Título: Para Sempre Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Disclaimer: Fox Mulder e Dana Scully pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network. Não estou ganhando nada com isso. Categoria: Shipper Sumário: Mulder não agüenta mais guardar seus sentimentos só para si e resolve se declarar para sua parceira. Nota da autora: Essa história foi inspirada na cena mais legal do filme Procura-se Amy e na maravilhosa música Is This Love?, do grupo Whitesnake. Sábado. Fox Mulder está sozinho em casa sem ter o que fazer. Nem ao menos cansado ele está. A semana fora excepcionalmente tranquila. Fora uns poucos relatórios para redigir, ele e sua parceira, Dana Scully, não tiveram quase nada para fazer. Ele solta um longo suspiro quando pensa em Scully. "Meu Deus, por quanto tempo mais eu vou guardar isso só pra mim? Provavelmente para sempre." Ele olha para o relógio. Faltam poucos minutos para o meio dia. Ele pensa em correr, mas as nuvens no céu estão anunciando uma tarde de chuva. Também não sente vontade de jogar basquete. "Acho que vou visitar os pistoleiros. Não, não. Hoje eu não agüento ficar com ninguém mais paranóico que eu." Mulder sente o estômago roncar. Ele abre a geladeira mas só encontra uma caixa de suco de laranja vencido. E água. "Acho que vou pedir uma pizza." Ele chega a pegar no telefone mas desiste antes de teclar o primeiro número. "Eu só como pizza, sanduíche, quando foi que eu fiz uma refeição decente? Eu poderia ir a algum bom restaurante, mas qual a graça de ir sozinho? E se eu chamar Scully?" Com essa idéia, surge um sorriso involuntário em seus lábios. Só em pensar nela seu coração já bate mais forte. "Vou ligar pra ela. E se ela já almoçou? E se não estiver com vontade de sair? E se ela não quiser sair comigo?" Mulder fica nesse impasse de ligo/não ligo por uns quinze minutos. Por fim ele pega o telefone e tecla o número que sabe de cor. Scully atende ao primeiro toque. "Scully." "Oi, Scully, sou eu. Estava esperando algum telefonema?" Ele pergunta meio apreensivo. "Não, Mulder. Eu ia pedir alguma coisa pra comer. Está tudo bem?" Ela está um pouco preocupada. Não está acostumada a receber telefonemas de seu parceiro num fim de semana sem ter algum motivo. "Tudo bem, Scully," ele deixa escapar um suspiro de alívio, "estou ligando pra lhe convidar pra almoçar. Foi inaugurado um restaurante de frutos do mar recentemente, eu estava pensando, você não quer ir comigo?" Ele segura um pouco a respiração. Scully adora o convite. "Claro, Mulder. Você me pega?" Mulder está radiante. "Daqui a uma hora está bom pra você?" "Está ótimo. Até lá." "Tchau." Os dois desligam ao mesmo tempo, entusiasmados, e correm pra se arrumar para o almoço. Mulder chega pontualmente uma hora depois. Ele está usando uma calça black jeans, uma camiseta preta e uma jaqueta de couro. Preta. O cabelo, ainda um pouco molhado, cai suavemente na testa. Scully entra no carro sorrindo. Ela usa calça bege e um twin-set azul claro. Assim que ela entra, Mulder sente um suave perfume, meio floral, meio cítrico. Ele sorri para ela e liga o carro em direção ao restaurante. Quando eles chegam, o restaurante já está cheio. Mas Mulder fora esperto o bastante para ligar reservando uma mesa. Mesmo em cima da hora ele acabara conseguindo. O restaurante é pequeno e aconchegante e, ao mesmo tempo, rústico e elegante. A mobília é de madeira escura e há quadros e esculturas de peixes, arraias e estrelas do mar por toda parte. Atrás do balcão de bebidas há uma estante cheia de troféus de pescaria. A hostess indica a mesa deles e eles se sentam lado a lado. Scully está encantada. "Nossa, Mulder, esse restaurante é uma graça. Como foi que você o descobriu?" Mulder está feliz por ver Scully feliz. "Foi por acaso. Estava lendo o jornal semana passada e tinha uma nota falando da inauguração. Que bom que você gostou. Tomara que a comida seja boa." O garçon chega e Mulder faz os pedidos. Arroz de polvo para Scully, lulas recheadas para ele próprio. E uma garrafa de Chadournay branco. Eles conversam animadamente enquanto esperam a comida. "Você viu quantos troféus, Mulder? Você já pescou alguma vez?" "Só uma vez quando meu avô era vivo. Eu devia ter uns seis anos. Mas me lembro que não gostei muito. Eu nunca gostei de ficar muito tempo parado." "E o que você gostava de fazer quando criança?" "Eu sempre gostei de esportes. Eu corria, nadava, jogava baseball, basquete, essas coisas. E você, gostava de esportes quando criança ou preferia fazer coisas mais calmas, como pescar?" "Eu pescava às vezes com meu pai. E fiz ginástica rítmica quando tinha uns onze anos. Mas não gostei muito. Preferia esportes mais agitados, como volley." Eles continuam a conversar sobre suas infâncias, seus tempos de adolescência. Estão relaxados e alegres. Quem os vê pode jurar que eles são casados. Ou, no mínimo, namorados. Enfim a comida e o vinho chegam. O garçon os serve e Mulder experimenta o vinho. Vinho aprovado, eles começam a comer. "Hum, que delícia! Você deveria provar dessa lula, Scully. Está ótima." "O arroz também está delicioso. Quer um pouco?" Scully pega um porção com seu próprio garfo e oferece a Mulder. Ele não hesita nem um momento em provar. "Maravilhoso. Agora prova do meu." Scully prova e eles sorriem, felizes por estarem na companhia um do outro, tão distantes dos problemas do trabalho. A chuva começa a cair lá fora enquanto eles comem. Terminado o almoço, Scully resolve pedir mousse de chocolate de sobremesa. Mulder quer apenas um café. Depois que ele paga a conta eles se levantam. Só quando vão sair percebem que está chovendo. E muito. Como não trouxeram guarda-chuva, Mulder tira a jaqueta dele. Ele envolve os dois com a jaqueta e correm pro carro. Já no carro, Mulder veste a jaqueta. Não chegam a se molhar muito. Ele dá a partida no carro. Scully olha pra ele. Ela adora quando o cabelo dele está assim, um pouco mais comprido. A faz lembrar o dia em que se conheceram. "Adorei o almoço, Mulder. Obrigada." Ele sorri pra ela. "Quando quiser, Scully." Eles conversam sobre amenidades enquanto Mulder dirige. Ele dirige devagar, adora ficar com ela, não quer que o tempo passe. De repente, ela vira pra ele e fala. "Você é a pessoa mais incrível que conheço, Mulder." Mulder para o carro bruscamente. Ouvir isso da pessoa que mais ama no mundo é demais para ele. Ele acha que Scully o ama como a um amigo apenas. Scully olha pra ele assustada. "Mulder, o que aconteceu? Você está bem?" "Não dá mais, Scully. Eu não agüento mais isso." "Meu Deus, Mulder, do que você está falando?" "De mim, Scully, do que eu sinto. Olha, eu gosto da nossa amizade. É a coisa mais sagrada do mundo pra mim. Mas eu quero mais. Eu preciso de mais. Eu quero você, Scully. Mais que tudo no mundo. Meu dia só é bom quando eu vejo você. Meu coração bate mais forte quando toca o telefone, pois eu sei que pode ser você. Eu passo as noites sem dormir pensando em você. Se eu durmo, eu sonho com você. Quando chega a noite eu mal posso esperar que chegue o dia seguinte logo só pra poder lhe ver. Eu preciso de você ao meu lado pra me dizer que está tudo bem. Eu passei algum tempo pra perceber o que era isso. Hoje sei que, inconscientemente, isso é tudo que eu sempre procurei. Isso que eu sinto por você. Essa ânsia de lhe ver, de estar do seu lado, de lhe tocar. E o que eu sinto por você cresce mais forte a cada dia." Scully olha pra ele atônita. Mulder pega a mão dela e a leva ao coração dele. Está batendo descompassado. "É isso que eu sinto por você. Todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Eu amo você, Scully." Scully não consegue encontrar palavras. Está assustada, mas ao mesmo tempo feliz. É assim que ela se sente enquanto olha seu parceiro. Assustadoramente feliz. Mulder olha ternamente pra ela. "Olha, Scully, eu amo você, mas sei que você gosta de mim só como amigo. Eu só falei o que sinto porque isso estava preso dentro de mim há muito tempo. Eu já não agüentava mais. Eu não quero estragar nossa amizade. Você é tudo que tenho no mundo agora." Dizendo isso, ele solta a mão dela e sai do carro. Scully fica por um momento sem saber o que fazer. Ela olha pra ele andado na chuva e, de repente, é como se acordasse. "Meu Deus, ele acha que eu não o amo?!" Ela sai do carro e corre atrás dele. Ela o puxa pela jaqueta. Ele olha pra ela com o rosto molhado de chuva e de lágrimas. Ela ainda está sem palavras. Passa os dedos delicadamente pelo rosto dele. Depois fica na ponta dos pés e o beija. Mulder fica surpreso no início. Depois corresponde apaixonadamente ao beijo doce de Scully. Quando se separam estão ofegantes. "Por que você me beijou, Scully?" "Porque eu amo você, Mulder. Eu não consigo me lembrar do dia que não o amei. Porque eu também quero você. Eu preciso de você." Mulder abre um enorme sorriso. "Você me ama, Scully?" Ela também sorri. "Claro que amo." "E vai ficar comigo?" "Vou ficar com você, Mulder." "Para sempre?" Ele parece um garotinho ansioso por ganhar o mais lindo presente de natal. "Para sempre, Mulder. Para sempre." Eles sorriem e se beijam novamente, debaixo da chuva que cai mais suave agora. A vida é cheia de incertezas. Mas nos corações deles há uma grande certeza. Aconteça o que acontecer, mesmo que eles tenham que enfrentar o mundo, eles vão estar juntos. Para sempre. FIM Beijos e me digam o que acharam.