************************** - PEITAS - Autora: Bell. Feedback: Se algum quiser fazer uma caridade,so aceitos com todo carinho e muito apreciados. E-mail : lenda_x@yahoo.com.br Censura: Livre. Classificao: Shipper / The Gift. Sinopse:Mulder conta a Scully sobre o "comedor de almas". Disclaimer: Os personagens desta fic no pertencem a mim, mas ao Chris Carter, 20th Century Fox e outros. Eu no pretendo obter lucros com esta fic, apenas me divertir. Nota: Bem espero que gostem, eu no vi o episodio, apenas li um transcript, mas realmente fiquei emocionada com a compaixo do Mulder !!!(Esse homem um sonho!!!). Peitas significa a personificao da piedade, s para constar!!!!Hehehe.... Nota 2:Ah!J ia me esquecendo um abrao para minha amiga Luciana que ficou muito brava comigo por ter deixado de sair com ela para escrever esta fic!L no fica brava comigo, guria!!!!!:-P ************************** "At aonde um homem pode manter sua dignidade, at onde eu conseguiria manter o segredo de minha morte? Esconde-la at o fim... ou trata-la como apenas mais um pedao do que procuro a tanto tempo... Sei que isso te machucaria, e sei que erro ao esconder isso de voc... que nunca esconde nada de mim. Mas j te dei tanta magoa, sofrimento e aflio que sinto que cabe somente a mim passar por isso e procurar a minha cura ou apenas esperar o resultado negativo dela. A duvida." FBI Headquarters Washington, DC. Doggett pisca algumas vezes desviando o olhar para o cho, ele levanta-se indo em direo a porta.Porem volta apagando a luminria sobre a mesa e logo depois vai embora.O pster na parede iluminado por um fio de luz, deixando o OVNI sobressalente na sala escura. Fox volta a aparecer passeando os olhos vzios pelo escritrio, ele caminha indo at a mesa e senta-se colocando os ps sobre a mesma, lana os olhos sobre a luminria e ela ascende. "FLASHBACK" O elevador marcava os nmeros lentamente como se o mesmo estivesse compassando os minutos de uma vida, a queda para a eternidade...Os olhos pareciam submersos na mais profunda neblina o que fazia com que a face varonil tornasse-se lgubre e inexpressiva. As mos trmulas e clidas esfregavam-se num ato de puro nervosismo, enquanto os vincos faciais demonstravam o quanto ele esforava-se para no chorar, sua mente pertinente e sagaz inflamava-lhe os sentidos cruelmente afetados pelo trauma que ainda no fora absorvido...Seu corao apenas tentava mant-lo na luta, na disputa por algo que cada vez mais no lhe pertencia...O distante som das portas se abrindo o fez despertar do grande sofrimento, mas no o fez esquece-lo, caminhou devagar em direo a porta fechada do escritrio...Correu os dedos sobre a placa fixada na entrada e do mesmo modo sistemtico que caminhava apertou com firmeza a maaneta entre a mo, tentando mesmo que inutilmente vislumbrar um outro jeito de acabar com sua dor, pedia a si mesmo numa prece muda que algo o impedisse, que o medo lhe roubasse os sentidos e seu intuito no tivesse um fim. Empurrou a porta, ouvindo o barulho seco das dobradias se abrindo, baixou os olhos, como se aquilo requeresse uma fora descomunal...Ele deu um passo entrando na sala e ouviu a voz pausada, porem confortante que naquele momento aqueceu mesmo que diminutamente seu corao, ergueu a mo, cumprimentando levemente a parceira e parou, finalmente fixando com admirao o rosto dela. _Scully voc pode assinar isso para mim?_Mulder indagou rapidamente, tencionando no dar-lhe chance para muitas perguntas. _Onde esteve?_Dana enrugou o cenho, preocupada com a fisionomia cansada dele. _Eu s preciso que assine._ele mostrou o relatrio que tinha na mo. _O que isso? _Um relatrio..._Mulder suspirou de modo frustrado, caminhando para sua mesa. _Hey!_Dana o parou tocando levemente o brao garboso._Voc esta bem? _Eu deveria me sentir bem..._o agente voltou a andar, sentando-se na cadeira e relaxando. _Mulder, voc pode me contar aonde foi, pode?_Scully falou calmamente, virando-se para olha-lo. _No meu medo da morte Scully, achei que poderia burlar as leis da prpria vida, mas compreendi que tudo que vive tem no fim um descanso inevitvel._Fox parou arfando tentando conter o choro._Em minha inocente petulncia achei que poderia passar a algum o que ningum quer receber. _Mulder..._a agente aproximou-se, mantendo uma das sobrancelhas arqueadas._Voc esta me assustando. _Eu sei, Scully...Desde o comeo eu te assusto, mas isso no ser um problema. _Olha Mulder...Estive com voc por sete anos e o conheo mais do que possa imaginar._ela fixou os olhos nos dele._O que esta havendo? _Eu...Preciso que assine._Mulder estendeu o relatrio em direo a parceira. _Voc diz que estava em Washington, mas eu sei que no estava aqui._Dana enrugou o cenho, lendo os papeis._No posso... _Scully, eu apenas preciso..._Fox parou colocando a mo na temporada, estreitando os olhos._Que assine. _Mulder!_a agente aproximou-se rapidamente, tocando o rosto do agente._Droga, Mulder o que esta havendo aqui?! _Preciso ir para casa, mas antes assine. _Me conte... O agente levantou-se caminhando pela sala, pensando, virou-se colocando uma das mos sobre os lbios e olhando fixamente para Scully. Arfou deixando o ar sair dos pulmes lentamente, arqueando as costas de modo cansado. _Eu sempre achei que me tornar um homem honesto e responsvel salvaria minha vida...Sempre busquei a minha verdade, sem importar-me se isso jogaria pessoas contra mim ou me levaria morte._ele parou vendo o rosto de Dana contorcer-se de temor._Mas a morte sempre vem de onde menos esperamos...Eu estou onde crena me levou Scully e agora luto pela vida que o acaso insiste em ofuscar. _E...Eu...Eu no entendo._Dana engoliu em seco, passando a mo sobre a testa. _Eu estou morrendo Scully...E o que poderia me salvar tambm esta morto._Mulder gritou, virando-se de costas para a parceria. Dana baixou os olhos, colocando as mos na cintura, atordoada, sentia-se to impotente que isso a incitava a gritar de raiva e dor.Sentindo as pernas dobrarem de pavor. _Mulder...Eu no acredito!_ela colocou as mos sobre os lbios, fechando os olhos por alguns segundos._Isso...Isso imposs'vel! _No Scully..._Fox comprimiu os lbios._Eu fiz uma deciso hoje e me submeti a isso. _O que quer dizer? _Estive na Pensilvnia, havia algo l que poderia me salvar. _Havia?_Scully enrugou o cenho, dando um passo a frente._O que havia l? _Um comedor de almas...Um homem que consome o que ningum quer. _E voc foi procura-lo? _O procurei, mas isso me pareceu to injusto, Scully._Mulder comprimiu ainda mais os lbios, tentando manter a emoo controlada._Se existem aqueles que permanecem no escuro extraindo o medo e os que sibilam ansiando por ajuda.Eu sou um desses, planeando um cura que s o fantasioso propiciou-me a acreditar. _E o que voc fez?_a agente suspirou, passando os dedos rapidamente pelos olhos secando algumas lagrimas. _O que mais poderia fazer?_o agente colocou as mos na cintura, olhando-a carinhosamente._Eu achei que poderia sonhar Scully, esperar no a morte, mas uma nova promessa de vida...S que percebi naquele homem tudo o que as pessoas temem e eu no podia me incluir naquilo, eu tinha que terminar o que o mundo pouco a pouco havia comeado. _Mulder..._Dana engoliu em seco, tentando novamente secar as lagrimas que agora desciam abundantes._Voc o matou? _Eu o livrei de tudo...E continuo aqui, preso..._Mulder aproximou-se da parceria, agora no mais continha o choro, deixando algumas lagrimas descerem por sua face._Com medo do que esta por vir. Ela deu um passo a frente, estreitando Fox com os braos, e aconchegando- se no trax largo, ele fez o mesmo prendendo a parceira com firmeza, sentindo ali o motivo mais especial para seu medo da morte. _Eu assinarei seu relatrio, Mulder... FIM.