Título - O Mundo dos Arquivos X Autora - « Mel X » E-mail - juliana@plisnet.com.br Disclaimer - Esses personagens pertencem a Chris Carter e a Fox Produções. Spoilers - Nenhum. Resumo - Mulder e Scully são chamados para fazerem uma palestra sobre os arquivos x numa convenção realizada pelo presidente dos Estados Unidos, onde estariam presentes as maiores celebridades do mundo. O que eles não sabiam, era que uma série de imprevistos poderia impedi-los de chegar a tempo na tal convenção. Categoria - Shipper / Ação Elenco - Fox Mulder; Dana Scully; secretária de Walter Skinner, Kimberly; diretor assistente Walter Skinner; Margharet Scully; Bill Scully Participação Especial - Sidney Prescott do filme Pânico. Sala dos Arquivos X Segunda-feira 8:31am _ Bom dia Scully! _ Bom dia! Os dois agentes haviam acordado bem aquela manhã. O fim de semana havia sido bem desfrutado pelos dois, já que ambos viajaram para locais bem longe do FBI. Por incrível que pareça, até Mulder havia viajado. Ele senta na sua habitual mesa e liga seu lap top. _ Alguma novidade Scully? Ela, já sentada na sua mesa, vira e diz: _ Nada. Ninguém fez nada de errado esse fim de semana. Ele ri. _ E você Scully, fez algo de errado esse fim de semana? _ Que eu saiba não. Fui para a Nova Inglaterra visitar minha mãe. _ Como ela está? _ Bem, embora tenha caído a semana passada, quando estava arrumando o viveiro dos pássaros, e machucou o braço, mas nada grave. _ Que bom. _ E você Mulder? _ Eu o que? _ O que fez nesse final de semana? _ Nada de muito especial. Resolvi visitar os estúdios da Universal. _ Tá brincando. _ Não, não estou. _ Que legal. Ficou cara a viagem para a Califórnia? - ela dá um sorriso malicioso. _ Sabe como é, depois de ajuntar sete anos os nossos salários, consegui, mas ainda estou devendo metade. Os dois riem. Nesse momento, o telefone toca. _ Mulder. _ Agente Mulder, o diretor Skinner quer falar com você e a agente Scully. _ O que fizemos de errado agora, Kim? _ Nada, pelo menos eu acho que não, ele estava sorrindo quando veio me pedir para ligar pra vocês. _ Deve estar contente por ter achado um motivo para nos despedir. Ela ri, e ele completa: _ Já estamos indo. Desliga e olha para Scully. _ O Skinner quer falar com a gente? _ O que fizemos de errado? _ Foi a mesma coisa que eu perguntei para a Kimberly. _ E ela? _ Disse que ele estava sorrindo quando pediu para ela nos chamar. _ Deve estar contente por ter achado um motivo para nos despedir. _ O que eu disse? Eles saem e trancam a porta do porão. Sala do diretor assistente _ Sente-se agente Mulder. Agente Scully. Bom dia! Skinner realmente parecia estar de bom humor aquela manhã. _ O que queria falar com a gente senhor? - pergunta Mulder, um tanto receoso com a resposta. _ Tenho uma ótima notícia para dar a vocês. _ Então dê a ruim primeiro. _ Não tem nenhuma ruim. _ Ah. Mulder olha para Scully, e ela ri. _ O que é tão ótimo assim senhor? - diz ela pela primeira vez. _ Vocês dois foram chamados para darem uma palestra sobre os arquivos X, numa convenção que vai ter daqui uma semana em Londres, onde estarão presentes celebridades do mundo todo, sem contar os presidentes das maiores potências mundiais. Quero que preparem um discurso plausível, agente Mulder por favor, sem homenzinhos verdes, e agente Scully, se ele der mancada, conserte rapidamente ok? Mais uma coisa antes de irem. _ ... - os dois mantém pleno silêncio. _ Quero que expliquem apenas o que são arquivos x, e para que servem. Não quero que contem porque estão trabalhando nos arquivos x, e nada de conspirações governamentais, pelo amor de Deus. Estamos acertados? _ Mais uma coisa senhor. - Mulder levanta o dedo - Por que nós? Skinner ri e responde: _ Quais são os meus dois agentes malucos que correm atrás de casos paranormais com uma arma na mão, gritando a quem quiser ouvir, que o céu vai cair, e quando isso acontecer, será o fim do mundo? _ Está nos humilhando senhor. - Scully está séria. _ Desculpe. É brincadeira. Vocês são os responsáveis pelos arquivos X. Quem mais eu poderia mandar? Eles trocam olhares e saem da sala sem se despedir. _ Esperem! Mulder sai para o corredor, Scully pára na porta para ouvir o que Skinner teria a dizer: _ A convenção é daqui uma semana, será na praça pública central de Londres. Começará as sete e meia da noite, mas provavelmente vocês só irão falar depois das dez horas, mas mesmo assim quero que estejam lá desde o início. E lembre- se: Controle o agente Mulder. Faça de tudo para não se meterem em encrenca até a convenção. Scully não diz nada, e sai batendo a porta. Skinner relaxa na cadeira e pensa:" Será que fiz bem em chamar esses dois?" Naquela noite... Apartamento de Dana Scully _ Alo mãe? Sou eu, Dana. _ Oi filha, como vai? Sabe, acho que esqueceu sua escova de cabelo aqui em casa. _ Pois é, tudo bem mamãe, eu já comprei outra. Liguei para avisar a senhora de que na próxima segunda, vou dar uma palestra junto com o Mulder na convenção de celebridades mundiais em Londres, e queria convidá-la pra ver. Vai ser uma festa bonita. _ Ah, claro que vou filha. Posso chamar o Bill? _ Claro mamãe, contanto que ele não se importe, já que o Mulder vai estar lá, e não quero crise entre os dois. _ Bill amadureceu filha, tenho certeza que já mudou a opinião dele a respeito do Fox. Mas, e aí, como vão vocês dois? _ Normal. _ Ama ele não é filha? _ Mãe! Claro que não! Mulder é somente meu amigo. _ E daí? Saiba que é da amizade que surgem os grandes relacionamentos filha. _ Ai mãe... então, a senhora vai na convenção? _ Claro, onde vai ser? _ Na praça central de Londres, as sete e meia. _ Até lá filha. Um beijo. _ Outro mãe. Tchau. Uma hora depois... Residência de Bill Scully _ Bill, o telefone está tocando! _ Já vou querida! Bill corre para o telefone e atende. _ Alo? _ Bill querido, é sua mãe. _ Mamãe! Puxa, faz um tempo que não me liga. Como está? _ Ótima, e você, Tara, as crianças? _ Estão ótimas. _ Dana passou o fim de semana aqui. _ Ah, que bom, e como ela está? _ Bem. Era justamente sobre ela que queria falar. _ O que aconteceu? Alguma coisa com aquele idiota do Fox Mulder? _ Fox é um bom rapaz Bill. Nada a ver com ele, bom, também, os dois vão fazer uma palestra numa convenção segunda que vem. _ Ah, ouvi falar dessa convenção, estarão presentes celebridades do mundo todo não é? _ Sim. Ela nos convidou. _ Ah, aquele idiota do Fox vai? _ Sim, filho, ele é parceiro dela. Bill pára de falar. Odiava Fox Mulder até o último fio de cabelo dele, desejaria que ele decaísse na carreira dele e se afastasse para sempre de sua irmã. _ Bill, você está aí? _ Estou mãe, pode deixar, eu vou. _ Obrigada. Tchau, um beijo! _ Tchau mãe, passo aí segunda para pegar a senhora. _ Ok. Ele desliga. Tinha que fazer algo para estragar a carreira de Mulder, e sem dúvida aquela convenção iria ajudar bastante. No dia seguinte _ Scully!!! Scully!!! Mulder bate como um louco, as seis horas da manhã, na porta do apartamento de Scully. _ O que você quer Mulder? Quando precisa acordar cedo você não acorda. Mulder olha Scully de cima embaixo, reparando no baby doll que ela usava, muito diferente dos ternos do FBI. Ela se senta incomodada com os olhares dele e começa a fechar a porta, quando ele a empurra: _ Vamos Scully! _ Pra onde Mulder? _ Vamos pra Nevada. Acabei de receber através de uma fonte, notícias de que há ovnis caídos na estrada perto do deserto de Nevada. E o que é que fica no deserto de Nevada? _ O que? _ Área 51. Vamos Scully! Ele começa a puxá-la, quando ela se revolta. _ Pare com isso Mulder! Área 51 de novo não! Você já esqueceu o que aconteceu da última vez, há um ano atrás? _ Não vai acontecer de novo. Vamos lá Scully. Por mim. Ele faz aquela cara de cachorrinho abandonado. Scully hesita, mas concorda. _ Espera eu me trocar. Ele começa a entrar, e ela: _ Aí fora. Cruzando os braços e se apoiando no batente da porta, Mulder observa Scully entrar em seu quarto, e pensa:" Quando vou criar coragem para dizer a ela que a amo?" Enquanto isso... _ Bill, aonde você vai? Bill se assusta, e quase dá um pulo quando ouve a mulher chamando-o. _ Vou dar uma volta Tara. _ Você nem tomou o café da manhã. _ Tomo depois querida. - ele dá um beijo frio nela - Volto já. Ele sai correndo pela porta. Horas depois _ Meus Deus Mulder, de novo não! Scully tentava a todo custo localizar no mapa, o local aonde eles estavam, mas era em vão. Tinham que escolher entre duas pistas, direita ou esquerda. Uma delas levaria a Área 51. A outra... só Deus sabe onde. _ Calma Scully, eu sei o que fazer. _ Mulder, você nem sabe qual das duas pistas leva ao deserto de Nevada. Skinner disse para eu controlar você. Não deixa-lo se meter em encrenca até o dia da convenção. _ Já disse pra ficar calma Scully, não estamos numa encrenca. Continue procurando. _ Aqui está! _ Dê uma olhada aonde estamos. _ Ó meu Deus. _ O que foi? _ Estamos em Williston, no estado de Dakota do Norte. _ Bem longe de Nevada não é? _ Praticamente do outro lado de Nevada. Céus Mulder! _ Calma, calma, vou pela direita. Ele dá partida, mas o carro não funciona. _ Mulder... - sempre que Scully falava o nome dele entre os dentes, ele sabia que era encrenca na certa. _ Calma, está frio, é só esquentar um pouco o motor. Ele tenta várias outras vezes, mas o carro não pega. _ Mulder, já olhou se tem gasolina? Ele olha. O tanque está vazio. _ Que ótimo Mulder! - Scully bate a mão no painel do carro - E agora? O que pretende fazer Senhor Sabe Tudo? _ Vamos sair e pedir ajuda. Algum caminhoneiro deve ter gasolina no caminhão. _ Mulder... não... Scully desce resmungando. Eles fazem sinal para um caminhão que pára. _ O que querem? O caminhoneiro não parecia ser alguém de muito bom humor. _ Senhor, acabou a gasolina do nosso carro. Será que o senhor não tem um pouco pra nos dar? - Scully quase fazia cara de choro para amolecer o coração do homem. Ele olha os dois de cima embaixo, olha o carro e responde rindo: _ Vocês querem gasolina? Pelo amor de Deus, eu não tenho. Que azar de vocês. O posto mais próximo daqui é em Montana, na cidade de Miles City. Scully olha para Mulder e fecha a cara. Ele dá um leve sorriso e diz: _ Será que o senhor poderia dar carona para nós até lá? _ Não posso - ele cospe o cigarro na rodovia - Meu caminho é outro. Boa sorte! Ele dá partida no caminhão e segue pelo lado esquerdo da pista. _ Já sabemos que devemos pegar o lado direito Scully. _ Por que? _ Se Montana fica perto de Nevada, e ele disse que não era o caminho dele, e pegou a pista esquerda, então devemos pegar a direita. _ A pé? Ele olha o carro tristemente. Tira o paletó, coloca em cima do capo e diz: _ Tem comida no porta luva, e cobertores na minha mala. Daqui dois dias estou de volta com gasolina. Ele começa a andar pela rodovia. Scully o observa por alguns minutos e depois grita: _ Mulder!!! Volta!!! Ele olha para trás e volta pra junto dela. _ O que foi? Ela sorri, e pegando na mão dele fala: _ Entramos nisso juntos, e vamos sair juntos ok? _ Ok. Ele sorri. No mesmo momento, nuvens escuras começam a se formar, e uma chuva inesperada desaba de uma só vez sobre eles. _ Rápido Scully! Entra no carro! Os dois entram e se trancam lá dentro. _ E agora Mulder? Como vamos sair daqui? _ Podemos ligar para o Skinner e pedir para ele vir nos pegar. _ Ele vai ficar furioso Mulder. Pediu para que nós não saíssemos de Washington enquanto não passasse a convenção. _ Então vamos esperar a chuva passar, e tentar algum motorista educado que nos leve até o posto ok? _ Tá bom. Depois, ainda vai querer ir a Área 51? Mulder encara Scully e sorri: _ Não. Sem encrencas até a convenção. Scully sorri. Mulder olha pela janela do carro e fica observando a chuva cair. Scully faz o mesmo, mas ao invés de observar a chuva, observa Mulder. Carinhosamente, ela se aproxima dele e passa a mão em seu rosto. Ele se vira e a fita. _ Scully... Ele acaricia o rosto dela. _ Sim Mulder? _ Eu te amo. _ Eu também te amo. O rosto dos dois se aproxima, e eles se beijam carinhosamente. Toda a tensão escondida entre eles por mais de sete anos explode de uma só vez, enquanto a chuva continua caindo cada vez mais intensamente, assim como o amor e o desejo dos dois. Na casa de Bill Scully Bill está ao telefone. _ Você fez tudo o que eu mandei Jack? _ Sim Bill, esvaziei o carro assim como você mandou. _ Deixou o suficiente pra eles chegarem bem longe? _ Deixei. E você ligou pra ele? _ Sim. Caiu como um patinho. Numa hora dessas, aquele idiota do Mulder ou está pedindo carona, ou está procurando naves no meio do deserto. _ Ou dormindo com a sua irmã. _ Cala boca! Bill desliga o telefone nervoso, e vai para a cama, onde Tara já dorme tranqüilamente. No dia seguinte... _ Mulder! Acorde! Mulder abre os olhos e vê Scully ao lado dele, olhando o carinhosamente. _ Bom dia Mulder. _ Bom dia. A chuva passou? _ Passou. Ambos saem do carro. Ela põe a mão nos bolsos e olha a estrada. Nem sinal de carro. _ Como vamos sair daqui? Mulder se aproxima mais dela e passa o braço por seu ombro. _ Vamos dar um jeito. Um automóvel passa. Eles fazem sinal e o veículo pára. Dessa vez, é uma mulher que está no volante. Mulder se aproxima. _ Por favor moça, acabou a gasolina do nosso carro, será que pode nos dar um pouco do seu. A mulher olha Mulder e se sente atraída por ele. Mordendo os lábios ela responde: _ Claro que pode. Ela desce e abre o tampão do tanque. Mulder vai até o porta malas de seu carro e tira a mangueira para abastecer, enquanto Scully observa atentamente a mulher que estava dando em cima de seu amor. Meia hora depois _ É o suficiente para viajarem? _ Sim, é. Obrigado senhora... _ Senhorita - a mulher lança um olhar sensual para Mulder, ignorando completamente a presença de Scully - Sidney Prescott. Mas pode me chamar de Sisi. Scully se irrita e atravessa na frente de Mulder dizendo: _ Certo dona Sisi, muito obrigada por ter nos emprestado gasolina, somos eternamente gratos, agora vamos embora. Adeus! Scully puxa Mulder pelo braço, e ele só tem tempo de abanar a mão para Sidney. Os dois entram no carro, Scully no volante, ela dá partida e sai tinindo os pneus. Uma hora depois, na estrada... _ Scully, fala comigo! Mulder estava sendo ignorado a viagem toda. _ O que quer que eu diga? _ Ah Scully, pára com isso. Por que tá brava comigo? _ Não estou brava com você! _ Ah, já sei o que foi... - Mulder solta uma gargalhada - Scully, está com ciúmes? _ Não! _ Não..., deixa de ser boba Scully, eu não senti nada por aquela Sisi, ignorei os olhares que ela me dava... _ Então notou os olhares dela? _ Scully, não sou cego. Pára com isso, você sabe que eu te amo. Ela pára o carro e olha pra ele. _ Ama mesmo? Ele se aproxima dela e diz beijando-a loucamente: _ Você sabe que sim! Os dois se abraçam fortemente e se beijam, quando Scully o empurra e fala: _ Agora não Mulder! Temos que voltar pra Washington. Ela dá partida e eles seguem viagem. Enquanto isso, no prédio do FBI... _ Kimberly, venha até aqui! Skinner estava bufando de raiva. Era o segundo dia que os agentes Mulder e Scully não apareciam, e nem haviam avisado para onde iriam. _ Sim senhor. - Kimberly entra na sala. _ Onde estão o Mulder e a Scully? _ Não sei senhor. Desde anteontem que não os vejo. _ Não falaram nada de onde iriam ou poderiam estar? _ Não senhor. Não falaram nada. _ Obrigado. Pode ir. Ela sai. Skinner deita na cadeira e fala para si mesmo: _ Definitivamente, eu nunca deveria ter chamado os dois para a convenção. A noite, na estrada _ Será que estamos chegando Mulder? Mulder olha uma placa na beira da estrada que diz " RICHMOND ". _ Estamos na Virgínia. _ Ah, graças a Deus! _ Scully... _ O que? _ Preciso ir no banheiro. _ Ah não Mulder, agora não, agüenta aí. _ Não dá, já to agüentando desde Dakota do Norte. Preciso parar o carro. Ele estaciona no acostamento. _ Scully... _ O que agora Mulder? _ Desce comigo? _ Por que? _ Não quero deixar você sozinha no carro. _ Ah, sei. Mas... você vai no banheiro, não quero atrapalhar sua privacidade. _ Já me viu sem roupa outras vezes Scully. _ Mulder! - Scully cora. _ Desculpe. Vamos. Eles descem de mãos dadas do carro e começam a andar para dentro no mato do acostamento. _ Aonde pretende chegar Mulder? Scully estava tremendo de frio, e ainda por cima, Mulder parecia querer escolher o "banheiro" certo para se aliviar. Os dois continuam adentrando o matagal, até que Mulder pára e cutuca Scully. _ O que foi? _ Está ouvindo isso? Ela pára também. Não ouve nada. _ Não tem nada aqui Mulder, anda logo. _ Espera! Ele continua parado, e de repente, um zumbido começa a se expandir pelo ar. _ O que é isso? _ Quieta! Mulder põe o dedo sobre os lábios dela. O som fica cada vez mais forte, até que uma luz surge do céu, e pára bem na frente deles. Scully se agarra em Mulder. Ele está fascinado. Sem sombra de dúvidas, aquilo era um cenário de abdução. Do meio da luz surge uma nave. No centro dessa nave, uma porta se abre, e dela saem cinco criaturas de cabeça grande e corpo pequeno e acizentado. _ Mulder!!! Scully se abraça ainda mais forte em Mulder. Uma das criaturas se aproxima dos dois e diz: _ Vocês são os agentes Mulder e Scully? Eles balançam a cabeça. _ Ficamos sabendo que vai ter uma convenção de celebridades mundiais em Londres segunda-feira agora, e nós queríamos ir, será que dava pra arranjar uma cadeira pra gente? Scully olha para Mulder que sorri sem entender nada. Eles nem sabiam que alienígenas falavam o idioma deles. _ Lamento muito, mas nós só vamos fazer uma palestra. Não sabemos como arranjar lugares pra vocês. _ Droga! A pequena criatura vira e resmunga algo num dialeto estranho para as outras quatro, e depois volta: _ Tudo bem, obrigado mesmo assim. Desculpe incomodá-los! Eles voltam para a nave e o objeto some em meio a escuridão do céu. Mulder está maravilhado e olha para Scully com plena admiração no olhar. Ela está confusa. Não diz nada, somente o observa. _ Scully, eles existem! Scully sorri. Não havia explicação racional para aquilo. Alienígenas existiam, e não havia nada que ela pudesse dizer ou fazer para mudar o ocorrido. Eles não dizem mais nada, e voltam para o carro. Mulder olha no relógio. São cinco horas da manhã. Havia ocorrido um lapso de tempo, e eles tinham passado de dez horas da noite para cinco da manhã. Mulder senta no volante, dá partida, e continua a viagem de volta a Washington. Quinta-feira Prédio do FBI _ Kimberly, venha até aqui!!! Skinner estava uma pilha de nervos. Desde segunda-feira não ouvia falar nem em Mulder muito menos em Scully. _ Aonde aqueles dois foram parar??? Kimberly também está confusa. Não consegue dizer nada, e nem sabe se pode. _ Meu Deus, eu disse para eles não se meterem em confusão até a convenção. E agora? E se eles não voltarem a tempo para a palestra? _ Eu não sei senhor. Se quiser posso tentar ligar para eles de novo... _ Não adianta!!! - ele bate os punhos na mesa, e levanta bruscamente - Já ligamos nos celulares, nos apartamentos, na casa de parentes, e nada!!! Quando eles voltarem, juro, juro por mim mesmo, que coloco eles pra correr daqui a pontapés!!! Próximo a Georgetown _ Scully, acorde, estamos chegando. Scully havia pego no sono. Mulder dirigia e olhava para ela tão carinhosamente que ela chegava a desejar ter feito algo mais com ele naquela noite que passaram dentro do carro, mas o frio, o nervosismo e a tensão a impediram de qualquer coisa. Ela nem ao menos sabia se o relacionamento dos dois mudaria depois daquele beijo. _ Bom dia Mulder. _ Bom dia Bela Adormecida. Mais bela do que adormecida. _ Pare com isso... _ Veja, já estamos chegando em Georgetown. É quase nove horas da manhã, ainda há tempo de você se trocar e se mostrar cordial diante do Skinner. _ O que vamos dizer a ele por estarmos fora dois dias? _ A verdade. Que fomos investigar ovnis caídos na Área 51, a gasolina acabou, começou a chover, e tivemos que passar a noite no carro, até o dia seguinte, quando uma boa alma resolveu abastecer nosso carro, depois fomos para Virgínia, onde fiquei com vontade de ir no banheiro no meio da noite durante a viagem, e vimos ets no meio do mato que ao invés de nos abduzirem e fazerem experiências sangrentas em nossos corpos, somente nos pediram lugares para a convenção de celebridades mundiais em Londres, e depois foram embora calmamente, e ainda se desculpando por nos incomodar. _ Isso não tem graça Mulder. Ele nunca vai acreditar. Tem certeza de que os ets não foram um sonho? _ Sonhado igualmente por nós dois Scully? Não adianta, qualquer uma das duas opções são sobrenaturais, e você gastaria meia hora do seu precioso tempo tentando me convencer de que há uma explicação racional pra isso. Ela olha para ele e não diz mais nada. _ Quer que eu pare no seu apartamento para você se trocar? _ Não, vamos direto para o Bureau. Residência do Bill Scully _ Bill, sou eu! _ Por que me ligou numa hora dessas Jack? _ Acabei de ver o carro do Mulder parando em frente ao FBI. Eles conseguiram chegar, e ainda tem tempo para a convenção. _ Droga! Bill desliga e fala para Tara: _ Vou sair amor. _ Aonde vai dessa vez Bill? _ Dar uma volta. _ Bill, você sempre está dando voltas agora. O que está acontecendo? _ Nada. Tchau! Ele sai apressadamente, deixando Tara ainda mais preocupada. Sede do FBI 9:57am _ Com licença senhor! Mulder abre a porta vagarosamente. A sala de Skinner está vazia. _ A Kimberly disse que ele estava aqui. Skinner sai de dentro do banheiro e pára fitando os dois. _ Aonde vocês estavam??? Ele estava mais nervoso do que nunca. _ Senhor, podemos explicar... - Scully mais tremia do que falava. Nunca havia sentido tanto medo de Skinner. Ele parecia outro, sua feição estava completamente diferente. _ Não quero ouvir nada!!! Só não expulso vocês daqui aos chutes, porque já inscrevi seus nomes naquela maldita convenção!!! Sumam da minha frente!!! E se eu ficar sabendo que sumiram de novo, mato vocês!!! Mulder sai correndo da sala puxando Scully pela manga da camisa. _ Ele está uma fera. _ Também pudera né Mulder. _ Ora, se ele nos deixasse explicar... _ Ia ficar mais nervoso ainda. Eles não dizem mais nada e entram na sala do porão. Dentro da sala _ Scully... Mulder estava com um sorriso malicioso no rosto, e Scully não gostou do tom da voz dele. _ O que? _ Lembra que eu disse dentro do carro, naquela noite que choveu, que eu te amava? _... _ Lembra ou não? _ Lembro Mulder. _ Eu não disse brincando, realmente eu amo você. _ Mulder... _ Não diga nada Scully! Ela se cala. Ele se aproxima dela e a beija ardentemente. Scully se entrega novamente aquela sensação que havia experimentado há dois dias com Mulder, e por mais que experimentasse, era cada vez melhor. Ele separou seu rosto do dela e a fitou. Ela sorriu. Estava contente e satisfeita com Mulder. Ela o amava mais do que tudo. _ Eu te amo Mulder. _ Eu também te amo minha Dana. Eles se aproximam para mais um beijo quando o telefone toca. Mulder faz uma careta e atende: _ Mulder. _ Fox, precisamos conversar. _ Quem é você? _ Não posso dizer. Mas fui eu quem te ligou segunda informando sobre os ovnis caídos na estrada da Área 51. Você foi verificar? _ Não, não deu, ocorreu alguns contratempos. _ Quer a resposta para a verdade ou não? _ Não precisei ver máquinas caídas para ver a verdade. Vi muito mais do que você já poderia ter visto na vida inteira. Tive um contato de terceiro grau com alienígenas numa estrada próxima a Richmond na Virgínia. _ Sério??? E o que eles fizeram com você??? _ Pediram para que nós arranjássemos lugares para eles na convenção mundial de Londres. _ Me acha com cara de palhaço? _ Não sei como é sua cara. _ Nunca vou acreditar nessa palhaçada! Deve ter sonhado! _ Minha namo... minha parceira também viu! Se não acredita, o problema é seu! Também não devo acreditar em você! Nem te conheço! _ Conhece sim agente Mulder. Conhece e muito! _ Como posso ter certeza disso? _ Venha até Columbus, em Ohio. Precisamos ter uma conversa séria. Não precisa me procurar, eu te encontro. Traga sua parceira junto! Mulder desliga e olha para Scully. Ela já imagina o que possa ser. _ Vamos viajar não é Mulder? _ Scully, eu... _ Mulder, não! Skinner está furioso. Não quero perder meu emprego! E não quero que você também perca o seu e se arrisque tendo encontros com gente que nem conhece! _ Ele disse que me conhecia, e muito. _ Isso foi o que todos disseram, e o que você já ganhou? Quase morreu em todas as vezes que teve esses encontros Mulder. Não quero perder você pra eles! Lágrimas chegam aos olhos dela, e ela se abraça a Mulder. Ele a beija na testa. _ Scully, preciso disso. Preciso saber a verdade. _ Mais do que já viu na estrada de Richmond? Mulder, nem eu posso explicar o que vimos lá. Não há explicação racional. Alienígenas existem. O que mais precisa saber? _ Onde está minha irmã. Ele a solta e anda até a porta. Pega seu sobretudo e fala: _ Vai comigo ou não? Scully hesita. _ Com você vou até o inferno. Ela sorri e sai atrás dele. Duas horas depois Skinner pega o telefone e liga para Kimberly. _ Estou com um mal pressentimento Kimberly. Ligue para a sala dos Arquivos X e veja se Mulder e Scully estão lá. _ Depois da bronca que o senhor deu, com certeza vão estar. _ Ligue e me ligue de volta para avisar. _ Tá bom. Ele desliga e espera dez minutos até o telefone tocar. _ Senhor, chama, chama e ninguém atende. _ Droga! Vá até lá! Ele desliga e espera mais vinte minutos. O telefone toca de novo. _ Senhor, eles não estão lá! _ Essa não! Skinner desliga e sai correndo até a portaria. _ Mulder e Scully passaram por aqui? O porteiro balança a cabeça afirmativamente. _ Disseram aonde iriam? _ Não diretor, mas a agente Scully deixou esse bilhete para o senhor. _ Ah Scully, sempre tão responsável! Ele pega o bilhete e lê: " Caro diretor Skinner: Sinto muito, mas não posso revelar aonde eu e o agente Mulder estamos indo. Não se preocupe com a convenção, vamos chegar a tempo. Agente Scully" _ Droga!!! Ele joga o bilhete no chão e sai furioso. A noite, na estrada _ Scully, você deixou o bilhete com o porteiro para entregar ao Skinner? _ Deixei Mulder. O que será que ele vai fazer? _ No mínimo vai ficar louco atrás da gente. Ele ri. Scully permanece séria. _ Olha, já estamos chegando. Mulder aponta uma enorme escultura de cimento no acostamento da estrada escrito "CONDADO DE OHIO". _ O que ele vai dizer a você Mulder? _ Não sei Scully. - ele olha para ela - Eu não sei. Columbus Condado de Ohio Madrugada _ Mulder, vamos parar num hotel, está muito frio! _ Tá legal. Mulder estaciona o carro em frente a um motel de terceira categoria. Os dois descem e reservam um quarto de casal. Não pretendiam fazer nada aquela noite, mas com Mulder por perto, tudo era imprevisível. Scully toma um banho e deita na cama ao lado de Mulder. _ Mulder, eu já disse que te amo? Ela se abraça a ele. _ Já minha linda, e eu também te amo. Ele beija ela, e o calor de seus corpos aumenta. O desejo se torna quase incontrolável. Mulder começa a desabotoar a camisola de Scully, e ela desabotoa a camisa dele. _ Scully... Ele sussurra no ouvido dela. _ O que Mulder? _ Ter certeza que quer fazer isso agora? Ela sorri maliciosamente. _ Claro Mulder, eu quero agora! Ela pula em cima de Mulder e começa a beijá-lo loucamente, coisa que ele nunca imaginaria Scully fazendo. Os dois passam a noite toda fazendo amor. Enquanto isso... Num motel próximo dali _ E aí Bill, o que vai fazer? _ Já fiz Jack. Liguei de novo para o Mulder. Acabei de ver o carro dele passando aqui em frente ao motel onde estou. _ Motel? Onde você está? _ Em Ohio. Não esquenta, já arranjei tudo. Vou marcar um encontro com o idiota. _ Mas, ele vai te reconhecer! _ Essa é a jogada, eu não vou no encontro. Vou mandar alguém prender os dois em algum lugar. Eles não vão chegar nessa convenção! Minha irmã tem a ficha limpa, não será expulsa do FBI por isso, mas ele... ah, com certeza! Sexta-feira De manhã _ Amor, acorda! Mulder alisa carinhosamente o rosto de Scully. _ Bom dia Mulder. Ela abre os olhos preguiçosamente. Estava cansada, e não era para menos. _ Bom dia. Vamos, temos um bocado de coisas pra fazer. _ Sua fonte já entrou em contato com você? _ Ainda não. Enquanto Mulder a pega no colo e a levanta entre risos e beijos, o telefone toca. _ Já notou que a telefonia não gosta do nosso romance Scully? Os dois riem. _ Mulder. _ Agente Mulder, sou eu. _ Como sabia que estaríamos nesse motel? _ Como eu disse, vocês não precisariam me procurar, eu encontraria vocês. Está pronto para o nosso encontro agente Mulder? _ Aonde e que horas? _ No Café Starbuck. As duas horas em ponto. Venha com sua parceira e não diga a ninguém aonde irá. Venha a pé, e não de carro, e não traga celulares. Ele desliga. Mulder olha para Scully e sorri: _ Vamos, a hora da verdade está chegando. _ Aonde vamos? _ No Café Starbuck, as duas da tarde. _ Que horas são agora? _ Onze horas. _ Então aonde quer ir agora? Ele olha pra ele e a beija levemente: _ Almoçar. Estou morrendo de fome. Ela ri. Os dois se trocam e saem abraçados do quarto de braço dado, como marido e mulher. Enquanto isso... Residência de Bill Scully _ Mamãe, mamãe!!! O filho menor de Bill Scully corre em direção a mãe chorando. _ O que foi filho? _ Aonde está o papai? Ele disse que estaria aqui meio dia pra me levar na lanchonete. _ Calma filho, ele já deve estar chegando. Não aconteceu nada. Fique calmo. Tara beija o menino na testa e vai até o quarto. Em frente a imagem da Virgem Maria, ela se ajoelha. Está muito nervosa e preocupada com Bill, que vinha agindo estranhamente desde a noite de segunda-feira, quando recebera um telefonema da mãe. Agora, ele estava sumido desde a noite passada. Será que estava com outra mulher? Não, Bill era honesto, nunca deixaria a mulher e dois filhos sozinhos. Então, senão culpa de outra mulher, então o que? Café Starbuck 2:13pm _ Ele está atrasado! Mulder e Scully estava sentados numa mesa do famoso Café de Columbus, e Mulder parecia estar tendo um filho, de tanto nervosismo. _ Calma Mulder. - ela pega a mão dele e a beija - Deve ter acontecido alguma coisa. Ele já deve estar vindo. _ O que será que ele quer comigo? _ Você mesmo disse que ele iria lhe falar a verdade. _ Eu sei. Droga, será que ele não vai mentir? _ Isso meu amor, só vamos descobrir quando ele chegar. _ Tenho sorte em ter você do meu lado. Os dois se beijam, e nesse momento, dois homens vestidos com terno preto entram no Café. _ Agentes Mulder e Scully? - pergunta um deles aos dois. _ Sim. _ Venham conosco. Eles agarram o braço de Mulder e Scully, e os levam até um carro preto estacionado em frente ao Café. Enquanto isso, na estrada de Ohio... Bill está ao celular: _ Bill, sou eu. _ O que quer agora Jack? _ Já resolveu tudo? _ Já, já estou até voltando para a casa. Arranjei dois homens para prenderem os dois e paguei muito bem. _ Quando eles vão ser soltos? _ Na terça, assim não vai ter como chegarem na convenção. Quero ver a carreira daquele Fox Mulder ir pelo ralo. Os dois riem. Naquela mesma noite Num lugar desconhecido _ Aonde estão nos levando? Mulder se debatia e tentava se livrar dos homens que estavam dentro do carro, carregando ele e Scully, mas era impossível. _ Calma agente Mulder, já vamos parar. Eles estacionam em frente a uma cabana em meio a um deserto. _ Onde estamos? - Scully estava assustada. _ Calma, vão ficar aqui por pouco tempo. _ O que querem conosco? Mulder anda na direção deles, mas é segurado por Scully, que não quer confusão com ninguém. Um dos homens de preto abre a porta da cabana, empurra os dois agentes para dentro, e fecha a porta, trancando a sete chaves. Quando já estão perto do carro, o outro grita: _ Tem comida na geladeira. Terça-feira estamos de volta! Eles olham um para a cara do outro, riem, e entram no carro. Dentro da cabana _ Mulder, estou com medo. Scully se abraça em seu namorado, que sempre a deixava com uma sensação de proteção. _ Calma meu amor. Eles disseram que vão voltar terça-feira. _ Vamos perder a convenção! Oh meu Deus Mulder! Temos que avisar o Skinner... o celular está com você? _ Não, deixei no nosso quarto. _ Estamos encrencados. _ Calma Scully, vamos arranjar um jeito de sair daqui. _ Nem sabemos aonde estamos Mulder. _ Vamos conseguir Scully. Pensamento positivo. _ Mas, estamos sem carro! _ Pedimos carona pra alguém, só temos que saber como sair daqui. _ Como, está tudo escuro, já deve ser de madrugada. Mulder tateia a casa, e encontra uma cama. _ Vamos deitar e dormir Scully. Pela manhã, com a luz do dia, encontramos uma saída. Ele deita, e Scully se abraça a ele. _ Me abraça Mulder, me proteja! Mulder ri e abraça-a carinhosamente, alisando seus cabelos. _ Vou te proteger pela vida toda. Eles se beijam e adormecem. Pela manhã Na casa de Bill Scully Bill entra vagarosamente pela porta, esperando não ser visto pela esposa. _ Aonde esteve ontem? Tara estava uma fera, e Bill nem havia tido tempo para pensar numa desculpa perfeita. _ Viajei com uns amigos. _ Por que não me disse aonde foi? _ Eu disse querida, você que não escutou. _ Não disse não! Deixe de ser cínico Bill! Olha, se estiver com outra mulher, e quiser terminar nosso casamento, é bom dizer de uma vez, e não ficar inventando desculpas esfarrapadas. _ Não meu amor, não é nada disso. - ele abraça ela e a beija - Não tem nada a ver. Eu te amo, e quero ficar com você e com os nossos filhos. _ Então por que está fazendo isso? _ Isso o que? _ Mentindo pra mim. _ Não estou mentindo pra você querida. Prometo que no momento certo, vai saber de tudo. Ele a beija novamente, e sobe para o quarto. Tara senta no sofá e chora desconsoladamente. Na cabana _ Bom dia dorminhoco! Scully dá um beijo na testa de Mulder e o desperta. Ela estava se sentindo melhor do que na noite anterior, estava esperançosa de que eles encontrariam um jeito de sair dali a tempo para a convenção. _ Bom dia meu amor. Mulder se enche de alegria ao ver o sorriso da amada. Beija-a ardentemente e levanta. _ Vamos começar nossa busca Scully. _ Por onde? _ Por tudo. Primeiro, vamos pelo mais fácil: Arrombar a porta. Mulder se aproxima da porta e começa a chutá-la, mas a madeira era grossa, pesada, e parecia que estava trancada com mais de uma chave. _ Arrombar a porta não dá Mulder. _ Vamos sair pela janela. Mas a cabana não tinha janelas. _ O que é isso, uma senzala? _ Mulder, não adianta. Scully está quase chorando. Mulder a conforta em seus braços. _ Calma, vamos conseguir. Nesse momento, ele sente uma gota d'água cair em sua testa. Olha pra cima e vê um orifício no teto, mais ou menos do tamanho de uma moeda. _ Conseguimos Scully. - ele a solta - Estamos livres. _ O que foi Mulder? _ Olhe pra cima, tem uma goteira no telhado. Vamos terminar de quebrá-la, o cimento deve estar umedecido, já que está minando água. _ Vamos quebrar com o que? Mulder anda pela casa a procura de algo grande e resistente. Encontra uma enorme estaca de madeira atrás do fogão da cozinha. Leva a madeira para o quarto, e começa a batê-la contra o teto. Este começa a ceder. _ Vamos conseguir meu amor. Me faz um favor Scully? Scully, que está sentada na cama, observando atentamente o trabalho de Mulder, parece despertar de um sono quando ele a chama. _ O que? _ Pega alguma coisa pra eu comer na geladeira? Ele dá um sorrisinho maroto. Scully se enche de vida, e retribui o sorriso, indo para a cozinha logo em seguida. Prepara omelete com queijo e suco se laranja. Quando volta para o quarto com a bandeja, vê que Mulder já havia conseguido abrir um buraco no teto, suficientemente grande para os dois passarem juntos. Ele olha para ela cansado, e sorri. Estavam livres. Pega a bandeja, beija-a, e senta na cama. _ Está suado Mulder. Ela pega um lenço no bolso e passa no rosto dele. _ Hum... está uma delícia Scully, você cozinha bem. _ Obrigada. Você também fez um bom trabalho. Ela ri. _ Eu te amo Scully, e quero me casar com você. Ela se espanta. _ Não acha um lugar meio estranho pra me pedir em casamento Mulder? Num cativeiro com um arrombo no teto, e comendo queijo derretido com a boca toda lambuzada? Ele ri, e coloca o prato com a bandeja sobre a cama. Tira uma caixinha vermelha de dentro do bolso da camisa, e entregando a ela diz com o mesmo ar de garoto de sempre: _ Eu, Fox Willian Mulder, peço a mãe de Dana Katherine Scully, em casamento. E não aceito um não como resposta. Ela ri, e abre a caixinha. Um lindo anel de brilhantes a encanta. _ Mulder. - ela o abraço e o beija - Eu te amo! _ Também te amo minha linda. E aí, quer casar comigo? Ela o encara e ri: _ Claro seu bobinho, claro! Eles se abraçam ainda mais forte, quando se lembram do arrombo no teto. _ Vamos Scully, temos que sair daqui. Mulder pega duas cadeiras da cozinha, coloca uma em cima da outra, sobre a cama, e sobe. De cima do telhado, ele estende a mão para Scully, e a puxa para fora também. Estavam livres, e respirando o ar puro da manhã. Só restava saber aonde estavam. Prédio do FBI _ Ai meu Deus!!! Skinner grita na sala de Kimberly, e anda de um lado pro outro roendo todas as unhas que lhe restavam. _ Senhor, eles sumiram de novo! _ Eu já notei Kimberly! Tenho uma idéia! Skinner corre até sua sala e volta minutos depois com duas fotos do Mulder e da Scully. _ Leve isso para o jornal Kim, e peça para eles anunciarem no noticiário urgente, agora mesmo, para o país todo. Alguém deve ter visto aqueles dois! Residência de Bill Scully Uma hora depois _ Tara, meu amor, senta aqui comigo! Tara se aproxima e senta no sofá, do lado de Bill. Este a abraça e beija carinhosamente seu pescoço. _ Eu te amo Tara. Me desculpe por não ter te avisado aonde fui aqueles dias. _ Tudo bem Bill, já passou. _ Vamos assistir televisão ok? _ Ok. Bill liga a TV, e um noticiário urgente aparece na tela. _ Meu Deus Bill, o que será que aconteceu. Bill mal consegue falar quando vê a foto de Mulder e Scully na TV, e a jornalista falando: _" Estão desaparecidos desde quinta-feira a tarde, os agentes Fox Mulder e Dana Scully, do FBI em Washington. Por favor, aqueles que tiverem notícias dos dois, favor comunicar a diretoria do FBI. Dana Scully tem cabelos ruivos, olhos azuis, e estava usando um sobretudo marrom escuro quando deixou o FBI, e Fox Mulder tem cabelos castanhos, olhos esverdeados, e também estava com um sobretudo cinza escuro, e usava um terno da mesma cor quando deixou o local. Por favor, se você viu ou ouviu falar nesses dois agentes, por favor, comuniquem o FBI. Obrigada!" Bill quase não consegue respirar. _ Meu Deus querido, sua irmã está desaparecida. _ É.... bem... que coisa horrível.... o que será que aconteceu...? Bill gaguejava enquanto falava. Tara notou, mas pensou que fora por causa da notícia inesperada. O telefone toca. Ela atende. Do outro lado da linha, Margharet estava desesperada com o sumiço da filha e de Fox. Todos pareciam muito preocupados, exceto Bill, que parecia mais nervoso do que preocupado. Enquanto isso, do lado de fora da cabana... _ Mulder, conseguimos! Scully abraça e beija loucamente Mulder, que também está muito feliz por terem conseguido escapar da cabana onde estavam presos. _ Onde estamos Scully? Eles olham em volta. Era um lugar praticamente deserto, se não fosse por algumas árvores e uma casinha branca ao longe. Parecia estar a uns 5 km. _ Vou até lá pedir ajuda Scully. Quer vir comigo ou vai ficar aqui? _ Você é louco em pensar em me deixar aqui. _ Vamos. Os dois começam a caminhar juntos, de mãos dadas, até a casa. Quatro horas depois dentro da casa _ Charlie, olha isso! Charlie e sua esposa Judie moravam naquela casa afastada da civilização há seis anos. Adoravam o lugar. Lá, podiam criar seus dois filhos, Rick de 5 anos e Josh de 3, longe dos perigos da modernidade. _ O que foi meu amor? _ Dois agentes de Washington desapareceram. _ Puxa! _ Olha a foto deles! Ambos são muito atraentes, será que foram seqüestrados? _ Ah, não sei querida, do jeito que o povo da capital é, com certeza. Nesse momento batem a porta. _ Quem será nesse fim de mundo querido? _ Não sei, vou ver. Charlie levanta e vai até a porta. Abre-a, e quase tem uma parada cardíaca quando reconhece Mulder e Scully. _ Meu Deus, vocês são os seqüestrados! _ Senhor, por favor, precisamos de ajuda, conseguimos escapar de onde nos prenderam, precisamos voltar pra Washington o mais rápido possível. _ Espera um pouquinho. Tremendo, Charlie vai para a sala e chama a mulher. _ Judie, os tais Fox Mulder e Dana Scully estão aqui. _ O que? Pare de brincar com coisa séria Charlie! _ Não estou brincando, venha ver. Judie levanta e vai até a porta. Mal consegue se segurar em pé quando vê os dois agentes. _ Meu Deus, o que aconteceu com vocês??? _ Senhora, por favor, só queremos ajuda pra voltar pra Washington. Mulder estava implorando, e Scully abraçada a ele, chegava a ter lágrimas nos olhos. _ Entrem meninos, entrem! Os dois entram e Judie fecha a porta. _ Sentem-se, devem estar com fome. _ Não muito, onde nos prenderam tinha comida. Charlie vai ver se as crianças estão dormindo ainda, e depois volta para a cozinha, onde a mulher serve um chocolate quente para os dois visitantes. _ Não queremos incomodar ninguém. - diz Scully. _ Não é incomodo nenhum. - Charlie chegava a se sentir honrado. _ Vocês vão tomar o chocolate quente, vão tomar um banho, e amanhã de manhã o Charlie leva vocês para Washington. _ Que isso senhora, não precisa... _ Quieto rapaz! - Charlie põe a mão no ombro de Mulder - Não é incomodo algum para nós, pelo contrário, é um orgulho ajudar duas pessoas, que como a moça do noticiário disse, já ajudaram tanta gente. Amanhã mesmo levo vocês com a minha caminhonete para Washington. _ Onde estamos? - pergunta Scully, com a boca cheia do delicioso chocolate. _ Estamos na estrada de Chicago. _ O que??? - Mulder quase cospe a bebida. _ Calma, pelo visto os seqüestradores viajaram um bocado. Eles riem para aliviar a tensão. Após terminarem o pequeno lanche que lhes foi preparado, já que começava a escurecer, Judie mostrou a eles o quarto de hóspede, e o banheiro. Mulder e Scully tomaram banho, comeram um sanduíche, e foram dormir por volta das oito da noite. Estava exaustos. Deitados na cama, Scully estava abraçada em Mulder, ele brincava com os fios de cabelo dela. _ Scully... Ele estava com aquela voz maliciosa de novo, e aquele olhar safado que Scully já conhecia bem. _ Não Mulder, aqui não! Não estamos num motel e nem em nossos apartamentos. Estamos na casa de uma família. Se escutarem alguma coisa estamos mortos. _ Ah... tá bom. Ele faz aquela mesma carinha de cachorro abandonado, mas não consegue convencer Scully. Ela dá um beijo nele, vira para o lado e dorme. Enquanto isso, na sala... _ Temos que ligar para o FBI Judie, avisar que eles estão bem, e que vamos levá-los de volta amanhã. _ E se pensarem que somos os seqüestradores. _ Calma, não vão pensar, contamos o ocorrido, e quando chegarmos em Washington, os dois agentes também contam tudo o que aconteceu. _ Está bem. Peguei o telefone da televisão. Os dois telefonam. Do outro lado da linha, Skinner com uma voz muito feliz, diz que vai esperar ansioso pela chegada dos dois agentes no dia seguinte, e promete uma recompensa ao pobre casal. Felizes, os dois desligam o telefone e vão para o quarto dormir, já que no dia seguinte, fariam uma viagem nada curta. Uma hora depois, na cabana onde eles estavam presos... Bill abre a porta da cabana e entra junto com Jack e os dois seqüestradores. _ Não consigo entender senhor Bill, por onde eles escaparam? - diz Jack. _ Não sei droga! Não tem luz nessa porcaria? Um dos homens acende uma lanterna, e Bill vê claramente o arrombo no teto. _ Para onde será que eles foram? - pergunta o outro homem. Bill pensa um pouco e olha pela janela, quando vê uma luz ser apagada ao longe. Parecia uma casa. _ Acho que já sei! Ele sai rapidamente, seguido pelos outros três. Menos de meia hora depois, na casa de Charlie e Judie... _ Charlie, alguém está batendo na porta. Judie levanta e acorda o marido. Ele calça os chinelos cansado, e vai até a porta. Quando a abre, é surpreendido por quatro homens que entram empunhando uma arma cada um, exceto Bill. _ Onde estão os dois agentes??? Grita Bill com todas as forças de seus pulmões. _ Não estão aqui!!! Charlie treme. O barulho faz Judie ir atrás do marido, e acorda as crianças também. _ Não se faça de besta!!! - Bill pega a arma da mão de Jack e a encosta na cabeça de Charlie, o que faz Judie gritar - Sei que eles estão aqui!!! Entregue-os ou morre!!! Nesse momento Mulder aparece com Scully na sala, empunhando uma velha espingarda de Charlie. _ Bill??? - Scully está surpresa ao ver o irmão, e começa a chorar desesperadamente, ao se dar conta de que ele estava por trás do seqüestro. _ Dana, minha irmã!!! Vim salvar você!!! _ Não veio não!!! - Mulder se aproxima dele com a espingarda - Você está por trás de tudo não é??? _ Afaste-se narigudo!!! Ou atiro nesse velho e faço picadinho dele e da família dele!!! Mulder fica imóvel. No quarto, as crianças choram. Scully e Judie também. _ Dana vá para o quarto. Isso é assunto de homens! - Bill continua apontando a arma para a cabeça de Charlie. Scully não quer ir. _ Vá Scully, é melhor para todos. - Mulder pisca disfarçadamente para ela. Scully entende. Chama Judie para ir com ela. Elas se afastam alguns passos, mas ainda ouvem Bill dizer: _ Você nunca vai tomar minha irmã de mim desgraçado!!! Nunca vai chegar a tempo naquela convenção!!! Vai ser expulso do FBI e esquecer para sempre minha irmã!!! Isso é, se não morrer aqui, agora, como os outros!!! Scully não se agüenta de ódio e corre para a sala. Pega a espingarda da mão de Mulder, e numa fração de segundo, dispara contra Bill, que cai inconsciente no chão. Os outros homens ao verem aquilo, ficam com medo. Soltam as armas no chão, e ameaçam correr, mas Mulder com voz autoritária grita: _ Parem já aí!!! Ponham as mãos na cabeça e deitem no chão!!! Em silêncio!!! Eles obedecem. Judie, chorando, se abraça aos filhos e ao marido, que ainda está pálido pelo susto. Scully está confusa e desesperada. Chora por ter atirado no irmão, mas ao mesmo tempo não sabe se vai socorrê- lo ou se fica ao lado de Mulder. Optou por ficar ao lado de seu amado. Judie liga para o hospital e pede uma ambulância, que demora uma hora para chegar, e leva Bill ao Hospital Memorial de Chicago. Charlie, com a ajuda de Mulder, joga os outros três homens na cabine da caminhonete, e sentam na frente com Scully, Judie, e as duas crianças, que iam no colo delas. Charlie vai no volante, dá partida, e segue para Washington. No dia seguinte Domingo Por volta do meio dia Charlie pára a caminhonete em frente ao FBI. Os três homens são detidos e interrogados. Scully liga para Tara e Margharet, e avisa aonde Bill está, enquanto Mulder presta contas a Skinner. _ Não precisa explicar nada Mulder. - Skinner está sorrindo - O que interessa é que vocês estão bem! Mas mesmo assim, quero um relatório disso. _ Ta bom... Os dois se abraçam forte, até que Scully chega, ainda abatida pelo ocorrido. É abraçada e confortada por Skinner. Em outra sala, os três homens são julgados e condenados a prisão por seqüestro e tentativa de homicídio. Após irem para seus apartamentos, tomarem banho e comerem algo, Mulder e Scully se encontram na frente do FBI, e decidem ir ver Bill no hospital de Chicago. Mas vão de avião, para irem mais rápido. Hospital Memorial de Chicago Meia hora depois _ Mamãe, Tara!!! Scully se abraça a mãe e a cunhada, que também estão muito abaladas. Agora todos se encontram dentro do quarto de Bill, menos Mulder, que está esperando Dana no corredor. _ Filha, sinto muito pelo que o Bill fez! _ Tudo bem mamãe. _ Ele estava com ciúmes Dana - Tara olha para o marido com lágrimas nos olhos - Ele tem ódio de você com o Mulder. _ Eu sei disso. Nesse momento Bill acorda. Ao ver Scully, ele começa a chorar como um louco: _ Dana, meu Deus, me perdoa!!! Eu não fiz por querer!!! Eu não queria te prejudicar, só queria que o Fox Mulder se afastasse de você!!! Achei que impedindo vocês de chegar a tempo na convenção, como sua ficha é limpa, somente ele seria expulso, e iria pra sempre pra bem longe de você!!! _ Pois pensou errado Bill. Eu também seria expulsa. E ninguém me separaria do Mulder, agora que estamos mais próximos do que nunca. Margharet vê o brilho nos olhos da filha. _ Dana, não vá me dizer que vocês se acertaram? _ Sim mamãe, estamos namorando. _ Que bom! As duas se abraçam, enquanto Bill range os dentes, mas não havia mais nada que ele pudesse fazer. _ Bill, por que não conta como fez tudo? - pergunta Tara. _ Foi depois que a mamãe me ligou na segunda a noite. Durante a madrugada, liguei para um amigo meu, Jack, e pedi para ele me ajudar no plano. Depois liguei para o Mulder, disfarçando a voz, avisando que havia ovnis caídos na estrada do deserto de Nevada. Pela manhã, enquanto Mulder esperava Dana no prédio dela, nós esvaziamos o tanque do carro dele. Na quinta-feira, quando achei que estava tudo resolvido, o Jack me ligou e disse que havia visto o carro do Mulder estacionando em frente ao FBI. Fiquei muito nervoso, e mais uma vez liguei para o Fox e disse que tinha que conversar com ele, secretamente, no Café Starbuck, em Columbus, Ohio. Ele foi, e levou a Dana junto, como eu pedi que ele fizesse. Lá, eu não poderia me encontrar com eles, pois me reconheceriam, e nem Jack, já que ele não entende nada de alienígenas. Mandei dois homens seqüestrarem os dois, e prendê-los numa cabana na estrada de Chicago, e só os soltasse terça-feira, quando não haveria mais tempo para a convenção. Mas o Mulder é muito esperto. Ele conseguiu escapar e pedir ajuda. Gostei muito dele ter protegido a Dana quando eu estava com a arma apontando para a cabeça daquele velho casal. Sinceramente, eu não queria ter feito aquilo, mas quando vi que o Mulder havia escapado de novo da minha armadilha, eu perdi a cabeça. Espero que me perdoe Dana. E o Mulder também. Scully olhou para a cunhada, para os dois sobrinhos que dormiam, para a mãe, e por fim para o irmão. Sorriu e disse: _ Claro que perdôo Bill. Mas os três homens acusaram você como o "chefe" deles. Você pode ser preso Bill. _ Eu pago fiança. Ela sai do quarto e encontra Mulder no corredor. Ela parecia estar bem melhor depois de ter conversado direito com seu irmão, e colocado os pingos nos Is. Londres, Inglaterra Segunda-feira 10:39pm Convenção de Celebridades Mundiais _ E agora senhoras e senhores! Dois agentes que já ajudaram muitas pessoas nos Estados Unidos. Eles são responsáveis pelo setor dos arquivos x na sede do FBI, em Washington. Com vocês, agentes Fox Mulder e Dana Scully! Diante dos aplausos de milhões de pessoas, Mulder e Scully subiram no palco de braço dado, cumprimentaram o apresentador da convenção, e iniciaram a palestra. Todo o público se prendeu em cada palavra que eles falavam. Mulder até fez algumas piadas, e também abriu um debate, onde as pessoas poderiam fazer perguntas a eles. Quando o apresentador se aproximou e disse que os dois iriam embora, a platéia toda resmungou. _ Mas antes de encerrar, quero fazer uma pergunta para os dois! Todos prestaram atenção no que o apresentador diria. _ Mulder e Scully, vocês estão mesmo namorando? O público riu. Mulder e Dana ficaram vermelhos de vergonha, mas confirmaram. O apresentador olha atentamente na mão de Scully, e vê o anel de brilhantes que Mulder havia dado a ela. _ E vão se casar? O público pára de rir e fica apreensivo, inclusive a família de Scully e outros agentes do FBI que estavam presentes no meio da platéia. _ Vamos! - diz Mulder no microfone. Todos batem palma felizes, inclusive Skinner. No dia seguinte, jornais do mundo todo falavam sobre a convenção na primeira página, e era a foto de Mulder e Scully que ilustravam as manchetes "CASAL DE AGENTES FAZ SUCESSO NA CONVENÇÃO DE CELEBRIDADES MUNDIAIS, E TAMBÉM NO MUNDO DOS ARQUIVOS X". Skinner fica muito satisfeito, e dobra o salário dos dois agentes. Bill, depois de julgado e preso, paga a fiança e é solto, exceto os outros três. Mulder e Scully já fazem os preparativos para o casamento, e estão mais felizes do que nunca. Skinner não os demite, pelo contrário, até se oferece para ser o padrinho, mas Mulder já havia prometido a alguns amigos, que eles seriam os padrinhos. Dois meses depois No dia do casamento _ Anda logo Frohike!!! Você sabe que os padrinhos devem chegar antes que a noiva!!! _ Não é o noivo que tem que chegar antes que a noiva? - interrompe Langly. _ Também. Vamos gente, já estamos atrasados! Os três pistoleiros saem apressados e trancam a porta de seu Quartel. FIM