Título: Origin - Parte 2 Autora: Kessia Nina (shipperx@gmx.net) Disclaimer: Os Arquivos X e seus personagens pertecem a Chris Carter, Fox Network e outros (os quais não lembro agora) Se eles pertencessem a mim, eu nunca iria trazer Diana Fowley para a história!!! Spoilers: Biogenesis Categoria: MSR (Mulder and Scully romance), Friendship Todas as minhas histórias constam no meu site: http://go.to/shipperx/ Resumo da história: Continuação de Origin - Parte 1, consequentemente de Biogenesis também!!! ------XXX------- Os dois estavam abraçados há uns 10 minutos quando ouviram gritos no aeroporto. "Estão atrás de mim. Temos que sair logo daqui, Scully." "Eu sei." Mulder abriu a sacola que carregava e retirou duas perucas de dentro dela. "Se quisermos sair com vida, teremos que usar essas perucas. Temos que sair agitados, por causa do barulho, e como se estivéssemos aqui namorando ou algo assim, entendeu?" "Entendi." Era óbvio que ela entendera o recado. Aquilo era muito perigoso. Provavelmente estavam atrás dele, visto que havia fugido do hospital, pelo menos era o que ela pensava. Não haviam dito uma palavra sequer desde o reencontro. Tudo o que Scully queria fazer era abraçar com todo carinho seu parceiro. Ao ver Scully com uma peruca de cabelo preto e longo, Mulder sorriu. "O quê?" "Nunca vi você com os cabelos escuros." "Está feio?" "Claro que não. Só está diferente." Mulder abraçou Scully, que sentiu um frio na espinha ao sentir seu corpo perto do seu, e saíram com caras de medo da sala onde se encontraram. Havia diversos agentes do FBI no aeroporto e Scully conseguiu ver um cartaz que seguravam, nele continha a foto de Mulder e dela própria. Mas mais uma vez, conseguiram chegar ao estacionamento sem maiores problemas. "É muito bom te ver, Mulder." Ela estava radiante por estar ao lado do seu parceiro. "Eu também estou muito feliz em te ver, Scully." O sorriso dele dizia que era realmente aquilo que estava sentindo. Nada mais importava, ele estava com sua parceira e amiga agora. "Você está bem?" Ela pegou em sua testa. "Esta com febre. Precisa descansar. Vamos parar em um motel na estrada, tudo bem?" Ele concordou com a cabeça somente. Sabia que ela estava realmente preocupada e também sabia que iria querer parar numa farmácia. "Vamos parar numa farmácia, Mulder." "Eu literalmente sabia que você ia dizer isso." "Você ainda consegue sentir e ouvir as coisas, Mulder?" Com um olhar de espanto e surpresa, ele perguntou: "Você acredita em mim, Scully?" "Acredito, Mulder. Mas não acredito que você não tenha confiado em mim antes. Não acredito que você pensou que eu não fosse te ajudar." O olhar dele ficou triste. Realmente ele não havia feito a coisa certa ao permitir que Diana Fowley ficasse em sua casa. Ele se sentia culpado por isso e não se perdoava por ter feito Scully sofrer daquele jeito. "Me desculpe. Eu não sabia o que fazer. Você parecia tão certa de que aquilo não era verdade que não tive coragem de ligar pra você." "Mulder, eu vou te falar mais uma vez. Eu não me arriscaria por ninguém nesse mundo a não ser por você. E foi exatamente o que fiz." "Eu sei, Scully. Mas desejo do fundo do meu coração que você me perdoe. Você estava certa desde o início a respeito da Diana. Ela é uma traidora." "O que aconteceu, Mulder? Eu preciso saber de tudo para que possa te curar." "No dia em que saímos do FBI, quando você me mandou ir pra casa descansar, eu fui à Universidade Americana, atrás daquele cientista assassino. Chegando lá, comecei a ouvir o barulho, mas dessa vez estava muito mais forte que das outras, então eu desmaiei." Por um momento Scully esqueceu que ele estava falando e começou a prestar atenção em outras coisas, ele estava lindo, com aquela peruca desalinhada. Ele estava abatido, mas ainda bonito como sempre foi. "O que foi? Está tão feio assim?" "Não, me desculpe. Estava só te olhando. Estava com saudades, Mulder." "Eu também, Scully." Ele olhou pra ela e pegou em sua mão nesse momento. Ela sentiu um calafrio, mas gostou daquele toque. Ela estava em casa agora, estava com Mulder. "Me desculpe. Continue." "Praticamente assim que cheguei ao hospital, senti sua presença. Cheguei a gritar seu nome, mas você não apareceu. Mas eu tinha certeza que você estava lá." "Eu estava, mas Skinner e Fowley não me deixaram vê-lo. Foi então que percebi que você estava completamente certo a respeito do Skinner estar mentindo. Quanto a Diana, eu já sabia que ela era mentirosa." "Eu devia ter ouvido você desde o início. Enfim, ainda fiquei um bom tempo no hospital. Até que um dia, Skinner deixou a porta aberta para que eu saísse. Se eu não estivesse com esse poder de ouvir as pessoas, pensaria que era um plano, mas percebi que não. Ele estava sendo honesto. Ele queria me libertar por que sabia que só você poderia me salvar. E se eu não fosse solto, você nunca iria poder fazê-lo. Descobri também quem colocou aquela doença nele, Krycek." Scully não podia acreditar naquilo. Como alguém colocaria alguma coisa em outra pessoa daquele modo. Uma doença que nunca havia sido relatada. Percebendo a surpresa de Scully, Mulder trata logo de explicar: "Krycek queria alguém para lhe dar informações a respeito dos Arquivos X. E essa foi a única maneira que ele encontrou. Skinner ficou com medo de que algo acontecesse com ele e conosco e não nos contou nada. Acabou que aconteceu o pior. Enfim, eu consegui fugir. Do lado de fora, ele havia deixado essa bolsa com essas duas perucas. Já sabia que você estava chegando da África." "Mas o avião chegou meia hora mais cedo. Como sabia?" "Eu pude sentir que você estava vindo. Então fui ao aeroporto te encontrar e te proteger." Ela se sentiu muito especial. Mesmo doente, Mulder foi ao encontro dela ao saber que corria perigo. "Chegamos." Era um motel barato, mas muito confortável. Mesmo tendo diversos quartos livres, Scully decidiu dormir no mesmo de Mulder. Não havia tempo, nem segurança suficientes para que ficassem em quartos separados. Para surpresa de Scully, Mulder nem pestanejou ao saber. ------XXX------- "Temos que achar os dois de qualquer jeito." "Gostaria de saber quem deixou que ele escapasse. Ele não está em condições de sobreviver nas ruas." "E quanto à Scully? Onde ela está? Como nossos homens não conseguiram achá- la no aeroporto? Será que ela não veio no vôo?" "Se não veio, pelo menos seu nome estava lá." Skinner estava nervoso, mas não podia deixar transparecer. Qualquer sinal de fraqueza era o sinal do seu fim. "Vamos novamente ao aeroporto checar todas as chegadas e saídas. Qualquer sinal dos dois, tragam-nos para cá." O Canceroso disse com raiva. Ele estava realmente com ódio de ter perdido os dois. Eles eram a chave de tudo e Scully agora sabia de toda a verdade. ------XXX------- "Tenho que tomar um banho, Mulder. Estou muito cansada e preciso dar uma relaxada." "Tudo bem. Por enquanto não há nada de anormal. Não estou ouvindo nada." Ela acenou com a cabeça e entrou no banheiro. Quando foi trancar a porta, viu que não havia como, não havia fechadura nenhuma. De início ela se preocupou com esse detalhe, mas havia tantas coisas mais urgentes a pensar que ela não se importou, tirou a roupa e ligou o chuveiro. "Bem que ele poderia entrar aqui para tomarmos banho juntos." Pensou Scully. Mas logo se repreendeu por esse pensamento. De onde ele viera? Mulder era apenas seu parceiro e mais nada. "Meu Deus, estou delirando. Mas bem que podia se tornar realidade." Continuou pensando. "Ele podia entrar aqui já nu enquanto eu estivesse de costas. Então beijaria minhas costas e me abraçaria. Diria então que me ama." Ela começou a rir desse pensamento idiota que teve. Mas até que era bom imaginar as coisas. "De vez em quando precisamos sair de onde realmente vivemos para um lugar mais bonito, sem tantas mentiras e violências." Da sala Mulder pôde ouvir tudo e riu consigo mesmo dos pensamentos de sua parceira. Era ótimo que ela pensasse assim dele e quisesse fazer aquilo com ele. Era o que Mulder esperava fazia muito tempo. Bastava que ela lhe desse sinal verde. Ele tomou esse pensamento como sinal verde e tirou sua roupa. Estava mais magro do que esperava e por um instante ficou embaraçado de ter que ficar sem roupa na frente de Scully. Queria que ela visse seus músculos como eles eram antigamente. "Ah! Vou lá assim mesmo. Se ela realmente gosta de mim, o que eu sinto e sei que é verdade, ela não vai se importar." Ele esperou ela estar de costas para entrar, exatamente do mesmo jeito que ela imaginou, do jeito que ela queria. ------XXX------- Scully sentiu um vento frio vindo das suas costas e logo em seguida sentiu um beijo nelas. Algo totalmente inesperado que a fez se arrepiar dos pés à cabeça. Era Mulder. Ele a abraçara e a puxara para que ela se virasse de frente para ele. Foi quando ela "sentiu" que ele estava nu também. A vergonha foi enorme, mas ela não queria saber de senti-la. Nesse momento ela se tocou que ele fizera exatamente como ela havia imaginado, ou seja, ele ouvira tudo o que ela pensara. "Você ouviu..." Ela ficou vermelha só de imaginar ele ouvindo seus pensamentos mais profundos. "Foi sem querer... Seu pensamento estava muito alto, Scully." Ele a beijou. Scully quase não conseguia ficar em pé de tanta tensão e emoção por estar efetivamente beijando seu objeto do desejo. Mas ela não podia mais ficar pensando tanto, ele poderia ouvi-la. "Não tem problema eu te ouvir enquanto você estiver pensando desse modo a meu respeito, Scully." Mulder estava muito feliz com aquela situação. Ele esperava que isso acontecesse há muito tempo. Poder sentir sua pele junto à dela. Poder abraçá- la, beijá-la, sentir seu corpo. Scully, por sua vez, não acreditava que aquilo estivesse acontecendo. Era muito bom poder sentir os músculos de Mulder envolta do seu corpo. Sentir sua respiração, sentir que ele estava realmente ali com ela. "Há muito tempo espero por isso, Mulder." Ela quase não conseguia falar de tanta excitação. "Eu também." "Sério? Não acredito. Por que não falou antes?" "Mas eu falei, você, pra variar, não acreditou." "Me desculpe." Scully desligou o chuveiro e somente com gestos chamou Mulder para o quarto. Quando ela virou-se para trás, viu que ele estava sentindo dores. "O que foi, Mulder?" Ele quase não conseguia falar. Era o ruído novamente. "Eu não sei. Começou de repente. Acho que temos que ir embora." O telefone tocou nesse momento. "Scully. Quem está falando?" "Byers?" "O que aconteceu? Por que não foram ao aeroporto me buscar?" Após um longo período em silêncio, ela finalmente falou: "Estamos de saída." "O que foi?" Mulder ainda estava com dor, mas estava também muito preocupado. "Querem que nos entreguemos. Já sabem onde estamos. Estão vindo pra cá. Acho que é o meu chip que permite-os rastrear-nos." Com o velho sarcasmo, Mulder disse: "Logo agora que a história estava ficando boa...." Scully riu e gostou de saber que o seu parceiro ainda sabia brincar e estava contente de estar com ela. Ao perceber que ainda estavam nus, Scully sugeriu. "É bom nos vestirmos imediatamente." "Por mim está tudo bem se você ficar assim." Os dois se vestiram logo e estavam pegando as sacolas quando ouviram barulhos de carros na estrada. "Por aqui." Mulder pegou na mão de Scully, saiu do quarto e conseguiu entrar no carro, mas já era tarde demais. Os dois haviam sido encontrados. Seu carro fora cercado e não havia como fugir. "Não acreditavam que iriam muito longe, não é, Agentes Mulder e Scully?" Disse o Canceroso, tendo ao seu lado, Diana Fowley. ------XXX------- Fim da Parte 2 de Origin E aí??? Era para essa história terminar por aqui mesmo, mas não resisti e já estou com outras idéias. Espero que vocês gostem dessa história e leiam a próxima (ou será "as próximas"?) e as outras a respeito de outros assuntos de AX. Sua opinião, envie para: shipperx@gmx.net