Nota: Esta fanfic se passa oito meses após o nascimento do bebê de Scully e, supostamente, o pai é Mulder, claro. Como não quero inventar um nome para o bebê. Eu o menciono aqui como, Baby. Spoilers: Essence/Existence, Empedocles Sinopse: O bebê de Scully tem algo de especial e precisa ser protegido dos alienígenas 24 horas por dia. Disclaimer: Esta ficção foi criada tão somente para o entretenimento dos fãs da série Arquivo X – não há nenhum pagamento ou remuneração pela fanfic. Os personagens que já conhecemos (Scully, Mulder, Doggett, Skinner, Krycek) são de propriedade de seus criadores e da Fox. Mande seu Feedback para mim!… telmamessias@uol.com.br Estrelando: DAVID DUCHOVNY como Agente Especial Fox Mulder GILLIAN ANDERSON como Agente Especial Dana Scully ROBERT PATRICK como Agente Especial John Doggett Estrelando também: Mitch Pileggi como Diretor Assistente Walter Skinner Nicholas Lea como Alex Krycek Laurie Holden como Marita Covarrubias Wilshire Royale Hotel, Los Angeles,Califórnia 10:02 a. m. Um homem desce do carro e se aproxima apressadamente da recepção do hotel. Ele usa um terno escuro e tem uma postura firme e decidida. Na varanda de uma das suítes, uma mulher olha o mar com um sorriso nos lábios. Ela volta para o quarto. --- Acredita que estamos aqui? – Ela disse alto. --- Claro! Eu comprei as passagens, reservei o hotel... – Responde o homem, enquanto abre as torneiras da banheira e procura acertar a temperatura ideal para a água. Ela se olha no espelho. Usava uma blusa branca e uma bermuda jeans que havia comprado há muito tempo, mas nunca a havia usado. "Nunca é tarde." Pensou. Ela olhou para o telefone. --- A mamãe não ligou... --- Por que se preocupar? Você fala com ela todos os dias… A banheira já estava cheia e ele entrou devagar. --- Wow! Está perfeita! Você não vem? --- Estou indo! – Disse ela, animada. – Quando ela apareceu no banheiro, ele já estava todo mergulhado na banheira. --- A água está uma delícia. O telefone toca. --- Ah… só um momento, deve ser a mamãe. – Ela voltou para o quarto. Na recepção, o homem de terno se dirige ao funcionário do hotel e mostra a sua insígnia. --- FBI, estou a procura de um casal… A mulher volta para o banheiro. --- A linha estava muda. A ligação deve ter caído. Ele olhou desconfiado… --- Não era ninguém? --- Ei, estamos na Califórnia, OK? Nada de paranóias por aqui. --- OK, então tira essa roupa e vem. Ela sorriu. O homem, agora, entra no elevador. --- Quarto andar, por favor. – Disse ao ascensorista. Ela tira a blusa. Estava usando um maiô azul royal, que deixava o azul de seus olhos mais escuros. O homem sorri, esperando que ela tire o resto. Alguém bate à porta. --- Ah, não! Não atenda. – Disse o homem na banheira. Do lado de fora, o homem de terno insiste em bater. --- Deve ser o champanhe que eu pedi. – Disse ela. --- Então deixa que eu atendo. – Disse ele, levantando-se e cobrindo-se com uma toalha amarrada na cintura. – Quando eu voltar, quero ver você dentro da banheira. --- Já que insiste… Ele foi atender a porta. Ao abrir, o sorriso desapareceu de seu rosto, dando lugar a uma expressão de surpresa. --- Você?! Ele passou pelo homem de toalha, entrando no quarto sem dizer nada. Apesar de ter uma expressão dura, seus olhos azuis, que pareciam vidro de tão claros, demonstravam apreensão. Mas o outro homem não percebeu, fechando a porta com indignação. --- É importante. – Disse o recém-chegado. --- Ei! Onde está o champanhe! – A mulher gritava lá de dentro, bem humorada. --- Você sabe quanto tempo eu levei para convencê-la a deixar o bebê com a mãe e vir sozinha comigo para cá? Nós precisávamos dessas férias! --- Eu não teria vindo se não fosse importante. A mulher percebeu que havia algo errado. Saiu da banheira, vestiu o roupão atoalhado do hotel, e foi ver o que estava acontecendo. Parou ao ver quem era o visitante. --- Agente Doggett? Ele respirou fundo, olhando para os dois. --- Mulder, Scully, eu lamento muito interromper a lua de mel de vocês, mas é urgente. Mulder e Scully se entreolharam, apreensivos. --- O que foi, Doggett? – Perguntou Mulder. --- O bebê de vocês… foi seqüestrado. ARQUIVO X ATIVIDADE PARANORMAL GOVERNO NEGA TER CONHEICIMENTO A VERDADE ESTÁ LÁ FORA PERSONA GRATA Sede do FBI Washington D. C. 14:51 p. m. Mulder, Scully e Doggett entram na sala do Diretor Assistente Skinner e encontram o local cheio de agentes. Skinner está orientando sobre o caso e delegando tarefas. Os três agentes se aproximaram. Skinner pôde perceber que Scully tinha os olhos inchados e Mulder estava visivelmente transtornado. Apesar do estado emocional deles, os dois se mantinham firmes. --- Scully, Mulder, não tenho palavras. – Disse Skinner. – Tudo o que eu posso dizer é que não vamos medir esforços. Eu tenho fé que iremos encontrá-lo. Os agentes agradeceram a assistência de Skinner. --- Dana, já falou com a sua mãe? – Perguntou Skinner. --- Sim, ela está em casa. Está abalada com o que aconteceu, mas está bem. --- Eu e o Agente Doggett já tomamos todas as providências. Rodovias e aeroportos estão em alerta. – Disse Skinner. --- Os seqüestradores não têm para onde fugir. – Disse Doggett. --- Estou rezando para isso. Mulder não disse nada. Não quis dizer o que temia para não alarmar Scully, mas se ele pudesse dizer algo naquele momento, seria: olhem para o céu também. Skinner olhou para Doggett, um pouco apreensivo. --- Senhor? Tem mais alguma coisa? – Perguntou Scully. Após um suspiro, Skinner disse ainda hesitante. --- Há evidências no local que me levam a suspeitar que um alienígena foi morto na ocasião do seqüestro. Doggett não disse nada, respirou exausto e foi dar uns telefonemas. --- Eu quero ver a fita da segurança do prédio. – Disse Mulder. Skinner ligou o vídeo. Doggett se aproximou. --- O seqüestrador estava mascarado. – Disse Skinner, não pudemos identificá-lo. Mulder assistiu o trecho da fita e, rapidamente, chegou a uma conclusão assustadora. --- O seqüestrador é Alex Krycek. – Disse tentando se controlar para não esmurrar a mesa. --- O quê? – Disse Scully, desesperada. --- Olhem, ele carrega o Baby com o braço direito e tem dificuldades para abrir a porta. – Disse Mulder. --- Nós vamos pegar esse desgraçado. – Disse Doggett, saindo. Sudoeste de Washington D. C. 3:04 p. m. Em um apartamento pequeno, Krycek liga do celular. --- Você está demorando. – Disse aborrecido. Marita dirige um carro enquanto fala com ele. --- Alex, você me ligou a dez minutos, eu já estou a caminho. --- Quanto tempo? --- Dentro de vinte, trinta minutos, eu estarei aí. Krycek desligou e suspirou mal humorado, olhando para o bebê. --- Não… não… de novo não! Por favor, não faz essa cara… O rostinho do bebê ficou vermelho e ele começou a chorar com toda a força que tinha nos pulmões. Marita parou o carro e se dirigiu a um telefone público. Não achava seguro usar o celular. Ela digitou um número. --- Mulder. --- Agente Mulder. Escute bem… --- Quem está falando? --- Marita Covarrubias. Por favor, quero lhes dar um endereço. E não revele quem deu a informação. Vinte minutos depois ela chegou aonde Krycek se escondeu com o bebê. --- Mais um minuto e eu iria enlouquecer. – Disse Krycek. Marita sorriu ao ver o bebê e o pegou no colo. --- Oh, não chore, você é tão lindo... Alex, ele está ensopado! – Marita trocou a fralda do bebê e deu-lhe mamadeira. – O pobrezinho estava morrendo de fome. Ela o levou para o quarto e o fez dormir no berço improvisado. Assim que ele dormiu, ela voltou. --- Esse bebê é pesado! E só quer ficar no colo! – Reclamou Krycek. --- Ele já tem quase um ano, logo vai começar a dar os primeiros passinhos... Krycek ouviu um barulho na fechadura e sacou a arma. --- Volte para o quarto. Marita obedeceu. Mulder destrancou a porta e entrou de repente. Ele e Krycek apontaram a arma um para o outro. Scully entrou logo atrás com a arma em punho. Eram dois contra um, mas Krycek ainda tinha Mulder na sua mira. --- Onde está ele, Krycek? --- Você não entende, não é? Nenhum dos dois entende! Eu salvei seu filho! Ele iria ser abduzido. Mas eu estava lá e não permiti! --- Ótimo, obrigado. Agora entregue ele para nós! – Disse Mulder. --- Eles o querem, Mulder. Esta criança é uma ameaça para a colonização. E pode ser a nossa salvação. Scully abaixou a arma. --- O que você quer, Krycek? Krycek abaixa a arma também. --- Eu deveria te matar. – Disse Mulder, ainda apontando a sua. --- Se fizer isso, nunca vai saber onde ele está. – Blefou Krycek. Mulder abaixou a arma muito a contragosto. --- Eu quero que essa criança cresça em segurança. Isso só vai ser possível, se ele ficar no anonimato. Vocês não podem criá-lo, ou eles sempre tentarão abduzi-lo. E um dia conseguirão. Scully olhou para Mulder. --- Quem vai cuidar do nosso filho, você? – Perguntou Mulder, irônico e furioso. Marita apareceu na sala mas não foi para responder a pergunta. Logo atrás estava o Agente Doggett com o bebê em um braço e apontando a arma para ela, com a outra mão. Mulder, mais que depressa, sacou a arma e apontou para Krycek, que fez o mesmo. Doggett correu para fora do apartamento no intuito de salvar a criança. --- Se quiserem brincar de casinha, façam o filho de vocês, mas esse é nosso! – Gritou Mulder. Krycek deu um tiro, errando. Rapidamente ele puxou Marita e os dois fugiram. Foram perseguidos por Mulder e Doggett enquanto Scully ficou chorando, abraçada ao seu bebê. Os agentes correram atrás dos dois mas eles conseguiram escapar, fugindo em um carro. --- Ela nos ajudou. – Disse Mulder. – Ela me deu o endereço. --- Ela também abriu a janela do apartamento para que eu entrasse. – Disse Doggett. Krycek pára o carro em um posto fora da cidade. Marita parece calma e feliz. --- Dá para me explicar o porquê deste bom humor todo? – Perguntou Krycek, irritado. – Percebeu o que aconteceu, Marita? Eu estou tentando entender como eles nos descobriram! --- Não olhe para mim. – Disse Marita. Krycek resmungou alguma coisa e saiu do carro. Marita ficou pensativa. Ela tinha planejado o seqüestro junto com Krycek. Era o mais sensato a fazer com o perigo constante que essa criança corria. Pois é um bebê especial. Os alienígenas temem o poder que ele poderá vir a ter. Ela poderia ser a salvação do Planeta. Havia muita coisa em jogo. Seqüestrá-lo para que ele fosse criado no anonimato, parecia o certo. Mas Marita pensava em Scully. No sofrimento que teria se ficasse longe do filho. Isso poderia ser pouco, perto do perigo eminente que o mundo corre. Mesmo assim, Marita não pôde deixar isso acontecer. Agora ela entendia. Ela pegou um papel da bolsa. Era um exame de gravidez positivo. Após descobrir-se grávida, Marita era capaz de se colocar no lugar de Scully e imaginar toda dor que ela sentiria, caso seu filho fosse roubado. Krycek entra novamente no carro e Marita esconde o exame. --- O que é isso? O que você está escondendo? --- Nada, Alex. Ele segurou o braço dela com força. --- Você sabe que eu posso tomar de você, poupe o meu trabalho e me dá isso. Marita, devagar, estendeu a mão, entregando o exame. Ao ver o que era, Krycek olhou para Marita abismado. Ela apenas sorriu orgulhosa, deixando-o mais chocado ainda. Washington D. C. Uma semana depois 20:39 p. m. Mulder pára o carro em frente a um teatro e abre a porta para Scully. Antes de entrar na sala de espetáculos, Scully liga o celular. --- Acho que você apertou o botão errado, Scully. Você ligou o celular, em vez de desligar. --- Não, vai ficar ligado para emergências. --- OK, mas se tocar, eu não te conheço. Eles se acomodaram nas cadeiras. Faltava muita gente entrar, antes que a Ópera começasse. --- Mulder. --- Sim? – Ele olhou para ela e viu que ela estava com um semblante preocupado. – O que foi? --- E se o Krycek tiver razão? Se o Baby correr perigo todo o tempo? --- Nós temos condições de protegê-lo 24 horas por dia. Ele é nosso, e continuará sendo nosso. Aceitar a idéia maluca de Krycek seria o mesmo que tentar suicídio, só por que vamos morrer de qualquer jeito, um dia. Ela sorriu. --- É, acho que sim. Do outro lado da cidade, sentado em uma poltrona de criança. Baby dá gritinhos entusiasmados ao ver Doggett dançando Twist And Shout na sua frente. "Well, shake it up, baby, now, (shake it up, baby) Twist and shout. (twist and shout) C'mon c'mon, c'mon, c'mon, baby, now, (come on baby) Come on and work it on out. (work it on out)" Mesmo sentado, o bebê se agita, tentando dar pulinhos. Ele grita alegre, erguendo os bracinhos. --- Ah, você quer dançar com o Tio Dog, não quer? Doggett ergue o bebê e continua dançando com ele no colo. Well, shake it up, baby, now, (shake it up, baby) Twist and shout. (twist and shout) C'mon, c'mon, c'mon, c'mon, baby, now, (come on baby) Come on and work it on out. (work it on out) You know you twist your little girl, (twist, little girl) You know you twist so fine. (twist so fine) Come on and twist a little closer, now, (twist a little closer) And let me know that you're mine. (let me know you're mine) Well, shake it up, baby, now, (shake it up, baby) Twist and shout. (twist and shout) C'mon, c'mon, c'mon, c'mon, baby, now, (come on baby) Come on and work it on out. (work it on out) Well, shake it, shake it, shake it, baby, now. (shake it up baby) Well, shake it, shake it, shake it, baby, now. (shake it up baby) Well, shake it, shake it, shake it, baby, now. (shake it up baby) Twist And Shout (Medley/Russell) – Interpretada pelos Beatles. Três horas mais tarde, Mulder e Scully voltam para buscá-lo. --- Como ele se comportou? – Perguntou Scully. --- Ah, ele é um bom garoto. – Disse Doggett. – Nos divertimos bastante. Mulder e Scully agradeceram. Scully se despediu de Doggett com um beijo no rosto. Mulder apertou a mão dele, pegou o bebê no colo e saiu com Scully. Ao entrar no elevador, Mulder olha para ela. --- Precisava beijar? Ela ficou surpresa. --- Mulder, do que está falando? --- Ora Dana… --- Nossa, quando você me chama assim, é porque realmente está chateado. --- É que eu sei muito bem o que um beijo inocente significou para mim durante oito anos. A porta do elevador se abre. Eles saem. Scully ria do ciúme de Mulder. --- Está vendo Baby? Daddy está com ciúmes… - Disse Scully. O nenê riu e balbuciou algo. --- Scully, ele está tentando falar! --- D… D… --- Ele vai dizer Daddy! – Disse Mulder, entusiasmado. --- D… D… --- Fala, meu filho, fala! --- D… D… Dog! --- Dog?! – Mulder ficou indignado. --- Acho que ele está tentando dizer: Doggett. – Disse Scully. --- É, eu percebi. Mulder entregou o Baby para Scully e abriu a porta do carro para que eles entrassem. Deu a volta e entrou, emburrado. --- Mulder… --- O que foi? --- Nós te amamos, não precisa ter ciúmes. O bebê deu um gritinho. Mulder sorriu e beijou Scully. Na sala de sua casa, Doggett está pensativo, com a mão na bochecha, onde Scully o havia beijado. Ele suspira, se levanta e começa a arrumar a bagunça. Debaixo da mesa, ele encontra um brinquedo do Baby. Ele pega e fica olhando com um pouco de tristeza no olhar. Naquele momento, ele lembrava de seu filho, Luke John Doggett. De madrugada, Baby acorda em silêncio. Ele sentia falta de sua chupeta. Sabia que era só chorar, que sua mãe a levaria para ele. Mas Baby não precisava disso. Preferia chamar sua mãe para algo mais complexo, como preparar a mamadeira ou trocar suas fraldas. O problema da chupeta, ele resolveria sozinho. Era só se concentrar um pouco. A chupeta, que estava em cima da cômoda, foi erguida por uma força invisível, uma espécie de campo de energia. Lentamente, ele foi puxada para o berço, indo parar na boca do neném. Satisfeito, ele dormiu novamente. FIM Nota da autora: - Persona Grata significa Pessoa que Agrada. - Não posso deixar de mencionar o comentário de minha amiga Dany, quando leu as primeiras linhas desta fic. "Vamos fazer este judeu gastar dinheiro, coloque os dois em um hotel bem caro!"