Título: Pintura Íntima Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Categoria: Shipper Classificação: Proibido para menores de 18 anos. Sumario: Scully resolve pintar seu apartamento. Mulder se oferece para ajudá-la. Depois de uma semana estafante, finalmente chega a tão esperada sexta-feira. Esperada para a maioria das pessoas, mas não para os agentes especiais Fox Mulder e Dana Scully. Principalmente para Mulder, o fim de semana nunca é esperado. Sem família e quase sem amigos, Scully é sua única e constante companhia. Scully também não se sente diferente. Apesar de ter mãe e irmãos, a presença de Mulder é mais importante que a de qualquer pessoa. E ela não quer passar o fim de semana sozinha. Então ela tem uma idéia. "Mulder, o que você vai fazer no fim de semana?" "O de sempre, Scully. Vou pegar meu veleiro e meu cachorro e passar o fim de semana no mar, pescando e ouvindo sereias." Ele fala isso e dá um sorriso capaz de derreter até o mais frio coração. Scully sente o seu acelerar. "Fala, sério, Mulder!" "O de sempre, Scully. Nada! Por que?" Ele está levemente curioso, afinal sua parceira nunca fora particularmente interessada nos seus finais de semana. "Bom, é que meu apartamento está precisando de uma boa pintura há tempos. Mas não me sinto disposta a fazer isso sozinha. Já que você não vai fazer nada, será que poderia me ajudar?" Ela morde levemente o lábio, ansiando pela resposta. "Claro, Scully. Você já comprou a tinta?" Scully está exultante com a resposta, mas disfarça bem, como sempre. "Ainda não. Vou comprar hoje quando sair daqui. E não é a tinta e sim as tintas. Quero pintar um cômodo de cada cor." "Eu vou com você." "Ótimo!" Ao sair do FBI, Mulder e Scully vão direto para uma loja de materiais de construção. Quando eles chegam na loja, logo são atendidos por um solícito vendedor. "Posso ajudá-los em alguma coisa?" Scully se vira para ele. "Sim, quero comprar tinta para pintar meu apartamento. Você poderia me mostrar cores claras?" "Claro, senhora. Por aqui, por favor." Mulder e Scully seguem o vendedor, que lhes mostra uma tabela com as mais variadas cores. "Estas ficam ótimas em qualquer casa." "São bonitas, sim. Mas são tantas que fico em dúvida qual escolher." O vendedor olha para Mulder. "Talvez seu marido possa ajudá- la a escolher." Scully começa a retrucar. "Nós não...", porém é interrompida por Mulder. "Quem escolhe é ela. Eu só entro com o dinheiro. Que tal você nos deixar um pouco sozinhos. Quando ela decidir, nós o chamamos." "Como quiser, senhor. Fiquem à vontade, por favor." O vendedor sai deixando os dois sozinhos. "Mulder, você tem cada uma! Você não é meu marido, além disso EU pago minhas contas." "Ei, Scully, não precisa ficar brava, só estava brincando." Ele lhe dá mais um daqueles sorrisos que só ele tem. Scully amansa um pouco. "Tudo bem. Talvez eu devesse deixar você pagar mesmo. Afinal, 'você entra com o dinheiro.'" "Scully, era brincadeira!" "Tá, Mulder. Deixa eu escolher as cores." "Pra que pintar um cômodo de cada cor? Uma cor só seria mais prático, não?" "Eu vi numa revista e gostei. Além do mais são só três cômodos. A sala, o escritório e o quarto. O banheiro e a cozinha têm azulejo até o teto. O que você acha desse verde para a sala?" "Bonito, gostei. É bem clarinho. Acho que esse tom de cinza vai ficar bom no escritório." "Também acho. Obrigada pela ajuda. Até que está sendo rápido para escolher. Só falta o quarto." "Eu gostei desse vermelho, Scully." "Vermelho? Mulder, onde já se viu pintar o quarto de vermelho? Eu não sou nenhuma atriz pornô. Eu prefiro esse creme aqui." Diz ela apontando para uma das várias cores. "Qual é o problema, Scully? Precisa ser atriz pornô para pintar o quarto de vermelho?" Vendo a cara de poucos amigos de Scully, Mulder faz outra sugestão. "Bom, já que você não gostou que tal então pintar o quarto de creme e só uma parede de vermelho? Acho que fica legal, dá uma atmosfera mais...quente ao quarto." Scully pensa um pouco, mas acaba gostando da idéia. "Acho que vai ficar bom, sim. Você venceu, Mulder. Vamos pintar uma das paredes de vermelho." Scully vai pagar as tintas, enquanto Mulder e o vendedor as coloca no carro. O vendedor olha intrigado para Mulder, enquanto vê Scully pagar as tintas. Mulder lhe dá uma piscadela. "Nós combinamos que ela pagaria se eu ajudasse a escolher as cores pro quarto." O vendedor sorri para ele com cara de quem está entendendo tudo. O sábado chega. Scully acorda cedo e pega uns lençóis velhos para cobrir os móveis. Depois veste uma camiseta branca e uma jardineira jeans. Pensa em colocar um par de tênis, mas resolve ficar descalça mesmo. São quase nove horas, horário em que Mulder ficara de chegar. A campainha toca e Scully corre a atender a porta. Mulder está parado lá, vestindo uma calça jeans surrada e uma camiseta cinza. Scully o convida a entrar e eles começam a afastar os móveis para o centro da sala. Depois Mulder olha para Scully como se só agora a visse direito. Ele começa a rir. Scully cruza os braços e pergunta. "Posso saber qual é a graça?" "Você, Scully. Você está uma graça com esse macacão." "Isso é uma jardineira." "Que seja. Ficou bem em você." Ela sorri. "Tá bom, Mulder. Vamos começar?" Eles começam pela sala. Mulder pinta uma parede enquanto Scully pinta a outra. Scully sobe numa escada para pintar a parte mais alta da parede. "Scully, você não prefere que eu suba na escada? Você pode cair." "Ei, eu sei me equilibrar muito bem. E se você subir na escada e cair a queda vai ser bem maior, você não acha?" "Você é quem sabe." Eles continuam a pintar. A sala vai ficando toda verde. Scully já pintara a parte de cima e está pintando o meio agora. Eles se encontram num dos cantos da sala. Mulder finge que não a vê e passa o pincel sujo de tinta no braço dela. Ela protesta. "Ei!!! Isso aqui é meu braço e não a parede!" Mulder começa a rir. "Ah, Scully, olha só. Você fica bem de verde." Ele passa o pincel no outro braço dela. "Sério? Acho que você fica melhor. Afinal, combina com seus olhos." Ela diz enquanto passa o pincel dela no rosto dele. Mulder fica feliz em ver que ela entrara na brincadeira e pega outro balde de tinta, dessa vez a vermelha, suja o pincel e passa no pescoço dela. "Essa aqui combina com seu cabelo." Eles continuam a brincadeira com todas as tintas. Se pintam em todos os lugares expostos e em algumas partes das roupas também. Depois de alguns minutos eles param, olham um para o outro e começam a rir. Mulder resolve tirar a camiseta. Afinal a dele já estava toda pintada. O cinza da blusa se misturando com o verde, o vermelho e o creme das tintas. Scully engole em seco ao ver o torso nu de Mulder, mas resolve continuar a brincadeira. Pega um pincel grande e passa tinta vermelha no peito dele. Ele segura a mão dela e a puxa para mais perto de si. "Assim não vale." Ele sussurra perto do ouvido dela. "Você não tem mais nenhum lugar limpo para eu pintar." "Mas você ainda tem vários." Ela tenta passar mais tinta nele, mas ele é mais rápido. Segura os braços dela e os prende nas costas, aproveitando para abraçá-la pela cintura. Ela sente o hálito dele bem perto do rosto dela. Scully sente suas pernas amolecerem com a proximidade dele. Com uma mão segurando as duas mãos dela ele pega um pincel e fala se aproximando do pescoço dela. "Tem um pedacinho limpo aqui na sua nuca." Ao invés de passar a tinta, Mulder derruba o pincel e beija o pescoço de Scully. Ela se sente arrepiar inteira com o beijo. Apesar de uma vozinha na sua cabeça falar repetidamente que aquilo não está certo, ela não dá ouvidos e prefere ouvir seu coração e seu corpo e entra no jogo de Mulder. "Você também está limpo aqui." Ela diz, passando a língua no pescoço dele. Dessa vez é Mulder quem se arrepia. Ele sente a respiração acelerar e seu jeans, de repente, fica muito apertado. Ele aperta Scully contra si e beija do queixo dela até o colo. Bem lentamente. Scully o beija pelo pescoço, vai descendo pelo ombro até chegar no bíceps, onde ela não resiste e lhe dá uma leve mordida. Mulder fica deliciado e resolve fazer a mesma coisa, só que percorrendo o caminho contrário. Ele começa a beijar o braço de Scully, dando-lhe leves mordidas, vai subindo pelo ombro até chegar no pescoço. Ele fica um tempo, interminável para ela, beijando-lhe o pescoço, alternando com lambidas e mordiscadas. Scully o aperta contra si e percebe que ele está tão excitado quanto ela. Mulder a aperta mais e morde-lhe o queixo. "Scully, você ainda tem vários lugares limpos, não tem?" Scully não consegue falar. Apenas assente com a cabeça. Mulder a olha nos olhos enquanto, devagar começa a desabotoar a jardineira dela. Ela mantém o olhar num consentimento mudo e sente a pala da jardineira cair enquanto Mulder toca levemente seus seios por cima da blusa. Scully fecha os olhos e se deixa levar pela sensação deliciosa de ser tocada por Mulder. Ele escorrega as mãos para a cintura dela e, num rápido movimento, tira a blusa suja de tinta. Depois volta para o queixo dela, onde deposita pequenos beijos e vai descendo, pelo pescoço, pelo colo até chegar nos seios. Ele beija e suga levemente os seios de Scully por cima do sutiã branco. Scully arqueia o corpo ao mesmo tempo que aperta os braços de Mulder. Ele percorre o caminho de volta sussurrando entre gemidos. "Scully, você é deliciosa." Com a respiração entrecortada ela responde. "Você também, Mulder." Mulder começa a desabotoar o sutiã de Scully. Ela prende a respiração. Quando finalmente os seios dela ficam à mostra é Mulder que fica sem respiração. Ele sente sua boca secar e seu coração acelerar diante da visão dos seios de Scully. Ele se abaixa novamente e suga com vontade os seios dela enquanto ela emite gemidos abafados. Ele a puxa para o chão sujo de tinta. A boca de Mulder está bem próxima a de Scully. Ela sente seu hálito quente no rosto dela, vê suas pupilas dilatarem. Ele aproxima a boca dele da de Sully lentamente. Seus lábios se tocam. Scully fecha os olhos. O beijo é um leve roçar. Inicialmente. Depois Mulder abre mais os lábios e escorrega a língua dele para dentro da boca de Scully, não encontrando nenhuma resistência. Suas línguas se encontram e se exploram, causando batidas aceleradas dos corações de ambos. Scully está embaixo de Mulder, sentindo-lhe todo o seu peso. Ela passeia as mãos pelas costas firmes dele, sentindo que ele se arrepia a cada toque seu. O beijo que eles trocam se intensifica a cada momento. Eles parecem querer devorar um ao outro. Mulder rola com ela no chão, a tinta grudando nos corpos. Mulder olha para Scully, afasta o cabelo do rosto dela e pergunta. "Scully, você tem certeza? Se eu der apenas mais um passo, eu não vou conseguir parar mais." "Eu tenho certeza, Mulder. Por favor, não pare." Mulder não pensa duas vezes. Sem parar de beijá- la, ele tira a jardineira e a calcinha de Scully. Depois tira sua própria calça. Scully o ajuda na tarefa. Ela tem pressa. Quer senti-lo dentro de si. Ele tira o boxer e o joga de lado. Depois senta no chão e puxa Scully para o seu colo. Ela senta em cima dele, sentindo-o inteiro. Ele a preenche por completo. Em todos os sentidos. Eles se beijam e se afagam enquanto se movimentam lentamente. Os movimentos vão acelerando junto com suas respirações e as batidas de seus corações. Scully sente que vai explodir. Mulder sente seu corpo inteiro esquentar. Os dois murmuram palavras desconexas, frases ininteligíveis. Finalmente acontece a explosão. Os dois gozam juntos e gritam o nome um do outro. Lentamente, as respirações desaceleram, os corações aquietam, mas eles não se separam. Continuam abraçados, suados e sujos de tinta. Mulder beija Scully sensualmente. Os dois suspiram quando se separam. Eles se sorriem. Mulder se levanta e a puxa consigo. "O que você acha de tomarmos um banho antes de terminarmos a pintura?" "Ótima idéia!" "Scully, quando acabarmos o banho vamos pintar o quarto, ok?" Scully sorri, pois tivera a mesma idéia. "De acordo, Mulder." Os dois vão de mãos dadas para o banheiro. A pintura do quarto ainda vai esperar um pouco. FIM