No calor da paixão Escrito por Chastity Disclaimer: Os personagens aqui citados não pertencem a mim e sim a Chris Carter e à Twentieth Century Fox. Se eles fossem meus já teria rolado algo há muito tempo e acabaria com essa frescura de uma vez por todas. Classificação: Shipper;NC-17 Spoilers: Biogenesis; Operação Clipe de Papel Resumo: Scully está em seu apartamento divagando sobre seus sentimentos em relação a Mulder, quando vem à tona uma lembrança muito especial, há muito enterrada, ocorrida no início da parceria entre eles e que foi guardada pelos dois a sete chaves. NC-17. Feedeback:chastity@zipmail.com.br Washington D.C. Apartamento da Scully 2:43 Scully levantou da sua cama e foi pegar um livro para passar o tempo. Não tinha conseguido pegar no sono apesar da exaustão. - Acho que estou pegando os maus hábitos do Mulder. – pensou alto quando chegou à sala. Na verdade o motivo de não conseguir dormir era o belo agente do FBI Fox Mulder. Scully estava tentando lidar com sentimentos que recentemente afloraram quando Mulder ficou à beira da morte. Naquela ocasião descobriu o quanto o amava, não como irmão, mas como homem. Foi para África determinada a achar a cura para a doença de Mulder. Não conseguiu encontrá-la, mas lá várias de suas crenças foram abaladas e o mais importante é que pôde analisar seus sentimentos em relação a Mulder. Quando voltou e viu seu parceiro definhando teve a certeza desesperadora de que não poderia viver sem ele. Nunca havia se sentido tão impotente em toda a sua vida, de que bastava ser uma cientista se não conseguia fazer nada pela pessoa mais importante de sua vida? Tudo o que podia fazer era rezar por ele, pedindo a Deus que não o levasse, pois não seria capaz de continuar lutando sem ele ao seu lado. É até engraçado como tentava se enganar. Dizia sempre para si mesma que Mulder era como um irmão, que tudo o que sentia por ele era amizade, respeito e carinho, a atração sexual era fruto do fato de que estava sozinha há muito tempo, a atração aumentara depois daquela noite... Ela também ignorava com todas as suas forças os ciúmes que sentia quando Mulder olhava mais demoradamente para outra mulher, ou o calor que percorria seu corpo quando os dois olhavam diretamente nos olhos um do outro ou quando se tocavam. O certo é que sempre tentou se proteger desse sentimento avassalador, mas tudo foi em vão. Mesmo agora, tendo plena consciência de como se sentia, não iria revelar nada a Mulder. Em parte por não saber se era correspondida e principalmente porque sabia que a busca dele pela Verdade era a coisa mais importante em sua vida. Ele havia desistido de tudo por essa busca. Desistiu de sua vida social, da família e de uma brilhante carreira, tudo por causa dessa Verdade. Aquela busca era importante para ela também. Queria punir as pessoas que mataram sua irmã e a tinham usado de forma vil, dando a ela aquele câncer, que quase a mataria se não fosse a persistência de Mulder, as mesmas pessoas que tinham arrancado dela o sonho de ser mãe. Scully tinha plena consciência que um relacionamento amoroso entre os dois não caberia nesse cenário, pelo menos não naquele momento. Também sabia que esse tipo de envolvimento sempre poderia ser usado contra os dois. Por isso preferia guardar, por enquanto, dentro de si as doces lembranças que tinha com o parceiro: palavras, olhares, sorrisos e toques. Mas naquele momento, sentada em seu sofá, sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando uma recordação especial veio com toda força. Foi algo que aconteceu há algum tempo. Os dois enterraram aquilo e nunca mais falaram a respeito. Fizeram um tipo de pacto silencioso. Logo após o acontecido sentiram-se um pouco constrangidos, mas a amizade, interação profissional e principalmente a determinação em achar a Verdade falaram mais alto e os dois voltaram a agir normalmente, apesar da tensão sexual, que já era perceptível desde o começo da parceria, a partir daquela noite ter se tornado quase palpável . Scully nunca falou nada sobre isso a ninguém, nem para sua mãe. Deu um sorriso, sua mãe teria um troço se soubesse daquilo, era capaz de obrigar que Mulder casasse com sua filha e redimisse sua "honra". Nem ao menos se permitia pensar em tudo aquilo, mas naquele momento resolveu deixar as lembranças fluírem livremente. 1996 Washington D.C. Apartamento da Scully 23:02 PM Scully havia acabado de voltar do trabalho, Skinner havia dado para ela e Mulder três semanas de descanso depois de tudo que haviam passado. Scully havia perdido sua irmã e Mulder havia perdido seu pai. Ambos estavam abalados. Foi o primeiro dia de trabalho. Scully de certa forma estava grata por isso, pois precisava ocupar sua mente com algo e tentar esquecer a dor da perda. "Queria que Mulder estivesse aqui." Pensou, censurando-se logo em seguida. Ela tinha acabado de tirar a jaqueta e os sapatos, quando ouviu um batida nervosa na porta. Foi atender a porta e não se surpreendeu ao ver o rosto sério do parceiro. Ele parecia incomodado com algo. - O que aconteceu Mulder? - Posso entrar, Scully? Ela apenas assentiu e deu passagem para ele. Mulder começou a andar nervosamente pela sala. - Eu falei com Skinner e ele me disse que não podemos fazer nada contra aqueles canalhas, Scully, não com o que temos. O que me deixa zangado é que eu sei que ele tem razão. Eu sei que o Canceroso ainda não fez nada contra os Navajos, contra Albert Hosteen, somente porque ele não queria se expor e aos seus comparsas, do contrário sei que ele teria agido, pois aquele homem não poupa esforços para atingir seus objetivos. - Sei disso, Mulder. Por isso nós não podemos desistir, temos que continuar lutando pela Verdade. Mulder olhou pra ela, continuava muito nervoso, quando disse: - Mas é injusto Scully. Depois de tudo que vimos naquele galpão indicado por aquele cientista nazista, o Kempler, aqueles arquivos, inclusive um com seu nome e outro com o nome de minha irmã. Eu vi uma nave lá, Scully. Fomos perseguidos, queriam nos matar. Nós perdemos tanto e tudo deu em nada. Se aquele verme aparecer na minha frente sou capaz de matá-lo com requintes de crueldade. Enquanto falava Mulder esmurrava a parede, Scully aproximou- se dele e tocou seu braço na tentativa de acalmá-lo. Porém, naquele momento o toque teve o efeito de uma descarga elétrica nos dois. Eles cruzaram seus olhares e Mulder a puxou para si. Em um instante beijavam-se com paixão. Seus corpos foram tomados por uma instantânea excitação. Porém, o que os tomava naquele momento nada tinha haver com amor ou gentileza e sim com sexo. Era primitivo e selvagem e tomou de conta deles turvando toda a capacidade de raciocínio. A única coisa que existia naquele momento era o puro e simples desejo, que clamava por ser aplacado. Mulder, num golpe ágil, puxou Scully pela cintura e a levantou, obrigando-a a enlaçar suas pernas em torno da cintura dele. Ele então a pressionou contra a parede e enquanto beijava seu pescoço acariciava com uma das mãos as pernas de Scully por baixo de sua saia, arrancando dela gemidos incontroláveis. Mulder deixou que ela deslizasse até o chão de maneira bem sensual, sem deixar de beijá-la e permitindo que o corpo dela passeasse por sobre o seu. Ele tirou a camisa de Scully com violência, arrancando alguns botões e fez o mesmo com sua própria camisa. Scully tirou o cinto e a calça dele e apalpou o seu sexo, que latejava de desejo por ela. Sentiu sua excitação crescer quando ouviu o gemido rouco que saiu da garganta dele por causa de seu toque. Mulder então tirou-lhe a saia e contemplou seu belo corpo, surpreso ao notar que, por baixo da roupa séria, Scully vestia uma sedutora lingerie. Sentiu o sangue ferver em suas veias. Arrancou então o sutiã dela e apoderou-se de seus mamilos ora sugando-os, ora acariciando-os com as mãos. Ela gritou: - Com mais força... Com mais força... Ele obedeceu, fazendo Scully gritar de prazer. - Isso, grite minha linda... Ele então tocou, por baixo da calcinha, o centro de prazer daquela mulher, sentindo toda a sua umidade. Ela gemeu e se deixou escorregar para o chão gelado. Ele se estendeu sobre ela; era pesado, mas esse peso que a machucava lhe dava segurança. Famintos um do outro, deram-se com violência e impudor totais. - Fox, eu quero você agora! Ouvir Scully falando seu nome e implorando por ele, aumentou a urgência de Mulder. Ele então rasgou a calcinha dela e abriu suas pernas , ela não apresentou resistência. Mulder então a penetrou sem nenhuma gentileza. Ela gritou. - Eu a machuquei, Dana? Ela negou e começou a movimentar o quadril de encontro ao dele. Os dois então começaram a dança mais antiga e primitiva de todas. Seus gritos ressoavam por todo o apartamento, mas eles não se importavam, só queriam saciar os seus corpos. O ritmo foi aumentando, Scully gritava: - Mais rápido... A urgência aumentou e o orgasmo chegou como uma bomba aplacando toda aquela fúria que o desejo havia despertado em seus corpos. Por um bom tempo ficaram imóveis, nus, enroscados nos braços um do outro. Nenhum dos dois queria despertar para razão. Levantaram-se e foram para o quarto se acariciando e beijando. Lá fizeram amor mais uma vez, porém desta vez lentamente, atentos à chegada do prazer um do outro. Acabaram adormecendo abraçados. 8:17 AM Scully despertou com os raios de sol em seu rosto. Sentiu o corpo um pouco dolorido, mas ao mesmo tempo sentia uma leveza nunca antes experimentada. Aos poucos as lembranças da noite anterior foram invadindo sua mente e o desespero foi tomando conta de seu ser. " Meu Deus, o que eu fiz?" – ela pensou. Foi ao banheiro e colocou um robe, tinha que conversar com Mulder e sabia que ele a estava esperando na sala. Não iria embora sem antes falar com ela, disso ela tinha certeza. Quando chegou na sala e o avistou sentado no sofá, com a cabeça apoiada nas mãos, numa clara posição de desconsolo, sentiu as pernas amolecerem e a determinação fraquejar. Mulder então levantou a cabeça e os dois ficaram se olhando. Nenhuma palavra foi pronunciada, em suas cabeças apenas a lembrança da noite anterior e das sensações maravilhosas que sentiram nos braços um do outro. Não conseguiam acreditar que tudo aquilo tinha realmente acontecido. Ele foi o primeiro a quebrar o encanto. - Scully ... Hesitou por um momento antes de continuar com voz firme: - Eu sinto muito, agi como um verdadeiro canalha com você. Scully fechou os olhos quando ouviu tais palavras. Não sabia o porquê, mas ouvir um pedido de desculpas a deixou desapontada. O que ela esperava ouvir então? Achou melhor deixar a pergunta de lado. "Não seja idiota garota, isso não é um conto de fadas!" - Você não fez nada sozinho Mulder. Eu tive grande participação no que ocorreu, você não pode simplesmente assumir toda a culpa. Ela deu um profundo suspiro antes de continuar: - O que aconteceu aqui foi fruto da solidão. Nós dois estávamos profundamente abalados com o que ocorreu, não estávamos em pleno comando da nossa razão. Acabamos buscando consolo um no outro de um forma não muito... apropriada. – disse Scully, querendo justificar a atitude deles. Mulder sorriu consigo mesmo. Essa era a sua Scully, sempre tentando achar uma explicação racional pra tudo. Ao mesmo tempo se repreendeu, ela não era dele. Desse vez porém ele resolveu concordar com os argumentos da parceira. Parecia mais seguro não se aprofundar muito naquele assunto. - Isso é verdade, Scully. Mas eu quero me desculpar mesmo assim, eu a respeito e admiro muito. Não quero perder minha parceira e, acima de tudo, não quero perder minha melhor amiga por conta de uma... explosão de hormônios. - Eu também não Mulder, sua busca é agora minha busca também. Eu não irei abandoná-lo. Ainda temos muito o que procurar. Eu lhe disse no hospital e repito agora: eu quero respostas. Acho melhor colocarmos um pedra nessa história e esquecermos tudo que aconteceu aqui ontem. Mulder assentiu, embora soubesse que seria impossível esquecer a experiência mais incrível que ele já tivera em toda sua vida. Scully também pensava a mesma coisa, porém havia algo mais a ser esclarecido. - Mulder, tem outra coisa... A voz de Scully era agora bem baixa. - Eu não quero que você pense que eu sou... uma qualquer. Eu não saio por aí dormindo com qualquer homem quando meus hormônios estão incontroláveis. É que eu estou sozinha há algum tempo e somando isso com os outros fatores que eu já falei... - Eu sei, Dana. Mas eu nunca pensaria isso da sua pessoa. Você não é nem nunca será uma qualquer. Você é especial, é minha amiga. - Obrigada, Fox. Mais uma coisa. Ele assentiu e esperou que ela continuasse. O que ela pediu era uma forma de proteger seu coração. - Isso não pode acontecer novamente. - Não vai, eu prometo! Tempo presente Apartamento da Scully 3:04 AM Ele havia cumprido a sua palavra e aquilo nunca mais voltou a se repetir, embora algumas vezes fosse quase impossível para os dois não caírem nos braços um do outro, fugindo de tudo e de todos e encontrando refúgio um no outro. E o pior é que eles sabiam como era maravilhosa a sensação de estarem juntos se amando. Para Scully depois de tudo aquilo era quase uma tortura passar as noites sem o corpo de Mulder junto ao seu. Por isso aquela tensão sexual os perseguia constantemente e o desejo que um sentia pelo outro era tão forte que às vezes chegava a doer. Scully agora sabia que desde aquela época já o amava, de outra forma não teria se entregado daquela forma, sem reservas. Havia tentado se enganar mais uma vez, porém sexo casual não fazia parte de sua personalidade. Seu coração doía em pensar que talvez para Mulder o que ocorreu fosse apenas isso, sexo casual, apesar de saber que ele realmente se importava com ela e a amava como uma amiga querida, mas isso machucava da mesma forma. Contudo não se arrependia do que havia ocorrido, na pior das hipóteses sempre teria uma lembrança do seu grande amor para guardar por toda a vida, independente do que viesse ocorrer entre os dois. Scully decidiu então ir para cama. Precisava acordar cedo no dia seguinte para ir para o trabalho e tinha que ter energia de sobra para agüentar mais um dia ao lado de Mulder sem poder tocá-lo como queria, ou beijá-lo ou simplesmente sem ter o direito de dizer que o amava. Tinha que vestir uma armadura de indiferença para que ele não notasse que seu coração se enchia de alegria toda vez que ele sorria diretamente para ela. Tinha que disfarçar a esperança que enchia seu coração toda vez que ele fazia uma de suas piadas cheias de segundas intenções. Fazia isso pois não queria de forma alguma perder a amizade dele e, acima de tudo, ela era uma profissional. Mas era difícil, muito difícil carregar esse amor sem saber se um dia ele teria algum futuro. Fim? ************************************************************* ************** Bom galera, espero que tenham gostado. Mandem feedback para mim, mas sejam gentis pois essa foi minha primeira fan fiction. Na verdade acho bastante improvável que isso tenha acontecido, mas depois que a Késsia escreveu Rough e disse que não imaginava o Mulder fazendo sexo selvagem, eu tive que discordar. Na verdade eu acho que tem tudo a ver com o Mulder essa história de sexo selvagem, ou será que alguém esqueceu como ele fica quando perde o controle? De qualquer forma mandem-me suas opiniões.