Título: Palyboy Mommy Autora: Lucy Mattos Spoiler: um pouco da mitologia de AX, Memento Mori, Per Manum, Emily. Sumário: Continuação de Peter e Annie. Mulder e Scully seguem as pistas que podem levar a seu filho, ao mesmo tempo que tentam voltar a ser uma família, com Annie. Classificação: Mulder/Scully romance Palavra-chave: baby-fic, mitologia Faixa etária: PG-13, livre Distribuição: Qualquer lugar, desde que mantenham meu nome como autora e meu e-mail. Também gostaria que mantivesse esta fic unida à suas outras irmãs. Feedback: Será muito bem recebido! Mande para lucymattos@hotmail.com ou writing_machine@bol.com.br que eu ficarei feliz. Disclaimers: Mulder e Scully não me pertencem e vocês sabem disso. Mas Peter Matthew Mulder e Annie Faith Mulder são meus personagens e deram trabalho. Por isso eu os amo! :-) Notas: essa fic não teve betas, eu não tinha tempo pra isso... :-) Mas mesmo assim eu queria agradecer a Lilly, a criatura mais fofa do mundo, e que, como eu disse a ela uma vez, me inspirou para criar Annie. Lilly, esta fic você pode ler, viu, fofa? PS: Ah, e o nome desta fic é o mesmo de uma música da Tori Amos, que eu amos de paixão; eu tive a idéia de escrever estas fics ouvindo esta música, portanto é uma espécie de homenagem... Eu ainda não sei bem o que quer dizer Playboy Mommy, mas pelo contexto da música é perfeita pra Scully! Acredito que tenha algo a ver com coragem... "E eu farei tudo o que você sempre sonhou para ser completa pedacinhos de nada que caem pode colocar seus braços em volta de mim o que você sente é o que você é e você é tão linda Você quer se casar ou fugir de tudo, ao meu lado?" (Goo goo dolls - Slide) Scully saiu da clínica e suspirou aliviada. Segundo os exames que havia feito estava tudo bem e seu câncer estava regredindo outra vez e isso a fazia respirar aliviada. Há quase um mês ela colocou o novo chip, o chip que ela trocara pelo seu filho e que lhe garantiria a vida. Pelo menos é o que ela esperava, era o que ela queria acreditar, mas não sabia até onde poderia confiar naquele homem que, além de tudo, era avô de Annie e de Peter. Há quase dois meses que Mulder estava engajado numa busca incessante, junto aos Pistoleiros Solitários, por pistas que os levassem de volta a Peter. Quando Scully pensava no que havia passado por causa de tudo isso, na criança que ela fora obrigada a trocar por sua própria vida, ela sentia um aperto no coração. Scully sempre soube que o que ela fizera não era certo, mas ela precisava fazer mesmo assim. Seu relacionamento com Annie estava melhorado. Ainda não era o que ela imaginava que seria quando descobriu que estava grávida, mas estava melhor do que nunca. Agora ela conseguia conversar com a filha, sobre assuntos sérios ou fúteis, sobre roupas, sobre filmes e todas as coisas que as filhas conversam com as mães. A presença de Mulder também ajudava muito, Scully percebia isso agora, o quanto a presença dele naquela casa a fazia bem, tanto a ela mesma quanto a Annie. E, apesar da busca por Peter, Mulder e Scully mantinham o relacionamento de sempre. Uma noite Scully, que chegava um pouco mais tarde em casa, por conta de um plantão extra na clínica, e o viu dormindo no sofá, com Annie ao seu lado e a TV ligada. Scully sentou-se na poltrona em frente e olhou os dois, dormindo tão serenos, tão parecidos. Não era a primeira vez que Scully via Mulder e Annie dormindo no sofá e, muitas vezes, viu a filha dormindo ali com a TV ligada, algum filme de terror antigo passando na TV ou documentários sobre ufologia e paranormalidade. Os dois eram tão parecidos, gostavam das mesmas coisas, dos mesmos lugares, pensavam do mesmo jeito... Até por coisas que Annie não sabia que Mulder gostava ela mostrava um certo interesse. Scully sorriu, reparando que ela estava ficando parecida com ele, cada vez mais, com o passar dos anos. Mas seu rosto e cabelos continuavam iguais aos de Scully, os lábios, os olhos azuis... Scully tinha a impressão de que olhava um retrato antigo, exceto pelo fato de que Annie era mais bonita do que ela foi. Talvez os olhos de mãe a influenciassem um pouco, mas Annie era uma linda jovem. Ela imaginava como devia ser Peter, se ele tinha os olhos verdes de Mulder ou os seus olhos azuis. Scully suspirou. Levantou do sofá e desligou a TV. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX CASA DE MULDER E SCULLY DOMINGO, 05:47 PM Annie lia um livro deitada no sofá quando viu o pai entrar em casa com alguns buquês enormes de rosas vermelhas e uma garrafa de vinho debaixo do braço. Olhou para ele curiosa, mas ele pareceu nem notar. "Eu acho que não é da minha conta, mas o que você vai fazer com isso?" Mulder colocou os buquês sobre o balcão da cozinha e sorriu. "Já sei, eu vou ligar pra Hannah. Você quer que eu durma lá hoje, não é?" Mulder balançou a cabeça concordando. "Ainda bem que você é esperta, Faith." "Espero que isso seja pra dona Scully, senão você vai ter que se entender comigo depois." "Juro que no seu aniversário você vai ganhar uma super festa. Agora cai fora, vai ligar pra Hannah e diz que daqui a meia hora eu vou levar você pra lá." XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Scully entrou em casa e desconfiou quando viu todas as luzes apagadas e as cortinas fechadas. Na sala apenas um abajur iluminava o lugar. Ela subiu as escadas. "Mulder? Annie?" O quarto de Annie estava vazio e escuro e ela foi até o banheiro. Também vazio. Não havia ninguém em casa. Quando Scully entrou no quarto se deparou com a cama coberta de pétalas de rosas vermelhas e uma rosa sobre elas, com um bilhete embaixo. Três velas na mesa de cabeceira exalavam um perfume de baunilha e mais duas do outro lado de maçã. Scully sorriu e olhou em volta, sem ver quase nada, ate que seus olhos se acostumassem com a escuridão. "Mulder?" ela viu uma sombra sair da penumbra. Era ele, que colocou uma garrafa de vinho sobre a mesa de cabeceira. "Mulder, o que é isso?" "Quando alguém dá um buquê de rosas vermelhas a uma mulher quer dizer que ele está apaixonado..." ele falou "Aqui tem três buquês de duas dúzias" Scully sorriu e se aproximou dele. "E quando alguém enche a cama de pétalas dessas rosas, você sabe o que quer dizer?" "Bem, eu faço uma idéia." Mulder a abraçou pela cintura e a beijou rapidamente nos lábios. "Annie foi pra casa da Hannah e só volta amanhã. E eu tenho uma garrafa de vinho só pra nós dois aqui..." "Você está tentando me seduzir, Fox Mulder?" Mulder riu. Tirou uma mecha de cabelo que caíra sobre o rosto de Scully e se inclinou para beija-la no pescoço. "Eu consegui?" Ela riu "Acho que sim... o que deu em você?" "Nada... estava com saudades de abraçar, de beijar você." Mulder acariciou os lábios dela com os seus e deslizou os dedos pelo rosto dela, como se fosse a primeira vez que ele a tocava. "Hummm... espero que você sinta sempre saudades, isso é tão bom..." ela sussurrou, com um sorriso. Mulder beijou-a no pescoço, mordendo suavemente, fazendo um arrepio delicioso se espalhar pelo corpo de Scully. Ele parou e olhou para ela, puxando-a até a cama. "Deite aí." Scully deitou-se na cama e Mulder ao seu lado, desabotoando os botões da blusa que ela vestia. A luz das velas iluminava parte do rosto dela, emprestando um brilho dourado, que refletia nos olhos de Mulder. Ela sorriu feliz e aliviada por ver aquele brilho de volta nos olhos dele, que eram uma mistura de dourado com verde-escuro. Ela sentiu-se segura depois de tanto tempo, ao lado de Mulder, sentiu-se feliz e querida outra vez pelo homem que mais amava e não havia nada que superasse esta sensação. Os lábios de Mulder percorriam o corpo dela, explorando lentamente. Scully fechou os olhos e sentiu as mãos de Mulder despindo suas roupas, devagar, sem pressa. Ele parou e olhou para ela. "O que foi" "Estava com tanta saudades... do seu corpo, do seu cheiro" e se inclinou sobre ela, seus lábios descendo pelo colo de Scully, por entre os seios, pela barriga. Scully sentia o perfume das rosas em seu corpo, em Mulder, em volta de si. Sentia o calor dele em seu corpo ao seu redor, misturando-se ao perfume das rosas. Sorriu e fechou os olhos, deixando que Mulder a despisse. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 02:01 AM Mulder acendeu a luz, procurando pelo telefone que tocava insistente. "Alô" ele disse, sonolento. "Mulder, tenho uma boa notícia pra você. Achamos uma clínica, lá pelos lados de Maryland, que vai te interessar muito." "Hum? Do que você está falando?" ele perguntou, sentando-se. Scully acordou e levantou a cabeça para olha-lo, uma pétala presa em sua bochecha. "Quem é?" ela quis saber. Mulder sentou-se na cama e passou a mão pelos cabelos, despertando depressa. "Eu e Langly fizemos uma pesquisa e acho que descobrimos a clínica onde eles guardam os clones. Seu bebê pode estar lá também." Ele olhou para Scully, que arqueava as sobrancelhas, sem saber do que ele falava. "Mulder, o que foi?" "Espera um minuto" ele disse ao telefone "É Frohike." "Frohike?!" "É, ele tem uma pista de onde pode estar nosso filho." Scully sentiu seu coração bater mais rápido ao ouvir aquilo. Ela ergueu-se na cama e pegou o telefone da mão de Mulder. "Onde fica essa clínica, Frohike?" "Scully?" "Sim" "Em Maryland" ele disse "Num subúrbio de Mary land." Mulder e Scully se olharam, o rosto dela se encheu de esperanças. "Eu quero o endereço. Estamos indo para lá." "Scully... você tem certeza? Acho melhor você ficar em casa, pode ser perigoso." "Frohike, cale a boca. Eu vou com vocês, ou você espera que eu fique em casa, esperando, enquanto vocês vão atrás do meu filho?" ela se irritou. "Ok, tudo bem. Anote o endereço." XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX ARREDORES DE MARYLAND 3:10 AM Mulder, Scully, Frohike e Langly entraram por uma porta que dava em longo corredor, com várias outras portas. Parecia um labirinto, onde nenhum deles sabia por onde começar a procurar. Não haviam identificações nas portas e algumas estavam trancadas. "Você tem certeza que é aqui?" Scully perguntou. "Não, mas o cara que ficou de olho nesta clínica para nós disse que viu um movimento suspeito e um cara com a descrição do Canceroso por aqui" Eles continuaram caminhando pelo corredor. Ao final havia uma porta grande, de madeira, diferente das outras. Eles entraram por ali e viram uma espécie de sala de espera, com uma sala menor ao lado, onde ficavam guardados remédios. "Olhe isso aqui, Scully..." Mulder falou, abrindo um freezer. Ali havia frascos, com nomes escritos neles, inclusive o de Scully. Ela mexeu em um deles e olhou para Mulder. "Você sabia disso?" "Não" "Mais clones... mais experiências... será que isso não vai terminar nunca?" Scully olhou para ele, com a expressão triste. "Vamos procurar Peter." Disse, puxando-o pela mão. No final do corredor havia uma sala iluminada. Mulder e Scully, seguidos pelos Pistoleiros, entraram na sala e viram vários berços, iluminados pela luz e fechados em uma espécie de câmara de vidro, como uma chocadeira. "Mulder..." Scully sussurrou. "Para mantê-los aquecidos" Os dois entraram na câmara, caminhando pelos corredores de berços, observando cada bebê que dormia tranqüilo e lendo os nomes escritos ali. Mulder parou em frente a um dele, na ponta de terceiro corredor. "Scully, eu o achei" Ela parou por um momento, olhando assustada para Mulder. Ele abriu um sorriso e olhou para o bebê, depois para Scully. Ela sentiu um frio no estômago, uma sensação estranha, mistura de medo com ansiedade, e correu até Mulder, em frente ao berço onde estava escrito P. Mulder. "Ele está bem..."ele falou, quando Scully chegou a o seu lado. Ela olhou para o garotinho dormindo no berço de madeira e sorriu. Era a primeira vez que ela realmente via seu filho, que ela olhava para o rosto dele e percebia que ele era parte dela. Dela e de Mulder. "Peter... Oh, deus, como eu pude me separar de você..." ela disse, como se falasse para si mesma. Estendeu a mão para tocar a mãozinha de seu filho, acariciando devagar e segurando os dedinhos entre os seus. "Vamos pegá-lo e sair logo daqui, Scully" Scully o pegou nos braços. O bebê ameaçou chorar, mas ao sentir-se nos braços de Scully acalmou-se, como se a reconhecesse. Ela passou o dedo indicador delicadamente sobre o rosto dele, que abriu os olhos e olhou para ela. Peter tinha os mesmos olhos verdes de Mulder e a observava com o mesmo olhar intenso, uma tonalidade verde-escura que ela conhecia muito bem. Scully ergueu os olhos para Mulder e viu olhando para ela, tão intensamente que a assustava. "Vamos logo" Frohike falou, do outro lado da câmara. Os dois saíram da câmara, seguidos por Mulder e Scully. Em uma das salas um homem observava, através de uma câmera de segurança, o movimento na sala dos bebês. E viu quando Mulder, Scully e os Pistoleiros passaram pela sala dele com Peter. Ele se levantou e foi até o corredor, vendo os cinco se afastarem, e soltou uma baforada de cigarro. Scully virou-se para trás e pôde vê-lo, era o Canceroso, que os observava em pé, escondido pelas sombras. Ele nada disse, nem fez qualquer gesto para impedi-los, apenas ficou ali parado. Scully virou-se e continuou a andar. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX CASA DE MULDER E SCULLY SEGUNDA-FEIRA, 1:15 PM UMA SEMANA DEPOIS Scully colocou Peter no berço, parando para olhá-lo. Ele havia acabado de dormir e a casa estava cheia de pessoas, parecia festa. Todos queriam conhecer o garotinho que aparecera do nada na vida daquela família. Meggie entrou no quarto e parou ao lado da filha. Scully continuava olhando o bebê. "É incrível como ele é parecido com Mulder... e tão pequeno ainda... ele é uma graça, Dana!" ela exclamou. Scully sorriu. Ela sabia que seu filho era lindo e parecido com Mulder, o que o deixou um pouco preocupado. Mulder vivia repetindo que era feio e desengonçado e Scully sempre argumentava que não. Mas ela já desconfiava que ele falava isso para aumentar sua auto-estima. "Walter e os rapazes já saíram. E Fox está chamando por você na cozinha." Maggie continuou. "Desde quando ele sabe cozinhar?" Scully deu uma risada "Desde o dia em que eu desisti de cozinhar. Ele cozinha muito melhor do que, mãe, é melhor assim. E depois eu arrumo a bagunça que ele faz." Ouviram um barulho de panelas caindo na cozinha. "Sculleeeeee!!!!" Mulder gritou "Acho melhor ir até lá." E saiu. Scully passou pelo corredor e parou na porta do quarto de Annie. Ela estava sentada na cama, olhando a janela. "Annie? O que está fazendo?" "Nada. Esperando o tempo passar. Langly disse que ia buscar um show do Led Zeppelin pra mim." Scully entrou no quarto cor-de-rosa da filha. Os móveis brancos, escolhidos por ela mesma, estavam cuidadosamente limpos e os objetos em seus devidos lugares. Os bichinhos de pelúcia que moravam na cama haviam se mudado para uma estante que ela mesma havia feito, ao lado da escrivaninha. Scully se impressionou com a arrumação do quarto de Annie, que era sempre tão bagunçado, como se Mulder dormisse ali. A verdade era que nem Annie ficava muito tempo ali, ela dormia, na maioria das vezes, no sofá da sala ou do escritório onde Mulder e Scully trabalhavam. As fitas cassete e cds estavam arrumados em fileiras organizadas por estilo musical e o único sinal de bagunça era um casaco jogado sobre a mini-poltrona cor-de-rosa. Scully se perguntava como uma pessoa podia gostar tanto de rosa como Annie gostava. "Desde quando você gosta de Led Zeppelin?" disse Scully, sentando-se ao lado dela na cama. "Sei lá, eu nunca prestei atenção." Annie disse, balançando os ombros. Scully passou as mãos pelos cabelos da menina, que estavam quase na altura da cintura. "Seu cabelo está embaraçado. Pegue a escova, deixe-me escová-los." Annie pegou uma escova, cor-de-rosa, e entregou a ela. Scully começou a escovar o cabelo da filha, enquanto falava com ela. "Daqui a pouco seu pai termina de preparar o almoço. Eu espero. As vezes eu imagino como ele consegue cozinhar tão bem no meio daquela bagunça." Annie riu. "Aliás, o que deu em você, nunca vi o seu quarto tão limpo e arrumado" "Pra receber o Peter." E virou-se para olhar Scully, um enorme sorriso em seus lábios. Scully retribuiu. "Você está feliz com ele aqui, não é?" "Muito. Sabe, eu não queira um irmão, mas ele é tão fofinho... calmo..." "Puxou à mãe" Annie ergueu a sobrancelha. Scully parou de escovar o cabelo dela e começou a acariciá-lo com as mãos. "Também estou muito feliz. Agora que as coisas começaram a se acertar eu consigo me sentir feliz." "Que bom" "E eu... queria saber como você está..." "Estou bem." Ela respondeu, estranhando um pouco a pergunta "Sei que não tenho sido o exemplo e mãe perfeita, mas acho que dá tempo de consertar. Eu só queria que você soubesse o quanto eu te amo, Annie. Eu tento sempre fazer o melhor, mas não sei como ser mãe, é complicado pra mim." Annie abraçou Scully. "Eu também te amo, mamãe. Acho que isso basta, não é? Eu vou parar de ser tão rebelde, prometo me comportar." "É, agora você tem que dar um bom exemplo pro seu irmão." Scully acariciou as costas da filha, olhando pela janela. "Vocês são muito mais do que eu imaginava que pudesse ter um dia. Quando eu e Mulder... nossa, eu nunca imaginei que a gente fosse, um dia, ser um casal. E agora, temos você e Peter... uma pena que os pais dele não estão mais vivos." Annie ouvia calada. "E meu pai. Você iria adorar o vovô Scully, ele tinha um monte de história spara contar." "Mais do que você e papai?" "Bem, ele não tinha tantas histórias assim." Ouviram mais barulho de panelas caindo na cozinha. Desta vez mais coisas caíram também. "Scully!!! Scully, vem aqui!!!" Scully se levantou. "Acho melhor ir até lá antes que ele quebre a casa." XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX "Your love is better than Ice cream, Better than anything else that I've tried Our love is beter than Ice cream Every one here nows how to fight It's a long way down, it's a long way down It's a long way down to the place Where we started from Your love is better than chocolate, Better than everythig else that I've tried Your love is beter than chocolate, Every one here now how to cry" (Sarah McLachlan-Ice Cream) ALGUNS MESES DEPOIS... Era um belo dia ensolarado, o sol de meio-dia estava fraco, pois era outono, e ela sentiu frio ao ir para a sombra depois de passar alguns minutos no sol. Annie ajudava Peter a montar um carrinho com peças do seu kit Lego tamanho gigante. Ela nunca conseguia fazer nada parecido com um carro, mas Peter adorava o brinquedo e ria feliz, desmontando segundos depois. E pedia para a irmã montar outra vez. Annie suspirava e juntava as peças, montando um avião, desta vez, entregando a Peter, que desmontava e ria. Estavam nessa brincadeira há quase uma hora. Scully se aproximou deles, se abaixando para brincar com os dois. uma toalha de pic nic cobria a grama do quintal onde eles estavam , mas Peter preferia sentar fora da toalha e espalhar as peças de Lego por toda a parte, fazendo a mãe e a irmã irem buscá-las a todo o momento. "Não sei porque ele me pede pra montar se desmonta depois..." Annie falou. "Eu não sei que graça vocês vêem nesse jogo. Vocês estão aqui há horas!" "Eu gosto de brincar com o Peter Pan, ele é tão bonzinho! Acha graça de tudo!" disse, apertando de leve a bochecha do menino Annie chamava o irmão de Peter Pan e ele, sem sequer saber o que era, sempre atendia. Ele já havia aprendido a dizer o seu nome, antes mesmo de falar qualquer outra coisa, antes mesmo de papai e mamãe. Mulder costumava levá-los a um parquinho, onde eles passavam horas juntos, Annie cuidando do irmão com carinho e atenção. Ele se impressionava com a paciência que ela tinha com ele. Até então eles não haviam contratado uma babá, todos se ofereciam para cuidar de Peter, para brincar com Peter. Scully sentou-se ao lado dos dois, montando um brinquedo com eles. Peter se aproximou dela e estendeu etezinho de pelúcia, fazendo gestos para que ela desse beijinhos nele. Scully beijou o bonequinho, vendo Peter se dissolver em risadas. Ela nem tinha palavras para expressar o quanto estava feliz com a forma que as coisas acabaram se resolvendo. Peter tinha cabelos claros, e escureciam aos poucos, se aproximando do castanho de Mulder, e ele havia herdado também os lábios do pai. Mas seus olhos, antes esverdeados, clareavam aos poucos, ao longo dos meses, e estavam quase azuis. Era o mesmo olhar intenso de Scully, num irrequieto garotinho que parecia uma miniatura de Mulder. Mulder entrou no pequeno jardim e viu os três brincando juntos, Annie e Scully montando um castelo ao redor de Peter, que tentava fugir, mas não conseguia e caía na risada. Mulder olhou para os três e sorriu, feliz com sua família. "O almoço está pronto" disse, chamando a atenção deles. Ele viu três pares de olhos iguais olhando para ele, os mesmos olhos que ele tanto amava, em sua direção. Ele finalmente conseguira formar a família que ele tanto desejara quando era criança. E junto com a mulher que ele amava mais que a si mesmo. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Acho que isso é o FIM Feedback, please!! Mande para lucymattos@hotmail.com ou writing_machine@bol.com.br Lucy Mattos