TÍTULO: O Caminho é Agora AUTOR: Mariana Bonfim RESUMO: Continuação da fanfic " Antes do Caminho". O que acontecerá quando, depois de tantos anos, eles se encontrarem novamente? Eles não estão mais como adolescentes apaixonados numa praia de Miami ou na Universidade de Oxford. Agora eles são adultos e colegas de trabalho no FBI. Como na fic anterior, um texto é narrado por Scully e o outro por Mulder. CLASSIFICAÇÃO: shipper E-MAIL: Não esqueça do feedback !!! Meu e-mail é ma_bonfim@bol.com.br NOTA DA AUTORA: Eu queria que quando os leitores lessem " Antes do Caminho" , eles imaginassem o que aconteceria depois daquele encontro. Mas, a pedidos de algumas pessoas, aqui está a continuação. Só para recordar o texto narrado por Scully conta o que acontece depois daquele dia na praia de Miami em 1979, e o de Mulder depois daquela semana na Universidade de Oxford em 1982. O encontro é no dia em que eles, supostamente, se vêem pela primeira vez na vida, mas como parceiros do FBI nos Arquivos X. Os dois textos não tem nenhuma relação entre eles. Como já disse, eu quis contar 2 situações diferentes sobre um mesmo fato. Sede do FBI- Washington D.C. 6 de março de 1992 10:45 AM Depois da minha entrevista com meus futuros superiores no FBI, agora já entendo porque eles estavam tão interessados pelo fato de eu ser formada em medicina. O que eles querem é que eu auxiliem um certo agente chamado Mulder em um novo ramo do FBI chamado de Arquivos X. Minha função será a de contestadora do agente, já que esse ramo trata de casos um tanto "inexplicáveis" . Andei também recebendo notícias de que meu futuro parceiro é conhecido por aqui como "O Estranho Mulder" e de que minha sala fica no porão , onde estão armazenados esses arquivos. Não sei bem como lidarei com isso, mas depois de tantos anos de estudo e treinamento , agora é hora de adquirir experiência prática, tudo bem que com uma pessoa considerada "estranha", mas neste momento para mim qualquer coisa é válida. Para falar a verdade estou curiosa a respeito deste agente. O imagino como um cara muito alto e bem magro, óculos de aro grosso, cabelo curto meio grisalho, culpa da grande dedicação ao trabalho. Mas pode ser que esteja enganada... Desço do elevador e percebo que meu local de trabalho é escuro, muito apertado, cheirando a mofo. Espero que isso seja melhorado. Ao final do pequeno corredor , uma sala iluminada me indica que provavelmente é ali que passarei minha maior parte do tempo. Afinal não tenho mais nada a me preocupar na vida a não ser isto: trabalho. Acho que fui criada, destinada a isso. Bato levemente a porta e uma voz vem de dentro dizendo: ----- Entre! Cuidado para não tropeçar em alguma coisa que esteja pelo chão. O homem está sentado numa cadeira, virado para parede oposta. Quando ele pronunciou a primeira palavra senti meu coração apertar. ( Meu Deus, será que ...). No mesmo instante surgiu uma espécie de raio em meu pensamento. Nele a imagem de um jovem de 18 anos, sentado comigo no banco de uma praça em Miami dizendo pra mim, com aquela mesma voz que eu ouvira em segundos,: ----- Dana, algo me diz que vamos nos encontrar novamente... Voltei a realidade no mesmo instantes com a voz perguntando: ----- Então você é a mulher que mandaram para me vigiar? O coração apertou mais. Tinha quase certeza que era o mesmo garoto. Um dia foi o suficiente para que nunca mais eu o esquecesse. Minhas lembranças eram tão fortes que estariam me levando a acreditar que aquele homem na cadeira era um amor de adolescente, que eu nunca mais vira e desistira de procurar? O homem novamente perguntou: ----- Então, é você ou não? Ele se virou e ao olhar para mim deixou a caneta que segurava cair no chão. Estava paralisado. Eu também não consegui esconder o meu estado e dei um leve pulo para trás. Ainda tentou dizer para disfarçar o nervosismo. ----- Agente Scully? ----- Agente Dana Scully- disse enfatizando meu nome, pois eu e Fox nunca dizemos nossos sobrenomes. Mulder deveria ser o dele. Olhei fundo nos olhos verdes dele e tive a certeza de que era o mesmo garoto de Miami. Agora mais alto, mais forte e provavelmente, mais maduro. Ele se aproximou de mim vagarosamente, ainda meio nervoso. Levou a mão em meu rosto, o acariciando talvez para verificar se eu fosse real. Eu apenas consegui dizer: ----- Fox, é você ?! Ele tirou a mão do meu rosto e meneou a cabeça afirmadamente. Depois colocou a mão sobre o rosto balançando a cabeça e rapidamente voltou a olhar para mim, para ver se eu não era apenas uma ilusão. ----- Dana, procurei tanto você, e agora você surgi, assim, na minha frente. ----- Como sua parceira no FBI. ----- Como minha parceira no fbi... Disse , diminuindo a voz. Ele ainda não acreditava. Andou de volta a cadeira e quando virou a cabeça em minha direção, uma pesada lágrima desceu de meu olho. Fui correndo aonde ele esteva, ajoelhei a sua frente e deitei em seu colo ----- Foi apenas um dia ,Fox... mas você não sabe o quanto aquilo mexeu comigo... Ele colocou a mão na minha cabeça e acariciou meu cabelos. ----- Você também fez uns estragos no meu coração... Levantei a cabeça para olhá-lo e pela primeira vez ele sorria. Meu choro cessou e eu também passei a sorrir. Ele colocou as duas mãos no meu rosto e senti seus dedos sobre meus lábios: ----- Se passaram tantos anos... será que agora você já não arrumou um namorado. ------ Eu nunca mais namorei ninguém desde aquele dia. Apenas me dediquei aos estudos e só. E você ? Ele sorriu ainda mais e falou , sussurrando: ------ Eu também... Fox se aproximou e nossos lábios se encostaram. Eu ainda lembrava o gosto daquele beijo, apesar de terem se passado 13 anos. Uma vida inteira, uma eternidade... O beijo durou outra eternidade. Mas a saudade, a falta que sentíamos um do outro era muito maior do que isso... Meu amor de garota estava de volta. Eu me sentia uma adolescente. Acho que agora eu sentia que realmente estava viva e completa. O beijo parou e perguntei: ----- O que vamos fazer agora que somos parceiros? ----- Vamos combinar uma coisa. Enquanto estivemos aqui dentro do FBI, ou investigando um caso, usando nossos crachás, mesmo que estivermos a sós seremos os agentes Mulder e Scully. Mas quando chegarmos em casa, tirarmos o crachá e a roupa de trabalho, seremos simplesmente Dana e Fox. Duas pessoas completamente apaixonadas. Eu simplesmente afirmei com a cabeça e voltei a beijá-lo. Seria o último beijo durante o trabalho. Era uma questão de ética profissional, digamos. Mais o primeiro dos muitos beijos que ainda seriam dados. Nos anos seguintes, como você deve saber, vimos coisas que ninguém jamais viu, vivemos situações inusitadas, sofremos perdas e ganhamos experiência . Isso tudo como agentes Mulder e Scully. Quando chegávamos em casa, tirávamos nossa roupa social, guardávamos as armas, os distintivos e os crachás na gaveta, éramos apenas Dana e Fox. Não éramos agentes especiais, éramos um casal especial... xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxfimxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxx Então, o que achou?! Por favor , me mande seu feedback, please. Meu e- mail é ma_bonfim@bol.com.br Também não se esqueça de ler o texto narrado pelo Mulder... ?