desaparecendo, mas que depois daquele telefonema, ela tinha certeza de que voltariam com força total. __ Tudo bem, Mulder, deixa eu pegar algumas coisas. E dizendo isso, foi até o quarto. Mulder foi junto. Scully não reclamou. Eles já tinham experiência suficiente para saber que atrás de uma porta várias coisas podem acontecer. Enquanto ela separava algumas coisas, Mulder não parava de pensar em como pegá-lo. E a idéia que teve não o deixou tranqüilo. Ele só conseguiria pegá- lo quando ele estivesse cada vez mais perto de Scully, pois agora que Pfaster sabia que o estavam procurando, a única coisa que o motiva agora é pegar Scully. E isso ele não ia deixar acontecer de maneira nenhuma. Apartamento de Scully - 00h Ao saírem do prédio, Mulder desceu primeiro e Scully veio logo atrás. Mesmo alerta, ele não viu quando Pfaster apareceu por detrás dos arbustos e o empurrou com toda a força, enquanto acertava a cabeça de Scully com um pedaço de madeira, deixando-a inconsciente. Mulder caiu, e antes que pudesse pegar sua arma, Pfaster apontou uma para a cabeça dele. __ Se você der um pio, atiro em você. Vamos, agora pegue sua colega e vamos voltar lá para cima. Só então Mulder viu a cena, o que o deixou apavorado: Scully estava deitada, inconsciente, com um grande sangramento na cabeça. Ele se esqueceu de Donnie Pfaster e correu até ela. __ Scully? Fale comigo, por favor! Scully? __ Vamos logo, agente do FBI. Pegue-a e vamos subir as escadas. Senão lhe dou um tiro. Mulder não podia correr o risco de ser baleado, pois aí então é que Scully não teria nenhuma chance. Ele a pegou gentilmente nos braços e subiu as escadas, com Pfaster encostando a arma nas suas costas. Eles entraram no apartamento, e Pfaster disse: __ Deixe-a aí no chão, e venha até aqui. Dizendo isso, ele pegou uma cadeira e algemou-o, prendendo-o na cadeira. __ Agora, você vai ver como é maravilhoso o ritual de preparação das minhas mulheres. Sabe, agente, na prisão a gente aprende a ver as coisas, aprende muitas coisas, e anda com pessoas que te ensinam tudo de ruim. E foi para lá que vocês me mandaram. E agora vou mostrar a vocês o que eu aprendi. Mulder não sabia o que fazer. Por um lado, estava aliviado porque Scully não estava consciente presenciando aquilo. Por outro, estava nervoso pelo que Donnie Pfaster ia fazer com ela e ele não iria ficar ali assistindo, ah, não, tinha que pensar numa maneira de acabar com a raça daquele desgraçado. E a Scully? ainda não tinha acordado, meu Deus, ela precisava ir para o hospital, pois estava perdendo sangue, muito sangue. Donnie Pfaster saiu da sala para preparar o banho para Scully, e Mulder tentou se libertar de todas as maneiras, mas não conseguiu. Quando começou a ficar desesperado, Scully se mexeu. Viu que só tinha uma alternativa. __ Scully? Scully? sussurrou ele repetidamente. Você pode me ouvir? Ela estava desorientada. Mulder viu que não tinha muito tempo. Ela já ia desmaiar novamente. __ Scully, estou preso, me solte, vamos, pegue as chaves das algemas e me solte - disse ele sussurrando repetidas vezes. Scully, mesmo enfraquecida, se arrastou até ele, mas antes que pudesse chegar mais perto, Donnie Pfaster voltou. __ Ei, mas o que é isso? Dizendo isto, ele a pegou não muito gentilmente, fazendo-a desmaiar novamente. Mulder gritou. __ Seu miserável. Pare com isso, não está vendo que vai matá-la? Você vai ser levado à pena de morte, canalha. __ Mas é essa a minha intenção, agente. Vou matá-la tão lentamente, mas tão lentamente, que vou sentir cada momento disso. E para você não abrir o bico... ele amarrou uma mordaça em Mulder e ainda disse... __ Isso é para você ficar quieto. Vou acabar com você depois que acabar com ela. Só para você morrer o mais angustiado possível. Dizendo isso, ele pegou Scully nos braços e a levou para o banheiro. Mulder ficou desesperado. Isso não podia estar acontecendo. Ele virou o rosto e não agüentou mais. Não conseguia vislumbrar a cena, não queria vislumbrar a cena. Foi então que viu. Antes de Pfaster levar Scully, ela tinha jogado a chave para perto dele, com a última das forças que tinha. Rapidamente ele pegou a chave e se libertou. Procurou a arma que sabia que Scully tinha de reserva e foi até o banheiro. Lá, o miserável estava ainda preparando a banheira e Scully estava deitada no chão. Quando Pfaster chegou perto de Scully e com uma mão mexeu em seus cabelos e com a outra mexeu em sua blusa, Mulder viu tudo vermelho em sua frente. Abriu a porta com extrema violência e agarrou Pfaster, empurrando-o com violência na parede do banheiro. Pegou sua cabeça e bateu com ela na borda da banheira até ele desmaiar. Quando isso aconteceu, ele se virou para acudir Scully, que estava se esvaindo em sangue. __ Scully, por favor, fale comigo! Carregou-a até o sofá e discou para a emergência, chamando a polícia e a ambulância. Depois, retornou para Scully, e percebeu que ela estava com uma cor diferente... ___ Não! Scully, por favor, não morra, por favor! Agüente mais um pouco! Vamos, fale comigo! Ele não agüentou mais: chorava e pegou o corpo de sua amiga e o abraçou com todas as suas forças, como se assim pudesse passar para ela um pouco de vida. Milagrosamente, ela se mexeu. Ele afrouxou um pouco o abraço e olhou para ela, que tentava focalizá-lo, mas estava muito enfraquecida. Ela tentou dizer algo, mas não conseguiu. Ele a acalmou... __ Calma, disse ele , aliviado, __ Você está segura, e aquele criminoso teve o que merece. Dizendo isso, ele ouviu as sirenes, e a abraçou com muito carinho __ Você vai ficar bem, Scully, vai ficar bem. Fim.