Autora: Carla Categoria: Shipper/ angst Spoiler: Nenhum, eu acho. Classificação: Não sei. PG-13, por aí. Disclaimer: Mulder, Scully e Skinner não pertencem a mim. Pertencem a Chris Carter, 1013 production, Fox Network e a mais quem tiver direitos autorais. Sinopse: Scully é seqüestrada e Mulder tem 24 horas para salvá-la. Por Favor Não A Mate Apartamento de Mulder 03:12 a.m. Ele acordou assustado. Tinha sonhado de novo. O mesmo sonho, ou melhor, pesadelo, que teve pela terceira noite seguida. O pesadelo não mudava. O homem sempre levava sua parceira e a matava em sua frente sem que ele pudesse fazer nada. Tinha que ligar para ela. Tinha que saber se ela estava bem. Precisava saber. - Scully, sou eu. - Mulder são três horas da manhã. O que quer? - Queria saber se estava bem. - É claro que sim. Aconteceu alguma coisa? - Eu tenho tido esses sonhos, quer dizer pesadelos. Já é a terceira vez que eu sonho a mesma coisa. Um homem, eu não consigo ver o rosto dele, levava você e eu não conseguia te salvar a tempo. - Mulder, é só um sonho. Se continuar a pensar muito nele é provável que você sonhe a mesma coisa de novo. - É, acho que tem razão. Desculpe te acordar. - Tudo bem. Boa noite Mulder. - Boa noite Scully. Sede do FBI Washington, D.C. 08:15 a.m. Mulder havia chegado cedo. Na verdade, ele havia chegado antes do FBI abrir suas portas. Não tinha conseguido dormir o resto da noite pensando no pesadelo que teve. Sentia um aperto no peito só de pensar em perdê-la. Não conseguiria viver sem ela por perto, sem ver ela levantar a sobrancelha quando ele falava uma teoria maluca ou rolar os olhos toda vez que ele fazia uma piada sem graça e, acima de tudo, não conseguiria viver sem ela porque ele a amava. Nem conseguia se lembrar quando foi que ela se tornou algo mais que amiga pra ele. Só sabia dizer que foi há muito tempo atrás. Mulder estava tão absorto em seus pensamentos que nem viu Skinner entrar em sua sala. - Agente Mulder, preciso falar com você e a agente Scully. - A Scully não chegou ainda. Sobre o que quer nos falar, senhor? - Eu tenho um caso pra vocês. São 08:15 da manhã. A agente Scully não costuma se atrasar. - É, eu ia ligar para ela agora. - Quando ela chegar, venham ao meu escritório. - Sim, senhor. Mulder já estava ficando preocupado. O telefone celular dela estava desligado e na casa dela só atendia a secretária, então ele resolveu deixar um recado. - Scully sou eu. Atende se estiver aí. Se você escutar esse recado não saia daí, eu estou a caminho. Dizendo isso, Mulder desligou o telefone, agarrou o terno e saiu correndo porta afora. Ele chegou no apartamento dela em tempo recorde. - Scully, sou eu. Você está aí? Scully! – Mulder estava batendo na porta desesperado e resolveu usar sua chave para entrar. O que viu lá dentro o deixou sem ar. O apartamento estava todo bagunçado, a mesa de café estava quebrada e havia sangue no sofá. Mulder procurou Scully por todos os cantos da casa e não a achou. No quarto, a cama estava desfeita e havia um pouco de sangue sobre os lençóis também e a arma dela estava jogada no chão perto da janela, como se ela tivesse tentado pegar mas outra pessoa tivesse jogado a arma para bem longe, para que ficasse fora de alcance. Mulder rapidamente ligou para Skinner e em poucos minutos haviam vários agentes do FBI no apartamento de sua parceira, atrás de evidências. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Ela acordou com um gosto amargo na boca. Sua cabeça e o resto de seu corpo estavam doloridos e seus olhos doíam quando ela tentava abri-los. Mas ela tinha que abri-los. Tinha que saber onde estava. Quando finalmente conseguiu abrir um pouco os olhos viu que estava numa cabana e estava amarrada a uma cama, com a boca atada. - Oi belezinha. Resolveu acordar? – perguntou o homem que ela nunca havia visto antes. Ele tinha por volta dos 50 anos, alto, magro, com uma cicatriz no rosto. Seu olhar e sua voz eram gélidos como os de um monstro. - Mas que indelicadeza a minha. Amarrei sua boquinha e agora você não pode falar comigo não é? Vamos dar um jeito nisso. – enquanto o homem desamarrava sua boca, Scully estava apavorada mas sabia que não deveria demonstrar medo. - Está melhor garota? - Onde estou? Quem é você? - Calma. Uma pergunta de cada vez. Vamos dizer que sou um velho amigo de seu parceiro e que estava na hora dele pagar pelo que fez. Respondendo a sua segunda pergunta, você está numa cabana, numa floresta bem longe de seu parceiro. Se quiser gritar pode. A única pessoa que vai escutar sou eu e talvez alguns animais. E agora se me der licença vou dar um telefonema. Não vá a lugar nenhum. – disse o homem ironicamente. - Mulder, por favor, me ajude. – Scully sussurrava com esperança de que seu parceiro pudesse ouvi-la. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder estava desesperado. A perícia constatou que o sangue era de Scully e também encontraram um líquido derramado no sofá, que eles ficaram sabendo ser um anestésico. Mulder andava de um lado pro outro no apartamento de sua parceira, na esperança de encontrar alguma coisa que eles tivessem deixado pra trás, quando seu celular tocou. - Scully, é você? - Não, raposinha. Mas sei onde ela está. Afinal, eu a levei. - Seu desgraçado! Se tocar nela... - Calma agente Mulder. Não se altere. Tenho um trato pra fazer com você. - Que trato? Quem é você? - É o seguinte. Você tem 24 horas para encontrá-la, partindo de agora. Se você não a encontrar dentro desse prazo, pode dizer adeus a ruivinha. - Por quê está fazendo isso? - Descubra o porquê e descubra onde ela está. Por enquanto é só. - Espere! – mas já era tarde, o homem já havia desligado o telefone. Skinner notando o nervosismo de Mulder correu pra junto dele. - Desgraçado! Filho da mãe! - Agente Mulder, o que foi? - Skinner era ele. O homem que levou a Scully, ele me disse que se eu não a encontrar entro de 24 horas ele vai matá-la. - Tem idéia de quem seja? - Não, senhor. Nenhuma. - Já tentou rastrear a ligação? - Já. Não conseguiram. - Talvez seja alguém querendo vingança. Quando trabalhava na seção de crimes violentos. Talvez seja alguém que prendeu. - Eu vou checar todos os presos que foram soltos até a um mês atrás. - Vou com você. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Scully ainda estava com os braços e penas amarrados na cama. Não conseguia se mexer. Ela precisava sair dali. Não ia conseguir nada ficando deitada numa cama e ainda por cima, amarrada. - E aí boneca? Acabei de ligar pro seu parceiro. Disse que se ele não a achar em 24 horas, pode dizer adeusinho. - Por que está fazendo isso? - Não é sua culpa. É culpa de seu parceiro. Ele me prendeu há muito tempo atrás. Foi assim que ganhei essa cicatriz. Num tiroteio. E adivinha quem acertou a bala em meu rosto e me prendeu? Sabe é isso que se ganha sendo parceira de um cara metido a herói. Sofrimento. - Preciso ir ao banheiro. - Claro, vou te soltar. Mas se tentar alguma gracinha o seu parceiro não vai ter que esperar 24 horas para encontrá-la morta, entendeu? – Scully fez que sim com a cabeça e todo tempo só conseguia pensar em Mulder e como ia fazer para sair dali. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder já havia olhado várias fichas de prisioneiros que tinham sido libertados no último mês mas não achou nada, mas ainda havia várias fichas para olhar. - Então Mulder. Encontrou alguma coisa? - Nada, senhor. Mas ainda faltam várias fichas e estou ficando sem tempo. Já se passaram quase meio dia. - Calma agente Mulder. Sei que é difícil mas precisa ter calma. – o celular de Mulder tocou. - Mulder. - Oi agente herói. Como anda a busca? Encontrou alguma coisa? - Quem é você? - Dizer quem eu sou e estragar a brincadeira? Assim não tem graça. - Por quê está fazendo isso? - Já disse Raposinha. Descubra o porquê e descubra onde ela está. Agora, chega de conversa. Você já perdeu mais da metade do dia em nada. Resta menos de um dia para eu ter o prazer de torcer o pescocinho dela. - Por favor não a mate. - Isto não está em minhas mãos, agente Mulder. Está nas suas. – dizendo isso o homem desligou o telefone e de novo Mulder não conseguiu rastrear a ligação. - O que ele disse Mulder? - A mesma coisa de antes. Que irá matá-la se eu não a achar em menos de meio dia. Tem algo estranho Skinner. - O quê é? - O jeito como ele me chama. Raposinha. Eu já escutei alguém me chamar assim antes quando... Ryan Connel! - O que? - É ele Skinner. Ryan Connel. Eu o prendi há mais de doze anos atrás e ele prometeu vingança. Eu atirei contra ele, o tiro pegou de raspão no rosto dele, mas deixou uma cicatriz feia. Eu lembro do que ele me disse quando eu o prendi: "Está vendo esta cicatriz Raposinha? Eu vou olhar para ela todos os dias, para cada dia me dar novas forças para sobreviver e quando sair daqui vou me vingar de você. Mas não vou machucar você diretamente. Vou pegar uma pessoa que valorize muito. Assim irá sofrer mais." Eu lembro que eu pensei que eu não tinha ninguém importante na minha vida. Eu não conhecia Scully ainda e a minha irmã estava desaparecida. - Já temos um bom pedaço do percurso caminhado. Vamos achá-la Mulder. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX - Faltam apenas 4 horas para o juízo final. Algum último desejo? - Seu desgraçado! Não cante vitória antes do tempo. O Mulder vai me achar e quando o fizer vai quebrar todos os ossos do seu corpo, imbecil! - Não fale assim comigo! – disse o homem dando um soco no rosto de Scully, fazendo sua boca sangrar. – Quer ter seus dedinhos quebrados também ou só os dentes basta? - Quem vai se quebrar é você, desgraçado! - Já disse pra não falar assim comigo! – disse o homem puxando os cabelos de Scully. – Você é surda ou gosta de apanhar? - Me solta! Está me machucando! - Achei que gostasse – disse o homem puxando o cabelo de Scully com mais força. - Pára seu filho da mãe! - Tá bem você pediu. – o homem largou o cabelo de Scully e agarrou sua mão, torcendo um dedo pra trás. - AH! - Gostou disso? É bom ter seus dedos quebrados? É bom ir se acostumando com a idéia porque é assim que você vai morrer. Primeiro vou quebrar todos os seus lindos dedinhos, depois todos os ossos do seu corpo e depois seu pescocinho. Não vai ser lindo? Agora se me der licença tenho que dar outra palavrinha com seu parceiro. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder estava lendo a ficha de Ryan Connel quando seu celular tocou. - E aí Raposinha? Como andam as investigações? - Ryan Connel não é? - Ora, ora. A primeira parte do caminho já percorreu. Agora você tem exatamente 2 horas e meia para achar sua linda parceira. Que agora não está tão mais linda assim. - O que quer dizer? - Sabe, tive que dar uma lição nela. Ela é muito malcriada. Mas acho que depois de um soco e alguns dedos quebrados ela vai pensar melhor antes de falar. - Eu vou matar você tá me ouvindo! Você vai se arrepender de ter nascido! – Mulder estava gritando no telefone. - Calma agente. Vejo que ela é importante pra você. Ela é só sua parceira ou é algo mais? Ela é boa na cama? Talvez eu tenha que experimentar pra saber não é? - Se tocar um dedo nela... - Já toquei Raposinha. - Mulder! – Mulder escutou seu nome ao fundo, e percebeu que era Scully chamando. - Cala a boca! Quer que eu quebre mais dedos seus é? - Mulder socorro! Estou numa floresta! - Já disse pra calar a boca! – Mulder escutou Scully dar um grito, como se estivesse com dor. - Ela só obedece na base do soco é? - Você está morto escutou? Morto! – disse Mulder desligando o telefone. – Skinner me dá a ficha do Connel. Eu sei que ele tinha uma casa em uma floresta em algum lugar. Aqui! Achei! - É bem longe agente Mulder. - Vamos conseguir Skinner. Vem! – disse Mulder correndo porta afora enquanto Skinner telefonava pedindo reforço. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX - Uma hora e vinte minutos restantes. Como se sente em saber que tem um pouco mais de uma hora de vida? - Quem devia perguntar isso era eu, seu filho da mãe. O Mulder vai me achar. - Você não aprende não é? Já não disse que não quero que fale assim comigo? – disse Connel torcendo outro dedo de Scully pra trás. – Só aprende assim? Vou pegar uma coisa pra você beber. - Não quero. - Não perguntei se você quer. Eu estou dizendo que vai beber. – disse Connel forçando-a a beber o mesmo líquido amargo que tinha forçado ela beber quando ele a seqüestrou. – Daqui há uma hora você vai dizer adeusinho ao mundo e não quero você enchendo meu saco até lá. Por isso quero que durma e me deixe em paz. – Scully não conseguiu responder, só sentiu seus olhos pesados e não agüentando mais, dormiu. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder está dirigindo um carro em alta velocidade com Skinner no banco do carona. - Skinner, quanto tempo tenho? - Um pouco mais de uma hora. - Aquele desgraçado vai pagar por tudo que fez, em dobro. - Mulder, não vá fazer besteira. Está com a cabeça quente. - Não vou fazer besteira Skinner. Vou fazer uma coisa que deveria ter feito há doze anos atrás. Deveria ter acertado aquela bala. Chegamos. – disse Mulder parando o carro ao lado da floresta - O resto do caminho teremos que fazer a pé. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX - Parece que seu príncipe encantado não virá resgatar a princesa não é? – disse Connel, mas Scully estava dormindo por causa do anestésico que ele lhe forçara a beber. – Sabe é bem melhor assim. Quando eu falo você não me dá uma resposta malcriada. Sabe você é bem bonita. Talvez eu deva brincar um pouco com você antes de torcer seu pescoço, o que acha hein? XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Mulder, Skinner e mais dois agentes do FBI os quais Skinner havia solicitado reforço, estavam se aproximando da cabana. As janelas e portas estavam fechadas e não havia nenhum barulho dentro da casa. - Vocês dois vão pelos fundos - disse Skinner aos dois agentes. - Mulder se aproximou da porta e a abriu lentamente. Não havia ninguém na pequena sala. Skinner foi na direção da cozinha e Mulder foi na direção do quarto e abriu a porta devagar. Lá estavam Scully deitada na cama, inconsciente e Connel parado ao seu lado. - Parado! FBI! – disse Mulder apontando a arma para Connel. - Parabéns Raposinha. Mas o jogo não termina aqui. – disse Connel tirando uma faca do bolso e quando ia enfia-la em Scully, Mulder disparou vários tiros, todos pegando em Connel, o matando. Mulder então correu pra junto de Scully e começou a desamarra-la. - Scully? Sou eu Mulder. – disse ele enquanto fazia carinhos no rosto dela com cuidado para não tocar nos machucados. – Acorda anjinho, por favor. - Agente Mulder? - Skinner preciso de uma ambulância. Agora! - Scully. O que ele fez com você? – disse Mulder olhando o rosto todo machucado dela e alguns dedos quebrados. – Me desculpe Scully. Me desculpe – disse Mulder chorando. - Pelo que? - Scully? - Sabia que viria. - Ah, Scully – disse Mulder a abraçando – me desculpe. - Não foi sua culpa. - Eu deveria ter te protegido. Eu deveria saber que tinha alguma coisa de errado. Por isso eu estava tendo aqueles sonhos. - Acabou, Mulder. Ele nunca mais vai machucar ninguém. - Scully sei que não é uma boa hora, mas eu pensei que nunca ia te ver de novo. E só conseguia pensar que eu nunca te disse que você é a pessoa mais importante do mundo pra mim. Que é por sua causa que eu encontro motivo pra levantar todo dia, pra viver. - Ah, Mulder – disse Scully emocionada – Quero que saiba que sinto a mesma coisa. Nesse momento, os paramédicos entraram no quarto e levaram Scully para a ambulância. - Scully? Tem mais uma coisa que eu preciso dizer. – disse Mulder enquanto colocavam Scully na ambulância. - O que é Mulder? - Eu amo você. - Eu amo você também. - Senhor temos que ir. – disse um dos paramédicos. - Te vejo daqui a pouco Scully. - Pode apostar. Fim E aí gostaram? Não gostaram? Deixe eu saber o que acharam em msmessina@yahoo.com.br Beijinhos, Carla