Meditações de uma Dana Scully AUTORA: Kessia Nina E-MAIL: shipperx@gmx.net DISCLAIMER: Os nossos queridos personagens não pertencem a mim. Pertencem a Chris Carter e a Fox e principalmente a Gillian Anderson e David Duchovny que dão uma vida muito especial aos agentes mais interessantes de toda a história, mais ainda a GA. SPOILERS: Piloto e Squeeze (não sei o nome em Português - é aquele do Eugene Tooms, o cara que come fígado de 30 em 30 anos) CATEGORIA: MSR NOTA DA AUTORA: Todas as minhas histórias estão no meu site: http://go.to/shipperx/ Esta história é para acabar com a tensão da que estou escrevendo sobre o fim de Arquivo X. Esta é totalmente shipper (novidade!)!!! RESUMO: Como Scully descobre que ama Mulder. ----------xxx-------------- A luz do sol entrava pelas cortinas do quarto de Scully acordando-a aos poucos. Pelas frestas da janela ela pôde ver que o céu estava completamente azul e por alguns minutos ficou a ouvir o canto dos pássaros. Fazia tempo que ela não parava para ouvir os pássaros. Gostava deles. Espreguiçou-se antes de levantar. Mais um dia de trabalho a esperava. Mais um dia cansativo ao lado das teorias malucas de Mulder. Não que não gostasse. Gostava de ter alguém para discordar, para discutir, mas hoje o dia estava bonito demais para ser desperdiçado numa sala empoeirada no porão do FBI. Decidiu ligar para Mulder. "Mulder, sou eu. Estou ligando pra avisar que não vou poder trabalhar hoje." Após uma pausa, respondeu. "Não, não aconteceu nada. Só não estou com muita vontade de enfurnar-me numa sala. Além do mais, não temos tanto trabalho assim pra fazer. Você dá conta sozinho. Antes de me conhecer não fazia tudo sozinho?" Desligou antes que ele pudesse dizer alguma coisa. Levantou finalmente, vestiu seu hobby e foi à cozinha preparar algo para comer antes de sair. Fazia tempo que não *usava* sua cozinha. Sempre tomava café, almoçava e jantava fora. Sentia falta disso. Enquanto o café era preparado, andou até a sala, abriu as cortinas e deixou que o sol entrasse e arejasse todo o seu apartamento. Era ótima a sensação de liberdade. O sol iluminou todo o ambiente e Scully sentiu um pequeno remorso por não levar uma vida normal. No entanto, logo se conformou. Nunca poderia levar uma vida normal ao lado de Mulder. Uma solução lógica seria abandonar seu trabalho no FBI ou pedir transferência para outro escritório, mas não podia simplesmente fazer isso. Estava unida a Mulder e nada os separaria. Já havia tido a oportunidade de largá-lo logo no seu terceiro caso juntos, mas não pôde. Trabalhar com pessoas comuns demais não era do seu gosto. Apesar de nunca ser acreditada por Mulder, ele sempre a ouvira e de certa forma aceitava o que ela tinha a dizer e ela o que ele tinha a dizer. Era bom ter alguém como Mulder a seu lado. Nunca estivera tão próxima de alguém como dele. Eram tão unidos que pareciam ler as mentes um do outro. Eram tão próximos que apenas pelo olhar sabia o que o outro queria, e por isso, Scully sabia que Mulder não iria tranqüilizar-se enquanto não soubesse o verdadeiro motivo da sua falta ao trabalho. Tinha direito a algumas folgas devido ao tanto de horas extras que fazia. Skinner entenderia imediatamente, mas não Mulder. Scully sabia e sentia que ele ainda apareceria em sua casa naquele dia. Esperaria por ele então. Voltou para a cozinha e continuou os preparativos para o café. Pegou duas xícaras no armário. Por algum motivo sabia que Mulder chegaria ainda para o café. Pegou também dois pratos e preparou duas torradas francesas. Sabia que Mulder comia qualquer coisa em qualquer hora e lugar. Sentia-se feliz por saber dos gostos, ou qualquer gosto, do seu parceiro. Sorriu para si mesma. Por um instante, ficou a pensar o motivo de, mesmo de folga, seu parceiro não sair de sua cabeça. Talvez após tantos anos de convivência, esteja até mais acostumada com ele do que imaginava. Talvez sinta falta dele por ficar tempo demais com ele todos os dias. Afinal são sete dias por semana, praticamente vinte e quatro horas por dia. Não tem quem não se acostume. Mas apesar de tudo, ainda faltava uma resposta. Realmente porque pensava tanto nele. Sem maiores delongas, a palavra amor veio à sua mente enquanto sentava e colocava café na xícara. "Amor? Mas o que é realmente o amor?" Pensou Scully. Existem vários tipos de amor. Não apenas um. O que Scully pensava que sentia por Mulder era um amor fraternal, amor de família. Mas pensando melhor, não sentia necessidade de estar com sua mãe ou seus irmãos o tempo todo. Nem mesmo com Melissa, quando esta ainda estava viva. "Talvez seja uma necessidade de estar com alguém do sexo oposto que esteja sentindo. Não necessariamente amo Mulder assim, afinal ele é minha única referência do sexo oposto nos últimos seis anos." Mais uma vez pensando racionalmente e cepticamente. Seus pensamentos foram interrompidos por batidas na porta e gritos do lado de fora do seu apartamento. "Scully!!! Scully!!! Abra a porta!" Gritou a voz que mais gostava de ouvir. "Já estou indo." Respondeu Scully sorrindo ao confirmar o que já tinha certeza, Mulder realmente aparecera na hora do café. Ao abrir a porta, viu um Mulder suado, pálido e com cara de pânico olhando espantado para ela ao ver que ela ainda estava vestida para dormir. Riu. E confirmou outra certeza (mesmo tendo pensado diferente há alguns minutos atrás), amava aquele homem mais que tudo na sua vida. Desde o início. Desde o primeiro aperto de mãos que tiveram. Desde a primeira frase que trocaram em 1992. "Sabia que viria, Mulder." ----------xxx-------------- E aí, gente, gostaram??? Até que me diverti escrevendo essa mini- história. Estou aqui supostamente trabalhando quando me deu uma vontade imensa de escrever algo assim. Espero que tenham gostado!!! Escrevam-me!!!