Nome do autor: WeirdGirl E-mail: weird.girl@arquivo-x.com Título: Path of Thorns Sinopse: Nossos agentes já estão juntos, mas acontece uma briga! Seria o fim do romance entre Mulder e Scully? Categoria: MSR Disclaimer: Os personagens não são meus e mais aquele lance todo! Se fossem meus nunca existiria XF sem Fox Mulder! Fazer o quê se 'Money makes the world go round'? ":P Considerações: É uma história curta. O princípio básico é uma característica de Fox Mulder que poucas pessoas se dão conta: o fato de que ele não se permite ser feliz! O nome da fic é uma música da Sarinha. Digamos que eu 'meio que' me inspirei em alguma coisa da música, mas talvez vocês não achem ela na fic, foi uma coisa de momento! Ou talvez tenha mais da música do que realmente eu queria tivesse... ":P Agradecimentos: Agradeço de coração a Claudia Modell que betou a fic, brigada mesmo Claudia!! E também a Cuervita pelo 'toque'... Cuerva amiga, um dia você vai betar sim! ":P Path of Thorns by WeirdGirl A tempestade caia sem piedade, anunciando as mudanças que estavam por acontecer. O barulho da chuva e dos raios não se fazia suficiente para abafar a discussão que vinha do apartamento de número 42. Muitas coisas estranhas aconteciam naquele apartamento e também no corredor... Mas os vizinhos podiam jurar que discussão como aquela nunca havia sido presenciada antes. - Eu não acredito que você começou uma briga por uma coisa como essa Scully! O tom de voz de Mulder estava alterado. - Pode ser besteira pra você Mulder... - Coloca a mão na consciência Scully! É um motivo fútil! O tom de voz continuava o mesmo. - Então você pode dizer que foi a centelha que fez tudo isso explodir! Mulder, quando as coisas não estão bem, tudo é motivo para brigas! Ela respirou fundo, tentando juntar forças para continuar o que havia começado. Ele continuou falando alto. - Fala Scully! Eu te conheço!! Tem algo errado na sua voz!! - Sim Mulder!! - Ela gritou. - Está tudo errado! Maldita a hora em que nós deixamos de ser apenas amigos!!! Ambos estavam alterados, mas ao contrário de Scully, Mulder não sabia o que dizer. As últimas palavras pronunciadas por Scully tocaram fundo, e o deixaram sem reação. Percebendo o que tinha dito, Scully se aproximou dele e tocou seu braço. - Desculpe Mulder, não era isso o que eu queria dizer. Ele puxou o seu braço com força, se afastando dela. Voltou a gritar. - Foi exatamente isso o que você quis dizer!! É nessas horas que a verdade realmente aparece!!! - Talvez seja realmente a verdade!!! Já percebeu que o nosso relacionamento mudou pra pior depois que tudo isso começou?! É tão difícil assim notar? Mulder, é só contar as brigas! O silêncio se instalou no ambiente. Scully aparentando nervosismo, andou de um lado para o outro na pequena sala do apartamento do parceiro. Mulder sentado no sofá, parecia pensar. O seu corpo mostrou que estava em atitude de defesa. E foi ele quem quebrou o silêncio. - Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer... Eu nunca fui muito bom em relacionamentos. Eu sabia que você ia se decepcionar... Eu não consigo te fazer feliz, não é Scully? Não faço nada do que você esperava de mim... acho que eu não te trato bem o suficiente. O que era uma discussão acabou se transformando em uma conversa civilizada, mas nem por isso com menos sentimento. Uma conversa madura entre dois adultos. Mas uma coisa era certa: alguém sairia dali muito machucado. - É exatamente o contrário Mulder. Você me trata bem demais! Ele não estava entendendo. - Mas então... qual é o problema? - Mulder... - Ela deu um longo suspiro. - Um relacionamento não é um caminho de mão única. A gente recebe, mas também quer dar! É uma via de mão dupla! Você dá, mas você não quer receber... - Eu não quero receber? O quê eu não quero receber?! - Mulder, não precisa se fazer de desentendido! Você é um psicólogo... você sabe como essas coisas funcionam. Eu achava que era algo mais geral... achei que seria bom tentar! Nunca podia imaginar que você era assim também nos seus relacionamentos afetivos! - Assim como Scully?! Será que você poderia falar claramente ao menos uma vez? - Mulder, o problema é que você não se permite ser feliz! - De onde você tirou essa idéia? O quê te leva a crer que eu não quero ser feliz?! - Eu não disse que você não quer! Até acredito que queira, mas não se permite! E isso me afeta, você não tem noção do quanto! É justamente por gostar muito de você que eu não quero isso pra mim, e nem pra você! - Scully, nós fizemos planos! Planos de passar uma vida inteira juntos e agora você joga isso ao vento com a maior naturalidade! - Nunca pense que não me dói fazer isso! Com o passar dos anos eu aprendi a te amar cada vez mais... Eu acreditava que podia fazer você feliz, e eu posso! Mas nunca se você não deixar! Eu continuo com você... eu fico agarrada ao meu orgulho tolo... só esperando que você ceda... mas você não cede! Ele estava chorando. - Eu realmente não sei o que dizer Scully! Só posso pedir para que não me deixe... Scully, mesmo abalada, se manteve firme. - Deixar de ser sua amiga é a última coisa que eu quero. Você é a única pessoa em quem eu confio, e você sabe disso... só que esse relacionamento não dá mais Mulder. Tudo que eu tento fazer parece não fazer diferença nenhuma pra você! - Eu preciso de você! - Eu sei que precisa... tanto quanto eu preciso de você! Mas Mulder, com a sinceridade que sempre tivemos um com o outro, eu cansei! E ninguém pode me acusar de não ter tentado, porque eu tentei! - Ela também começou a chorar. - Eu tentei tudo. Eu tentei demais. Dessa vez é o fim... Scully pegou a sua bolsa e deixou o apartamento. Apartamento este que permaneceu em um silêncio entrecortado apenas por pequenos soluços vindos de um Mulder que se sentia impotente diante de uma situação na qual não sabia como lidar. Uma semana havia se passado e Mulder estava em depressão. Ele continuava agindo normalmente com todas as pessoas, mas Scully sabia que nada estava bem. Ele a tratava da mesma maneira como a tratava antes do relacionamento amoroso, mas os olhos dele mostravam tanto sofrimento. Scully se sentia mal por deixa-lo daquela maneira. A última coisa que ela queria no mundo era ver Mulder sofrer. Mas ela sabia que se permanecessem naquela situação ambos sofreriam muito mais. E foi pensando nisso que ela tentou se aproximar dele para tocar novamente no assunto. - Mulder, você... - Não Scully... eu não quero entrar neste assunto. Não agora... - Se você fugir de mim... - Eu não estou fugindo... - Mas é isso o que parece!! - Porque Scully? Só porque eu não quero colocar os dedos na ferida eu estou fugindo de você? - Mas... - Eu não quero escutar! - Mulder, você está sendo infantil! - Eu sempre fui infantil!! - É impossível conversar assim! - Ótimo Scully, porque eu não quero conversar!! Dizendo isso, Mulder juntou o seu paletó do encosto da cadeira e saiu batendo a porta. Scully sentiu que a partir daquele instante nada ficaria bem. Definitivamente, ela não estava preparada para uma reação como aquela vinda de Mulder. Ela estava se perguntando se havia agido corretamente, se não havia feito aquilo por egoísmo. Não! Certamente egoísmo era a última coisa em jogo ali. Se ela fosse egoísta estaria satisfeita com a situação, e não teria dito nada. Era impossível viver daquele jeito. Mesmo assim ela se culpava, mas sabia que tinha muito mais do que a si mesma para culpar. Mulder tinha razão para estar revoltado, pois apesar da situação ter sido provocada por algo da sua personalidade, de depender apenas dele, não era fácil de mudar, ele não fazia conscientemente. Scully percebeu que havia acabado de colocar mais um item na lista de culpas que Mulder fazia questão de carregar. Já era tarde da noite quando Mulder bateu na porta de Scully. Apesar da hora, ela não estava dormindo, estava pensando no tormento que tomara conta da sua vida. Já estava acostumada com tantas reviravoltas, mas sempre com Mulder ao seu lado. Ela sentia que estava o perdendo e não queria, e nem podia, aceitar isso. Scully abriu a porta sabendo que era ele quem estava lá. Ninguém, a não ser Mulder, se atreveria a visitá-la em uma hora daquelas. Ela não conseguia imaginar o que ele queria. - Espero não ter acordado você Scully. Ele estava sorrindo e segurava uma caixa nas mãos. - Não Mulder... eu não estava dormindo. - Eu vim aqui pedir desculpas... acho que devo isso a você. Eu fui intransigente, desculpe. - Vai ficar parado na porta? Ela estava um bocado aliviada por ele ter ido até a casa dela. Isso significava, pelo menos em tese, que ele agora estava disposto a conversar. Mulder sentou no sofá e estendeu a caixa que segurava para Scully. - São as suas coisas que estavam na minha casa. Espero não ter esquecido de nada. - Porque isso agora? - Me entenda Scully... Isso é difícil para mim. Ficar olhando para as suas coisas todos os dias só me faz pensar no que eu perdi... - Mas você não me perdeu... - Perdi! Posso não ter perdido a amiga, mas o que tem nesta caixa pertence a Scully que eu perdi. - Não faz isso comigo... - Você está certa Scully. Ninguém é feliz sozinho, acho até que já estou bastante conformado... Eu te entendo, eu confio em você e eu te amo, e isso não vai mudar... apenas o nosso relacionamento vai voltar a ser o que era antes, e... Ela o interrompeu parecendo zangada: - Você não é obrigado a aceitar nada!! Desde quando você se conforma assim com as coisas?! Mulder, eu te conheço bem o suficiente para saber que você só está dizendo isso para que eu me sinta melhor!! Não é a verdade que está estampada nos seus olhos! - Me desculpe... - Não peça desculpas!! Seja você mesmo! Não está satisfeito? Perfeito! Corra atrás para mudar, me mostre que eu estou errada como você sempre fez!!! - É isso o que você quer? - A pergunta não é essa Mulder. A pergunta é se é isso o que *você* quer! Ele ficou em silêncio, ponderando o que ela havia dito. E Scully continuou: - O nosso caminho sempre foi pontilhado de espinhos, e não é agora que vai ser diferente! Mas a vida toda buscamos melhorar as coisas. Eu fiz a minha parte! Eu não conseguia ser feliz e fiz o que eu achava ser certo... agora, se você não aceita, está na hora de você tomar uma atitude! Acho que você devia buscar ajuda! - Ajuda? Você acha que eu preciso de ajuda?! - Você não acha?! Pelo amor de Deus Mulder, ouça o que você está dizendo!! - Agora você vai vir com aquela história de que um dos sintomas é a negação! Não precisa nem começar Scully, eu estudei tudo isso na universidade!! Scully novamente não sabia mais o que dizer. Na verdade já não estava sabendo o que pensar. Já havia dito a Mulder tudo o que queria que ele soubesse e isso era realmente tudo. - Scully, só me esquece, está bem?! - Acha que tudo é tão fácil assim?!? Que as coisas acontecem só porque você quer que elas aconteçam? Sabe Mulder, eu falei... eu disse muitas coisas pra você, mas tenho a impressão de que como sempre você ouve e presta atenção somente ao que te interessa! - Isso é totalmente fora de propósito! Não faz sentido algum!! Scully falou serenamente, como alguém que desistiu de discutir: - Olha Mulder, tudo isso que está acontecendo me chateia muito. Mas o que me deixa realmente brava é o fato de você nunca ter realmente tentado mudar... Ou pelo menos foi o que me pareceu... Mulder simplesmente deu as costas para ela: - Vou embora! - Tá vendo? Já está fugindo mais uma vez... - Eu não estou fugindo! - Então o quê?! - Eu preciso pensar! Falo com você amanhã... Mulder saiu do apartamento deixando Scully mais confusa do que estava quando ele havia chegado. Um dia inteiro havia se passado sem que Mulder desse algum sinal de vida. Scully estava preocupada, da mesma forma que costumava ficar toda vez que o parceiro sumia. Ele disse que ligaria, e nem isso havia feito. Scully achava que não devia ligar, mas o impulso foi mais forte. O celular estava desligado e no apartamento de Mulder era atendida apenas pela voz na secretária eletrônica. Pensando no pior ela decidiu ir até a casa do parceiro. Batendo na porta notou que era inútil, ele definitivamente não estava lá. Scully usou a sua chave e entrou. Nada de anormal no apartamento exceto a ausência de Mulder. Scully andou por todos os cômodos, relembrando algumas coisas e tentando imaginar onde ele poderia estar. Estes sumiços eram comuns, mas a situação agora era totalmente diferente. Na mesa do computador ela encontrou um bilhete: "Sabia que você viria até aqui. Não se preocupe comigo Scully. Juro que não estou fazendo nenhuma besteira. Quando eu voltar ligo para você. Por favor dê comida para os peixinhos". Ela deu um sorriso ao pensar nos peixes. Pegou a comida e colocou no aquário, depois sentou no sofá. Nada fazia muito sentido. Para onde Mulder teria ido? Porque não havia dito nada sobre sair alguns dias de casa? O que ele estaria fazendo? Era incrível como ela se preocupava mais com ele do que consigo mesma. Scully adormeceu no sofá afogada em pensamentos. Uma semana sem notícias de Mulder já a estavam deixando maluca. Bem, ela não podia se queixar, afinal, sua secretária eletrônica havia recebido um telefonema no qual Mulder afirmava estar bem e dizia ter ligado apenas porque sabia que ela se preocuparia. Nenhuma palavra a mais. Apenas isso. Mulder deu sorte de falar com a secretária eletrônica. Se Scully tivesse atendido arrancaria dele informações vitais como "onde raios você se enfiou Mulder?!" O telefonema já havia sido recebido há três dias... depois disso, nada. Um pouco depois do jantar Scully assistia a um programa de entrevistas na tevê sem prestar muita atenção. A campanhia tocou e ela prontamente se levantou para atender. Era Mulder. Quando a porta foi aberta ele já entrou falando: - Nós precisamos conversar! Scully retrucou entre zangada e irônica: - E o 'boa noite Scully'? Isso é maneira de entrar na minha casa depois de sumir por mais de uma semana? Obrigada por me deixar terrivelmente preocupada! - Por favor Scully. Não quero começar outra discussão! Eu só quero conversar. - Desculpe Mulder... Só não estou confortável com esta situação. Senta, eu vou buscar um café. Mulder sentou no sofá enquanto Scully fechava a porta e se dirigia para a cozinha. Alguns instantes depois ela estava de volta carregando duas canecas. Entregou uma para ele. - Pronto Mulder. Agora eu sou toda ouvidos. Mulder respirou fundo e soltou um longo suspiro: - Sei que você está se perguntando onde eu estava, e o que eu estava fazendo. Mas eu posso dizer que isso agora não tem nenhuma importância. Basta que eu diga que segui o seu conselho. Parece estranho vindo de mim, não?! - É... pode-se dizer que não é algo comum... Scully estava realmente curiosa a respeito do que ele diria, portanto limitou os seus comentários. - Eu achei que precisava sair um pouco disso tudo Scully... dar um tempo.... - Aparentemente só um tempinho... - Mas foi o suficiente. Posso continuar? Mulder parecia calmo. - Sim, à vontade... - Pois então... eu detesto ter que confessar isso Scully, mas dentre as coisas que fiz eu visitei um psicólogo... - E o que você achou? - Uma droga Scully. Desisti! - Como você pode dizer isso? Você mal teve tempo de freqüentar o consultório! Scully disse estas palavras com um certo tom acusatório. - Eu sei. Mas você conhece o ditado: 'os médicos são os piores pacientes'. Não só conhece como sabe que funciona! Você é médica! - Certo. E então? Ela queria que ele continuasse. Se é que havia algo para se dar continuidade. - E então que cheguei a uma conclusão... Scully não respondeu. Mulder observou a sua parceira e decidiu ele mesmo quebrar o silêncio. - Eu percebi que o que disse sobre mim era verdade. E que só existe uma pessoa no mundo que pode me ajudar. E essa pessoa é você... - Mas como?! Ela estava abismada e confusa. Mulder falou com a voz mais calma e doce que possuía: - Me ensina Scully. Me ensina a permitir a felicidade para que possamos buscar ela juntos. Eu sei que eu falhei com você, que eu te deixei realmente pra baixo. É fácil desistir, mas eu não quero! E nem quero que você desista! A parte mais difícil eu já fiz. Eu admiti que tenho um problema. E eu preciso de você. Porque sem você eu nunca vou conseguir! Eu vivia num mundo escuro, numa noite eterna... e você me deu tudo que você tinha, você me deu luz! Não desperdice essa luz... não me deixe no escuro outra vez! Scully abriu a boca para falar mas Mulder a silenciou colocando o seu dedo na boca da parceira. - Eu sei que não posso mudar o jeito como você se sente. Mas eu acho que nós podemos consertar as coisas erradas. E então... você me ensina? Scully aproximou seus lábios dos dele em um sinal de confirmação silencioso. Esse tempo afastada de Mulder só fizeram confirmar o que ela já sabia: não podia ficar longe dele, mesmo que quisesse. A cabeça e o coração nem sempre tem as mesmas razões, e nem sempre querem a mesma coisa. Mas dessa vez a cabeça e o coração estavam em uníssono: valeria a pena tentar mais uma vez. E mais quantas fossem precisas. Mulder entendeu a confirmação, e todos os seus medos foram embora. O que ele mais temia, que era a negação de Scully não aconteceu. Então ele deixou se levar pelo beijo. Pegou sua companheira no colo e a levou para o quarto, já sabendo que desta vez seria tudo diferente. O amor vence todas, o amor vence tudo, o amor vence sempre. Mesmo que para isso acontecer, se precise viver eternamente em um caminho de espinhos. ********** The Path of Thorns (Terms) by Sarah McLachlan I knew you wanted to tell me In your voice there was something wrong But if you would turn your face away from me You cannot tell me you're so strong Just let me ask of you one small thing As we have shared so many tears With fervor our dreams we planned a whole life long Now are scattered on the wind... In the terms of endearment In the terms of the life that you love In the terms of the years that pass you by In the terms of the reasons why Through the years I've grown to love you Though your commitment to most would offend But I stuck by you holding on with my foolish pride Waiting for you to give in... You never really tried or so it seems I've had more than myself to blame I've had enough of trying everything And this time it is the end... In the terms of endearment In the terms of the life that you love In the terms of the years that pass you by In the terms of the reasons why There's no more coming back this way The path is overgrown and strewn with thorns They've torn the life-blood from your naked eyes Cast aside to be forlorn... In the terms of endearment In the terms of the life that you love In the terms of the years that pass you by In the terms of the reasons why Funny, how it seems that all I've tried to do Seemed to make no difference to you at all... Ps: Ok, eu admito que escuto muito as músicas da Sarinha... então talvez vocês também reconheçam na fic "Adia" e "I Will Remember You"... ":P