TÍTULO= NÃO RESISTA AO AMOR CATEGORIA= SHIPPER CLASSIFICAÇÃO= LIVRE RESUMO= MULDER SEQUESTRA SCULLY...(?!)UMA CASA, UMA LAREIRA, DOIS APAIXONADOS. EITA NÓS! SACARAM? DISCLAIMER= É DA FOX, DO CARTER. EU SÓ QUERIA O DAVID DUCHOVNY PRA MIM, MAS ELE TAMBÉM JÁ TEM DONA. BUÁÁÁÁ... NOTA DO AUTOR= DEDICO À SKY, AFINAL FOI ELA QUEM MAIS ME AJUDOU. ESTA É A FIC MAIS ROMANTICA QUE ESCREVI ATÉ AGORA. CAPRICHEI!!!! E-MAIL= juliana@nortecnet.com.br O telefone toca uma,... duas,... três vezes. Ela resolve sair da banheira. Coloca a toalha e sai deixando rastros molhados no carpete do organizado apartamento. _ Alô! _ Sou eu. Atrapalho? _ Você quer ouvir a verdade? _ Não, não precisa. Imagino que já estava pronta pra ir dormir. _ Errou. Estava no meio do banho, mas dentro de alguns minutos vou cair na cama e tentar ter uma noite decente. É o que eu mereço depois de um dia exaustivo. Mas diga o que você quer. _ Quero que você diga sim. _ Dizer sim? _ Que bom, você já disse. Eu passo aí pra te pegar daqui meia hora. _ Calma aí, Mulder. Eu disse sim, mas não sei à quê. _ Tarde demais, você já disse. Passo aí daqui meia hora. Esteja pronta. Ele desligou o telefone impedindo que ela fizesse mais alguma pergunta. Scully respirou fundo como quem pede à Deus paciência. Todo o seu corpo doía. As pálpebras pesavam. Ela teve um dia cansativo, como a maioria que vinha tendo. Agora Mulder, estava à caminho da casa dela para mais uma surpresa. Sabia-se lá onde ele a levaria. Scully voltou ao banheiro e entrou debaixo do chuveiro para retirar a espuma. Enquanto o água descia pelo corpo ela relembrava as vezes que Mulder simplesmente a carregou para lugares atrás de alguma coisa, na maioria das vezes foram escondidos e sempre encontravam surpresas. Mas desta vez ela simplesmente colocou o roupão e sentou-se na cama decidida à recusar ir a qualquer lugar. Ele bateu na porta, Scully que cochilava sentada, assustou- se. Levantou meio tonta e abriu a porta. _ Você ainda não está pronta? _ Desta vez não, Mulder. Chega. Cair num sono profundo é tudo que quero hoje, agora. Então Boa Noite. _ Sinto muito Dana Scully mas você não pode recusar. Anda, coloca alguma coisa. Alguma coisa quente por que está fazendo muito frio lá fora. _ Não. _ Sim. _ Não e não. _ Sim e sim. Mulder entrou e foi em direção ao quarto. _ Vamos procurar uma roupa. Esta noite vai ser diferente, eu prometo. _ Não precisa procurar nada por que eu não vou. _ Mesmo? _ Mesmo. _ Ok. Você que pediu. Mulder agarrou Scully pelas pernas a colocou no ombro. _ Mulder! O que você está fazendo? Me coloca no chão agora. Ele não obedeceu, trancou o apartamento e saiu com ela pelo corredor. _ Mulder! Eu vou gritar. _ Grita Scully. Se alguém perguntar o que eu estou fazendo, vou dizer que você abandonou nossos filhos para viver com outro homem e agora eu estou te levando de volta pra casa. Entrou no elevador e apertou o último botão mas ainda com ela no ombro. _ Coloque- me no chão. Agora! A porta do elevador abriu, ele atravessou a recepção e foi de encontro ao carro. Abriu a porta e jogou Scully lá dentro. _ Não tente fugir, eu dei um jeito de travar a porta. _ Mulder entrou no carro e começou a dirigir. Scully soltava fogo pelas ventas. _ Não vai colocar o cinto? _ Eu te odeio. _ Você fica tão bonitinha assim, nervosa. _ Por que está fazendo isso, Mulder? Isso é seqüestro, sabia? Olha só o meu estado. Estou só com um roupão, descalça e ... _ Linda. _ Cala a boca. Pra onde está me levando? _ Até que em fim você perguntou. Bem, é surpresa. _ Surpresa? Você está agindo feito criança. Mulder virou para Scully como quem fosse dizer alguma coisa, mas desistiu e voltou os olhos para a estrada. Depois de um tempo Scully arrependeu por Ter dito aquilo, mas colocou o cinto de segurança e cruzou os braços. Ele pegou a rodovia que levava para fora da cidade. Dirigiu por mais ou menos 30 minutos depois entrou numa estrada. Ambos estavam calados. A estrada era difícil, cheia de buracos e muito escura. As ladeiras ficavam constantes. Scully olhava o céu e chegou ver alguns relâmpagos ao longe. Muitas coisas passavam pela sua cabeça. Realmente não entendia o que Mulder pretendia com tudo aquilo. Estava curiosa mas furiosa também. Depois de 1 hora o carro começou parar, e logo em frente via- se uma casa de montanha, feita de madeira e com uma varanda enorme. _ Chegamos. _ Que lugar é esse? Quem mora aqui? _ Aluguei de uma velha senhora que me contou uma estória e tanto desta casa. _ Por que me trouxe aqui? _ Logo você vai saber. Espere, não saia. Você está descalça, deixa que eu te pego. Mulder contornou o carro, destravou a porta e a carregou no colo até a varanda. _ Espera aqui. Eu esqueci uma coisa no carro. Lá fora fazia frio. Scully espiou dentro da casa. Viu uma lareira acesa e algo que parecia ser um tapete de pele. Mulder voltou carregando uma cesta de piquenique. Tirou um chaveiro do bolso e abriu a porta. _ As damas primeiro. Ela olhou desconfiada. _ Vamos, não tenha medo. Ao entrar, Scully surpreendeu- se com a decoração do lugar. Era uma típica casa de montanha dessas que a gente vê em filme. Nas paredes havia cabeça de servo, armas de caça. Nas estantes, livros de Jack London, Robert L. Stevenson e outros. Logo a direita percebia-se uma entrada que dava acesso à cozinha. Um corredor surgia à esquerda e do lado dele uma escada curta devia levar aos quartos. Um piano dava o ar de sua graça no canto da sala. Em cima da lareira pousava porta- retratos com fotos antigas e uma cadeira de balanço ao lado. Em dois bancos estofados repousava mantas macias e certamente muito fofas. Enquanto Scully observava os detalhes, Mulder tirava algumas coisas da cesta e arrumava numa pequena mesinha de centro em cima do enorme tapete de pele de urso. _ Vamos dar uma festa? Mulder, sorriu. _ Talvez. Scully foi até a lareira e esfregou as mãos. _ Está com frio? _ O que você acha? _ Lá em cima, no quarto de casal, tem algumas roupas. Casacos... _ Podemos usar o que não é nosso? _ A Selma disse... _ Selma? _ É a dona da casa, Scully. Ela disse que poderíamos usar qualquer coisa aqui. Se você quiser. Se não, pode morrer de frio ou quer que eu te esquente? A decisão é sua. Scully o olhou aborrecida. Mas acabou vendo que não valia a pena começar discutir novamente. Subiu as escadas. ``O que Mulder pretende com tudo isso?`` Ela pensava. ``Arrastar- me para uma casa no meio do nada. Tudo parece que foi premeditado. Trazer bebidas e... Uma noite romântica, será?`` Foi fácil encontrar o quarto, já que só havia dois na casa. Ela entrou no quarto de casal e deu de cara com uma cama enorme, com uma colcha de retalhos colorida. O quarto cheirava vanilha. A cortina descia até o chão. Uma penteadeira antiga com um espelho que começava a descascar. Scully se olhou no espelho e percebeu que não usava maquiagem nenhuma. Tinha um baú ao pé da cama, foi lá que Dana encontrou roupas limpas e quentes. Quando ela desceu , usava calça caqui e malha de mangas longas preta, por cima, um casaco. Não encontrou Mulder na sala então foi para cozinha de onde vinha um cheiro delicioso. Encostou na porta e lá estava Fox Mulder, com a mão na massa. Ele colocava alguma coisa no forno. _ Então... Ele virou com um largo sorriso. _ Então o quê? _ Acorda, Mulder. O que estamos fazendo aqui? Ou melhor, o que eu estou fazendo aqui? Por que me trouxe para este lugar? _ Bem, Scully. De repente me deu uma vontade de te seqüestrar, fazer alguma coisa diferente. Acho que a minha parceira merece, ou não? _ Eu mereço uma cama bem macia e 9 horas de sono. _ Como viu, aqui tem um quarto com uma cama enorme, onde você pode dormir. Mas se eu fosse você eu esperava o jantar. _ Desde quando você sabe cozinhar? _ Você sabe que eu não sei. Comprei isso pronto, só falta assar. _ Muito esperto! Quer ajuda? _ Quero. Tem umas velas no fundo da cesta que eu trouxe. Acenda e coloque no centro da mesa. _ Nossa! Jantar à luz de velas!? _ Pois é. Espero que não se importe pela falta de cadeiras. _ Claro que não. Eu não sou tão fresca como você pensa, Mulder. _ Nunca pensei isso de você. Ambos sorriram. Scully fez o que ele pediu e esperou. Logo Mulder apareceu com uma garrafa na mão. _ Olha só o que eu encontrei. Vinho tinto. Gosta? _ Sim. Ele serviu e depois sentou- se do lado dela. Ficaram assim um bom tempo. Os estalos da madeira na lareira davam as notas. Eles olhavam para o fogo e suas cores. Lá fora, a chuva começava a cair. _ O quê achou da casa? _ Agradável, pra quem gosta. Pode servir como refúgio. _ Tem razão. Depois de um dia cansativo, nada melhor do que sentar em frente de uma lareira, beber um vinho e esquecer da vida. O que pra mim seria impossível. _ Por quê? Mulder olhou profundamente nos olhos de Scully. _ Seria impossível esquecer a vida, por que... a minha vida é você. Scully ficou paralisada com aquela resposta. As mãos gelaram. Ela não sabia o que dizer. Abaixou a cabeça e olhou o chão. Não acreditava que ele estava dizendo aquilo. _ Scully. Olha pra mim. Ele sentou-se mais perto dela, colocou as taças sobre a mesinha e começou a passar a mão pelo seu cabelo. _ Não acha que está na hora de sermos sinceros com nós mesmos? Ele levantou o rosto dela. _ Seus olhos, meu conforto. Tudo o que passamos juntos... por isso você é tão especial pra mim. Penso em você a cada minuto do meu dia. E o pior ou melhor, é que também sinto que você me quer. Mulder inclinou- se para beijá- la. Mesmo querendo aquele beijo, ela desviou e levantou. _ ... Não posso, Mulder. _ Por que não? Será que me enganei? Você não sente o mesmo? _ Eu... eu...Você sabe que sim. _ Então? Se eu te quero e você me quer, por que lutar contra os sentimentos? Diga-me, o quê você quer por que não entendo. _ Eu quero tanto... que resumindo... dá você. Mas... eu tenho medo. _ Medo? De quê? _ Eu não sei. Talvez de quê não dê certo. Tenho medo de perder tudo que conseguimos até hoje. Gosto de ter você do meu lado, mas se não der certo... como vai ser? Scully estava tensa. As lágrimas já surgiam nos olhos. A chuva ficava mais forte. Mulder levantou- se, foi em sua direção e a abraçou fortemente. Ela correspondeu o abraço. Chovia a cântaros. _ Não vê que este ombro foi feito pra você? Na medida certa. Parece que já estava escrito: Pertence à Dana Scully. Mulder dizia baixinho. _ É tão bom senti- la em meus braços, junto ao peito. Sinto o seu coração. Ouça o meu... Desde a primeira vez que te vi, desde o primeiro minuto, desde o primeiro segundo... ele bate incansavelmente dizendo... te amo, te amo. Scully fechou os olhos, as lágrimas rolaram. _ Scully... _ Psiu! Deixa eu ouvir mais um pouquinho. Mulder sorriu. _ Se disser que aceita casar comigo você vai ouvir este coração bater alegremente por você o resto da minha vida. Não tenha mais medo, Scully. Não resista mais ao amor, se ele é verdadeiro pode apostar, o final é sempre feliz. _ Mulder. _ O quê? _ Meu coração está falando mais alto que a minha razão, então por quê não me beija agora? Mulder carinhosamente secou o rosto de Scully e começou a dar beijinhos inocentes em sua face. Scully de olhos fechados e lábios semi abertos os aceitava. Quando finalmente os lábios se tocaram Scully gemeu baixinho, como se seu pulso estivesse parado, o sangue ferveu. Ele foi cauteloso, começou bem devagar procurando conhecer cada cantinho da boca dela. A sintonia foi perfeita. Mãos frias, lábios e corpos quentes. E a chuva caía... FIM Love is only a word... ( J. M. Simmel) P.S. * Selma é uma senhora ( fictícia )de idade que teve 40 anos para dizer que amava o seu marido, mas não o fez. Hoje já velha, quase sem forças, arrepende-se por isso. Pena não poder voltar só um dia daqueles que o seu marido ainda estava vivo e dizer... te amo.( É gente, ainda existem aquelas pessoas que acham que tudo pode esperar.) Para o Agente Fox Mulder ela foi uma santa ( mesmo cobrando um absurdo por uma única noite naquela casa). Já a Selma ( Sky) que a gente conhece, diz que nunca foi santa... heheh!! Considerem que isto aconteceu antes da suposta abdução do Agente Fox Mulder. Considerem ( ou finjam) também que nas redondezas da cidade onde os Agentes moram existe montanhas ( desculpe, não tive tempo de pesquisar) e tal. Outra coisa importantíssima é que era primavera ou outono. Imaginem a Agente Scully só de roupão no Inverno americano... coitada hein!! Outra coisa: ( Calma pessoal! É a última! Prometo!) Andei lendo umas fanfics n-17 ( Eu sei, eu sei. Não posso fazer isso, só tenho 16) e vi muitas que são até legais de ler. Não sei se podem entender o que eu quero dizer... mas o negócio é o seguinte caso alguém queira fazer uma n-17 (racional) sendo ela a Segunda parte desta, fique à vontade!!! Se você teve paciência de ler até aqui... Fico até emocionada. Agradeço do fundo do meu coraçãozinho shipper! Beijos. Juliana Soares