Arquivos X NOSSOS PENSAMENTOS POR: Dånå dana_ax@yahoo.com.br CLASSIFICAÇÃO: Shipper * DISCLAIMER *: A criação e as personagens pertencem unicamente à FOX e a Chris Carter. NOSSOS PENSAMENTOS - Durante alguns momentos Mulder e Scully (agora já juntos) repensam seus sentimentos. ============================================================ Comentários: Olá, pessoas!!! Olha, eu peço desculpas por todos os erros aqui cometidos, mas esse tipo de fic eu nunca antes tinha escrito. Espero que possam me perdoar, hêhê. Por isso mesmo que peço um feedback! Dånå Apartamento de Mulder 09:00 p.m. Mulder estava andando de uma lado para outro na sala, desligara a televisão, afinal, não podia prestar atenção à nada a não ser em seus pensamentos. Percebeu que ainda segurava o controle remoto na mão esquerda e o largou, nervoso, sobre o sofá. Realmente estava mesmo muito nervoso. Havia algum tempo que ele e Scully aceitaram seus sentimentos, e admitia que isso havia sido muito difícil. Não por Ter de admiti-los, mas porque depois de tantos anos de amizade, tantas fronteiras que o trabalho no FBI impusera... tudo ficava difícil. Estava nervoso agora porque teria de dizer a Scully tudo o que estava sentindo, também seria difícil fazer isso, por que não sabia definir se era medo ou qualquer outra coisa. E o que ela sentia? Estaria ele pronto para escutar e compreender? Também se perguntava isso. O relógio. Olhou para o relógio, ainda mais nervoso, passava das nove horas. _ Ai, Scully... cadê você? A cada minuto que se passava seu nervosismo aumentava demasiadamente. Finalmente a porta, alguém batera. Mulder se apressou em atender, tropeçando em tudo que via pela frente, mas não se importava com isso. Sim, era Scully. Por um minuto ele se perguntou se deveria mesmo abrir a porta, talvez não. O problema não era Scully, ele sabia disso, era ele. Estaria mesmo pronto para isso? Scully estava de pé, aguardando que Mulder abrisse a porta. Já não podiam mais adiar aquilo, nem ela, nem ele. Seria o momento de desabafar, de colocar pra fora tudo o que estavam sentindo. Tudo o que esconderam por tanto tempo, que nunca antes haviam falado. Ela bateu o pé impaciente, será que Mulder havia desistido? _ Mulder? _ chamou _ Você está aí? Não podia. Ele não podia Ter feito isso, jamais! Mulder respirou fundo e abriu a porta de uma vez, não bastava imaginar o que podia acontecer se não fizesse as coisas acontecerem. Ambos se olharam por um minuto, Scully entrou. Mulder fechou a porta e a encarou, sem saber nem por onde começar nem como aquilo terminaria. _ Scully, eu... _ Não diga nada agora, Mulder. _ disse ela _ Deixe-me falar primeiro, por favor. Eu... eu nem sei por onde começar, Mulder. Nos últimos anos... Mulder olhava bem para ela, para seus olhos azuis, seus cabelos acobreados, observava-a maravilhado. Não estava escutando o que ela dizia, bastava olhar para ela e ele já viajava em pensamentos. Observava agora os lábios avermelhados da parceira, ou ela seria mais do que isso agora? Não havia tempo para perguntas, menos ainda para respostas. Na verdade, não havia tempo para nada, o tempo não existia mais. O chão também não existia mais, nem as paredes, nem o teto, nem os móveis, sequer o apartamento. Parecia que estavam no espaço, os dois. Talvez Scully fosse uma estrela, mas uma estrela que brilhava bem mais que as outras. E brilhava somente por ele? Somente para ele? _ Mulder, você não sabe o quanto é difícil para mim dizer isso, dizer tudo isso. _ finalizou Scully, parecendo confusa depois de tudo que dissera. Mulder não respondeu, ainda a observava, cativado. _ Mulder? _ Hum? _ Está me ouvindo? _ Scully disse. _ Sim, Scully, estou. _ respondeu Mulder, mentindo. _ Eu não sei o que te dizer. Eu não sei o que eu sinto por você, Scully. É algo confuso, complexo, que eu não posso compreender direito. Scully ergueu as sobrancelhas, tentando entender o que ele queria dizer. Se aproximou de Mulder lentamente, enquanto ele falava. _ Mulder... _ ela já ia dizendo. Seus olhos se encontraram, num olhar significativo. Mulder colocou o indicador sobre os lábios da parceira, silenciando-a. Agora sim, nada mais existia, nem palavras. Seus lábios se aproximaram lentamente, se tocando suavemente. Aquele beijo tinha um toque a mais, algo indescritível. _ Eu já sei o que sinto por você, Scully. _ disse Mulder. Scully o olhou, como se perguntando: "o quê, Mulder?" com os olhos. _ Eu te amo, Scully... The End