OS CINCO GRANDES AUTORA: EMILY MAYBE CONSIDERAÇÃO: Eu admiro muito a grande escritora de romances policiais Agatha Christie. E por isso resolvi escrever uma estória em que os personagens de Arquivo X interagem com personagens consagrados dessa escritora: Hercule Poirot e o seu "fiel escudeiro", o capitão Arthur Hastings. Mas se você nunca leu Agatha Christie, não se preocupe, pois descrevo esses personagens, como ela própria fazia em alguns livros, e a história não foge muito do tema de Arquivo X, pois envolve conspiração. O argumento dessa estória é baseado nos livros OS QUATRO GRANDES e UM DESTINO IGNORADO, da mesma autora. Mas não precisa se preocupar, pois não conto em momento algum o fim dos livros ou qualquer parte deles, apenas me inspirei um pouco nos enredos, misturando os dois para fazer com que ficasse compatível com Arquivo X. SINOPSE: Mulder e Scully investigam uma organização chamada Os Cinco Grandes, que pretende dominar o mundo, e contam com a ajuda do detetive particular belga, Hercule Poirot, para desvendar esse mistério. CLASSIFICAÇÃO: Crossover e Shipper [mas um pouco mais inclinado para UST, shipper mesmo só no fim] E-MAIL: angela.m@uol.com.br (feedback, Por favor!!!!!! Para críticas, elogios ou para fazer amizade) OBS.: Se você também curte Agatha Christie, também envie uma mensagem me contando e, assim poderemos conversar sobre os livros da Rainha do Crime. Eu já li todos os seus livros. DISCLAIMER: Fox Mulder, Dana Scully, o Canceroso e Skinner pertencem a Chris Carter e a Fox. Hercule Poirot, o Capitão Arthur Hastings e o Inspetor Japp pertencem a Agatha Christie. Uso esses personagens apenas por diversão, sem obter lucro algum. O único lucro que tenho é a diversão dos fãs, e a minha. E possivelmente um feedback [por favor!]. DESCRIÇÃO DOS PERSONAGENS DE AGATHA CHRISTIE: HERCULE POIROT: Detetive particular belga, que vive há muito tempo na Inglaterra, onde é famoso por ter resolvido inúmeros casos devido a sua inteligência. Seus métodos de investigação são baseados apenas por raciocinar, usando suas "pequenas células cinzentas", ao invés de ir em busca de provas (como pegadas) . Tem fixação pela Ordem e Método, tanto na vida como em suas investigações. Fisicamente é baixinho, com a cabeça em formato de ovo, olhos verdes que se assemelham aos de um gato quando fica excitado com algum fato, e sua paixão: um enorme bigode preto, curvado nas pontas. CAPITÃO ARTHUR HASTINGS: "Fiel escudeiro de Poirot", o acompanhando em diversos casos, e nos livros de Agatha ele geralmente é narrador- personagem. Segundo Poirot, ele tem uma imaginação muito "fértil", fazendo com que ele seja facilmente levado pelas aparências, ao contrário de Poirot. É um romântico, tendo uma "leve atração" por mulheres de cabelo avermelhado. Deixando-se levar algumas vezes por causa disso. INSPETOR JAPP: Inspetor da Scotland Yard, constantemente auxiliado por Poirot. XXX SALA DO DIRETOR ASSISTENTE FBI 11:00AM Mulder e Scully foram chamados a sala do Dir. Skinner para serem designados para um novo caso. Quando entraram na sala puderam perceber que além do Dir. estavam mais três homens presentes. - Sentem-se agentes. – Skinner ordenou, para depois começar as apresentações – Esses são meus agentes, Dana Scully e Fox Mulder. – ele apresentou aos três outros homens – Esses são o Inspetor Japp, da Scotland Yard. – ele mostrou um homem corpulento e com uma expressão impassível – E esse é um famoso Detetive particular, que está auxiliando o Insp. Japp nessa investigação, Hercule Poirot. – ele mostrou um homem baixinho, com enormes bigodes, curvados nas pontas, e com aparência quase cômica. – E esse é o Capitão Hastings, que acompanha o Sr. Poirot. – ele apontou um homem alto, com mais ou menos 45 anos, e com uma expressão tipicamente inglesa. Scully mexeu-se em sua cadeira inquieta. Não sabia o porquê da sua presença naquele lugar. Mas Mulder pareceu interessar-se pelo que iria ouvir, pois falou: - Quando eu estudei em Oxford, ouvi falar algumas vezes do senhor, ouvi que resolveu muitos casos na Inglaterra. – ele dirigiu-se a Poirot O homenzinho suspirou comicamente e disse a seu amigo: - Eu não disse, mon ami? Todos conhecem a fama de Hercule Poirot. – com certeza, monsieur Poirot tinha uma "pequena" tendência a megalomania. Skinner começou logo a falar: - O Inspetor Japp, veio aos EUA para investigar o desaparecimento de um famoso cientista inglês, que havia pedido proteção à polícia inglesa, mas que fugiu da própria proteção que havia requerido, não sabemos porque. Ele acabou fugindo para o nosso país, onde foi supostamente seqüestrado. - O que isso tem a ver com o nosso departamento? – Mulder perguntou, um pouco impaciente, não era o que ele esperava. - Seqüestro é um crime federal, agente Mulder. – Skinner retrucou. – Eles vieram até o FBI para poderem continuar com suas investigações, mas com o nosso auxílio. - Eh bien. – intrometeu-se o homenzinho belga – Como ele era do interesse do governo inglês, foi considerado melhor que os dois países colaborassem. - Sim, claro. – Scully manifestou-se para impedir que Mulder dissesse qualquer coisa, pois sabia que ele não se interessaria em investigar esse caso "normal" – Continue, senhor. - Como disse, esse homem havia procurado a Scotland Yard para entregar provas de que uma organização científica, desconhecida da maioria da população, estaria interessada em dominar o mundo. - Dominar o mundo? – Mulder perguntou mais interessado. - O monsieur já ouviu falar em uma organização que é controlada por umas pessoas que se auto-denominam de Os Cinco Grandes? – Poirot perguntou, limpando uma poeira invisível de seu casaco. - Não. – Mulder respondeu, olhando de soslaio para Scully que estava com seu olhar incrédulo. - Eu estou aqui, acompanhado de mon ami Japp, porque estou investigando essa organização há algum tempo, e as provas que esse cientista, chamado Alec Miller, referia- se justamente aos Cinco Grandes. – Poirot explicou. - Explique melhor do que se trata esses Cinco Grandes, monsieur Poirot. – Skinner pediu. - Segundo pude apurar em alguns meses em que eu e mon ami Hastings estivemos investigando, Os Cinco Grandes são os comandantes de uma organização científica, cada um comanda um continente, e cada um representa um tipo de poder. Mas não sabemos as identidades de cada um. - E é isso que teremos que investigar? A identidade das pessoas que pertencem a esse suposto grupo? – Scully perguntou. - É isso mesmo, agentes. – Skinner dirigiu-se a ambos – Vocês irão auxilia-los em que for preciso. Amanhã eles virão aqui para discutirem melhor o caso e iniciar as investigações. Quando os homens vindos da Inglaterra saíram, Mulder perguntou a Skinner: - Por que o senhor nos designou para esse caso? - Isso é do seu interesse, agente Mulder. Tenho motivos para acreditar que essa tal organização de que o monsieur Poirot se refere é o que nós chamamos de Sindicato. E um dos Cinco Grandes pode ser o Canceroso. – Skinner afirmou com uma expressão grave. – Aqui estão alguns apontamentos do caso para vocês se familiarizarem. – ele deu a conversa por encerrada entregando uma pasta a Scully. Mulder e Scully saíram da sala do Dir. Skinner e foram em direção da sala que compartilhavam. - O que você acha disso, Scully? – Mulder perguntou, enquanto paravam em frente do elevador para esperar sua chegada. - Eu acho essa história toda muito estranha. – Scully afirmou, olhando o conteúdo da pasta em sua mão. – Você reparou como aquele homenzinho era estranho, Mulder? Chegava a ser quase cômico. Não parece ser um detetive de confiança. Para mim parece mais um charlatão! - Sim, Scully. Mas pelo que eu ouvi na Inglaterra, esse homem é um ótimo detetive. Tem uma inteligência fora do comum. – Mulder falou, entrando no elevador. - Não sei não, Mulder. Uma organização que quer dominar o mundo!? – Scully falou com sua típica expressão incrédula. - Tem razão, Scully! Nós nunca vimos isso antes! Uma conspiração?! Isso seria completamente impossível! – Mulder falou debochado. Scully não respondeu, apenas olhou para ele, irritada. Ao chegarem a sala dos Arquivos X, Mulder olhou para Scully de cima a baixo e soltou um assobio. - Uau, Scully! Mudou seu modo de vestir-se? Tailler vinho? - Pois é, cansei de usar preto. Parecia uma viúva arrependida! Ou que era um uniforme. – Scully falou. - Eu também cansei do meu visual. Estou pensando em fazer uma pequena modificação. Será que eu ficaria bem com um bigode parecido com o do monsier Poirot? – Mulder perguntou ainda mais debochado. - Eu acho que não, Mulder. – Scully falou após sorrir – Você não parece um detetive particular francês! - Ele não é francês, Scully. É belga. Não o chame de francês, senão ele pode ficar ofendido! XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS "Quando Poirot, Japp e eu saímos da sede do FBI, fomos em direção a um restaurante para o nosso almoço, porém Japp preferiu ir direto para o hotel. Quando Poirot e eu entramos no restaurante e ficamos aguardando nosso pedido, eu perguntei curioso qual a sua impressão dos agentes do FBI que iriam investigar o caso em que estávamos envolvidos. - Ora, mon ami. Parece que você teve mais sorte nesse caso. Não precisará sair em busca de jovens ruivas para proteger, pois essa é agente do FBI e deve saber se cuidar sozinha! – Poirot respondeu-me com um ar zombeteiro. Ao ouvir as palavras de Poirot senti o meu rosto corar. Meu amigo constantemente afirma que eu tenho tendências românticas e que sou atraído por jovens ruivas. Poirot percebeu meu embaraço, e voltou ao assunto inicial de nossa conversa. - Eu acho que esses agentes são confiáveis, embora pense que eles possuem uma tendência a métodos de investigação com mais ação do que eu. Embora pareçam que usam muito bem suas pequeninas células cinzentas. – Poirot falou, arrumando simetricamente os talheres a sua frente.Ele conseguia ter uma grande percepção da personalidade das pessoas logo que as via. - Será que iremos conseguir alguma coisa aqui na América, Poirot? – perguntei – Talvez estejamos perdendo tempo. - Non, mon ami. Eu tenho quase certeza de que o Número Um é um americano. E temos que saber quem é o Número Um dos Cinco Grandes para conseguirmos desvendar o resto do mistério. Nós estávamos tentando desvendar esse mistério há muitos meses, acreditávamos estar muito perto de descobrir, pelo menos já tínhamos a confirmação da existência desse grupo, e a aparente função de cada um de seus membros. E era o que pretendíamos contar aos agentes do FBI. Embora não tendo a certeza de que deveríamos confiar neles, mas nos foi garantido pelo seu superior, o Dir. Assistente Walter Skinner de que eles poderiam já saber muito a respeito de tal organização, apesar de não a conhecerem com o mesmo nome do que nós, e sobre os seus comandantes." XXX SALA DOS ARQUIVOS X 8:00AM Mulder e Scully já haviam analisado a pasta com o novo caso, e ele ficara muito interessado no assunto, e estava ansioso para a chegada dos homens que esclareciam mais. Logo ouviram uma leve batida na porta, e viram Poirot entrar, sendo seguido por seu amigo Hastings. Poirot olhou em volta, para todos os detalhes da bagunçada sala. - Mon Dieu! – ele exclamou – Estou horrorizado! Como podem trabalhar em um lugar tão desorganizado? Aqui não tem nenhuma ordem ou método! Mulder ficou visivelmente irritado com a exclamação de Poirot, e ia dizer alguma coisa, mas foi impedido por Scully, que depositou a mão delicadamente no braço dele. - É que o agente Mulder afirma que somente encontra as coisas dessa maneira, monsieur Poirot. Eu já tentei arrumar, mas é realmente impossível. – Scully falou diplomaticamente. - Eh bien. – o homenzinho percebeu a irritação de Mulder e tentou contornar a situação – O monsieur Mulder que me desculpe. Mas Hercule Poirot não consegue trabalhar sem um mínimo de ordem e método. Não poderíamos ir a algum outro lugar? Que também fosse um pouco mais espaçoso? Aqui não haveria espaço para quatro pessoas. Scully olhou para o Cap. Hastings pela primeira vez, e percebeu que estava sendo observada por ele. Ela sorriu para ele um pouco envergonhada com a situação. E ele retribuiu o sorriso. Mulder viu a troca de olhares entre o companheiro de Poirot, de quem nem lembrava o nome, e Scully e ficou mais nervoso ainda. Afinal quem era aquele homem, que intrometia-se em sua sala e ficava olhando daquela maneira para a sua parceira? Se não estivesse tão interessado no caso, com certeza colocaria o tal inglês, junto com o detetive belga para fora de sua sala. Enquanto esperava uma resposta do agente Mulder, Poirot percebeu o olhar que Hastings dirigia a agente Scully, e logo em seguida a expressão mais irritada do agente Mulder. Deduziu na hora o que estava acontecendo. - Então, madame Scully, onde sugere que devemos ir? – Poirot perguntou a Scully, já que sabia que não receberia resposta do seu parceiro. - Na verdade, é senhorita. Não sou casada. – Scully corrigiu, desviando o olhar para Mulder, que parecia mais irritado – Bem ... – ela continuou – Se o senhor preferir podemos ir discutir o caso na minha casa. Poirot concordou, ainda observando as diferentes expressões de seu amigo Hastings e do agente Mulder. XXX No caminho do Bureau até o apartamento de Scully, ela e Mulder foram em um carro, sendo seguidos pelo carro alugado de Poirot e Hastings. - Quem esse baixinho pensa que é? – Mulder disse exaltado – Ele fica andando por aí com esse inglês que ninguém sabe quem é, e pelo que eu saiba não é da Scotland Yard. Ele pode fazer parte do Sindicato e estar nos espionando. - O nome dele é Arthur Hastings, Mulder. E pelo que eu pude ler naquela pasta que o Skinner nos entregou, ele sempre acompanha o monsieur Poirot em suas investigações. Além disso, ele é capitão da Marinha inglesa. – Scully falou calmamente. - O que é isso, Scully? Você sempre se deixa influenciar por patentes? – Mulder falou debochado e irônico, mas ainda com um tom de irritação. - Mulder, se você quiser descobrir alguma coisa sobre esse caso, que eu sei que te interessou, é melhor tratar muito bem esses dois homens. – Scully foi categórica. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS "Devo confessar que fiquei um pouco constrangido com o comentário de meu amigo Poirot quando entramos na sala dos agentes do FBI. E notei que a agente Scully também ficou ruborizada com a reação de seu parceiro, que pareceu aborrecer-se muito com o comentário de Poirot. Mas admirei muito a sua presteza ao conseguir contornar tal situação. Ela percebeu que eu a estava admirando, e dedicou-me um belo sorriso. Realmente, conclui que Poirot tinha razão a respeito das jovens ruivas. Mas também não pude deixar de perceber a crescente irritação do agente Mulder ao notar o olhar que eu dedicava à agente Scully. E perguntei- me, mentalmente, se eles não teriam nada a mais do que simples parceria de trabalho. Quando chegamos ao seu apartamento, vi Poirot observar tudo a sua volta, e o agente Mulder um pouco mais calmo (deduzi que pela conversa que eles deveriam ter travado no caminho do Bureau até aquele local) agia com muita familiaridade na casa de sua parceira. - Ora, mademoiselle Scully. Aqui sim poderemos trabalhar em paz. – Poirot tentou ser galante. Logo, o agente Mulder começou a fazer algumas indagações a Poirot a respeito do caso. E foi quando meu velho amigo começou com seus esclarecimentos." XXX APARTAMENTO DE DANA SCULLY Mulder estava fazendo como Scully havia lhe falado. Estava mais calmo, e logo começou a discutir o caso. - Nós gostaríamos de saber mais sobre essa caso, senhor Poirot. – Mulder foi direto ao assunto. - Segundo minhas conclusões, existe uma organização científica que pretende dominar o mundo, e eles são chefiados por cinco pessoas. Cada um desses cinco têm um tipo de poder e controlam, um continente cada um. Eles são conhecidos por nós através de números. Sabemos que o Número Um é americano, e ele é o cérebro dos Cinco grandes, quem controla tudo. O Número Dois, já descobrimos a sua identidade, é uma australiana chamada Mary Westmacott, uma famosa cientista da área genética, ela é o conhecimento. Do número três, sabemos apenas que é europeu, e é quem organiza tudo. O Número Quatro representa a força política, parece que é um angolano, e ele controla toda a África. Dizem que ele está por trás de todos os conflitos étnicos e políticos que acontecem atualmente naquele Continente. E sabemos que o Número Cinco é o poder da riqueza e do dinheiro, financiando todas as ações desse grupo, juntamente com alguns governos de diversos países, inclusive o de vocês. É uma japonesa chamada Yoko Masashiro. - Como supostamente descobriu isso, monsieur Poirot? – Scully perguntou. - Eu tenho investigado diversos casos em que os diversos agentes dos Cinco Grandes estão envolvidos. Eles cometeram vários seqüestros e assassinatos. Além, de termos provas que eles usam pessoas para experiências genéticas, ilicitamente, pois essas pessoas são raptadas. Somem sem deixar vestígio e algumas reaparecem algum tempo depois. – Hercule Poirot explicou tudo, e percebeu que a expressão dos agentes a sua frente modificava a cada palavra que ele proferia. - Nós também investigamos uma organização assim, monsieur Poirot. Há muitos anos na verdade. E eu posso provar que fui vítima de experiências. – Scully falou, sem demonstrar qualquer emoção, afinal era o que ela menos gostaria de demonstrar às pessoas. – Foram experiências genéticas, em que eu tive meus óvulos extraídos, e um chip implantado no meu pescoço, que quando foi retirado provocou-me um câncer que regrediu apenas com a implantação de um novo chip. - Sim, é verdade. – confirmou Mulder, parecendo sentir mais sobre o assunto do que a própria Scully. – Mas nós sabemos que a organização que fez isso com a agente Scully, faz parte de uma conspiração do governo, e que engloba vários países. - Eu sinto muito pela mademoiselle. – Poirot falou pensativamente. – E devo dizer-lhes que encontrei outras pessoas que passaram por isso. E de acordo com as conclusões que cheguei depois usar as minhas "pequeninas células cinzentas", foi a de que tudo é controlado pelos Cinco Grandes. Mulder olhou para Scully, como se pedisse permissão para dizer o que pensava, a sua teoria. Scully retribuiu o olhar como em assentimento, pois compreendera o que ele dizia. Embora soubesse o que viria a seguir não seria de seu total agrado. - Vocês acreditam na possibilidade da existência de vida extraterrestre? – Mulder resolveu começar com essa pergunta dirigida aos dois homens a sua frente. - Pardon?! – Poirot perguntou surpreso, não havia entendido do que o agente Mulder estava falando. – Do que o monsieur está falando? - É que nós ... – Mulder havia começado a falar, mas percebeu o olhar de reprovação vindo de Scully e arremedou-se – ... Eu acredito que esses homens de quem falo, os que fizeram as experiências com a Scully, trabalham junto com seres vindos de outros planetas, que pretendem colonizar a Terra. Hastings olhou curioso para ver a reação de Poirot, que não respondeu por alguns instantes, ponderando o assunto. Mas por fim manifestou-se dizendo: - Eh bien, eu nunca parei para pensar na possibilidade de vida fora do nosso pequenino planeta. Sempre procurei, e obtive, pois Hercule Poirot é uma das mentes mais privilegiadas do mundo, explicações mais plausíveis. – Poirot respondeu com uma expressão grave. – Quanto aos Cinco Grandes... eu ainda não descobri os seus verdadeiros objetivos. Poderia ser esse um deles. Talvez eu acredite se vocês explicarem melhor tudo o que sabem. - Tudo é muito difícil de se acreditar, monsieur Poirot. Nem eu, depois de tudo, ainda não sei em que acredito. – Scully disse. Mulder e Scully contaram toda a história a Poirot para colocá-lo a par, e depois poderem discutir o assunto. E isso levou um bom tempo. Quando terminaram, Poirot disse: - Eh bien, hoje eu descobri bastante coisa sobre esse assunto, e acho que o Sindicato, como vocês dizem, é realmente a organização de que me refiro. – ele disse, tomando uma xícara de chocolate quente, que Scully havia servido. – Devo dizer que estou admirado em relação a vocês dois, realmente usam bem as suas pequeninas células cinzentas. Os quatro resolveram continuar com a conversa no dia seguinte, Poirot e Hastings saíram do apartamento de Scully, mas Mulder ainda ficou para conversar com ela. - Então, Scully. Acha que fizemos bem em dizer tudo isso a esses dois? – Mulder perguntou. - Acho que sim, Mulder. Acredito que o que ele procura é o mesmo que nós. E é necessário nos unirmos para conseguir. – Scully disse, com ar pensativo. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS "Quando Poirot e eu saímos do apartamento da srta. Scully, percebi que meu amigo estava muito pensativo, deduzi que devido a tudo o que tínhamos ouvido durante quase todo o dia. Ele deveria estar tendo idéias sobre o caso, mas como sempre, recusava-se a me falar sobre o assunto. Esse é o defeito de Poirot que mais me amofina, o de pensar que eu não sou capaz de acompanhar o seu raciocínio. Mas naquele dia não me incomodei tanto com isso, pois também estava absorto em meus pensamentos. Estava pensando em tudo o que a srta. Scully havia dito que acontecera com ela, e lembrei-me como o sr. Mulder pareceu sofrer com aquilo, talvez mais do que a própria srta. Scully, ou talvez ela fosse como nós ingleses, não queria demonstrar os seus sentimentos para pessoas estranhas.E lembrei-me de que enquanto ela contava toda a história, ele segurou-lhe a mão em apoio sem que ambos percebessem, com toda a naturalidade de quem já repetia muitas vezes o mesmo ato. Ainda estava pensando sobre o assunto quando Poirot, abruptamente começou a falar: - Estava pensando na jovem ruiva, mon ami? – ele perguntou-me, mas não esperou resposta, continuou – Seria bom que desta vez você não considerasse seus impulsos românticos, Hastings. Pois o coração desta mulher já tem dono. – ele deve ter percebido minha expressão contrariada, pois continuou – Hercule Poirot nunca se engana. Eu só ainda não cheguei a conclusão se eles já têm um affair, ou se ainda não se declararam. Ficamos em silêncio por alguns instantes, e eu resolvi mudar de assunto, perguntando o que ele pensara sobre o que os dois agentes haviam nos falado. - Eu penso que esses agentes usam muito bem as células cinzentas, e que o que eles falaram realmente tem conexão com Os Cinco Grandes. Amanhã poderei ter mais certeza sobre o assunto. No dia seguinte, íamos direto para o apartamento da srta. Scully, mas antes de sairmos recebemos um telefonema do sr. Skinner, pedindo que fossemos para a sede do FBI. E foi o que fizemos. No caminho, porém, meu amigo estava mais interessado em discutir o possível relacionamento entre os dois agentes do que o caso, que o interessava tanto anteriormente. E o repreendi por isso. - Ora, mon ami Hastings, eu não estou mais interessado no affair entre os dois agentes do que no caso. Mas talvez esse casal precise do "empurrãozinho" de Hercule Poirot. E você sabe que eu adoro ajudar nesses casos. – ele retrucou, alisando os bigodes. Não falamos mais nada sobre o assunto, até chegarmos na sede do FBI e irmos para a sala do Diretor Assistente e encontramos os dois agentes, que já estavam a nossa espera.O Inspetor Japp também estava presente. Antes que o sr. Skinner começasse a falar, eu pude perceber que o agente Mulder tinha sorrisinho disfarçado nos lábios, e fiquei curioso em saber o porquê. E foi quando comecei a entender. - Bom dia, senhores. – o diretor Skinner nos saudou assim que entramos – Os chamei aqui porque tivemos um progresso nesse caso em que estamos envolvidos. - O que aconteceu, monsieur? – Poirot perguntou, já imaginado o que acontecera. - Foi descoberto um corpo de uma cientista que havia acabado de ser contratada por esse grupo do qual o senhor Alec Miller estava envolvido. - Mon Dieu! – Poirot exclamou – Ela foi assassinada? - Sim. - Foi o Inspetor Japp que confirmou – Mas sua morte ainda não foi notificada a ninguém, apenas ao marido, que já está preso. - Foi um crime passional? Ela o estava traindo? – perguntei sem pensar, e pude notar que Poirot lançou-me um olhar de reprovação que me fez corar envergonhado. Olhei instintivamente para a srta. Scully, que se adiantou em explicar o ocorrido. - Parece que sim, Capitão Hastings. Acreditamos que o marido a matou. - Então vocês querem que eu investigue a morte dessa mulher? – perguntou meu amigo Poirot. - Na verdade não, monsieur Poirot. – disse o inspetor Japp – Ainda não devemos investigar a morte dela, pois ninguém pode saber que ela está morta. - Porque a agente Scully irá assumir o lugar dela. Juntamente com o agente Mulder, que assumirá o lugar do marido. – o dir. Skinner nos explicou, e Poirot olhou para mim com um pequeno ar de deboche. - O monsieur poderia explicar melhor o caso, por favor. - A mulher em questão, Agatha Mallowan, era formada em física e medicina, assim como a agente Scully, e apesar de não serem parecidas fisicamente, as duas podem ser descritas do mesmo modo: ruiva, olhos claros, estatura baixa. Ela estava envolvida com pesquisa sobre possível deslocamento temporal e sua conseqüência para o organismo humano, e embora a agente Scully não ser uma pesquisadora, poderia enganar um leigo facilmente por bastante tempo. – o agente Mulder disse entregando uma foto da mulher morta a Poirot. - Eh bien, isso poderia ser uma armadilha. Os Cinco Grandes poderiam saber que estamos investigando esse caso e armar uma armadilha para a agente Scully e para o agente Mulder. – Poirot replicou pensativamente. - Já pensamos nessa possibilidade, monsieur. Não é possível, pois ninguém sabe que estamos investigando esse caso, e a Dra. Mallowan iria iniciar seu trabalho apenas na semana que vem. Ainda não poderia estar envolvida no desaparecimento do sr. Miller. – o sr. Skinner afirmou categoricamente – Eu não colocaria meus agentes em risco desnecessariamente. - O que irão fazer? – Poirot estava muito interessado. - A agente Scully irá para a tal base em que a Dra. Mallowan iria trabalhar, o marido dela Max Mallowan, , que neste caso será o agente Mulder, irá junto. Eles irão agir como se fossem realmente sr. e sra. Mallowan. Afinal Max concordou em colaborar conosco, e vai nos passar todos os detalhes. - Assim será bem mais fácil a nossa investigação – afirmou a agente Scully calmamente – E poderemos passar as informações que conseguirmos para o senhor." XXX SALA DO PORÃO 2:15PM Mulder estava analisando toda a vida de Max Mallowan, para assim familiarizar- se com sua nova identidade, quando Scully entrou na sala. Ele virou-se para a parceira e disse: - Não sei se isso vai dar certo, Scully. Eu não pareço um arqueólogo. – Mulder disse zombeteiro. - Você não vai precisar dar uma de Indiana Jones, Mulder. – Scully retribuiu a brincadeira – Vai ser apenas Max Mallowan, que irá acompanhar sua amada esposa, Agatha. - Você está preparada para ser Agatha Mallowan, Scully? Estudou tudo direitinho? - Estudei, e espero que não seja mesmo uma armadilha. – Scully falou preocupada. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS "Poirot e eu saímos da Sede do FBI e seguimos direto para nosso hotel, com o caso do assassinato de Agatha Mallowan em nossas mãos. Poirot virou- se para mim e disse: - Você viu o sorriso que bailava pelos lábios do agente Mulder, mon ami? Ele estava adorando a idéia de ser o marido da agente Scully. - Eu não respondi à provocação de meu amigo, sabia o que ele queria dizer com aquilo, que era para eu esquecer aquela ruiva. Será que isso vai dar certo, Poirot? – perguntei. – Será que os dois irão conseguir enganar as pessoas? Tenho certeza que sim, Hastings. A agente Scully é uma mulher em um milhão, e é inteligente o bastante para enganar nesse tipo de missão. – Poirot afirmou." XXX Scully já estava com tudo preparado para tomar o lugar da mulher que morrera, e estava esperando por Poirot e seu amigo para poderem combinar como se comunicariam para trocar informações sobre o caso. Foi quando a campainha tocou, e ela pôde ver o belga e o inglês entrarem em seu apartamento. - Olá, mademoiselle Scully. – Poirot cumprimentou entrando no apartamento. – Está com tudo preparado para ser Agatha Mallowan? - Estou, monsieur Poirot. – ela confirmou – E espero que o agente Mulder também esteja. - Vocês estão juntos há quanto tempo? – Poirot perguntou como quem não quer nada. - Há sete anos. - Sete anos! – ele exclamou – E no sentido romântico? – ele agiu como um completo alcoviteiro, usou sua melhor expressão estrangeira, e até carregou no sotaque. - Oh! – Scully ficou um pouco envergonhada – Nós não temos nenhum envolvimento romântico. Somos apenas amigos. - Desculpe a indiscrição, mademoiselle. Mas não é o que parece. Não é Hastings? – ele pediu a confirmação do amigo, que assentiu – Vocês agem com muito carinho um com o outro. É óbvio que são mais que amigos. - Não é nada disso, ele apenas me considera como a irmã dele, já que ela desapareceu há muitos anos, e ele nunca teve muitos amigos... Na verdade acho que sou a única amiga que ele tem. – Scully falou tentando parecer decidida, porém Poirot notou uma certa hesitação em sua voz, mas não disse nada. Eles ficaram em silêncio por algum tempo, até a campainha soar novamente, era Mulder. Ele foi entrando, animado, cumprimentou os presentes, e voltou-se para Scully. - Skinner me entregou esses documentos. – ele disse entregando-os – Agora você será Agatha Mallowan e eu sou Max Mallowan. – ele sorriu – E tem mais. – ele disse tirando uma caixa do bolso – As nossas alianças. Tã Tã TãTããã – ele imitou a marcha nupcial, pegou a mão esquerda de Scully, colocou o anel e disse debochado – Agora somos casados. Poirot dirigiu um olhar significativo a Scully, como se quisesse demonstrar o que estava pensando. - Nada de ficar por aí dando em cima da minha mulher, capitão Hastings. – Mulder ainda falou zombeteiro – Agora ela é uma mulher casada e eu exijo respeito. Hastings arregalou os olhos, e sorriu sem graça. Não sabia que Fox Mulder havia percebido o seu interesse por Dana Scully. Scully também sorriu amarelo, mas estava feliz por notar que Mulder estava com um "leve ciúmes" do Capitão Hastings. Poirot tossiu para chamar a atenção dos presentes, e começou a falar: - Como iremos nos comunicar para podermos discutir o caso? - O lugar para onde iremos fica perto de Santa Fé, no Novo México. Parece que cada cientista pode sair da base uma vez por semana. Nos encontramos lá, sabemos o hotel em que vão ficar. Mas não podemos manter contato telefônico, é muito arriscado. – Scully explicou. - Vocês partem amanhã? – Hastings perguntou. Os agentes assentiram. Algum tempo depois, depois de tudo combinado, os homens partiram. XXX DIA SEGUINTE 10:00 AM Mulder e Scully, agora Agatha e Max Mallowan, estavam no vôo que os estava levando para Santa Fé. Mulder virou-se para a parceira e disse: - Sabe o que eu estava pensando, Scully? E se encontrarmos alguém conhecido? - Isso é improvável, Mulder. – Scully contestou. - Não tão improvável se levar em conta que talvez o Canceroso faça parte de tudo. - Bem... – Scully ficou pensativa por alguns instantes – Não podemos fazer nada em relação a isso, Mulder. A única coisa que temos que fazer é tentar agir como as pessoas que eles pensam que somos. Não falaram mais sobre o assunto, quando chegaram em seu destino, antes de sair do avião preparam-se para ser Sr. e Sra. Mallowan. Estavam no saguão do aeroporto, como o combinado com os contratantes de Agatha, quando um homem jovem, muito bem apessoado aproximou-se e disse: - Você é a Dra. Agatha Mallowan? – ele recebeu uma resposta afirmativa e continuou – Eu recebi a descrição de vocês, e fiquei encarregado de levá-los ao seu destino. Já estão a nossa espera. Eles seguiram o homem, e entraram em um carro com os vidros escurecidos. Depois de algum tempo na estrada, após ser percorrido sem nenhuma troca de palavras, chegaram em um local afastado, onde parecia um grande hotel no meio do deserto. Foram dirigidos a uma sala onde uma mulher, morena e alta, muito bonita, de óculos, e aparentando uma extrema inteligência em seu olhar foi recebê-los. - Olá, Dra. Agatha. É um enorme prazer recebê-la e ao seu marido. Eu sou a Dra. Mary Westmacott, fui eu quem a indicou para o cargo. – a mulher disse em meio a um sorriso, que demonstrava falsa cordialidade. – Vocês devem estar cansados da viagem até aqui, vou mandar Archibald levá-los até seus aposentos, e depois conversamos. – a mulher saiu sem dizer mais nada, ou esperar resposta das pessoas a quem se dirigia. O homem que os levara até aquele lugar, que agora sabiam chamava-se Archibald, os levou até um quarto espaçoso, muito bem decorado, com uma pequena sala de estar com duas poltronas, uma mesa de café com duas cadeiras, televisão, frigobar, enfim com tudo o necessário para passar uma boa temporada "morando" somente naquele local. - Aqui é o quarto de vocês. – o homem falou – Aqui nas nossas instalações tem tudo o que for necessário, o acesso à cidade é restrito devido a sua distância, a apenas uma vez por semana. A dra. irá trabalhar diretamente com a Dra. Westmacott. O senhor poderá fazer o que quiser com o seu tempo livre. Temos instalações de entretenimento. - Uau, aqui é mesmo organizado! – Mulder fingiu estar empolgado – Eu só não entendi o porquê de preocuparem-se em trazer os maridos e mulheres de cientistas. – agora ele fazia-se de desentendido. - Se não o fizemos, com certeza ninguém viria para cá, como sua esposa não queria vir, se não trouxesse o senhor. – o homem respondeu indiferente. Assim que Archibald saiu, Mulder revistou tudo para ver se poderia falar tranqüilamente, assim que teve certeza ele dirigiu-se a Scully, que também estava apreensiva. - Você sabe quem é Mary Westmacott, Scully? - Sim, Mulder. Segundo o monsieur Poirot, ela é o Número Dois dos Cinco Grandes. - Acho que estamos no caminho certo, Scully! – Mulder falou quase eufórico. XXX 8:15PM Scully e Mulder já estavam instalados, e ela estava saindo do banheiro, vestida para o jantar que eles teriam com a dra. Westmacott. Mulder estava deitado na cama, já pronto, lendo um livro sobre arqueologia. - O que é isso, Mulder? – Scully perguntou rindo. - Eu estou me preparando para o caso de alguém quiser conversar sobre arqueologia comigo, Scully. Eu não sabia nada, e estou fazendo uma pesquisa. É precaução. Eu espero que você também tenha se preocupado com isso. – ele completou. - Eu acho que posso enganar quem não entenda do assunto. – Scully afirmou – Você está sabendo como ser o Max? - Claro, eu sou Max. – ele disse, sorrindo em seguida. - Sim, Max. – Scully retribuiu o sorriso. – Vamos que a Dra. Westmacott deve estar nos aguardando. Eles saíram e foram em direção ao salão de refeições, e encontraram a mulher somente os aguardando, juntamente com mais alguns homens e mulheres. Sentaram-se, e depois das apresentações e do pedido do jantar, começaram a conversar. - É um prazer tê-la aqui conosco. – um homem louro chamado Roger Ackoyd falou – estávamos precisando de uma cientista na sua área, mas achamos que não iria aceitar. - Como andam suas pesquisas, dra.?- perguntou uma mulher. Scully não havia ainda pensado no que responder, embora estivesse preparada para tal pergunta, já havia estudado tudo sobre Agatha. Mas naquele momento ela não precisou responder, Mary interrompeu, dizendo: - Vamos deixar para conversar sobre isso amanhã. Estamos na hora do jantar. – ela falou como se fosse uma matriarca, e todos os presentes obedeceram. Ela virou-se para Mulder, sorriu tentando parecer sedutora, e disse: - Então, Max. Está gostando das nossas instalações? - Muito, dra. – Mulder também sorriu – Apenas uma coisa me intriga. Como é que um lugar tão grande, parecido com um hotel, pode estar no meio do deserto, sem que ninguém nunca tenha falado sobre isso? - Temos proteção do governo, Max. – Mary respondeu simplesmente, como se quisesse encerrar o assunto. - Mas como é mantido? – Scully intrometeu-se – Deve ser muito caro financiar as pesquisas e as instalações. - Nós temos nossos financiadores, Dra. Mallowan. – Mary respondeu. - Então, sr. Mallowan. – uma mulher tentou desesperadamente mudar de assunto – O que o fez largar as expedições e vir para cá? Ele não queria me deixar aqui sozinha, afinal ele já fica bastante tempo afastado. – Scully adiantou-se em responder, parecendo uma esposa devotada. Depois de encerrado o jantar, que decorreu com comentários formais, piadas sem graça, e outras coisas. Os dois agentes dirigiram-se ao quarto que dividiam. - Você viu, Mulder? Aquela tal de Mary Westmacott estava dando em cima de você bem na minha frente! – Scully falou deitando-se na cama. - Impressão minha ou você está com ciúmes? – Mulder falou debochado. Em seu interior sentia-se feliz por imaginar que Scully estava sentindo com Mary a mesma coisa que ele em relação ao capitão Hastings. - Claro que não, Mulder. Eu só apenas estou dizendo que ela estava flertando com Max na frente da Agatha. E aqui você é o Max, e eu a Agatha. – Scully retrucou voltando à sua expressão impassível de sempre. No dia seguinte, Scully foi ao laboratório antes que Mulder sequer acordasse. Tinha estudado detalhadamente as pesquisas da Dra. Mallowan, e já estava preparada para ser ela. E foi o que ela conseguiu, percebeu que tinha convencido a Dra. Mary Westmacott. Mulder, por sua vez, passou o dia passeando pelo "hotel", vendo se conseguia alguém para conversar sobre o local, e ver se descobria alguma coisa. Mas durante todo o dia não havia conseguido ninguém interessante que soubesse de alguma coisa relevante. Pouco antes do jantar, os dois encontraram-se no quarto que dividiam. - Conseguiu ser Agatha, Scully? – Mulder perguntou assim que a viu entrar. - Creio que sim, Mulder. Minha sorte é a que Mary não entende muita coisa sobre física. – ela falou, já indo se preparar para o jantar que havia combinado com sua equipe – E você, descobriu alguma coisa? - Infelizmente não, Scully. – ele disse frustrado – Descobri apenas como é chato ser o marido desocupado de uma cientista. Não tinha ninguém que soubesse de nada. - Tudo bem, Mulder. Ainda é o nosso primeiro dia aqui. Você ainda vai ter muitos dias chatos pela frente. – Scully fez chacota. – Mas agora vamos que já estão nos esperando. A semana toda transcorreu normalmente, Scully ia para o laboratório, fingindo ser a cientista, e Mulder ficava procurando alguma coisa para descobrir com os que não trabalhavam como cientistas, com os acompanhantes, como eram chamados. No Sábado, todos iam sair para a cidade. Saíram todos em uma espécie de ônibus executivo. Chegando em Santa Fé, o grupo começou a se dispersar. Mulder e Scully logo foram em direção ao hotel em que estavam hospedados Hercule Poirot e Arthur Hastings. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS "Poirot e eu passamos todo o resto da semana sem praticamente nada para fazer, apenas tínhamos que esperar notícias dos dois agentes do FBI para saber se haviam descoberto alguma coisa. No Sábado, sabíamos que os dois viriam a nosso encontro. Logo eles foram anunciados. Poirot os mandou subir para os nossos aposentos, pois imaginou não ser seguro ficarmos em um lugar público. Durante a manhã inteira meu amigo estava ansioso para ouvir o que os dois tinham a dizer. - Então, o que descobriram? – Poirot perguntou assim que os avistou. O agente Mulder parecia bem desanimado, não parecia nem um pouco o mesmo homem que havia saído de Washington radiante. A agente Scully, por sua vez estava mais descontraída do que jamais a havia visto, estava vestida com uma roupa informal bege. Ela estava linda, e sei que Poirot percebeu que eu a estava admirando, pois antes de escutar a resposta que tanto esperava, ainda teve tempo para mandar-me um olhar de repreensão. - Descobrimos pouca coisa, monsieur Poirot. – ela falou – A única coisa relevante é que com certeza estamos no caminho certo, a superior de Agatha Mallowan é a cientista da qual o senhor nos falou, Mary Westmacott. - Mon Dieu! – meu amigo exclamou excitado – E vocês conseguiram enganá-la? - Acreditamos que sim, monsieur Poirot. Na verdade devemos tudo à Scully. Eu não estou fazendo nada de relevante nessa investigação. Sou apenas o marido desocupado! – o agente falou, visivelmente contrariado. Eu não entendi o porquê da contrariedade do agente Mulder, eu bem que gostaria de ser o marido desocupado daquela mulher ruiva que eu já admirava tanto. - Leve pelo lado bom, monsieur Mulder. Você tem mais tempo para conversar com as pessoas, e Hercule Poirot sabe que é mais fácil descobrir as coisas de uma pessoa através de uma conversa despreocupada. É da natureza humana falar demais, assim é que surgem as melhores confissões. – Poirot logo retornou ao assunto inicial da conversa. – Falem mais sobre esse local em que vocês foram parar. Por algum tempo, os dois nos contaram tudo o que tinham visto na base para onde foram levados, como parecia, o que tinha lá, e descreveram algumas das pessoas que lá residiam. Poirot ouviu tudo atentamente. Depois que viu que os nossos companheiros não tinham mais nada a dizer, se manifestou. - Parece que temos que ter paciência. Esse é um dos casos que as vezes demoram meses. – meu amigo disse. - Não temos meses. Mulder e eu não podemos passar meses fingindo ser outras pessoas. – a agente Scully falou levantando-se – Mulder, nós falamos que íamos às compras, se aparecermos lá sem nada poderão estranhar. – ela dirigiu-se ao parceiro. - Eu gostaria de conversar mais um pouco com o seu parceiro, mademoiselle. – Poirot intrometeu-se – Se não se importarem é claro. – como ambos assentiram, ele continuou – Se a mademoiselle não quiser ir sozinha, mon ami Hastings poderá acompanhá-la. Novamente a senhorita Scully assentiu, e esperou-me alguns momentos e saímos em direção a algumas lojas. - O que acha que seu amigo queria conversar em particular com o meu parceiro, capitão Hastings? – ela perguntou-me enquanto estávamos andando pela rua. - Não sei. – falei sinceramente, depois criei coragem e falei – Acho que você não precisa me chamar de capitão. Pode me chamar de Arthur. Passamos um dia muito agradável, apesar de ter percebido que Dana estava um pouco preocupada, deduzi que estava curiosa para saber o conteúdo da conversa de Poirot com o agente Mulder. Essa foi um dos poucos dias em que não passei integralmente ouvindo sobre os Cinco Grandes durante meses. Conversamos sobre sua carreira, seu pai que também era Capitão da Marinha, e outras coisas. Ao contrário do que normalmente sou com as outras pessoas, com Dana fui completamente espontâneo. Penso que talvez seja porque ela é mais ou menos como eu, e assim não tivemos tanto receios. E eu me diverti muito naquele dia. Tive esperanças de encontrar a ruiva dos meus sonhos, como meu amigo Poirot diria." XXX Quando Hastings e Scully deixaram o quarto de hotel, Poirot ajeitou sua gravata simetricamente como sempre, preparando-se para falar o que queria. Fingiu que não havia percebido a expressão contrariada de Mulder. - Monsieur Mulder, eu o chamei para ficar mais alguns instantes aqui em minha companhia para dizer-lhe uma coisa do seu interesse. Mas não tem a ver com o caso... – ele parou de falar estrategicamente – Espero que não se ofenda, mas eu gostaria de me intrometer em um assunto pessoal seu e da mademoiselle Scully. Em diversos casos que eu investiguei, conheci casais como vocês. Mulder ouviu tudo atentamente, tentando compreender sobre o que Poirot gostaria de falar. Sua expressão era a de quem ainda não entendera aonde o homem a sua frente gostaria de chegar. - Eu sei o que vocês sentem um pelo outro... Hercule Poirot percebe muito bem as coisas, inclusive coisas de L'amour. - O quê? – Mulder indagou incrédulo. - Eu perguntei a ela há quanto tempo vocês estão envolvidos. – Poirot continuou a falar sem dar atenção à indagação anterior de Mulder. - Mas nós não temos nada, além de amizade. – Mulder retrucou. - Foi exatamente o que ela disse. Ela disse que você a considera como uma irmã. E penso que disse isso com um pouco de ressentimento. Ela não o considera como irmão ou como amigo apenas, é bem mais do que isso... - Por que o senhor está me falando isso? – Mulder perguntou, ainda surpreso com o que estava ouvindo. Não estava habituado a falar de sentimentos tão íntimos com um estranho. - Porque eu sei que você também não a considera como irmã, mas sim como uma Belle femme, la femme que o monsieur ama. – Poirot disse em meio a um cômico suspiro romântico, acentuando seu sotaque – Mas se ambos pensarem que o outro o considera apenas como amigo, nunca irão se declarar. Estou certo? – Poirot disse com uma expressão grave. – Você a ama, mas crê que ela o ama apenas como um amigo, não como um homem, e ela também o ama, mas crê que você a considera como uma substituta para sua irmã. Mulder ouviu tudo aquilo como a uma sentença, era diferente ouvir de uma pessoa que não estava envolvida no assunto. Era ter certeza de que tudo o que pensava era verdade. Poirot percebeu a expressão de confirmação que pairava pelo rosto de Mulder, mas esperou até que este se manifestasse. - O senhor está certo, mas não creio que um dia a Scully possa sentir por mim nada além de amizade. – Mulder afirmou tristemente. - Mas ela sente, mon ami. – Poirot interrompeu impaciente, gesticulando muito – É isso que eu estou tentando lhe dizer. - E por que o senhor está falando tudo isso para mim? – Mulder estava confuso com tudo o que tinha ouvido. - Porque no fundo, eu sou um romântico, e gosto de ver as pessoas juntas. E se alguém não fizer nada, você irá perde-la. - Para o capitão Hastings? – Mulder compreendeu tudo, e perguntou em um sobressalto. - Exatamente. Mon ami Hastings tem uma tendência romântica para com jovens ruivas, e parece que ele agora está muito admirado pela mademoiselle Scully. E pelo que pude compreender pela natureza dela é a que talvez mon ami tenha êxito se o monsieur não intervir. Mulder não respondeu, ficou apenas pensando no que acabara de ouvir. XXX Mulder e Poirot passaram quase o dia inteiro discutindo detalhes do caso sobre Os Cinco Grandes. Não tocaram mais no assunto sobre Scully, mas durante todo o tempo, Mulder estava pensando no assunto, em como iria aplicar o conselho que Poirot havia lhe dado. Já no fim do dia, Hastings e Scully entraram no quarto em que Poirot e Mulder estavam, carregando diversas sacolas, e rindo muito. - Obrigada por me acompanhar, Arthur. – Scully disse assim que entrou e parou de rir. Nem olhou para Mulder ou Poirot. "Arthur?" Mulder pensou. Não conseguia acreditar no que via, naquele momento ele teve certeza de que monsieur Poirot estava certo, o capitão "Arthur" Hastings, estava mesmo querendo conquistar Scully. - Vamos, Scully. – Mulder chamou, não queria mais ficar ali, mas principalmente não queria que Scully ficasse perto do capt. Hastings – Já estava preocupado, temos que estar no local em que o pessoal da base vai nos encontrar. Scully assentiu, despediu-se de Poirot, que retribuiu polidamente, e depois do Capt. Hastings. Mulder, no entanto, despediu-se apenas de Poirot. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS "Quando Dana e o agente Mulder deixaram o recinto em que estávamos, Poirot dirigiu-me um olhar debochado, e falou: - Arthur?! Já estão tão íntimos assim? – Eu não respondi, apenas sorri, satisfeito pelo dia que passei. - Por que o agente Mulder foi Tão rude comigo? Fiz alguma coisa? - perguntei curioso. - Você está invadindo o território dele, mon ami. – Poirot respondeu-me ainda debochado. E devo confessar que naquele momento não havia entendido o que meu amigo queria dizer." XXX Mulder e Scully dirigiram-se ao local do encontro para ir à base, que era no aeroporto. No caminho, o silêncio era tediante, Mulder estava refletindo em como deveria falar tudo à Scully. Sabia que teria que falar, já que até um estranho já havia percebido seus sentimentos. - O que você e o monsieur Poirot conversaram, Mulder? – Scully interrompeu seu pensamento. - Hã?! – Mulder assustou-se com a pergunta, mas logo não mais hesitou em inventar uma resposta. – Foi sobre o caso, ele queria me alertar sobre alguns perigos, e falar mais sobre Mary Westmacott. Eles chegaram no local do encontro, e viram que as pessoas que os esperavam já estavam presentes. Mulder pôs seu braço carinhosamente em torno da cintura de Scully, assim como ela também o fez, para poderem andarem abraçados. Voltaram para a base, e foram para o quarto que dividiam, no dia seguinte Scully teria uma reunião com outros membros da equipe de cientistas. Ela aprontou-se e deitou na cama, e logo dormiu. Mulder estava sentado na saleta de estar, ainda pensando. Estar naquele quarto vivendo tão próximo de Scully o estava incomodando de certa maneira, ainda mais depois do que Poirot havia lhe dito, ele teria que tomar uma atitude, mas sabia que não estava pronto. Na manhã seguinte, Scully foi à sua reunião com o grupo de cientistas. Lá estavam presentes mais do que dez pessoas. A dra. Mary Westmacott disse a todos que estavam na sala: - Olá, doutores. Estamos aqui reunidos para justificar nossos gastos, pois nossa financiadora e um de nossos membros principais virão nos visitar. Scully assustou-se com a declaração de Mary, pois pensou na possibilidade do membro que ela estava falando ser o Canceroso. Mas seus temores logo cessaram quando uma japonesa e um homem negro adentraram a sala. Senhores, esses são Yoko Masashiro, o número cinco e nossa principal financiadora particular (já que os outros são em sua maioria os governos), e esse é Antonio Babatundi, nosso membro número quatro – Mary apresentou os dois – E eles vieram aqui para verificar nossos andamentos com os projetos, pois todos, exceto a dra. Agatha Mallowan que chegou aqui há apenas uma semana, sabem que temos pressa. A hora está chegando. Scully ouvia tudo atentamente para não perder nada do que seria dito naquela sala. Quase teve uma síncope quando Mary falou sobre os números quatro e cinco. Mas naquele dia não falaram nada de muito importante, apenas ficaram justificando e relatando tudo o que haviam feito. Dado o término da reunião, Scully logo se dirigiu ao quarto para relatar a descoberta ao parceiro. Ela entrou quase eufórica. - Mulder, estamos no caminho certo! - Como assim? – Mulder perguntou, erguendo os olhos do livro que estava lendo. - Hoje tive a certeza de que Os Cinco Grandes controlam esse lugar. – Scully acalmou-se – Sabe aquela reunião que eu tinha hoje? Pois é. Nela eu acabei conhecendo os números Quatro e Cinco. Como o senhor Poirot havia nos falado, o número cinco é uma japonesa, chamada Yoko Masashiro. E como a Dra. Westmacott disse quando eles entraram, o número Quatro é um africano de Angola chamado Antonio Babatundi. - Então só faltam os números Um e Três. – Mulder disse, muito interessado. - O Número Um talvez saibamos quem é, o Canceroso. - Então só faltaria descobrimos quem é o Número Três. - Bem, de qualquer maneira, você poderá conhecê-los hoje a noite. – Scully disse. XXX Na hora do jantar, que seria uma recepção em homenagem aos chefes que estavam em visita à base, todos já estavam no salão de refeições, e Mulder, ao lado de Scully, como se realmente fossem casados, observava tudo. Depois de algum tempo, pôde ver as pessoas que ela havia se referido. Mas sabia que não deveria tentar uma aproximação direta, afinal naquele lugar ele apenas era um leigo, o marido de uma das cientistas e não poderia demonstrar curiosidade. Tudo transcorreu bem, e os dois agiram como as outras pessoas deveriam esperar de Agatha e Max Mallowan. Voltaram para o quarto que dividiam e discutiram o caso por algum tempo, e Scully logo foi deitar-se. - Você não vai dormir, Mulder? – Scully perguntou, quando ele permaneceu na saleta de estar do quarto, comendo sementes de girassol. - Vou ficar aqui pensando no caso, Scully – Mulder afirmou, mas na verdade não agüentava mais estar tão próximo a ela, sem poder dizer o que sentia, já havia mais de uma semana que dormiam no mesmo quarto, e aquela situação já estava começando a incomodá-lo. Na verdade, ambos não estavam mais agüentando, mas tinham que se concentrar no caso. No dia seguinte, Scully partiu para o laboratório muito cedo, pois queria descobrir mais sobre as pesquisas, mas chegando lá teve uma enorme surpresa. Antes mesmo das pessoas começarem suas atividades, Mary Westmacott já estava concentrada em suas pesquisas, mas Scully percebeu que aquela não era a pesquisa habitual de Mary. Ela estava na sala de anti- contaminação, e com roupas de anti-contaminação. Mary não percebeu a entrada de Scully, já que só ouvia-se dentro do recinto que estava através de microfones. Scully ficou observando Mary por alguns minutos para ver se conseguia identificar o que ela estava fazendo. Mas Mary ergueu os olhos e viu Scully lá, a observando. - O que está fazendo aqui, Dra. Mallowan? – perguntou visivelmente irritada. - Oh, nada. Eu só vim buscar as anotações da minha pesquisa. – Scully disse pegando uma pasta e deixando o recinto em direção ao seu quarto. Chegando no quarto, ela encontrou Mulder saindo do banho, com apenas um toalha na cintura. Parou para olha-lo por alguns instantes, e quando viu que ele havia percebido, começou a falar o que inicialmente queria, e aproveitou para disfarçar. - Você não sabe o que eu vi hoje, Mulder. Mary Westmacott já estava no laboratório, trabalhando não nas pesquisas habituais, mas sim em uma em que precisava de uma roupa anti- contaminação. - E o que tem isso? – ele perguntou, sem se abalar. - Isso quer dizer que eles fazem mais aqui do que imaginávamos. Talvez algo muito grave, Mulder. Ela estava precisando de proteção especial, e estava sozinha, o que não deveria fazer parte da conduta padrão. - Então isso quer dizer que aqui tem mais alguma coisa do que a simples organização dos Cinco Grandes? Durante o resto da semana, Scully tentou descobrir mais sobre a outra pesquisa feita por Mary. Mas como não podia perguntar abertamente, não descobriu muita coisa. Mulder, porém, conversou com muitas pessoas, assim como Poirot havia lhe sugerido, e descobriu, através da esposa de um dos assistentes de Mary, que ela constantemente dispensava os assistentes para fazer uma pesquisa sobre a qual ninguém sabia nada. Os outros dois membros da organização principal foram embora do local dois dias depois de terem chegado, ficaram apenas para supervisionar os trabalhos naqueles dias. Mas pelo menos, Mulder e Scully ficaram sabendo quem eles eram, cumprindo sua missão no momento, tendo apenas que descobrir quem eram os números Um e Três. No sábado, novamente, os cientistas saíram da base, mas desta vez para passarem o fim de semana todo fora. Assim que chegaram em Santa Fé, Mulder e Scully foram encontrar Poirot. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS Eu esperei ansiosamente a chegada do fim de semana, para assim eu novamente ver Dana. Meu amigo Poirot me censurou várias vezes durante a semana por perceber a minha ansiedade, mas eu não dei atenção aos seus comentários, e quando chegou o sábado pela manhã, logo eu fui para os aposentos de meu amigo para esperar a chegada dos dois agentes. Nessa semana, Poirot e eu investigamos algumas coisas que nosso amigo Japp e o Dir. Assistente Skinner nos enviaram a respeito de alguns documentos a respeito dos Cinco Grandes. E com esses documentos, Poirot, como ele mesmo disse, usando suas "pequeninas células cinzentas" deduziu que o número Três era um homem chamado Strulgold. Quando Dana e o agente Mulder chegaram, já estávamos com os documentos preparados para que eles vissem. Assim que vi Dana entrar pela porta, não consegui segurar um sorriso. Mas tive que me conter sob os olhares contrariados do agente Mulder, que parecia nunca estar satisfeito com a minha presença. Discutimos o assunto a respeito do que descobrimos, tanto eles quanto Poirot. Eh bien, então descobrimos as identidades de quase todos os membros da organização! – Poirot falou alisando os bigodes. - Sim, monsieur Poirot. – Dana disse – Apenas falta o número Um. Mas o que me intriga no momento é que tipo de pesquisas a Dra. Westmacott tem feito sem que ninguém saiba. – ela disse em um tom de voz firme, e eu fiquei mais admirado ainda com a personalidade dela. Quando encerramos nossa conversa, os dois agentes ameaçaram sair, e ir para os quartos que iriam ficar naquele dia, afinal só voltariam para o laboratório no dia seguinte. Mas eu impedi Dana de sair. - Posso falar com você, Dana? – perguntei antes que ela saísse. Ela confirmou com a cabeça, e nós saímos juntos do quarto de Poirot, e fomos para o salão de chá do hotel, onde ficamos conversando. Conversamos sobre várias coisas, que não estivesse relacionado com a tal organização. Percebi que Dana também queria esquecer tal coisa por alguns instantes, assim como eu. Cada vez mais eu gostaria de me declarar a ela, mas não tinha coragem, FALTA XXX Poirot percebeu a expressão contrariada de Mulder quando Scully saiu acompanhando o capitão Hastings. - Eh bien, agente Mulder. – ele falou, após tossir para chamar a atenção – Você já falou sobre aquele assunto com a mademoiselle Scully? Mulder negou com a cabeça. - Você deveria falar, mon ami. Viu que Hastings tem interesse por ela, não é? - Eu sei, monsieur Poirot. Mas... – Mulder não sabia o que dizer. Na verdade não conseguia explicar seus motivos para Hercule Poirot. - Você tem medo, non? – Poirot disse, tirando uma poeira imaginária de seu casaco. – Mas seria pior que ela ficasse com mon ami Hastings, não é? – ele viu Mulder assentir, e continuou – Então fale para ela. – Poirot foi incisivo. Logo depois, Mulder deixou o quarto de Poirot, e foi em direção ao quarto em que iria ficar, mas no corredor, cruzou com Hastings e Scully. E foi quando decidiu falar tudo para ela, afinal segundo Poirot, Hastings tinha "impulsos românticos" por jovens ruivas. E Mulder não estava disposto a perder Scully para aquele capitão da marinha inglesa. Mas ele não tinha idéia de como fazer, e decidiu que durante o caso não seria um bom momento. Teriam que voltar para o disfarce que usavam, e seria mais fácil se continuassem como estavam. DIA SEGUINTE Durante o jantar, Mulder e Scully sentaram-se em uma mesa no canto do refeitório, e Mary Westmacott aproximou-se interrompendo a conversa dos dois. - Max, Agatha. – ela falou em saudação – Há tempos que não temos tempo de conversar. Posso interromper? – como os dois assentiram, ela continuou – Eu gostaria de avisar que eu precisava ver como andam suas pesquisas, doutora. Daqui há uma semana haverá uma reunião muito importante com os membros da nossa organização e eu preciso estar a par de tudo o que acontece aqui. - Scully assentiu, dissimulando seu nervosismo. - Quando a doutora quiser, estou a disposição. – respondeu formalmente – Posso perguntar sobre o quê é essa reunião? - A reunião é apenas com os membros principais, doutora. Não será necessária a sua presença, mas todos os chefes de nossa organização estarão presentes. Reuniremos todos Os Cinco Grandes. Mulder e Scully esconderam seu assombro o máximo que puderam. Tinham que pensar em algo para não serem descobertos. - E quando vai ser isso, Mary? – Mulder perguntou. - Eles virão antes do fim da semana. – ela falou já pronta para afastar-se – Eu passo no seu laboratório amanhã pela manhã, Dra. Mallowan. - O que vamos fazer, Mulder? – Scully falou, assim que verificou que ela não estava mais por perto. – E as pesquisas? Eu não sou pesquisadora! Eu não tenho o que apresentar a Dra. Westmacott. - Apresente o que Agatha tinha feito. Ela ainda não tinha visto nada mesmo. – Mulder falou, tentando tranqüilizá-la. – E eu acho que nós temos que ficar aqui para ver se o Número Um é mesmo o Canceroso. - Claro que não, Mulder! Você quer morrer? Eu nem sei porque aceitamos esse caso... – eles falavam tentando disfarçar aos olhos de estranhos. – Nós temos que arrumar uma maneira para sairmos daqui antes do fim de semana. - Mas eu gostaria de descobrir o que fazem aqui. – ele retrucou – Não descobrimos ainda que pesquisa era aquela que Mary estava fazendo quando você entrou no laboratório. - O que adianta descobrirmos se morrermos? Temos que sair daqui, pelo menos durante os dias que os outros membros estarão. Depois poderemos regressar... - O que podemos inventar? – ele falou, concordando com o que ela tinha falado. - Podemos dizer que você tem uma expedição que não pode adiar. – ela falou pensativa – Que você recebeu um telefonema, e a proposta era irrecusável. - Tudo bem, mas e quanto a você? Somente eu teria que sair, e também tardaria para voltar. E eu não posso deixar você aqui sozinha. Vamos fazer o seguinte: amanhã você apresenta as pesquisas para Mary, e já fala com ela a respeito da minha expedição. Diz que gostaria de me acompanhar até Santa Fé para nos despedirmos. Diz que gostaria de permanecer por lá para me ajudar a resolver alguns assuntos, por uns dois dias. Saímos daqui antes que eles cheguem. - Se ela recusar? – Scully perguntou. - Você insiste. Diz que antes de vir para cá, a sua condição foi que eu pudesse vir junto, não é? Lembra-se do que aquele homem falou no primeiro dia aqui? Scully assentiu, concordando com o plano. XXX No dia seguinte, Mary Westmacott compareceu ao laboratório, e Scully expôs as pesquisas que Agatha vinha realizando. Pensou conseguir ter êxito. - Tudo bem, Agatha. _ Mary falou assim que Scully acabou de falar – Mas eu pensei que suas pesquisas já estivessem mais adiantadas. - É que eu trabalho mais com teorias. – Scully explicou, disfarçando – Muito do que faço ainda não pode ser comprovado na prática. - Entendo. Mas eu tenho certeza da sua capacidade, por isso a indiquei para o cargo. - Dra. Westmacoot, eu gostaria de pedir uma licença de uns três dias. Max recebeu uma proposta para uma expedição no México e eu gostaria de acompanhá-lo nos preparativos finais. – Scully falou, aproveitando a oportunidade – Gostaria de partir amanhã a noite, a expedição partirá na sexta, mas Max gosta de antecedência. - Pode ir. Retorna na sexta sem o Max? – Mary concordou – Que tipo de expedição ele irá fazer? Eu me interesso muito por arqueologia. Aliás, nessa reunião que teremos na quinta vou trazer a baila o assunto de introduzirmos arqueólogos na nossa organização. - Astecas. – Scully pensou rápido – Max irá para umas ruínas astecas. - Peça a Archibald para levá-los amanhã a noite. – Mary falou saindo. XXX No dia seguinte, Mulder e Scully saíram conduzidos por Archibald para Santa Fé. Logo que chegaram lá, foram para o hotel preparar o que fazer, junto com Poirot. NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS Poirot e eu havíamos acabado de jantar, e estávamos caminhando pelo hotel, quando nos surpreendemos, vimos a chegada de Dana e do Sr. Mulder ao hotel, munidos de algumas malas. - Mon Dieu! – meu amigo exclamou ao vê-los – O que aconteceu? - Tivemos que sair de lá por uns dias, monsieur Poirot. – o agente Mulder falou – E eu não poderei retornar por algum tempo. Marcaram uma reunião com todos os membros, e tínhamos certeza de que seriamos desmascarados se permanecêssemos por lá. - Por que não poderá retornar? – eu perguntei. - Eu inventei para a Dra. Westmacott que o Max partiria em uma expedição sobre ruínas astecas. – Dana disse – Nós não podíamos ficar lá. Seríamos reconhecidos. Mas eu posso retornar sexta-feira. Porém no dia seguinte à chegada dos agentes ao nosso hotel, recebemos uma ligação vinda de Washington. O inspetor Japp informou meu amigo que havia acontecido algo. A polícia americana havia sido informada que havia dois corpos nas instalações, e que o restante dos cientistas não estavam mais lá. Poirot nos informou tudo aquilo, inconformado. Porém a notícia pareceu não abalar tanto aos dois agentes do FBI. Eles telefonaram ao seu superior para interar-se melhor sobre o acontecido, e depois discutiram o assunto com meu amigo. - Eu não acredito! – Poirot exclamou – Como encontraram corpos? Do que morreram? Eu preciso investigar estas mortes! - Eu acredito que foi um acidente nas pesquisas, monsieur Poirot. – Dana falou, serena. – Já tinha mencionado que vi que a Dra. Westmacott estava envolvida com algumas pesquisas que não sabemos do que se tratava. - Eles vão limpar tudo antes que possa fazer qualquer investigação. – O agente Mulder disse, um pouco irritado. - Então é isso? Acham que devemos nos conformar? – Poirot falou, incrédulo – Hercule Poirot nunca deixa um caso sem solução. Eu vou continuar as investigações. – meu amigo disse, decidido com o seu tom peculiar de superioridade. - Essa é uma organização muito poderosa, e eu acredito que um homem só não pode vence- los, senhor Poirot. – Dana disse, tentando persuadir o belga. MESMO DIA LOCAL DESCONHECIDO Quatro pessoas estavam reunidas em uma sala. Um americano que fumava seu cigarro sem parar, uma japonesa, um africano e um Europeu. - Foi uma perda terrível a morte de nosso número Dois. – o fumante disse, após uma baforada. - Ela estava se arriscando muito com a pesquisa, e ela foi imprudente em agir sozinha. Queria todos os méritos para ela, sem nos informar do que fazia. – a japonesa disse. - Sim, aquelas pesquisas não eram para ser feitas. De certo modo ela nos traiu. Mas era uma parte importante na nossa organização. Mais uma dos Cinco Grandes. – o africano disse. - Vamos manter nossa organização. Temos muitos cientistas, e a perda de Mary não é irreparável. Agora deixamos de ser Os Cinco Grandes para passarmos a ser Os Quatro Grandes. Vamos continuar com nossos objetivos. – o fumante disse tragando profundamente. XXX NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS Os agentes foram chamados de volta a Washington pelo Diretor Skinner, mas Poirot insistiu que deveríamos permanecer mais alguns dias e verificar se conseguiríamos saber de mais alguma coisa. E mesmo contrariando seu estilo, meu amigo saiu em um trabalho com mais "ação", fomos à base dos laboratórios ver o que tinha acontecido, mas não descobrimos nada. Poirot ficou indignado, não admitia que seu ego fosse maculado pelo acontecido. - Eu não vou desistir, mon ami. – disse-me assim que voltamos para o hotel – Vamos regressar para a Inglaterra, pois acredito que não há mais nada a se fazer aqui. Mas Hercule Poirot não vai descansar enquanto não desvendar e desmascarar essa organização. XXX TRÊS DIAS DEPOIS Eu estava decidido a declarar meu amor a Dana antes de regressar a Inglaterra acompanhando meu amigo Poirot. Sabia que nunca poderia pedir a ela que me acompanhasse, afinal ela é uma mulher independente e tem sua própria carreira, mas eu não estava disposto a voltar para o meu país sem antes contar tudo a ela. Portanto no dia anterior ao meu embarque, eu despintei meu amigo Poirot, pois se ele soubesse iria me persuadir ao contrário, e fui à sede do FBI conversar com ela. Chegando lá, bati na porta da sala que ela dividia com o agente Mulder. E a encontrei sozinha. Sorri, e recebi um sorriso como retribuição. - Olá, Dana. – falei, tentando esconder meu nervosismo – Está muito ocupada, ou posso conversar com você? - Olá, Arthur. Não estou ocupada, Mulder foi buscar alguns papéis, e eu estou apenas esperando. O quer falar comigo? – ela falou, me indicando a cadeira a frente da mesa para que eu sentasse. - Poirot e eu regressamos a Inglaterra amanhã, e antes de ir eu precisava falar algo para você. - O monsieur Poirot me informou, e eu iria passar no hotel de vocês hoje a noite para me despedir. Foi realmente muito bom trabalhar com vocês dois. É uma pena que não conseguimos desmascarar a organização... – ela falou, pensativa. - Não se preocupe, Poirot ainda não desistiu. Ele nunca desiste, pois diz que ninguém pode vencer Hercule Poirot. – eu falei tentando animá-la. Dana sorriu, e eu criei coragem para dizer o que tinha me levado a aquele lugar. - Eu gostei muito de te conhecer, Dana. Foi a melhor coisa que me aconteceu... – eu falei, e percebi uma expressão de espanto em sua face – Na verdade eu acho que me apaixonei por você. – Dana tentou me interromper, mas eu a impedi – Eu sei que vou voltar para o meu país, e que não posso pedir que me acompanhe, mas eu poderia ficar se você quisesse. Eu sou um capitão reformado e... - Arthur, por favor... – ela falou um pouco triste, e eu entendi que ela nunca iria me pedir o que eu imaginava – Me desculpe, mas eu não posso... e gostaria de te explicar... Durante esse caso eu entendi uma coisa, uma coisa que eu sempre tentei esconder de mim mesma, me enganar. Eu tinha percebido seu interesse por mim, e por um momento pensei ser recíproco, mas entendi que não poderia, que por mais que eu não quisesse admitir para mim mesma eu amo Mulder. Foi muito difícil, mas eu admiti o amor que eu sinto por ele e agora eu só preciso criar coragem e dizer isso a ele, mas eu acho que não vai ser tão difícil, pois o mais difícil eu consegui, dizer para mim. – ela falou tudo isso com a voz um tanto emocionada, e eu percebi que tudo o que ela dizia era a mais pura verdade. Como um bom inglês, eu decidi não me alterar e manter minha frieza, e assenti mostrando compreensão. Consegui esboçar um sorriso, e falar. - Poirot já tinha me dito isso. E acho que ele está certo quando diz que Hercule Poirot nunca se engana. – esbocei um sorriso e me despedi - Adeus, Dana. Eu apenas tinha que dizer isso. - Adeus, Arthur. – ela falo, levantado-se da cadeira, e vindo em minha direção para um abraço. Assim que nos separamos, eu saí da sala, deixando-a para trás. Quando deixei a sala, e ingressei no corredor que levava ao elevador, me deparei com o agente Mulder. Pela primeira vez desde que nos conhecemos ele foi cortês comigo. Ofereceu- me a mão em cumprimento, e falou. - Adeus, capitão Hastings. Espero sinceramente que você e o monsieur Poirot consigam o que querem com o retorno a Inglaterra. Eu agradeci e me despedi, entrando em seguida no elevador. XXX Após ver o capitão entrar no elevador, Mulder ficou indeciso se deveria entrar na sala logo em seguida de ter ouvido as palavras de Scully ao capitão Hastings. Não queria que ela pensasse que ela o estava espionando, pois ele ouviu a conversa por acaso, quando ia entrar na sala, mas parou, ouvindo que ela tinha companhia. Antes que pudesse decidir se entrava ou não, Scully saiu da sala quase esbarrando nele. Ela fez uma expressão de assombro, imaginando há quanto tempo ele estaria ali. - Há quanto tempo você está aí, Mulder? – ela perguntou, um pouco irritada. - Eu encontrei com o capitão Hastings. – ele falou, desviando o olhar – O que você disse a ele era verdade? - Você ouviu tudo? – ela perguntou sobressaltada. Mulder assentiu esperando a resposta. Scully tinha dito ao capitão que a única coisa que deveria fazer era contar o que sentia a Mulder. E sabia que não seria tão difícil como admitir para si mesma. - Sim. É verdade. Eu descobri muita coisa nesse caso, convivendo com ele. Eu bem que tentei, mas acho que não posso mais mentir para mim mesma. Eu sou apaixonada por você. – Scully disse, sem se abalar. Estava decidida. - Por que nunca me disse? – Mulder perguntou, sorrindo. - Porque eu não admitia. Agora que eu admiti, não foi muito difícil falar. - Eu sei. Admitir para si mesmo que não vê sua melhor amiga apenas como amiga. Que ficar com ela apenas no trabalho já não basta mais, quer ficar todo o tempo, e por isso arruma pretextos para mantê-la mais tempo no serviço. Não quer que ela tenha outros amigos para não correr o risco de ter que dividir seu tempo com ela... Você tenta se enganar dizendo que é normal, apenas amizade. Mas vai vendo que a deseja como mulher. - Ah. É exatamente assim mesmo! – ela falou sorrindo, aliviada – Mas eu admiti. Fiz a minha parte, o resto não depende mais de mim. - Eu também admiti. Eu sou apaixonado por você. Os dois se aproximaram para um beijo. NARRAÇÃO FEITA PELO CAPITÃO HASTINGS Depois de dois meses que Poirot e eu voltamos para a Inglaterra, meu amigo ainda permanecia procurando indícios da Organização, ele não desistia. Um dia, acabávamos de tomar nosso desjejum no apartamento impecavelmente ordenado de Poirot, quando o criado de confiança George trouxe-nos uma carta dirigida a nós dois. Ele olhou o remetente, e me dirigiu um olhar debochado. - Fox Mulder e Dana Scully, de Washington D.C. Será um convite de casamento? – ele disse, zombeteiro enquanto abria a carta. Depois a leu em voz alta – "Monsieur Poirot e Capitão Hastings. Pedimos sinceras desculpas por não comparecer ao aeroporto para nos despedirmos, e por isso enviamos esta carta. Continuamos com nossas investigações habituais quanto ao Sindicato, e em se descobrirmos algo informamos aos senhores. Foi um prazer trabalhar com vocês." – ele abaixou a vista da carta, e olhou para mim, ainda divertido – Ah, que pena! Pensei que fosse receber mais uma daquelas cartas com participação do casamento. Mas espere, tem mais escrito. "Sabemos que o monsieur Poirot conseguirá ter êxito se continuar investigando, pois pudemos comprovar que Hercule Poirot nunca se engana. Não se enganou quanto a nós dois. Assinado Fox Mulder e Dana Scully." - Eu já sabia disso, Poirot. – disse, mantendo a compostura – Ela me disse que o amava quando eu fui me despedir. - Então eles ficaram juntos. – Poirot disse alisando os bigodes – Eu disse, mon ami. Eu disse... FIM Gostaria de agradecer a todos que leram até aqui. Obrigada pela paciência. Sei que estava longo, mas foi o fan fiction que eu levei mais tempo escrevendo, comecei em maio [já tinha até desistido, mas persisti]. Feedback por favor!!! Seria muito importante para mim, pois foi o mais trabalhoso que eu já tive! Muitas coisas aqui, eu usei o estilo de Agatha Christie, não se esqueçam que ela morreu no início da década de 70, por isso algumas coisas são antiquadas, como a carta do final, por exemplo. Gostaria de agradecer minha amiga Giselle que foi quem me deu a idéia inicial para esta fic. E também a minha amiga Luli que leu antes que eu terminasse e me incentivou a continuar quando eu estava pensando em desistir. Obrigada, meninas! XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Nesse Fan fiction eu usei vários dados da vida de Agatha Christie para dar nomes aos personagens. Aqui vai: Archibald: nome do primeiro marido de Agatha, ele quem lhe "deu" o sobrenome Christie. Max Mallowan: nome do segundo marido de Agatha. Era arqueólogo. Em alguns livros da escritora, o Copyright está como Agatha Christie Mallowan. Mary Westmacott: pseudônimo usado por Agatha Christie na publicação de romances não- policiais. Não contém mortes, mas li um deles [Retrato] e adorei. Pretendo ler os outros. Miller: sobrenome de solteira da escritora. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 32