T¡tulo: Nova Verdade Autora: Alice J. Foster Classifica‡Æo: shipper, MSR, p¢s SUZ/Closure Censura: R Disclaimer: NÆo sÆo meus, s¢ emprestei.... Se eles fossem, vocˆs acham que eu estaria desesperada para ver Requiem??? Eles sÆo do CC, 1013, FOX, etc. e tal... Sum rio: Mulder descobre que a Verdade que ele busca nÆo ‚ a mesma que ele buscava. Nova Verdade Por Alice J. Foster ++++++++++ "Scully, vocˆ acredita?" Eles estavam no carro voltando para o hotel. "Em que, Mulder?" "No que eu lhe disse. Vocˆ acredita nos walk-ins?" "Eu nÆo sei, Mulder. Eu acredito em almas e esp¡ritos, mas nÆo sei se da mesma maneira que vocˆ. Eu acredito que todos vamos para uma vida melhor depois dessa." "Eu acho que isso j ‚ o bastante vindo de vocˆ." "Mulder, vocˆ acredita?" "Como assim, Scully?" "Vocˆ acredita que sua irmÆ se tornou um walk-in e agora ela ajuda crian‡as que sofrem?" "Eu a vi, Scully. Correndo em minha dire‡Æo e me abra‡ando." Scully considerou comentar que tudo poderia ser uma ilusÆo, mas nÆo quis magoar Mulder. Um silˆncio cresceu no carro. Um confort vel silˆncio que os permitiu organizar seus pensamentos. "Mulder?" "Unh?" "E agora?" "Eu nÆo sei, Scully." "Vocˆ vai continuar nos Arquivos X?" Ele nÆo estava preparado para ouvir esta pergunta. Ele nÆo havia pensado nisso. "Eu nÆo pensei nisso, Scully." "Ok." O silˆncio recome‡ou, mas dessa vez era um pouco inconfort vel. Eles chegaram ao hotel e cada um calmamente foi para seu quarto. ++++++++++ Eram 3:20 da manhÆ. Mulder nÆo conseguia dormir. Ele continuava pensando na pergunta de Scully. Ele achou o que ele sempre procurou, nÆo ‚? A verdade sobre o que aconteceu com a irmÆ dele. A grande busca da vida dele. Ele nÆo tem mais razäes para continuar, tem? A verdade se apresentou na frente dele na forma de sua irmÆ. Ele poderia descansar agora, levar uma vida normal. Mas o que ‚ uma vida normal? Filhos, casa, esposa, carro para fam¡lia e um lindo cachorro. Ele baniu o pensamento. Scully nÆo pode ter filhos. Mas quem disse que ela vai estar l ? Quem disse que depois que ele sair dos Arquivos X ela ainda vai manter contato com ele? Quando eles se separaram h praticamente 7 anos, eles mantiveram contato. Mas ela nÆo tinha sido abduzida. Ela nÆo havia passado por metade que ela j passou. Ela iria vˆ-lo mesmo que eles nÆo fossem mais parceiros? O pensamento passou pela mente dele e ele imaginou a vida dele sem ela. Se ela nÆo tivesse entrado por aquela porta, jovem e inexperiente, mas com a curiosidade de uma cientista e a maior coragem que ele j vira. A pessoa mais inteligente para ele. A £nica que ele conseguia manter uma discussÆo em que ela apresentava argumentos tÆo importantes ou mais do que os dele. Ele nÆo conseguiu imaginar. Tudo mudou tanto. Na vida de ambos. Mas ele come‡ou com os Arquivos X para encontrar Samantha. Ele os descobriu h anos juntamente com Diana. Ela o deixou, mas se isto nÆo tivesse ocorrido ele provavelmente teria acabado com ela por causa do seu trabalho. Ele s¢ tinha tempo para sua busca. Sua mente precisava achar Samantha para ter paz. Mas ele a achou. Por que ‚ que ele nÆo poderia ter paz? Claro, ele possu¡a paz, mas nÆo a paz que ele esperava. O que mudara? A resposta estava no quarto ao lado. Ele nÆo poderia desistir enquanto os desgra‡ados que a machucaram nÆo pagassem. Ele nÆo sossegaria enquanto ele nÆo achasse a Verdade. EntÆo ele percebeu que h muitos anos a Verdade dele mudou. A Verdade deixou de ser sua irmÆ e passou a ser Scully. Descobrir quem a fez sofrer e fazˆ-los pagarem. Ele nÆo sabe quando isso aconteceu. Se foi quando ela foi abduzida, se foi quando ela teve cƒncer, se foi quando ela descobrira que era inf‚rtil. Mas acontecera. Ele nÆo desistiria dos Arquivos X. Ele ainda precisava de respostas. Mas agora a vida dele nÆo estava empacada no passado. Agora ele estava livre. Livre em um aspecto que ele sempre desejou. Ele levantou-se e saiu do quarto. +++++++++ Scully levantou-se com o barulho na porta. Ela ignorou sua expressÆo de preocupa‡Æo e colocou a m scara de Enigm tica Dra. Scully novamente. Ela colocou o robe ao redor de seus ombros, amarrou a tira de seda e abriu a porta. "Mulder, o que vocˆ quer?" "Te acordei?" "NÆo." "Como nÆo?" "Mulder, vocˆ tem que come‡ar a ser mais original. Toda vez que vocˆ me procura tarde da noite e eu te digo que nÆo estava dormindo vocˆ me questiona." "Desculpa. Posso entrar?" Ela se moveu permitindo- lhe acesso. Ele se sentou na ponta da cama e ela puxou uma cadeira. Havia dois abajures acesos e ela acendeu uma lƒmpada perto do banheiro. A TV estava desligada e ela j havia arrumado as malas. "Eu estava pensando no que vocˆ disse hoje, se eu ainda iria continuar nos Arquivos X." "E?" "Scully, eu jamais desistirei." "Mulder, vocˆ achou sua irmÆ. Sua busca acabou." "NÆo, Scully. Eu exterminei um fantasma do passado. S¢ isso. Eu ainda preciso de respostas." Ele a olhou nos olhos. "Respostas quanto ao que aconteceu com vocˆ." "Mulder, vocˆ tem..." "NÆo, Scully. Me deixe terminar." Ele a interrompeu. "Eu preciso achar as respostas. S¢ assim eu poderei ter paz interior. S¢ assim eu poderei dormir … noite sem imaginar que vocˆ est sendo levada de mim. Que eles estÆo te machucando de alguma forma." "Mulder, eu j disse que eu nÆo lhe culpo por nada que me aconteceu." "Eu sei, Scully. Mas eu preciso continuar." O olhar dela desceu ao chÆo. Ele observou as linhas do cabelo dela. O seu colar pendurado em seu pesco‡o enquanto ela olhava para baixo. "Vocˆ vai me acompanhar, Scully?" Ela o olhou diretamente nos olhos. "Mulder, eu vou continuar com vocˆ nÆo importa o que aconte‡a." Ela segurou ambas mÆos dele nas suas. "Eu acho que eu j provei isso para vocˆ. Eu sempre vou estar do seu lado. Sempre buscando as respostas. Mesmo se eles tentarem nos separar, Mulder, mesmo se eles conseguirem nos separar, n¢s vamos sempre estar juntos. N¢s j carregamos as for‡as um do outro dentro de n¢s. Juntas. Se algum dia acontecer algo comigo, eu espero que vocˆ continue, com a minha for‡a." "Scully, eu nÆo sei se poderia." "Mulder, vocˆ pode. Vocˆ ‚ forte." "Eu acho que gostaria que vocˆ fizesse o mesmo. Mas eu nÆo posso imaginar minha vida sem vocˆ, Scully.  uma visÆo muito dolorosa." "Mulder, mesmo com todas as coisas ruins que me aconteceram, eu jamais me arrependo de ter entrado pela porta do escrit¢rio e come‡ado a trabalhar com vocˆ. Jamais." Ele derramou uma l grima e ela estendeu uma mÆo para sec -la. Ele segurou o pulso dela e beijou a palma da mÆo dela. Ele a puxou para si e a abra‡ou. Ela estava de p‚ e curvada exatamente como ela esteve h dias tentando consol -lo pela perda de sua mÆe. Ele olhou para cima e ela plantou um beijo em sua testa. Ela o abra‡ou e deixou a cabe‡a dele descansar sobre seu est"mago. "Scully, eu tomei outra decisÆo hoje." "Qual?" "Eu decidi que quero tentar ter uma vida pr¢xima do normal." "Como assim, Mulder?" "Eu quero ter algu‚m que durma comigo, que eu tome conta e que tome conta de mim. Quem sabe um dia, uma casa e um cachorro. Quem sabe um dia filhos." Ele sentiu que ela tentou se afastar dele. Mas ele nÆo a deixou se afastar muito. Ele ficou de p‚ e a impediu colocando suas mÆos sobre os ombros dela. "Mulder, me solte." Ela olhava o chÆo e ele percebeu as l grimas em sua voz. "Scully, eu nÆo terminei." Ele manteve uma mÆo no ombro dela e colocou a outra sobre o queixo dela. Ele levantou a cabe‡a dela para que ele pudesse ver suas olhos. "Eu quero tudo isso. E quero que vocˆ seja essa pessoa." "O que?" "Scully, eu nÆo sou nada sem vocˆ. Eu j lhe disse isso. Eu preciso de vocˆ. Eu preciso de tudo." "Mulder, vocˆ sabe que nÆo ‚ poss¡vel. Eu nÆo posso ter filhos, nosso trabalho ‚ muito arriscado. N¢s nÆo podemos manter uma vida normal. N¢s somos parceiros, o FBI montaria uma audiˆncia." "Eu disse pr¢xima do normal, Scully. N¢s sempre sentimos que nossa rela‡Æo era especial. N¢s dependemos um do outro como n¢s dependemos do ar para respirarmos. Eu nÆo quero apressar nada. N¢s aprenderemos como levar esse relacionamento. N¢s podemos tudo quando n¢s estamos juntos." "Mulder, eu nÆo posso ter filhos." A voz dela era baixa e quase impercept¡vel. "Scully. Existem muitos modos. Vocˆ sabe disso. Quando chegar a hora, n¢s discutiremos isso. Mas se eu tiver filhos, eu quero que vocˆ seja a mÆe. Ningu‚m mais, s¢ vocˆ." Ela colidiu seu corpo com o dele e o abra‡ou. Eles ficaram assim por muito tempo. Apenas com a sensa‡Æo da presen‡a do outro. As l grimas rolaram livremente e eles j haviam desistido de chorar. Mas nenhum dos dois estava disposto a quebrar o contato. Foi Scully que depois de um tempo se separou e se dirigiu ao banheiro. Ela saiu com o rosto lavado e uma expressÆo mais leve. Ela caminhou em dire‡Æo a Mulder. "Vocˆ tem certeza?" ele concordou. "Depois disso, nÆo ter mais volta." "Eu sei. Mas nos levou tanto tempo para chegarmos aqui, eu nÆo acho que eu quero voltar. Se n¢s nÆo agirmos agora, tudo ficar estranho. N¢s perderemos tudo. E eu j pensei muito. Eu tenho certeza." Ela chegou at‚ ele. Eles se olharam intensamente. Um esperando o outro tomar o primeiro passo. Mas ambos decidiram juntos e se encontraram. O beijo foi intenso. O contato simples enviou sinais para todas as partes do corpo de ambos. Ele colocou a mÆo na nuca dela e a puxou mais pr¢xima de si. Suas l¡nguas cedendo a maravilhosa sensa‡Æo e brincando e brigando por espa‡o. Ele desceu sua mÆo pelo bra‡o dela e achou a tira de seda que mantinha o robe fechado. Ele desfez o la‡o e o robe dela caiu no chÆo, revelando uma camisola que era da mesma cor do robe. Ela tirou a blusa dele e logo os dois j estavam na cama nus. Ele a sentiu com cada cent¡metro do seu corpo e ela fazia o mesmo. Cada um se entregando as sensa‡äes que lhe foram negadas ao longo desses anos. A boca dele achou a orelha dela e ele correu o l¢bulo em seus dentes, a l¡ngua em seu maxilar, sentindo a pele salgada e doce ao mesmo tempo. Ela corria as mÆos pelo corpo dele, sentindo cada m£sculo, sentindo cada parte do corpo dele. Ela deitou em cima dos travesseiros e ele se posicionou acima dela. O peso do corpo dele lhe assegurando de que isso era real. Ela tremeu com a sensa‡Æo quando ela o sentiu dentro de si. Ela sentiu-se completa. Ambos entÆo tiveram a certeza. A certeza de que isso era certo. De que isso era perfeito. Eles nÆo poderiam viver temendo o futuro. Eles tinham que viver aproveitando o presente. O futuro sempre vinha. NÆo havia como impedi-lo. Quando o futuro viesse, eles estariam prontos. Mas por enquanto eles queriam explorar esse novo aspecto da rela‡Æo deles. Esse novo aspecto, entre tantos outros, nessa rela‡Æo de amizade, confian‡a, respeito, amor e agora paixÆo. Eles finalmente encontraram liberta‡Æo. Liberta‡Æo das correntes que mantinham o relacionamento deles empacado. Os dois se entregaram completamente …s sensa‡äes dos seus corpos juntos e finalmente ca¡ram exaustos. Ele puxou a colcha que estava dobrada no p‚ da cama e os cobriu. Ele a abra‡ou e colocou a sua cabe‡a na curva do pesco‡o dela. "Mulder, se as estrelas sÆo esp¡ritos, nÆo que eu esteja admitindo que sÆo, mas se forem, vocˆ acha que elas velam por n¢s? Vocˆ acha que os mortos nos vˆem e se lembram?" "Eu acho que …s vezes eles at‚ nos ajudam. Eles estÆo l , esperando serem £teis." " um bom pensamento. Boa noite, Mulder." "Boa noite, Scully." Ele a beijou e ambos se entregaram ao sono. ", at‚ que enfim conseguimos." "Fale baixo." "Eles nÆo podem nos ouvir. Acho que nem podem nos ver, principalmente agora." "Ok. Nosso trabalho est feito, vamos embora." "Ok." Cuidadosamente as formas de Ahab, Melissa, Teena e Samantha vÆo se retirando. "MÆe?" Teena para e olha pra sua filha. "Sim, Sam?" "O Fox pode me ver?" "Ele sempre vai te ver. Nos sonhos dele vocˆ sempre existir ." "Vocˆ acha que eles vÆo precisar de n¢s novamente?" "Eles sempre precisam de toda a ajuda poss¡vel, mas agora vamos. Vocˆ est atrasada." Teena desaparece com Samantha. Inconscientemente, Mulder e Scully sorriem em seu sono e juntam suas mÆos. Breve eles precisarÆo da ajuda. Para achar a outra Verdade, as outras respostas. Mas por enquanto eles s¢ queriam aproveitar. Simplesmente aproveitar a presen‡a do outro. ++++++++++ FIM Feedback: alice_j_foster@hotmail.com Por favor, me digam o que acharam.