Título: Noite de Natal Autora: Alice J. Foster Classificação: NC-17 (Ou um R forte. É só uma cena) Keywords: MSR, Universo Paralelo. Feedback: Por favor!!!!!!!!!!! alice_j_foster@hotmail.com Disclaimer: Não são meus... Adoraria que fossem, mas são da 1013, Fox, do CC, etc... Sinopse: Mulder abandona Scully para procurar a Verdade. Eles se reencontram no Natal depois de uma armação da mãe de Scully. 23 de dezembro de 2004 Apartamento de Mulder RING RING RING Mulder acordou desorientado "Alô..." "Eu te acordei, Fox?" "Não, eh, quem é?" "É a Sra. Scully. Já não se lembra de mim, Fox?" "Claro que lembro, é que estou meio zonzo..." A mãe de Scully sempre havia sido uma mãe para ele, mais que sua própria mãe. Ele não ouvia sua voz há muito tempo e parecia reconfortante. Ela sempre o tratava pelo primeiro nome, o que o fez estranhar no começo, mas que depois ele se acostumou. "Desculpe se liguei em hora imprópria." "Não, eu estou bem. É que não falava com a senhora faz tempo. Então em que posso ajudá-la?" Por um instante Mulder se sentiu como uma atendente, mas ele não sabia mais o que falar e ele ainda estava chocado com o inesperado telefonema. "Você tem planos para amanhã? Na noite de natal?" "Não exatamente. Por que?" "Você gostaria de vir passar a noite aqui?" Mulder não sabia o que responder. Ele não sabia se estava pronto para encarar Scully de novo. "Por favor, Fox, significaria muito para mim." Ele não pode negar, mas ainda precisava esclarecer mais um detalhe. "Eu posso levar alguém?" Do outro lado da linha Maggie não sabia o que dizer. Ela realmente queria Mulder lá na noite de Natal. A vida de sua filha estava miserável. Ela precisava fazer qualquer coisa. "Claro. Posso perguntar quem?" "Minha irmã. Havíamos planejado passar o Natal juntos." "Claro que pode trazê-la." Maggie respirou aliviada. Era apenas a irmã dele. "Então nos vemos amanhã." "Claro. Esteja aqui a partir das 5. Estou esperando para vê- lo, Fox." "Ok. Tchau." "Ok." Mulder esteva nervoso. Ele não deveria aceitá-lo, mas ele não conseguiu dizer não. Uma parte dele queria ver Scully mais que tudo, mais a outra parte estava realmente com medo. Ele iria conversar com Sam sobre isso. Ele pegou o casaco e saiu pela porta. 8:20 p.m. Apartamento de Samantha "Oi, Fox." Ele a abraçou e lhe deu um beijo na bochecha. "Oi, irmãzinha." "Que que você faz aqui? Achei que só nos veríamos amanhã à noite. Está tudo bem?" "Está. Só preciso te falar sobre algumas mudanças." "Claro. Sente aí que eu vou pegar algo para bebermos." Ela desapareceu na cozinha e voltou com duas garrafas de cervejas. Ela sentou-se do lado dele no sofá. Ele a abraçou. Mesmo depois de tanto tempo após seu retorno, ele ainda queria protegê-la, como se a abraçando-a ele pudesse afastar os demônios. "A mãe de Scully me ligou hoje." "Oh, meu Deus. Está tudo bem com Dana?" Ela o olhou com preocupação. "Está. Achei que eu precisava conversar com você sobre umas coisas. A Sra. Scully me pediu que passássemos o Natal lá amanhã. Eu aceitei. Tudo bem com você?" "Tudo. Mas e você? Tudo bem?" "Eu não sei, Sam. Faz tanto tempo." "Eu ainda me sinto culpada." "Você não teve culpa. A culpa foi minha. Quando você voltou eu deveria ter me contentado com isso. Mas ao invés disso eu fui atrás das pessoas que fizeram isso com você. Que te levaram por anos. Eu deveria ao menos ter levado Scully comigo. Eu não tinha direito de abandoná-la como eu fiz. Mas eu estava tentando protegê-la. Eu estava próximo demais da Verdade para colocar Scully em perigo." "Eu sei. Você se arrepende?" "Não me arrependo de ter pego os culpados que fizeram aquilo com você, mas me arrependo de não ter sido sincero o bastante com Scully. Ela merecia isso. Eu não a culpo por ter me deixado. Eu não sei se estou pronto para vê-la de novo. As vezes que nos esbarramos no prédio do FBI foram um desastre. Evitamos um ao outro, mas ficamos tão distraídos que acabamos esbarrando em algo ou tropeçando. Eu não sei se posso suportar vê-la por um dia inteiro. Mas eu preciso conversar com ela." "Ela foi tão gentil comigo quando eu voltei. Ela me tratou como irmã. Eu senti como se ela me conhecesse." "Eu falava tanto de você para ela. Quando eu conseguia quebrar algum muro dentro de mim eu falava tudo o que podia para ela. Qualquer lembrança de nossa infância eu reportava a ela." "Ela é muito importante para você, não é, Fox?" "É. Foi. Eu não sei mais." "Você quer dormir no sofá? E amanhã vamos comprar os presentes extras já que agora minha lista de presentes aumentou de um para quase dez." "Claro." Ele estava acostumado a dormir no sofá de Sam. Desde que ela retornara ele passava grande parte de seu tempo no apartamento dela conversando, apenas assistindo um filme ou algo assim. Ele estava tão feliz quando ela voltou, mas esse sentimento de felicidade não durou muito, já que alguns meses depois Scully o deixou e um novo vazio se abriu em seu coração. Ele sabia que ela estava certa. Ele fez exatamente como ela havia lhe peido para não fazer, ele a abandonou na primeira pista. Ela não estava bem já fazia algum tempo, já que por alguns meses Mulder estava tão eufórico com a volta de Sam que não ligava para mais nada. Eles não resolveram um só caso Arquivo X desde que Sam tinha retornado. Quando ela finalmente lembrou quem havia feito aquilo com ela ele simplesmente saiu correndo, sem avisar Scully para onde ia. Ele ficou longe por meses. Ele pegava as mensagens dela desesperada tentando localizá-lo, mas ele estava tão imerso em sua busca que nem se preocupava em retornar as chamadas. Claro ele terminou sua busca e achou a sua tão procurada Verdade, mas a que preço? 24 de dezembro Mendi Mall 12:30 p.m. Eles estavam no shopping. Ele e Sam haviam decidido que eles comprariam juntos os presentes para os irmãos e sobrinhos de Scully, mas comprariam presentes separados para Scully e sua mãe. Sam tinha comprado um pequeno elefante de cristal para a mãe de Scully e um pequeno urso para Scully. Eles eram lindos e um pouco caros, mas Sam achou que eram o presente ideal. Mulder havia comprado um relógio para a Sra. Scully com uma inscrição no verso "para Maggie de seu quase filho Fox". Estava em letra minúsculas mas Fox estava certo de que ele desejava escrever isso, mesmo que fosse um pouco longo. Ela representava muito para ele. Todas as vezes que ela o ajudou quando ele voltara precisando de ajuda de algum caso, ela revisava com Scully cuidando dele. O presente de Scully é que era o mais difícil. Ele não estava nem certo de que ela o aceitaria à noite, mas provavelmente ela seria educada e apenas não falaria com ele. Ele estava começando a se sentir doente. Mas mesmo se isso acontecesse ele precisava comprar-lhe algo. Ele viu um porta-retratos lindo. Sua moldura era dourada no exterior e prateada no interior. Era lindo. Mulder então colocou sua cabeça para funcionar. 5:00 p.m. Casa de Margaret Scully DING DONG Mulder podia ouvir o barulho de crianças correndo dentro da casa e o som que parecia ser de um jogo na TV. A Sra. Scully abriu a porta e quando viu Mulder deu um enorme sorriso. "Entre Fox. Olá, Sam. É tão bom tê-los aqui. Fiquem à vontade." Ela fez um gesto que lhes indicava que deveriam entrar. "É um prazer estar aqui. Muito obrigada por nos convidar." "Fox tem razão. A senhora foi muito gentil." Sam entregou um embrulho para a senhora Scully. Pelo cheiro parecia uma torta de maçã. "Aqui podem sentar-se. Bill, Tara, Charlie, Sarah, lembram-se de Fox Mulder?" A expressão de Bill foi de raiva, mas Mulder sentiu o olhar que a Sra. Scully lhe mandou e ele se controlou. Charlie levantou e estendeu sua mão a Mulder. "É bom colocar um rosto ao nome. Prazer." Charlie era muito educado. Com certeza ele sabia que Mulder havia feito Scully sofrer, mas ele foi educado. Mulder também deduziu que a Sra. Scully havia falado com seus filhos antes. "O prazer é meu." Todos cumprimentaram Mulder. E a Sra. Scully logo apresentou Sam ao resto do grupo que repetiu os cumprimentos. Com isso, Scully chegou à sala com uma criança no colo gritando Tia Dana, Tia Dana. Ela entregou a criança a Tara, que Mulder deduziu ser a mãe. Scully o viu e ficou pálida. Mulder achou que ela fosse desmaiar. "Mulder!" Ela demonstrava milhões de emoções em seu rosto ao mesmo tempo. Mas a maior era surpresa. Eles ficaram se olhando por um longo momento e o silêncio se instalou na sala. Até que a Sra. Scully não agüentou mais. "Oh! Dana, eu esqueci de te avisar, eu convidei Fox e Samantha para passarem o Natal com a gente. Tudo bem?" "Tudo." Mulder não sabia se ela quis dizer isso ou apenas quis ser educada. "Oi, Mulder. Oi, Sam." Ela foi até eles e deu-lhes um beijo no rosto. O contato dos lábios de Scully com a face de Mulder foi breve mas ele sentiu a perda instantaneamente. Ela percebeu que ambos estavam surpresos. O coração de Mulder estava muito rápido. Ele começou a sentir que ia desmaiar. Ele a olhou brevemente e ela devolveu o olhar. Ele sentiu uma tontura ao contato. Ele estava tendo tantas questões. Ele teve medo de Ter tomado a escolha errada. Tanto no passado quanto na decisão de vir hoje a essa casa. Ela discretamente saiu e deixou a sala em direção à cozinha, seguida por sua mãe. Ele se sentou no sofá. O resto da família o olhava estranhamente e ele olhou para Sam que apenas sorria. "Bill, onde é o banheiro?" Mulder perguntou sem jeito. Bill apontou-lhe a direção. Mulder levantou-se e andou na direção indicada. No caminho ele escutou Scully conversar com sua mãe. "Como você 'esqueceu' de me contar que Mulder viria." "Se eu te dissesse a verdade você me impediria." "Claro. Isso é loucura." "Vocês precisam resolver seus problemas. Vocês estão miseráveis. Eu vi isso no jeito como ele te olhou. Vocês têm que resolver seus problemas juntos." "Mãe, eu e Mulder não estamos juntos. E eu não estou miserável." "Minha filha, você se enterrou no trabalho. Está trabalhando em algo que não te faz feliz. Seu novo parceiro é um 'idiota', nas suas próprias palavras. E não é o mesmo tipo de idiota que você achava que Fox era. Você reclamava mas eu via admiração em seus olhos. Você não sabia que você era feliz, mas você era." "Mãe, cabe a mim decidir se estou feliz ou não." "Okay. Eu sinto muito. Mas você poderia pelo menos tentar ser gentil com Fox?" Mulder esperou a resposta, mas não ouviu nada por alguns instantes. "Okay. Eu vou tentar." Mulder se assustou ao sentir alguém pôr a mão em seu ombro. Ele se virou e era Sam. "Tudo bem, Fox?" "Tudo. Eu acho. Scully não sabia que viríamos. Eu queria ir embora, mas ao mesmo tempo quero conversar com ela. Acho que devemos ficar e esperar. O que você acha?" "Eu concordo. Acho que vou me divertir. O filho de Tara já está pulando no meu colo." Ele viu um sorriso no rosto de Sam. "Okay. Vou ao banheiro e voltarei para a sala." Ele se virou e ela foi na direção oposta. 8:23 p.m. Eles estavam todos comendo um churrasco que Bill, Charlie e Mulder fizeram num frio de -5°C. Não estava muito bom, mas estavam todos comendo em volta da mesa. Scully estava sentada longe de Mulder, mas ele não conseguia tirar os olhos dela. Ela ria sobre algum comentário de alguma de suas cunhadas ou uma brincadeira de algum de seu sobrinhos. /ela fica maravilhosa quando sorri./ Ele baniu o pensamento. Ele não precisava ficar notando a beleza de Scully quando a principal meta dela parecia ser ignorá-lo. Mais um tigela de purê de batatas chegou à mesa e todas as crianças correram para atacá-la. Scully olhou por cima da tigela e os olhos dela encontraram os de Mulder. Ele estava lembrando sobre a infertilidade dela. Ele nunca iria se perdoar. Scully percebeu o que ele pensava e ele viu em seus olhos a frase /nem pense nisso, Mulder/. Era incrível como eles poderiam se comunicar até com olhares, mas ao mesmo tempo escolhiam não dizer nada. "Fox, você poderia me passar a salada." A voz de Sam interrompeu o contato dele com Scully. "Ah, claro." Ele passou a salda para Sam. Após o jantar, estavam todos se retirando e Tara, Sam e Maggie estavam tirando a mesa. Scully se moveu para ajudar, mas Mulder foi mais rápido. "Scully, podemos conversar?" Ela olhou para sua mãe. "Pode ir, Dana. Eu termino de tirar a mesa." Mulder percebeu a incerteza nos olhos de Scully. "Ok. Vamos lá em cima." Mulder sabia que estava muito frio para conversarem lá fora, então eles subiram para um dos quartos. Eles entraram num quarto com uma poltrona e um sofá que parecia um tipo de escritório com livros e álbuns de família. Mulder se sentiu tentado a olhá-los, mas ele precisava tratar de outras coisas antes. Ela sentou-se na poltrona e ele ficou de pé. "Fale, Mulder." "Eu acho que precisamos discutir alguns assuntos." "Mulder eu não tenho certeza sobre isso." "Scully, escute! Por uma vez eu vou te pedir que escute com o coração e não com a cabeça. Só dessa vez. Pelo menos me escute." Ela respondeu afirmativamente com a cabeça. "Eu sinto muito pelo que aconteceu. As coisas não deveriam ter acontecido do jeito que aconteceram. Você não imagina do que eu me arrependo." Ele baixou a cabeça. "Pelo quê, Mulder? Por ter achado sua irmã? Por ter encontrado o que você sempre procurou? Por me ter na sua cola te atrasando todos esses anos?" "Não, eu nunca vou me arrepender te ter passado esses anos com você. Você é a única pessoa que eu confio, além de Sam. Você foi quem me ajudou a achar o que sempre busquei. Eu agi errado te abandonando do jeito que fiz, mas foi necessário. Eu deveria ter ligado, te avisado sobre qualquer mudança. Mas eu estava com tanto medo de que eles a afastassem de mim que eu mesmo a afastei." Ele a olhou nos olhos. Aqueles olhos azuis que guardavam o segredo de sua alma. Às vezes Mulder queria ficar olhando por horas em seu olhos até que finalmente pudesse entender sua alma, seu pensamento. "Você sabe o quanto é ruim ser deixado para trás?" "Sim. Eu sei. Foi como eu me senti quando eu voltei e não te achei." "A diferença é que você merecia. Me diga, eu fiz algo para merecer aquilo? Você me disse várias vezes que você não era nada sem mim, e depois, você acha sua irmã e eu me senti um grande nada. Eu sei que você estava feliz por tê-la encontrado e eu sei que você uma vez desistiu dela por mim, mas você não precisava me ignorar completamente." "Não foi isso Scully. Eu sempre te dei valor, mas o valor real e completo eu só te dei nas vezes em que quase te perdi. E mais ainda quando você realmente me deixou. Eu realmente sinto muito. Eu achei que achando minha irmã eu estaria completo, mas sem você existe um vazio enorme em mim. Sem você eu não sou nada. Eu queria pelo menos que você entendesse seu valor para mim. Eu não te deixei por você não mais ser importante para mim. Eu estava com medo de que algo acontecesse a você. Eu jamais me perdoaria se você fosse levada. Eu acabara de achar Sam, eu não queria te perder. Mesmo se depois você me deixou. Eu queria que você entendesse. Você entende, Scully?" Ela ficou em silêncio por alguns instantes como se sua mente estivesse processando toda a informação recebida. "Acho que sim, Mulder. Eu preciso pensar sobre tudo isso." Ela se levantou e estava indo em direção à porta quando de repente ela se virou e rapidamente pressionou seus lábios aos de Mulder. Eles ficaram assim por alguns instantes, sem aprofundar o beijo, apenas apreciando o contato. Mulder se sentiu inteiro novamente. Ou melhor, ele se sentiu inteiro pela primeira vez. Ele não sabe quanto tempo se passou, seus pensamentos direcionando-se para todos os lados e seu corpo cedendo à maravilhosa sensação. Ela se separou e saiu pela porta. Ela ficou imóvel por alguns segundos. Quando recuperou-se ele a deixou ir pois ele sabia que ela precisava de tempo. Ir atrás dela só iria piorar as coisas. Ele sorriu para si mesmo lembrando-se do que acabara de ocorrer. Por todos esses anos eles tentaram se enganar em relação aos seus sentimentos. A desculpa sempre fora de que eles não deveriam se desconcentrar do trabalho, mas ambos sabiam que era medo de que se machucassem. Ambos haviam se machucado em relacionamentos prévios, Mulder com Diana e Phoebe ; e Scully com Jack e Daniel. Mas o medo maior era de que eles perdessem o que tinha. A posição de importância que um alcançou na vida do outro era muito alta e um relacionamento poderia tanto valorizar ainda mais esse laço como acabar com ele. Mulder lentamente desceu as escadas e achou Sam. "Você está bem? Dana passou por aqui, mas não nos disse nada." Ele não conseguia parar de sorrir. "Está tudo bem. Ela precisa de um tempo. Nós conversamos e acho que tudo saiu bem. Ela precisa lidar com as novas informações para tomar uma decisão." Ele olhou para Sam que parecia ter se contagiado e que agora sorria também. "Vamos assistir TV. Está todo mundo lá na sala. Parece que vão colocar vídeos de quando eles eram crianças." "Eu não perderia isso por nada." Ele sentou-se no chão e Sam sentou-se no seu lado direito. Ele quase explodiu de felicidade quando Scully veio e sentou- se do lado dele. O vídeo começou a passar. Bill, Tara e seu filho sentavam-se num lado do sofá. A Sra. Scully no meio, e Charlie Sarah no outro lado. Os filhos deles se espalharam pela sala. As cenas começaram com um menino de uns 10 anos brincalhão que Mulder deduziu que era Bill, atrás dele com uma arminha de brinquedo estava outro menino, ruivo, que Mulder deduziu ser Charlie. Logo atrás veio uma menininha de uns 3 anos tentando alcançá-los e sorrindo. Mulder reconhecia aquele sorriso em qualquer lugar. Era Scully tentando brincar com os garotos. /Não é a toa que ela é tão forte... ela queria brincar com os irmãos mais velhos/. Quando apareceu na tela uma menina de uns 5 anos, a sala inteira virou um silêncio. /Melissa/. A garotinha na tela era igual à Emily. Mulder não tinha dúvida. Ele sentiu Scully colocar a mão dela sobre a dele eu estava sobre o chão. Ele apenas acariciou a sua mão com o seu dedão. A cena mudou e todos voltaram a rir e conversar e Scully não soltou da mão de Mulder. Mulder identificou o vídeo como sendo de uns 10 anos mais tarde, o menino Bill já tinha uns 20 anos e eles pareciam estar num jogo de baseball. Bill errou as duas primeiras e acertou a última bola, mandando-a longe o suficiente para que alcançasse a segunda base. Logo surgiu na tela uma garotinha mais nova, uns treze anos./Scully/. Ela estava caminhando com um bastão para rebater a bola./ O que? Ela jogava baseball?/ Ele continuou assistindo e a pequena Scully acertou a primeira bola e fez um home-run. Todos começaram a rir da lembrança na sala. Mulder olhou para Scully que apenas estava com a cabeça baixa tentando esconder um sorriso. "Você sabe jogar baseball, Scully?" "Você está brincando? Ela era a melhor da família! Ganhava de mim e do Charlie fácil fácil." Bill falou atrás de Mulder. Scully levantou a cabeça e riu alto. Ninguém entendeu, mas ela olhou para todos com um olhar de 'não perguntem'. As próximas cenas foram de suas juventudes, Natais anteriores e aniversários. Toda vez que Melissa ou o pai de Scully apreciam na tela, a sala se tornava quieta, mas isso não durava muito. Logo as cenas acabaram e a tela se tornou azul. Todos se levantaram se espreguiçaram. A Sra. Scully olhou para o relógio. "Oh, Meu Deus! Já está tarde. Vamos todos dormir que temos que levantar cedo. Bill, Tara e Matthew, vão para o antigo quarto de Dana; Sarah, Charlie e crianças, meu quarto; eu vou dormir na cama de solteiro do quarto de hóspedes. Fox e Sam, eu coloquei uns colchões no escritório, espero que não se importem." "Não está tudo bem, Sra. Scully." Sam concordou com Mulder. "Ótimo. Dana, me ajude a trazer seu colchão aqui para baixo." Cada um foi para seu designado quarto e Mulder refletiu um pouco sobre o que acontecera entre ele e Scully nesse mesmo quarto onde eles estavam dormindo. Logo ele dormiu também. 3:40 a.m. Mulder acordou com sede e foi até o banheiro. Não tinha nenhum copo. Ele desceu cuidadosamente a escada e foi até a cozinha. Ele bebeu um copo d'água e deixou o copo na pia. Ele estava quase subindo de novo quando ele viu Scully dormindo. Ele ficou observando-a do pé da escada até que ele decidiu ir até o sofá. Ela estava dormindo na frente do sofá num colchão e com um cobertor e a única luz na sala era a da lua e a leve incandescência da fogueira quase que completamente apagada. Ele deitou-se no sofá e ficou contemplando-a . Ela parecia tão calma e serena dormindo. Ele sempre gostara de observá-la dormindo. É como se todo o seu escudo de proteção estivesse abaixado. Se ela estivesse desarmada. Ela não poderia levantar uma sobrancelha para ele dormindo. Ela não poderia mudar de um papel para outro, de agente para médica ou outros papéis. Ela ficava um pouco vulnerável, o pouco permitido para Scully. E como se ela se abrisse. Ele logo adormeceu no sofá. Manhã de Natal Mulder acordou com uma mão calmamente o tocando. "Mulder, acorda. Já é de manhã. As crianças estão escovando os dentes para descer e abrir os presentes. Acho que devemos fazer o mesmo." Ele concordou e finalmente seus olhos conseguiram captar a imagem de uma Scully em seus pijamas e um robe por cima. "Ok. Eu estou levantando." Ele resmungou ainda sonolento. "Eu estou indo para o banheiro." Ela saiu do campo de visão dele e logo ele estava subindo as escadas e entrando no quarto onde estavam as coisas dele e acordando Sam. "Sam acorde. É Natal." Ele a beijou na testa e ela acordou rapidamente, diferente dele. "Bom dia, Fox." "Bom dia. Vamos descer." Ele pegou a escova de dente dele e foi para um dos banheiros que estava já lotado. Ele decidiu então ir no banheiro lá embaixo. Quando ele chegou lá Scully estava saindo do banheiro, com o cabelo mais ou menos arrumado e com sua escova de dente na mão. "Todo seu." Mulder sentiu um sentimento estranho de domesticidade dento dele. "Obrigado." Ele passou por ela e entrou no banheiro. Ele escovou os dentes e quando abriu a porta se deparou com Scully pronta para bater à porta. "Minha escova de cabelo." Mulder estendeu o braço e pegou a escova para ela na pia. "Aqui." "Mulder desculpe, eu não te falei ainda, Feliz Natal." "Feliz Natal para você também Scully." Ela o abraçou. Eles se separaram e ele lhe beijou a testa. Ela ficou nas pontas dos pés e lhe deu um beijo. Esse beijo foi mais intenso que o outro. Eles se separaram e logo ela ficou vermelha. Eles foram logo abordados pelas crianças que o puxavam para a sala. "Vamos, a vovó disse que só vamos abrir os presentes se todos estiverem lá. Vem, tia Dana, vem tio Fox." Eles os puxavam pelas mãos rapidamente. Já estavam todos sentados e Mulder e Scully sentaram no chão novamente. A Sra. Scully foi para o lado da árvore para organizar os presentes. "Este é para Matthew do Papai Noel." A criança correu lá na frente e pegou seu presente. Ele desembrulhou rapidamente para achar uma réplica de um aviãozinho. Ele começou a brincar. "Mais um para você dos seus tios Charlie e Sarah." Dessa vez era um jogo de tabuleiro. Ele recebeu o resto dos presentes. De Scully, um brinquedo que nem a criança sabia direito o que era, e de Mulder e Sam uma bola de baseball. As outras crianças foram recebendo os presentes até que a sala virou um zona com papéis de embrulho para todos os lados e crianças brincando e comparando os presentes. A Sra. Scully falou para todos irem para a sala de jantar para que os adultos pudessem receber os presentes. Com a sala livre de crianças a Sra. Scully recomeçou. Ela entregou os presentes a Bill e Tara e a Charlie e Sarah. "Um para mim. De seus três filhos." Ela abriu o presente e achou passagens para um cruzeiro no Caribe. "Achamos que você fosse precisar de um descanso depois dessa bagunça que nós fizemos." "Muito obrigada crianças. Foi ótimo." "Tente se divertir lá, mãe. Por nós." Scully falou quase que suplicando a sua mãe que descansasse um pouco. "Um para Sam, de seu irmão". Sam correu e pegou o pacote. Ela abriu a caixa para achar um indo colar de ouro com um pingente que continha um foto dela e de Mulder. Ela o abraçou e agradeceu. "Um para Fox, de Sam." Mulder levantou e pegou o presente. Era uma jaqueta de couro novinha em folha. "Aquela sua jaqueta já está na hora de se aposentar. Achei essa e comprei." "Eu adorei. Obrigado , Sam." Ele a abraçou. Scully sorriu. Ela imaginava que a jaqueta dele deveria estar um lixo agora. Quando ela o conheceu a jaqueta já tinha alguns anos, agora deveria estar mais que velha. Ele colocou a jaqueta sobre o pijama e servia perfeitamente. Scully pensou nele com a camiseta cinza, jeans e aquela jaqueta. Ela sorriu e tentou mudar de assunto em sua cabeça. Ela não era do tipo fácil que fica imaginando homens em algum tipo de roupa ou até mesmo sem. Ela era muito cuidadosa com isso, mas Mulder ficava maravilhoso naquela roupa. Não, Scully, ele é seu parceiro. Levou um segundo para que a mente dela disparasse um alarme dizendo que eles não eram parceiros mais. Nada mais a impedia de imaginá-lo do jeito que quisesse. Ela estava perdida em seus pensamentos quando ouviu sua mãe a chamando. "Dana? Dana? Este é para você, de Sam." Scully levantou-se para pegar a pequena caixa. Ela abriu com cuidado a caixa e achou um urso em cristal lá dentro. "É lindo, Sam. Obrigada muito obrigada. Eu sinto não ter nada para vocês, mas eu não sabia que vocês viriam." "Tudo bem, Dana. Não tem problemas. Estou feliz que você tenha gostado." Scully estava apreciando seu presente quando ouviu alguém a chamando novamente. "Dana, outro para você. De Fox." Scully levantou-se e pegou a caixa retangular. Dentro da caixa havia um porta-retrato com uma foto dela que ela reconheceu como sendo durante o primeiro caso deles em Bellefleur, Oregon. Ela levantou o porta-retrato e embaixo havia um bilhete. S. Eu recebi essa foto de uma fonte misteriosa durante nosso primeiro ano juntos e fiquei com medo de lhe mostrar e você se assustar e me deixar quando eu estava começando a confiar em você. Eu agora vejo essa foto como um momento precioso. Foi como nos conhecemos. Como tudo começou. Em momentos eu quis que você nunca tivesse entrado no porão naquele dia e já me desafiado antes de nosso primeiro caso. Mas no fim eu sempre chego a conclusão de que você ter entrado em minha vida foi o melhor que já me aconteceu. Espero que você me perdoe e que você me aceite de volta. Eu preciso de você ao meu lado para ser feliz. Com amor, M. Scully estava em lágrimas quando terminou de ler o bilhete. "Tudo bem, Dana?" Sua mãe perguntou preocupada. Scully levantou a cabeça para ver que todos na sala olhavam para ela. "Tudo, mãe. Só me emocionei um pouco." Ela levantou da cadeira que estava desde que recebeu o presente de Sam e foi em direção a Mulder que estava sentado no sofá também depois de levantar-se. Ela o abraçou e ele a abraçou com a mesma força. " Eu também preciso de você para ser feliz." Ela sussurrou no ouvido de Mulder. Eles se separaram e ela sentou-se ao lado dele no sofá. "Desculpe, mãe. Pode continuar." "Não há nada pelo que se desculpar, Dana." A Sra. Scully continuou a entregar os presentes, mas tudo que Scully fez foi ficar acariciando as mãos de Mulder com as suas. Eles se olharam e os seus olhares falaram mais do que era preciso. /Eu te amo./ /Eu também. Desculpe se nunca te disse antes, Mulder./ /Você me perdoa?/ /Perdôo, mas nunca mais faça isso./ /Eu prometo./ Eles saíram da sala depois que a entrega de presentes acabara e foram para o escritório que havia sido definido como o quarto de Mulder e Sam. Quando estavam subindo, Mulder notou o olhar assassino que Bill lhe deu, mas ele se contentou sabendo que daqui para frente ele iria receber muitos desses olhares, já que Mulder pretendia nunca mais deixar Scully. Eles entraram no escritório e Scully trancou a porta. Ele sentou na poltrona e ela sentou no colo dele. Ele estranhou no começo, mas depois que ela olhou para ele com o mais lindo dos sorrisos ele relaxou. "Eu amei o presente, Mulder." "Estou feliz. Eu sempre admiro aquela foto. Você ainda estava segura." "Eu jamais pediria um passado diferente. Eu finalmente encontrei algo em que eu poderia ser útil. E foram os Arquivos X que me levaram até você, Mulder. Foi através deles que eu aprendi a te admirar, Mulder. Foi através deles que eu comecei a te amar." As palavras pareciam diferentes quando saíam da boca dela. "Eles deram um sentido na minha vida. Eles foram a razão para tudo." "Você realmente não se arrepende?" "Jamais." "Scully, você voltaria a trabalhar nos Arquivos X?" "Depende. Como eles andam?" "Voltaram a ter uma alta taxa de resolução, mas não tão alta como quando você estava lá. Nós temos que voltar a ser o melhor time do FBI." " Eu aceito. Com algumas condições." "Quais?" "Você jamais vai me abandonar de novo." Ele concordou. "Nós vamos tirar féria anualmente como qualquer outro agente." Ele concordou. Ela fechou os olhos. " E quanto a nós, Mulder?" Ela abriu os olhos e ele não tinha entendido completamente a questão dela. " E quanto a nós? Como vamos manter um relacionamento pessoal e profissional sem arruinar nenhum dos dois?" "Scully, nós já enfrentamos de tudo juntos. Nós vamos conseguir. Só não podemos esquecer que juntos nós somos mais fortes que separados." "Você acha que Skinner irá me aceitar de volta nos Arquivos X?" "Ele está quase se aposentando. Ele gostaria de que os melhores agentes dele voltassem a trabalhar juntos. Depois que eu expus a conspiração, ele não tem ninguém mais o pressionando. Ele até me elogiou outro dia." Scully sorriu. Ele deram uma risada suave. Ela o beijou. Dessa vez eles não tinham nada os segurando e eles beijaram com a paixão reprimida ao longo dos anos e que agora viria à tona. Ele sentiu a língua dela circundar o lábio inferior dele e ele a capturou com a sua própria língua. As suas línguas se acariciavam sensualmente. Mulder sentiu seu sangue ir para suas calças. Ele respirou fundo e começou a beijar o maxilar de Scully, sua garganta até ele achar o lóbulo de Scully, onde ele começou a sugar e lamber alternadamente. Ele podia ver que ela estava se movendo impacientemente em seu colo, se segurando para não gemer já que a família dela inteira estava lá embaixo. Ela esbarrou na sua ereção e ele gemeu baixo, o que a fez sorrir. Ela se moveu mais uma vez fazendo-o morder o lábio inferior para não gritar. Ele pegou seu rosto e a beijou novamente, com força e paixão. Ele abriu o robe que ela vestia e desabotoou os primeiros botões da parte de cima do pijama. Ele pegou os seios dela e sugou os mamilos. Ele passou a boca para o outro mamilo e seus dedos apertaram o mamilo ereto que havia ficado sem a atenção de sua boca. Ela se mexeu em seu colo novamente e novamente ele gemeu baixo. Ela desceu sua mão para senti-lo sob a calça do pijama. Ele já estava completamente ereto. Ela começou a massagear suavemente, sentindo da base até a ponta. Mulder fechou os olhos e se rendeu à sensação das mãos de Scully. Ele mordeu forte o lábio inferior dele até que ele sentiu a respiração de Scully próxima à sua. Ela aproximou-se lentamente até que seus lábios se tocaram, uma sensação que fez Mulder segurar sua respiração por vários instantes. Suas línguas nem se tocaram e Scully desviou sua boca e começou a brincar com o lóbulo esquerdo de Mulder. Ele não estava mais agüentando, então ele a separou de sua orelha, desabotoou o resto da parte de cima do pijama e tirou a parte de cima do próprio pijama. Ele a levantou e levantou-se da poltrona. Ele cuidadosamente a colocou na poltrona e se ajoelhou para tirar as calças do pijama dela. Ele tirou as calças e a calcinha e ficou lá olhando o corpo de Scully, nua diante dele. Ele começou a passar mão na perna dela, sentindo a pele lisa do lado interno da coxa dela. Ele não encostou onde ela mais queria que ele encostasse. Ao invés disso ele passou a mão na barriga dela e no seu estômago, subindo para brincar com seus seios. Ele abaixou a cabeça e começou a lamber seu umbigo. Ela gemeu o mais baixo possível para que ninguém a ouvisse. A imagem de ser pega dessa maneira por alguém da família dela não era boa. Ainda bem que ela havia trancado a porta antes, ou agora ela não ia ter nem forças para trancá-la. A cabeça de Mulder desceu mais um pouco e as mãos dele, nos joelhos dela, separaram as pernas dela para que ele pudesse atingir seu alvo. Ele introduziu dois dedos nela e atestou que ela estava pronta. Ele começou a sugar o clitóris dela, e isso a estava fazendo gemer constantemente. Ele pegou o travesseiro no qual ele dormira parte da noite deu a ela sem interromper seus atos. Os gemidos eram agora abafados pelo travesseiro, porém agora o travesseiro não estava ajudando muito e Mulder teve que parar, também pelo fato de que ele não estava agüentando muito. Ela se levantou para surpresa dele. "Senta, Mulder." Ele fez como ela pediu. Ela tirou a parte de baixo do pijama dele e viu pela primeira vez o membro dele ereto. Ela colocou seus joelhos ao lado das pernas de Mulder e o guiou para sua abertura. Ela começou lentamente a descer e deixá-lo penetrá-la. Ela abaixou até que sua pélvis encontrou a dele. Eles se beijaram e ela começou a se mover tentando subir. Ele gemeu na boca dela e colocou as mãos ao lado dos quadris dela para tentar acertar um ritmo. Logo o ritmo foi acertado e eles começaram a gemer um na boca do outro, o que ajudava a abafar os sons consideravelmente. Logo os dois começaram a tremer e alcançaram o clímax juntos. Scully caiu exausta nos braços de Mulder, que a abraçou ainda trêmulo. Eles ficaram assim nos braços um do outro por uns 10 minutos. Eles estavam aproveitando a nova sensação de liberdade. Eles finalmente se moveram. O primeiro movimento de Scully foi olhar para Mulder. Ele estava sorrindo como uma criança. "Uau!" Foi a única coisa que saiu da boca dele. "Uau, mesmo. Mulder, eu vou dizer algo que eu não digo sempre: Eu te amo!." "Eu te amo também e sei o quanto é difícil para você se expressar. Bem nem tanto...." Ele sorriu sugestivamente para ela. "Mulder!" Ela o beijou brevemente e saiu do colo dele. "Onde você vai?" "Mulder, a casa está cheia e mais cedo ou mais tarde alguém vai bater nessa porta. Me ajude a arrumar tudo isso aqui e vamos nos vestir." "Sem graça!" Ele fez carinha de cachorrinho pidão, mas ajudou Scully e ambos se vestiram. "Pronto. Tudo arrumado. E agora?" "Que tal nós deixarmos a porta aberta e ficarmos na poltrona um pouco mais?" "Concordo." Ela destrancou a porta e a deixou um pouco aberta. Ele sentou novamente na poltrona e ela sentou no colo dele e eles dormiram assim. KNOCK KNOC "Dana, Fox.? Vocês estão acordados?" Scully acordou com sua mãe batendo na porta e já olhando para dentro do escritório. "Ah, que? Sim eu tô acordada." Ela chacoalhou Mulder para que ele acordasse. "Mulder! Acorda!" "Ah? Fala Scully." Ele mal abriu os olhos. "Minha mãe veio nos acordar, já deve estar na hora do almoço." "São 2:15 da tarde já. O almoço está quase saindo. Perdemos a hora conversando e com as crianças brincando. Estejam lá embaixo em 20 minutos." "Ok." Scully já estava se levantando. A mãe dela saiu e já estava descendo as escadas. "Vamos, Mulder. Levante. Eu vou tomar um banho e me arrumar. Te encontro lá embaixo em 20 minutos." Ela lhe deu um beijo na testa e saiu. Ele se levantou e foi se preparar para descer para o almoço. Ele nuca esteve tão feliz. Esse sentimento de felicidade estava-o invadindo rapidamente. Ele se viu assobiando no caminho para o banheiro. Ele entrou no banheiro do corredor, sabendo que Scully estava no banheiro do quarto da mãe dela. Ele iria até lá, exceto pelo fato de que eles só tinham 20 minutos e de que se eles não descessem alguém viria chamá- los. Ele tomou um banho rápido e já estava sentando-se à mesa quando ele viu Scully descer. Ela colocou uma calça branca e um suéter azul maravilhoso que realçava-lhe os olhos. Ele sabia que um pouco daquele brilho era por causa dele e o pensamento o fez sorrir. Scully deve ter lido a mente dele pois ela sorriu também. Ela trocou com um de seus sobrinhos que estava ao lado de Mulder e então pode sentar-se do lado dele. Ele sussurrou no ouvido dela:" Você está linda." "Você também" Ela sussurrou de volta. "Eu te amo." "Eu também." "Case comigo." "O que?" "Você ouviu." "Como assim?" "É bem simples. Casa comigo?" "Sim." Ele a beijou rapidamente e de repente todos os olhos à mesa estavam virados para eles. Ela corou e seu rosto ficou super vermelho. "Vamos começar?" "Claro." E com isso toda a bagunça começou, passagens de pratos e tigelas, conversas altas e discussões eufóricas das crianças sobre os novos presentes. "Você anuncia, ou eu?" "Nós." Eles estavam tão perto. Ela estava querendo ficar a sós com ele o mais rápido possível para repetir a cena ocorrida no escritório. Mas ela queria anunciar as notícias. Ela sabia que a mãe dela ficaria radiante. PLECK PLECK Mulder bateu o garfo no copo que ele segurava. "Silêncio! Por favor. Sc...Dana e eu temos algo para anunciar." Ele se sentia muito estranho chamando-a de Dana, mas era inútil falar Scully numa sala cheia de Scully's. "Mulder e eu decidimos nos casar." Scully falou rapidamente como se esperasse eu algo diferente fosse acontecer no mundo (como abelhas, etc.). Ela queria ser a pessoa a anunciar, então as palavras deveriam sair rapidamente ou nunca sairiam. A mãe de Scully ficou branca, o resto levantou para cumprimentá-los, as crianças continuaram brincando e Bill parecia que ia socar Mulder a qualquer hora. Finalmente a mãe de Scully pareceu se recuperar e sob lágrimas abriu um sorriso enorme e foi abraçar Mulder e Scully. Sam estava olhando para os dois com um imenso sorriso também. Mulder virou para Scully e sussurrou baixinho: "Viu, não foi tão difícil?" "É, mas não foi fácil também... Aliás nada é fácil com você, Mulder..." "Você está reclamando?" "De jeito nenhum, Mulder, de jeito nenhum." Ela sorriu para ele. 20 de agosto de 2005 Casa de Mulder & Scully "Mãe! Vem me ajudar com o vestido." Scully gritou lá de cima. A casa estava uma bagunça. As caixas de mudança ainda estavam chegando ela precisava fechar o vestido que a cada minuto ficava mais apertado. "O que foi Dana? Tudo bem?" "Tudo. Mas eu preciso que você coloque meus sapatos já que não consigo ver meus pés. E fechar meu vestido" "Eu sei como você se sente. Você ainda está no sexto mês. Só vai ficar pior." "Muito obrigada mãe!" Maggie achava divertidas as mudanças de humor de sua filha. Era algo que Dana jamais teria normalmente. Agora qualquer comentário ela já se ofendia, já ficava deprimida ou pelo contrário, ficava eufórica. Maggie lhes disse para casarem antes que a gravidez estivesse avançada, mas Fox e Dana estavam ocupados demais com alguns casos que precisavam ser resolvidos. Agora eles decidiram casar-se de uma hora para outra no jardim da casa que eles compraram e tirar um mês de férias como Lua-de-mel e eles ainda precisavam comprar milhares de coisas para o bebê. Esse bebê havia sido tão inesperado. Eles estavam discutindo inseminação e adoção quando descobriram que Dana estava grávida. Parece que quem tirou os óvulos de sua filha, esqueceu um. Ela ajudou a filha a terminar de se vestir, pegaram tudo e desceram. Maggie foi na frente para preparar todos. Todos constituindo: a família Scully, Mulder, Skinner e Pistoleiros Solitários. Além do padre é claro. Todos olharam para ver Sam entrando com uma roupa linda e logo atrás Scully, com um vestido creme de tecido fino e suave que ia até uns 4 dedos abaixo do joelho e um buquê de flores do campo. O padre começou a celebrar a cerimônia. "Estamos aqui reunidos...." Mulder e Scully não conseguiam se concentrar no que o padre dizia. Isso eles já sabiam. Eles estavam mais interessados em olhar um para o outro. Eles só retornaram sua atenção para o casamento na hora dos votos, onde cada um tinha escolhido o que ia falar. "Eu Dana Katherine Scully prometo te amar e te acompanhar pelo resto de nossas vidas, não importando as barreiras e obstáculos." "Eu, Fox William Mulder prometo te amar e jamais te abandonar novamente pela longa jornada que ainda temos de percorrer. Juro proteger a você e aos nossos filhos enquanto eu viver." "Com isso eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva." E assim Mulder o fez. O casamento deles tinha que ser assim: íntimo, fechado e improvisado. Afinal se fosse tudo certinho eles iriam estranhar. Eles ainda lidariam com muitos problemas, mas agora estavam felizes de estar juntos, de volta nos Arquivos X e esperando um filho. Eles estavam felizes. 24 de dezembro de 2005 9:25 p.m. Casa de Maggie Scully Estavam todos se sentando para jantar, Mulder estava de pé atrás da mesa andando com o seu filho, Ryan, no colo. Ele pegou um copo para fazer um brinde que Scully tanto queria fazer. "Bem eu gostaria de brindar à minha mãe por nos ajudar a perceber que só seríamos felizes um ao lado do outro. Se há exatamente um ano Mulder não tivesse vindo aqui, nós provavelmente não estaríamos aqui. Nem Ryan. Muito obrigada mãe por fazer com que eu percebesse que estava miserável e que eu precisava de uma razão para viver novamente. Mesmo que nenhum de nós tivesse pedido sua ajuda, muito obrigada," "De nada, minha filha. É que eu não podia ficar somente observando enquanto vocês sofriam. Fico feliz que tudo terminou bem." Eles terminaram o jantar e estavam se preparando para dormir. "Eu fiz algumas mudanças. Tara, Bill e Matthew, antigo quarto de Dana; Charlie, Sarah e crianças, meu quarto. Eu coloquei uma cama de casal no quarto de hóspedes e vocês podem ir para lá e eu e Samantha dormiremos no escritório. Assim vocês não vão precisar fugir para a poltrona como fizeram naquela manhã... ahh, e se vocês quiserem aquela poltrona é de vocês." Mulder estava ficando vermelho como pimentão e Scully também. "Ooops." "É, oops. Acho que não é mais nosso segredinho." "Acho que nuca foi. Vamos dormir." Ele pegou seu filho nos braços e foi levando-o junto com eles. A vida deles não poderia ficar melhor. Finalmente eles tinham tudo que sempre sonharam: uma família, Sam de volta, a Verdade descoberta, o amor entre eles. É a vida não podia ficar melhor...