TÍTULO: Náufragos!!! AUTORA: Mariana Bonfim RESUMO: As vésperas do ano novo Mulder e Scully investigam um caso em um cruzeiro no meio do oceano pacífico. Eles só não contavam com aquela tempestade. CLASSIFICAÇÃO: shipper E-MAIL: não esqueça do Feedback meu e-mail é ma_bonfim@bol.com.br 27 de dezembro Georgetow – Washington 10:45 AM Scully está deitada em sua cama ouvindo música. Ela está de olhos fechados. Meio que sonhando acordada. Já que está de folga no FBI, a única coisa que pensa é relaxar e aproveitar esses pequenos momentos de paz ao som de I STILL HAVEN´T FOUND WHAT I´M LOOKING FOR do U2. Ela tem consciência que está as vésperas do ano novo, mas não está muito preocupada em se programar para o dia 31, em comprar roupas brancas, reservar passagens para uma viagem ou qualquer outra coisa do tipo. Ela só quer aqueles momentos de paz, onde somente os acordes da música guia seus pensamentos. Esse momento de transe é interrompido pelo toque do telefone. Ela abre os olhos , se levanta e fecha a cara. Desliga o aparelho de som e olha com ódio o aparelho gritante na sua frente. Sem pestanejar atende com a voz um pouco rouca... ------ O que foi, Mulder!? ----- Nossa! Eu nem falei alo ! Como sabia que era eu!? ----- Instinto feminino ... Mulder suspira satisfeito, enquanto Scully passa o dedo em seu olho mágico eletrônico. ----- Em todo caso, o que acontece Mulder...? ----- Adivinhe! ------ Onde caiu um ovni agora? ----- Scully!! ----- Tudo bem , onde houve uma abdução... ----- Dana... ----- Tá legal, o que foi então! ----- Temos reserva em um cruzeiro para o ano novo que sai das Filipinas até ilhas Marianas do Norte. ----- Qual é a ocasião, ou melhor, o caso... ----- Os últimos navios que tem cruzado aquelas águas tem recebidos sinais de rádio não identificados e vistos fortes luzes no céu. Por causa disso perdem contato com terra firme e saem da rota se perdendo do caminho. O lugar virou uma espécie de Triângulo das Bermudas 2!! Por causa disso o navio irá lotado de turistas , curiosos, esotéricos, ou seja pessoas que acreditam que uma mensagem no novo milênio está por vir! ----- Aposto que toda essa história é papo furado do dono do navio para vender passagens... ------ É isso que teremos que ver, minha querida céptica! Scully solta um longo e silencioso suspiro... Sua paz agora foi para o espaço! ----- Mulder, eu vou ligar para o Skinner e falar que não vou poder ir para resolver esse caso... Eu estou de folga, sabe!! ----- É melhor nem tentar porque o Skinner foi esfriar a cabeça na Europa. E também, Scully, relaxe... é um cruzeiro maravilhoso. Não vai dizer que não é a coisa mais romântica passar o ano novo em alto mar... ------ Romântica?! Só se eu encontrar alguém muito interessante neste navio... Mulder fica em silêncio por alguns instantes. Não era essa a resposta que ele esperava. ----- Tudo bem... se é assim que prefere, mas já vou avisando que vamos ficar no mesmo quarto, já que não havia mais vagas... Portanto não quero saber de chegar no MEU quarto no meio da noite e você na cama fazendo a festa com outro cara... ----- Tudo bem, a gente vai no quarto dele. Scully solta uma sonora gargalhada, deixando Mulder enfurecido. ----- Tudo bem, espero que você se divirta muito... o nosso vôo é a noite. Passo aí depois do almoço. Faça uma mala de verão. Mulder desliga sem se despedir. Scully olha para o aparelho em sua mão. Põe o telefone no gancho e solta outra gargalhada. Novamente liga o som e cantarola aquela música do U2 , enquanto faz as malas. 29 de dezembro Aeroporto de Davao – Sul das Filipinas 8: 40 PM Finalmente depois de muitas escalas e mais de um dia de viajem, eles chegam a seu destino. Bastava pegar um taxi até o porto e dentro de algumas horas, estariam navegando, rumo as ilhas Marianas, precisamente à ilha de Guam , domínio americano, como o Havaí ,onde havia um aeroporto para voltar para o continente novamente. ----- Vamos nos apressar, Scully! O navio sai às 9:45 e não sabemos qual é a distância para o cais. Mulder nem olha para ela. Apenas pega, apressado, as malas e sai correndo rumo ao ponto de taxi. Ao perceber que Scully não acompanhou seu ritmo ele grita no meio do saguão do aeroporto. ------ VAMOS LOGO, SCULLY!!! Calmamente ela caminha até seu parceiro fixando o olhar na face de Mulder, este desvia o olhar por um instante, mas acaba não resistindo e encarando Scully. Ela chega perto dele e propositadamente, coloca sua face a centímetros de distância da dele. Mulder adora a provocação e para completar coloca seus 2 braços nos ombros de Scully, enlaçando suas mãos atrás de seu pescoço. ------ Fox Mulder, você desde que foi me buscar ontem na minha casa está com essa cara feia, nem olhando direito nos meus olhos... Ficou magoadinho, foi?! Mulder a encara firmemente e diz sorrindo. ------ Parece que estou bravo agora?! ------ Agora não mais, mas quando saiu correndo para chamar o taxi, estava ! ------ Esqueça isso... vamos embora... já passou, viu?! Ele solta Scully e os dois caminham até o táxi, rumo ao porto. Eles pegam um dos vários taxis que estavam parados na rua. Dentro de mais ou menos meia hora eles chegam ao porto. O porto não é muito grande. O navio The light of the Ocean –3 está ancorado com sua prancha estendida aos vários turistas que seguirão viajem. ------ Um nome muito sugestivo para um navio cuja rota é alterada por estranhas luzes que vem do oceano. – Comenta Scully Mulder permanece em silêncio , carregando as malas em direção ao navio. Logo, logo um atendente recepciona os agentes na porta do navio, pega suas malas e os conduz até a cabine onde ficarão hospedados pela próxima semana, até que cheguem ao seu destino em Davao. A cabine onde eles vão se hospedar tem um banheiro luxuoso com banheira, uma pequena cozinha com microondas e a geladeira cheia de frutas. Nos armários há desde chá, café, biscoitos, pipoca, entre outras coisas. Em cima de uma mesa há um laptop. Há também um barzinho com vinhos, whisky, champanha, etc. Há também uma TV, aparelho de som e DVD. ----- Se quiserem alugar algum CD, DVD, um livro, receber jornais, revistas ou pedir as refeições e serviço de quarto é só nos ligar. A linha externa às vezes apresenta ruídos, mas sempre funciona.- diz o atendente. Após sua saída do quarto, Mulder olha para a cama com satisfação. ----- Sabia que temos um problema, Scully? ----- Qual ?!- pergunta ela, enquanto abre a geladeira. ------ Só há uma cama, o chão é duro e não há sofá... ------ E... ------ Bem, no caso eu vou Ter q... Scully dá um pulo em frente a geladeira e grita: ----- Eu não acredito!!! Mulder desolado senta na cama e pergunta. ----- O que foi agora! ----- Veja, eles tem gelado de arroz aqui. Não é o máximo?!- diz ela enquanto dá uma mordida no gelado. ------ Eu não acredito nisso! Mulder levanta correndo da cama, pega o gelado de Scully e joga no lixo. Ela espantada, brada. ------ Que perseguição , Mulder! Era o único que tinha na geladeira... Eu vou pedir mais, uma dúzia e vou esconder para você não pegar mais. Ela corre em direção ao telefone e começa a discar. Mulder provoca mais uma vez. ----- Eu já cansei de te dizer que minha saliva, minha baba é melhor do que isso. Ela põe o telefone no gancho, dá alguns passos e fica cerca de 1m de distância dele. Scully cruza os braços e também provoca. ----- Prove então!! Ele dá alguns passos e fica cara a cara com Scully. Ele agarra sua cintura e fica a centímetros de seus lábios. Quando ela fecha os olhos, Mulder a solta dizendo. ----- Você ainda deve estar com o gosto daquele troço na boca. Ele abre a porta e sai. Ela não acredita no que aconteceu, e deita na cama cantarolando U2. 00:10 AM Scully telefonou para o serviço de quarto que lhe trouxe prontamente o jantar e uma dúzia de gelado de arroz. Como Mulder demorou para voltar da sua saída, ela vai se deitar, sem se preocupar muito. Está dormindo como nunca. Tranqüila ...satisfeita por ter sua cota de gelado de arroz, bem escondida na caixa de gelo no barzinho de bebidas!! De repente seus olhos se abrem e uma estranha luz entra pela janela. A luz é tão forte que parece que pode cega-la. Ela pega o telefone , mas ele está tão cheio de ruídos que seria impossível fazer uma ligação. Scully se levanta e tenta abrir a porta, mas ela está trancada. Ela se aproxima da janela, e ao abrir a luz cessa. Mesmo assim ela pula, e acaba caindo no chão. Ao abrir os olhos e olhar para cima , se depara com Mulder sorrindo. ----- O que a moleca estava pretendendo pulando a janela? ----- É que a porta estava fechada, e eu não tinha a chave... Mulder se aproxima da porta. Gira a maçaneta, abrindo-a. ------ Eu não acredito!- brada Scully, sentando no chão. ------ Se machucou?! ------ Não... apenas o meu traseiro está doendo muito. ----- Coloque gelo...- Mulder sorri e ajuda Scully a se levantar- Mas aonde você queria ir... estava tentando escapar?? ----- Não... eu vi uma luz forte e queria ver da onde veio. ----- Eu também vi. Estava chegando no quarto quando ela apareceu no meio do mar. Era branca. Da mesma maneira que surgiu, desapareceu... ------ E você, onde estava antes?? ------ Me divertindo- diz Mulder entrando no quarto e sentando na cama, tirando os sapatos, desabotoando a camisa.- E você, Scully... se divertiu muito?! ------ Se ficar no quarto dormindo de tão cansada é diversão, digamos que também me diverti muito... Scully solta um sorriso. Mulder abre uma das malas e pega seu pijama, mas logo coloca-o de volta na mala , dizendo: ----- Está muito quente para usar isto! ----- Então você vai dormir como... e aonde?? ----- Mais que coisa, Scully... Aonde você quer que eu durma? Neste quarto não tem sofá e o chão é muito duro. Scully pega o edredom que estava em cima da cama e o dobra várias vezes, colocando-o no chão. ----- Pronto, Mulder! Agora o chão está mais macio... Mulder pega um travesseiro. Deita no edredom e resmunga: ----- Pra que tanta manha.... ----- Você vai dormir com esta calça jeans ?! ----- É mesmo! Ele se levanta, tira a calça e deita novamente. ----- Você devia pelo menos pôr um shorts, Mulder... ------ Olha quem fala! Essa sua camisola é tão transparente que dá para ver a sua alma! Scully põe as mão sobre o corpo. Se olha para ver se o que Mulder diz é verdade e conclui que é melhor dormir também. Ela se vira para o lado oposto onde Mulder está e deita. Ele por sua vez, percebendo a atitude de Scully, rasteja no chão, silenciosamente, até o lado da cama onde ela está deitada. Ele também arrasta o edredom, estendendo-o no chão. Scully está de olhos fechados. Mulder puxa seu lençol com tanta força que ela cai no chão, gritando de susto. Ele se ajoelha ao lado dela. Solta uma risada e diz: ----- Viu como o chão está duro? ----- Que droga, você sempre dormiu nos hotéis em sofás mais duros que isso, e agora está reclamando do que? ----- Falando do meu sofá, estou morrendo de saudades dele... ---- E... ----- Scully, está cama é gigante, foi fabrica para duas pessoas, por isso se chama cama de casal... ------ Mas nós não somos um casal! ------ Isso não vem ao caso. – Mulder deita na cama, se acomodando.- é melhor a gente ir dormir , estou muito cansado.. Vamos acabar com esse empasse, se não isso aqui vai durar a noite inteirinha. Scully desisti de guerrear. Também deita e dá um boa noite a Mulder, beijando-lhe a testa, como se fosse uma criança. Ele vira para o lado sorrindo. Ela também fecha os olhos sorrindo. 30 de dezembro Restaurante do navio 10:50 AM Scully está quase terminando de tomar o café da manhã quando Mulder aparece. Ele lhe dá bom dia sorrindo. Senta-se a mesa a frente de Scully e provoca. ----- Como é bom para coluna aquele colchão. ----- Você disse que estava calor , mas mesmo assim puxou todo o meu lençol para se cobrir! ----- Eu queria ver você de camisola! ----- Nossa... haha.... você é tão engraçado! Eu preferia que você não tivesse se coberto para que eu pudesse ver você de cueca, então ... ----- Eu faço isto esta noite! ----- Falando nisto eu pedi um sofá bem grande e macio paro o nosso quarto, já que você estava morrendo de saudades do seu. Por coincidência é da mesma cor e do mesmo modelo que o seu. Acho que você vai adorar. ----- Mas a cama estava tão boa... ----- Se você soubesse dividir o lençol ! ----- Cada um dorme com um lençol esta noite, então! Eu nem roncar, ronco! ----- Quem disse que não!? ----- ... ----- Brincadeira, mas percebeu , Mulder, como você está completamente insistente a respeito deste assunto? ----- A gente tem que reivindicar por melhores condições de sono... Um garçom se aproxima de Mulder. Serve uma xícara de café e panquecas. Para Scully uma salada de frutas. O garçom se retira perguntando se eles desejassem mais alguma coisa, era só chamar. Mulder coloca mel sobre as panquecas e abre o jornal que estava sobre a mesa. É um jornal interno do navio, chamado The Ocean´s news! ----- Péssimas notícias, Scully! Veja. Ela pega o jornal e lê em voz alta. ----- " chuvas em alto mar prevista para o ano novo".... Mas que droga! Depois do café eles fingem dar um passeio pelo navio. O que na verdade eles querem é se infiltrar na multidão para ver se alguém também viu a luz da noite anterior. Eles jogam tênis, nadam na piscina, tomam sol na proa do navio, bebem algo no bar, mas ninguém viu nada. Nem os marinheiros e funcionários que eles encontraram pelo caminho. Eles encostam em uma das grades do navio, olhando para o horizonte, pensativos, com o vento batendo na cara, fazendo com que o cabelo de Scully se esvoaçasse sobre seu rosto. Ela se incomoda com isso e prende o cabelo. Mas dentro de instantes Mulder os solta , dizendo: ----- Assim fica mais bonito! ----- E eu lá estou preocupada com aparência... Depois fica tudo seco e embaraçado e não é você que vai ter que passar um creme para pentear depois... Ela prende o cabelo novamente e os dois resolvem andar pelo convés. Acaba sentando-se em um balanço de madeira, daqueles de dois lugares, à sombra. Mulder senta ao lado dela , e balançando, cantarola... ----- And the love is not the easy thing is the only baggage that you can bring is all that you can´t leave behind... e o amor não é a coisa fácil é a única bagagem que você pode trazer é tudo que você não pode deixar para trás. 6:20 PM Quarto de Mulder e Scully Os agentes depois do almoço ainda se infiltraram por mais lugares, como o próprio restaurante, o cassino e até a área de lazer das crianças. Cansados de tanto procurar, decidiram voltar para o quarto, tomar um banho para depois ir até o jantar e o baile oferecido pelo navio para ir aquecendo os passageiros para a grande noite da virada. Mulder toma banho primeiro , quando abre a porta uma fumaça e um forte cheiro de perfume saem do banheiro. Scully pergunta: ----- Para que tanto perfume? Você vai matar as mulheres do salão ----- Está é a intenção... Provocar desmaios coletivos da ala feminina quando eu adentrar aquele salão... ----- É melhor eu também me produzir para não ficar para trás... Scully entra no banheiro, mas em instantes volta, pois esqueceu seu roupão em cima da cama. Quando volta , Mulder está nu diante do espelho passando um creme sobre sua pele. Ela fica parada, olhando... apenas admirando... Mulder percebe a presença e a reação de Scully pelo reflexo do espelho, mas ele continua com o olhar fixo em sua imagem e apenas solta: ----- O que foi, Scully?! Aqui não há nada que você nunca tenha visto na vida... Ela pega o roupão sobre a cama tirando os olhos de Mulder, se punindo, e volta para o banheiro totalmente sem graça. Ela liga o chuveiro e molha os cabelos, penteando-lhes com os dedos. Quando o banho está quase no fim e ela está se enxaguando, Mulder entra no banheiro sorrateiro sem ela perceber. O vidro do boxe não é fosco, e sim bem transparente. Apesar do vidro estar um pouco embaçado por causa do vapor quente do chuveiro, Mulder encosta na pia, em pé, e vê perfeitamente o que queria ver. Scully desliga o chuveiro e quando abre a porta do boxe para pegar a toalha, fazendo o vapor sair, ela encontra Mulder segurando a toalha na mão oferecendo-a a Scully. Ela a pega rapidamente e se cobre, perguntando: ------ O que você quer aqui? ------ Só vim dar o troco na mesma moeda. ------ como você mesmo disse, não há nada aqui que você nunca tenha visto... ----- Não tão lindo deste jeito... Ele e aproxima dela passando a mão sobre seu rosto. Ele já está devidamente vestido de terno, mas Scully está apenas de toalha. Mulder percebe que seu toque no rosto de Scully provocou – lhe um arrepio. Ele decide parar com aquilo antes que tenha uma reação involuntária maior. Ele olha para baixo e pede: ------ Vá se vestir, Scully... estamos atrasados. Mas Scully também tem uma reação involuntária. Ela tira a toalha fazendo com que ela caia no chão. Ela abraça Mulder com força, mas antes que seus lábios se aproximem, Mulder escapa de seus braços. Dessa vez ele se faz de difícil, se vingando da situação da cama na noite passada. Mas ela novamente lhe dá um abraço, ainda nua , ele de roupa. Uma situação contrastante. Dessa vez ele não escapa dos seus braços e seus lábios se encostam, fazendo com que Scully se arrepie ainda mais. Mulder desse as mãos sobre suas costas mas antes que Scully termine de tirar a blusa de Mulder, alguém bate à porta, gritando. ----- O jantar já vai começar! Desse jeito não haverá lugar na mesa... vamos logo. Eles dão um suspiro se decepção. Se olham e depois Mulder sussurra no ouvido dela. ------ Depois a gente continua. Eles se soltam, contra a vontade, mas sabendo que tem um dever profissional a cumprir. Scully logo se arruma, pondo um vestido verde de veludo, com pequenas mangas, que fica um pouco acima do seu joelho, um sapato preto de salto e maquiagem na tonalidade do vestido. Dentro de minutos eles estão se dirigindo ao salão. Casa de máquinas 8:05 PM A casa de máquinas está a todo vapor. Não pode haver atrasos na chegada dos passageiros às Ilhas Marianas. Dois deles descansam do serviço, encostando as cabeças no cabo da pá, em frente a uma das caldeiras. ----- O marinheiro Edward estava me contando o que teve que 'aprontar' para uns passageiros da primeira classe... ------ Provavelmente as mesmas coisas de sempre. – diz o homem de meia idade cuspindo no chão. ----- Não sei para que todo aquele estardalhaço. ------ Devem ter paga bem pelo cruzeiro, por isso toda essa excentricidade... O chefe da casa se aproxima gritando. ----- Parem de fofocar, ladies , e vamos pôr o Light of the Ocean para funcionar!!! Esquecendo seu cansaço eles voltam ao trabalho. Salão de Festas do The Light of the Ocean 10:00 PM O jantar tinha sido servido por volta das 8:45 com salmão grelhado , saladas, arroz e molhos diversos. Teve direito também aos mais refinados petiscos e bebidas, como caviar, broto de bambu com molho shoyo , whisky 12 anos, vinho envelhecido, vodka, drinques, entre outras coisa. Após a refeição coletiva uma banda iniciou a apresentação da noite. A banda chamada ' The Light of the Music', tinha exclusividade com o navio. A banda era composta de , trompetista, saxofonista, bateria, baixo, guitarra, tecladista, quando necessário um violão acústico e dois vocalistas, um homem e uma mulher que se revezavam, dependendo da música. Era uma banda eclética. Tocava um pouco de rock anos 50 ou 60, pop, flash back, love songs... Durante a música 'Corazon Espinado' do Santana, Mulder se empolgou com o ritmo e foi para o meio da pista dançando, de lá fez um sinal com a mão para Scully, chamando-a .Ela bebeu o último gole de vinho do copo, sorriu, mas balançou a cabeça negativamente. Mulder olhou para os lados, e viu uma mulher morena e jovem que também dançava sozinha. Ele foi dançando até ela, sempre empolgado e convidou-a para dançar. A jovem prontamente aceitou. Scully apenas observava tudo da mesa, cerrando um pouco os olhos para ver se estava enxergando bem. De repente um rapaz loiro, de olhos verdes entrou na sua frente , estendendo uma das mãos e lançando uma piscada à Scully ele chamou-a para dançar. Ela se levantou, arrumou um pouco o vestido e foi conduzida até a pista de dança. De lá começou a dançar com o rapaz. No início sentiu-se enferrujada, mas logo pegou o ritmo. Mulder se virou para o lado , rodopiando a moça e viu Scully se divertindo sem ele. Ele dançou até o fim da música com a moça. Na próxima música, ele ainda continuou dançando um pouco com a ela. Scully também continuava com o rapaz. Mas apesar da moça a sua frente ser bonita e atraente, Mulder a agradeceu por ter dançado com ele e foi em direção a Scully, sussurrando: ----- Vamos ao plano B... Ao chegar perto deles, Mulder disse a Scully, alto o suficiente para que seu par pudesse ouvir: ------ Temos que resolver um caso, esqueceu... não estamos aqui para se divertir. ------ Caso !? Que caso?! - perguntou o jovem à Scully Mulder discretamente puxou o seu distintivo e mostrou ao rapaz, e apontou para Scully, dizendo: ------ Ela é minha parceira. Como estamos aqui disfarçados, resolvendo um caso confidencial espero que você não comente com ninguém seu flerte com uma agente do FBI. Scully agradeceu o jovem pela dança e foi se dirigindo para fora do salão com Mulder, falando nervosamente. ----- Precisava agir daquela maneira, mostrando até o distintivo!! ----- Eu tive a intuição de que a luz voltará esta noite , então resolvi apenas te chamar para irmos verificar. ----- Quer dizer que vamos ficar plantados a noite inteira esperando por uma luz que vem do céu... OOHH!!!- diz Scully de maneira irônica e totalmente contrariada. Eles andam até a popa do navio e de lá se encostam em uma das grades observando o céu estrelado e o mar escuro e silencioso... Depois de algum tempo de observação, um vento forte começa a soprar. Scully começa a tremer de frio, Mulder oferece o seu casaco a ela, mas também a abraça forte para aquece-la. Alguns pingos de água caem levemente, mas logo uma forte chuva desaba, com o vento forte e gelado. Eles correm para fugir da chuva. Ouve-se gritos de alguns passageiros, pois o navio começa a balançar, imensas ondas se levantam e caem dentro do navio, fazendo Mulder e Scully escorregarem e caírem no chão. Eles se levantam , mais depois de alguns passos Mulder cai na beirada do navio se segurando em Scully para não cair, mas o navio balança novamente e ambos são lançados na água. Eles nadam e gritam, mas ninguém responde ou joga- lhes uma bóia. Scully esta tão nervosa, que mau consegue nadar. Em instantes ela se sente mal . Mulder a põe nas costas e sai nadando com ela pelo mar. Horário indefinido Scully tenta abrir seus olhos , mas a água salgada faz com que eles ardam um pouco. Ela finalmente consegue abrir os olhos e enxerga o seu totalmente estrelado. Ela passa as mãos pelo seu corpo e o sente sujo de areia. Sua roupa está rasgada. Parece estar em terra firme. Apalpa as coisas a sua volta e sente a areia entre seus dedos. Se levanta e verifica que está em uma praia vazia. Esta com o corpo dolorido e a sensação que engoliu litros de água. Sua boca está seca. Se apoiando no chão, ela consegue se levantar, mas com dificuldades. Olha para os lados e anda um pouco, gritando: ----- MULDER!!! MULDER... De repente alguém a pega pelas costas, jogando-a no chão, deitando-se sobre ela sorrindo. ------ Viu onde fomos parar? ------ Mulder, sai de cima de mim porque meu corpo está dolorido.- ele obedece- Só você está contente com nossa situação. Isto não é um filme de aventuras numa ilha como ' A lagoa Azul'.... Que droga , Mulder.... Amanhã já é dia 31 e a gente está aqui... sabe-se Deus onde... Scully senta na areia, abaixa a cabeça e chora baixinho . Mas quando Mulder a abraça forte ela enxuga as lágrimas e se sente protegida... ----- Já que estamos aqui , o jeito é procurar um lugar para se acomodar. – diz Mulder Ele a levanta e caminha pela praia com ela , segurando-a pela mão. Logo na beirada da mata eles encontram uma bananeira e arrancam suas folhas para deitar sobre elas na areia. ---- Eu prometo para você , Scully, que amanhã quando o dia nascer eu arranjo algo melhor para você. Ele acaricia seu rosto. Ela deita e , vencida pelo cansaço, dorme profundamente. Mulder também deita olhando as estrelas. Um cometa corta o céu e ele fecha os olhos sorrindo. Manhã do dia 31 de dezembro Scully desperta. O sol não está muito alto. Presume que seja aproximadamente 8:00 da manhã. Ela olha para o lado e não vê Mulder. Se levante e verifica que algumas pegadas estão pela areia, adentrando a mata e seguindo por uma trilha. Ela as segue e dentro de minutos ela está numa clareira, com uma imensa cachoeira ao meio. Sua água é cristalina, as pedras de um cinza claro, e a areia em volta branca e fina. Mulder está em pé no meio do lago. De repente grita e percebendo a presença de Scully, mostra-lhe uma lança com um peixe na ponta. ----- Olha o que consegui para o café...Aliás, Bom dia, Scully... Dormiu bem?! ----- Dormi sim.... Mulder, onde você conseguiu esta vara ?! ----- Foi improvisada... se não fossem minhas aulas de escoteiro.. ----- É... eu poderia ter sido bandeirante...o treinamento para o FBI, não foi suficiente. Scully não resiste e dá um mergulho enquanto Mulder coloca o peixe em uma folha na margem e também corre para mergulhar. Eles vão nadando até se encontrarem no meio do lago. Ainda no fundo daquela água azul e cristalina eles nadam em círculos fitando um ao outro. Acabam se aproximando e encostando os lábios , soltando bolhas de ar pela boca e/ou narinas. Eles sobem até a superfície e continuam com o beijo. Depois de longos e eternos instantes eles param o beijo e Mulder pergunta: ----- Você ainda não quer estar aqui?! ----- Eu quero ficar aqui para sempre. Eles dão um leve beijo e nadam até a margem. De lá, seguem abraçados pela trilha até a praia. O dia já está chegando ao fim... não só o dia, mas um ano também. Scully está sentada na praia de frente a uma fogueira admirando o pôr-do-sol. Durante o dia, ela e Mulder caminharam pela ilha, nadaram no mar e no rio, encontraram frutas para comer e trocaram longos e intensos beijos. O mundo agora se resumia a compania de um ao outro naquela ilha. Ambos concordavam que aquele momento devia durar para sempre. Que deveriam construir uma casa ali e ficarem morando nela até o resto de suas vidas. Estariam unidos pelo amor, com a benção de Deus e da mãe natureza... A noite cai e as estrelas vem surgindo aos poucos. Mulder com suas habilidades conseguiu caçar algum tipo de quadrúpede. ----- Já está quase assado... o único problema é que não sei como fazer para trazer um pouco de água para nós, Scully! ----- Não tem problema... o seus beijos saciam minha sede. Ela se aproxima e beija carinhosamente os lábios de Mulder. Depois de um tempo eles comem o animal assado. Em poucos instantes resta apenas o osso, afinal estavam famintos. Comem também algumas frutas. Eles se deitam sobre algumas folhas de bananeira e admiram o céu, que parece estar mais bonito. ------ Mulder... como saberemos se já ano-novo ou não? ----- Porque a preocupação, Scully? Sabe, eu já perdi completamente a noção do tempo. Mulder se vira para o lado e beija Scully. O beijo se torna apaixonado. Scully se vira e deita sobre Mulder. Ela sente as mãos dele deslizando carinhosamente sobre suas costas. Num movimente rápido ele se vira e deita sobre ela. Beijando-lhe o pescoço, lhe sussurra ao ouvido: ----- Scully, estamos sozinhos nesta ilha. Não há nada que nos possa imped... Ela põe as mãos sobre os lábios dele, calando-o. Scully o beija intensamente. Desta vez, é ela que desliza sua mãos sobre as costas de Mulder, enquanto ele beija-lhe o pescoço. Ela fecha os olhos e morde os lábios. Ela sente as mãos dele correndo pela perna, subindo a coxa e retirando calmamente o vestido. Ela arranca e blusa dele fora e ambos sentem seus peitos colados um no outro. A respiração se torna totalmente ofegante. Ela sente os lábios de Mulder passeando sobre seus seios, beijando-os sem parar. Os gemidos são inevitáveis. Ela abre o botão da calça dele e a retira com delicadeza. Mulder desliza os lábios pela barriga, e tira a última peça de roupa que estava em Scully. Agora eles sentem seus corpos nus, o cheiro e o suor de cada um se mistura. A alma deles também se torna uma só. Scully também passeia seus lábios em todas as partes do corpo de Mulder de maneira minuciosa . Ela se senta sobre ele levantando-o. Os dois sentem que a qualquer momento podem perder os sentidos. Que tudo aquilo é tão maravilhoso que só pode ser um sonho. Ainda sentada sobre Mulder , ela o abraça e morde-lhe o pescoço. Eles sussurram o nome um do outro. Em momentos, chegam ao auge. Eles se sentem uma sensação tão prazerosa, nunca sentida antes que parece que o céu desabou, e a energia das estrelas percorre-lhes o corpo. Ainda com a respiração ofegante, eles se deitam e trocam carinhos , beijos e olhares entre si... nenhuma palavra precisava ser dita, pois tudo já tinha sido dito. E um amor não é selado com palavras, e sim ações... apenas uma coisa escapou: ----- Feliz ano novo, Dana... ----- Feliz ano novo, Fox... Manhã de 1o de janeiro Mulder e Scully estão abraçados sobre a areia. Mulder desperta e procura se levantar cuidadosamente para não acordar Scully. Ele entra na mata e traz frutas e uma bela orquídea para Scully. Em instantes ela desperta com Mulder sussurrando em seu ouvido... ----- Bom dia, meu amor... Ela sorri para ele por uns instantes, mas de repente começa a tossir. Mulder fica assustado. Ele coloca as mãos sobre sua testa e diz: ----- Meu Deus, como você está quente... o que você acha que pode ser isso?! ----- Tanta coisa ... pneumonia, ou algum inseto que me picou... Existem tantos transmissores de doenças em lugares tropicais. Ela tosse mais ainda. Mulder sai correndo pela praia. Não muito longe, abaixo de uma árvore ele encontra uma caixa. Ele se ajoelha a frente dela e de dentro retira algo parecido com um walk-talk, liga-o e nervosamente fala. ----- The light of the Ocean!!! Tem alguém aí? Aqui é Fox Mulder da ilha Pigailoe. Respondam. ----- O que foi Sr. Fox?- pergunta uma voz feminina ao rádio ----- Minha acompanhante está com problemas. Tosse muito e tem febre alta. Venham nos buscar imediatamente, eu sei que está antes do combinado para vocês aparecerem por aqui, mas tenho medo que ela piore... ----- Não se preocupe, o barco de resgate irá buscar vocês em menos de meia hora. ------ Obrigado! Mulder desliga o aparelho e o põe de volta na caixa. Passa as mãos na cabeça, extremamente preocupado, arrependido te ter feito essa burrada com Scully. Em exatos 20 minutos o barco de resgate chega. Ela tem delírios, fala coisas sem nexo e sua frio. Depois de um rápido atendimento na enfermaria do navio, eles seguem até a ilha mais próxima, pois o estado de Scully piora a cada instante. Ela foi picada por um inseto quase extinto na região. Apenas no hospital da ilha de Guam há o remédio que ela precisa. Hospital central da ilha Guam, domínio americano. 9:10 AM do dia seguinte Scully acorda. Tenta abrir os olhos, mas as luzes do lugar onde está são tão fortes que ela demora para conseguir o que quer. Seus lábios estão brancos e secos, mas sua pele está levemente corada. Um sinal de melhora. Ela pensa no que aconteceu e se pergunta como foi parar naquele lugar. Ela se lembra da ilha... dos momentos com Mulder. Ela se pergunta se tudo aquilo foi um delírio de sua parte, ou não... De repente ela olha para o lado e vê Mulder. Ele lhe beija suavemente os lábios e oferece-lhe uma orquídea. ----- Então não foi sonho, Mulder?! ----- Não... felizmente, não... ----- Mas como o resgate chegou tão rápido? ----- Eu os chamei pelo rádio. ----- Mas como, Mulder se....- ela silencia e compreende- Então... você armou tudo isso para mim? ----- Foi por uma boa causa, você entende... Ela sorri e continua entender o que se passou. ----- Mas como você conseguiu arranjar tudo? A chuva, o navio, a ilha ?! ---- este barco é especialista em organizar este tipo de coisa a seus passageiros .São casais que fazem surpresas um ao outro, afinal todo mundo sonha em estar numa ilha a sós com a pessoa que ama. Eu combinei o lance das luzes com alguns marinheiros. A chuva foi obra da natureza. O balanço do navio parecia coisa de filme, não parecia? Tudo efeito de máquinas. Este navio tem diversas ilhas compradas nesta região. Garanto pra você que ainda há casais por aí se divertindo. ----- E o Skinner sabe disso?! ----- Scully, não estamos aqui a trabalho. ----- Isso deve ter custado muito dinheiro, Mulder... ----- Que nada... Langly ganhou isso num sorteio e como os outros pistoleiros se recusaram a vir com ele, ele me deu este presente.... ----- Entendo. Eles sorriem um ao outro. Mulder se curva sobre Scully e sussurra em seu ouvido: ----- As surpresas ainda não acabaram. Ele se curva sobre a flor as mãos de Scully e inala seu perfume. Scully faz o mesmo, mas percebe que dentro da flor a algo estranho e brilhante. Ela abre um pouco a flor e percebe que se trata de um anel... Seus olhos brilham. Eles sorriem um ao outro. Mulder coloca o anel no dedo de Scully. Aquilo era o símbolo do que a tempos o destino já se encarregou de selar: O amor que sentem um pelo outro... xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxfimxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx Por favor... não se esqueça do feedback, se não eu nunca vou melhorar. Meu e-mail é ma_bonfim@bol.com.br