Título: Não Posso Perder Você Autora: Mônica Almeida e-mail: kikaalmeida@hotmail.com Disclaimer: Fox Mulder, Dana Scully e Walter Skinner pertencem a Chris Carter, 1013 Productions e Fox Network Categoria: Shipper, angst Sumário: Scully é seqüestrada por um maníaco. Mulder precisa fazer alguma coisa antes que seja tarde demais. Nota da autora: Eu não costumo falar palavrão. Mas num momento de muita raiva eu, como grande parte das pessoas, falo. Há uma cena com palavrão, nada muito forte, mas se você não se sente confortável com isso, é melhor não ler. Apartamento de Dana Scully, 3:47 da madrugada Scully acorda assustada. Tivera um pesadelo em que um homem desconhecido a seqüestrava e violentava. Ela se levanta e vai até a cozinha, beber um pouco de água. Mesmo estando mais calma uma sensação estranha a invade, como se ela estivesse sendo observada. Ela tenta deixar esse pensamento de lado, mas uma angústia vai tomando conta dela. Num impulso, ela pega o telefone. Começa a teclar o número de Mulder, mas desiste no meio do caminho. 'Dana, pare com isso. É melhor voltar a dormir.' Ela se dirige para o quarto, mas não consegue chegar lá. Uma mão forte a agarra, colocando um lenço com clorofórmio no seu rosto. Quando ela tenta gritar, tudo escurece. Sede do F.B.I., 10:45 da manhã Fox Mulder está preocupado. Scully não costuma se atrasar sem avisar. Ele já ligara várias vezes para o apartamento e para o celular dela e ninguém atendera. Mulder não havia conseguido dormir direito à noite. Tivera sonhos estranhos com Scully. Não conseguira distinguir o que eram, mas os sonhos deixaram uma sensação ruim dentro dele. E agora, com o atraso dela, ele está ficando mais e mais preocupado. Ele resolve sair para procurá-la, mas o telefone toca. "Alô?" Ele atende ansioso. A voz do diretor Skinner, do outro lado da linha, parece mais grave do que de costume. "Agente Mulder, preciso que venha imediatamente em minha sala." Antes que Mulder possa responder, ele desliga. Mulder corre até a sala de Skinner, sem ver por onde passa. Ele esbarra em algumas pessoas pelo caminho, chegando a quase derrubar uma colega, tamanha sua pressa. Ele pede desculpas rapidamente e continua seu caminho. Seu coração está aos pulos. No seu íntimo, ele tem certeza que alguma coisa aconteceu à Scully. Ele sente isso. Não para de pensar nela. Ele passa pela secretária de Skinner esbaforido, sem cumprimentá- la ou pedir licença e entra correndo na sala do diretor. "Senhor, onde ela está?" O diretor assistente Skinner, como quase sempre, se mantém impassível. "Sente-se por favor, agente Mulder." Mulder permanece de pé. "Senhor, eu quero saber onde ela está. Eu sei que você sabe o que aconteceu. Por favor, Skinner, onde está Scully?" O tom de voz de Mulder aumenta junto com sua aflição. Skinner também aumenta sua voz. "Eu disse sente- se por favor, agente Mulder." Mulder deixa escapar um longo suspiro e se senta. "Assim está melhor. Agente, eu vou direto ao ponto. Hoje de madrugada a agente Scully foi seqüestrada." Mulder sente o sangue fugir, a garganta seca. Sua respiração fica alterada. "Seqüestrada? Onde ela está? Por favor, senhor, eu preciso saber. Estão pedindo resgate? Quanto? Precisamos fazer alguma coisa." Ele se levanta, nervoso. Skinner também fica de pé e o segura pelo braço. "Mulder, se continuar nervoso assim, não poderá fazer nada por ela. Por favor, sente-se e me escute com atenção." Mulder reluta por alguns segundos, mas por fim, se senta novamente. "Por favor, agente, tente se controlar. Há alguns anos atrás um homem chamado Mark Lee Carrey, se apaixonou por uma moça ruiva, não muito alta. Eles tiveram um breve romance e depois a moça, que se chamava Mary Sheridan, terminou tudo com ele. Ele ficou louco. Fez de tudo para reatar o namoro, mas, como a moça recusou, acabou matando-a." Mulder engole em seco. Não consegue coordenar os pensamentos. "Senhor, o que isso tem a ver com Scully?" "Eu vou chegar lá, agente. Mary Sheridan era uma agente do F.B.I, na Califórnia. Mark é um caminhoneiro e segundo ele, ela terminou o romance por esse motivo, por ter um emprego melhor que o dele. Segundo amigos dela, ele é uma pessoa muito instável e violenta, por isso ela acabou o namoro. Há um mês atrás, ele seqüestrou outra agente do F.B.I., Julia Lemmon, dessa vez em Nova York. Ela, como a agente Sheridan, também é ruiva e de baixa estatura. Mas é também uma excelente kickboxer. Ela lutou com ele e, como estava sem sua arma, conseguiu fugir." "Como ela sabia que se tratava da mesma pessoa?" "Ela o reconheceu através de fotos nos arquivos da polícia. Ele foi preso uma vez por agressão. E também pelo exame de DNA. Na hora em que estava lutando com ele, antes de conseguir golpeá-lo, cravou- lhe as unhas no braço. Ele usava uma camiseta e um pequeno pedaço de pele ficou na unha dela. Bom, agente, há alguns minutos recebemos um telefonema de alguém dizendo-se ser Mark Carrey. Ele falou que estava com a agente Scully e que tínhamos 24 horas para atender suas exigências, ou a mataria." Mulder se levanta novamente. "O que ele quer, Skinner? Nós temos que salvar Scully, ela não pode morrer." "Agente Mulder, eu já disse, por favor se acalme. Mary Sheridan tinha uma filha, uma menina de oito anos, muito parecida com ela. Carrey insiste em dizer que a garota é filha dele, o que não é verdade, pois Lucy Sheridan foi gerada através de inseminação artificial. Ela vive agora com a avó, na Inglaterra. Carrey quer a menina em troca da agente Scully. Conseguimos saber de onde ele ligou. Foi da área industrial de Washington. Já designei vários agentes para lá." Skinner faz uma pequena pausa. "Agente Mulder, seria melhor ficar fora do caso. Você é bastante próximo da agente Scully e...agente Mulder." Mulder sai da sala antes que o diretor termine de falar. Área Industrial de Washington D.C. , 3:15 da tarde Scully abre lentamente os olhos. Ela sente o corpo dolorido e um gosto enjoado na boca. Não sabe onde está. Ela se vê numa espécie de galpão abandonado. O lugar é sujo e escuro e ela sente um forte cheiro de graxa. Scully não consegue lembrar de muita coisa. Lembra-se do pesadelo que tivera e de ter ido beber água. Depois não se lembra de mais nada. Seus pensamentos estão confusos. 'Onde estou? O que está acontecendo?' Ela tenta se levantar mas não consegue. Percebe então, que está com os pés e as mãos amarrados numa cama de ferro. Ela ouve um barulho e se assusta. Scully vê o vulto de um homem entrando no galpão. Sem querer, ela deixa escapar um grito abafado. O homem a ouve. "Já acordou, belezinha? Dormiu bem?" A voz do homem é pastosa e sarcástica. Ele se aproxima de Scully. "Não se preocupe, boneca. O papai aqui não vai lhe machucar. A não ser que não me dêem o que pedi." "O que você quer? Quem é você?" Scully sente um forte cheiro de bebida no homem. Ele é alto e truculento. Parece ter dois metros de altura. Não tem cabelos e seus dentes são escuros e sujos. Scully se assusta cada vez mais com o homem. "Calma, meu bem, não fique com medo." Ele passa a mão pelo rosto de Scully e desce até o pescoço. "Sabe que você é linda? Magrinha, levinha...adoro mulheres assim." O homem fala sussurrando. "Parece a Mary." Scully está tremendo. "O que você quer? Não toque em mim. Eu sou uma agente do F.B.I.. Você pode se dar muito mal. Fique longe de mim!" O homem dá uma gargalhada e passa os dedos no colo de Scully. "Calma, boneca. Eu quero você, mas não agora. Estou ocupado, sabe? Tenho muitas coisa pra fazer. Mas mais tarde eu volto, boneca. Tenho certeza que vamos nos dar muito bem." Dizendo isso, ele acaricia o pescoço de Scully, coloca um pedaço de fita adesiva em sua boca e sai. Scully está apavorada. Seu corpo todo está tremendo. Ela olha para todos os lados na esperança de achar uma saída, ter alguma idéia. Ela não sabe que horas são. Está com sede e com fome. A fita adesiva na boca a impede de gritar. Ela se debate de todo jeito tentando se livrar das cordas, mas não consegue. Por fim, ela desiste. Lágrimas quentes escorrem de seus olhos. Scully começa a rezar. 'Meu Deus, por favor me ajude. Faça com que Mulder me encontre. Por favor, me ajude. Mulder, me ajude.' Mulder está andando pela arredores da área industrial da cidade há horas. Ele já procurara por Scully por todos os lugares, em vão. Sente seu corpo cansado física e emocionalmente. A angústia e o desespero tomam conta dele. Mas ele não desiste. Ele quer encontrar Scully custe o que custar. Ele jurara que mataria com as próprias mãos, qualquer pessoa que a machucasse. Mulder olha o relógio. São quase seis da tarde. Ele entra em uma área cheia de galpões. No mínimo uns vinte. Não parece haver ninguém por lá, parecem abandonados. Mulder se anima um pouco. Sua intuição lhe diz que Scully está em algum desses galpões. Ele se enche de esperança e entra no primeiro. Depois de muito chorar Scully acabara se entregando ao sono. Ela acorda assustada com o som de passos. 'Meu Deus, ele voltou.' Scully está apavorada. O homem se acerca dela. "Oi, boneca. Voltei. E então, sentiu minha falta?" Ele se aproxima do rosto de Scully. Ela sente seu hálito podre. "Então belezinha, não vai dar um beijinho no papai?" Lágrimas escorrem pelo rosto de Scully, enquanto ela faz cara de nojo. O homem começa a rir. "Calma, boneca. Eu não tenho pressa." Dizendo isso ele se afasta. Scully ouve os movimentos do homem pelo lugar, enquanto pensa desesperadamente numa maneira de escapar dali. Mulder está cada vez mais desesperado. Ele havia chamado alguns agentes para ajudá-lo a procurar Scully nos galpões. Já é noite e até o momento não tinham encontrado nada suspeito. Num momento de desespero Mulder grita por Scully. "SCULLEEEEEEEEE!" Ele não agüenta mais mas tem que continuar a procurá-la. Ele começa a correr pelos galpões enquanto grita por ela. O homem se aproxima de Scully novamente. O desespero toma conta dela. Mesmo sabendo que ninguém irá ouvir, ela começa a gritar. Mas seus gritos são abafados pela fita adesiva. "Não tem ninguém por aqui, boneca. Só nós dois." Ele passa a mão pelo rosto de Scully. "Sabe que você é muito bonita? A Mary era bonita. Mas ela me abandonou, aquela vaca. Eu quero a Lucy agora. Ela vai ficar igualzinha a Mary quando crescer. Será que seu namorado vai se importar se eu provar um pouco de você?" Dizendo isso, ele arranca violentamente a fita da boca de Scully. Ela começa a gritar, mas ele dá um tapa no rosto dela. O sangue escorre pela boca de Scully. Ele está com raiva agora. "Vai gritar ainda, boneca? Quer apanhar mais? Você então deve ser do tipo que gosta de apanhar, não?" Scully chora copiosamente. O homem puxa a camisa do pijama dela com violência, arrancando os botões. Ele olha para os seios de Scully. "Hum, melhor do que eu pensava." No momento em que ele vai tocar em Scully, ouve uma voz atrás de si. "Parado! F.B.I! Fique onde está!" Scully reconhece a voz de Mulder e chama por ele. "Mulder!" Ele continua apontando a arma para o homem enquanto se aproxima de Scully. Outros agentes entram no galpão e rendem Mark Carrey. Um deles começa a ler seus direitos enquanto outro o algema. Mulder corre para Scully. Ele vê o estado dela, os seios nus, um filete de sangue escorrendo da boca, as mãos e os pés amarrados. Ele não se contem. Solta-a rapidamente, cobre-a com seu paletó e, de arma em punho, se volta pra Carrey. "O que você fez com ela, seu filho da puta? Eu vou matar você!" Mulder grita alucinado, enquanto os outros agentes tentam contê-lo. "Calma, agente Mulder. Nós tomamos conta dele. Cuide da agente Scully." Mulder está morrendo de ódio. Por ele, daria um tiro no meio da testa do canalha. Os outros agentes o seguram. Ele ouve Scully lhe chamar e corre para perto dela. Ela está sentada na cama, chorando, sem forças. "Mulder, me tira daqui, por favor." Ela fala baixinho. Mulder está tremendo de nervoso. "Scully, o que ele fez com você. Me diga, Scully, ele, ele..." Mulder não consegue continuar. Abraça Scully com força e começa a chorar. Ele fala com ela entre soluços. "Eu vou tirar você daqui, Scully, mas antes eu quero acabar com aquele..." Scully entende o que ele quer dizer e coloca um dedo nos lábios dele. "Mulder, eu juro a você, ele não me tocou. Ele só me deu um tapa, por isso cortei o lábio, mas ele não me tocou. Eu juro, Mulder. Agora me tira daqui, por favor." Mulder olha para o rosto de Scully. Cansado, machucado, e mesmo assim ele a acha linda. Aos poucos o choro vai cessando. Ele toca o machucado dela com cuidado. "Eu vou tirar você daqui, meu anjo." Ele se levanta e a pega no colo com cuidado. Scully se sente aliviada. É bom estar nos braços de Mulder. É bom ser chamada por ele de 'meu anjo'. Ele anda até o carro com ela e a coloca com extremo cuidado no banco. Mulder a fita com imenso carinho por alguns momentos. Mesmo machucada, cansada, com fome e sede Scully se sente derreter. Ele toca no rosto dela e deposita um suave beijo nos lábios. "Durma, meu anjo. Eu vou levar você pra casa." Scully acorda assustada. Tivera outro pesadelo. Mas esse parecera mais real que o primeiro. Ela olha para os lados e percebe que está em seu quarto. Ela tenta se levantar, mas sente seu corpo dolorido. É então que percebe que não fora se deitar com esse pijama. Scully olha para seus braços e vê que seus pulsos estão machucados. "Não foi um sonho. Eu fui realmente seqüestrada por aquele maníaco." Scully se lembra do homem com nojo. Ela se sente nauseada e tenta se levantar novamente. Mulder entra no quarto nesse momento. "Ei, garota, o que está fazendo fora da cama?" Scully olha para ele surpresa. "Mulder, o que está fazendo aqui?" Mulder a olha com ternura, se aproxima dela e fala com carinho. "Você não se lembra, meu anjo? Você foi seqüestrada por um maníaco e levada para um galpão imundo, na área industrial da cidade. Ainda bem que eu a encontrei a tempo." Scully se lembra de tudo no momento que Scully a chama de 'meu anjo'. Ela toca no rosto de Mulder e sorri. Os olhos dele estão cansados, como se não tivesse dormido, mas, ao mesmo tempo, aliviados por ela estar à salvo. "Você me salvou." "Não, você me salvou." Ele toma a mão dela e deposita um beijo carinhoso. Depois a ajuda a se deitar de novo. "Você tem que descansar, meu anjo." "Mulder, eu acho que fiquei muito tempo deitada. Que horas são afinal?" "Sete e quinze da noite. Você dormiu um bocado. Quase 24 horas. Eu levei você direto para um hospital e lá, depois de lhe examinarem e verem que está tudo bem, lhe deram um sedativo. Eu a trouxe para cá logo depois. Você estava dormindo, por isso não se lembra. Só que agora você precisa comer." "Mulder, eu preciso tomar um banho antes." "Você...precisa de alguma ajuda?" "Não, está tudo bem. Eu posso ir sozinha." Ela se levanta e se dirige ao banheiro. Mulder vai para a cozinha esquentar a sopa que fizera para ela. Quando ela sai do banho, vestindo um roupão felpudo, ela sente o delicioso cheiro da comida. "Hummm...o que tem aí, Mulder? Estou faminta." "Sopa de batata. Mas volte pra cama, eu levo lá." Scully tenta protestar, mas Mulder não lhe dá chance nenhuma. Ela toma a sopa com prazer dobrado. Por causa da fome que está sentindo e por ver que Mulder está cuidando dela. Ela sempre fora uma mulher independente, dona do seu próprio nariz. Mas está achando maravilhoso ser cuidada pelo homem que ama. Mesmo que ele não saiba disso. "Você está bem agora, Scully?" Scully fica triste pensando que ele quer ir embora. "Sim, Mulder, tudo bem. Você ficou o dia inteiro comigo. Se você quiser ir embora, eu entendo." Mulder se sente magoado. "Você quer que eu vá embora? Não quer que eu fique aqui essa noite?" Scully não sabe o que dizer. Tudo que ela quer é que ele fique com ela, não só essa noite, como todas as noites, todos os dias, todas as horas, minutos, segundos. Mas ela não tem coragem de lhe falar. Falar o que quer, o que sente. Mulder percebe que ela está frágil. Ele quer dizer a ela o que sente, mas não sabe se esse é um bom momento. Por fim, ele toma coragem, senta-se em frente a ela, segura suas mãos e começa a falar. "Scully, eu não sei se esse é um bom momento, mas eu preciso lhe falar uma coisa. Uma coisa que está presa dentro de mim há muito tempo. Tanto tempo que nem sei mais quanto. Scully, ontem foi um dia horrível pra mim. Eu sabia que aquele cara era maluco, que ele poderia ter lhe machucado de verdade. Scully, eu não posso perder você. Eu não saberia viver sem você. Você é meu mundo. Você é tudo de bom que existe em minha vida. Eu me sinto perdido sem você. Eu devo tudo a você. Minha vida, meu trabalho, minha sanidade. Você é tudo para mim. E minha alma e meu coração são seus. Eu amo você, Scully. Nunca pensei que um dia pudesse amar alguém assim." Lágrimas caem dos olhos de Mulder enquanto ele fala e de Scully enquanto ela escuta. "Eu preciso de você, Scully. Sem você eu não existo. Prometa que eu nunca irei lhe perder. Eu morro, se isso acontecer. Fique comigo só como amiga se quiser, mas, por favor, nunca me deixe." Mulder começa a chorar mais e esconde o rosto nas mãos. Scully também chora, mas dessa vez é de felicidade. Ela segura o rosto de Mulder com ambas as mãos, olha nos olhos dele e fala. "Mulder, eu amo você. Muito. Eu prometo que nunca irei lhe deixar. Eu vou estar sempre com você, Mulder. Sua presença é vital pra mim. Eu preciso de você como eu preciso de ar pra viver." Mulder olha para Scully maravilhado. Nunca pensou que um dia se sentiria tão feliz. Eles se aproximam um do outro e trocam um doce e apaixonado beijo. Scully olha nos olhos de Mulder. "Fique aqui comigo, Mulder." "Essa noite?" "Não. Para sempre." Eles se beijam novamente com todo amor acumulado durante sete longos anos. FIM