PAIXÃO, INSTINTO E PRAZER AUTORA: Luana Mulder FEEDBACK: luana@dualnet.com.br CLASSIFICAÇÃO: NC-17 CATEGORIA: Shipper NOTA DA AUTORA: Esta fanfic foi escrita antes de Réquiem, portanto, Mulder não foi abduzido. RESUMO: Mulder e Scully sozinhos no FBI depois do expediente... P.S.: Dedico esta fanfic às minhas amiga Angel e One. Sculle estava indo para o escritório. Ela passara noite pensando no comportamento que Mulder vinha tendo nas últimas semanas. Ela chegara a conclusão de que seu parceiro estava com o "instinto reprodutor" em pleno funcionamento devido ao modo com que ele se portava com ela. Não que ela não gostasse, muito pelo contrário. Mas ela queria mais que aquilo. Nos últimos dias, sempre que podia ele passava por ela e roçava seu corpo no dela, flertava aberta e constantemente com ela enquanto estavam dentro e fora do FBI e Scully pode perceber várias vezes o olhar investigativo de Mulder sobre seu corpo. Mas ela estava cansada de ser somente provocada. Agora ela iria entrar no jogo também. " Se é assim que você quer Mulder, vamos ver até que ponto você agüenta" pensou Scully. SEDE DO FBI WASHINGTTON D.C. 08:00 a.m. - Bom dia Mulder. – cumprimentou Scully com uma voz suave enquanto entrava no escritório. - Bom dia. – respondeu Mulder. Ao olhar para ela, Mulder pode constatar que a saia que sua parceira usava era um pouco mais curta do que ela costumava vestir, e ele soltou um leve assobio ao perceber isso. Scully largou sua pasta sobre a cadeira, pegou sua xícara de café e foi até a sala do café servir-se. Ela estava se servindo quando Mulder chegou por trás dela. - Coloca um pouco pra mim. – sussurrou ele. – quer açúcar? - Não, obrigado. Preciso vigiar o meu corpo. – disse sorrindo ao colocar café na xícara dele. - Pode deixar que eu vigio. - Além do mais, eu já sou doce. – respondeu Scully piscando maliciosamente para ele e voltando para a sala. Mulder foi atrás. - É mesmo? Então deixe-me provar um pouco. – disse ele enlaçando-a pela cintura e aproximando seus lábios dos dela. Scully deixou que ele chegasse bem perto e quando seus lábios estavam quase se unindo, ela afastou-se. - O Skinner nos chamou para uma reunião. – disse ela sorrindo diante da expressão de frustração que se esboçou no rosto de Mulder. - Mas tem que ser agora? Não pode ser daqui cinco minutos? - Não, ele disse que era urgente. Mulder chegou irritado na reunião e não conseguia se concentrar. Só pensava na sensação de ter Scully em seus braços. " Aguarde Scully...Esta reunião não vai durar o dia inteiro e quando estivermos sozinhos no porão, você não me escapa." . Scully começou a provoca-alo, passando a língua pelos lábios suavemente e a morder o lápis que segurava enquanto olhava sedutoramente para ele. Apesar do que Mulder pensara, a reunião prolongou-se pelo dia inteiro. Quando eles terminaram os relatórios pedidos por Skinner já passava da meia noite e eles estavam sozinhos no prédio. Scully aproximou-se de um dos arquivos de metal e abriu uma das gavetas. - Vou levar alguns arquivos que se parecem com o caso que estamos investigando para ler no fim de semana. – disse ela Enquanto pegava as pastas, ela sentiu o corpo de Mulder atrás do seu. Pressionando-a contra o arquivo. - O que é isso Mulder? O que você pensa que está fazendo? – perguntou ela assustada, com a respiração ofegante. - Calma Scully. – sussurrou ele em seu ouvido – só quero pegar algumas pastas. A cada palavra Scully podia sentir o corpo dele pressionando- a cada vez mais. Ela sentiu suas pernas fraquejarem. " Não devia tê-lo provocado. Como vou sair dessa agora? "concluiu Scully, um pouco tarde demais. Ela pegou algumas pastas e fechou o arquivo e com isso Mulder a prensou contra o arquivo, apoiando suas mãos em volta dela. Ela virou-se de frente para ele que começou a acariciar seu corpo com as mãos. Mulder a fitou seriamente e em seus olhos Scully pode ver algo que não tinha antes. Seria desejo? Ela não sabia. Scully começou a sentir um calor subindo por seu corpo com a proximidade de Mulder. - O que foi Scully? Você está corada. – perguntou Mulder acariciando a face dela com o polegar. - É só calor, nada mais. - Deixa que eu apago seu fogo Scully. – disse ele agarrando-a e beijando seus lábios com grande intensidade. Scully sentiu suas pernas fraquejarem quando a língua de Mulder tocou a sua e explorou o interior de sua boca. As pastas caíram no chão e ela começou a perder o fôlego. Mas Mulder estava longe de interromper o beijo. Ela enlaçou-o pela nuca com uma das mãos enquanto que com a outra ela explorava o tórax dele. Mulder ergueu uma das pernas dela e acariciou-a. Não conseguiam pensar em mais nada que fosse o que estavam sentindo, o cheiro um do outro. As línguas se confundiam e se tocavam em movimentos rápidos e acariciantes. Longos minutos se passaram até que Mulder saísse do beijo sem fôlego. Scully não sabia o que dizer,sentia-se zonza. Mas ela não teve muito tempo para pensar porque Mulder voltou a beija-la. Scully sentiu as mãos dele inserir-se por dentro de sua saia e afastou-se dele para ir fechar a porta e trancá-la. Depois de trancada a porta, Scully dirigiu-se até ele e o beijou. Mulder a carregou até a escrivaninha e a sentou ali. Ele começou a descer a meia calça ela e depois ergueu sua saia até a cintura. Ele puxou a lingerie dela até que o material de renda cedesse. Scully começou a abrir o cinto dele e abriu o zíper da calça. Seus lábios não conseguiam se separar. Scully desabotoou a camisa de Mulder, tirou a gravata e a arremessou longe. Mulder abriu os botões da camisa de Scully e contemplou-lhe os seios bem feitos protegidos pelo soutien rendado antes de retira-lo. Ele começou a beijar-lhe os seios enquanto Scully acariciava as costas de Mulder, deslizando as mãos até os quadris dele. Ela esboçou um sorriso felino em seu rosto enquanto sentia Mulder entrar em seu corpo. Scully mordiscava e beijava a curva do pescoço de Mulder enquanto o sentia cada vez mais dentro de si. Os dois atingiram o auge quase ao mesmo tempo e ouviram apenas os gemidos e sussurros saídos de suas gargantas. Mulder afastou-se dela e deixou-se escorregar na cadeira. Scully ajeitou a saia e vestiu o soutien. Ela pegou a lingerie que Mulder rasgara e atirara no chão. - O que eu faço com isso agente Mulder? – perguntou ela seriamente apontando para a peça. Ele a sentou em seu colo. - Com isso eu não sei, mas posso te mostrar o que você pode fazer sem isso. – respondeu ele deslizando as mãos por baixo da saia dela, erguendo-a. Scully acomodou-se sobre ele e encaixou seu corpo no dele. Mulder soltou um fraco e involuntário suspiro. - Você ainda não esta satisfeita Scully? – perguntou ele em meio a gemidos emitidos por sua garganta. Ela apenas sorriu sedutoramente e negou com um movimento. Ela começou a movimentar-se suavemente sobre ele, aumentando cada vez mais o ritmo enquanto ele a segurava pela cintura e apoiava sua cabeça sobre os ombros dela, mordendo delicadamente. Eles chegaram ao clima e a sensação foi ainda melhor do que antes. Scully beijou os lábios dele, explorando-os em um minucioso beijo. Ela arranhou o peito dele levemente com as unhas. - Você vai acabar comigo desse jeito Scully. – sussurrou ele enquanto ela beijava seu pescoço. Neste instante eles ouviram alguém bater. Eles ignoraram o ruído, pensando estarem sozinhos no prédio. - Agente Mulder? Agente Scully? – era Skinner chamando-os. - Acho que ele não vai gostar de saber por que o governo está nos pagando hora extra. – sussurrou Scully - Fique no banheiro enquanto eu vejo o que ele quer. Ele beijou-a levemente e levantou-se. Scully pegou suas roupas que estavam no chão e foi para o banheiro. Mulder vestiu-se o mais rápido que pode e abriu a porta com o celular na mão. - Diretor Assistente Skinner? – perguntou Mulder - Agente Mulder já está tarde. Cadê a Agente Scully? Vocês não vão embora? Eles querem fechar o prédio. O que você está fazendo aqui trancado? - Bem, a Scully tinha algumas coisas para resolver antes de deixar o Bureau, eu estou esperando por ela e tranquei a porta porque estou no meio de uma ligação importante e não queria ser interrompido – mentiu ele. - Desculpe interrompe-lo. Procure Scully e vão para casa. - Vou procura-la senhor. - Mas antes, feche o zíper de sua calça. Caso contrário você pode chocá- la. – disse ele sorrindo –Ah, e da próxima vez que quiser falar com alguém, ligue o celular. Será mais fácil. - Obrigada pelas observações. – disse Mulder fechando o zíper da calça. Depois de Skinner ter ido embora Scully saiu do banheiro. Os dois trocaram um beijo carinhoso. - Continuamos nossa conversa em seu apartamento Agente Scully. - Claro agente Mulder. Você ainda tem uma missão a cumprir. - Missão? Eu? - Claro. Você disse que ia apagar o meu fogo. Estou esperando. - Você nunca se sacia? - Não. No corredor, Scully sentiu uma mão em seu ombro e virou-se para ver quem era. Ela não viu ninguém. Agora ela sentia alguém pressionando seu ombro com mais força e quando abriu os olhos viu Mulder parado ao seu lado. Ela estava na sua casa. - Você está bem? Acho que você estava sonhando. – disse Mulder – Vim para fazermos o relatório que Skinner pediu. Lembra? - Lembro. Me espera na sala que eu já vou. Depois dele ter saído, Scully recostou-se nos travesseiros e sorriu surpresa enquanto passava a mão na testa. Havia sido um sonho. Mas parecera tão real...