Título: Origin (Parte 1) Autora: Kessia Nina (shipperx@gmx.net) Disclaimer: Os Arquivos X e seus personagens pertecem a Chris Carter, Fox Network e outros (os quais não lembro agora) Se eles pertencessem a mim, eu nunca iria trazer Diana Fowley para a história!!! Spoilers: Biogenesis Categoria: MSR (Mulder and Scully romance), Friendship Todas as minhas histórias constam no meu site: http://go.to/shipperx/ Resumo da história: Continuação de Biogenesis!!! -----XXX------- Ele ainda estava perturbado. Não se lembrava do que havia acontecido, só queria ver sua parceira. Gritava pelo nome dela o tempo todo e não via nenhum sinal. Não acreditava que ela não estava ali para vê- lo. Será que ela estava com medo de se encontrar com ele daquele jeito? Era melhor que se acalmasse então. Ele havia sentido a presença dela há alguns dias e não havia entendido por quê ela não fora vê-lo. Além do mais, aquela roupa era horrível. Era um vestidinho. Ele que sempre vestira-se tão arrumado, na maior parte das vezes de terno e gravata. Ele realmente queria sair dali. Não agüentava mais e não se lembrava de como havia chegado naquele lugar, ao acordar já estava lá. Não havia visto ninguém até aquele momento até que a pequena janela por onde entrava sua comida se abriu. "Mulder, você está bem?" Era Diana Fowley. "O que estou fazendo aqui?" Ele estava com raiva, mas aliviado de ser sua "colega" quem estava ali. "Você me ligou há alguns dias pedindo socorro. Então levei você para sua casa, mas chegando lá você começou a agir estranhamente. Então trouxe você para cá." Ele sentia que algo estava errado, havia alguma coisa na voz dela que parecia não estar dizendo a verdade. Novamente ele sentiu aquele estranho barulho no ouvido, que havia sentido há alguns dias. "E a Scully?" "Ela não quis ver você. Chamei-a até aqui, mas ela disse que havia coisas mais importantes a fazer." Mulder, obviamente, percebeu que ela estava mentindo. Mesmo que ele não pudesse ouvir claramente as coisas, ele sabia que aquilo não era verdade. Scully nunca o abandonaria numa hora como essas. Talvez estivessem evitando que ela o visse. Havia algo muito estranho acontecendo ali. "Não acredito em você. Scully nunca me deixaria aqui." "Você é quem sabe. Por que confiar numa pessoa que não acredita em você? Que não acredita na sua crença?" "Eu vou dizer mais uma vez para você. A Scully é uma cientista. Ela precisa de provas para acreditar em alguma coisa. Além do mais, foi a ciência dela que já nos salvou de todas as situações de perigo em que nos encontramos. Outra coisa, não é que ela não acredite em mim. Ela simplesmente vai atrás de um tipo científico de prova para acreditar naquilo que eu já acreditei simplesmente vendo ou ouvindo. Ela já nos salvou de inúmeras situações e é por isso que eu não acredito que ela não quis vir me ver." Mulder realmente acreditava no que havia dito e queria saber o verdadeiro motivo de sua parceira não ter ido vê-lo ou buscá-lo. "Vejo que você ainda está perturbado. Vou embora." "Não!!! Não me deixe aqui, Diana." Ele gritou em vão. Ela já havia fechado a janela e ido embora. -----XXX------- Scully estava ainda na Costa do Marfim na África. Ela estava comandando uma equipe de escavação. Eles estavam tentando retirar a suposta nave encontrada naquela praia. Ela estava disposta a encontrar resposta e principalmente a encontrar a cura para seu parceiro. Não deixaram-na vê-lo na clínica. Claramente havia alguma coisa estranha em todo aquele caso e obviamente ela acreditava em seu parceiro. Por isso ela logo percebeu que Skinner e Fowley estavam mentindo. Ou seja, agora estava sozinha na luta. Não havia ninguém em quem pudesse confiar. Percebendo que eles não iriam mesmo deixar que ela visse Mulder, decidiu partir em busca de respostas e somente voltar aos Estados Unidos quando encontrasse pelo menos a mais importante delas: a cura de Mulder. Para isso ela não mediu esforços em falar com todos os conhecidos do cientista africano morto por Sandoz. Além do mais, tudo deveria ser escondido. Ninguém poderia ficar sabendo do que estava acontecendo. Por isso decidiram fazer todo o serviço à noite e no maior silêncio possível. "Quero que vocês retirem tudo o que puder. Se não for possível retirar toda a nave, que retirem pelo menos fragmentos para que possa estudá-los." O trabalho começou. Como era de se esperar, a nave era maior do que o esperado e portanto, não haveria como retirá-la dali tão facilmente. Os homens partiram então em busca de fragmentos que pudessem ser soltos com maior facilidade. Foi então que encontraram um pedaço de metal com algumas inscrições em alguma língua que todos desconheciam, menos Scully. Era Navajo. O pedaço de metal era um dos pedaços que compunham o artefato ao qual Scully vira nos EUA, o qual provavelmente conteria alguma mensagem sobre a cura de Mulder. Ela rapidamente o pegou e o levou à sala onde estava hospedada. Teria de encontrar alguém que pudesse ler a língua navajo e teria de ser alguém que morasse por ali, na própria África. Scully voltou à praia onde estavam sendo realizadas as escavações e a retirada de parte da nave e perguntou a respeito do navajo para o seu intérprete. "Alguém aqui conhece navajo?" Ele perguntou em sua língua materna. "Eu conheço." Saiu do escuro um homem já velho, mas que aparentava uma extrema sabedoria sobre as coisas do mundo. Scully não sabia dizer o que sentia ao ver aquele homem, mas sentia que teria que confiar nele, que ele teria vindo para ajudá-los de alguma forma. O homem sabia falar inglês, o que já era uma grande ajuda. Scully caminhou em sua direção e pediu a ele que a acompanhasse. Ao chegarem à sala de Scully, o homem começou a falar baixo e rapidamente. "Você tem que tomar muito cuidado com o que está lidando. Não pense que não está sendo observada. Eles monitoram tudo, especialmente pessoas como você." Scully estava atordoada e cheia de perguntas. "Por que pessoas como eu? E quem são eles?" "Porque você possui um chip em seu corpo. Eles sabem exatamente o que você está fazendo, para onde vai e tudo o que está acontecendo com você e as pessoas com quem convive." "E quem são eles?" "Você realmente se recusa a acreditar, não é, Agente Scully?" "No momento eu acredito em qualquer coisa que possa trazer a cura para o meu parceiro." "Certeza? Em qualquer coisa?" "Em qualquer coisa. Eu daria minha vida para que ele ficasse bom." Ela realmente daria sua vida pela de seu parceiro. Ele que já havia feito tanto por ela. Havia ido até a Antártica, havia arriscado sua vida para obter a cura do seu câncer. Ela tinha de conseguir sua cura de qualquer jeito. "Então eu vou contar-lhe..." Ele contou toda a verdade a Scully, que ouviu sem fazer nenhuma pergunta. Deixando todas as dúvidas, reclamações e qualquer outra expressão de sentimento para depois de saber toda a história. A cada pedaço de história que o Sr. Anthony, esse era seu nome, contava, Scully ficava mais espantada e com raiva de toda essa história. Como poderiam ter feito tudo aquilo com ela e com seu parceiro? Não era mais fácil deixar as coisas seguirem seu rumo natural? Afinal já estava tudo escrito. Tudo o que iria acontecer por muitos e muitos anos à frente. Uma quantidade infinita de séculos à frente, uma quantidade inimaginável para qualquer ser humano. E tudo estava escrito naquele artefato, que deveria ser unido o quanto antes para que o pior não acontecesse. Mas Scully ainda não havia entendido onde a cura de Mulder estava localizada em toda essa história. Era tanta informação dita ao mesmo tempo que ela não havia chegado a nenhuma conclusão plausível, tanto para a cura do seu parceiro quanto para o motivo pelo qual ele ficou naquele estado de insanidade. Ela estava agora sentindo muita falta dele. Seria ótimo se ele estivesse ali descobrindo tudo aquilo com ela. "Como então saberei qual é a cura para o meu parceiro?" "Isso eu não posso te contar. Você terá que descobrir sozinha. Já fiz a minha parte em toda essa história. Você agora terá que aprender a identificar em quem confiar. Muitos homens bons virão em sua procura, mas na mesma proporção virão muitos maus. Siga o que o seu coração lhe diz." Ele então se foi sem deixar rastros. -----XXX------- "Temos que tirá-lo de lá. Senão o pior acontecerá." "Não podemos tirá-lo de lá sem antes termos todos os pedaços do artefato, Fowley." "Ele está mal e ficará pior a cada dia que passa se não fizermos nada." "Temos que achar a Scully. Ela está determinada, mas não pode descobrir a verdade." -----XXX------- Tarde demais, Scully já havia descoberto toda a verdade. Restava agora juntar todos os pedaços do artefato para que a cura de Mulder viesse à tona. Ela teria que arranjar uma maneira de encontrar Mulder para fazer exames. Para só então conseguir deduzir alguma coisa. Eram tantas possibilidades, tantos riscos, tantas coisas a fazer. Ela tinha que organizar seu pensamento e suas ações o mais rápido possível. Se perdesse muito tempo poderia não conseguir trazer Mulder de volta. Indo ao encontro de seu intérprete e vendo um rosto de desesperança nele, Scully sentiu que já havia feito tudo o que podia por ali e que deveria mesmo voltar aos Estados Unidos e encontrar seu parceiro de qualquer jeito. "Estou voltando para os Estados Unidos ainda hoje. Já descobri tudo o que precisava. Muito obrigada pela ajuda de vocês. Não esquecerei nunca." "Eu também nunca a esquecerei, Srta Scully. Espero que consiga solucionar tudo o que quiser. E se descobrirmos mais alguma coisa por aqui, lhe telefonarei imediatamente." "Muito obrigada. Por favor, agradeça ao seu pessoal por mim, realmente preciso sair agora." -----XXX------- "Atenda ao telefone, Langley!" Gritou Byers da cozinha de seu "escritório". Com um ar nada contente, Langley levantou-se do sofá, ligou toda a aparelhagem para recebimento de ligações telefônicas e atendeu. "Pistoleiros Solitários." "Langley, me ouça, por favor. È a Scully. Desligue todo o seu equipamento agora." Normalmente ele não desligaria nada, especialmente se fosse um pedido de Scully, mas pela voz dela ele percebeu que era algo muito sério e desligou. "Estou chegando nos Estados Unidos e preciso da ajuda de vocês para salvar o Mulder. Não sei se vocês estão sabendo, mas ele está muito doente e tem a ver com um artefato extraterrestre que encontraram na África." "Iremos buscar você no aeroporto." Disse ele mais sério do nunca. -----XXX------- Ao chegar ao aeroporto, Scully percebeu algo estranho. As coisas estavam normais demais por ali. Ainda não havia visto os Pistoleiros Solitários, até que um homem já idoso tocou seu ombro dizendo: "Vamos por aqui, por favor." Ela estava sendo praticamente arrastada para uma sala. O homem a puxava com tanta força que ela não podia se soltar. Não dava para gritar também, isso seria chamar muita a atenção de todos. A sala na qual eles entraram estava completamente vazia, exceto pelo sofá perto da janela com espelho falso. "O que está acontecendo? Quem é você?" O homem não respondia, apenas olhava intensamente para ela. Scully não estava entendendo nada e começou a ficar com medo. Será que haviam descoberto que ela estava vindo? E os Pistoleiros Solitários, será que eles estavam bem? Será que foram eles quem disseram que ela estava vindo? Ela estava agora desesperada com aquela situação. O homem estava de costas fazendo algo que Scully não conseguia decifrar. Percebendo sua desatenção, Scully olhou para todos os lados tentando encontrar uma saída, mas não havia nenhuma além da porta que eles haviam entrado, mas que agora estava trancada. O único jeito era esperar e ver o que acontecia. Ela só não podia deixar que as coisas demorassem muito, não havia tempo a ser desperdiçado. Qualquer segundo era aproveitado. O homem virou-se pra ela. O olhar de Scully era de total espanto. Seus olhos não estavam acreditando no que estava vendo, não era possível. Como aquilo teria acontecido? Ela finalmente conseguiu falar. "Mulder?" -----XXX------- Fim da parte 1 de Origin Gostaram??? Bem, estou fazendo uma parte 2 que sairá em breve. Esperem!!! Enquanto isso, fiquem de olho no meu site: http://members.xoom.com/shipperx/ e fiquem sabendo sobre as novas histórias e atualizações. Escrevam-me: shipperx@gmx.net