DESAFIO TÍTULO: DESAFIO –Procurando no Coração- DESAFIO AUTORA: Manuca Krycek CATEGORIA: Shipper Discreta SPOILERS: All Things e Sexta Extinção – Parte 2 E-MAIL: manuca_picha@ig.com.br NOTA DA AUTORA: Esta história é levemente shipper, por tanto pode ser lida tanto por shippers como por half – shippers. É a primeira vez que escrevo uma fic, por isso estou meio insegura. Eu nunca escrevi antes pois sou muito preguiçosa. DIGAM O QUE ACHARAM! ESPERO QUE GOSTEM! Procurando no Coração WASHINGTON D.C. APARTAMENTO DE DANA SCULLY, 1:30 PM Não sei por que motivo não consigo explicar o que sinto por você, não consigo pôr em palavras os sentimentos que há sete anos eu sufoco em um canto de meu coração. Um sentimento que a cada dia cresce mais e se torna mais belo, um sentimento que cresce a medida que vou te conhecendo melhor, aprendendo a te amar e a aceitar melhor o seu modo de me amar. Porque por mais que você não saiba como demonstrar isso, eu sei que você me ama também. Algo puro, verdadeiro e sem cobranças é tudo o que sinto por você. Esse sentimento que me faz crescer como ser humano, e me faz aprender e aceitar muitas coisas. Estando durante todo este tempo ao seu lado, aprendi que não existe uma explicação cientifica para tudo, na verdade são poucas as coisas que tem uma explicação, o que não é o caso do que sinto por você. Um sentimento que se alojou em meu coração, veio entrando sem pedir licença, sem ter uma explicação. Agora me vejo perdida, sem você aqui ao meu lado, uma presença que faz parte de minha vida, faz parte de mim. Não sei onde começar a te procurar, me sinto tão perdida sem você aqui comigo. Ao completar seus pensamentos Scully escuta uma voz – procure em seu coração, não tenha medo. Eu sempre estarei com você, nas suas lembranças, no seu coração, na sua memória você me encontrará – Scully levanta vagarosamente a cabeça com uma expressão assustada, enxuga as lágrimas que escorriam pelo seu rosto e caiam borrando a tinta ainda fresca de seu diário. Mulder é você? – Pergunta assustada. Olha para todos os lados e não vê nada. Levanta-se, olha no relógio, fecha rapidamente seu diário e se dirige até o quarto para guardá-lo. Vai até o banheiro, se olha no espelho, ajeita o cabelo e lava o rosto, que ainda continha algumas lágrimas. SEDE DO F.B.I., 2:40 PM - Aonde a Scully se meteu?! – Pergunta Skinner ao sair da sala bufando. Ao falar isso Skinner vira-se de frente para o elevador e vê Scully sair caminhando lentamente em sua direção com a cabeça baixa. - Desculpe senhor. – Scully fala com uma voz esganiçada de quem havia chorado muito. – Eu fui tentar achar algum indicio de onde Mulder poderia estar e acabei perdendo a noção do tempo. - Você está bem Scully? – Pergunta Skinner olhando em seus olhos. – Olha eu acho melhor você ir para sua casa, pôr as idéias em ordem, descansar, se poupar um pouco. Os acontecimentos desses últimos dias tem sido muito desagradáveis, você deve estar cansada. Mesmo por que já estão todos procurando por Mulder, não adianta você ficar aqui se desgastando. - Não senhor! – Disse Scully, mudando completamente a expressão de seu rosto, já com os olhos cheios d'água. – Mulder é meu amigo, meu parceiro, e essa é uma busca minha! - Scully, eu só estava querendo dizer que talvez fosse melhor... Deixa prá lá, não adianta discutir com você! Scully, sem responder, deu meia volta e virou em outro corredor. Desceu até o porão, mexeu nas coisas de Mulder, mas estava tudo como sempre. - Oh Mulder porque você faz isso comigo? – Se perguntou Scully ao mexer em um artigo de jornal que se encontrava em sua mesa. O artigo dizia: "Funcionário de hospital que tem acordo com funerária mata pacientes terminais com 10 mm de potássio no soro" O que aquele papel estaria fazendo lá? Quem o colocou ali e como? Esse papel apareceu em minha mesa depois que Mulder sumiu. Seria um aviso? A reportagem fora recortada e estavam nas mãos de Scully somente a manchete. Ela então virou o pedaço de papel e atras estava escrito com letra corrida Hospital Saint Mary. Após ter pensado um pouco Scully decidiu ocultar a informação de Skinner, pois ele tomaria a frente das investigações e isso iria atrapalhá-la, ela pegou o papel e guardou-o no bolço. Depois de ter colocado o papel no bolço, Scully saiu do prédio caminhando rapidamente, passando pelos corredores onde encontrou o seu diretor assistente para o qual nem olhou. Pegou seu carro e se dirigiu até o hospital que não ficava muito longe do prédio. HOSPITAL SAINT MARY, 3:45 PM Scully entrou no hospital andando rápido. Entrou no elevador, apertou o botão do oitavo andar e ao virar para o lado viu um homem que a olhou de um jeito estranho, como se já a conhecesse. Quando saiu do elevador Scully olhou para cima onde havia uma placa que indicava com uma seta apontada para a direita a UTI. Assim que chegou no lugar indicado pela placa Scully deparou- se com um bilhete na porta que dizia: "Desculpem-nos o transtorno. Em breve UTI" Scully empurrou a porta e entrou, passou andando rápido pelos quartos todos vazios. No ultimo quarto viu uma cama com lençóis desarrumados e aparelhos ainda ligados na tomada. O monitor ainda exibia sinais das batidas de um coração, apesar de aparentemente não haver nada ligado a ele. Ao revirar os lençóis Scully notou que eles estavam úmidos e quentes como se alguém tivesse acabado de sair de lá. Ela saiu correndo e puxou o aviso que estava na porta. O papel estava dobrado de modo que quando ela o abriu caiu de dentro dele um outro papel que dizia: "Aqui jaz um homem honesto, que se dedicou ao trabalho e a família" Scully desceu, pegou o carro e voltou para o FBI. SEDE DO F.B.I., 4:45 PM Assim que chegou desceu até o porão, revirou nos arquivos da Internet até encontrar a matéria completa da manchete que ela havia guardado no bolço. Estando com a matéria inteira em mãos ela parou para ler e descobriu qual era a funerária. FUNERÁRIA DO GETSEMANI, 5:15 PM Quando chegou na funerária, parou no carro e ficou refletindo durante alguns instantes, pois a palavra "família" martelava em sua cabeça. Ela tinha certeza de que aquelas palavras se referiam a Mulder, mas ele não tinha uma família!?! Pensando mais um pouco, Scully chegou a conclusão de que tudo havia se originado com um problema de família. Mulder encontrou os Arquivos X atrás de uma explicação para o que aconteceu com sua irmã, Samantha. Scully desceu do carro ainda pensativa, caminhando lentamente com cabeça baixa e as mãos no bolço se dirigiu até o balcão para informações da funerária. Mostrando sua identidade "- Agente especial Dana Scully FBI." Ela perguntou para a atendente se ela poderia conseguir informações sobre um caso que ocorreu há alguns anos atrás sobre um homem que matava pacientes terminais da UTI do Hospital Saint Mary. A atendente disse que o caso já fora resolvido e que ela havia começado a trabalhar na funerária após o acontecido, e mesmo que Scully perguntasse para outro funcionário ela duvidaria que alguém soubesse dar informações. - Há algum funcionário que trabalhe aqui desde aquela época? – perguntou Scully sem paciência. Ela estava realmente nervosa. - Sim senhora. – Respondeu timidamente a funcionária apontando para um homem que usava um uniforme estranho – Este é o seu Vince, ele trabalha aqui há trinta anos e conhece muito bem todos os funcionários. Talvez ele possa lhe fornecer mais informações sobre o caso. - Seu Vince, o senhor poderia me dizer o endereço do funcionário do Hospital Saint Mary que matava os pacientes terminais e depois indicava para as famílias esta funerária? – Perguntou Scully com ar sério. - O nome dele era Ryan Roberts. Ele morava aqui perto em uma casa com sua mãe. Acho que era na Avenida 6 em uma casa rosa... Scully saiu correndo e deixou o homem falando sozinho. Entrou no carro e foi correndo até a casa da mãe de Ryan. Achou a casa sem muita dificuldade. Ao chegar Scully bateu na porta e uma mulher idosa com aparência doce atendeu e com um sorriso ela lhe mandou entrar. - Sente-se. Você quer um chá ou um café? - Não obrigada, estou com pressa. – Respondeu Scully com um sorriso forçado no rosto – A senhora é mãe de Ryan? – perguntou. - Sim, ele faleceu, hoje fez um ano. – Respondeu a mulher com um ar de tristeza, quase chorando. Scully se sentiu pequena nessa hora. Percebeu o quanto a vida é frágil e como sua causa era pequena, perto da dor de uma mãe que perdeu um filho. Por mais que Mulder estivesse sumido, ela sabia como nunca que iria encontrá-lo. Ainda sentada no sofá Scully abaixou a cabeça, lágrimas escorreram suavemente pelo seu rosto e ela se permitiu chorar como poucas vezes na vida havia chorado. Levantou-se e saiu da casa ainda chorando. Atravessou a avenida andando sem rumo, pensativa. Refletia sobre a fragilidade da vida e a experiência da morte. Scully, sem dúvidas, já havia perdido pessoas muito queridas durante sua vida que ficaram guardadas em um canto de seu coração como feridas que nunca vão cicatrizar. A dor de perder alguém que agente ama muito nunca passa, o que acontece é que aprendemos a conviver com esta dor, mas as vezes ela vem a tona. Scully sentou-se em um canto do parque e ficou ali parada, pensando na vida. O vento acariciava seu rosto e fazia mexer seus cabelos. Com os olhos fechados e a cabeça virada para cima, Scully pensava nas pessoas que perdeu, em Emily, em Mulder... Ao voltar a realidade dos vivos Scully novamente ocupou sua cabeça só com o sumiço de Mulder. Certa de que não adiantaria mais nada tentar conseguir mais informações sobre o caso, Scully entrou no carro e seguiu em direção ao hospital. HOSPITAL SAINT MARY, 5:30 PM Mais uma vez Scully se sentia perdida sem o amparo de Mulder, e resolveu seguir o seu coração. Ao entrar naquele quarto de hospital sentiu algo estranho, como se sentisse a presença de Mulder lá. Então voltou, para corrigir o seu erro e procurar Mulder com o seu coração. Muitas vezes na vida ficamos obcecados, correndo atrás da verdade. Isso nos impede de enxergá-la, por mais que ela esteja de baixo do nosso nariz. A verdade está lá fora sim, mas não está escondida e só vê a verdade quem está pronto para vê-la e quer enxergar. Eu não quis ver, mas agora voltei aqui disposta a encontrar a verdade onde quer que ela esteja, como quer que ela seja. Ao concluir seus pensamentos Scully desceu do carro e entrou correndo no hospital em busca da verdade, em busca de Mulder. Assim que entrou no hospital, que desta vez estava cheio, foi até a recepção e explicou que seu parceiro havia sumido. A mulher da recepção disse que havia um paciente não identificado na UTI. Sem pedir maiores explicações Scully correu até o elevador e ao entrar viu o mesmo homem que encontrou da outra vez, só que desta ele lhe sorria e ela retribuiu. Saiu do elevador e foi correndo até a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que estava cheia de pacientes, de médicos e de familiares. Abriu a porta e correu até o último quarto onde viu Mulder na cama sorrindo. Scully se aproximou da cama e lhe deu um abraço apertado. - Graças a Deus que eu encontrei você Mulder! Eu encontrei você, encontrei a verdade e encontrei a mim mesma. - Scully, você só precisa querer e procurar no seu coração. Com a minha procura doentia eu descobri que por mais que você procure se você não quiser, se você não acreditar você nunca vai encontrar a verdade. - Pois é Mulder, porque afinal das contas o pior cego é aquele que não quer ver. ================================= FIM ===================================