Fan Fiction - Arquivo X Rating: NC-17 Category: Story, Crossover, Romance, (SST) Solved Sexual Tension. Resumo: Um pouco de meiguice e amor anda preenchendo os corações dos valentões de Hollywood. Os agentes Mulder e Scully vão averiguar do que se trata o fenômeno. Autora: Bel O Incrível Caso das Borboletas Roxas do Amor à Segue-se a descrição daquela pequena cena que precede a apresentação e os créditos iniciais de mais um episódio de Arquivo X. EXTERIOR, FLORESTA: James Gandolfini (da família Soprano) caminha por entre os Eucaliptos com toda a delicadeza que lhe é usual, pisando em pequenas flores e esmagando delicadas borboletas que inocentemente colocam-se em seu caminho. A câmera aproxima-se de uma borboletinha roxa, muito linda, que por sua vez se aproxima do grandalhão, cantarolando. É realmente uma linda borboleta. O telespectador deve pensar: "Oh, não! Eu não quero ver isso! Vão mostrar esse bruta montes assassinando impiedosamente essa maravilhosa criaturinha divina!". Agora a câmera aproxima-se do James novamente, mais precisamente, das pernas do James. As pernas grossas de James movimentam-se pesadamente, esmagando mais e mais florzinhas e insetinhos coloridos. O tema da Marcha Imperial de Star Wars (By Jonh Willians) começa a tocar. Os telespectadores choram, há um suspense insuportável. A borboletinha roxa agora cada vez mais próxima do Machão. Do vilão! Menos de dois metros separam os dois. A câmera viaja da borboletinha ao James Stariani, depois do James à borboletinha... É um inferno! Quando a situação se torna insustentável, James enxerga a borboleta. E pára em frente a ela. Joe e a barata. Digo, James e a borboleta, frente a frente. Close na cara perversa de James, que ameaça esmagar a borboletinha com as mãos enormes. Mas, de repente, James muda completamente de expressão. Sua cara se deforma num sorriso de meiguice, sua cabeça pende para o lado esquerdo, e ele diz: "Ahhhh....". TOCA A MÚSICA TEMA DE THE X FILES (by Mark Snow) E SEGUE-SE A APRESENTAÇÃO USUAL. INTERIOR, DIA, CASA DE SCULLY: Mulder chega na casa da parceira e encontra a porta trancada. Faz um gesto de quem vai tocar a campainha, mas muda de idéia. Tira do bolso do sobretudo preto (chiquééérrimo!) um daqueles bastonetes que abrem qualquer fechadura, e que todos os agentes do FBI da televisão têm um igual. Então vemos no rosto do Mulder uma expressão quase perversa, de moleque preste a aprontar alguma. Depois de destrancar magicamente a porta, ele tira do bolso do sobretudo um saco de papelão (desses de padaria mesmo) e o enche de ar com a boca (enooorme!). Então abre a porta e vai entrando de fininho, com o saco de papel cheio de ar na mão, pronto para dar um susto em Scully. Mas fica chocado com o que vê e muda de idéia. Scully está sentada na frente da TV, com um prato de salada numa mão e um copo de suco de pepino sem açúcar na outra (obs.: o telespectador não sabe que o suco de pepino é sem açúcar). A cabeça de Scully está pendida para a esquerda, o que atrapalha um pouco o encontro da sua comida saudável com sua faringe. Ela sorri. MULDER: Scully, o que significa isso?? Família Soprano? Eu achava que você tinha asco a este seriado! Você, que só assistia Discovery Chanel... SCULLY: Ai, Mulder... Acho que estou amando… MULDER: Mas isso todo mundo sabe... (MULDER SORRI, MALICIOSO) SCULLY: Sabe? Ah, sim claro... Nós estamos na TV... (SCULLY OLHA PARA A TV E SUSPIRA. MULDER COMEÇA A DESCONFIAR QUE DE REPENTE NÃO É MAIS POR ELE QUE SCULLY ENCONTRA-SE APAIXONADA) MULDER: O que foi isso? Por que você não olhava para mim enquanto suspirava? SCULLY: Quá quá quá! Não é por você que eu suspirei, seu bobinho... Foi por aquele ator ali... Ele é tão meigo! MULDER OLHA PARA A TV. LÁ ESTÁ JAMES GANDOLFINI, COM UMA CARA DE IDIOTA APAIXONADO, SENDO BONZINHO E MEIGO COM TODO MUNDO. MULDER: Scully! Isso não poder estar acontecendo, esse ator é o cara mais grosseiro e machão que o mundo já conheceu! Perto dele o Robert de Niro é fichinha! OFF: A cabeça de Mulder começa a funcionar. Aquilo não está certo. Ele mesmo nunca foi muito chegado a Família Soprano (seriado idiota, não tem nem extra- terrestres!), mas sabia que James Gandolfini era um troglodita. Apesar de ter feito papel de gay em A Mexicana, aquele jeito de frescura à flor da pele não era plausível. O que teria causado aquilo? Mudança de contrato com a produtora, programas de redução de violência na TV?? Não! Aquilo fedia a coisa de alienígenas! Ou sobrenatural, pelo menos. Mulder tem uma idéia: MULDER: Scully, hoje é estréia de Ronin - Parte 2 "elenco original" no HBO. Você se importaria de colocar lá só um minuto? SCULLY: Ahn... Tudo bem, eu não estou entendendo nada desse seriado mesmo... Mas só por um minuto, ok?! OFF: No HBO está realmente passando Ronin II. Inexplicavelmente, vemos Robert de Niro com a mesma expressão de idiota do James Gandolfini. A coincidência parece incrível, já que o próprio Mulder citou o Robert e tal, mas é melhor assim, porque com certeza há telespectadores que não conhecem nem A Família Soprano nem O Poderoso Chefão. Não queremos que ninguém fique sem entender o enredo desse episódio. MULDER: Como eu suspeitava, Scully! (A CABEÇA DE SCULLY PENDE PARA A ESQUERDA QUANDO ELA VÊ ROBERT DE NIRO EM AÇÃO). SCULLY: Mulder, acho que estou amando... MULDER: Scully, eu quero cópias disso. SCULLY: Mas, Mulder, eu não estou gravando! OFF: Mulder faz uma cara de "cala a boca, idiota! É só dizer 'ok' e a produção arranja isso" SCULLY: Ok, te encontro no quartel general do FBI em duas horas. MULDER: Uma. SCULLY: Uma hora e meia e não se fala mais nisso. OFF: Mulder deixa a casa de Scully, mas esquece o saco de papelão ainda cheio de ar em cima da mesa da sala. Scully, curiosa, abre o pacote para ver o que tem dentro. Ela faz uma careta de "isso fede" quando dá de cara (literalmente!) com o bafo de Mulder. INTERIOR, DIA, QUARTEL GENERAL DO FBI: Mulder e Scully em frente ao retro projetor do Mulder, que projeta imagens brancas na parede da bagunçada sala do agente. SCULLY: Mulder, pára de brincar com esse negócio e vamos logo ao que interessa. Eu trouxe as fitas, agora você me diz o que está inventando para estragar meu final de semana. MULDER: Certo. Seguinte. Presta atenção. Tá vendo aquelas fitas em cima daquela mesa azul platinado ali no canto? SCULLY: Ã-rã. MULDER: Pois é. São arquivos. Ou melhor, são VHS's contendo gravações dos atuais filmes e programas de TV estrelados pelos mais famosos brutamontes de Hollywood. SCULLY: Oba! Tem Arquivo X?? (ELA SORRI, BRINCALHONA...) MULDER: Scully, isso é sério. Eu ainda não tive paciência de assistir a todas elas, especialmente as do Steven Segal. Sabe, esse cara não é capaz de mexer um único músculo do rosto para demonstrar as variações de expressões dos personagens que interpreta. SCULLY: Quá quá quá!! (ELA DÁ AQUELA TÍPICA GARGALHADA PARA DENTRO ENQUANTO OLHA, SARCÁSTICA, PARA UM DOS ATORES MAIS INEXPRESSIVOS DE TODOS OS TEMPOS, BEM NA SUA FRENTE). MULDER: Tá rindo do que? Bom, pelo menos eu tenho um corpo bonito. SCULLY: Certo, certo. Isso não vem ao caso. E eu ainda tenho que visitar papai hoje... MULDER: Scully, seu pai morreu. SCULLY: Oh, é mesmo! É que faz tanto tempo que eu já tinha me esquecido. De qualquer forma, qual é o mistério dessa vez? MULDER: Resumindo... SCULLY: Aleluia! MULDER: Resumindo (ALTERANDO A VOZ), alguma coisa está causando o abobalhamento desses astros machões. SCULLY: (CÉTICA COMO SEMPRE) Em primeiro lugar, essa palavra "abobalhamento" não existe. Em segundo lugar, esses astros não podem ficar mais bobos do que já são. E em terceiro e último lugar... Bom. Não interessa. MULDER: Certo, façamos o seguinte. Você vai para Los Angeles comigo amanhã. Eu já comprei sua passagem. Depois, se eu estiver certo, você me paga dé-real. Se eu estiver errado, o que é muitíssimo improvável, eu te pago um sorvete. SCULLY: Feito. E eu quero o meu de brigadeiro. INTERIOR. AVIÃO, DIA: Mulder e Scully estão sentados lado a lado. Mulder dorme, ronca e baba. Scully lê o último número da Cosmopolitan (A versão brasileira da Cosmopolitan é a Revista "NOVA". Para quem não conhece, é uma publicação para mulheres, que só fala de sexo e dietas). Scully fecha a revista e faz cara de tédio. SCULLY: Mulder... Mulder... Acorda… MULDER: Ahn… O que foi, o que foi que aconteceu…? SCULLY: Eu não consigo dormir... MULDER: OK, se eu roncar de novo você me acorda, certo? Boa viagem... (ELE VIRA PARA O LADO E JÁ COMEÇA A RONCAR NOVAMENTE) SCULLY: Mulder... Mulder... MULDER: Mas por Deus! Você fica aí roncando que nem uma porca e ainda tem a coragem de me acordar para dizer que EU é que estava roncando!? Por Mérlin... SCULLY: (INDIGNADA) Mas eu nem estava dormindo! MULDER: É o que todas dizem... (E VOLTA A DORMIR, A RONCAR E A BABAR). EXTERIOR, DIA, LOS ANGELES: Mulder e Scully caminham por entre as ruas do centro dessa cidade dos anjos, em busca de um bom Café para se alimentarem. SCULLY: Mulder, veja! É aquela cafeteria de Friends! MULDER: Deve ser só uma réplica, Scully, vê se cresce. A original fica em Nova York... SCULLY: Oh, Mulder! Vamos lá, vai, diz que sim, diz que sim, siiiiiim?! MULDER: Certo, certo, mas só dessa vez! OFF: Mulder e Scully entram na cafeteria, cujo interior também parece ser uma "réplica" perfeita da cafeteria do famoso seriado. No sofá, de frente para a mesinha de centro, estão sentado a Jennifer Aniston e o Brad Pitt. MULDER: Ei, Scully, veja! É a Rachel! Vamos conversar com ela. SCULLY: Olá Rachel! É uma honra para nós encontrarmos você por aqui! Eu sempre te vejo na televisão, você é tão engraçada! MULDER: Hei, mas espera um momento! O que você está fazendo com esse cara? E o Ross?? RACHEL: Oh, Mulder! Isso foi há umas duas temporadas atrás! MULDER: E esse loiro aí? Ele não estava namorando a Julia Roberts? SCULLY: Qua, qua qua! Perdoem o meu parceiro, ele tem certas dificuldades em distinguir realidade e ficção... Veja, Mulder, Este é o Tyler Durden, ele é fabricante de sabonetes, e nas horas vagas trabalha com cinema... Aquele romance com a Julia foi puramente cinematográfico, não é mesmo Tyler? PITT: Bom, bem, quero dizer... Sim, sim. (MELHOR NÃO CONTRARIAR) RACHEL: O que vocês bebem? Café, cappuchino? SCULLY: Traz um suco de tomate sem açúcar para mim e uma porção pequena de sementes de girassol para o meu amigo aqui. (ELA PISCA COM O OLHO ESQUERDO PARA O MULDER) OFF: No balcão, de costas, há um sujeito que se parece com o Van Damme. MULDER: Hey, Scully, olha! Tem um cara ali no balcão que, de costas, se parece com o Van Damme! SCULLY: Cool... MULDER: Você está pensando no que eu estou pensando? SCULLY: Oh, Mulder… Mas motéis por aqui custam uma fortuna! MULDER: Não, Scully! Veja a cabeça do suposto astro. Ela está pendida para a esquerda, como se ele estivesse sensibilizado ou abobalhado! SCULLY: Mulder, não é possível! Seria muita coincidência encontrar uma vítima dessa nova síndrome que você descobriu justo no primeiro lugar que a gente entra! OFF: Mulder levanta-se. Seu olhar está fixo no baixinho sentado no balcão. Ele aproxima-se, toca as musculosas costas do rapaz, que se vira. Era realmente o Van Damme. MULDER: Olá. (VAN DAMME SUSPIRA) MULDER: Algum problema, amigo? DAMME: Problema algum... É tão lindo, tão leve, tão doce, você não acha? (A CABEÇA DELE ESTÀ PENDIDA PARA A ESQUERDA) MULDER: O que? Esse seu sorvete? Deixa provar... (MULDER COME A METADE DO SORVETE QUE SE ENCONTRAVA EM CIMA DA MESA DO RAPAZ, INCLUSIVE A DECORAÇÃO, EM FORMA DE UMA BORBOLETA) DAMME: (INDIGNADO) Mas... O que, o que foi que você fez!! Oh! (ELE COMEÇA A CHORAR, UM CHORO MUITO SENTIDO, E NÃO PÁRA MAIS). MULDER: Me desculpe, eu achei que você mo estava oferecendo... Eu, eu sinto muito... OFF: Mas Van Damme não parava de chorar. Ah, pobrezinho! As lágrimas escorrem em bicas pelo seu rosto bravo, seus olhos brilham, todo ele é pura tristeza... (Para essa cena recomendamos um dublê um pouco mais expressivo). Mulder já não sabe o que fazer. Ele chama Scully que, emocionada pelo choro do outro, debulha-se em prantos, misturando todas as emoções reprimidas por 7 longos anos de Arquivo X... Ela chora a morte de Emilly, de Garganta Profunda, de seu sogro, de seu pai, de Diana Fowley... Bom, nem tanto. Na verdade, quando se lembra de Diana Fowley ela sorri brevemente. De repente Mulder sente uma coisa estranha no seu estômago. É uma sensação realmente estranha. (Recomendamos aqui a participação especial de Stephenn Daldry na direção, pois essa é uma cena que requer certa habilidade para transmitir visualmente uma emoção puramente sensitiva). MULDER: (EXASPERADO) Scully, acho que estou grávido! SCULLY: Quá quá quá! MULDER: É sério, Scully! Tem uma coisa viva dentro de mim! Uma coisa grande, viva... pura...... linda.......... doce.................. tão doce...................... (DE REPENTE A CABEÇA DE MULDER PENDE PARA A ESQUERDA) SCULLY: Mulder, Mulder! Acorda, o que está havendo! Hey, Rachel, me ajuda aqui com o Mulder! OFF: Mas Rachel estava entretida demais com o tórax de seu marido para ouvir qualquer coisa. Scully, sozinha, conduz Mulder até o carrão preto do FBI, estacionado no fim da rua. Mulder só consegue suspirar e dizer "Ahhh....". Scully dirige até o hotel onde tinha feito reservas. Por conveniência, e para completa frustração dos telespectadores, Mulder é alojado num quarto separado. Scully deita o parceiro, despe-o, dá uma leve olhadela no que está perdendo, suspira, e vai para o seu quarto tomar uma ducha gelada. INTERIOR, DIA, HOTEL/QUARTO DE SCULLY: Mulder faz um gesto de quem está preste a bater na porta, mas muda de idéia. Pega no bolso do roupão (cortesia do hotel) o bastonete mágico de abrir portas e um saco de papelão, desses de padaria mesmo. Enche o saco de ar e entra de mansinho no quarto da parceira. Scully está deitada só de calcinha e sutiã na cama, com uma máscara verde (dessas naturais) lambuzando toda a sua cara, além de fatias de tomate nos olhos. Mulder pensa: "Pena que eu não gosto de salada, senão seria uma boa oportunidade para comer a Scully...". Ele acha que seria constrangedor surpreende-la naquela situação, e resolve voltar mais tarde. No entanto, esquece o saco de papelão. INTERIOR, DIA, QUARTO DE SCULLY: Scully está deitada só de calcinha e sutiã na cama com uma máscara verde (dessas naturais) lambuzando toda a sua cara, além de fatias de tomate nos olhos. Ela tem a impressão de que ouvir alguma coisa, como a porta de seu quarto se abrindo. Pensa: "Hummmmm.... Talvez seja o Mulder querendo me fazer uma surpresa... Espero que ele goste de salada!". Ela espera que o parceiro pule sobre ela na cama, mas isso não acontece. Dez minutos depois ela tira as fatias de tomate dos olhos, e constata, decepcionada, que está sozinha. Fica intrigada com a presença de um saco de papelão no chão. Pega-o, mas logo sente que contém ar. Lembrando-se da desagradável surpresa do dia anterior, atira o saco pela janela do quarto. EXTERIOR, DIA.: Um transeunte é surpreendido por um saco de papel que cai sobre sua cabeça. Curioso, ele abre o pacote para ver do que se trata. Um ar fétido sai de dentro do embrulho, arrancando do rapaz uma careta. INTERIOR, DIA, HOTEL/QUARTO DE MULDER: Scully bate umas duas vezes na porta do quarto do parceiro, que não atende. Então ela tira do bolso do roupão um daqueles bastonetes de abrir portas. Ao entrar, encontra o quarto vazio, mas ouve o som do chuveiro. Ela vai até lá e surpreende Mulder tomando banho. Close nos ombros de Mulder. Close na barriga de Mulder. Close de mais ou menos dez minutos na bunda de Mulder, enquanto ele se ensaboa. MULDER: (ENCABULADO) Scully! SCULLY: (CHEIA DE SEGUNDAS INTENÇÕES) Olá, Mulder.... MULDER: Importa-se de esperar do lado de fora do banheiro? Eu já estou terminando. SCULLY: Claaaaro, Mulder... Bom ver que você já está bom... Aliás, ótimo... OFF: Scully espera Mulder sentada na beirada da cama. Dez minutos depois, ela encosta-se na cabeceira. Vinte minutos depois, ela estica as pernas. Trinta minutos depois, ela se deita de lado. Uma hora depois, ela dorme. Uma hora e meia depois, Mulder sai do banho. MULDER: Acorda dorminhoca! SCULLY: Que bom que aqui nos Estados Unidos nós não precisamos economizar energia elétrica... MULDER: Não seja boba, sua boba... Esse hotel é abastecido com energia nuclear... SCULLY: Você se lembra de alguma coisa? Tipo, de ontem? MULDER: Ah, sim... Aquela coisa de eu estar grávido... A sensação permaneceu por toda a noite, eu não conseguia raciocinar direito, era como se eu estivesse tomado por uma bestialidade estranha... Mas tudo isso desapareceu quando eu fui ao banheiro hoje de manhã. SCULLY: Você diz, depois que tomou esse banho? MULDER: Não, depois que eu caguei... SCULLY: Ah... (SILÊNCIO CONSTRANGEDOR) MULDER: Pois é... E veja só o que encontrei junto a minhas fezes! OFF: Mulder estende para Scully um vidrinho contendo uma borboletinha morta, quase marrom. SCULLY: Oh! Como é que ela foi parar aí? MULDER: Ah, simples! Eu a peguei com uma pinça e… SCULLY: Não, Mulder! Eu quis dizer como é que ela foi parar na sua merda! (OUTRO SILÊNCIO CONSTRANGEDOR. VELHOS ATORES COMPANHEIROS DE TRABALHO NÃO DEVERIAM FALAR PALAVRÕES...) MULDER: Pois é... Acho que ela estava no sorvete no Van Damme. SCULLY: Mas, Mulder! Se isso for verdadeiro, nosso caso está solucionado! Era essa borboleta que estava deixando os machões abobalhados! Você precisava ver a sua cara, estava idêntica a do James e a do de Niro! Juro que sim, eu quase me apaixonei por você! MULDER: Como assim? SCULLY: Ora, você sabe, sua cabeça estava pendida para a esquerda... MULDER: Bom, mas ela ainda está. SCULLY: A outra, Mulder, a outra...Acho que agora podemos voltar para Washington! MULDER: Sorry, Scully, mas você não leva o menor jeito para isso... Agora é a parte em que nós investigamos a origem dessas borboletas, porque com certeza há mais borboletas por aí. Não podemos correr o risco de que o mundo acabe por uma distração nossa... SCULLY: Oh, sim, claro... Essas borboletas podem estar carregando dentro de si um vírus alienígena, que quando inoculado faz crescer um ET enooorme dentro da barriga do rapaz... Quá quá quá! Vê se cresce, Mulder... OFF.: Porque será que a Scully sempre se esquece que ela já VIU alienígenas? Que ela já FOI contaminada com o vírus alienígena? Esse psicanalista dela deve ser sobrenatural... SCULLY: Mulder, acorda, meu véio! Essa borboleta deve ser só uma borboleta mais bonita que as outras, que faz com que as pessoas voltem a acreditar na beleza e na meiguice do mundo... Mais ou menos ela teria o mesmo efeito que a Sandy... MULDER: Quem? SCULLY: Sandy, da dupla Sandy & Jr. Acho que são mexicanos. Deixa pra lá, você só sabe de tudo quando lhe convém. (SCULLY FICA EMBURRADA) MULDER: Ah é, lindinha? EU não olhei para essa borboleta. Eu nem me lembro de sua aparência. Eu simplesmente a engoli! Então como você explica minha transformação? SCULLY: Ahn... Teria o Brad Pitt algo a ver com isso, talvez? MULDER: Só não te quebro a cara porque você é vegetariana. SCULLY: Quá quá quá! EXTERIOR, DIA, ESTÚDIO DE HOLLYWOOD: Mulder e Scully, embaixo de um sol escaldante, mas ainda assim vestindo sobretudo preto. Mulder está entrevistando Robert de Niro, que parece curado. Scully está mostrando sua ID do FBI para tentar entrar no camarim do George Clooney. MULDER: O Sr estava ótimo em Meet the Parents... Aquele gato era mesmo de verdade? ROBERT: Oh, sim... MULDER: (MOSTRANDO O VIDRINHO COM A BORBOLETA SUJA DE BOSTA): A propósito, o senhor já viu uma dessas antes? ROBERT: (PÁLIDO COMO A LUA, COMEÇA A CHORAR) O que você fez com a pobrezinha! Oh... Pi pi pipipipipi... MULDER: Desculpa, Sr. De Niro, foi um acidente, eu juro! ROBERT: Ela era tão linda, mas aí de repente ela foi embora e agora está aí com você, toda, toda... Suja de merda! MULDER: Como é que você sabe que isso é m... Ah, deixa pra lá. Muito obrigado, Sr. De Niro, foi de extrema ajuda. OFF: Mulder puxa Scully pelo braço, impedindo que ela termine de ditar o texto do autógrafo que o George Clooney lhe estava escrevendo. INTERIOR, CARRO PRETO GRANDE DO FBI: Mulder dirige ao lado de Scully. SCULLY: Para onde estamos indo? MULDER: Para a casa do James Gandolfini. SCULLY: (EXASPERADA, COMO SE MULDER ESTIVESSE PRESTES A BATER O VEÍCULO NUM POSTE) Mulder!! Pára o carro! OFF: Scully salta e sai correndo. Mulder, sem saber o que fazer, estaciona o carro. Preocupado, ele tenta localizar a parceira com o auxilio de um binóculo que ele não usa desde a 3ª temporada. Como o binóculo estava quebrado, ele desiste e espera pacientemente. Meia hora depois Scully está de volta. MULDER: O que foi? O que aconteceu, Scully? Porque você saiu correndo daquele jeito? O que tem nesse pacote? SCULLY: O Freddy Prinze Jr!! Eu vi o Fred Prinze Jr!!! E ele me deu esse autógrafo! Olha que lindo: "Para a ruiva mais sexy de Hollywood... Love, Fred" MULDER: Sei lá… Eu sou mais a Julianne Moore... SCULLY: (COM BEICINHO) Você não tem gosto pra nada mesmo... Namorou até a Mimi Rogers, aquela baranga! MULDER: Bom, desculpintão! Se eu fosse um Tom Cruise eu também ficaria com uma Nicole Kidman... (ELE FAZ CARA DE CHORO) SCULLY: Oh, fica assim não... Você até que é bem bonitinho... MULDER: Ah, fala sério! Se eu fosse bem bonitinho não teriam colocado você para ser minha parceira... INTERIOR, DIA, MANSÃO DE JAMES GANDOLFINI: O pacote que Scully carregava continha maquiagem, que ela agora estava usando. Por não sacar muito dessas coisas de mulher, o batom estava borrado e o rímel no lugar errado. James Gandolfini está sentado de frente para eles, e parece normal. MULDER: Então, Sr. James, o Senhor reconhece que esteve fora de seu estado normal de consciência nos últimos dias... JAMES: Sim, e foi tudo por causa de uma linda borboletinha, que por ser tão linda, me fez voltar a acreditar na beleza e na meiguice que impregnam o mundo... SCULLY: (A CABEÇA DE SCULLY PENDE PARA A ESQUERDA, E ELA OLHA PARA O JAMES COM UMA MEIGUICE INÉDITA EM SUA PERSONAGEM): Ahh.... JAMES: Mas a borboleta foi-se embora pra bem longe, trocando-me pelo Robert de Niro... Mas acho que a posso perdoar por isso, ainda a amo... MULDER: (MOSTRANDO A BORBOLETA DENTRO DO VIDRINHO): É a este inseto que o senhor se refere, Sr. Gandolfini? JAMES: Oh!! (COMEÇA A CHORAR) Mas o que você fez com ela afinal! Ela era tão viva e tão brilhante, e agora está aí, toda suja de merda... (MULDER OLHA PARA SCULLY, QUE ABAIXA A CABEÇA. OUTRO SILÊNCIO CONSTRANGEDOR.) MULDER: Obrigado, acho que isso resolve o caso. Adeus, Sr. Gandolfini. Lembranças à família. À Família Soprano! Família, sacou! Rá rá rá! (ELE SAI RINDO DA PRÓPRIA PIADA. SCULLY OLHA PARA JAMES COMO QUE SE DESCULPANDO PELA IDIOTICE DO PARCEIRO) INTERIOR, SORVETERIA, DIA: Scully está saboreando um sorvete de brigadeiro. Mulder não tira os olhos da borboletinha no vidro. SCULLY: Mulder, se livra disso! É nojento... MULDER: Eu estraguei tudo, Scully, eu estraguei tudo... Essa borboletinha era a única coisa nesse mundo que ainda poderia trazer algum sentimento de beleza e meiguice para as pessoas... Talvez ela fosse o último e pequeno diamante que sobrou do amor essencial da natureza... E eu a matei! SCULLY: Eu bem que avisei... MULDER: Avisou coisa nenhuma! Se você tivesse desfiado essa sua teoria maluca antes, eu teria pensado duas vezes antes de comer aquele sorvete do Van Damme... SCULLY: Mas eu só liguei as coisas e construí a teoria depois que você comeu o sorvete! MULDER: Nossa! Ainda bem que sou EU quem comanda essa dupla... Já pensou que desastre se fosse você e essa sua cabecinha lenta quem estivesse à frente dos Arquivos-X? SCULLY: Quá quá quá! GARÇONETE DA SORVETERIA: São cinco dólares pelo sorvete e dez cents pela tequila. MULDER: Scully, entrega o dinheiro à moça. SCULLY: (LEVANTANDO-SE E SAINDO DO ESTABELECIMENTO): Quá quá quá! FIM Obs: A autora lamenta por não ter encontrado espaço nessa fan fiction para os seguintes atores: 1) Ewan McGregor 2) Alex Law 3) Obi-Wan Kenobi 4) Mark Renton 5) Billy 6) Robert (mais conhecido como Ritchie Vanderlow), entre outros.